Como aplicar uma injeção intravenosa (com imagens)

Como Aplicar uma Injeção Intravenosa (com Imagens)

Aplicar injeções e vacinas é uma das principais rotinas das instituições que prestam serviço na área da saúde. No entanto, a aplicação de injeções também é uma das maiores fontes de acidentes de trabalho em clínicas e hospitais, colaborando para dados alarmantes que colocam os profissionais de saúde no topo do ranking de acidentes ocupacionais do país.

Saber quais são os procedimentos mais seguros para realizar a aplicação de injeções e usar materiais perfurocortantes com dispositivos de segurança são os passos fundamentais para reduzir o número de acidentes e melhorar as condições de trabalho dos profissionais da saúde.

Nós já conversamos sobre a aplicação de injeções por via intradérmica e intramuscular. É hora de falarmos sobre a administração de medicamentos na região subcutânea.

Como Aplicar uma Injeção Intravenosa (com Imagens)

Como aplicar a injeção subcutânea

A injeção subcutânea é aplicada no tecido adiposo, logo abaixo da derme. Ela é utilizada para a administração de medicamentos e vacinas que não causam irritação nos tecidos do corpo e precisam de uma absorção lenta e gradual.

Como Aplicar uma Injeção Intravenosa (com Imagens)

É fundamental que o profissional de saúde faça a checagem de nove aspectos antes de realizar esta aplicação. São eles: o paciente certo, o medicamento certo, a dosagem certa, a via de aplicação certa, a validade certa, a duração da aplicação certa, o horário certo, a abordagem certa e o registro certo no prontuário.

Uma vez verificados estes fatores, o profissional da saúde pode seguir com a aplicação do medicamento.

É necessário realizar a antissepsia da região onde será aplicada a injeção (região subescapular, em volta do bíceps, inferior do abdômen e externa das coxas) e esperar que todo o álcool evapore antes de começar.

Como Aplicar uma Injeção Intravenosa (com Imagens)

Para iniciar a aplicação é preciso realizar uma dobra cutânea pinçando a pele do paciente com os dedos polegar e indicador. Então é só introduzir a agulha em um ângulo de 90° ou 45° conforme procedimento.   

Como Aplicar uma Injeção Intravenosa (com Imagens)

O medicamento é injetado lentamente, quando o profissional da saúde empurra o êmbolo da seringa de forma constante. Depois é necessário esperar 5 segundos e retirar a agulha, colocando um algodão sobre a punção.

Não é recomendável massagear o local da aplicação para evitar que o medicamento seja absorvido de maneira rápida demais.

Perfurocortantes com dispositivos de segurança

Como Aplicar uma Injeção Intravenosa (com Imagens)

É muito importante usar materiais perfurocortantes com dispositivos de segurança na aplicação de qualquer injeção. Deste modo você reduz as chances de gerar acidentes com contaminação por material biológico.

Conheça as agulhas e seringas de segurança Sol-Care, da Sol Millennium e realize os procedimentos de rotina com muito mais segurança.

Como aplicar uma injecção subcutânea e melhores locais

  • A injeção subcutânea é uma técnica na qual um remédio é administrado, com uma agulha, na camada adiposa que fica por baixo da pele, ou seja, na gordura corporal, principalmente da região abdominal.
  • Esta é o tipo de técnica ideal para a administração de alguns medicamentos injetáveis em casa, já que é fácil de aplicar, permite uma liberação gradual do medicamento e também tem menos riscos para a saúde, quando comparada com a injeção intramuscular.
  • A injeção subcutânea é quase sempre utilizada para administrar insulina ou, então, para aplicar enoxaparina em casa, sendo uma prática recorrente após cirurgias ou durante o tratamento de problemas que tenham surgido de um coágulo, como AVC ou trombose venosa profunda, por exemplo.

Como Aplicar uma Injeção Intravenosa (com Imagens)

Como aplicar a injeção corretamente

A técnica para aplicar uma injeção subcutânea é reativamente simples, devendo-se respeitar o passo-a-passo:

  1. Juntar o material necessário: seringa com o remédio, algodão/compressa e álcool;
  2. Lavar as mãos antes de aplicar a injeção;
  3. Passar o algodão com álcool na pele, para desinfectar o local da injeção;
  4. Fazer uma prega na pele, segurando com o polegar e o indicador da mão não-dominante;
  5. Inserir a agulha na prega de pele (idealmente em um ângulo de 90º) num movimento rápido, com a mão dominante, enquanto se mantem a prega;
  6. Carregar no êmbolo da seringa lentamente, até que todo o remédio seja administrado;
  7. Retirar a agulha num movimento rápido, desfazer a prega e aplicar ligeira pressão no local com o algodão umedecido com álcool, por alguns minutos;
  8. Colocar a seringa e a agulha usadas em um recipiente seguro, feito de material duro e que não fique ao alcance de crianças. Nunca se deve tentar tampar novamente a seringa.

Esta técnica pode ser feita em partes do corpo que apresentem algum acúmulo de gordura, mas é importante que entre cada injeção se faça uma troca do local, mesmo que seja na mesma parte do corpo, deixando, pelo menos, 1 cm de distância do local anterior.

No caso de uma pessoa com pouca gordura corporal ou com uma prega pequena, deve-se inserir apenas 2/3 da agulha, para evitar chegar até ao músculo. Ao fazer a prega na pele, também é importante evitar fazer muita pressão sobre a pele, para não pegar músculo junto com o tecido adiposo.

Como escolher o local da injeção

Os melhores locais para administrar uma injeção subcutânea são aqueles onde existe maior acúmulo de gordura. Assim, os que geralmente são mais utilizados incluem:

1. Abdômen

A região em volta do umbigo é uma das maiores reservas de gordura corporal e, por isso é quase sempre utilizada como primeira opção para a administração de injeções subcutâneas. Além disso, neste local é quase impossível agarrar o músculo abdominal junto com a prega, tornando-o num local bastante seguro para a administração da injeção.

O principal cuidado que se deve ter neste local é o de fazer a injeção com uma distância superior a 1cm do umbigo.

Leia também:  Como baixar o itunes no linux (com imagens)

2. Braço

O braço pode ser outra das regiões utilizadas para este tipo de injeção, pois também contém alguns locais de acúmulo de gordura, como a parte de trás e lateral da região que fica entre o cotovelo e o ombro.

Nesta região pode ser mais difícil fazer a prega sem segurar músculo e, por isso, é preciso ter atenção para separar os dois tecidos antes de administrar a injeção.

3. Coxas

Por fim, a injeção também pode ser administrada nas coxas, pois é outro dos locais com mais acúmulo de gordura, especialmente nas mulheres. Embora não seja o local mais utilizado, a coxa pode ser uma boa opção quando já se utilizou o abdômen e os braços várias vezes seguidas.

Possíveis complicações

A injeção subcutânea é bastante segura, no entanto, como em qualquer técnica de injeção de medicamentos, existem algumas complicações que podem surgir, e que incluem:

  • Dor no local da injeção;
  • Vermelhidão na pele;
  • Pequeno inchaço no local;
  • Saída de secreção.

Estas complicações podem acontecer em qualquer caso, mas são mais frequentes quando é necessário fazer injeções subcutâneas por períodos muito longos.

Caso surja algum destes sintomas e não melhore após algumas horas, é importante ir no hospital e consultar um médico.

Medicamentos Injetáveis – Principais Considerações

Como Aplicar uma Injeção Intravenosa (com Imagens)

1.    Medicamentos injetáveis só devem ser preparados e administrados por profissionais qualificados.

2.    Um medicamento só pode ser injetado se tiver sido preparado com técnica asséptica. ATENÇÃO: um erro muito comum é esquecermos de limpar a a rolha do produto com álcool após a retirada do “flip off” (aquela peça plástica que se insere sobre a rolha).

3.    LEIA SEMPRE TODAS AS INFORMAÇÕES PROVENIENTES DO LABORATÓRIO FABRICANTE.

AGULHAS PARA PREPARAÇÃO DE PRODUTOS INJETÁVEIS

Agulhas 30 x 8 ou 25 x 8, embora dificultem o processo de preparação dos produtos, são as recomendadas para a reconstituição e/ou diluição de medicamentos injetáveis porque têm menor probabilidade de fragmentar rolhas que as agulhas 40 x 12.

INSTRUÇÕES DE RECONSTITUIÇÃO, DILUIÇÃO E CONSERVAÇÃO DOS MEDICAMENTOS

SIGA AS INSTRUÇÕES DE RECONSTITUIÇÃO, DILUIÇÃO E CONSERVAÇÃO DOS MEDICAMENTOS.

Neste Guia procuramos sempre mencionar se o produto em questão é compatível com os diluentes mais comuns: Água Estéril para Injeção, Cloreto de Sódio 0,9% e Glicose 5%. Não utilize diluentes não referendados pelo laboratório fabricante.

  • Muitas vezes, por ausência de informação adequada sobre diluentes nas bulas brasileiras, inserimos informações a partir de padrões internacionais.
  • Antes de administrar uma injeção, verifique se o produto se apresenta dentro dos padrões costumeiros: descarte produtos com precipitados, fragmentos de vidro ou rolha, produtos com coloração alterada ou que não estejam em conformidade com as instruções de uso; se persistirem dúvidas sobre a sua qualidade, ligue para o Laboratório fabricante.
  • Certifique-se que a via de administração esteja permitida para o medicamento que se pretende administrar: confira na bula do produto se o medicamento prescrito pode ser administrado pela via que consta da receita.

Respeite a velocidade de administração recomendada para o produto: devemos exigir que o fabricante defina claramente o tempo de administração do produto em minutos ou horas (um minuto, 5 minutos, 30 minutos, duas horas etc). Precisamos esquecer termos como administração intermitente, contínua, bolus e outros mais que promovem uma tremenda confusão.

Atente também para dois termos que são universalmente confundidos: RECONSTITUIÇÃO E DILUIÇÃO.

A confusão se insere em bulas de fabricantes, em tratados de farmacologia e até mesmo em respeitadas farmacopeias. Se um laboratório confunde os termos reconstituição e diluição não podemos confiar nos dados de estabilidade do produto (produtos mais concentrados geralmente têm menos estabilidade que produtos diluídos).

Reconstituição

Significa fazer o produto que se quer injetar retornar à sua forma original líquida. Assim, reconstituímos os pós para injeção e isso é feito geralmente adicionando-se Água Estéril para Injeção ao frasco que contém o pó (outras vezes, desde que autorizados pelo fabricante, podemos também adicionar Solução Bacteriostática, Cloreto de Sodio 0,9% ou Glicose 5%).

Diluição

Significa diminuir a concentração de um produto que já era uma solução injetável, uma suspensão injetável ou era um pó que foi previamente reconstituído para a forma líquida. Fazemos a diluição de um medicamento -segundo as orientações do fabricante – adicionando Cloreto de Sodio 0,9%, Glicose 5% ou outro diluente indicado.

Quando um medicamento em pó é preparado com as bolsas especiais de diluentes para uso como Sistema Fechado de Infusão Intravenosa, a reconstituição e a diluição são feitas simultaneamente.

COMO ADMINISTRAR OS MEDICAMENTOS INJETÁVEIS

Injeção Intramuscular (IM)

  1. •      Seguir sempre as instruções de preparação da injeção fornecidas pelo fabricante, obviamente respeitando técnicas assépticas.
  2. •      limpar a área da aplicação com um algodão embebido em álcool a 70%.

  3. •      nos adultos aplicar de preferência nas nádegas (quadrante superior externo); em lactentes, ou crianças menores pode-se utilizar a face lateral externa das coxas.
  4. •      dar a picada no local programado, introduzindo profundamente a agulha.

•      antes de injetar o produto, puxar o êmbolo da seringa para trás, a fim de verificar se a agulha não atingiu nenhum vaso sanguíneo.

Se aparecer sangue na seringa, ou se a cor do produto sofrer alteração, retirar a agulha e injetar em outro local, tendo o cuidado de repetir a operação, para saber se nenhum vaso sanguíneo foi atingido.

  • •      aplicar a injeção lentamente.
  • •      retirar o conjunto de agulha e seringa e descartá-los em recipientes apropriados.
  • •      fazer pressão por alguns instantes no local da injeção, com um algodão embebido em álcool a 70%.
  • ATENÇÃO:
  • •      interromper a administração da injeção se o paciente se queixar de dor intensa no local.
  • •      colocar bolsa de gelo no local da aplicação (a menos que outra orientação seja fornecida pelo fabricante) para minorar a sensação de dor.
  • 1.    Principais locais de aplicação de injeção intramuscular
  • COXA: face lateral externa (geralmente utilizada em lactentes e crianças menores).
Leia também:  Como amadurecer peras: 10 passos (com imagens)

NÁDEGAS: região glútea – quadrante superior externo. A linha horizontal, que demarca os quadrantes da região glútea, passa exatamente no final da coluna óssea, na altura do osso denominado cóccix.

Injeção Intravenosa (IV)

  1. São basicamente duas as formas de se injetar um produto por via intravenosa: via intravenosa direta ou infusão intravenosa.
  2. •      Via intravenosa direta: quando se injeta o produto diretamente na veia, ou através de um tubo nela inserido.
  3. •      Infusão intravenosa: quando se goteja o produto na veia.

Injeção Subcutânea

•      Seguir as instruções de preparação fornecidas pelo Laboratório.

•      limpar a área de aplicação com algodão embebido em álcool a 70% (a escolha da área de aplicação deve obedecer determinação profissional).

Por que algumas injeções doem bem mais que outras?

Como Aplicar uma Injeção Intravenosa (com Imagens)

Tudo depende de dois fatores: a profundidade com que a agulha penetra no corpo e a composição química das substâncias aplicadas. Basicamente, existem quatro tipos de injeção: intradérmica, subcutânea, intravenosa e intramuscular. A diferença está no ponto do corpo que elas atingem. A intramuscular, que como o próprio nome diz vai diretamente ao músculo, é a que mais incomoda por penetrar mais fundo em nossos braços ou glúteos. Já a intradérmica, aplicada na pele, é a menos dolorosa. Mas, além dessa questão de alcance das agulhas, o produto injetado também torna a picada mais ou menos desconfortável. Em algumas injeções, como numa aplicação de vitamina A, o princípio ativo do medicamento precisa ser dissolvido em gordura, uma substância mais complicada de ser quebrada pelo organismo e que por isso gera mais dor ao paciente picado.

Outras vezes o composto aplicado pode receber um adjuvante, substância usada para dar mais estabilidade ao medicamento e que prolonga não só o efeito deste como também o incômodo da agulhada.

Há casos em que a pessoa pode optar entre tomar um remédio via oral ou por meio de uma injeção, mas nem sempre é assim.

A vantagem da picada é que o medicamento tem uma ação bem mais rápida, localizada e não sofre a influência de outros compostos produzidos pelo corpo, como os ácidos do estômago.

A tendência atual é tentar aliviar um pouco o sofrimento dos pacientes diante das injeções, juntando, por exemplo, várias vacinas em uma só. “Hoje em dia, uma única injeção na coxa permite a aplicação das vacinas tríplice bacteriana, Salk, hemófilos e hepatite”, diz a pediatra Sandra de Oliveira Campos, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Os profissionais da área de saúde estudam até mesmo mudanças na composição das vacinas, pensando em diminuir o desconforto para as pessoas. Essas novidades podem até deixar as picadas mais palatáveis, mas as injeções ainda terão vida longa na medicina.

Sofrimento profundo Quanto mais longe vai a agulha, mais desconforto a pessoa sente

Continua após a publicidade

Entrada superficial

Aplicada com uma agulha de 0,4 a 0,5 milímetro de calibre, a injeção intradérmica é a mais superficial de todas, não ultrapassando as camadas da pele. Serve, por exemplo, para testes de alergia, pois esse tipo de problema aparece justamente na pele. Outro uso é na aplicação da BCG, a vacina contra tuberculose

Abaixo da pele

Com agulhas de calibre um pouco mais grosso, entre 0,5 e 0,7 milímetro, as injeções subcutâneas ultrapassam a pele e chegam até a camada de gordura. A insulina usada pelos diabéticos é aplicada aqui. A vacina de sarampo também, pois assim proporciona melhor defesa para o organismo e menos efeitos adversos

Continua após a publicidade

Direto na veia

As injeções intravenosas chegam a uma veia, onde é aplicada a maioria dos antibióticos. Algumas vitaminas também podem ser aplicadas aqui. Esse tipo de injeção não costuma ser tão dolorosa como a intramuscular, mas, dependendo da substância aplicada, pode ser muito irritante. Quem já tomou glicose após um grande porre sabe bem disso

Ponto final

A intramuscular é a mais profunda, pois a agulha precisa chegar até o músculo da pessoa, normalmente no ombro ou nos glúteos. Por isso ela é a mais dolorosa das injeções. A temida Benzetacil, usada contra várias infecções, pertence a esse grupo. Sua fórmula química, feita para agir por longo tempo, piora ainda mais as coisas

Continua após a publicidade

  • Leia também:
  • – Qual a injeção que mais dói?
  • – Como é feita a infiltração em atletas?
  • – O que acontece com os remédios no estomâgo?
  • CORPO HUMANO /ANATOMIA/
  • dor
  • injeção
  • medicamento
  • Saúde

Na administração de vacinas subcutâneas é necessário aspirar para prevenir injeção endovenosa?

Segundo o Manual do Ministério da Saúde, ao administrar a vacina via subcutânea, a orientação é aspirar e observar se não atingiu algum vaso sanguíneo. Caso isso aconteça, retirar a agulha do local e preparar nova dose de vacina¹.

Leia também:  Como aplicar gel para sobrancelhas (com imagens)

O tecido subcutâneo, ou hipoderme, é a camada mais interna da pele, que é constituído principalmente de tecido adiposo, podendo ser dotado por inúmeros capilares sanguíneos.

A derme que se situa acima do tecido subcutâneo é composta por grande quantidade de vasos sanguíneos e linfáticos (2).

Atentar para a relação entre o ângulo de aplicação e a escolha de agulha adequada, levando em consideração a quantidade de massa muscular do usuário a ser vacinado¹.

A via subcutânea é utilizada para a administração de soluções que necessitam ser absorvidas mais lentamente, assegurando uma ação contínua. Essas soluções não devem ser irritantes, devendo ser de fácil absorção. O volume máximo a ser introduzido por esta via é de 1,5ml¹. Os locais mais utilizados para injeções subcutâneas são as regiões do deltóide no terço proximal ou na face superior externa do braço, na face anterior da coxa ou na face anterior do antebraço¹. Vacinas contra o Sarampo, Caxumba e Rubéola, substâncias como a insulina e adrenalina e alguns hormônios têm indicação específica desta via¹. Procedimentos para Administração¹:

– lavar as mãos;
– escolher o local da administração;
– fazer a limpeza da pele, caso necessário (com álcool a 70% ou água e sabão);
– pinçar o tecido do local da administração com os dedos indicador e polegar, mantendo a regiãofirme;
– introduzir a agulha, com o bisel para cima, com rapidez e firmeza, e em ângulo de 30º (indivíduos magros), 45º (indivíduos normais) ou 60º (indivíduos obesos);
– quando a agulha for de 10mm, a angulação para indivíduos obesos e normais será de 90º;
– aspirar, observando se não atingiu algum vaso sanguíneo; caso isso aconteça, retirar a agulha do local e preparar nova dose de vacina;
– injetar o líquido lentamente;
– retirar a seringa com a agulha com movimento único e firme;
– fazer leve compressão no local com algodão seco;
– lavar as mãos.

Para evitar atingir o músculo, deve-se comprimir o tecido adiposo, inserir a agulha com um ângulo de 45 ° e injetar a vacina para o tecido. Em geral, após a aplicação de uma vacina, qualquer sinal ou sintoma que ocorrer é imediatamente associado à vacinação. Esta relação que se estabelece entre o evento adverso e a vacinação é denominada ação temporal. Isto é, inicialmente, assume-se que o evento ocorreu por causa da vacinação ³. Os casos de abscesso geralmente encontram-se associados com infecção secundária e erros na técnica de aplicação. Estas reações são consequência da introdução da agulha e do conteúdo vacinal no tecido muscular. A hiperestesia se produz pela irritação dos terminais nervosos locais. O eritema se deve à vasodilatação reativa, que favorece a absorção4. O prurido e as pápulas urticariformes são consequências da liberação de histamina, serotonina e outras substâncias vasoativas. O enfartamento ganglionar revela a atividade das células retículo-endoteliais e dos macrófagos para eliminar os restos da vacina. Os abscessos ocorrem quando há a contaminação no local de inoculação e estão normalmente relacionados a erro de técnica (4). Notificar e investigar os casos com abscessos ou outras reações locais muito intensas (edema e/ou vermelhidão extensos, limitação de movimentos acentuada e duradoura); notificar também o aumento exagerado de determinada(s) reação(ões) local(is) associada(s) eventualmente a erros de técnica ou a lote vacinal (“surtos”) (4). Podemos evitar muitos dos eventos adversos pós-vacinação causados por técnica de aplicação inadequada. Para isso, é preciso ter atenção especial para estes pontos (4):

– Lave as mãos, no mínimo, antes e após a aplicação da vacina.
– A forma adequada de segurar a criança para uma imobilização segura.
– O ângulo correto de aplicação que deve ser observado de acordo com a via de aplicação indicada.

Atributos APS – De um modo geral, as vacinas figuram entre os produtos biológicos mais seguros para o uso humano, proporcionando benefícios indiscutíveis à saúde pública. No entanto, como qualquer outro produto farmacêutico, elas não estão isentas de risco. Sabe-se que a ocorrência de alguns eventos adversos é esperada. A tarefa da vigilância epidemiológica dos eventos adversos pós-vacinação é realizar o monitoramento desses eventos de forma a permitir que os benefícios alcançados com a utilização das vacinas sejam sempre superiores a seus possíveis riscos. (4)

Terapia intravenosa

Esta página cita fontes confiáveis, mas que não cobrem todo o conteúdo. Ajude a inserir referências. Conteúdo não verificável poderá ser removido.—Encontre fontes: Google (notícias, livros e acadêmico) (Dezembro de 2015)

Demonstração típica de terapia intravenosa

Terapia intravenosa (IV) é uma via de administração que consiste na injeção de agulha ou cateter contendo princípios ativos, vacinas ou hemoderivados nas veias periféricas, tipicamente nos membros superiores ou inferiores.

Não existe absorção nesta via de administração, pois a droga é introduzida diretamente na corrente sanguínea, não podendo assim ser revertida. É um meio ótimo de administrar medicamentos, pela velocidade e eficiência.[1]

É a via de preferência para fármacos que não podem ser aplicados por via intramuscular ou subcutânea, quando o objetivo é o início rápido de ação ou quando a via oral não é possível por intolerância à medicação (como vômitos e dor de estômago) ou por condição que reduza a absorção do medicamento (como diarreia).

Água destilada aplicada via intravenosa é fatal devido à lise de hemácias.[2]

Referências

  1. ↑ Manual Merck
  2. ↑ ISMP Brasil

O Commons possui uma categoria contendo imagens e outros ficheiros sobre Terapia intravenosa

  • Portal de economia e negócios
  • Portal da farmácia

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*