Como andar de bicicleta (com imagens)

Bicicleta de equitação menino em um capacete

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Ciclista na turnê da itália

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A vida é como andar de bicicleta

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Parede branca com poltrona na sala de estar.

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Mulher na bicicleta estacionária no ginásio

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Coleção de bicicleta em design plano

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Fim de semana em família ao ar livre

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Pessoas em vários transportes elétricos

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Andar de bicicleta, cartão do vintage

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Resumo de fundo com uma bicicleta clássico

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Conjunto de logotipos de bicicleta

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Bicicleta bonita com balões e flores

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Fundo listrado da bicicleta do vintage

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Fundo padrão de bicicleta

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Coleção de logotipos de bicicleta

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Close-up, de, pneu bicicleta, em, loja

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Piloto rápido

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Desporto moto vermelha

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Fundo mecânico de bicicletas

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Pessoas andando de bicicleta no parque

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Bicicleta plana com elementos adoráveis

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Bicicleta de equitação de menino

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Citação bicicleta em uma imagem de fundo

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Close-up, de, um, pessoa, montando, a, bicicleta, ligado, a, ciclo, pista

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Bicicleta amarela e fundo das árvores

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Coleção colorida de bicicletas

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Teste padrão da bicicleta

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Fim de semana em família ao ar livre

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Vem pedalar: 16 benefícios de andar de bike para a saúde

O uso da bicicleta como meio de transporte na cidade ou só para passeios aumenta cada vez mais. E o estímulo para pedalar aparece por vários motivos. Um deles é a busca por uma maior qualidade de vida, um dos grandes benefícios de andar de bike para qualquer pessoa.

Se ainda faltam motivos para você pedalar, precisa saber que mesmo pedalando poucas vezes na semana, já vai sentir grandes diferenças em seu corpo e mente. Portanto, se você pensa em pedalar, a hora é já.

Confira neste post, 16 benefícios de andar de bike para a sua saúde, e comece a pedar por trilhas, estradas ou mesmo pelas ruas da sua cidade!

1. Um dos melhores benefícios de andar de bike é o emagrecimento

Pedalar é um exercício que acelera o metabolismo, ou seja, a queima de calorias em seu corpo será mais rápida. Isso evita o acúmulo de gordura no organismo. Mesmo que você pedale por apenas meia-hora por semana, certamente irá baixar números na balança!

2. Melhora a resistência muscular

Assim como outros exercícios, pedalar exige força de seus músculos. E um dos maiores benefícios de andar de bike é que o ciclismo é um dos poucos esportes que trabalha quase todos os grupos musculares do seu corpo.

Então, tanto suas pernas como braços e outros membros vão ficar bem resistentes com a prática constante da bike!

3. Desenvolve o bem-estar

Você já viu algum ciclista pedalando com raiva? Isso é quase impossível porque pedalar aumenta a liberação de endorfinas e serotoninas, substâncias que causam a sensação de prazer.

Não importa o lugar em que você pedale, a sensação de bem-estar vai te acompanhar sempre.

O exercício físico, em geral, tem como efeito aumentar a endorfina no organismo, um neurotransmissor ligado à sensação de conforto e tranquilidade. No ciclismo, essa sensação ainda ganha resultados maiores, porque a atividade coloca o praticante em contato com a natureza, pessoas e momentos incríveis.

Ainda, mesmo saindo para pedalar só, o prazer de pedalar e estar bem consigo virão junto com o vento na cara e a sensação de liberdade.

4. Aumenta seu fôlego

Como ciclistas conseguem subir ladeiras bem íngremes? Pulmões reforçados ajudam nisso!

Pedalar exige muito oxigênio e por causa disso sua respiração será muito exercitada. Com o tempo, você terá fôlego para aguentar pedais longos. Além disso, com a frequência cardíaca maior, seus pulmões recebem doses maiores de ar e com isso aguentam atividades mais intensas.

Esse é um dos benefícios de andar de bike que você vai sentir os efeitos mesmo sem pedalar. Se o elevador quebrar, vai ficar fácil subir escadas sem ofegar!

Como Andar de Bicicleta (com Imagens)

5. Tem baixo impacto em suas articulações

No ciclismo, o seu contato com o chão não fica a cargo das suas pernas e pés quando você está sentado no selim da bike.

Quem recebe primeiro as pancadas do trajeto é a bicicleta. Isso faz com que todo o impacto transmitido para as articulações, principalmente nos pés e joelhos, seja pequeno.

Então se você tem alguma restrição para atividades como correr, jogar tênis ou futebol, já sabe que a solução é investir na bike!

6. Reduz o colesterol

O ciclismo estimula o metabolismo, e assim faz com que as substâncias que geram o colesterol ruim (LDL) sejam rapidamente queimadas. Pedalando fica mais fácil comer doce ou a gordurinha da carne no churrasco, sem se preocupar em ir ao médico e levar puxão de orelha!

Como Andar de Bicicleta (com Imagens)

7. Controla a glicemia no sangue

Outra vilã do seu corpo que é combatida com a prática do ciclismo é a glicemia. Ao pedalar com frequência o nível de açúcar no sangue é equilibrado. Se você tiver diabetes já sabe que tem mais um ótimo motivo para aproveitar os benefícios de andar de bike!

8. Regula a pressão arterial

Nem só seus músculos são tonificados com o pedal constante. Suas artérias e veias também são! A contração e o relaxamento delas ficam mais rápidos, o que auxilia a abaixar a pressão arterial.

O seu coração será bastante beneficiado com a pressão equilibrada, necessitando menos esforço para bombear sangue para o corpo.

9. Elimina toxinas do corpo

Suar durante o pedal elimina as toxinas do corpo com mais facilidade. Com menos substâncias tóxicas no corpo, seu funcionamento será melhor. Vale a pena pedalar mais nos dias de calor para limpar bem o organismo!

10. Melhora a circulação sanguínea

“O ciclismo faz meu sangue correr pelas minhas veias.” A frase dos ciclistas apaixonados por esse esporte tem muito fundamento!

Ao pedalar, seu corpo precisa de mais oxigênio para alimentá-lo, então seu coração vai bater mais e o seu sangue vai correr mais rápido pelas veias. Todo o seu corpo será abastecido com muito sangue e oxigênio, fazendo com que sua saúde e desempenho só melhorem!

11. Rejuvenesce

Se o seu objetivo é ficar sempre com a pele e a saúde como as de um jovem, então pedale, porque esses efeitos virão. Isso é o que diz um estudo focado em envelhecimento, coordenado pela pesquisadora Janet Lord, da Universidade de Birmingham.

O estudo fez uma comparação entre 125 ciclistas amadores — como você! — e pessoas que não praticavam nenhuma atividade física. O resultado comprovou que mesmo diante da ação do tempo, a força muscular permanecia como a de um jovem, ou seja, cheia de vigor.

Ainda, a mesma pesquisa constatou que os efeitos benéficos do pedal, se estendiam ao sistema imunológico, fortalecendo-o. O que ajuda a frear ataques de vírus e bactérias no organismo.

12. Economiza o seu dinheiro

Se a falta de prática faz você desistir de pedalar, saiba que a economia do seu dinheiro pode ser o maior motivo para começar a pedalar.

A economia é um dos benefícios de andar de bike, percebida pouco tempo depois de começar a pedalar. Se você faz o seu trajeto diário ao trabalho, de metrô, ônibus ou carro, pode ir de bike, o que vai economizar um bom valor.

Principalmente para a troca do carro pela bike, a magrela ajuda você a poupar o valor de manutenção e financiamento que um automóvel tem.

Todo o dinheiro economizado, pode então, ser revertido para outras áreas da sua vida. Viajar, se alimentar melhor e aproveitar um cinema, teatro ou ler livros estão entre as opções, mas claro, a escolha do que vai fazer com seu excedente é sua.

13. Ajuda a criar relacionamentos

Quem disse que você precisa pedalar sempre só? É possível fazer amizades pedalando, e se você não tem turma de pedal, relaxa, porque vai achar a sua logo.

Dos benefícios de andar de bike, fazer relacionamentos é um daqueles que rende boas parcerias para o pedal e a vida. Pedalar em parques, ciclovias, em trilhas ou na estrada, vai inevitavelmente colocar você em contato com outros bikers, dos iniciantes aos profissionais.

Mesmo em cidades grandes, onde a relação com estranhos costuma ser mais distante do que no interior dos estados, o ciclismo aproxima pessoas.

Ainda, boa parte das lojas de bike têm grupos de pedal. Logo, você pode entrar em uma turma dessas que esteja de acordo com o seu nível de pedal, e partir para as amizades pedalando.

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Como Andar de Bicicleta (com Imagens)

14. Auxilia na recuperação de lesões ósseas e artrite

Se você já tem algum problema de articulações, ou ainda não, vá pedalar para se prevenir ou remediar. O exercício de pedalar é de baixo impacto, e isso ajuda demais na manutenção de ossos e articulações.

Também, paralela a esses benefícios de andar de bike, está a garantia da melhora da coordenação motora. Fator que influencia bastante no equilíbrio e na prevenção de quedas, principalmente em pessoas de mais idade.

15. Previne más condições de saúde mental

Está com estresse? Vai pedalar. Está se sentindo meio para baixo? Vai pedalar também.

O dia a dia é extenuante muitas vezes, e, com ele, o estresse, a ansiedade e a depressão podem aparecer. Para reverter quadros como esses e ainda ajudar na prevenção de outros transtornos, a bicicleta é perfeita.

A endorfina é liberada durante as pedaladas, e a substância ajuda a controlar ou prevenir desordens mentais. O melhor é que fazer um ou dois pedais de apenas 30 minutos cada, por semana, já rendem esses benefícios de andar de bike.

16. Aumenta a estamina

Quer pedalar cada vez mais? Continue pedalando para ver os efeitos da estamina em seu organismo agirem em benefício da sua saúde.

Um dos melhores benefícios de andar de bike, para alguém que ama esse esporte, é poder, sem dúvida, pedalar muito sem se cansar. Porém, esse efeito só vem com treino e foco na alimentação.

A estamina é a capacidade de uma pessoa resistir por um longo período de atividade, sem se cansar, e ainda pedir mais. Uma capacidade que o pedal fornece não só para a atividade, mas para várias outras tarefas da vida.

Mas, calma, esse é um dos benefícios de andar de bike que só vem com o tempo e a prática frequente desse esporte. Então, continue pedalando progressivamente.

Listamos aqui apenas dez benefícios de andar de bike, mas há muitos outros que você descobre pedalando! Pra aumentar os efeitos do exercício regular, é ideal combinar uma boa alimentação, outros exercícios e também deixar a bike com a manutenção em dia.

Se você quer saber sobre mais vantagens de pedalar, siga o Bike Registrada nas redes sociais!

As 15 melhores cidades do mundo para andar de bicicleta

  • 1. Elas vão além zoom_out_map 1/17 (Thinkstock) Elas têm consumo zero de combustível, são econômicas, não poluem, garantem saúde e bem estar psicológico para seus adeptos e, se bem cuidadas, podem durar até 20 anos. Mesmo assim, as bicicletas ainda não recebem atenção à altura de seus benefícios. As exceções, no entanto, são um retrato inspirador de como as magrelas podem melhorar a mobilidade urbana. A seguir, você vai conhecer as 15 melhores cidades do mundo para se pedalar, segundo ranking bienal da Copenhagenize, empresa de planejamento e marketing especializada em assuntos relacionados ao transporte sobre duas rodas. A análise leva em conta critérios como infraestrutura (existência de ciclovias, sinalização, estacionamentos, etc.), amparo legal (permissão para carregar as magrelas no metrô e em ônibus, além de fiscalização) e programas de aluguel. Também é avaliada a sensação de segurança por parte dos ciclistas em relação aos demais modais de transporte, entre outros fatores que tornam uma cidade bike friendly. Clique nas imagens para ver quais cidades saem na frente. 
  • 2. Copenhague, Dinamarca zoom_out_map 2/17 (Copenhagenize) Copenhague está anos luz à frente do restante do mundo quando se trata de infraestrutura bem projetada e uniforme para a bicicleta. Tanto que a magrela já é o principal meio de transporte para quase metade da população. Na capital dinamarquesa, pedala-se para ir à escola, ao trabalho, à padaria perto de casa e até mesmo para sair à noite e tomar alguns drinks. Se achou impressionante, saiba que a expansão de projetos voltados às magrelas é constante. Quatro novas pontes para bicicletas que atravessam grandes rodovias estão a caminho e atenção especial é dada à integração entre as bikes e outros modais, como os ônibus. Agora o mais radical: a cidade estuda a ousada proposta de usar o tempo de viagem de bicicleta como base para todos os semáforos e projeções de fluxo, em vez de usar os tempos de viagem de carro, como tem sido feito há décadas. 
  • 3. Amsterdã, Holanda zoom_out_map 3/17 (Copenhagenize) Mais da metade dos moradores de Amsterdã usa as bikes como principal meio de transporte nos seus deslocamentos diários. As ruas da cidade são todas adaptadas para o tráfego sobre duas rodas, com ciclovias, corredores compartilhados, postos de aluguel e de guarda e até sinais especiais. Tudo isso faz de Amsterdã o segundo paraíso mundial para as magrelas. Mas isso pode mudar, avalia a Copenhagenize. Tamanha popularidade das magrelas já gera problemas urbanos, como a saturação de áreas centrais. O desafio para Amsterdã é mostrar ao mundo como continuar a desenvolver essa estrutura cicloviária através inovação. “Vontade política é essencial para levar a cidade para o próximo nível”, diz a consultoria.
  • 4. Utrecht, Holanda zoom_out_map 4/17 (Getty Images) Além de Amsterdã, outra cidade holandesa na lista é Utrech, a quarta maior do país e o terceiro melhor destino para se pedalar. A cidade serve de exemplo para os pequenos municípios do mundo que buscam promover a cultura das magrelas. Ousada, Utrech está construindo o maior estacionamento para bicicletas a céu aberto de que sem tem notícia, com mais de 12 mil vagas. Além disso, os cerca de 640 mil moradores da região metropolitana desfrutam de uma generosa rede de infraestrutura para bicicletas.
  • 5. Estrasburgo, França zoom_out_map 5/17 (Copenhagenize) Andar de bicicleta em Estrasburgo é, muitas vezes, a maneira mais rápida de chegar de um lugar ao outro. Atualmente, as bicicletas repondem por 15% dos deslocamentos diários no centro da cidade e a 8% na área metropolitana. A exemplo de outras cidades nesta lista, tal participação resulta dos esforços de uma geração de planejadores urbanos que insistiram nas magrelas como  meio de transporte. Para avançar, a cidade precisa uniformizar sua infraestrutura, a fim de torná-la mais clara. “A rede é intuitiva somente se você mora lá. É uma estranha combinação de estilos de infraestrutura”, diz a consultoria. 
  • 6. Eindhoven, Holanda zoom_out_map 6/17 (Flickr/FaceMePLS) Outra cidade holandesa a marcar presença no Top 20 é Eindhoven, na quinta colocação. E foi a inovação que a colocou lá. Exemplo disso é a construção do visionário Floating Roundabout, uma ponte estaiada de forma circular, criada especificamente para as magrelas. “Essa obra captura nossa imaginação e estamos ansiosos para ver o que mais a cidade pode produzir que seja funcional e icônico”, diz o pessoal da Copenhagenize. 
  • 7. Malmö, Suécia zoom_out_map 7/17 (Flickr/Samuel Mann) Sexta colocada no ranking, a sueca Malmö toma como exemplo a dinamarquesa Copenhague. Uma inovação que não passa despercebida foi a criação de vias exclusivas para magrelas com direito a nome próprio, o que a facilita a localização por GPS.
  • 8. Nantes, França zoom_out_map 8/17 (Flickr/European Cyclists Federation) Nantes embarcou em uma jornada impressionante. Enorme vontade política é a chave para a mudança de paradigma na cidade e sua área metropolitana. Um plano municipal, criado em 2009, movimentou investimentos da ordem de 40 milhões de euros até 2014. Resultado: a cidade aumentou sua infraestrutura cicloviária para cerca de 400 km. 
  • 9. Bordeaux, França zoom_out_map 9/17 (.) Mundialmente conhecida por seus vinhos, a cidade de Bordeaux, na França, vem chamando atenção por outro motivo. Ela foi eleita o oitavo melhor lugar para andar de bicicleta no mundo. Segundo a Copenhagenize, a cidade tem investido de forma brilhante em ciclovias e ciclofaixas.
  • 10. Antuérpia, Bélgica zoom_out_map 10/17 (Site oficial de turismo da Antuérpia/ Visitantwerpen.be) Antuérpia é a melhor cidade na Bélgica para andar de bicicleta. Há amplos estacionamentos ao redor da cidade e da estação de trem local, e o uso da bicicleta como transporte é abraçado por todas as idades e salários. Como em qualquer outro lugar, a cidade enfrenta desafios de urbanização. “É triste não se discutir o aumento de carros no centro”, diz a consultoria. 
  • 11. Sevilha, Espanha zoom_out_map 11/17 (Wikimedia Commons) A capital da Anadaluzía, na Espanha, já foi chamada de “garota-propaganda do planejamento em prol das bicicletas”. A partir de uma cota modal de meros 0,5% em 2006, as magrelas da cidade agora possuem 7% de participação modal. O rápido aumento do tráfego de bicicletas deve-se à visionária vontade política. A transformação foi rápida, intensa e positiva. Seu sistema de compartilhamento de bicicletas desempenhou papel central nessa revolução.
  • 12. Barcelona, Espanha zoom_out_map 12/17 (Copenhagenize) Barcelona subiu no ranking deste ano, mostrando que compromisso firme e consistente compensa. A promoção das magrelas na cidade ganhou força com o Bicing, o programa de aluguel de bicicletas lançado em 2007 e que já conta com mais de uma centena de pontos espalhados pela cidade. A cidade conta ainda com uma ciclovia que rodeia toda a área metropolitana da cidade, chamado de “anel verde” e possui mais de 3 mil vagas de estacionamento para bicicletas nas ruas e garagens subterrâneas.
  • 13. Berlim, Alemanha zoom_out_map 13/17 (Copenhagenize) Berlim tem o mesmo pragmatismo em relação ao tráfego de bicicletas que outros paraísos dos ciclistas, como Amsterdã e Copenhague. A maior cidade da Alemanhã é uma das top15 do mundo para andar de bicicleta. A exemplo das demais, uma de suas vantagens está na topografia. Berlim é plana. Em alguns bairros, a cota de participação das magrelas nos deslocamentos da população chega a 20%, segundo a consultoria.
  • 14. Ljubljana, Eslovênia zoom_out_map 14/17 (Copenhagenize) Ljubljana é uma cidade nova no Índice da Copenhagenize. Mas a promoção das magrelas por lá remonta aos idos dos anos 1970. Hoje, o modal tem 12% de participação nos deslocamentos da população, que dispõe de mais de 200 km de ciclovias. Fortes movimentos políticos trabalham para que Ljubljana se estabeleça como um grande exemplo mundial sobre as duas rodas.
  • 15. Buenos Aires, Argentina zoom_out_map 15/17 (Copenhagenize) Em um chocante curto espaço de tempo, Buenos Aires conseguiu se modernizar para incluir as bicicletas no seu planejamento de transporte. Nos últimos três anos, mais de 140 km de infraestrutura cicloviária foram implentados juntamente com um programa de compartilhamento de bicicletas. Segundo a Copenhagenize, a única concorrente para a capital portenha é o Rio de Janeiro, que ficou fora do top 15 este ano, mas continua no Top30. Claro que nem tudo são flores. Como em muitas culturas de bicicleta emergentes, fotos de obstáculos nas ciclovias da cidade se multipilicam na internet. “O mérito, contudo, é que as sementes foram plantadas, o jardim agora está crescendo e a cidade deve cultivá-lo”, diz a consultoria. 
  • 16. Dublin, Irlanda zoom_out_map 16/17 (Getty Images) Em décimo quinto lugar do ranking, aparece Dublin, na Irlanda, que tem um dos programas públicos de aluguel de bicicletas mais bem sucedidos na Europa, o Dublinbikes. Criado em 2010, o sistema já registrou mais de 10 milhões de viagens e 50 mil inscritos no programa. Pelo menos 10% da população usa a bicicleta como principal meio de transporte nos deslocamentos diários na região central. O desafio agora é expandir os projetos de infraestrutura cicloviária para toda a cidade, que enfrenta uma crescente urbanização. “Dublin parece estar sofrendo do mesmo mal de outras cidades que fizeram um progresso impressionante: a apatia”, alerta a consultoria. 
  • 17. Exemplos no Brasil zoom_out_map 17/17 (Pedro Ventura/ Agência Brasília)
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“Mundo”

Eles querem é andar de bicicleta

Luísa Carvalho, de 42 anos, é médica e não dispensa a bicicleta holandesa para se deslocar todos os dias para o hospital

© Pedro Granadeiro / Global Imagens

“I want to ride my bicycle, I want to ride my bike”. Quarenta anos depois de Freddie Mercury se inspirar numa etapa da Volta à França para compor aquele que é, provavelmente, o mais popular hino de apologia das bicicletas, não há como negar a evidência: elas estão cada vez mais por todo o lado.

Não estamos em Pequim, nem temos a cultura ciclista que se move em Amesterdão, mas as bicicletas vão entrando em modo acelerado na paisagem dos centros urbanos (e não só) em Portugal. Mulheres, homens, mais velhos, mais novos, ciclistas de longa data ou curiosos em iniciação, commuters diários ou cicloturistas de fim de semana.

O 1864 foi à procura de quem adotou a bicicleta na sua vida.

A sra. doutora vem a pedalar

No Hospital de Santo António, no Porto, já quase todos se habituaram a ver Luísa Carvalho chegar na sua Gazelle, marca por que se apaixonou na Holanda, de onde veio com a “utopia de mudar o mundo” numa bicicleta.

Funcionários, médicos e até mesmo alguns pacientes já sabem que a Dra.

Luísa que encontram de bata branca no hospital é a mesma com quem por vezes se cruzam quando ela vai a pedalar pelas ruas da cidade, diariamente, entre casa e o hospital.

“A bicicleta tem um poder unificador, quebra barreiras sociais. Não há aquela coisa do “ai a senhora doutora”. É um fator de proximidade com os doentes. Muitos veem-me chegar de bicicleta e depois fazem-me perguntas sobre isso”, retrata.

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O clique deu-se há mais de dez anos, após duas semanas na Holanda. “Vim de lá com essa utopia de querer mudar o paradigma da cidade e servir de exemplo de que era possível, também no Porto, instalar essa cultura, apesar do mito de que é uma cidade difícil, com muitos altos e baixos”, recorda.

A “tendência ecologista” também influenciou. Tal como o fator económico, “pois andar de bicicleta é muito mais barato”, e o físico, “já que assim também podia fazer exercício sem ter de ir para um ginásio fechado e ainda ter de pagar por isso”.

A primeira dificuldade com que se deparou foi encontrar no Porto uma bicicleta como as que tinha visto na Holanda. “Só havia praticamente bicicletas de montanha e de desporto.” Acabou por encontrar uma “velhinha, na cave de uma loja do centro”. Mais tarde mandou vir uma da Holanda (“agora já se veem cá facilmente também”).

Hoje, diz, já não quer mudar o mundo. Basta-lhe a felicidade de ter mudado o seu. Mesmo se, em redor, se vê cada vez mais “acompanhada”. A bicicleta permitiu-lhe “descobrir a cidade de outra maneira, explorar trajetos, conhecer ruas novas”, revela.

“Passei a identificar muito mais as lojas, as características de um determinado sítio, o que há de novo na cidade. Permite uma relação diferente com o tempo e com as pessoas. Estou muito mais próxima do que é a vida da cidade”, diz a Dra.

Luísa, uma orgulhosa commuter [que faz regularmente o trajeto entre trabalho e casa] de bicicleta.

A Volta a Portugal do Miguel

Durante mais de um ano, Miguel Pereira e a namorada andaram a viajar pelo Sudeste asiático em regime de work exchange (trabalho em troca de comida ou dormida). Deixaram empregos para trás e resolveram ir à aventura, “aproveitar a vida”. No regresso, e com a namorada a ter de voltar ao Funchal, Miguel tinha uma decisão para tomar.

Ainda “não preparado” para voltar a sentar-se num escritório, o publicitário e marketeiro digital olhou para a bicicleta velhinha que tinha arrumada em casa da mãe, em Sesimbra, e resolveu tirar-lhe o pó para fazer… uma Volta a Portugal. “No fundo, pensei que era uma boa altura para desfazer aquele cliché de andar a conhecer o outro lado do mundo sem conhecer bem o nosso país”, conta.

E porquê a bicicleta e não o carro ou a moto? “Não sou um fundamentalista das bicicletas. A maior experiência tem sido esta.

Mas é o meio de transporte que permite explorar da melhor forma o ambiente que nos rodeia.

Cada cem metros de estrada podem trazer uma coisa nova para contemplar ou explorar”, explica, ao telefone, desde Penedono, nas fronteiras da Beira com os socalcos da Região Demarcada do Douro.

Quando morava e trabalhava em Lisboa, perto do centro, Miguel fazia a pé o trajeto entre casa e emprego, “três quilómetros para cada lado”.

O histórico com as bicicletas vinha “sobretudo da infância, em zona de campo, em Sesimbra, onde o melhor meio para andar de um lado para o outro era a bicicleta”.

Agora, nesta aventura pelo país, tem reforçado a “sensação de autonomia e independência que a bicicleta dá”. E isso, diz, “é um sentimento que não tem preço”.

Andar de bicicleta ainda é um ato político para muitas mulheres pelo mundo

Bicicleta não é “coisa de menino” ou “de menina” entre as crianças. Há locais em que essa igualdade persiste na vida adulta, como na Alemanha e na Holanda. Em outros, muita gente acha que pedalar é tarefa exclusiva para homens, caso da Síria e da Faixa de Gaza.

No Brasil, esse tipo de opinião não é tão popular. Ainda assim, pesquisas indicam que as mulheres representam apenas 7% dos ciclistas. O dado preocupa.

Indica que metade da população está praticamente apartada de um modal de transporte que é a aposta de muitas grandes cidades para melhorar o trânsito e diminuir a poluição.

“Eu ia sozinha para o colégio, quando era pequena, e três vezes aconteceu de um homem se despir na minha frente. A primeira foi na 5.ª série. Só fui perceber esses dias que isso me gerou um medo de andar na rua. Qualquer homem me dá medo.

E com a bicicleta isso simplesmente desaparece.” O relato é da designer Yasmin Reck, que virou cicloativista tão logo ganhou sua primeira bicicleta, na vida adulta, em 2012.

Ela é parte da minoria de mulheres que utiliza a bicicleta como meio de transporte, nas ruas de Curitiba.

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Os relatos se repetem em países onde o ciclismo é terra de homens. “Quando a crise começou. era difícil chegar à nossa casa por causa da destruição.

Lembrei da minha infância no Líbano e como eu usava a bicicleta para chegar facilmente aos lugares, então decidi ser a primeira mulher de bike da Síria”, conta Hanan Shibib.

Ela é a “primeira avó” do pais a andar de bicicleta, segundo informou à Gazeta do Povo o “Yalla Lets bike”, grupo que visa “quebrar estereótipos e barreiras” na sociedade síria.

A “liberdade” é uma constante nos relatos. Conta tanto a sensação – vento no rosto, andar em velocidade – quanto a praticidade, poder se locomover de um pouco a outro com maior rapidez e independência. É história que se repete: no final do século 19, movimentos nos Estados Unidos e na Europa saudavam a bicicleta como combustível para a “emancipação feminina”.

Em artigo sobre as mulheres e a bicicleta na virada para o século 20, os pesquisadores Victor de Melo e André Schetino, da UFRJ, explicam que ciclismo foi um dos responsáveis pelo fim do uso do espartilho. A prática ainda motivou muitas mulheres a vestirem calçies e bloomers (roupas curtas e calções presos nos tornozelos) e roupas esportivas, além de incorporarem os bolsos à vestimenta feminina.

Não é tão simples entender o que acontece neste meio tempo, em que elas largam o pedal. Em geral, as mulheres apontam os mesmos motivos que os homens, como impeditivo para não usar a bicicleta como meio de transporte. Segurança, falta de estrutura, rotas grandes. A resposta pode estar nas exceções.

Pesquisa realizada em 2015, em São Paulo, descobriu que a “falta de infraestrutura adequada” é uma das principais reclamações tanto das mulheres (19%) quanto para homens (25%) que usam a bicicleta como meio de transporte. Mas a existência de uma estrutura de própria para bicicletas faz mais diferença na vida delas.

Pesquisa feita em Recife comparou o número de ciclistas em duas avenidas centrais da cidade. Na Forte, onde há uma ciclofaixa, as mulheres representaram 12,5% do total. Já na Beberibe, sem estrutura adequada, a taxa caiu para 5,8%.

A contagem foi feito em uma quinta-feira, e os dados foram sistematizados pelo grupo de trabalho de gênero da Ciclocidade, ONG que atua com o tema.

A diferença é maior em áreas turísticas, onde há infraestrutura urbana mais complexa do que faixas para ciclismo. No Central Park, em Nova York, as mulheres são 44% dos ciclistas, relata John Pucher, professor de Planejamento Urbano da Rutgers University.

No restante da cidade as mulheres ficam na média dos Estados Unidos, algo em torno de 23% a 26% dos ciclistas. Na Orla de Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro, a participação de mulheres ficou em 27% e 30%, em duas contagens realizadas em 2014. É o dobro da média geral, alerta o Ciclocidade.

E bem acima dos 7% da média nacional.

Além disso, homens e mulheres têm relação diferente com a segurança, o que influencia na forma como ambos ocupam o espaço público. É o que Laís Leão estudou em sua monografia de Arquitetura e Urbanismo, na UTFPR, em Curitiba. Ela entrevistou 550 pessoas e comparou a percepção de homens e mulheres.

“Um homem vai olhar para uma rua bonita, arborizada, porém vazia, e dizer que é tranquilo andar ali. A mulher não. Já num lugar ‘feio’ mas com pedestres e comércio aberto ela se sente segura. Então a cidade acaba sendo excludente para elas, você limita as possibilidades de transporte”, explica.

Os medos também variam. Em geral, homens receiam assalto. Elas também, mas também se preocupam com assédio e violência sexual. Nos Estados Unidos, 13% das ciclistas têm medo de serem atacadas por estranhos, segundo dados da “Women’s Cycling Survey”.

Pioneira do ciclismo feminino em Cairo, no Egito, Yasmine Mahmoud conta que um homem já tentou pular em sua bicicleta, a força.

“Assédios sexuais verbais e comentários cínicos de quem passa por nos são grandes problemas”, conta ela, que integra o grupo Go Bike, em entrevista ao jornal paquistanês The Express Tribune.

“A gente ocupa o espaço público [ao andar de bicicleta], mas ao mesmo tempo fica mais exposta. Conheço umas cinco pessoas que já foram atacadas, com homens passando a mão nelas, e pelo menos três foram empurradas e se acidentaram mais gravemente”, conta a cicloativista Yasmin Reck, que entre 2014 e 2015 foi coordenadora geral da ONG Cicloiguaçu, em Curitiba.

Tipos de mobilidade

Não é só como as mulheres se movimentam dentro da cidade que explica a baixa adesão delas à bicicleta. É o que elas fazem.

“Sabemos por diversos estudos que os padrões de deslocamento entre homens e mulheres são diferentes, considerando que elas realizam um maior número de trajetos e mais diversificados por conta dos papéis sociais que assumem”, explicam as representantes do grupo de gênero do Ciclocidade, em entrevista à Gazeta do Povo.

Em entrevista com dois mil adultos norte-americanos, a “Bikes Belong Coalition” constatou que a probabilidade das mulheres apontarem a “dificuldade de carregar crianças” como impeditivo à bicicleta é duas vezes, em comparação com as respostas dos homens.

7%

É a média de mulheres no total de ciclistas, no Brasil.

O dado foi compilado pelo grupo de trabalho de gênero da ONG Ciclocidade, com base em 39 contagens de ciclistas realizadas em cinco cidades (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Aracaju, Recife e Niterói) por organizações independentes, entre 2008 e 2015.

Atualmente, o grupo trabalha em um diagnóstico detalhado sobre as mulheres ciclistas em São Paulo.

Os dados foram coletados nas 32 subprefeituras paulistanas, entre 27 de junho e 14 de julho, e a previsão do grupo é apresentá-los para debate público na Semana da Mobilidade, que ocorre em setembro. Não há dados oficiais sobre o tema, em nível nacional. Em Curitiba, pesquisas realizadas na Via Calma da Avenida João Gualberto, região Norte da cidade, registrou 9,4% (2015) e 10,9% (2016) de mulheres, entre os ciclistas do trecho.

Quando chegou a Amsterdã, nos anos 1990, Agartha Frimpong passava dos 30 anos. E nunca tinha subido numa bicicleta. “De onde eu vim, em Gana, é anormal você ver mulheres de bicicleta. Se você vê elas andando pensa ‘por que estão fazendo isso?’. E aqui na Holanda é algo muito importante”, contou, em entrevista à Gazeta do Povo.

A vida seguiu e em 2007 veio o ponto de virada: Agartha sofreu uma parada cardíaca. Começou a pedalar por motivos de saúde. E percebeu que, como ela, muitas imigrantes que moravam no distrito de Amsterdã Sudeste não sabiam pedalar.

Foi aí que nasceu o “Stichting Woman Motivating Integration”, para ensinar mulheres a andar de bicicleta

O projeto começou com 23 alunas. Hoje, 1,5 mil já se formaram. Outras 75 concluem o curso, que tem duração de 12 semanas, na próxima terça-feira (19). “No começo, os maridos vinham junto.

Eu conversava com eles de forma pacífica, para eles entenderem que as mulheres precisam de sua liberdade, que fossem embora e voltassem depois. Hoje eles trazem as mulheres e vão para casa.

Algumas vêm sozinhas”, conta Agartha, hoje com 61 anos.

Além do preparo físico, as aulas dão mais chances de locomoção às alunas. “Sair para fazer compras, levar as crianças na escola, é tudo muito caro, e a bicicleta é econômica”. Além disso, cada uma ganha um diploma ao se graduar no curso.

Muitas não têm escolaridade, e nunca receberam título similar. São mulheres de diferentes origens. Imigrantes e refugiadas de países como Gana, Paquistão, Marrocos, Suriname, Nigéria, e até holandesas.

O sucesso do projeto chamou a atenção da prefeitura de Amsterdã Sudeste, que hoje arca com os custos das bicicletas.

Iniciativa semelhante surgiu em Berlim, no ano passado. Mulheres sírias, fugidas da guerra em seu país entre o presidente Bashar Al Assad e opositores, entraram em contato com a alemã Katie Griggs, em busca de aulas de ciclismo.

Berlim é uma cidade onde 72% da população têm bicicleta, e apenas 35% possuem carros. Além das aulas, Griggs resolveu arrecadar dinheiro para comprar e doar bikes às refugiadas.

Até novembro do ano passado, mais de mil euros (cerca de R$ ) já tinham sido arrecadados, segundo informações da Acnur, agência da ONU para refugiados.

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