Como amenizar a coceira causada pela fibra de vidro

A alergia ao esmalte é geralmente causada pelos produtos químicos contidos no esmalte, como tolueno ou formaldeído por exemplo, e embora não tenha cura, esta pode ser controlada usando esmaltes antialérgicos ou adesivos de unha, por exemplo.

Este tipo de alergia é conhecida como dermatite de contato, afeta muitas mulheres e é uma resposta exagerada do sistema imunológico aos produtos químicos presentes no esmalte, podendo causar sintomas como unhas lascadas e frágeis ou coceira e vermelhidão na pele dos dedos, olhos, face ou pescoço.

Como identificar a alergia ao esmalte

Para identificar a alergia ao esmalte, é importante estar atento aparecimento de sintomas que indicam a presença de alergia, como:

  • Unhas frágeis, que lascam e quebram facilmente;
  • Pele avermelhada com bolhinhas ao redor das unhas, olhos, face ou pescoço;
  • Coceira e dor na pele dos dedos, olhos, face ou pescoço;
  • Bolhas de água nos dedos;
  • Pele seca e descamativa nos dedos, olhos, face ou pescoço;

Como Amenizar a Coceira Causada pela Fibra de Vidro

Unhas lascadas e quebradiças

Como Amenizar a Coceira Causada pela Fibra de Vidro

Descamação da pele em redor das unhas

A alergia ao esmalte não provoca apenas sintomas nas unhas, podendo também causar sintomas de alergia em outras partes do corpo, como olhos, face ou pescoço, por exemplo, que estejam em contato frequente com o esmalte da unha. Veja como pode fazer um remédio caseiro para aliviar os sintomas de alergia em Remédio caseiro para alergia na pele.

Em caso de alergia ao esmalte, nem todos os sintomas precisam estar presentes, por isso, caso verifique que as suas unhas estão fracas ou quebradiças sem razão aparente, ou caso sinta vermelhidão ou coceira na pele, deve consultar o dermatologista logo que possível.

Porém, unhas fracas e quebradiças nem sempre são sinônimo de alergia ao esmalte, podendo estar associadas a outros fatores como uso de unhas de gel, gelinho ou devido a doenças como anemia. Se está com as unhas fracas e quebradiças, um remédio caseiro feito com óleo de jojoba e óleo de amêndoas doces, pode ser uma boa opção natural para fortalecer as unhas.

Diagnóstico e tratamento da alergia ao esmalte

O diagnóstico da alergia ao esmalte pode ser feito através de um teste de alergia, pedido pelo dermatologista, que consiste em aplicar várias substâncias conhecidas por causar alergias em diferentes regiões da pele, deixando-as atuar durante cerca de 24 a 48 horas. Após o tempo indicado, o médico irá então observar se o teste deu positivo ou negativo, observando se ocorreu vermelhidão, bolhinhas ou coceira na pele.

Caso o teste de alergia seja positivo, ou seja, caso o médico observe algum sintoma, este poderá então inciar o tratamento com remédios antialérgicos, como Loratadina ou Allegra por exemplo, ou com corticoides como Betametasona, que servem para aliviar os sintomas da alergia. Este remédios podem ser usados na forma oral em comprimidos, ou na forma de pomada para aplicar diretamente na pele.

O que fazer se tiver alergia ao esmalte

Uma vez que não existe cura para a a alergia ao esmalte, havendo apenas a opção de usar remédios antialérgicos que diminuem os sintomas, existem algumas dicas e alternativas que podem ajudar a evitar a alergia como:

  1. Trocar de marca de esmalte, pois pode acontecer fazer alergia a certos componentes de marcas específicas de esmaltes;
  2. Usar removedor de esmalte hipoalergênico, nunca acetona, pois ela pode agravar a reações de alergia na pele, podendo mesmo ser irritante para a pele;
  3. Utilizar esmaltes sem Tolueno ou Formaldeído, pois são os principais químicos causadores da alergia ao esmalte;
  4. Utilizar esmaltes hipoalergênicos ou antialérgicos, feitos sem substâncias que possam causar reações de alergia;
  5. Usar adesivos para unha para decorar a unhas, ao invés de esmalte;

Em caso de alergia ao esmalte, o ideal é deixar de pintar as unhas, porém, embora esta seja a melhor opção, não é mais agradável, e apenas deve ser considerada quando não existem outras alternativas para controlar a alergia, ou quando isto é recomendado pelo médico.

Como fazer esmalte antialérgico caseiro

Outra boa opção para quem tem alergia ao esmalte, é fazer esmaltes antialérgicos das cores favoritas em casa, podendo ser feito da seguinte forma:

  • Ingredientes: 1 esmalte antialérgico branco ou incolor + 1 sombra de olhos em pó antialérgica da cor pretendida + óleo de banana;
  • Modo de preparo: raspar a sombra desejada, usando um palito, sobre um papel, e fazendo um pequeno filtro com o papel, colocar o pó dentro do vidrinho do esmalte. Adicionar 2 ou 3 gotas de óleo de banana, tapar o esmalte e misturar bem.

Como Amenizar a Coceira Causada pela Fibra de Vidro

Esmalte caseiro antialérgico

Este esmalte caseiro deve ser usado como um esmalte comum, e pode ser preparado diretamente dentro do vidrinho do esmalte branco ou transparente, ou pode ser preparado dentro de um recipiente separado, apenas em quantidade suficiente para usar uma vez.

Além disso, para o seu preparo, tanto pode ser usada uma sombra antialérgica, como um blush antialérgico, e caso seja necessário, pode ser adicionada uma pequena pedrinha bem lavada ao vidrinho do esmalte, que vai facilitar a mistura do pó com o esmalte.

Aparelho Gessado

O que é um Aparelho Gessado?O aparelho gessado é uma estrutura de suporte que envolve uma parte lesionada do corpo com a finalidade de protegê-la, imobilizá-la e permitir-lhe a cura.

Pode ser feito de gesso ou de fibra de vidro e é, na maior parte das vezes, usado em casos de fraturas, mas em alguns casos de rompimento de ligamentos ou de tendões e de pós- operatórios. A fibra de vidro, apesar de mais cara, é mais leve, não suja tanto e dura mais.

Como Amenizar a Coceira Causada pela Fibra de Vidro

  • Como é colocado?
  • O médico coloca, inicialmente, uma camada de proteção e acolchoamento (algodão) sobre a área lesionada.
  • O material, que estará molhado, será enrolado como uma bandagem sobre o acolchoamento e endurecerá em alguns minutos.
  • Como é removido?

É removido pelo médico, com uma serra especial para aparelho gessado. Essa serra é desenhada com a finalidade de não lesionar a pele do paciente.

O aparelho gessado deve ser removido apenas pelo médico.

Por quanto é preciso usá-lo?

Depende da lesão. Algumas lesões se curam dentro de poucas semanas e outras levam vários meses.

Por quanto tempo é preciso usá-lo?

Depende da lesão. Algumas lesões se curam dentro de poucas semanas e outras levam alguns meses.

  1. O gesso pode molhar?
  2. A maioria dos aparelhos gessados não deve ser molhada, pois neste caso poderá quebrar.
  3. O aparelho gessado feito de fibra de vidro não se despedaça ao ser molhado, mas o acolchoamento por baixo pode começar a cheirar mal e machucar a pele.

Quando o paciente for tomar banho, tanto de chuveiro quanto de banheira, deve colocar o aparelho gessado dentro de um saco plástico reforçado e amarrá-lo com um elástico. Se, mesmo assim, o gesso molhar, uma sugestão é secá-lo com secador de cabelos, regulado na temperatura fria – não usar jamais calor para secá-lo, para não se queimar.

  • Já existem aparelhos gessados, revestidos por uma capa especial, permitem até que o paciente nade com ele.
  • Após a colocação do aparelho gessado, quais são as preocupações?
  • A lesão pode continuar a inchar e para diminuir esse edema o paciente deve elevar a área lesionada acima da altura do coração.
  • Sinais de inchaço incluem:
  • Dores severas e persistentes;
  • • Dedos da mão ou do pé dormentes, doloridos ou sem poder mexê-los,
  •  Mudança da coloração do leito das unhas das mãos ou dos pés;
  • Algumas vezes, a parte do corpo engessada infecciona. Sinais de infecção incluem:
  •  Saída de secreção entre a pele e o aparelho gessado;
  •  Dor;
  •  Febre;
  • Após algum tempo, o aparelho de gesso pode ficar largo ou apertado, como também pode se afinar e enfraquecer devido ao desgaste causado pelo uso, nesses casos, o médico deve ser consultado imediatamente.
  • O que fazer em relação à coceira? 
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Muitas pessoas sentem coceira na região coberta pelo aparelho gessado. Em nenhuma hipótese o paciente deve enfiar as unhas ou qualquer objeto dentro do aparelho para se coçar. Além de machucar a pele, isso pode causar infecção.

Algumas vezes, para aliviar um pouco a coceira deve-se colocar um pouco de talco dentro do aparelho gessado ou usar um secador de cabelos ajustado na temperatura fria.

Quão ativo se pode ser enquanto estiver usando o aparelho gessado? 

Depende da lesão. Certifique-se de perguntar ao médico sobre esse assunto.

Alergia a esmaltes? Saiba como se libertar desta praga sem pirar de vez – Casa Saudável

Como Amenizar a Coceira Causada pela Fibra de VidroTodos os esmaltes Revlon que já comprei são livres de formaldeído e tolueno. Antes de adquirir, confira esta informação no frasco (Foto: Cinthya Leite)

Comecei a fazer as unhas quando tinha uns 14 anos. Passados cinco anos, desenvolvi uma alergia braba a esmaltes que, para ser diagnosticada, foi um sufoco só.

(Gente, para ter informações completíssimas, não deixem de ler o bate-papo com o dermato Sérgio Palma sobre este assunto. Entrevista também foi publicada hoje, 22/6)

Na época, os médicos não imaginavam que a vermelhidão e a coceira ao redor dos meus olhos pudessem ser por causa desse produto que faz parte do arsenal de beleza das mulheres.

Num dia qualquer, quando eu tinha meus 19 anos, acordei com um coça-coça tremendo nas pálpebras. Logo pensei: “Alergia alimentar. O que danado comi?”. E fiquei encucada.

Fui a um alergologista, que passou uma bateria de exames, além daqueles testes cutâneos. Resultado da investigação: apareceu que eu tinha sensibilidade a um monte de coisas e alimentos, mas nada de substâncias presentes nos esmaltes.

Tomei um antialérgico e usei alguma pomada cuja ação não me vem à mente agora. A irritação ao redor dos olhos passou. O alívio durou pouco tempo: olhos inchados e vermelhos dias depois. Lembro que fui estagiar de óculos escuros de tão feia que a coisa tava; parecia que eu tinha levado um soco de alguém. :/

Desta vez, a região das minhas cutículas coçavam demais e ficaram em carne viva. Vixi, gosto nem de pensar. A desconfiança era do sabão de coco, que usava para lavar minhas calcinhas. Fui a uma dermato, que me sugeriu trocar por sabonete neutro. Além disso, deixei de usar uns determinados xampus e até maquiagem.

Agora, imagine: estávamos às vésperas do réveillon quando a dermato pediu para eu ficar longe de qualquer cosmético usado para maquilar. Ainda tenho guardada (em alguma caixa velha) uma foto, neste ano-novo, com a cara limpa e o olho feioso. Dava para ver como a região das pálpebras já estava despelando – sinal de que a dermatite (inflamação da pele) estava indo embora.

Mas que nada… Eu continuava a usar esmaltes de todos os tipos. Afinal, ninguém (nem os médicos que havia visitado) levantou suspeitas desse produto. Dessa maneira, nas primeiras semanas do ano-bom, eu já estava com as pálpebras irritadíssimas!!!

Embora comecem a descascar no terceiro dia após feitas as unhas (pelo menos, no meu caso), os esmaltes hipoalergênicos da Risqué são boas opções (Fotos: Divulgação)

E aí, uma luz apareceu. Pensei: “Excluí um monte de coisa da minha vida, exceto os esmaltes”. Fiz o teste: nada de olhos feiosos por um tempo. Mas o que seria de mim sem as unhas belas?!? Primeiro passo: fui a farmácias de manipulação e perguntei se faziam esmaltes testados dermatologicamente. Recebi várias respostas negativas e várias (boas) indicações também.

Fui parar numa loja para alérgicos (no bairro de Boa Viagem, no Recife) que nem existe mais. Ainda lembro, como se fosse hoje, que meus olhos (antes feiosos) brilharam quando viram rótulos de esmaltes com o seguinte recado: “produto antialergênico”. Comprei a rodo! A conta não deu barata.

Lamentavelmente, ainda hoje, os esmaltes hipoalergênicos são bem mais caros do que os esmaltes tradicionais: algumas marcas antialérgicas apresentam preços até sete vezes mais elevados do que as versões convencionais.

Fiquei anos perguntando aos dermatologistas onde poderia encontrar esmaltes para os alérgicos. Nunca tive uma indicação. Curiosa, eu também perguntava o que danado tinha nos esmaltes para causar tanta irritação em algumas pessoas. Passei anos sem respostas.

Alongamento de unhas causa alergia?

Não necessariamente, mas há outros danos às unhas que devem ser considerados Existem diversas técnicas de alongamento de unhas:…

Existem diversas técnicas de alongamento de unhas: postiças, de gel, acrílico e até fibra de vidro. Após estudo de vários casos na Inglaterra, a Associação Britânica de Dermatologistas emitiu um alerta de que produtos químicos acrílicos, os principais ingredientes em unhas de acrílico, de gel e de polimento de gel, podem, sim, causar alergia.

Veja mais: Cuidados com as unhas protegem a saúde

Veja mais: Os sinais de alerta de saúde que suas unhas podem dar

Como são os procedimentos

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o molde de gel usado para o alongamento de unhas é aparentemente inofensivo. O problema são as técnicas de aplicação utilizadas, que são muito variadas.

Para fixar as unhas de gel, podem ser utilizados produtos que contêm metil metacrilato, uma substância que pode aumentar o risco de dermatite de contato e irritação.

Além disso, para retirar o alongamento em gel, é necessário mergulhar as unhas por alguns minutos em removedores de esmalte. Em geral, esses produtos são considerados seguros, mas não devem ser utilizados em grande quantidade nem por muito tempo.

Nem os tradicionais alongamentos com unhas postiças saem ilesos. A SBD recomenda que o procedimento (geralmente, caseiro) seja feito em um ambiente bem ventilado para dispersar o cheiro forte da cola – outro produto químico que também pode causar alergia.

Veja mais: O que é psoríase e como é feito o tratamento

Veja mais: Alergia na pele: causas e sintomas

Quais são os riscos do alongamento de unhas

  • Independentemente do método usado, os especialistas em dermatologia são categóricos: todo alongamento traz danos às unhas originais, que tendem a se tornarem fracas, quebradiças e opacas.
  • Os procedimentos para o alongamento de unhas também podem colaborar para o desenvolvimento de fungos e bactérias (que acarretam outros problemas de saúde, como as micoses), e os produtos químicos podem trazer reações alérgicas, como a dermatite de contato.
  • Pessoas com doenças de pele, de pele sensível, com psoríase da unha e infecções de unha em geral devem evitar qualquer tipo de alongamento, já que que todos podem piorar o quadro existente.
  • Veja mais: Como evitar a micose
  • Veja mais: Problema de pele: quais são os mais comuns

Como a alergia se manifesta?

Especialistas da SBD afirmam que as reações alérgicas podem envolver o afrouxamento das unhas ou uma vermelhidão com coceira.

No caso desse último sintoma, vale o alerta: ele não acontece apenas nas pontas dos dedos, mas em qualquer parte do corpo que tenha entrado em contato com as unhas. Em geral, pálpebras, rosto, pescoço e região genital são as mais afetadas.

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Por conta dessa manifestação em locais do corpo que não envolvem, necessariamente, as unhas, muita gente sofre com a alergia sem saber. Daí a importância de se consultar um dermatologista sempre que alguma manifestação estranha na pele aparecer.

Vale lembrar, ainda, que quando uma complicação nas unhas acontece, é preciso paciência. O tratamento demora, no mínimo, seis meses para que elas voltem ao normal. Então, todo cuidado é recomendado.

FONTES:

Associação Britânica de Dermatologistas

Dermatologists issue warning about UK artificial nail allergy epidemic

Sociedade Brasileira de Dermatologia

https://www.sbd-sp.org.br/geral/gravida-pode-usar-unha-de-gel/

DERMATITE DE CONTATO – Causas, sintomas e tratamento –

Dermatite é um termo que indica inflamação da pele. A dermatite de contato, também conhecida como eczema de contato ou dermatite alérgica, é, como o próprio nome diz, uma inflamação da pele que ocorre quando a mesma entra em contato com uma substância que causa alergia ou irritação.

O quadro clínico habitual é de intensa vermelhidão e coceira, que ficam restritos ao local onde a substância irritante teve contato.

Ao contrário do que a maioria imagina, em até 80% dos casos, a dermatite de contato é desencadeada por substâncias irritantes, não tendo nada a ver com alergia da pele. Somente 20% dos casos a dermatite de contato é provocada por uma reação alérgica.

O eczema de contato provoca habitualmente intensa vermelhidão e coceira, que ficam restritos ao local onde a substância irritante teve contato.

Este texto é específico sobre a dermatite de contato. Se você quiser ler um resumo sobre as principais alergia de pele, acesse o seguinte link: Principais causas de alergia de pele.

Dermatite de contato irritativa

A dermatite de contato irritativa é aquela que surge por lesão direta da pele após contato com substâncias irritantes, como ácidos, substâncias alcalinas, solventes, detergentes, etc.

As substâncias que provocam o eczema de contato são necessariamente irritantes à pele, provocando lesão da sua camada mais superficial e ativação de mediadores inflamatórios.

Ao contrário da dermatite de contato por alergia, que é uma reação individual a uma substância inócua para a maioria das pessoas, a dermatite de contato irritativa é provocada por substâncias irritantes a todas as pessoas.

O fato de uma substância ser irritante não significa, porém, que todas as pessoas reagem da mesma forma ao contato com a mesma.

Além da própria reação individual da pele de cada um, o grau de irritação cutânea depende de vários fatores, tais como propriedades químicas e concentração da substância irritante, tempo de exposição, condições ambientais, como temperatura e umidade, e ausência de contato da pele exposta ao produto com o ar, como nos casos de pessoas que passam o dia de luvas.

Graças a estas variáveis todas, dois indivíduos podem ser expostos ao mesmo produto irritante e terem respostas bem distintas. Geralmente, a dermatite irritativa surge em pessoas com contato prolongado e diário com substâncias que não costumam provocar grande reação, caso o contato seja apenas ocasional. Um exemplo comum são sabões e detergentes.

Não só produtos químicos são responsáveis por irritação da pele.

Pessoas que ficam com as mãos molhadas o dia inteiro, seja por água ou mesmo suor, também podem apresentar maceração da camada mais superficial da pele, levando ao surgimento de dermatite.

Do mesmo modo, roupas que causam fricção, principalmente se associado à pele úmida, como meias, luvas e fraldas, também são causas de dermatite irritativa.

  • Tendo em conta essas informações fica fácil entender por que o eczema de contato irritativo é comum em pessoas que têm contato constante com substâncias químicas, como mecânicos, agricultores, trabalhadores da construção civil, pessoal da limpeza, empregada doméstica, pintores, cabeleireiros e muitos outros.
  • Algumas vezes, a dermatite de contato ocorre, não por reação da pele a uma substância química abrasiva, mas sim devido a microtraumas que o manuseio constante de determinados produtos podem provocar na pele, como materiais tipo madeira, papel ou fibra de vidro.
  • As assaduras dos bebês que usam fraldas é um tipo de dermatite de contato irritativa, e ocorre por contato prolongado da pele com fezes e urina (leia: Assadura | Dermatite da fralda).

Causas comuns

Entre as substâncias mais frequentemente relatadas como causa de dermatite de contato irritativa, podemos citar:

  • Detergentes.
  • Sabão.
  • Xampu.
  • Solventes.
  • Desinfetantes.
  • Óleos.
  • Pelos de animais.
  • Plantas.
  • Cimento.
  • Colas.
  • Verniz.
  • Alimentos ácidos.
  • Pó.
  • Álcool.
  • Água sanitária.
  • Borracha.
  • Plástico.
  • Giz.
  • Fibra de vidro.
  • Madeira.
  • Papel.
  • Metais.

Dermatite de contato alérgica

A dermatite de contato alérgica é diferente da dermatite irritativa por ser um processo alérgico. Ela é provocada, não por lesão direta da pele por contato prolongado com uma substância abrasiva, mas sim por uma reação alérgica individual ao contato com determinado produto.

As substâncias irritantes à pele podem causar dermatite de contato irritativa em todos que forem expostos às mesmas, contanto que haja tempo necessário para haver lesão da camada mais superficial da pele.

No caso da dermatite de contato alérgica, a reação é imunológica e surge mesmo após exposições de curta duração.

Se o paciente não for alérgico, ele pode ter contato diário e prolongado com o material, que, ainda assim, nenhuma dermatite irá surgir (a não ser que a substância também seja capaz de provocar dermatite irritativa).

Um exemplo simples de entender é a dermatite de contato alérgica provocada pelo níquel presente nos botões das calças jeans. Você pode usar jeans a vida inteira e ter o contato do botão com a sua pele sem nunca apresentar nenhum problema. Porém, quem tem alergia ao níquel, pode desenvolver dermatite de contato na área ao redor do umbigo, onde o botão entra em contato com a pele.

A dermatite alérgica pode surgir após um primeiro contato com uma determinada substância, ou mesmo após anos de contato com um produto que nunca lhe causou alergia.

Causas comuns

Mais de 3000 substâncias já foram descritas como potenciais causadoras de alergia de contato. Todavia, cerca de 20 delas são responsável pela maioria dos casos. Entre as mais comuns podemos citar:

  • Níquel, presente em botões, colares, pulseiras, brincos e outras bijuterias.
  • Hera venenosa, carvalho venenoso, sumagre venenoso.
  • Látex.
  • Tatuagem de hena.
  • Casca da manga.
  • Fruto de Ginkgo (leia: Ginkgo Biloba – Propriedades e Benefícios).
  • Timerosal, antigo componente do mertiolate e atualmente presente em alguns medicamentos e vacinas.
  • Benzocaína, presente em anestésicos tópicos.
  • Antibióticos tópicos, como neomicina, bacitracina e gentamicina (a foto do início do artigo de uma dermatite de contato pela pomada Quadriderm)
  • Cremes com corticoides, como hidrocortisona.
  • Adesivos e esparadrapos.
  • Tintura de alguns tecidos.
  • Fragrâncias contidas em perfumes, loções de barbear, desodorantes e sabonetes.
  • Formaldeídos, presentes em alguns xampus, condicionadores, hidratantes e cosméticos em geral.

Sintomas

Os sintomas da dermatite de contato alérgica e irritativa não são iguais. Enquanto na forma alérgica o sintoma predominante das lesões é a coceira, na forma irritativa há mais dor e ardência. Vamos descrever os principais sinais e sintomas de cada forma.

Dermatite de contato alérgica

Os sintomas mais comuns do eczema alérgico são a coceira intensa e um rash em relevo e avermelhado. Em casos graves, as lesões podem formar bolhas e causar dor. A erupção é geralmente limitada às áreas que estavam em contato direto com a substância alergênica, mas ela pode aparecer em outras áreas do corpo, se o alérgeno puder ser transportado pelas mãos durante o ato de coçar.

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Dermatite de contato alérgica provocada por um band-aid

A erupção da dermatite de contato alérgica geralmente aparece dentro das primeiras 12 a 48 horas após a exposição ao alérgeno, embora, às vezes, possa demorar até duas semanas para surgir, como no caso dos cremes com neomicina, que penetram a pele de forma lenta.

Dermatite de contato provocada por cremes

Dermatite de contato irritativa

Substâncias irritantes leves podem causar vermelhidão, ressecamento, pequenas rachaduras e coceira. Irritantes fortes costumam causar inchaço, dor e bolhas. Em alguns casos graves, a lesão é uma típica queimadura química.

As mãos são as áreas mais comumente afetadas pelo eczema irritativo, principalmente no dorso e entre os dedos.

Tratamento

Em ambas as formas de eczema de contato, a principal ação é remover o contato com o produto irritante ou alergênico.

Na dermatite alérgica, uma vez que o paciente deixe de ter contato com a substância desencadeadora da alergia, as lesões tendem a desaparecer dentro de 2 a 4 semanas.

No eczema irritativo, o uso de luvas para evitar contato direto das mãos com o produto irritante é essencial para a melhora a médio/longo prazo.

Porém, se o paciente já usar luva de forma frequente é importante ver se a dermatite não está sendo desencadeada por alguma substância presente na própria luva.

O fato da mão ficar suada e fechada dentro de uma luva por várias horas por dia também pode ser a causa, devendo, neste caso, o paciente se habituar a secar e arejar as mãos de tempos em tempos.

Enquanto o paciente se mantiver em contato com substâncias abrasivas ou alergênicas, as lesões vão ser difíceis de tratar.

Para ambos os casos, cremes hidratantes e loção da calamina ajudam a “acalmar” a pele e aliviar os sintomas. Em casos mais graves, pomadas com corticoides podem ser utilizadas.

Se os sintomas não melhorarem com tratamento tópico, o uso de corticoides por via oral pode ser indicado pelo dermatologista.

Referências

Nove táticas para aliviar a coceira e a irritação causadas pela candidíase

Na temporada mais quente do ano, uma doença oportunista e muito incômoda costuma atrapalhar o dia a dia das mulheres: a candidíase. Causada na maioria das vezes pelo fungo Candida albicans, ela apresenta sintomas como coceira intensa e irritação na região genital, além de corrimento esbranquiçado, inchaço, vermelhidão local e, algumas vezes, ardência para urinar.

A Candida albicans existe naturalmente em nosso organismo, no intestino, na vagina e até na superfície da pele. Em situações de desequilíbrio, o fungo se coloniza, levando ao problema principalmente na vulva e na vagina.

“Por ser quente e úmida, a região é propícia para a Candida se desenvolver, gerando um processo infeccioso, inflamatório e alérgico que deixa o local muito sensível”, explica Silvana Quintana, professora associada do Departamento de Ginecologia e Obstetrícia da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP (Universidade de São Paulo).

Vários fatores podem causar esse desequilíbrio, entre eles a baixa imunidade e o uso de antibióticos.

“O medicamento elimina as bactérias do organismo, inclusive as da flora vaginal —que beneficiam o trato ginecológico —, predispondo a região ao problema”, explica Gutemberg Almeida, diretor do Instituto de Ginecologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Alterações do pH da vagina, que quando fica mais ácido do que o normal facilita a colonização do fungo, também podem favorecer o quadro.

Como aliviar a coceira e irritação?

Logo que os sintomas começarem, a paciente deve ir ao médico para obter o diagnóstico correto e iniciar o tratamento, que consiste em usar medicamentos tópicos (cremes vaginais) ou via oral. Além disso, algumas medidas são recomendadas para minimizar os incômodos:

1 – Evite roupas apertadas

“Elas abafam a região genital, que já é quente e úmida, tornando o ambiente ainda mais propício para o fungo”, explica Isabel do Val, professora associada de ginecologia da Universidade Federal Fluminense, responsável pelo setor de doenças do colo uterino, vagina e vulva. Portanto, procure manter a área arejada usando roupas leves.

2 – Procure não coçar

Lembre-se que a área já está inflamada, portanto coçar só vai aumentar o desconforto, fora o risco de se machucar. Daí a importância de iniciar rapidamente o tratamento para acabar com os sintomas.

Lave suas calcinhas com sabão neutro, que são livres de substâncias que podem irritar ainda mais a região íntima

Imagem: iStock

3 – Prefira calcinha de algodão

Tecidos sintéticos também deixam a região da vulva ainda mais quente e úmida, pois muitas vezes não absorvem o suor. Por isso, escolha modelos de algodão para usar no dia a dia. Elas também são as melhores opções para as mulheres com predisposição a alergias. E durma sem calcinha para deixar a área arejar durante as horas de sono.

4 – Lave corretamente as roupas íntimas

Muitas marcas de sabão em pó possuem na fórmula substâncias que podem causar alergia e irritar ainda mais a região genital, que já está inflamada e sensível por conta da candidíase. Por isso, o ideal é lavar as peças apenas com sabão neutro, enxaguá-las bem e secá-las ao sol.

5 – Depois de evacuar, lave com água e sabonete

Essa medida vai ajudar a evitar uma nova contaminação pelo fungo que está presente em maior quantidade no intestino e, inclusive, nas fezes.

“Carregar lenços para higiene íntima na bolsa é uma saída para fazer a limpeza caso a mulher evacue fora de casa e não tenha como se lavar”, indica Quintana.

A higienização com água não é necessária depois de urinar e pode até piorar o quadro ao deixar a região úmida demais. Nesse caso, o uso de papel higiênico é suficiente.

6 – Não fique com biquíni molhado por muito tempo

Como o fungo gosta de um ambiente quente e úmido, manter o tecido molhado pode piorar o problema. Além disso, o sal da água do mar pode irritar ainda mais a região que já está sensível.

O fungo causador da candidíase gosta de lugares quentes e úmidos. Portanto, evite ficar com roupas molhadas por muito tempo

Imagem: iStock

7 – Cuidado com os absorventes

Os médicos em geral não recomendam o uso de absorventes diários. No entanto, caso a mulher opte por eles, é importante que escolha opções “respiráveis”. “Esses tipos não têm plástico, por isso permitem que a região genital fique mais arejada”, fala Quintana.

E devem ser trocados assim que estiverem úmidos. Já os absorventes internos devem ser usados por cerca de quatro horas e, então, trocados. Se permanecerem por muito tempo, podem ser um meio de cultura para bactérias, o que prejudicaria ainda mais o quadro.

O mesmo vale para os absorventes externos indicados para o período da menstruação.

8 – Mantenha a depilação em dia

Segundo Quintana, os pelos são um fator de proteção natural. No entanto, em excesso, podem dificultar a higiene por acumular resíduos e secreções. Por isso, a orientação do médico é mantê-los aparados. Mas se você optar por manter os pelos no corpo não tem problema, basta reforçar os cuidados com a higiene.

9 – Reduza o consumo de açúcares

Pessoas com diabetes ou que possuem predisposição a essa doença elevam facilmente o nível de açúcar do organismo, o que deixa o pH da vagina ainda mais ácido, facilitando a colonização do fungo da candidíase. Por isso, é importante ter uma dieta equilibrada com baixo consumo de carboidratos.

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