Como amamentar em público: 9 passos (com imagens)

Postado em 8 de agosto de 2019 | Autor: Redação Nutritotal

Descubra agora o que é realmente importante para uma amamentação correta

A amamentação é mais do que um gesto de amor – é uma atitude necessária e base para a sobrevivência e nutrição infantil, além de fazer bem à saúde da mãe.

Para se ter uma ideia, o leite materno é tão poderoso que pode até mesmo prevenir cólicas no bebê, por meio da alimentação da mãe.

Sem contar o tanto que o aleitamento materno fortalece o vínculo entre a mulher e seu filho que acaba de chegar. Por isso, a amamentação correta é fundamental.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o aleitamento materno exclusivo aconteça, pelo menos, nos primeiros 6 meses de vida do bebê, seguido de amamentação com alimentos complementares adequados por até 2 anos ou mais.

Além disso, a OMS também mantém um plano de implementação sobre nutrição materna e infantil, especificando metas globais de nutrição até 2025, sendo que uma delas é aumentar em 50% a taxa de aleitamento materno nos primeiros 6 meses do bebê, em todo o mundo.

Para isso, seguir alguns passos pode facilitar a amamentação correta tanto para as mães quanto para os recém-nascidos. Confira quais são eles a seguir.

10 recomendações para a amamentação de sucesso

Todas elas foram listadas pela OMS.

Como Amamentar em Público: 9 Passos (com Imagens)

Amamentar em um ambiente confortável também é muito importante | Imagem: Shutterstock

Fique próxima da criança

O contato pele a pele entre mães e bebês deve ser facilitado e encorajado assim que possível após o nascimento. Além disso, todas as mães devem receber apoio para iniciar a amamentação o mais cedo possível após o nascimento, dentro da primeira hora após o parto.

Procure apoio profissional para a amamentação correta

As mães precisam receber apoio prático para capacitá-las a iniciar e estabelecer a amamentação correta, além de enfrentar as dificuldades comuns desse período. As mulheres grávidas e suas famílias devem ser aconselhadas desde antes do parto sobre os benefícios e manejo da amamentação correta.

Mantenha o contato dia e noite

As instalações que prestam serviços de maternidade e de recém-nascidos devem permitir que as mães e seus bebês permaneçam juntos durante o dia e a noite.

Claro, isso pode não ser possível quando os bebês precisam de atendimento médico especializado.

 Segundo um estudo publicado no Midwifery Womens Health, o compartilhamento de cama pode ser feito com segurança, desde que as famílias sejam aconselhadas sobre como fazê-lo.

Tenha ajuda familiar

As mães podem precisar de apoio dos familiares também para praticar a alimentação responsiva como parte do cuidado materno.

Nunca ofereça alimentos ao bebê

Não dê qualquer alimento ou líquido que não seja o leite materno ao bebê, a menos que indicado por um profissional de saúde.

Alimente-se e hidrate-se bem

Confira se a alimentação da mãe também está em dia, seguindo os cuidados do profissional de saúde sobre o que comer e o que pode ajudar na hidratação.

Evite alimentos crus (se não confiar no lugar em que foi preparado)

O consumo desses alimentos pelas mulheres que amamentam não representa um sério problema para as crianças, porém, existe a possibilidade de a mãe sofrer intoxicações alimentares. Prefira por pratos que tenham fibras e nutrientes, como vitaminas caseiras.

Mantenha cuidado com os prematuros

Para bebês prematuros que não conseguem amamentar diretamente, há alternativas como a sucção não nutritiva e a estimulação oral até que a amamentação seja estabelecida. Converse com o médico para saber o que é melhor no seu caso.

Use utensílios apenas se o médico indicar

Apenas o profissional de saúde deve indicar o uso de utensílios como xícaras, colheres, mamadeiras e bicos.

Evite o uso de chupetas

A recomendação da OMS aponta que o uso delas para substituir a amamentação pode causar problemas posteriores.

Este conteúdo não substitui a orientação de um especialista. Agende uma consulta com o nutricionista de sua confiança.

Referência bibliográfica:

Organização Mundial da Saúde (OMS). Protecting, promoting and supporting breastfeeding in facilities providing maternity and newborn services, 2017.

Bovbjerg ML, Hill JA, Uphoff AE, Rosenberg KD. Women Who Bedshare More Frequently at 14 Weeks Postpartum Subsequently Report Longer Durations of Breastfeeding. J Midwifery Womens Health. 2018 May 25.

OMS e Unicef lançam guia com 10 passos sobre amamentação – IBFAN Brasil

Como Amamentar em Público: 9 Passos (com Imagens)

h5OMS e Unicef lançam guia com 10 passos sobre amamentação/h5
p style=text-align: justify;A Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), lançaram nesta quarta-feira (11) um a href=http://www.who.int/nutrition/bfhi/ten-steps/en/ target=_blank rel=noopenernovo guia/a com 10 passos para aumentar o apoio ao aleitamento materno nos hospitais. Segundo as agências da ONU, se todos os bebés fossem amamentados nos primeiros dois anos seria possível salvar anualmente a vida de mais de 820 mil crianças com menos de cinco anos. A informação é da ONU News./p

span style=font-size: 8pt;a href=http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2018-04/oms-e-unicef-lancam-guia-com-10-passos-sobre-amamentacao target=_blank rel=noopenerEBC – AGÊNCIA BRASIL/a | 11.04.2018/span

img class=wp-image-1662 size-full src=http://www.ibfan.org.br/site/wp-content/uploads/2018/04/EBC.jpg alt= width=580 height=388 A amamentação protege os recém-nascidos de doenças e reduz o risco de morte devido à diarreia e outras infecções – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Na apresentação da iniciativa, a diretora executiva do Unicef, Henrietta H. Fore, disse que “a amamentação salva vidas”, e lembrou que a prática “requer apoio, encorajamento e orientação”. Ela acredita que a sequência mostrada no guia “pode melhorar de forma significativa as taxas de amamentação em todo o mundo e dar às crianças o melhor começo possível na vida.”

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A nova orientação descreve passos práticos que os países devem adotar para proteger, promover e apoiar o aleitamento materno nas unidades de saúde. Inclui ainda informação para ajudar as mães a iniciar a amamentação na primeira hora e amamentar o bebê de forma exclusiva por seis meses.

Segundo o guia, todos os hospitais devem ter uma política escrita para esta área e definir as funções do pessoal do setor, incluindo quem presta apoio às mães. O documento também recomenda o uso limitado de substitutos do leite materno, a educação dos pais sobre o uso de mamadeiras e chupetas e apoio para quando mães e bebés recebem alta.

strongHospital Amigo do Bebê/strong

O novo guia faz parte da iniciativa Hospital Amigo do Bebê, que as duas organizações lançaram em 1991. O documento incentiva as novas mães a amamentar e informa os profissionais de saúde sobre a melhor forma de apoiar a amamentação.

A alimentação com o leite materno na primeira hora de nascimento protege os recém-nascidos de infecções e reduz o risco de morte devido à diarreia e outras infecções. Segundo as agências da ONU, a amamentação também melhora o quociente de inteligência, QI, a frequência escolar, e “está associada a um rendimento mais alto na vida adulta. ”

  • O diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, diz que “os hospitais não existem apenas para curar os doentes, mas para promover a vida e garantir que as pessoas possam prosperar e viver as suas vidas com todo o seu potencial. ”
  • span style=font-size: 8pt;Edição: Augusto Queiroz/span
  • hr

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Amamentar em público: exibicionismo ou gesto natural?

Foi em 2012 que Terran Echegoyen-McCabe e Christina Luna, duas mulheres da força aérea americana, se sentaram no Fairchild Air Force Base, em Washington, para amamentar os seus filhos. Estavam de uniformes vestidos e de camisolas levantadas.

Uma dava de comer a um bebé, enquanto a outra alimentava dois gémeos, cada um com direito a uma mama. A imagem tornou-se viral e gerou polémica. Houve quem dissesse que se tratava de uma desonra para o uniforme, alegando que o ato poderia ser equiparado a urinar ou defecar em cima dele.

Houve quem se chegasse à frente — incluindo outras mães da força área — para dizer o contrário: a imagem prestigiava aquela instituição.

Exemplos como estes há muitos. Nas redes sociais, em capas de revista e até em desfiles de moda, atrizes, modelos e influenciadoras digitais mostram esta rotina, sem pudor. Como resposta, há comentários a aplaudir e outros a criticar. Apesar das várias campanhas a promover o aleitamento materno, defendendo a quebra dos tabus, o tema continua a estar em cima da mesa.

O caso das militares é claro na demonstração das posições existentes. Há quem defenda que a amamentação em público é a resposta a uma necessidade do filho e um ato natural, que não carece de ser resguardado, sem recurso a panos ou fraldas. Do outro lado, há quem, reconhecendo os poderes do leite materno, prefira a descrição e admita que não gosta de ver e de ser vista.

Na Semana Mundial da Amamentação, que decorre entre 1 de agosto e 7 de agosto, a MAGG ouviu três mães.

“Se fosse um homem, seria um problema?”

Há dez anos, Patricia Paiva, 33 anos, encontrava-se na sala de espera do Centro de Saúde, a amamentar abertamente o filho. Em pouco tempo, foi convidada pela enfermeira a ir para um sítio onde estivesse mais resguardada, protegida e à vontade.

“Disse que não. Disse que estava perfeitamente confortável”, conta à MAGG. Acredita no desmame natural, em que a decisão de deixar a mama está no filho e não na mãe, tanto que o primeiro mamou até bastante tarde. Encara o ato com normalidade e nunca quis usar fraldas ou panos para se esconder.

No comboio, no carro em andamento. Amamenta onde é preciso. Atualmente com uma filha de quatro meses, segue os mesmos princípios. “É algo que só faz sentido fazer quando e onde eles precisam. Nunca senti nenhum tipo de constrangimento, nem há 10 anos, nem agora”, explica.

As pessoas têm pudor porque acham que a mãe se quer exibir. Não queremos. Para isso, usamos decotes ou vestidos mais justos. Nesse momento o que interessa é dar de comer ao filho”.

Além de ser o alimento exclusivo nos primeiros tempos de vida, dar de mamar é, para Patrícia, muito mais do que isso. Ajuda a acalmar momentos de stresse, de dor. É um símbolo de carinho, um laço entre a mãe e um filho.

“Eles precisam de alimento e de conforto e a mama tem a vantagem de fazer isso tudo numa só vez. É uma ferramenta rápida e de fácil acesso para ser usada em qualquer lugar.”

O que está em causa é só e apenas a naturalidade do ato. É a maternidade a funcionar e uma ação que, do seu ponto de vista, não se pode comparar a muitos outros momentos íntimos.

Filipa Galrão, locutora da rádio Mega Hits, foi mãe há quase um ano e desde a primeira semana que amamentou em frente de quem lhe aparecia em casa para visitar o mais recente membro da família. A seu ver, esconder-se não fazia sentido nenhum porque ninguém se esconde para comer.

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“Comer é uma coisa que temos de fazer. Não é um ato privado ou íntimo. Ninguém se fecha para comer, portanto o mesmo não deverá ser feito com uma criança”, diz.

Para a locutora, amamentar não é um ato que deva ser censurado e que não possa ser partilhado. Além de ter sido sempre uma rotina sem tabus na sua família, informou-se tanto sobre o tema que passou a olhar para ele com a naturalidade que acha que merece. A desinformação poderá, na sua opinião, ser a raiz para o constrangimento que outras pessoas sentem.

É a maneira como se olha para a mama, que tem uma conotação muito sexual e que, por isso, choca muita gente, por acharem que põe em causa princípios morais, o que eu acho absurdo”.

Na conta de Instagram, Filipa já publicou fotografias a dar de comer ao filho. Numa delas, a legenda dizia: “Shocking news: bobbies were made for breastfeeding”.

Desta partilha, surgiram dezenas de comentários de apoio.

Mas houve quem a acusasse de partilhar exaustivamente a vida nesta rede social, alegando que nem todos os atos naturais devem ser partilhados, como ir à casa de banho ou fazer amor.

“Tem a ver com preconceitos, religião, objetificação sexual de uma mulher. É a maneira como se olha para a mama, que tem uma conotação muito sexual e que, por isso, choca muita gente, por acharem que põe em causa princípios morais, o que eu acho absurdo”, explica Filipa Galrão.

“Se fosse um homem, seria um problema?”, pergunta a locutora. “Esses comentários ainda me dão mais força. As pessoas têm pudor porque acham que a mãe se quer exibir. Não queremos. Para isso, usamos decotes ou vestidos mais justos. Nesse momento o que interessa é dar de comer ao filho.”

Tanto é assim, que Patrícia Paiva passou a olhar para as mamas de outra forma, fora do campo da sexualidade. O seu peito é sinónimo de energia e de saúde. “Tenho orgulho nas minhas mamas. Passei a vê-las mais como fonte de alimento e de carinho.”

Nunca teve complexos com o corpo mas, mesmo que tivesse, presume que poria os interesses do filho à frente. “Normalmente acontece em público. Não vou privar o meu filho de ter o seu alimento, mimo e porto seguro quando ele precisa. Mesmo que não me sentisse à vontade, punha os interesses do meu filho à frente.”

Não está atenta aos sinais de desaprovação de quem não concorda, mas assume que é porque nem os procura. “Uma pessoa que tenta esconder o que está a fazer e se sente intimidada vê mais os olhares.” Por outro lado, faz sinal de força e de aprovação quando se depara com uma mulher a dar de mamar ao filho.

“Faço questão de fazer uma cara em que transmito solidariedade. Sinto realmente que deve ser aceite e que deve ser normalizado.”

Sem recursos a panos ou T-shirts, as duas mulheres não se tapam quando dão de comer aos filhos. “Não sinto qualquer necessidade e os meus filhos não gostam.

A mais nova pede uma fraldinha na cara, mas apenas para a proteger do sol, quando quer dormir, por exemplo. O mais velho nunca gostou”, explica Patrícia.

“Além disso, adoro o contacto visual quando estou a dar de mamar. É um olhar que só vejo naquele momento de interação.”

Mas isto não significa que o objetivo seja expor totalmente a mama. Não é isso que, para as duas mães, está em questão.

“Tento usar roupas em que seja rápido, fácil e confortável”, diz Filipa Galrão, que há pouco tempo lançou uma marca de roupa, a Mamii, precisamente por sentir que não havia opções bonitas e práticas para usar no dia-a-dia ou em contextos mais glamorosos para as mulheres que precisam de amamentar.

“As roupas têm fechos em que praticamente o mamilo é que deve estar disponível para dar de mamar. Temos t-shirts em que a parte de cima, quando aberta fica em cima da mama para não se ver nada.”

“Não gosto de ver amamentar e não gosto de amamentar em público”

Marta (nome fictício) já deu de mamar num parque de estacionamento da Comporta, num carro de golfe do Penha Longa e num Tuk Tuk. Dá de mamar onde for necessário, mas detesta a exposição.

A sua posição defende o bom senso e a privacidade, sempre que possível. Sente-se constrangida quando vê alguém a amamentar e sente-se constrangida quando é observada.

No entanto, em primeiro lugar, estão os filhos.

Não entendo porque é que se tem de enfatizar, quando isto se sempre se fez a vida toda. Sou contra os excessos da nova geração, contra esta obsessão, contra esta exposição”.

“O meu pudor não me limita o ato, mas se puder evitar…”, diz. Em causa não está a amamentação em si. Marta já vai no terceiro filho e só lhes deixa de dar mama quando eles assim decidem. Entende que o aleitamento materno é fundamental para o desenvolvimento da criança e que isso é o que interessa.

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“Eu faço tudo em supremo interesse da criança”, explica. “Se é o melhor para o meu filho, tudo o resto é irrelevante.”

Mas, do ponto de vista feminino, custa-lhe. Detesta a exposição do peito da mulher e considera que o ato de dar de mamar pode comprometer a sensualidade e auto-estima. “Tenho o meu corpo, que gosto que, como todas as mulheres, seja visto como sexy, como bonito.”

Nunca usou um biberão e sempre deu de mamar em locais públicos. Mas faz por ser discreta, por se recatar. Considera-o um ato “natural e bonito”, como tantos outros que o são e que devem ser privados. “Não quero que reparem e não quero que estejam a olhar para mim”, diz. “Só é preciso bom senso. Nunca ando com camisas para abrir e ficar com o meu peito todo exposto.”

Diz estar “na terra de ninguém”, porque são poucas as pessoas que encaram a situação como ela. Há quem se exponha sem problema e há quem se esconda para ninguém ver.

“Há várias posturas em relação à amamentação e eu não me identifico com aquela em que há uma mediatização do ato”, diz. “A publicitação excessiva é o pior. Não entendo porque é que se tem de enfatizar, quando isto sempre se fez a vida toda. Sou contra os excessos da nova geração, contra esta obsessão, contra esta exposição.”

A pediatra Joana Appleton Figueira explica que a melhor opção para alimentar o bebé é aquela que estas três mulheres, apesar de pontos de vista diferentes, praticam: “Para uma amamentação ideal não devem ser estabelecidos horários. Deve ser em livre demanda, sempre que o bebé pede”.

  • Desta forma se entende que “a opção de não amamentar em público pode vir a trazer problemas”, uma vez que “os sinais de fome podem ser ignorados e a mãe pode ter tendência para esticar os intervalos.”
  • A produção de leite materno é regulada, explica a pediatra, pela estimulação feita pela sucção do bebé, pelo que “a quebra da livre demanda pode prejudicar a produção da quantidade de leite que o bebé necessita.”
  • Por isso, nas primeiras quatro a seis semanas Joana Appleton Figueira aconselha a mulher que não quer mesmo amamentar em público “a sair muito pouco de casa, fazendo as saídas para perto, até ter a amamentação bem estabelecida”, uma vez que o desconforto e o stresse provocados pelo embaraço da exposição poderá “prejudicar a produção do leite”, pelo decréscimo da oxitocina, a conhecida hormona que reforça o vínculo entre a mãe e a criança, que também ajuda na “emissão de leite pela mama em resposta à sucção.”

Amamentar pelo biberão é diferente

“É diferente consumir o leite materno pela mama ou pelo biberão”, diz a pediatra. O que acontece é que o esforço e o tempo para retirar a mesma quantidade de leite são habitualmente muito maiores na mama, ajudando o bebé a identificar os seus sinais de saciedade.

“Quem bebe no biberão tem tendência para precisar de mais leite para estar saciado. E, habitualmente, bebe mais ar”, o que poderá fazê-lo bolsar mais e provocar mais cólicas. A ligação entre mãe e filho, pelo contacto da pele, poderá ser uma das vantagens apontadas, mas a realidade é que isto se consegue noutros contextos.

Mas há também o problema do biberão de plástico: “Ainda se tem a preocupação com a ingestão de compostos potencialmente perigoso pelo bebé”, por estar quente.

E a própria produção do leite materno poderá vir a sofrer alguns problemas, porque “a extracção com bomba não é um estimulo tão bom para a mama como a sucção do bebé, pelo que pode acabar por prejudicar a produção do alimento.”

Ainda que a amamentação melhor para o bebé seja aquela em que ele come quando quer, a pediatra — assim como Patrícia Paiva e Filipa Garlão fizeram questão de frisar — considera que todas as escolhas são legítimas e “devem ser respeitadas.” O leite materno, seja pelo biberão ou pela mama, será sempre melhor do que o leite adaptado.

Por isso, para quem não quer amamentar em público a pediatra deixa algumas sugestões:

  1. “Nas primeiras semanas evitem extrair com a bomba para fazer stock. Usem-na apenas para diminuir o desconforto se estiverem muito aflitas com a descida do leite.”
  2. “Se não querem dar de mamar fora de casa, façam saídas curtas e para um local perto.”
  3. “Estudem o que existe no mercado. Há peças de roupa que ajudam a estar compostas e que fazem com que ninguém perceba que se está a amamentar.”
  4. “Se tiver mesmo de ser, extraiam com a bomba e usem o biberão. Mas não façam saídas de muitas horas e extraiam ou amamentem assim que chegarem a casa. Grandes intervalos sem amamentar ou extrair diminuem a produção do leite.”
  5. “Procurem um grupo de mães, como, por exemplo, La Leche League. Pode ser que na partilha com outras mulheres ultrapassem o desconforto.”

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