Como amadurecer peras: 10 passos (com imagens)

Consumir frutas é essencial para uma alimentação balanceada. Quem não gosta de degustar as suas frutas frescas e maduras? Muitas vezes compramos uma quantidade maior de frutas verdes para irem amadurecendo durante a semana.

Porém esse processo pode demorar mais do que você esperava e a vontade de comer a fruta é grande. Nós aqui do TudoGostoso vamos te mostrar como fazer frutas amadurecerem mais rápido. Como Amadurecer Peras: 10 Passos (com Imagens)

Uma das técnicas é manter as suas frutas em um saco de papel fechado

Você sabia que algumas frutas liberam um gás chamado etileno ? Ele é um importante hormônio que estimula o amadurecimento.

Portanto, a dica principal é deixar frutas que liberem esse gás perto das frutas que você quer que amadureçam. As principais frutas que liberam esse hormônio são: maçãs, peras, damascos, abacate, e kiwi.

Normalmente, de um dia para o outro a sua fruta já estará madura e pronta para comer.

Confira abaixo alguns truques para amadurecer mais rápidos as suas frutas preferidas!

NÃO PARE AGORA… TEM MAIS DEPOIS DA PUBLICIDADE 😉

Para ter sempre bananas maduras à sua disposição,temos alguns truques. Coloque as bananas em um saco de papel (não pode ser o de plástico, pois ele impede que o oxigênio entre em contato com a fruta e assim ela não irá amadurecer). Prenda bem o saco e espere a sua banana ficar no ponto. Experimente também embrulhar a coroa da banana com um pedaço de plástico filme, dá super certo!

Pera

As peras não amadurecem completamente enquanto estão na árvore, elas são colhidas e, depois, vão amadurecendo lentamente. Para acelerar esse processo, você pode seguir alguns métodos.

Deixe na geladeira e espere alguns dias – as baixas temperaturas irão dar uma forcinha a mais no amadurecimento.

E o método de colocar em saco de papel com uma maçã ou banana madura também serve para as peras, experimente!

Manga

A manga segue a mesma dica do saco de papel e pode ser deixado de um dia para o outro para amadurecer.

Se não tiver saco de papel, você também pode embrulhá-lo em uma folha de jornal que o resultado é o mesmo. Outra dica legal é mergulhar a manga em uma tigela de arroz ou milho crus.

Mas cuidado: com esse método a fruta amadurece bem rápido, portanto preste atenção e verifique sempre o sua manga.

Abacate

Manter o abacate em um saco com outras frutas que liberam etileno também funcionará (essa técnica dá certo mesmo!). Mas se você abriu o abacate e então viu que ele ainda não está maduro, não se desespere, também há um jeito. Para um abacate aberto você pode espalhar um pouco de suco de limão. O ácido dessa fruta desacelerará o processo de oxidação.

Visão | A ciência por detrás de uma relação saudável (em três passos mais complicados do que parecem)

Todos o sabemos: manter uma relação feliz e saudável não é pera doce. Enquanto as coisas ainda estão frescas, tudo parece maravilhoso. Mas com o tempo, chegam as coisas sérias: as bagagens emocionais, as capacidades de encaixe, os conflitos, algumas mágoas e, nalguns casos, o aborrecimento.

Com base nesta dificuldade, a ciência decidiu intervir. Existem cada vez mais dados científicos relativos aos hábitos e comportamentos “exemplares” a adotar dentro de uma relação para a manter de boa saúde. E de forma muito sucinta, resumem-se a estes três: mostrar empatia, ser positivo e manter uma forte conexão emocional. Parece simples, certo?

Manter uma conexão emocional forte

Sue Johnson é psicóloga clínica em Ottawa, no Canadá, e autora de vários livros. Ficou conhecida pelo seu trabalho no campo das relações interpessoais e intraconjugais. Segundo acredita, “o segredo para relações amorosas e para as manter fortes e vibrantes ao longo dos anos; para se apaixonar outra e outra vez, é a responsividade emocional”.

Esta responsividade tem a ver com a capacidade do casal de estar em “sincronicidade emocional e com estar sintonizado” na mesma frequência de emoções. “Todos os casais têm diferenças”, afirma a especialista. “O que torna os casais infelizes é quanto têm uma desconexão emocional e não conseguem sentir-se seguros e confiantes um com o outro”.

As críticas e a rejeição têm um papel fulcral para esta desconexão. O nosso cérebro interpreta-as como sinais de perigo e tende a responder-lhes de forma defensiva.

“Os casais devem aprender a conversar sobre sentimentos de forma a aproximar o outro”, recomenda Johnson.

Um estudo de 2015 mostra ainda que manter uma relação forte e saudável com alguém que se ama ajuda os indivíduos a lidar melhor com o stress, quando expostos a situações com as quais não se sentem confortáveis.

Ser positivo

O descontrolo emocional pode facilmente ocorrer nas relações em que os casais não busquem ser positivos.

Quem o diz é Carrie Cole, diretora de investigação do Gottman Institute, um centro de investigação americano especializado em questões matrimoniais.

“Quando tal acontece, as pessoas sentem-se cada vez mais afastadas até já nem sequer se conhecerem uma à outra”, explica a especialista.

A organização chegou à conclusão que o que faz uma relação avançar de forma positiva são as “pequenas coisas frequentes”. Quer isto dizer que são os pequenos gestos e rotinas que, feitos frequentemente, transmitem energias positivas e valorização ao outro.

Um elogio todos os dias – seja por algo que o cônjuge tenha feito ou por uma característica inerente – por exemplo, é suficiente para dar validação ao parceiro e o fazer sentir-se bem consigo mesmo. Desta forma, tanto quem recebe o elogio se fica a sentir bem, como quem o dá é relembrado dos motivos que o levaram a escolher a outra pessoa para companheiro de vida.

Nas relações saudáveis, os membros do casal tentam empatizar e perceber a perspetiva um do outro, em vez de quererem sempre a razão do seu lado quando discutem.

O truque consiste em controlar o stress, o orgulho e os picos de raiva e, segundo a antropóloga biológica Helen Fisher, “manter a boca calada e não fazer uma cena”.

Se vir que não o consegue fazer, faça uma pausa e vá até ao ginásio ou leia um livro, faça alguma coisa que o impeça de explodir e ingressar numa ação destrutiva para a relação.

Outra coisa importante é não guardar rancor do seu parceiro. O rancor fará com que esteja constantemente a lembrar-se dos aspetos negativos do seu parceiro ou da relação, e não o permitirá concentrar-se nas coisas positivas.

Segundo Fisher, “nenhum parceiro é perfeito, e o cérebro está bem construído o suficiente para se lembrar das coisas desagradáveis que foram ditas.

Leia também:  Como calcular o rendimento de um título usando o excel

Mas se conseguir ver por cima dessas coisas e focar-se no que é importante, far-lhe-á bem ao corpo, à mente e à relação”.

Uma relação feliz traduz-se numa vida feliz

Segundo um estudo da Harvard Medical School, da Universidade de Harvard, em Boston, EUA, existem três principais componentes químicos que o cérebro liberta quando somos lembrados da pessoa que amamos: a dopamina, associada à sensação de prazer e satisfação; a oxitocina, ligada à empatia e à generosidade; e o cortisol, que prepara o corpo para o stress de estar na presença da pessoa amada.

Contudo, à medida que o amor evolui e amadurece, o cortisol vai dando lugar a serotonina, uma hormona inibidora do stress e da depressão. Por outras palavras, o stress vai progressivamente dando lugar ao bem-estar e à tranquilidade, à medida que o casal aprende a conviver com base nestes três não-tão-simples passos.

Segundo Johnson, as boas relações não são apenas aquelas que são sempre boas e felizes, mas aquelas em que, face às dificuldades, o casal aprende a trabalhar em equipa para as manter harmoniosas e saudáveis. “Todos os clichés acerca de como o amor nos faz mais fortes não são apenas clichés, são fisiologia. Estar ligados a pessoas que nos amam e valorizam é o nosso único porto seguro na vida”, conclui.

Peras produzidas no Brasil têm mercado expandido

Verde por fora e branca por dentro, a pera comum, ou europeia, com seu tradicional formato de lâmpada e gostinho água com açúcar, nunca apresentou aroma, coloração e sabor para ganhar um lugar de honra no rol das frutas mais apreciadas pelos brasileiros. Mas, entre exóticas e nativas, a fruta de origem asiática, conhecida cientificamente por Pyrus sp, figura na ampla cesta que percorre todo o alfabeto, de abacate a uva.

Desde que se apresentou com o formato sedutor da maçã e a maciez do pêssego, a pera-japonesa vem melhorando a posição da piricultura no ranking da preferência nacional.

Como o consumo nacional dessa fruta é sustentado principalmente por fornecedores do Mercosul e de outros países, algumas dezenas de fruticultores brasileiros vêm lutando para substituir importações – que custam ao país pelo menos 100 milhões de dólares por ano.

A pera é a fruta fresca que mais pesa na balança comercial brasileira, compensada pela exportação de apenas duas espécies, ambas produzidas no Nordeste, de onde saíram no ano passado 124 mil toneladas de manga e 60,8 mil toneladas de uvas, segundo o Instituto Brasileiro de Frutas (Ibraf).

Para Moacyr Passos Fernandes, presidente do Ibraf, são boas as perspectivas de exportação para 2011.

“Se a tendência de consumo mundial for mantida, alimentos como frutas e vegetais continuarão em alta, até por questões de saúde”, afirma, lembrando que “os alimentos são os últimos que sofrem com uma crise e os primeiros a sair dela”.

Mesmo não sendo de fácil cultivo, há indícios de que a pera está mudando de status no Brasil. Se antes figurava em pomares domésticos mistos, oferecendo frutos que rendiam sobretudo compotas em calda, agora ela já sustenta fruticultores profissionais em áreas altas do sul e do sudeste do Brasil.

E sua produção, concentrada nos meses de verão, viaja pelo país para encher bancas de frutas frescas acostumadas ao similar vindo do exterior.

Por isso há quem acredite que possa se repetir com a pera, em escala menor, a revolução da maçã, vetor de uma virada espetacular na economia das catarinenses Fraiburgo e São Joaquim e da gaúcha Vacaria.

Quem imaginaria, 20 anos atrás, que a pequena Itaiópolis, de 20 mil habitantes, no planalto norte de Santa Catarina, reivindicaria hoje o título de “maior produtor nacional de peras”? Ainda que se questione a pertinência e o peso econômico do slogan adotado pelo município quase centenário, essa história tem um herói. É João Brongiel, o “rei da pera”.

João Brongiel, o “rei da pera”, cultiva entre 10 mil e 20 mil pereiras europeias, chinesas e japonesas

Nascido em 1934, em Araucária, PR, João mantém um antigo caso de amor com as frutas. Apaixonou-se aos 12 anos, quando passou a frequentar a escola agrícola da vizinha Campo Largo, a uns cinco quilômetros da serraria paterna, nos arredores de Curitiba.

Ia para lá de bicicleta com os amigos não para estudar – parou no quarto ano primário –, mas para brincar, comer frutas, especular sobre a natureza de cada espécie frutífera.

Amigo dos peões que cuidavam do pomar da escola, um dia ganhou 200 mudas de fruteiras de clima temperado, com o que granjeou espaço próprio no arvoredo do pai.

Começou pelas mais fáceis e gostosas – ameixeiras e pessegueiros, mas sempre teve um carinho especial pela pereira, com sua mania de imitar os ciprestes, galhos eretos a exigir escada de seus serviçais. Trabalhando com os irmãos no pomar e na serraria da família, acabou concluindo que num sítio tão pequeno (36 hectares) não teria como prosperar. A solução seria migrar.

Em meados dos anos 1960, desceu 150 quilômetros até Itaiópolis, onde arrendou, e depois comprou, 50 hectares cobertos de capoeiras pontilhadas de pinheiros, insumo preferido do pai madeireiro em Araucária.

“Era um taperão velho onde havia sobrado 480 pinheiros”, diz ele, que mantinha ainda um pomar em Araucária. Tanto que, em 1972, ajudou a realizar a primeira festa das frutas do município – o evento se mantém até hoje.

A mania de plantar pereiras lhe rendeu um apelido: o louco das peras.

À luz do imediatismo da maioria dos agricultores, parecia mesmo doidice plantar uma árvore que leva sete anos para dar frutos. Pior ainda: feito um louco de pedra, ele nunca parou de plantar araucária, árvore que leva 40 anos para dar madeira boa para construção ou mobiliário.

Hoje em Itaiópolis, o velho Brongiel tem dois orgulhos – o peral e o pinhal, que ocupam uma área total de 100 hectares, onde ele ainda planta mais pinheiros que pereiras. Aos 77 anos, pai de quatro filhos, ele não tem sucessor à vista. Os dois filhos e um genro têm negócios urbanos em Araucária.

Além da esposa Teresa, com quem casou há 45 anos, ele tem apenas a companhia da filha menor no Sítio dos Papagaios.

Leia também:  Como baixar o nível de ácido úrico para se livrar da gota

Dono de 100 hectares nas quebradas do norte catarinense, João Brongiel cultiva entre 10 mil e 20 mil pereiras chinesas, europeias e japonesas, que lhe rendem pelo menos 9 mil caixas (de 20 quilos) anuais de frutas – vendidas a supermercados e mercearias a preços que variam de 30 centavos a 2 reais o quilo. Também produz ameixa, pêssego, figo e melancia, mas foi a pera que lhe deu autonomia financeira.

Trator apoia trabalhos de colheita de pera em Italópolis; ao fundo, mata de araucária preservada

O Sítio dos Papagaios chama a atenção pela beleza dos pinheiros, mas são as peras que atraem visitantes. Uns vêm olhar, outros querem comprar peras, e alguns se achegam para especular, conseguir umas mudinhas já taludas – como João fazia em Campo Largo, mais de meio século atrás.

Descendente de poloneses, no começo ele dava mudas de pereiras para os vizinhos e empregados. “Plante, demora para dar, mas é uma fruta de valor”, dizia. Hoje, os antigos aprendizes são seus concorrentes, mas ele não se arrepende de ter difundido a cultura da fruteira mais trabalhosa do mundo. Tanto que a maioria dos vizinhos desiste depois de alguns anos.

“De cada dez que entram na pera, só três ou quatro ficam”, diz Brongiel, lembrando que é preciso adubar, podar, envergar e estaquear seus ramos, além de pulverizar a cada 15 dias, fazer o raleio e, por fim – nos dois primeiros meses do ano –, colher os frutos. “Meu agrônomo é o pêssego”, diz ele.

Explica-se: como o pêssego amadurece mais cedo que a pera, é nele que aparecem os insetos, como a grafulita e a mosca-das-frutas, que precisam ser combatidos.

Mesmo com tantas dificuldades, o polo de piricultores de Itaiópolis, formado por mais de uma dezena de produtores, já passou de 150 hectares e produz um volume suficiente para abastecer mercearias e supermercados de cidades de maior porte como Blumenau, Joinville, Florianópolis, Curitiba e São Paulo.

Segundo consenso, João Brongiel fez mais pela imagem de Itaiópolis do que todos os prefeitos desde 1918. Fruto de seu amor pelas peras, até hoje baixam em São Pedro ônibus de excursões da terceira idade.

No começo, ele ficava espantado como veículos tão grandes atravessavam a sinuosa estrada de terra que, por 16 quilômetros, separa a cidade do bairro rural São Pedro.

Com a intuição de que seu pomar seria um bom cartão de visitas do município, ele nunca construiu porteira, deixava todo mundo andar pelo pomar e não se incomodava de ver os visitantes indo embora com algumas peras na sacola. Até os incentivava em anos de maior fartura.

Dava mudas de presente e fornecia dicas. “É um autodidata”, diz Nelson Richter, da Empresa Catarinense de Pesquisa Agrícola e Extensão Rural (Epagri), de Itaiópolis.

 Formado na primeira turma de agronomia da Universidade Federal de Santa Catarina, há 30 anos, o técnico fica calado quando o rei da pera conta seus causos.

Ultimamente, cansado de tanta correria, João passou a dizer aos guias de excursões que já não tem mais tempo para ficar dando trela para aposentados. E também que não pode escalar um de seus escassos diaristas para recepcionar curiosos.

Ou seja: turistas, vão pegar pera em outros sítios, onde exista mais gente disponível para mostrar como se faz uma revolução na piricultura; ou na prefeitura, que anda distribuindo folhetos sobre as excelências da pera itaiopolense.

O maior concorrente de Brongiel é o vizinho Venicio Jakubiak, que está passando o pomar a três de seus cinco filhos. Antes enrolados em sucessivas lavouras de fumo, eles compraram máquinas, veículos e reformaram e construíram casas com o dinheiro das peras.

Neste ano, sofreram com uma chuva de granizo que danificou parte do pomar e reclamam da estagnação dos preços recebidos, mas não têm dúvida de que a fruticultura é mais saudável que a fumicultura. “A gente vivia com dor de cabeça por causa da nicotina”, diz Fabio Jakubiak, 28 anos, falando pelos irmãos Edílson, 33, e Luiz, 21. Eles estão visivelmente contentes com a mudança.

Além de pera, cultivam ameixa, pêssego e maçã de variedades precoces (eva e gala cristal).

Colheita de maçã na região de Fraiburgo, um dos principais centros de produção da fruta

Um dos melhores da região, o pomar dos Jakubiak foi escolhido pela estação experimental da Embrapa de Canoinhas para alguns ensaios agronômicos.

Uma das novidades mais animadoras, dizem os Jakubiak, é a pera IAC 1830, desenvolvida pelo Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Os primeiros frutos saíram tão saborosos que os jovens Jakubiak andam pensando em rebatizar a variedade.

Um bom nome seria pera-jakubiak, em homenagem à família polonesa, chegada à região há cerca de 100 anos, quando os pinheirais ainda estavam quase intactos por ali.

Um dos marcos da cultura polaca na colônia São Pedro, a antiga casa de madeira dos Jakubiak foi reformada recentemente. Por dentro e por fora, é decorada com motivos europeus. É uma linda morada à beira de um riacho ainda protegido pela mata.

Agora, aos 64 anos, Venício premedita viver na cidade, onde espera receber dos filhos os dividendos por seis décadas de luta para tirar o sustento de uma terra que tardiamente descobre a aptidão para a fruticultura. E não é só a pera.

Há também a maçã gala cristal, colhida três meses antes da gala e da fuji cultivadas em Fraiburgo e São Joaquim. E a ameixa, o pêssego, o figo e outras frutas de clima temperado. Discreto, sem alarde, Venício estuda com carinho as possibilidades agroindustriais da pera.

Alisando o bigode, olhos brilhando, ele confessa: “Ando com a ideia de operar um alambiquezinho”. Pinga de pera, era só o que faltava.

Quase 50 anos depois da chegada dos primeiros imigrantes japonesas ao Vale do Rio Marombas, no planalto central catarinense, a fruticultura de clima temperado rivaliza com a olericultura pela liderança dos negócios rurais no município de Frei Rogério.

Fora o alho, a ameixa e o pêssego, as estrelas da colônia são as peras nashi e housui, mais conhecidas por asiáticas ou japonesas – em Itaiópolis, elas são chamadas de “escurinhas”, pois têm a casca quase tão escura quanto um quiuí.

Até livro em português já foi escrito sobre as variedades japonesas, apontadas como “as peras mais suculentas do mundo”. Quando descascadas, elas vertem um suco dulcíssimo. Se degustá-las sem talheres, o consumidor fica com as mãos meladas.

Leia também:  Como apagar mensagens do telegram no android: 5 passos

Implantada pela agência japonesa de colonização e imigração (Jica, na sigla em inglês), em convênio com a Epagri, a pera-japón está presente na maioria dos sítios das cerca de 30 famílias de origem japonesa que restaram na região depois da diáspora que, nos anos de estagnação econômica no Brasil, no fim do século XX, levou mais da metade da colônia de volta para o Japão. Recentemente, com a volta de alguns emigrantes, a colônia nipo-catarinense reacendeu as lanternas da prosperidade.

Koichi Ogawa, produtor em Frei Rogério, SC: “Na colônia japonesa, a fruticultura prospera porque vem do berço”

Em Frei Rogério, em fevereiro passado, realizou-se a 3ª Festa dos Frutos da Paz, clara referência aos esforços da colônia japonesa para promover a região como refúgio de sobreviventes das bombas atômicas lançadas em 1945 sobre o Japão.

Na colina mais alta da região fica o Parque da Paz. Ali sobressai o monumento inaugurado em 2004, quando o asfaltamento dos 28 quilômetros entre Frei Rogério e Curitibanos (cidade perto da BR-116) animou autoridades e agricultores a apostar no agroturismo.

Antes disso, os ônibus de turistas tinham dificuldades de chegar ali.

Reunindo recursos em diversas fontes, inclusive por meio de jantares e rifas, a comunidade concluiu recentemente a construção de um ponto comercial junto ao Rio Marombas, na SC-451, que liga Curitibanos a Frei Rogério.

“Quando ficar pronto o asfalto para Lebon Regis e Fraiburgo, acreditamos que o turismo ecológico vai ser uma boa fonte de renda para todos nós”, diz Hirotaka Onaka, um dos líderes da comunidade. Onaka produz alho, ameixa e pêssego.

E tem um talhão de gingko biloba, “árvore ecológica que não dá trabalho nem despesa”.

Os frutinhos são colhidos no chão. No Japão, pagam-se 100 dólares por quilo. E sobram as folhas para fazer chá bom para o cérebro.

Hoje em dia o casarão-mercado junto ao rio abre aos sábados para que os produtores locais, não só japoneses, exponham e vendam “produtos coloniais”, de alho a tomate, passando por frutas, missô e saquê, além de artesanatos.

Quando aumentar a intensidade do tráfego rodoviário, o ponto deverá funcionar diariamente, como já ocorre em outras regiões coloniais brasileiras apropriadas pelo turismo. Só que aqui o futuro pode ser garantido pelo componente exótico da cultura oriental.

“Na colônia japonesa, a fruticultura prospera porque vem do berço”, diz Naoki Ogawa, um dos principais piricultores de Frei Rogério. Ele aderiu à pera depois que sua família se deu mal com o alho.

Mesmo após uma queda, nada se perde: no galpão de secagem de alho, Ogawa cultiva cogumelos shitaki – já com mercado aberto em São Paulo.

Dos pêssegos de Porto Alegre aos melões de Mossoró, RN, passando pelas mangas e uvas de Petrolina, PE, e Juazeiro, BA, dos abacaxis de Minas às uvas do norte do Paraná, a geografia brasileira contém hoje novos pontos em que a fruticultura vai agregando valor às atividades rurais, criando empregos e gerando renda onde antes predominavam lavouras anuais e criações diversas, quando não alguma forma de extrativismo. Um japonês, outro polaco, os polos catarinenses de pera em Frei Rogério e Itaiópolis, numa região em que já se registra uma grande produção de maçã, são apenas mais dois sinais de sucesso da grande aventura agrícola em terras brasileiras.

Clique Ciência: uma fruta madura acelera o amadurecimento das verdes?

Comer frutas diariamente é fundamental para manter a saúde em dia: são fontes ricas em vitaminas e sais minerais. Quem faz compras semanais na feira sabe como é difícil escolher as frutas que vão amadurecer no tempo certo do nosso cardápio.

Para evitar desperdícios, nada mais comum do que comprar frutas verdes para chegarem ao ponto durante a semana. Depois, é só apostar em um velho truque da vovó: misturar as verdes com as maduras. Mas isso funciona mesmo?

De acordo com Murilo Freire, pesquisador da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), funciona. Isso porque as frutas, quando chegam à fase de maturidade fisiológica, começam a produzir um gás que ajuda no seu amadurecimento: o etileno.

É essa substância, que, entre outras coisas, leva ao rompimento das fibras, o que deixa o fruto mais macio, e à hidrólise do amido – a quebra dessa molécula resulta no sabor adocicado do alimento.

No entanto, não são todas as frutas que produzem essa substância, apenas as frutas climatéricas, que continuam a se desenvolver, mesmo que sejam colhidas ainda verdes, até ficarem maduras, “passarem do ponto” e apodrecerem. Por isso, por exemplo, que é possível comprar uma banana verde e esperar que ela fique amarela e docinha.

Alguns exemplos desse grupo: caqui, banana, mamão, ameixa, nectarina, kiwi, pera, pêssego, maçã, abacate, melão e manga.

O outro grupo, chamado de não-climatéricos, não tem essa capacidade de continuar seu amadurecimento fora do pé. Se forem colhidas verdes, elas permanecem assim até estragar. É o caso, por exemplo do morango, limão, laranja, figo, uva, cereja, melancia, abacaxi e coco.

Imagem: Daniel Kfouri/Folhapress

Ambiente fechado para amadurecer

De acordo com Freire, este amadurecimento “forçado” é mais eficaz em ambiente fechado.

Ou seja, não basta colocar tudo junto em uma fruteira em cima da mesa, é preciso embalar em um saco de papel ou até mesmo embrulhar com jornal. “Assim, o gás liberado com mais intensidade pela fruta madura fica concentrado no local e ajuda a amadurecer as verdes”, comenta.

Uma dica importante: na hora de embalar os alimentos, escolha produtos que não dificultem a respiração do vegetal, como o plástico. O papel é uma boa opção.

Entendeu agora por que é possível acelerar o amadurecimento de algumas frutas com uma ajudinha extra? E se for um dia quente de verão, esse processo ocorre ainda mais rápido.

Segundo a agrônoma Lucia Salles França Pinto, o truque pode reduzir em até três dias o tempo de maturação do vegetal. E ele também é válido se você embrulhar apenas as verdes – e comer a madura!

“Colocar uma fruta madura junto com as demais também faz com que ela apodreça mais rápido”, comenta Lucia.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*