Como aliviar a dor de garganta: 12 passos (com imagens)

Demorar para pegar no sono, acordar durante a noite ou sentir que o sono não foi reparador são alguns dos sinais que podem ajudar no diagnóstico de insônia. Estima-se que um a cada cinco adultos sofram com esse distúrbio.

No entanto, como explicou a neurologista Andrea Bacelar no Bem Estar desta sexta-feira (9), existem diversos tipos do problema e, para cada um deles, um tratamento específico. Por isso, identificar a causa e saber se está relacionada a uma doença física, mental ou a um fator ambiental é o primeiro passo para a solução.

Por exemplo, existem pessoas que não conseguem dormir com claridade e, segundo a neurologista, isso acontece porque a luz inibe a produção de melatonina, hormônio que nos faz dormir.

Nesses casos, até mesmo a luz de aparelhos eletrônicos ou pequenas frestras de portas e janelas são suficientes para atrapalhar o sono – a dica, nesse caso, é usar uma fita isolante, um pano ou até mesmo um tapete para cobrir e, assim, dormir melhor.

Como Aliviar a Dor de Garganta: 12 Passos (com Imagens)

Outro fator que pode atrapalhar é o barulho – ronco do marido, buzinas, sirenes, choro do filho, o barulho da máquina de lavar ou até mesmo os passos do vizinho de cima podem atrapalhar o sono. Por isso, nesse caso, a dica é usar protetores auriculares, vendidos em lojas de material de construção ou decoração, que são descartáveis e mais duráveis, por preços que vão de R$ 1 a R$ 10.

Há ainda quem se incomode com o calor ou frio em excesso na hora de dormir e, nessa situação, a recomendação da neurologista Andrea Bacelar é tomar um banho morno ou até frio já que ficamos mais sonolentos quando a temperatura do corpo está baixa. Além disso, é importante prestar atenção na escolha do colchão ou travesseiro – nesse caso, não há muitas regras e a recomendação é que os objetos sejam escolhidos de acordo com os gostos e preferências de cada um.

Se a causa da insônia for um problema mental, pode ser depressão, ansiedade, bipolaridade ou até mesmo estresse. Nesses casos, não há como dormir melhor se o problema de base não for tratado.

Para ajudar a identificar os sinais que indicam que a insônia é causa por algum desses transtornos, é importante avaliar se ao se deitar, a pessoa tem pensamentos negativos; se na hora de dormir, não consegue se desligar das obrigações e se ela desperta de madrugada sem motivo aparente.

Em alguns casos, existem o que os médicos chamam de “sintomas despertadores”, que significam que a insônia é causada por um problema físico, passageiro e, na maioria das vezes, tratável. Por exemplo, acordar com vontade de urinar, dor, excesso de suor, coração acelerado, queimação na garganta, sede ou boca seca são sinais de alerta e que devem ser encaminhados a um médico.

Para melhorar o sono, é importante ainda evitar algumas coisas antes de dormir, como cafeína, atividade física, celular, internet e também preocupações do dia a dia.

Em alguns casos, as pessoas recorrem a medicamentos para ajudar a pegar no sono, mas é preciso tomar cuidado já que é muito comum tomarem remédios que não foram feitos para dormir, mas que têm a sonolência como efeito colateral, como é o caso da empresária Cristina Gonzalez Rodriguez, mostrada na reportagem do Phelipe Siani (veja no vídeo).

Como alertou a farmacêutica Nádia Bou-Chacra, o uso contínuo desses medicamentos, como relaxantes musculares, antialérgicos, ansiolíticos ou remédios para enjoo, por exemplo, pode provocar arritmias e trazer conseqüências perigosas para o organismo, como até mesmo dependência.

*No vídeo ao lado, exclusivo para a internet, o apresentador Fernando Rocha tira dúvidas dos internautas com a neurologista Andrea Bacelar. Confira!

Por isso, é importante optar pelos medicamentos corretos, como hipnóticos de curta ou longa duração, antidepressivos (no caso de insônia causada por depressão ou ansiedade) ou até fitoterápicos, que ajudam a melhorar quadros leves do problema.

Como Aliviar a Dor de Garganta: 12 Passos (com Imagens)

Como Aliviar a Dor de Garganta

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Este artigo foi escrito em parceria com Chris M. Matsko, MD. O Dr. Matsko é um Médico aposentado na Pensilvânia. Recebeu o Prêmio por Excelência em Serviço da Pittsburgh Cornell University. Formou-se na Temple University School of Medicine em 2007.

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Há 18 referências neste artigo. Você pode encontrá-las ao final da página.

É normal que a dor de garganta comece como um leve desconforto e acabe se tornando uma forte dor sempre que o paciente deglute.

Ao mesmo tempo em que trata outros sintomas da tosse e do resfriado com remédios de venda livre, bastante descanso e ingestão de líquidos, há métodos naturais e medicamentosos (também adquiridos livremente) para aliviar a dor de garganta.

Na maioria dos casos, ela passa após quatro ou cinco dias, mas é importante estar atento aos sinais que possam indicar uma condição mais grave (como faringite estreptocócica) e ir ao médico se julgar necessário.[1]

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    Tome um remédio de venda livre. Paracetamol (Tylenol), ibuprofeno (Advil) ou naproxeno sódico são todas boas opções para diminuir a dor de garganta.[2] Caso já tome outros remédios (como os que afinam o sangue), vá ao médico para saber se pode tomar os medicamentos acima.

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    Experimente fazer um gargarejo com água e sal. Apesar de não haver nenhuma comprovação médica, muitos alegam que ela melhora o desconforto na garganta.[3]

    • Misture 1 xícara de água não muito quente com ¼ a ½ de uma colher de chá com sal. Gargareje a solução na garganta por pelo menos 30 segundos e várias vezes por dia.
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    Compre um spray de venda livre para a garganta. Procure pelos ingredientes ativos benzocaína ou fenol (ambos funcionarão por serem anestésicos tópicos). Esses produtos aliviam a inflamação na garganta por algumas horas.[4]

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    Chupe pastilhas de gluconato de zinco imediatamente. Estudos comprovaram que elas cortam a duração de um resfriado pela metade ao serem consumidas logo após os primeiros sinais de um resfriado. Além disso, elas combatem a inflamação, a congestão nasal e as dores.

    • Após mais de dois dias do início do resfriado, as pastilhas de zinco não cortarão a duração da enfermidade.
    • Independentemente de quando forem consumidas, as pastilhas combatem os sintomas por terem anestésicos tópicos (que fazem com que a garganta fique um pouco dormente), e também diminuirão o ressecamento.[5]
    • Como as pastilhas ficam por mais tempo em contato com a garganta do que as soluções de sal e água ou sprays, elas são consideradas mais eficazes no tratamento das dores de garganta.[6]
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    Chupe pastilhas de mentol. As propriedades do composto orgânico reduzem a dor e a inflamação na garganta.

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    Tome um xarope contra tosse (escolha entre o noturno e o diurno). Ele protege a garganta e reduz a inflamação, neutralizando a dor por uma ou duas horas.

    • Escolha um xarope que também trate os outros sintomas do resfriado.
    • Use o medicamento seguindo as instruções da bula, diminuindo a dose de acordo com a idade e a duração do resfriado.
    • Evite dar anti-inflamatórios junto com xaropes, porque ambos terão componentes em comum.[7] Nesse caso, procure por um só remédio que seja indicado para tratar a dor e o resfriado.
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    Consuma bebidas quentes ou coma alimentos frios enquanto estiver doente. Chás quentes e sopas acalmam a garganta, enquanto comidas frias (picolés ou sorvetes, por exemplo) ajudam a neutralizar a dor.[8]

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    Prepare um chá natural com ingredientes que combatam a irritação na garganta.[9] Há algumas opções que comprovadamente funcionam para gargantas doloridas, como:

    • Chá de camomila, que possui propriedades para aliviar a irritação na garganta.[10]
    • Água quente misturada a 1 colher de sopa com mel, 1 colher de sopa com canela, 1 colher de chá com suco de limão e 1 colher de sopa com vinagre de maçã.
    • Cada um dos ingredientes da solução acima (mel, canela, suco de limão e vinagre de maçã) combate naturalmente as dores de garganta, mas também tratam a infecção, abreviando sua duração.
    • A solução não será muito saborosa, mas não custa prová-la para melhorar a dor de garganta.
    • Também é possível tomar o mel puro. Há estudos científicos que demonstram que o consumo dele diminui a tosse e incentiva a cicatrização de lesões, também contribuindo para a redução da dor.[11]
    • No entanto, não dê mel para crianças com menos de um ano de idade devido ao risco de desenvolverem botulismo infantil.
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    Reconheça sinais e sintomas de uma faringite mais grave. As infecções virais que atacam a garganta são bem mais comuns (e melhoram após alguns dias), mas é importante ser avaliado por um médico em caso de manifestações que indicam um problema mais sério, como a faringite estreptocócica. [12] Vá ao médico se constatar que sofre de dois ou mais sintomas dentre os listados abaixo:[13]

    • Febre (temperatura acima de 38 °C).
    • Pontos brancos visíveis no fundo da garganta (amigdalas inflamadas).
    • Nódulos linfáticos aumentados no pescoço.
    • Ausência de tosse (é raro que pacientes com faringite estreptocócica tussam).
    • Sem coriza nas vias aéreas (sintomas comuns de resfriados, como corrimento nasal, não ocorrem quando a contaminação é bacteriana)
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    Realize o tratamento antibiótico. Após a confirmação de infecção bacteriana, a dor de garganta deverá ser medicada com antibióticos.[14]

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    Saiba quando ir ao médico. Fortes dores de garganta e febre de 38,3 °C ou mais, que não melhora após 24 a 48 horas (ou apenas piora) exigirão uma consulta com um otorrinolaringologista para que o tratamento seja feito o quanto antes.[15]

    • Além disso, se as glândulas do pescoço ou garganta estiverem inchadas, dificultando a deglutição e a respiração, procure um pronto-socorro (ou ao menos uma consulta no mesmo dia com seu otorrino de confiança).[16]
    • O inchaço das glândulas pode indicar que há outra condição mais grave, como mononucleose ou amigdalite, que precisam de avaliação médica e tratamento.[17]
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    Consuma medicamentos mais potentes contra a dor. Recomenda-se ir ao médico assim que o desconforto estiver insuportável; o médico poderá fazer o diagnóstico preciso (seja faringite estreptocócica ou não) e prescrever remédios mais fortes para aliviá-lo.[18]

    • O naproxeno, de venda livre, pode ser utilizado para diminuir a dor de garganta até que ela desapareça.
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Especialista em Medicina Familiar

Este artigo foi escrito em parceria com Chris M. Matsko, MD. O Dr. Matsko é um Médico aposentado na Pensilvânia. Recebeu o Prêmio por Excelência em Serviço da Pittsburgh Cornell University. Formou-se na Temple University School of Medicine em 2007.

Categorias: Saúde Respiratória

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Como aliviar a dor de garganta infecciosa?

Sabe aquela dor de garganta incômoda que muitas vezes acompanha uma gripe ou um resfriado? Chamada pelos médicos de faringite infecciosa, ela é, como o próprio nome sugere, um sintoma de infecção na região da faringe, na grande maioria dos casos causada por vírus ou bactérias.  “Muitas vezes a infecção viral pega também a região das amígdalas e é chamada de faringoamigdalite”, explica a otorrinolaringologista Renata Dutra de Moricz.

Esse tipo de infecção é mais comum entre o outono e o inverno porque é nessa época de ar seco que esses microrganismos mais se proliferam.

Além disso, especialmente no outono, ocorrem muitas mudanças de temperatura que prejudicam a mucosa respiratória e a imunidade das pessoas, o que também facilita o ataque de vírus e bactérias. A exposição a ambientes com ar condicionado muito forte é outro fator prejudicial à saúde.

“A garganta tem cílios que funcionam como defesa do organismo”, afirma Renata. “Quando a temperatura cai bruscamente, o movimento desses cílios diminui e a defesa do organismo fica enfraquecida”, explica.

O que fazer?

O tratamento da faringite ou amigdalite depende, primeiramente, de o médico identificar o microrganismo que está causando a infecção. “Normalmente, a infecção bacteriana apresenta pus na faringe ou na amígdala”, afirma Renata.

Se for esse o caso, o médico pode indicar um antibiótico associado a um anti-inflamatório e/ou analgésico, para aliviar a dor ainda durante o tratamento.

Por outro lado, se a infecção for viral, a recomendação é tratar apenas os sintomas, mais uma vez com analgésicos ou anti-inflamatórios.

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Além disso, a otorrinolaringologista afirma que pastilhas com propriedades analgésicas e anti-inflamatórias podem ser grandes aliadas para aliviar a dor dos pacientes. “Esse tipo de pastilha é muito mais eficiente do que a simplesmente anestésica, que raramente tem efeito sobre a faringe”, diz.

Isso acontece porque a saliva da pessoa que utiliza uma pastilha anti-inflamatória transporta o medicamento até a garganta, o que rapidamente pode aliviar o sintoma de dor. Esse é o caso da pastilha Strepsils(*).

Composta por flurbiprofeno, tem propriedades analgésicas e anti-inflamatórias que aliviam rapidamente os sintomas, como dor, inchaço e dificuldade para engolir.

Sua ação começa a partir de 15 minutos e dura por até três horas.

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Outras dicas para aliviar esse incômodo são hidratar a garganta tomando bastante água e evitar substâncias irritantes, como pimenta, vinagre e frutas cítricas. Também vale a pena utilizar produtos naturais com mel e própolis e, sempre que possível, evitar ambientes com ar condicionado.

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(*)STREPSILS® (flurbiprofeno) M.S. 1.7390.0003. Indicado para alívio da inflamação da garganta. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Junho/2017.

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Remédios para Dor de Garganta

  • Propomax Apis Flora Extrato de Própolis Gotas 30ml de: R$ 25,49 Por: R$ 21,50
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Nó na garganta: refluxo gastroesofágico atinge 12% da população adulta brasileira

A sensação era de ter o esôfago em chamas, o sono interrompido pelo gosto amargo na boca e a certeza de que a comida estava fazendo o caminho inverso até a garganta.

Por várias vezes, a estudante Vanessa Brito Póvoa Miranda, de 23 anos, sofreu com esses sintomas sem saber exatamente que era vítima da doença do refluxo gastroesofágico, mal que atinge cerca de 12% da população adulta brasileira.

Ainda não se sabe as causas do refluxo, mas acredita-se que ele tem a ver com a genética e é agravado pelos maus hábitos alimentares.

“Sentia muita queimação e azia quando comia. Como tenho uma prima que foi diagnosticada com refluxo, resolvi procurar um médico que pediu a endoscopia”, conta a garota.

O profissional explicou para ela que o refluxo acontece quando o suco gástrico volta para o esôfago. Como o material é ácido, essa acidez pode ferir as paredes do esôfago, por isso a sensação de queimação.

“Fui orientada a mudar alguns hábitos e comecei a tomar medicação para diminuir os sintomas da doença”, explica.

Médico gastroenterologista, Luiz Henrique Filho explica que algumas medidas são importantes para amenizar os sintomas do refluxo.

Entre elas, estão evitar o ganho de peso, pois o sobrepeso e a obesidade aumentam o risco da doença, evitar o consumo de refrigerantes e alimentos muito gordurosos, não consumir bebidas durante as refeições e evitar refeições volumosas, além de não se alimentar no período de duas a três horas antes de deitar. Vanessa cumpriu todas as recomendações à risca e viu diminuir o desconforto da doença.

Sintomas como azia, regurgitação, tosse e dor abdominal e no peito podem ser sinais do aparecimento do refluxo, que não tem cura. O diagnóstico é feito com exames como a endoscopia digestiva alta e pHmetria esofágica de 24 horas.

Se não tratado, o refluxo prejudica a qualidade de vida da pessoa, porque dores e azia tendem a piorar com o tempo. Apesar disso, há pacientes que têm refluxo, mas não apresentam sintomas. “Existe casos e não é algo incomum.

Esses pacientes recebem o diagnóstico ao fazer exames, como, por exemplo, a endoscopia, por outras causas”, explica o médico.

Como é uma doença crônica que não tem cura, há duas maneiras tradicionais de controlar o refluxo: cirurgia para reparação da válvula do esôfago e, a mais comum, medicamentos antiácidos.

“O tratamento cirúrgico se chama fundoplicatura videolaparoscópica e consiste na realização de uma válvula do estômago sobre o esôfago inferior. Ele é indicado para a minoria dos pacientes, normalmente aqueles que não respondem ao tratamento medicamentoso.

É um método eficaz, quando bem indicado; porém, não é isento de complicações ou mesmo do reaparecimento do refluxo”, alerta o gastroenterologista Luiz Henrique Filho.

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