Como alimentar frangos (com imagens)

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Ainda pintinhos, em fase de crescimento, adultos em fase de postura ou adultos em fase de corte, os frangos precisam ser bem e corretamente alimentados todos os dias para que a criação tenha sucesso e gere lucros. Restos de comida, grãos e rações são os produtos mais utilizados para a alimentação dessas aves. No entanto, isso ainda não é o suficiente para garantir a nutrição dos frangos, há de se considerar ainda alguns pontos para que nada falte a eles em cada fase por que passam e bom exemplo disto é fornecer altos níveis de cálcio quando frangos de postura e nível maior de proteína quando frangos destinados à produção de carne. Confira outros detalhes:

Fase 1 – Alimentação de Pintinhos

Como Alimentar Frangos (com Imagens)

Fase 1 – Alimentação de Pintinhos

A alimentação nessa primeira fase muda gradativamente, tudo em função da idade e do tipo da ave a ser criada. Ela pode decidir a falência ou a rentabilidade do negocio.

– Só dê de comer aos pintinhos após 60 minutos (1 hora) de nascidos;
– A primeira alimentação deverá ser de água com açúcar (50 g de açúcar para 1 L de água) para hidratar e aumentar a energia dos pintinhos;
– Após um dia de vida, passe a alimentá-los regularmente com ração inicial. Geralmente elas contêm 20% de proteína e devem ser fornecidas aos pintinhos até oito semanas de idade;

– Pintos que tenham contraído coccidiose devem ser alimentados com ração inicial com adição de medicamentos em sua formulação. Pintos que já tenham sido vacinados devem ser alimentados com ração inicial com formulação livre de medicamento.

Fase 2 – Alimentação de frangos em crescimento

Como Alimentar Frangos (com Imagens)

– Ao completar oito semanas, alimente os franguinhos com ração de crescimento. Certifique-se que o nível de proteína é bem próximo a 16%, caso suas aves sejam destinadas à postura.

Já os frangos em crescimento destinados ao corte devem consumir ração de crescimento que contenha até 20% de proteína;
– Ao completarem 10 semanas de vida, insira restos de comida na alimentação dos frangos.

Cuidado apenas com os excessos, para que eles não troquem a ração pela comida;
– Tenha sempre um pouco de areia por perto, pois ela ajuda os frangos na digestão de frutas e legumes. Frangos que apenas se alimentam de ração não necessita de areia em suas instalações;
– Respeite as indicações alimentares.

Nunca ofereça aos frangos uma ração que não seja a indicada para a sua fase. Ração de postura, por exemplo, dada aos frangos antes da 18ª semana, por conter muito cálcio, vai prejudicar os rins e reduzir o tempo de vida da ave;

  • – À noite, cubra os restos de comida para evitar o aparecimento de pragas no criatório.
  • Fase 3 – Alimentação de frangos de postura

Como Alimentar Frangos (com Imagens)

Fase 3 – Alimentação de frangos de postura

– Ao completarem as 20 semanas de vida, ofereça ração de postura aos frangos. Ela possui até 2% a mais de proteína e mais cálcio que as rações comuns. Comumente, elas são oferecidas peletizadas, trituradas e fareladas;
– Nunca misture cálcio na ração de postura.

Você pode, sim, oferecer cálcio à parte aos frangos.

A dica é triturar casca de ovo ou concha de ostra;
– Semanalmente, dê às poedeiras larvas da farinha, abóboras e sementes de abóboras;
– É importante deixar no criatório um pote contendo areia para que as poedeiras consigam digerir melhor esses complementos alimentares;

– Melhore a alimentação dos frangos no inverno. Para isto, complemente a alimentação com misto de grãos, formulado de milho quebrado, aveia e outros grãos. Esse complemento deve ser oferecido em quantidades limitadas e, em sua maioria, colhidos no verão;

–  O oferecimento de frutas cítricas, alimentos salgados, ruibarbo, chocolate, cebola, alho, resíduos do cortador de grama, feijões não cozidos, casca ou caroço de abacate, ovos crus, açúcar/doces ou cascas de batata crua é completamente proibido, por serem alimentos tóxicos para os frangos;
– Se puder, deixe seus frangos pastarem pelo quintal para que aumentem suas reservas nutritivas. Pátios contendo ervas daninhas e plantas jovens são ideais para isto.

Fase 3 – Alimentação de frangos de abate

Como Alimentar Frangos (com Imagens)

Fase 3 – Alimentação de frangos de abate

– Até completarem seis semanas de vida, forneça aos frangos ração inicial de corte. Ela fornece às aves até 24% de proteína;
– Após as seis semanas, passe a alimentar os frangos com ração final peletizada, por conterem de 16 a 20% de proteína;

– Luzes acesas durante a noite estimula as aves a comerem mais. Essa tática pode ser aplicada alguns dias antes do abate.

  1. Considerações importantes sobre a criação de frangos de postura:
  2. I- A fase inicial ou fase de cria é a mais sensível da criação, vai desde o primeiro dia até a 6ª (sexta) semana de vida.
  3. II- A fase de recria vai da 7ª até a 18ª semana é onde ocorre um grande crescimento das aves sendo determinante para a qualidade da futura poedeira.
  4. III- Fase de pré-postura vai da 19ª até a 23ª semana.
  5. IV- Fase de postura vai da 24ª até a 70ª semana, quando devem ser descartadas.
  6. Quando for planejar as instalações, elas devem oferecer: conforto ambiental, condições ideais de manejo, proteção contra predadores, cuidados estes que não devem ser ignorados sob pena de comprometer todo o projeto.

Fontes: WikiHow e Ceplac.gov.

www.cpt.com.br

Granulometria da ração para galinhas poedeiras

Como Alimentar Frangos (com Imagens)

Uma formulação bem ajustada, nutricionalmente, não é suficiente para explorar o máximo de desempenho produtivo das poedeiras comerciais. A nutrição de precisão é muito maior do que apenas conhecer as matérias-primas e realizar ajustes na formulação. O processo fabril e, principalmente, a granulometria da ração têm efeito muito relevante no desempenho zootécnico e comportamental das aves de postura.

As galinhas são classificadas como animais onívoros, ou seja, possuem capacidade para ingerir e metabolizar diferentes tipos de alimentos. Além de demonstrarem interesse pela cor dos alimentos, possuem preferência por partículas de alimentos maiores. Segundo Filho J.A.V.

(2013), as poedeiras são pouco influenciadas pelo cheiro e sabor, pois apresentam poucos receptores químicos para o olfato e paladar, porém, apresentam receptores mecânicos no palato superior.

O estímulo do alimento nesses receptores desencadeia o processo de motilidade e de secreções enzimáticas.

Diversos estudos mostram que a granulometria da ração tem influência direta na digestibilidade dos nutrientes, na motilidade e trânsito intestinal, e na secreção de enzimas digestivas.

Quando o alimento é fornecido na granulometria adequada ele permanece por mais tempo na moela e, consequentemente, recebe maior ação mecânica, e maiores quantidades de enzimas digestivas secretadas pelo proventrículo.

Além da questão fisiológica e de melhora na digestibilidade e aproveitamento de nutrientes, a estrutura física da ração tem forte influência no comportamento das aves.

Rações com melhor estrutura física, ou seja, com partículas de tamanho adequado, ajudam as aves a ficarem mais calmas. Isso é explicado pelo tempo gasto na alimentação.

Quanto mais fina a dieta, menos tempo a ave leva para consumi-la, além de apresentar efeito negativo no consumo de ração ficando mais tempo em ócio, o que pode desencadear o comportamento de bicagem.


Problemas relacionados à granulometria da ração:

O fornecimento de uma dieta com granulometria adequada na recria tem impacto direto na capacidade de consumo das aves e, consequentemente, reduz o risco de bicagem, principalmente no início de postura.

Aves que recebem ração com granulometria adequada nas fases de crescimento (de 7 a 15 semanas) desenvolvem uma melhor capacidade de ingestão de ração, importante em um dos períodos mais críticos que é a escalada para o pico de produção de ovos (17 a 28 semanas de idade).

Nessa fase as galinhas apresentam uma elevada exigência nutricional, pois estão aumentando com rapidez a produção de ovos e ainda não atingiram o peso corporal de uma ave adulta, ou seja, qualquer ganho em capacidade de consumo ajudará esses animais a passarem por esse período, sem que ocorram perda de reserva corporal e, consequentemente, perdas produtivas.

Em casos de rações com elevada presença de finos (DGM < 400µm), além da redução no consumo de ração, temos aumento de pó que pode causar o surgimento de problemas respiratórios. Outro problema comum de acontecer é o acúmulo de ração nas comensuras dos bicos, que pode evoluir para quadros de aftas (foto abaixo) (MIRANDA. D.J.A., 2011).

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Como Alimentar Frangos (com Imagens)

Em casos de dietas com elevada quantidade de partículas, acima de 3mm, pode ocasionar problema com a seleção de ração, levando à perda de desempenho e desequilíbrio nutricional.

Outro problema que pode ocorrer em dietas com excesso de partículas grossas (>3mm) seria a segregação de partículas, principalmente em granjas que apresentam transportadores de ração tipo mola (helicoidal), em que as partículas maiores acabam se separando das menores causando desbalanço nutricional.

Estudos realizados mostraram que aves alimentadas com rações com excesso de partículas grossas (55% de partículas acima de 2mm) aumentaram o comportamento de bicagem, quando comparado com tratamento com ração de 13% de partículas acima de 2mm (Walser, et. al 2001). Baseado nesses estudos, recomenda-se que as rações para poedeiras possuam uma distribuição de partículas entre 0,25 e 2 mm.

Recomendações de tamanho de partícula:

Tamanho de partícula Pré Inicial (1 a 3 semanas) Inicial   (3 a 6 semanas) Crescimento (6 a 10 semanas) Maturidade (11 a 15 semanas) Produção
0 – 1 mm 25% 25% 25% 25%
1 – 2 mm Ração peletizada triturada 70% 65% 35% 35%
2 -3 mm 5% 10% 35% 35%
3 – 4 mm 5% 5%
DGM 700 – 800** 800 – 900 900 – 1100 1000 – 1200 1100 – 1200

*Adaptado do Manual de manejo Hy-Line Brown 2014.**Valor indicado no caso de uso de rações fareladas na fase inicial.


Análise de DGM:

A análise de DGM consiste em avaliar o diâmetro geométrico médio das partículas de uma determinada ração. Essa análise é amplamente utilizada para a avaliação da granulometria de rações.

Os valores de DGM são utilizados como referência para recomendações de granulometria nas diversas fases de criação. Além do DGM é importante avaliar o DPG, que mede o intervalo de variação entre as partículas.

Através da análise do desvio geométrico padrão (DPG) podemos inferir se uma ração apresenta menor ou maior uniformidade entre as partículas.

Por ser uma análise relativamente simples, barata e rápida de ser realizada, recomenda-se que a análise de DGM das rações e do milho moído na fábrica seja realizada periodicamente.

O acompanhamento do DGM deve ser utilizado como um importante indicador de qualidade de ração.

O acompanhamento desse indicador pode ajudar a identificar problemas com desgaste de martelos e peneiras, regulagem de moinho, gasto energia elétrica, qualidade de matéria-prima, etc.


Moagem:

No Brasil, as dietas de poedeiras comerciais são – em sua maioria – produzidas com milho e farelo de soja, farelo de trigo, fosfato/farinha de carne, sal e premix.

Quando pensamos em ajuste de granulometria em dietas com as matérias-primas citadas acima, o leque de opções para ajuste de granulometria recai somente sobre o milho e o farelo de soja (quando peletizado), que são os únicos ingredientes que temos como alterar sua granulometria através da moagem.

Praticamente todas as granjas no Brasil utilizam moinhos de martelos. Esse tipo de moinho – normalmente – é bastante eficiente no quesito moagem, quando comparados aos demais tipos de moinhos disponíveis.

Porém, são equipamentos que demandam uma atenção em sua regulagem, para que seja possível atingir a moagem mais adequada para as poedeiras.

Normalmente, são moinhos de alta rotação com alta velocidade periférica que, mesmo alterando as configurações de peneiras e martelos, podem apresentar uma dispersão de partículas inadequada para as poedeiras.

A granulometria do milho moído é influenciada por diversos fatores, como: número de martelos, desgastes dos martelos, distância entre o martelo e a peneira, aspiração do moinho, diâmetro dos furos das peneiras, área de abertura da peneira, umidade do grão, etc. Existem muitos ajustes e regulagens que podem ser feitos para melhorar a granulometria do milho moído nesse tipo de moinho e, quando realizadas por especialistas, permitem consideráveis melhoras.


Conclusões

Nos atuais sistemas de produção, o controle sobre a granulometria das rações fornecidas nas diversas fases deve ser acompanhado de perto, além disso o uso dos indicadores de DGM e DPG devem ser usados para monitorar a qualidade da granulometria das rações. As dietas devem apresentar uma boa e uniforme dispersão de tamanho de partículas, permitindo que as aves expressem todo seu potencial.

Nutrição Animal – Agroceres Multimix

Referencias:

CASTRO, P.P.P, BRAZ, C., FURLAN, R.L., CURTARELLI, S.M., KRONKA, S.N., MACARI, M. Comportamento alimentar de frangos de corte em função da granulometria do milho. (1991)

FILHO, J.A.V. Granulometria e textura do milho em dietas para poedeiras comerciais: consumo de energia elétrica, desempenho e qualidade de ovos. 2013. Dissertação (mestrado) – Unesp campus de Botucatu

MACARI, M. Fisiologia aviária aplicada para frangos de corte. 2° edição. Jaboticabal: FUNEP/UNESP, 2002. 375p

MIRANDA, D.J.A. Efeito da granulometria do milho e do valor de energia metabolizável em rações peletizadas para frangos de corte. 2011. Dissertação (mestrado) – UFMG

M.M. VAN KRIMPEN, R.P. KWAKKEL, B.F.J. REUVEKAMP, et.al., Impact of feeding management on feather pecking in laying hens. World´s Poultry Science Journal, v.61, p 663 – 686, 2005.

WALSER, P. and PFIRTER, H.P. Feed structure influences behaviour of laying hens.  Proceedings of the 6th European symposium on poultry welfare. 2001.

5 cuidados para criar galinhas saudáveis

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Aprenda a evitar problemas com as suas galinhas(Foto: Editora Globo)

Seja em um quintal ou galinheiro fechado, as galinhas exigem atenção e cuidado para se manterem saudáveis. Leitores da Globo Rural enviaram dúvidas sobre doenças, pragas e outros males que afligem estas aves.

Parasitas como piolhos, ovos que não vingam e juntas inflamadas estão entre os principais problemas destas aves. Para saber como tratar cada uma dessas enfermidades, confira a lista abaixo.

E na sua criação, já enfrentou algum destes problemas?

1) Até hoje, enfrento dificuldades no combate a viroses e outras doenças que surgem em minha pequena criação de aves de cerca de 50 unidades entre frangos, galinhas e pintinhos.

A que mais me chama atenção é uma espécie de pulga que se aloja na raiz da pena da galinha, provocando na ave baixo rendimento na produção de ovos e uma grande dificuldade de andar pelo terreno. Como posso salvar os animais?

Sonia Machado SouzaCampo do Meio, MG

Piolhos são parasitas que se alimentam do sangue de aves, causando anemia e, consequentemente, fraqueza, podendo levar a criação à morte. Como esses insetos passam de uma ave para outra, é importante que todas as aves e todo o ambiente sejam tratados.

O viveiro deve ser totalmente desinfetado com cloro puro ou creolina pura e, se possível, fazer vassoura de fogo em todas as instalações, pois os piolhos também se alojam em frestas de madeira, na palha dos ninhos, entre outros espaços.

Desmanche e queime os ninhos, colocando no lugar palha nova e bem seca. Antes da limpeza, porém, evite intoxicação das aves levando-as para outro local, onde devem ser tratadas com medicamentos receitados por médico veterinário.

Uma alimentação reforçada é importante para reabilitar as galinhas enfraquecidas pela anemia causada pelos piolhos.

CONSULTORA: MARIA VIRGÍNIA F. DA SILVA, membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras (ABC Aves); endereço para correspondência: Rua FerrucioDupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, abcaves.com.br

2) Nenhum dos ovos da minha criação de galinhas orpington amarela vinga. Alguns criadores disseram que o motivo pode ser que os ovos sejam porosos. O que faço para conseguir a produção de pintos?Eduardo Rosa

  • Bagé, RS
  • Quando há muitas fêmeas para cada galo, pode o acasalamento ser realizado, mas o macho não consegue fertilizar os ovos de todas as galinhas.
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Ovos de galinhas podem não vingar por vários motivos. As aves podem ser estéreis, devido a problemas genéticos, ou ter encerrado o período produtivo, se forem velhas. Verifique também se o macho está acasalando para ocorrer a fertilização dos ovos.saiba mais

Caso o galo seja velho, há necessidade de trocá-lo por uma ave mais jovem. A alimentação é outro fator muito importante para que se tenha uma boa reprodução.

Forneça ração de postura e pouco milho, pois, por ser hipercalórico, o grão engorda demais as aves.

Pode ser formada uma camada de banha em volta da cloaca e dos órgãos reprodutores dos galos e das galinhas, o que prejudica a fertilização dos ovos.

Apesar da casca porosa, os ovos têm uma película não visível que os protege de contaminações. Por isso, não devem ser lavados.

Antes de serem colocados para chocar, os ovos devem ser armazenados de sete a 10 dias, em local seco e arejado, sempre com a ponta mais fina voltada para baixo.

Mantenha-os levemente tombados, trocando de lado todos os dias, para evitar que a gema grude na casca, levando o embrião à morte.

CONSULTORA: MARIA VIRGÍNIA F. DA SILVA, membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras (ABC Aves); endereço para correspondência: Rua FerrucioDupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, abcaves.com.br

3) Um dos galos reprodutores da minha criação de índio-gigante não conseguiu mais se levantar depois que as articulações das pernas começaram a ficar vermelhas e com feridas. Como devo proceder?Marcos Antônio Tavares de Deus

Dom Eliseu, PA

Juntas inflamadas dificultam a movimentação do galo-índio-gigante e devem ser tratadas com anti-inflamatório aplicado no local. A versão injetável exige o fracionamento correto das doses, que deve ser feito por peso vivo, e a experiência na hora de fazer a infiltração, que necessita de seringa própria.

No início, as feridas externas podem ser tratadas com pomadas e, posteriormente, com iôdo veterinário. Em casos mais rebeldes, o melhor é sempre consultar um profissional.

CONSULTOR: EDUARDO AUGUSTO SEIXAS, criador de aves e expositor, presidente da Associação dos Criadores e Expositores de Raças Combatentes do Estado de São Paulo (Acercsp), tel. (11) 5920-8817, [email protected]

  1. 4) O que faço para melhorarem de espirros e coriza, além de peito inflado, os pintinhos para corte com 25 dias que comprei recentemente?
  2. AlvaroDoin Cordeiro MalucheSão Francisco do Sul, SC

Doença comum entre aves, sobretudo quando a criação não conta com abrigo ou proteção adequada contra adversidades climáticas, a coriza aviária é caracterizada pela ocorrência de secreção nos olhos e orifícios nasais dos animais.

A moléstia, provocada por um germe hemofílico frequente em ambientes úmidos e com correntes de ar, pode ser fatal caso demore para ser tratada.

Altamente contagiosa, a coriza para ser combatida exige o isolamento das aves doentes, as quais devem ser medicadas com antibióticos indicados por um médico veterinário.

O viveiro também precisa ser desinfetado, mantido seco e arejado, além de protegido contra sol intenso, chuva e vento. É necessário rigor na higienização do local. Assegure ainda o fornecimento de alimentação com qualidade, inclusive ofereça suplementação vitamínica, para a boa saúde das aves.

CONSULTORA: MARIA VIRGÍNIA F. DA SILVA, membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras (ABC Aves); endereço para correspondência: Rua FerrucioDupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, abcaves.com.br

  • 5) Qual doença deve estar atacando minha criação de aves de raça, cujos frangos ficam deitados, como se estivessem cansados e, sem conseguir se levantar, acabam morrendo.Reginaldo de Jesus da Silva
  • Rio de Janeiro, RJ

Há a necessidade de mais informações detalhadas sobre os sintomas para uma análise mais precisa. As aves da criação podem estar com insuficiência respiratória. Também podem estar desidratadas ou com pneumonia, se o viveiro onde vivem conta com um aparelho de aquecimento com temperatura desregulada para mais ou para menos, respectivamente.Quando criadas soltas, o perigo está no tempo em que ficam expostas ao sol muito forte, às chuvas e ao frio. Como tratamento, recomenda-se separar os exemplares doentes dos aparentemente sadios.Instaladas em um ambiente abrigado, as aves convalescentes têm de ser medicadas com antibióticos recomendados por médico veterinário. Forneça alimentação de acordo com a fase de idade delas.

CONSULTORA: MARIA VIRGÍNIA F. DA SILVA, membro da Associação Brasileira dos Criadores de Aves de Raças Puras (ABC Aves); endereço para correspondência: Rua FerrucioDupré, 68, CEP 04776-180, São Paulo, SP, tel. (11) 5667-3495, abcaves.com.br

Avicultura

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criação de galinhas

A avicultura é o ramo da Zootecnia dedicado a criação de aves para produção de alimentos, em especial carne e ovos. Entre as espécies criadas na avicultura destaca-se o frango. Em muito menor escala, também são criadas aves como perus, patos, gansos, codornas e avestruzes.

No Brasil

Dentro do complexo brasileiro de carnes, a avicultura é considerada por muitos como a atividade mais dinâmica. O desenvolvimento dessa atividade ocorreu a partir do final da década de 1950, nos estados da Região Sudeste, principalmente em São Paulo.

As primeiras matrizes foram importadas e desembarcaram no extinto Estado da Guanabara, e em seguida e por ordem, Rio de Janeiro, São Paulo e num segundo momento em Santa Catarina.

Na década de 1970, período em que houve profunda reorganização do complexo de carnes no Brasil, a atividade passou a ser liderada pelos estados de Santa Catarina e Mato Grosso, devido a proximidade e como consequência o custo mais baixo dos grãos de milho e soja, principais insumos para a produção de frangos vivos.Os frangos de perna curta são desclassificados.

Exportar tem sido uma prioridade para o setor que, em 2001, ultrapassou a barreira do bilhão de dólares com as exportações. Somente em 2010 a produção brasileira de carne de frango chegou a 12,23 milhões de toneladas, segundo dados da UBABEF[1].

No mercado consumidor interno, o brasileiro tem mudado seu hábito de consumo de carnes, passando de um país preponderantemente consumidor de carne bovina para consumidor da carne de frango. A qualidade, a imagem de produto saudável e os preços acessíveis auxiliaram na conquista dessa posição. O aumento do consumo per capita demonstra essa mudança de hábito.

Desde o inicio da produção de frangos de corte no Brasil, a cadeia produtiva modernizou-se, devido à necessidade de redução de custos e aumento de produtividade, tentando com isso não perder competitividade em nível mundial.

Como consequência, tem sido uma das mais organizadas do mundo, destacando-se das demais criações pelos resultados alcançados não só em produtividade e volume de abate, como também no desempenho econômico, onde têm contribuído de forma significativa para a economia do Brasil.

Outro fator favorável à criação de frango no Brasil é a alta produção interna de grãos como o milho, que servem de alimento para o plantel. A atuação da Embrapa em pesquisas de melhoramento genético e na instrução de produtores também é bastante relevante.

Em muitos países do Oriente Médio, o consumo de carne congelada de frango está fortemente associado à exploração desse mercado por empresas brasileiras. Em países como a Arábia Saudita e Israel, utilizam a palavra “Sadia” (marca da maior produtora de frangos congelados do Brasil) para designar frango congelado.

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Além da Sadia, destacam-se internacionalmente marcas como Perdigão e Seara. Em 2006 teve início uma forte onda de aquisições de empresas menores por outras maiores do mesmo ramo. Em 2009 as duas maiores empresas do país Sadia e Perdigão fizeram uma fusão o que originou a Brasil Foods.

Apesar das compras e fusões, a Avicultura no Brasil possui particularidades regionais e grande fragmentação de sua produção que conta com aproximadamente 350 locais de abate espalhados por todo o país, sendo que 81% do volume produzido para o mercado externo e interno se concentra em 50 locais de abate.

No mundo

A avicultura é uma atividade econômica cada vez mais relevante mundialmente. De acordo com o USDA, os principais exportadores de frango são o Brasil (3 040 000 toneladas)[2], os Estados Unidos (com 2 538 000 toneladas por ano), a União Europeia (780 000 toneladas), a Tailândia (400 000 toneladas) e a República Popular da China (360 000 toneladas).

O Brasil se tornou o maior exportador de aves em 2004.

Raças Autóctones Portuguesas

Portugal conta com a presença de 4 raças autóctones de espécies avícolas[3]:

  • Amarela
  • Branca
  • Pedrês Portuguesa
  • Petra Lusitânica

Referências

  1. ↑ UBABEF. Relatório anual Ubabef 2010-2011. Disponível em: http://www.abef.com.br/ubabef/exibenoticiaubabef.php?notcodigo=2761 . Acesso em: 03/06/2012
  2. ↑ Avisite
  3. ↑ Portaria n.º 55/2015, Diário da República n.º 41/2015, Série I de 2015-02-27.

Ver também

  • Aviário

Ligações externas

  • Portal da avicultura (em português)
  • «Conheça um dos piores empregos do país: Colocar o frango na caixa» 
  • Portal da agropecuária

Etapas do manejo de frango de corte

O lucro ou o prejuízo no setor de avicultura depende muito da forma de cuidar e manejar os frangos. A criação de frangos de corte é hoje uma das atividades agropecuárias mais desenvolvidas. Em menos de 50 dias você tem um lote pronto e esse dá lugar a outro. O giro de capital é muito rápido.

Pequenos ajustes e cuidados com a água, com a temperatura e com a ração fazem toda diferença.

O investimento no manejo de frangos de corte exige : um técnico responsável para as etapas de elaborações dos projetos de instalação e de manejo do aviário, de execução e de assistência técnica; a disponibilidade de recursos financeiros para o investimento inicial; o interesse da indústria na integração; ter mão de obra com dedicação permanente na propriedade; água de boa qualidade e energia elétrica.

O aviário deve ser isolado de outras instalações e criações, seco, arejado, protegido dos ventos fortes dominantes. Antes da chegado dos pintinhos deve-se assegurar que o aviário esteja limpo e sem a presença de aves por pelo menos 10 dias. Uma última desinfecção do aviário e dos equipamentos devem ser feita na véspera da chegada dos pintos.

Um detalhe importante  a ser feito poucas horas antes do recebimento dos pintos é verificar se as campânulas estão funcionando e os bebedouros e comedouros abastecidos.

Na chegada dos pintos, além de efetuar-se a contagem dos pintos existentes nas caixas, deve-se separar aqueles que apresentam pernas retorcidas, cabeças e olhos defeituosos, bicos cruzados e aspecto de inviabilidade de sobrevivência (refugo).

O total de pintos com problemas deve ser anotado. Alojar somente aves de mesma idade em cada aviário.

Para que o animal apresente um crescimento adequado, as temperaturas exigidas para que as aves encontrem conforto ambiental são as seguintes: 32°C = 1°dia 30°C = 2° ao 7° dia 29°C = 2ª semana 27°C = 3ª semana 24°C = 4ª semana.

O bom controle da temperatura irá propiciar melhor conversão alimentar e maior taxa de crescimento. O telhado deverá ter cobertura refletiva, para ajudar a reduzir a condução de calor solar, além de conter material isolante.

A iluminação deverá promover uma distribuição de luz uniforme no nível do piso.

 A abertura do círculo de proteção é feita gradativamente, a partir do 3º dia, podendo ser aberto diariamente conforme o comportamento e crescimento das aves.

O círculo de proteção, como o próprio nome diz, tem a função de proteger os pintos nos primeiros dias de vida, quando os mesmos são muito sensíveis às mudanças de temperatura, facilitando a adaptação ao ambiente, mantendo-os próximos: da fonte de calor, dos bebedouros, da ração, evitando correntes de ar, separando-os em lotes menores, facilitando o trabalho e a inspeção diária do tratador.

O desenvolvimento da parceria, conhecida como integração é o pagamento pela engorda da fase de pintinho ao frango adulto, este ciclo dura, em média, 45 dias.

Os itens analisados para a remuneração do produtor são: o índice de mortalidade, a taxa de conversão, a ocorrência de doenças e a inspeção após o abate.

Assim, a remuneração para o produtor, nesta parceria, depende do bom manejo do aviário.

Uma boa distribuição dos bebedouros nos círculos de proteção é essencial na fase inicial. Deve-se ter cuidado na limpeza e desinfecção diária a fim de fornecer sempre água limpa e fresca as aves. A regulagem da altura do bebedouro deve garantir que o pinto possa beber confortavelmente e evitar o desperdício de água, empastamento e apodrecimento da cama.

O comedouro tipo bandeja é utilizado nos primeiros dias de idade, na proporção de 6 para 500 pintos, ou seja, 80 pintos por comedouro. Os pintos ao entrarem no comedouro para se alimentarem sujam a ração, sendo necessário peneirá-la duas vezes por dia, retirando-se as fezes e partículas de cama. O fornecimento da ração diária deve ser feita em maior número de vezes e em quantidades menores.

As cortinas devem ficar fechadas nos primeiros dias de idade para manter a temperatura, abrindo-as nos dias mais quentes. Se o aviário estiver abafado ou com cheiro de amônia, principalmente de manhã, as cortinas devem ser abertas preferencialmente do lado que não recebem vento para que se realize a troca de ar, sem prejudicar os pintos.

A cama tem como principal função  o isolamento térmico entre o piso e as patas das aves,sem deixar de ressaltar a diminuição da umidade, o conforto das aves, a manutenção de micro organismos que equilibram o ambiente protegendo contra enfermidades. Deve ser posta com o aviário limpo e desinfetado na espessura entre 5,0 a 10,0 cm e deverá permanecer no aviário até a saída do lote das aves. Se estiver formando encrostamento ou umidade a cama nestes locais deve ser trocada.

As aves antes da apanha não devem ter acesso à ração, para fazerem o jejum pré-abate e reduzir o conteúdo gastrointestinal das aves, diminuindo a possibilidade de contaminação da carcaça na evisceração decorrente do rompimento do inglúvio e ou intestino.

No momento da apanha para se evitar perdas, é importante distribuir as aves em pequenos grupos para facilitar a apanha e reduzir o impacto da movimentação das demais aves

A divisão das aves em grupos, além de auxiliar na apanha, reduz o impacto da movimentação das demais aves. O número de aves colocadas em cada caixa transportadora deve receber atenção especial.

A decisão para essa variável deve considerar o sexo e o peso das aves, além de fatores como clima e distância do aviário ao abatedouro.

A disponibilidade de oxigênio também é um fator decisivo no transporte dos frangos, uma vez que quantidades reduzidas de oxigênio podem resultar em asfixia das aves ou gerar coloração anormal na ave.

Para o transporte das aves normalmente usa-se o sistema de canos laterais e de cobertura. É importante que as caixas tenham um mínimo de movimento, sem risco de acidentes, já que no momento que uma caixa se solta, outras sofrerão o mesmo processo.

  • Os motoristas que transportam aves devem ser bem treinados e ter noção exata da carga que estão transportando.
  • O período noturno é mais vantajoso para se realizar o  transporte das aves, pois evita temperaturas elevadas, favorecendo o bem estar das aves, o que reduz as perdas por mortalidade e resulta em carne de melhor qualidade.
  • Quer acompanhar o que acontece na avicultura e na suinocultura?

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