Como ajudar uma gata a dar à luz (com imagens)

O dia a dia da gata Lisa – parte 1[1]

Como ter um marido bem treinado em assuntos felinos significa que ele pode fazer resgastes, o meu capturou uma fêmea prenhe no trabalho e trouxe para eu cuidar: a Lisa, uma linda sialata, de poucos amigos, com idade estimada em dois anos.

Como Ajudar uma Gata a Dar à Luz (com Imagens)

Lisa e os bebês com 7 dias

Eu tenho bastante experiência em cuidar de gatos idosos e enfermos, mas gatas prenhes e bebês recém-nascidos não apareciam na minha vida há muito tempo. A minha primeira providência foi levá-la à veterinária, tentar entender como estava a gestação e pedir orientações sobre o que eu deveria observar e o que deveria fazer.

A Lisa chegou à minha casa no dia 06/10/2015 e teve os bebês na madrugada do dia 17/10. Era um sábado, eu levantei mais tarde que o habitual e encontrei um lindo bilhetinho do marido na porta do lavabo: “Oi, vovó”.

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Bilhete do marido

Após matar a minha curiosidade vendo os dois bebês já limpinhos, entrei em parafuso, mesmo já tendo feito mil perguntas para a veterinária, pensando se a gata já tinha ou não tido todos os filhotes. Hora de consultar em tempo real as amigas gateiras experientes em crias e a veterinária.

Eu tive sorte: a Lisa só teve mesmo os dois gatinhos e foi tudo muito tranquilo, porque, quando amanheceu, ela já tinha resolvido tudo. Mas as recomendações e os relatos que recebi podem valer para outros casos.

O objetivo deste texto é dividir o que eu aprendi com a situação e mostrar que, mesmo não tendo espaço ou experiência com o assunto, é possível socorrer o animal em risco. Vou contar aqui o dia a dia desde quando a Lisa chegou em casa até a adoção dos seus filhotes.

A intenção inicial era que todos – mãe e filhotes – fossem doados, mas, por enquanto, o destino da Lisa está incerto devido ao seu temperamento. Talvez ela fique por aqui.

O dia a dia da Lisa e dos seus filhotes – como proceder quando levar a gata para casa.

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Lisa e o bebês no dia em que nasceram

  1. Preparar um refúgio seguro e aconchegante para a gata. Sempre que um gato novo, temporário ou permanente, é adicionado ao ambiente, ele precisa, necessariamente, ser acomodado em um cômodo restrito, mesmo que não existam outros gatos na casa. Isso é importante por que:
    • Dá tempo para que o animal se acostume aos barulhos e aos cheiros do novo ambiente, bem como ao seu cuidador
    • Permite melhor observação do comportamento e da saúde do novo bichano
    • Preserva a saúde dos demais gatos. Isso se justifica porque, por mais saudável que o novo gatinho pareça, sempre é possível que exista alguma doença incubada, e a prevenção é o caminho mais seguro e mais barato para evitar eventuais complicações
    • Evita problemas de relacionamento com outros gatos, por falta de uma introdução adequada

Colocar no cômodo escolhido uma toca, cama confortável, ração para filhotes (que deve ser mantida até os bebês serem desmamados), água e caixa de areia – que deve ficar o mais longe possível dos outros itens.

No caso da Lisa, como eu tenho vários gatos, a minha única opção foi acomodá-la no lavabo. O espaço é pequeno, mas ela e os seus filhotes estão protegidos e bem alimentados.

  1. Cuidar da saúde. Levar a gata ao veterinário para fazer uma avaliação geral da sua saúde e pedir orientação sobre os cuidados específicos para o caso. Não deixe de pedir a indicação de um antipulgas seguro.
  2. Preparar um ninho para a cria. Uma caixa de papelão grande, forrada com jornal e, por cima dele, um pano quentinho (que possa ser descartado depois porque deve ficar bem sujo), ou mesmo um tapete higiênico descartável, é o suficiente.
  3. Fazer uma ultrassonografia pode ser interessante para avaliar o tempo de gestação e a saúde dos filhotes. Mas não é imprescindível, e o melhor caminho é seguir a indicação do veterinário.

Eu quis fazer o exame na Lisa, mas ela surtou na hora de começar, escondeu-se debaixo da torre do aparelho e me mordeu quando tentei tirá-la de lá.

  1. Identificar um hospital veterinário de fácil acesso, caso haja algum problema durante o parto.
  2. Entender quando a gata está entrando em trabalho de parto para poder acompanhar o processo. Alguns sinais são: diminuição do apetite, agitação, agressividade, procura esconder-se, contrações, rompimento da bolsa: quando o trabalho de parto começa, rompe a primeira bolsa e escorre um líquido claro
  3. Observar o parto e entender quando a gata já terminou de ter todos os filhotes e que não há perigo de haver algum bebê que não conseguiu nascer.
  • Os gatinhos nascem, um a um, dentro de uma bolsa, com o cordão umbilical ligado a placenta. A mãe lambe, tira a membrana que envolve os bebês, corta o cordão umbilical e come os restos.
  • Nesse processo, devemos apenas observar e não interferir, deixar a gata limpar os bebês
  • Se algum gatinho tiver ficado entalado ao nascer, pode ser necessário ajudar a gata. Peça orientação antecipadamente ao veterinário sobre como fazer isso
  • O processo de nascimento de todos os filhotes pode demorar muitas horas, sendo que o intervalo entre os nascimentos pode ser chegar a duas horas
  • Gemidos, miados e outros sinais de desconforto demonstrados pela gata podem significar que ainda há gatos para nascer ou que há algo errado. Devemos ficar atentos
  • Contrações também podem indicar bebês ainda por vir
  • Quando todos os filhotes já tiverem nascido, a gata vai se lavar – até então ela estará concentrada em limpar os bebês, e, depois, e, provavelmente, se alimentará
  • Outra forma de ter certeza que o parto já terminou é pedir para o veterinário palpar a gata. Converse com o profissional para avaliar a viabilidade do transporte
  • É possível que a mãe tenha um pouco de sangramento por alguns dias
  • É possível que a mãe tenha diarreia por um ou dois dias por causa da ingestão dos restos do parto
  • Se a gata tiver qualquer tipo de secreção malcheirosa e/ou purulenta, correr para o veterinário
  1. Deixar a mãe e os bebês o mais sossegados possível
  2. Se a mãe rejeitar algum dos filhotes, ele provavelmente tem algum problema. Para salvar o gatinho, podemos separá-lo e:
    • limpá-lo
    • desobstruir as suas vias aéreas (pedir orientação ao veterinário sobre como fazer isso)
    • mantê-lo aquecido com panos quentes e garrafa ou bolsa de água quente enrolada em jornal para manter o calor e não esquentar demais. Cuidado para não queimar o bebê!
    • alimentá-lo com mamadeira a cada 3 horas usando leite apropriado, com cuidado para que ele não engasgue. Atenção: a posição de um gatinho ao ser amamentado não é a mesma de um bebê: o gatinho deve ficar como se estivesse apoiado nas quatro patas
    • estimulá-lo a fazer xixi e cocô, fazendo na barriga e na região genital massagens leves, em círculos, e em direção ao anus, usando um algodão umedecido em água morna
    • Pedir ao veterinário orientações específicas para os passos acima e para o que ele achar necessário
  3. A partir da segunda semana de vida dos filhotes, é hora de começar o trabalho de socialização

No próximo texto vou relatar como está transcorrendo esse trabalho.

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Bebê vaquinha com 10 dias

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Bebê sialatinha com 10 dias

Trabalho de Parto e Nascimento na Gata

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Durante as duas últimas semanas de gravidez da sua gata, certifique-se que todos os membros da família sabem manter-se calmos e silenciosos perto dela e que a manuseiam com cuidado, em especial as crianças que podem ficar excitadas com a ideia de terem em breve novos gatinhos com quem brincar!

Tente mantê-la o mais calma e inativa possível , durante este período, e encoraje-a a relaxar na sua cama especial para a maternidade.

Até as camas mais suaves e confortáveis podem não ser tentadoras para ela e algumas gatas até rejeitam a caminha que lhes sugere para o nascimento dos gatinhos e preferem um canto de uma caixa de cartão! Certifique-se que ela tem alguns locais disponíveis para poder escolher onde dar à luz e nunca tente retirá-la do local escolhido. Leia mais sobre como criar uma cama para a maternidade da sua gata clique aqui.

Esteja preparado para ajudar

O trabalho de parto da sua gata deve ocorrer suavemente, mas é importante ter ajuda de sobreaviso para a manter calma, caso surja alguma complicação.

Tenha à mão o contacto 24 horas do seu médico veterinário, antes de a sua gata entrar em trabalho de parto, porque o parto ocorre com frequência durante a noite ou porque ela poderá precisar de uma ajuda de emergência. Se a futura mamã estiver com dificuldades a ter os gatinhos, pode precisar de a levar ao médico veterinário, pelo que deve ter transporte preparado.

Quando pensar que o parto se possa estar a aproximar, é bom ter alguns utensílios preparados com antecedência, incluindo uma taça limpa com água morna, toalhas e peças de roupa limpas, fio dental e luvas descartáveis, juntamente com uma transportadora e os contactos do seu veterinário. É importante ter tudo isto à mão, para prevenir!

Se precisar de afastar os gatinhos da mãe, tem que os ajudar a manter-se quentes. Recomendamos um saco quente que vá ao micro-ondas ou um saco de água quente. Tenha em atenção a temperatura, que deverá ser morna, para evitar queimaduras e sobreaquecimento.

Pode ser difícil identificar um parto iminente. Durante as primeiras etapas do trabalho de parto, a mamã ficará muito inquieta, a andar de um lado para o outro como se estivesse à procura de algo e pode tornar-se muito vocal.

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Contacte o seu veterinário se não tem a certeza se o trabalho de parto já começou e mantenha-se atento à sua gata, durante as semanas e dias finais de gravidez para garantir que sabe quando e onde ela irá dar à luz os seus gatinhos.

A sua gata adora a sua privacidade, especialmente quando está prestes a ter os gatinhos! É importante observar o parto da sua gata para que possa ajudar, caso surja algum problema, especialmente se a sua gata vai ser mãe pela primeira vez.

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O trabalho de parto da gata tem três etapas. Quando pensar que o trabalho de parto começou, deve manter-se atento. Normalmente, o trabalho de parto desenrola-se de forma muito suave, mas é importante acompanhá-la para que possa identificar de imediato alguma complicação.

No entanto, interferir, exceto quando absolutamente necessário, pode atrasar o parto felino e perturbar a sua gata, pelo que deve limitar a sua atuação a observações regulares e deve tentar não intervir desnecessariamente. Não se preocupe! Geralmente, os partos das gatas são muito suaves. Se estiver preocupado, consulte o seu médico veterinário. Limite também o número de pessoas presentes.

Apesar de toda a família estar muito excitada com a chegada de novos gatinhos, esta situação pode perturbar a mãe!

  • Pode não se aperceber da primeira etapa, quando o cérvix e o útero se estão a preparar para o nascimento.
  • Começam a surgir contrações, mas que podem ainda não ser visíveis.
  • A sua gata ficará muito inquieta, a andar de um lado para o outro como se procurasse algo e pode ficar muito vocal.
  • Ela pode fazer várias idas improdutivas à liteira, mas finalmente irá acomodar-se na sua cama para o nascimento.
  • Não se surpreenda se ela escolher outro local porque pode não estar habituada à sua “cama de maternidade” ou porque simplesmente quer dar à luz noutro local. Não a mude de sítio porque é sempre mais seguro deixá-la ter os gatinhos no sítio que ela escolheu.
  • Ela pode também começar a ter descargas vaginais.
  • A segunda etapa do trabalho de parto felino é o nascimento dos gatinhos – tão emocionante! Esta etapa pode demorar desde 2 a 24 horas. Volte a verificar o seu kit para o parto e certifique-se que tem tudo à mão.
  • Alguns gatinhos vão nascer de cabeça (como os bebés humanos), mas outros irão surgir primeiro de pés, o que é bastante normal, pelo que não deve ficar alarmado.
  • Os gatinhos nascem normalmente em intervalos de 30 a 45 minutos, mas por vezes podem nascer com mais do que uma hora de intervalo.
  • Observe a uma distância de segurança e intervenha apenas se for absolutamente necessário: se, por exemplo, vir que ela está com contrações fortes sem conseguir expelir um gatinho; se ela tiver uma perda de sangue ou se estiver a expelir os gatinhos rapidamente sem tempo para os limpar/rebentar os sacos amnióticos. Para mais informação sobre quando deve chamar o seu veterinário para aconselhamento, leia A que estar atento durante o parto.
  • A etapa 3 é a expulsão das placentas e, normalmente, ocorrerá após o nascimento de cada gatinho.
  • Conte o número de placentas que a sua gata expele – deve existir uma placenta por cada gatinho.
  • Se verificar que há menos placentas do que gatinhos, a mãe poderá tê-las comido ou então gatinhos gémeos podem ter partilhado uma. No entanto, este pode ser também um sinal de placentas retidas, o que deve ser analisado o mais rapidamente possível pelo seu veterinário. Ligue-lhe se não tem a certeza.
  • Não se preocupe se a mamã comer algumas placentas porque é normal. No entanto, deverá ficar ainda mais atento durante o nascimento!

Quando nasce um gatinho, a mãe deve ajudá-lo a romper o saco amniótico (a membrana fina à volta do gatinho) e depois deve limpá-lo cuidadosamente. Em princípio, não terá que intervir durante o parto da sua gata, mas ocasionalmente a mamã poderá precisar de alguma ajuda.

Se ela não romper o saco, não o romper na totalidade ou não limpar os gatinhos, poderá precisar de a ajudar a cuidar dos gatinhos recém-nascidos. Rompa cuidadosamente os sacos, utilizando uma toalha (nunca utilize um objeto pontiagudo) para que o gatinho consiga respirar.

Limpe gentilmente a boca e nariz e depois seque-o rapidamente com um pano ou toalha limpos no sentido oposto ao do crescimento do pelo. Uma fricção final firme com um pano morno secará e aconchegará o gatinho, bem como irá estimulá-lo a ter o seu primeiro grande fôlego.

Após ter dado à luz, a mãe normalmente irá morder o cordão umbilical, mas poderá ter que a ajudar caso ela não o faça. Com as mãos limpas ou com luvas descartáveis, dê um nó com o fio, a aproximadamente 2,5 cm do corpo do gatinho.

Ate outro nó um pouco mais à frente e corte o cordão umbilical entre os dois nós. Não corte demasiado perto do gatinho porque pode ser perigoso. Deixá-lo muito longo pode fazer com que seja mordido ou engolido pela mãe.

Se verificar que a mãe tenta roer o cordão umbilical muito perto do gatinho, impeça-a e faça-o você mesmo.

Se está preocupado com esta parte do nascimento, consulte o seu veterinário com antecedência para se sentir confortável com o que tem a fazer.

Após o nascimento

Poderá parecer-lhe que passa muito rápido, mas expulsão de todos os gatinhos deverá demorar entre 2 e 5 horas.

Em alguns casos, pode durar até 24 horas! Se verificar que a mamã está com problemas em dar à luz em algum momento, contacte o seu veterinário para definir qual o próximo passo.

Se a sua gata está com contrações sem expelir nenhum gatinho, durante uma hora ou mais, contacte de imediato o seu médico veterinário.

As ninhadas têm normalmente entre quarto e seis gatinhos, apesar de não ser pouco comum ser maior ou até menor do que isto.

Quando todos os gatinhos tiverem nascido, dê à sua gata algum tempo para se limpar e alimentar a sua ninhada.

Tente não interferir em demasia, mas não tenha medo de os manusear gentilmente porque isto irá ajudar a sociabilizá-los, bem como dará uma bem merecida pausa à mamã!

Se os gatinhos ainda não mamaram, após uma hora de terem nascido, pode precisar de os guiar para uma das maminhas da mãe porque devem estar famintos! Se há mais gatinhos do que maminhas, pode precisar de os ir trocando, até aprenderem a partilhar.

Se a mãe não parece muito interessada em cuidar da sua ninhada ou não os está a alimentar, contacte o seu médico veterinário imediatamente.

Às vezes, após o parto, a mãe pode abandonar a ninhada, tendo o dono que assumir essa responsabilidade, mas não é comum. Se tem alguma preocupação ou questão sobre criar a ninhada, aconselhe-se junto do seu médico veterinário.

Agora deve celebrar este momento especial, o nascimento dos gatinhos – Parabéns!

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Gestação de gato: como funciona a gravidez dos felinos

Assim como com os seres humanos, os animais precisam de toda uma preparação durante a gravidez para receber os futuros filhinhos da forma mais saudável possível.

Em especial os bichinhos de estimação domesticados demandam mais atenção e dependem ainda mais de suas famílias.

Durante a gestação de gato é necessário saber quanto tempo dura, como agir durante o processo e o que vai acontecer depois do nascimento.

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Como Ajudar uma Gata a Dar à Luz (com Imagens) Reprodução/ Shutterstock

As fases e os cuidados da gestação de gato

As mudanças no cotidiano e no corpo da gata grávida implica em uma série de adaptações, que podem ser tranquilas ou não dependendo de cada animal. Para que a gestação de gato seja mais amena e saudável o papel do veterinário é fundamental e deve acompanhar de perto toda essa novidade. Para saber tudo sobre o assunto, confira algumas dicas. 

Mas antes, é preciso deixar claro algumas regras com relação ao cruzamento entre o macho e a fêmea. Além de saber se a gata está em condições de saúde para engravidar, a escolha do macho influencia muito.

Tenha certeza de que ele está com todas as vacinações e se o porte é compatível – para que os filhotes não cresçam muito dentro da barriga e gerem complicações.

No caso de a gravidez aparecer de forma inesperada o acompanhemento no médico é ainda mais importante.

Como saber se a gata está grávida

Nem sempre é fácil identificar a gravidez da gata, mas alguns sinais e mudanças podem ajudar. Normalmente o comportamento e a personalidade do pet passam por transformações. Se desde o último cio, já há algumas semanas, ela tem ficado mais reservada e arredia, leve em conta.

O corpo também sente esse processo. Os mamilos parecem mais inchados devido ao leite, além de rosados. A barriga fica maior do que o normal e aos poucos o bichano vai ficando mais letárgico, quietinho e com menos disposição para brincadeiras.

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Gestação de gato fica evidente pelos mamilos e barriga inchada

Diagnóstico e tempo de gestação 

Bem menos do que no caso dos humanos e até dos cães, a gestação de gato costuma durar entre 60 e 65 dias no máximo. O animal deve ser levado no veterinário logo no início para receber orientações. 

A ultrassonografia é o melhor recurso para acompanhar de perto o crescimento dos filhotes
. Mas só pode ser feita depois de 25 dias de gravidez.

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É útil para avaliar há quanto tempo ela está prenhe e a saúde dos fetos.

O número de gatinhos dentro da barriga é apontado por meio da radiografia do abdômem, permitida após 45 dias – útil para saber quantos filhotes ainda faltam nascer em caso de parto normal. 

Cuidados durante a gravidez

Mais do que um ambiente tranquilo, a gata precisa se sentir acolhida e amada pela família de humanos. Durante esses dois meses o dono deve ser o porto seguro dela e aprender a lidar com um comportamento mais irritadiço e reservado. Isso não quer dizer que goste menos do tutor, apenas passa por muitas alterações hormonais.

A  alimentação e o tratamento dado pela família são determinantes para a saúde da gata. Ela deve ingerir o máximo de nutrientes e vitaminas e comer pouco está longe de ser bom.

Afinal, ela come por vários outros seres vivos e necessita de bastante energia, além de garantir uma boa formação aos fillhotes.

O melhor é pedir dicas ao veterinário sobre os alimentos mais indicados, mas normalmente recomenda-se dar ração de filhotes para a futura mamãe durante esse tempo.

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O parto

Não precisa se desesperar na hora do nascimento. A maior parte do trabalho fica para a própria natureza do reino animal, mas é necessário apoiar e tomar alguns cuidados na hora do parto
.

No entanto, como perceber que os filhotes estão querendo conhecer o mundo aqui fora? O próprio corpo do pet vai sinalizar. Normalmente o útero desce e fica na parte de baixo da barriga. Além disso, aparece um líquido amarelo ou esverdeado, liberado pela vagina, que, somado às contrações abdominais, formam um quadro propício para nascer.

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O pós-parto também exige alguns cuidados

Deve estar sempre bem alimentada e beber bastante água, principalmente horas antes do nascimento, pois durante o parto é comum a gata perder o apetite e ficar ainda mais letárgica. Se estiver há muito tempo sem comer o tutor deve tentar dar um pouquinho de ração, pelo menos para ela não ficar fraca e sem nutrientes. Afinal, vai precisar de força para retirar seus filhotes.

Uma caixa de maternidade onde a gatinha se sinta confortável e possa ficar com seus filhotes é uma boa ideia. É importante o pet ter o próprio espaço e sentir-se em um lugar seguro e limpo. O tamanho deve ser compatível com o do animal e suficiente para agrupar todos os bebês, além de ser alta com relação ao chão. Coloque também uma cobertinha para se sentir protegida e à vontade. 

Como vaza bastante sangue do corpo da gata grávida (e dos filhotes, claro) deixe algumas toalhas preparadas para o procedimento. O parto demora algumas horas e é possível haver complicações. Por isso, avise uma clínica veterinária 24h ou tenha um contato de veterinário fácil para qualquer emergência.

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O comum é o processo de parto no total durar no máximo duas horas, contando desde o início das contrações até a saída dos filhotes.

Se passar desse tempo e não ocorrer o nascimento o melhor é optar pela cesariana e correr para o veterinário, a fim de evitar o risco de vida da mãe e dos bebês.

Na verdade, assim que o tutor perceber que a gata está exausta e não tem mais força para o procedimento (mesmo que em menos de duas horas) pode recorrer à clínica.

Nem todas as gatas já têm idade e maturidade suficiente para se virar sozinha com o parto. Por isso, a presença de uma pessoa para ajudá-la torna-se mais importante. Nesse caso é necessário retirar a placenta (que agrupa os filhotes), o cordão umbilical e a ligadura. Porém, o melhor é realmente o veterinário fazer isso para evitar mais complicações.

Pós-parto

Depois de nascidos os filhotinhos, é ideal a gata ter o próprio espaço para ficar com eles. Aos poucos ela vai limpando e oferecendo leite a eles. O papel do tutor envolve a garantia de alimento, carinho e conforto aos bebês para terem um bom desenvolvimento. Lembre-se também de garantir todas as  vacinas a eles para prevenir uma série de doenças.

Além disso, mesmo que a gestação de gato não tenha sido planejada, nunca maltreate os gatinhos. Se não puder ficar com eles, procure alguém que os queira ou doe para uma ONG. 

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Do parto aos primeiros cuidados

Como Ajudar uma Gata a Dar à Luz (com Imagens)Os cuidados com gatos recém-nascidos não são tão enfáticos quanto os com cachorros, mas uma atenção especial deve ser dada. Deve-se preparar o local onde os felinos vão ficar antes mesmo da data provável do parto. O ambiente deve ser seguro, tranquilo, com temperatura ideal e que dê conforto tanto para a mãe como para os filhotes.

Uma semana antes do parto deve-se reservar uma caixa de papelão ou madeira de tamanho médio para acomodar confortavelmente a fêmea e a ninhada. Um dia antes do parto, a gata para de comer e vai procurar sua caixa.

O parto começa com as contrações, mas, se a fêmea estiver fazendo força por muito tempo ou perder mais de uma colher de sopa de sangue e nenhum filhote nascer, é necessária a intervenção veterinária.

Depois de dar à luz o primeiro filhote, o intervalo entre os nascimentos pode ir de 10 minutos a duas horas. A própria mãe corta o cordão umbilical e lambe o filhote para estimulá-lo e secá-lo. Pode ser que a gata coma a placenta, pois, por instinto, a fêmea mantém o ambiente limpo, para não atrair predadores.

“É importante que fiquem em uma caixa forrada com panos limpos, pois, se ficarem em um local que não seja cercado, o filhote pode se afastar da mãe e dos outros filhotes e morrer por hipotermia (temperatura abaixo do normal), já que filhotes têm dificuldade em controlar a temperatura corporal. Por esse mesmo motivo, o local escolhido deve ter temperatura amena (nem muito abafado, nem expostos a correntes de ar ou ar-condicionado)”, afirma a veterinária especializada em gatos Cynthia Brandão.

A partir de então a gata vai passar praticamente todo o dia na caixa, saindo apenas para fazer suas necessidades. Por isso é bom colocar água e comida perto para os filhotes não ficarem sozinhos. A própria mãe se encarrega da limpeza da cria e da caixa, lambendo os genitais e ânus dos filhotes e comendo os dejetos.

Algumas fêmeas são menos hábeis com as crias e algumas delas chegam a rejeitar seus filhotes. Neste caso, o recomendado é procurar uma gata que esteja produzindo leite e que aceite os filhotes ou, então, oferecer leite na mamadeira, de hora em hora. A ausência da mãe faz com que o dono tenha de massagear e estimular os gatinhos a defecar.

Aos 15 dias, os bebês já estão com os olhos abertos e dão os primeiros passos. A partir dos 45 dias, já podem ficar distantes da mãe embora seja recomendável que isso aconteça apenas a partir dos 60 dias.

É importante ter o cuidado de não separar todos os filhotes de uma vez, pois a fêmea pode ficar desesperada procurando a cria. Sem os “consumidores”, o leite vai empedrar, podendo provocar mastite (inflamação das mamas, com febre, perda de apetite e dor).

Alimentação

Como animais independentes, os gatos cuidam de sua própria alimentação logo após o parto. A mãe posiciona os filhotes próximos da mama para que os mesmos já consigam obter o leite e assim poderem se alimentar. “O ideal é que eles mamem até pelo menos os 2 meses de idade. Não é preciso suplementar com outro alimento.

É aconselhável que a mãe se alimente com ração para filhotes desde o terço final da gestação até o filhote desmamar.

Se por acaso a mãe morrer ou rejeitar os filhotes, deve-se alimentá-los com leite artificial próprio para gatinhos recém-nascidos (existem bons produtos no mercado), a cada 2 horas”, explica a veterinária Cynthia Brandão.

Alimentá-los no início poderá ser difícil, pois normalmente os filhotes estranham o bico de borracha das mamadeiras. Também se pode tentar uma seringa sem agulha.

Porém o instinto da alimentação os fará com que, aos poucos, aceitem. O animal nunca deve ser alimentado de barriga para cima, pois o leite pode ir para os pulmões.

Se mesmo assim eles rejeitarem a mamadeira, é necessário procurar a ajuda de um veterinário.

A partir da terceira semana, os gatinhos mamam apenas duas vezes ao dia. Nesse período já é possível deixar disponível um pires raso com leite fresco para que o animal vá se acostumando a beber sozinho. A partir de quarenta semanas, os gatos costumam iniciar com comida para gatos adultos.

DesmameOs primeiros dentes a surgir são os incisivos e, no caso dos gatos, o surgimento ocorre entre a 2ª e a 3ª semana de idade. Isso causa desconforto às fêmeas amamentantes, que começam a rejeitar as mamadas.

Nesse mesmo período, a ninhada já se mostra mais ativa, se interessa mais pelo ambiente a sua volta e os filhotes necessitam de uma fonte maior de energia para seu crescimento.

A produção de leite da gata também começa a cair a partir da 3ª ou 4ª semana após o parto (quando ocorre o pico de lactação) e as fêmeas podem regurgitar alimentos como forma de complementar a nutrição de seus filhotes.

Sendo assim, o ideal é iniciar o desmame por volta da quarta semana de vida, oferecendo alimentação semissólida (ração seca umedecida com água ou leite, papinhas de desmame, comida caseira) aos filhotes; os gatos progressivamente diminuem as mamadas e ingerem uma maior quantidade do alimento sólido, adaptando-se gradativamente.

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A alimentação sólida pode ser composta por comida caseira ou ração específica para filhotes.

A frequência de alimentação varia conforme a idade dos filhotes: antes de 90 dias são 5 refeições diárias, a partir dos 90 dias, 4 refeições, e dos 6 meses a 1 ano, 3 refeições diárias.

Vale lembrar que o fornecimento de água limpa e fresca também é muito importante para o bom desenvolvimento dos filhotes.

VacinasComo Ajudar uma Gata a Dar à Luz (com Imagens)A vacinação é, sem dúvida, um dos cuidados mais importantes, tanto para os filhotes como para os gatos adultos, porém não se deve vacinar um animal com menos de 45 dias de idade. Nessa idade as vacinas são neutralizadas pelos anticorpos passados da mãe para o filhote.

Os animais devem ser imunizados antes de começarem a ter contato com outros felinos. É importante também fazer o reforço anual das vacinas.Existem muitas doenças virais que podem aparecer em gatos e causam grande número de mortes, principalmente nos filhotes.

Todos os gatos a partir de dois meses devem ser vacinados pelo menos uma vez por ano. As doenças prevenidas com as vacinas são a rinotraqueíte, a calicivirose, a panleucopenia, a leucemia felina e a clamidiose.

O ciclo de vacinas se inicia com 60 dias, com a 1ª dose vacina múltipla. 30 dias depois se aplica a 2ª dose e novamente aguarda-se o mesmo período para aplicar a vacina antirrábica.

Cuidados geraisGatos são animais que vivem de forma muito independente, diferente dos cães. Enquanto filhotes deve-se preocupar apenas com a alimentação, higienização e acomodação deles.

A alimentação deve ser feita de forma paciente. Para gatinhos recém-nascidos, deve-se dar o leite pelo menos cinco vezes ao dia ou toda vez que eles chorarem.

Quando for dar, basta amornar um pouco da mistura e dar com a ajuda de uma seringa sem agulha.

Filhotes só fazem xixi e cocô quando estimulados pela mamãe gata. No caso de órfãos, após alimentá-los, é necessário pegar uma gaze umedecida em água quente e esfregar na área genital e anal do gatinho várias vezes.

Ele irá fazer xixi ou cocô, e após isso é preciso fazer a limpeza com o paninho úmido e depois secar com um paninho seco.

É importante sempre manter os animais aquecidos e em um local seguro e aconchegante, para que eles não sintam medo e não fiquem chorando.

A veterinária Cynthia Brandão recomenda também que não se deve deixar panelas com conteúdos quentes com o cabo para fora, pois o gato pode pular e derramar em cima dele. Após usar o fogão, abaixar a tampa, pois o animal pode pisar na grelha quente e adquirir uma queimadura nos pés.

Uma dica importante também é não deixar linhas de qualquer tipo (fio dental, lã, linha de costura, etc.) pela casa, pois os gatos adoram brincar com isso e acabam engolindo as linhas, o que provoca uma lesão grave no intestino, cujo tratamento é cirúrgico, e muitas vezes pode causar a morte do bicho.

Cynthia Brandão da Costa Maia é médica-veterinária (CRMV-ES 637) pelo Centro Universitário Vila Velha e especializada em Residência em Clínica Médica de Pequenos Animais pelo UVV e em Clínica Médica de Felinos pelo Instituto Qualittas.

O parto da gata. O que fazer?

Saiba como ajudar sua gata a ter um parto tranquilo e como cuidar dos filhotes nos primeiros momentos de vida.

No artigo anterior falamos como cuidar da gata durante seu período de gestação.
Saiba o que fazer no momento do parto.

Como saber se o parto está próximo

Caso não tenha certeza de quando ocorreu a cruza, procure observar alguns sinais de que o parto se aproxima.
Durante os 30 primeiros dias de gestação, normalmente não será possível notar qualquer mudança na aparência física da gata.

A partir daí , poderá notar um abaulamento do abdome, parecendo maior que o restante do corpo quando visto de cima ou de perfil.
As tetas ficam mais avermelhadas e começam a inchar.

A gata também fica mais agitada, anda de um lado para o outro e procura um local para fazer o ninho.

Nos dias que antecedem o parto, a gata pode não querer se alimentar.
Este comportamento é normal, mas não deve durar mais que dois ou três dias.

Separe uma caixa, onde seja possível a gata ficar confortavelmente, e forre-a com panos e toalhas limpos.

Atenção: não utilize jornal, pois é um material muito contaminado, pode conter microorganismos nocivos à saúde dos gatinhos!

Como Ajudar uma Gata a Dar à Luz (com Imagens)

Separe uma caixa confortável para a gata.

  • Mostre a caixa para a gata e deixe que ela se habitue, sem forçar.
  • Se a gata mostrar preferência por determinado local da casa, tente colocar a caixa-maternidade próxima ao local escolhido.
  • Mantenha o local quieto, sem muita agitação e com pouca luz.

Caso a gata não ache um local confortável e que julgue seguro para dar à luz aos seus filhotes, pode tentar escondê-los em lugares bastante complicados e perigosos.
Tente observar e acalmar a gata para evitar que isto aconteça.

Como agir durante o parto da gata

As gatas são muito instintivas e, se estão saudáveis e livres de estresse, o parto nas gatas normalmente ocorre sem grandes problemas.
Procure deixar que a gata se acomode sozinha, observando de longe para intervir em caso de necessidade.

Se o filhote está na posição correta, a primeira parte que vemos é a cabeça. Caso o filhote esteja invertido, pode haver problemas no parto.

Os filhotes nascem envolvidos por uma membrana transparente. A mãe irá rasgar essa membrana, morder o cordão umbilical e começar a lamber o gatinho, estimulando a respiração e a circulação sanguínea do filhote.

Resista à tentação de mexer nos gatinhos na hora do parto.

Neste momento é muito importante que a gata tenha tranquilidade e cuide de seus filhotes sozinha. Somente interfira em caso de real necessidade.

Os gatinhos nascem em um intervalo de 2 a 3 horas. Caso o parto esteja longo demais, entre imediatamente em contato com um médico veterinário.

O que fazer após o parto

Deixe que a gata descanse e fique sozinha com seus filhotes.
Ofereça água e comida perto da caixa de parto, para que a gata se alimente quando sentir vontade.

Não limpe a caixa-maternidade durante os 3 primeiros dias após o parto, deixe que a gata esteja bem segura com seus filhotes para depois trocar os panos e toalhas da caixa.

Evite visitas e não manipule os gatinhos nos primeiros dias de vida, pois a gata poderá ficar estressada ou até mesmo rejeitar o filhote.

Como Ajudar uma Gata a Dar à Luz (com Imagens)

Observe se os filhotes estão mamando bem.

Atenção: animal não é brinquedo! As crianças podem observar a mãe cuidando dos gatinhos, caso a gata esteja acostumada e não pareça se importar com a presença delas, mas não devem pegar os filhotes, que são muito frágeis nas primeiras semanas de vida.

Observe se todos os filhotes estão se desenvolvendo, se conseguem mamar igualmente e se a gata se mostra disposta e saudável.
O aleitamento artificial pode ser usado caso os gatinhos não estejam mamando adequadamente.

Em caso de dúvida, não espere! , procure um médico veterinário de confiança.

Artigo desta série: Como acompanhar a gestação da gata.

Gatas e cadelas podem ter filhotes de pais diferentes?

Você já deve ter parado para observar uma fêmea de gato ou cão ser persistentemente perseguida por machos em busca de acasalamento. A partir disso, surge a dúvida: com tantos candidatos, será que as fêmeas podem ter filhotes de pais diferentes?

Segundo o biólogo Guilherme Domenichelli, do Zoológico de São Paulo, o tema não é apenas uma teoria: as fêmeas de gatos e de cães podem ter filhotes de vários machos distintos em uma mesma ninhada.

“Isso é realmente muito comum entre essas espécies. É lógico que cada um dos filhotes acabará agregando 50% das características da mãe e outros 50% do pais, mesmo que a mãe tenha copulado com vários exemplares”, explica.

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Quando está no cio, a fêmea pode ter diversas relações com um macho, ou mais de um, copulando durante os quatro ou cinco dias do mesmo período fértil.

No momento em que um óvulo é fertilizado por um espermatozóide, uma reação natural impede que outro espermatozóide também o penetre. No entanto, no momento em que uma fêmea copula com machos diferentes, poderá ter cada um de seus óvulos fertilizados por espermatozóides de pais distintos.

No caso dos gatos, as fêmeas que não têm pedigree (certificado de registro de ancestralidade) podem produzir quatro óvulos ou mais, o que não garante que os fertilizados possam se desenvolver em filhotes. Em média, podem nascer de três a sete filhotes. Para alguns gatos de raça, as ninhadas ocorrem em maior quantidade, chegando a mais de dez gatinhos.

O período de gestação é pequeno e dura nove semanas, em média. Entre os cães, a quantidade de óvulos e o tempo de gestação são similares aos dos gatos.

Outros animais

De acordo com Guilherme Domenichelli, é possível que este processo de reprodução de gatos e cães ocorra com exemplares de outras espécies, mesmo sendo algo incomum.

“Pode ocorrer que as fêmeas de outras espécies tenham filhotes de machos diferentes, mas fica difícil de identificar os parentescos deles porque não existirão tantas diferenças facilmente visíveis como entre os cães e os gatos”, completa.

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