Como ajudar uma criança com diarreia a se alimentar

Geral Como Ajudar uma Criança com Diarreia a se Alimentar

As diarreias inflamatórias são mais incômodas e mais comuns. Geralmente aparecem seguidas de muita dor abdominal e urgência para defecar. Entre as causas possíveis estão o consumo de água e alimentos contaminados, efeitos colaterais de algumas drogas, por exemplo, antibióticos; infecções por bactérias (estaflococus, salmonela e shighella), infecções virais; disfunção da motilidade do tubo digestivo; entre outros motivos.

Já as diarreias não inflamatórias são, em maioria, decorrentes da ingestão de substâncias que o organismo não consegue absorver completamente. Ela geralmente é líquida e sem aparecimento de sangue nas fezes. Esse tipo de diarreia pode ocorrer após o uso de laxantes, consumo exagerado de doces, ou por intolerância alimentar.

Em casos mais graves também pode ocorrer desidratação. Como crianças e idosos têm mais facilidade em se desidratar são necessários maiores cuidados e imediata reposição da água perdida.

Algumas dicas para melhorar a diarreia:

• Aumente a ingestão de líquidos. Ter atenção para não usar nem beber água de riachos, rios, cacimbas ou poços contaminados;• Como a água não repõe a perda de sódio e potássio, procure suprir essa necessidade com soro caseiro ou outros líquidos que contenham tais substâncias.

Pessoas com pressão alta, diabetes, glaucoma, doenças cardíacas ou com histórico de derrames devem consultar o médico antes de ingerir bebidas que contenha sódio porque correm o risco de elevar a pressão;• Não deixe de comer! Em geral, pessoas com diarreia associam comida à disfunção gastrintestinal e suspendem toda a alimentação. Tal medida, além de agravar o quadro de desidratação, suspende o fornecimento dos nutrientes necessários para o organismo reagir. Prefira ingerir arroz, caldos de carne magra, bananas, maçãs e torradas. Esses alimentos dão mais consistência às fezes e a banana, especialmente, é rica em potássio;• Suspenda a ingestão de alimentos com resíduos: saladas, bagaço de frutas e fibras;• Chás de camomila, erva-doce e hortelã, por exemplo, podem ajudar;• Evite café, leite, sucos de frutas e álcool que é um desidratante poderoso;• Evite alimentos muito temperados ou com alto teor de gordura (frituras, alguns cortes de carne, embutidos, etc.) até que as fezes voltem ao normal;

• Não se esqueça de lavar bem as mãos várias vezes por dia e, especialmente, antes das refeições ;

Veja a lista do que é indicado dar às crianças quando estão com diarreia

Quando a criança está com diarreia acompanhada de vômito ela deve ser levada ao pediatra o mais rápido possível. Além disso, é importante dar à criança soro caseiro, água de coco ou sais de reidratação oral que se compram na farmácia, para combater a desidratação.

Os episódios de diarreia e vômito nas crianças pode levar à desidratação e deixar a criança apática, sem vontade de brincar e de se alimentar e para evitar a desidratação que pode se instalar muito rápido deve-se oferecer o soro caseiro de hora em hora. Veja a receita do soro caseiro.

  • Algumas causas comuns da diarreia e vômitos nas crianças são as infecção por vírus ou bactérias, a presença de vermes, a ingestão errada de medicamentos ou o consumo de alimentos estragados ou contaminados, e como não dá para saber a causa sem ir ao médico, é aconselhado não oferecer nenhum alimento antes de ir ao pediatra.
  • Como Ajudar uma Criança com Diarreia a se Alimentar
  • Em caso de diarreia e vômito infantil é importante que as crianças comam pequenas refeições e que seja dada preferência a alimentos cozidos, que são de fácil digestão. Assim algumas opções de comidas para as crianças que se encontrem nessa situação são:
  • Arroz cozido com cenoura;
  • Carnes brancas, como peru, frango ou peixe cozido;
  • Frutas sem casca ou cozida, como maçã, pêra ou banana;
  • Sopa, canja ou cremes de legumes.

No caso de bebês que ainda mamam, deve-se manter a amamentação mesmo quando o bebê tem diarreia e vômito. No entanto é importante que a mãe não deixe o bebê mamar muito de uma só vez, mesmo que ele queira porque quando o estômago fica muito cheio há um maior risco do bebê vomitar logo após a mamada.

Além disso, é importante que a criança beba bastante líquidos durante o dia e ao longo do tratamento para evitar a desidratação e acelerar a recuperação. Saiba reconhecer os sinais de desidratação nas crianças.

O que a criança deve evitar

No casos de diarreia e vômito nas crianças, é recomendado evitar o consumo de alimentos crus e ricos em fibras ou gorduras, pois podem piorar os episódios de diarreia e de vômito. Assim, é recomendado que se evitado o consumo de leite e derivados, carnes vermelhas, frutas com casca, salgadinhos, frituras, verduras folhosas e grãos, como feijão, favas, lentilhas e ervilhas, por exemplo.

Essa restrição alimentar deve ser mantida até que a criança fique mais de 24 horas sem ter diarreia ou vômito.

Remédio para vômito e diarreia infantil

O tratamento com remédios para vômitos e diarreia na criança só deve ser realizado se indicado pelo médico. Em alguns casos, ele pode receitar medicamentos como a racecadotrila, que ajuda a parar a diarreia, suplementos com zinco ou probióticos, que além de acelerarem o processo de recuperação, ajudam a repor a microbiota intestinal. Saiba mais sobre os probióticos e quando tomar.

Caso a criança tenha vômitos constantes, também pode receitar um antiemético, e se apresentar outros sintomas além do vômito e da diarreia, como por exemplo febre, dor e desconforto abdominal, o pediatra pode indicar o uso de paracetamol para aliviar os sintomas.

Diarréia infantil: causas, tratamento e prevenção

A diarréia é uma doença que se caracteriza pelo aumento do número de vezes que uma criança evacua. Às vezes podem ser leves, líquida ou semi-líquida. Pode ser que a criança apresente febre ou vômitos.

A transmissao da diarréia entre as crianças, na maioria das vezes é por vírus, ainda que existam outras causas. As crianças com diarréia viral sentem-se muito mal.

A diarréia em crianças e bebês têm numerosas causas entre as quais estão as doenças, infecções, sensibilidade aos alimentos, antibióticos e o consumo excessivo de frutas ou suco de frutas.

O que come ou bebe uma criança também pode piorar a diarréia. Algumas crianças podem aliviar-se com mudanças na dieta.

O perigo da diarréia é a desidratação. A criança não deve deixar de comer. Não suspenda o leite materno e dê à criança soro oral cada meia hora. O soro caseiro é mais que recomendável: para cada litro de água fervida e repousada, acrescente 8 colheres rasas de açúcar e 1 colherinha de sal.

A prevenção é muito importante. Lave bem as mãos antes de manipular os alimentos. Lave bem os alimentos, ferva as chupetas e mantenha a tampa do lixo sempre fechada.

Se a criança é menor de 6 meses, e apresenta sangue nas fezes, vômito frequente, dor abdominal, choro sem lágrimas, perda de apetite por líquidos, febre alta, mais de 3 evacuações por dia, perda de peso, e sede extrema, procure o médico urgentemente.

Em geral, recomenda-se seguir consumindo os alimentos normalmente. Anteriormente se aconselhava como tratamento deixar descansar os intestinos, mas a teoria atual sugere que se continue com a alimentação, já que assim a diarréia será mais fácil de se tratar. A maioria das crianças podem repor os nutrientes que perdem pela diarréia se aumentam a quantidade de comida ingerida.

Nos bebês, deve-se continuar sempre com a alimentação materna ou com leites de fórmula para cada idade.

Muitas crianças desenvolvem intolerância à lactose de forma leve e temporal. Continuar com produtos lácteos pode prolongar a diarréia, mas também pode permitir um retorno mais rápido à dieta normal. Os bebês que estão consumindo alimentos sólidos podem continuar fazendo-o, sempre que possam comê-los sem vomitar.

O apetite normal é, muitas vezes, o último comportamento a normalizar-se depois de uma doença, e as crianças devem ter a oportunidade de retornar, sem pressa, aos seus hábitos alimentares normais.

Não existe uma dieta específica que se recomende para combater a diarréia, mas as crianças podem tolerar melhor as comidas leves. Os alimentos ricos em fibras, como as frutas e as verduras, ajudam a produzir fezes mais firmes.

Os sucos de frutas podem produzir fezes menos consistentes.

O consumo de líquidos é muito importante, porque uma criança com diarréia se desidrata facilmente. A desidratação é uma afecção grave em bebês e nas crianças. Deve-se repor os líquidos perdidos. Exceto nas crianças mais gravemente desidratadas ou nas que não podem beber sem vomitar, as crianças podem repor os líquidos (reidratar-se), bebendo.

Para a maioria das crianças, qualquer líquido que estejam acostumados, é adequado. Beber muita e somente água, em qualquer idade, pode ser ruim porque a água não contém açúcares nem eletrólitos importantes, como o sódio.

Entre as soluções apresentadas para a reidratação estão os sais de reidratação oral da Organização Mundial da Saúde e Rehydralyte. Outros produtos, como Pedialyte e Infalyte, podem ajudar a manter a hidratação da criança e a evitar a desidratação.

Algumas dessas soluções estão disponíveis nos supermercados e farmácias e se vendem sem receitas, mesmo assim devem consultar o médico antes de usá-las em lactantes.

As gelatinas podem ser fontes de líquidos transparentes, especialmente se a criança está vomitando. Assim se pode admnistrar quantidades surpreendentes de líquidos à criança, mas lentamente, sem encher muito o estômago. Isso é especialmente importante se o estômago já se encontra irritado por uma infecção.

Para a maioria das crianças, é suficiente beber mais líquidos, mas ocasionalmente é necessário administrar líquidos por via intravenosa. Os líquidos administrados por via intravenosa, também curam mais rápido a desidratação.

Para algumas crianças, retornar à sua dieta anterior pode levar à uma repetição da diarréia. Isso geralmente se deve a pequenas dificuldades do intestino para absorver os alimentos normais. Esse tipo de diarréia pode ter características diferentes das diarréias que se apresentam com a enfermidade em si e também duram pouco e não requer tratamento, sempre que não hajam outros sintomas.

A diarréia causada por antibióticos pode reduzir-se dando à criança iogurte elaborado à base de lactobacilos vivos. Se a diarréia persistir, consulte seu médico sobre a possível mudança ou suspensão do antibiótico. Não se deve suspender o tratamento antibiótico sem consultar com o médico do seu filho.

  • – A diarréia é grave e dura mais de 2 ou 3 dias.
  • – A diarréia contém sangue ou mucosidade.
  • – A diarréia se repete ou a criança está perdendo peso.
  • – A criança tem sinais de desidratação (chame imediatamente)
  • – A diarréia está acompanhada por múltiplos episódios de vômitos, febre ou cólicas abdominais.
  • – A diarréia se apresenta na semana depois de uma viagem ou saída ao campo (a diarréia pode ser causada por bactérias ou parasitos e pode requerer tratamento).
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O médico pode receitar medicamentos para ajudar a controlar a diarréia. Os medicamentos antidiarréicos de venda livre podem ser ineficazes ou potencialmente perigosos. Consulte com seu médico antes de usar antidiarréicos de venda livre.

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O Poder dos Alimentos

Bastou comer algo diferente para bater aquela vontade de correr para o banheiro? Provavelmente você foi pego pela diarreia aguda, causada por algum vírus, bactéria ou intoxicação alimentar.

Isso gera aumento no movimento intestinal (o que explica as incontáveis idas ao toalete), além da perda da consistência das fezes.

Em geral, o problema dura de dois a cinco dias, se resolvendo sem necessidade de medicamento.

Mas é bom saber que certos alimentos podem piorar os sintomas, enquanto outras comidas ajudam a minimizar o desconforto e evitar complicações —como a desidratação.

Com a ajuda de Claudio Barsanti, presidente da Sociedade de Pediatria de São Paulo (SP), Vera Lucia Sdepanian, presidente do Departamento de Gastroenterologia da mesma sociedade, além de Sandra Lúcia Fernandes, médica nutróloga da ABRAN, mostramos o que você deve comer e o que evitar quando está com diarreia.

Coloque no cardápio

Imagem: iStock

ÁguaPriorize o aumento do consumo de água na tentativa de compensar o excesso de perda dela pelo intestino. Esse cuidado com a hidratação deve ser redobrado no caso de crianças e idosos. Caso a pessoa esteja com a boca seca e urina muito escura, é hora de entrar com o soro caseiro: 1 colher (café) de sal + 1 colher (sopa) bem cheia de açúcar para cada litro de água.

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BananaContém carboidratos facilmente digeríveis, que agem de forma suave no intestino. A fruta também é cheia de potássio, um eletrólito que muitas vezes perdemos durante a crise de diarreia. Além disso, bananas têm pectina, que ajudam a absorver o líquido no intestino e permitem que as fezes se movam de forma mais suave.

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ArrozO objetivo durante uma crise é ingerir alimentos que sejam brandos e pobres em fibras, ambas qualidades do arroz branco puro. Apesar de ser sem graça quando consumido sozinho, ele é facilmente digerido e também tem o efeito de conseguir deixar as fezes menos pastosas.

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Batata amassadaEsqueça a manteiga e o leite da tradicional receita do purê, pois eles não são bons ingredientes quando você está lutando contra uma diarreia. O melhor é ferver o tubérculo e depois esmagá-lo com a ajuda do garfo, acrescentando apenas um pouco de sal. As batatas são ricas em potássio, além de serem facilmente digeridas.

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IogurteUma revisão descobriu que alimentos com probióticos podem encurtar a duração de um surto de diarreia. Eles funcionariam liberando substâncias químicas que quebram as toxinas prejudiciais produzidas por bactérias nocivas causadoras do problema. Consuma o sem lactose e com a presença de lactobacilos.

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Tire do cardápio

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RefrigeranteO xarope de milho rico em frutose, normalmente usado no lugar do açúcar em alimentos nesse tipo de bebida, pode representar um problema se você tiver diarreia. De acordo com um estudo publicado na edição de junho de 2017 da Healthcare, grandes quantidades do produto podem sobrecarregar o sistema digestivo e levar a gases, inchaço ou diarreia. E o que você mais quer é terminar logo com isso.

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Adoçantes artificiaisAcredita-se que têm um efeito laxante no sistema digestivo. Assim, é melhor passar longe de doces e chicletes sem açúcar, ou outros produtos dietéticos. De acordo com o boletim de Harvard Medical School, o consumo de itens do tipo faz com que o intestino elimine mais água e eletrólitos, o que pode afrouxar os movimentos intestinais, levando a diarreia.

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Leite e queijosMesmo que a diarreia não seja causada por intolerância à lactose –que é a dificuldade no processamento a esse tipo de açúcar encontrado em produtos lácteos — é melhor ficar longe desses alimentos quando estiver ruim, pois você pode estar temporariamente sensível a produtos do tipo. O iogurte sem lactose e rico em probióticos é o único indicado para consumo em caso de diarreia.

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ÁlcoolQuando tem diarreia, você precisa evitar alimentos e bebidas que geram a perda de líquidos. E esse tipo de produto age exatamente como um diurético, desidratando o corpo.

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Alimentos picantesIngredientes picantes, como as pimentas, podem irritar ainda mais o já sensível sistema digestivo. Coma coisas mais leves.

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Diarreia infantil: sintomas, causas e como tratar

A diarreia é um problema muito comum em crianças menores de cinco anos. Ela é caracterizada pela evacuação de fezes líquidas de forma frequente e sem controle, com ou sem a presença de causas patológicas: muco, sangue, ou gordura.

A diarreia é a manifestação clínica de um distúrbio no nosso trato gastrointestinal que leva a alterações no transporte de água e sais.

O intestino é responsável pela digestão e absorção dos alimentos e absorção de água. Quando há algum problema com uma dessas funções, ocorre a diarreia.

Muitas vezes ocorre também um aumento da motilidade intestinal, ou seja, uma aceleração no trânsito intestinal.

Na maioria dos casos, a diarreia dura alguns dias, porém quando ela permanece por semanas, pode indicar uma doença grave, como uma infecção persistente ou uma doença inflamatória intestinal.

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A sua duração é autolimitada, de no máximo 14 dias, mas em média 3 a 7 dias. O aleitamento materno é o principal fator de proteção para a ocorrência de diarreia entre os lactentes. (1,2)

Tipos

A diarreia pode ser tanto aguda quanto crônica. O fator determinante para seu diagnóstico é o tempo de duração dos sintomas. (5)

A diarreia aguda é caracterizada por episódios diarreicos até 14 dias e dita diarreia persistente de 14 a 30 dias. A maioria dos casos são de origem infecciosa como bactérias, vírus e protozoários.

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A diarreia crônica persiste por cerca de três a quatro semanas e pode indicar desde a síndrome do intestino irritado (SII) até condições mais graves, como doença de Crohn e colites ulcerosas. A diarreia crônica é causada principalmente por doenças inflamatórias e disabsortivas.

Causas

As principais causas da diarreia são infecciosas, principalmente as causadas por vírus. Dentre os diversos vírus que podem causar diarreia, o rotavírus tem uma grande importância pela frequência e intensidade da diarreia.

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Bactérias também podem ser causadoras de diarreia, sendo uma das principais a Escherichia coli. Outras causas infecciosas que vale a pena lembrar são a amebíase e a giardíase. (2)

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Como causas não infecciosas podemos citar:

  • Erros alimentares
  • Alguns medicamentos
  • Excesso de alimentos industrializados contendo sorbitol, como maçã e ameixa
  • Excesso de lactose nas pessoas intolerantes
  • Estresse
  • Flora intestinal desequilibrada

A diarreia aguda pode ter as seguintes causas: (4)

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  • Infecções virais: Muitos vírus causam diarréia, incluindo norovírus e rotavírus . A gastroenterite viral é uma causa comum de diarréia aguda
  • Infecções bacterianas: Vários tipos de bactérias podem entrar em seu corpo através de alimentos contaminados ou água e causar diarréia. Bactérias comuns que causam diarréia incluem Campylobacter , Escherichia coli (E. coli), Salmonella e Shigella
  • Infecções parasitárias: Os parasitas podem entrar em seu corpo através de alimentos ou água e se instalar no seu aparelho digestivo. Os parasitas que causam diarréia incluem enterite por Cryptosporidium, Entamoeba histolytica e Giardia lamblia.

A diarreia crônica pode ter as seguintes causas:

  • Infecções: Algumas infecções de bactérias e parasitas que causam diarreia não desaparecem rapidamente sem tratamento. Além disso, após uma infecção as pessoas podem ter problemas para digerir alimentos. Problemas de digestão de carboidratos ou proteínas podem prolongar a diarréia
  • Alergias e intolerâncias alimentares: Alergias a alimentos como leite de vaca, soja, grãos de cereais, ovos e frutos do mar podem causar diarréia crônica. A intolerância à lactose é uma condição comum que pode causar diarréia após comer alimentos ou beber líquidos que contenham leite ou produtos lácteos
  • Problemas do aparelho digestivo: Problemas do trato digestivo que podem causar diarréia crônica incluem doença celíaca, Doença de Crohn, síndrome do intestino irritável, colite ulcerativa e outros distúrbios gastrointestinais
  • Cirurgia abdominal: Você pode desenvolver diarréia crônica após a cirurgia abdominal. A cirurgia abdominal é uma operação no apêndice, vesícula biliar, intestino grosso , fígado, pâncreas, intestino delgado, baço e estômago
  • Uso prolongado de medicamentos: Os medicamentos que devem ser tomados por um longo período de tempo podem causar diarréia crônica. Alguns medicamentos, como antibióticos, podem alterar a flora intestinal normal.

Fatores de risco

Por ser uma doença muito comum, qualquer pessoa pode apresentar diarreia. Entretanto, alguns comportamentos de risco podem levar ao surgimento da diarreia infantil. Veja:

  • Desnutrição
  • Desmame precoce
  • Uso indiscriminado de antibióticos
  • Saneamento básico precário.

Sintomas

Sintomas de Diarreia infantil

Os principais sintomas da diarreia infantil são evacuações mais frequentes e ou mais amolecidas/líquidas. A diarreia também pode ser acompanhada por: (1)

  • Febre
  • Náusea
  • Vômitos
  • Desidratação
  • Dor ou cólicas no abdômen.
  • Olhos fundos
  • Ausência de lágrimas quando a criança chora
  • Boca e língua secas
  • Ter muita sede e beber água ou outro líquido muito rápido
  • Diminuição da quantidade de urina
  • Afundamento da moleira.

Se a criança apresentar dois ou mais sintomas, pode ser desidratação. É necessário procurar a unidade de saúde mais próxima imediatamente para atendimento médico

Buscando ajuda médica

A maioria dos casos de diarreia resolve-se sozinha. Mas atenção: a diarreia pode ser sinal de que há algo com que você deva se preocupar. Por isso, é importante procurar um especialista para certificar-se de que não há nenhuma condição envolvida no surgimento da diarreia.

A atenção para crianças deve ser redobrada, principalmente quando ela vem acompanhada de outros sintomas, como febre e vômito, pois pode levar a um problema sério de desidratação.

Nesses casos, busque ajuda médica se os sintomas da criança não melhorarem em pelo menos 24 horas.

Verifique também se não há presença de sangue ou muco nas fezes e se a criança não demonstra cansaço e fica irritado facilmente.

Você também deve procurar um especialista se os seus sintomas não desaparecem sozinhos em dois dias e se você passar a apresentar sinais de desidratação.

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É importante buscar ajuda especializada, também, se sentir dores abdominais ou retais, cólicas, apresentar sangue nas fezes ou febre.

Diagnóstico e Exames

Na consulta médica

Especialistas que podem diagnosticar a diarreia infantil são:

  • Pediatra
  • Clínico geral
  • Gastroenterologista.

Estar preparado para a consulta pode facilitar o diagnóstico e otimizar o tempo. Dessa forma, você já pode chegar à consulta com algumas informações:

  • Uma lista com todos os sintomas e há quanto tempo eles apareceram
  • Histórico médico, incluindo outras condições que o paciente tenha e medicamentos ou suplementos que ele tome com regularidade.

O médico provavelmente fará uma série de perguntas, tais como:

  • Quando a diarreia da criança começou?
  • Qual é a cor e a consistência das fezes?
  • A criança chegou a apresentar sangue nas fezes?
  • A criança tem expelido uma quantidade muito grande de muco nas fezes?
  • Quais outros sintomas além da diarreia a criança apresenta?
  • A criança sente dores abdominais ou cólicas fortes com a diarreia?
  • A criança tem tido febre ou calafrios?
  • Há alguma outra pessoa em casa com diarreia também?
  • A criança ingeriu água imprópria para o consumo ou comida estragada?
  • A criança ainda é amamentada?

Diagnóstico de Diarreia infantil

Geralmente, o diagnóstico de diarreia pode ser feito em casa, por meio da observação de sintomas. No entanto, o médico poderá realizar testes laboratoriais para definir as causas da diarreia. Se também houver sinais de desidratação, o pediatra poderá solicitar o perfil metabólico básico do paciente e a gravidade específica da urina. (1,2)

Exames

Além de realizar um exame físico e revisar seus medicamentos, o médico da criança pode solicitar testes para determinar o que está causando a diarreia. Eles incluem:

  • Exame de sangue
  • Exames de fezes como coprológico funcional: (ph-fecal, substâncias redutoras, sudam, leucócitos fecais)
  • Exames de fezes como coprocultura com parasitológico de fezes.

Tratamento e Cuidados

Tratamento de Diarreia infantil

O tratamento dependerá dos sintomas, da idade, saúde geral e da gravidade da condição da criança.

A desidratação é a principal preocupação com a diarreia. Na maioria dos casos, o tratamento inclui a reposição de líquidos perdidos. Além disso, antibióticos também podem ser prescritos quando infecções bacterianas são a causa.

Algumas para seguir durante o tratamento da diarreia infantil são:

  • Iniciar a ingestão do soro caseiro o mais breve possível
  • Aumentar a ingestão de líquidos como soros, sopas, sucos
  • Ingerir de 50 a 100 ml de líquido após cada evacuação diarreica
  • Manter a alimentação habitual, principalmente o leite materno, corrigindo erros alimentares e seguindo as orientações médicas
  • Observar os sinais de desidratação.

Como preparar o soro caseiro: Misture em um litro de água mineral, de água filtrada ou de água fervida (mas já fria) uma colher pequena (tipo cafezinho), de sal e uma colher grande (tipo sopa), de açúcar. Misture bem e ofereça o dia inteiro ao doente em pequenas colheradas.

Não existe nenhuma restrição alimentar durante o episódio diarréico. Mas, evitar os alimentos laxativos e industrializados é uma boa opção. É importante oferecer o alimento que a criança aceitar melhor, considerando a baixa aceitação comum nesses quadros.

O aleitamento materno deve ser mantido e incentivado durante o episódio diarreico. Aumentar a oferta de líquidos é essencial para evitar a desidratação.

Quando se tem diarreia é importante ingerir alimentos leves, de fácil digestão e que não agridam o sistema gastrointestinal, uma vez que ele está passando por um momento de inflamação. Neste caso, o contato com alimentos de difícil digestão pode gerar uma maior dificuldade na recuperação da diarreia. Invista nesses alimentos: (2)

  • Carnes
  • Arroz Integral
  • Mingau
  • Batata
  • Cenoura
  • Chás
  • Maça
  • Banana
  • Sopas.

Evite a ingestão destes itens durante um episódio de diarreia: (3)

  • Alimentos gordurosos e condimentados: eles podem irritar o intestino e dificultar o tratamento
  • Vegetais não cozidos e frutas com casca: esses itens contém muitas fibras e podem estimular o trânsito intestinal e a defecação, aumentando a chances de você perder água e nutrientes
  • Frutos do mar e carnes mal passadas: esses alimentos podem conter bactérias causadoras de infecções gastrointestinais.

Medicamentos para Diarreia infantil

Os medicamentos mais usados para o tratamento de diarreia infantil são:

  • Digesan
  • Cefalotina
  • Ciprofloxacino

Somente um médico pode dizer qual o medicamento mais indicado para o seu caso, bem como a dosagem correta e a duração do tratamento. Siga sempre à risca as orientações do seu médico e NUNCA se automedique. Não interrompa o uso do medicamento sem consultar um médico antes e, se tomá-lo mais de uma vez ou em quantidades muito maiores do que a prescrita, siga as instruções na bula.

Convivendo (prognóstico)

Diarreia infantil tem cura?

O tempo de recuperação pode variar de acordo com o tipo de diarreia. Geralmente, diarreias agudas demoram cerca de alguns dias para passar.

Já a diarreia crônica pode levar de três a quatro semanas para desaparecer.
Para o primeiro caso, o tratamento pode ser dispensado, já que a doença desaparece sozinha.

No segundo, o tratamento pode ser exigido, uma vez que a diarreia pode ser sinal de algum outro problema. (3)

Complicações possíveis

Diarreia geralmente não leva a complicações mais graves, mas uma consequência comum da diarreia é a desidratação. Outras complicações são: (4)

  • Diarreias de repetição
  • Desnutrição crônica
  • Retardo do desenvolvimento do peso e estatura
  • Retardo do desenvolvimento intelectual.

Convivendo/ Prognóstico

Saber conviver com a diarreia é, também, saber tratá-la. Siga à risca as orientações médicas e para que seu filho (a) esteja livre o quanto antes do problema. Veja algumas medidas caseiras que para acelerar o tratamento e a recuperação da criança:

  • Beber de 8 a 10 copos de líquidos leves todos os dias
  • Beber pelo menos um copo de líquido toda vez que você tiver uma evacuação sem controle
  • Fazer refeições pequenas ao longo do dia, em vez de três refeições grandes
  • Comer alimentos salgados, como bolachas, sopa e bebidas energéticas
  • Comer alimentos ricos em potássio, como banana, batata sem pele e suco de fruta diluído. Esses alimentos e outros alimentos, como maçãs, são conhecidos como os que “seguram o intestino”
  • Descansar bem.

Prevenção

Prevenção

As seguintes medidas podem ajudar na prevenção da diarreia infantil:

  • Amamentar o recém nascido no mínimo até os seis meses de vida
  • Beber somente água tratada, filtrada ou fervida
  • Beber bastante líquidos, principalmente nos dias mais quentes
  • Observar se os encanamentos da residência não estão furados
  • Manter os depósitos de água sempre fechados e fazer limpeza regularmente
  • Não tomar banho em rio, açude ou piscina contaminada
  • Manter a higiene da casa, pessoal e dos utensílios de mesa e fogão
  • Lavar as mãos com água e sabão antes de preparar os alimentos, antes de amamentar, após a troca de fraldas de crianças ou após usar o banheiro.

Sociedade Brasileira de Pediatria

Referências

  • Ministério da Saúde
  • (1) Carlo Crivellaro, pediatra
  • (2) Renata Scatena, pediatra

(3) American College of Gastroenterology. Conteúdo disponível em: http://patients.gi.org/topics/diarrhea-in-children/

(4) National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (NIH). Conteúdo disponível em: https://www.niddk.nih.gov/health-information/digestive-diseases/chronic-diarrhea-children/symptoms-causes

(5) Ministério da saúde. Conteúdo disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/edicoes-2013/is-n-03/536-diarreia-infantil

Problema: a diarreia pode ser definida como um aumento acentuado, quer do número de dejeções, quer da diminuição da consistência (líquida). Pode ser acompanhada de vómitos, dor abdominal ou febre.

Sinais e sintomas: A diarreia pode ser: aguda – dos 5 aos 14 dias de evolução; persistente – entre os 14 e os 30 dias e crónica – após os 30 dias.

A diarreia pode ocorrer devido a: irritação ou infeção intestinal, alergia alimentar, medicamentos (especialmente antibióticos) e infeções.

As causas mais frequentes nas crianças são as gastroenterites infecciosas, causadas por vírus, nomeadamente os rotavírus,, entre outros.

Fezes abundantes, pouco consistentes ou líquidas, por vezes, com muco ou com sangue. Pode ocorrer febre, falta de apetite, cólicas fortes, perda de peso e vómitos.

Normalmente a diarreia é autolimitada e de curta duração, desaparecendo sem qualquer tipo de tratamento específico.

No entanto, a perda de água e sais pode levar a desidratação pelo que existem alguns cuidados simples que devem ser adotados:

Recomendações

No caso dos lactentes, caso apresentem diarreia, é recomendado reduzir o tempo da mamada para 5 – 10 minutos e o intervalo entre elas (2 em 2 horas);

Bebé alimentado com leite artificial: preparar o leite com a diluição habitual, mas preferencialmente com água de arroz. Para diarreias arrastadas, pode ser necessário alterar o leite do bebé para uma fórmula infantil sem lactose (durante 2-4 semanas);

Em crianças mais crescidas deve-se suspender transitoriamente os alimentos sólidos (4-6h). Nas primeiras horas a criança deve ingerir líquidos à temperatura ambiente, tais como “água chalada”, água de arroz e soluções de reidratação oral , disponíveis em farmácia. As soluções de reidratação oral são os líquidos mais aconselhados;

  • Passadas as primeiras 4 a 6 h e se a crianças estiver melhor, pode ser iniciada uma dieta ligeira lentamente com néctares de pera, biscoitos, caldo de arroz ou cenoura, carne ou peixe cozidos ou grelhados, dando preferência ao aumento do número de refeições com menor quantidade de alimentos por refeição;
  • Alimentos recomendados: caldo de cenoura, arroz e peito de frango, carne branca grelhada com puré de batata ou arroz cozido, peixe branco cozido ou grelhado com batatas cozidas, iogurte natural em vez de leite, maçã e pera cozidas, banana, papas de arroz;
  • Alimentos não recomendados: legumes verdes, verduras cruas, frutos secos, carnes e peixes gordos, fritos, molhos, doces, frutas, refrigerantes.

Deve ser consultado um médico, se a situação piorar em 48h ou não melhorar com as medidas anteriormente mencionadas. A diarreia não transitória pode ser sinal de outra patologia e por isso deve ser sempre avaliada a sua causa.

TRATAMENTO CASEIRO DA DIARREIA –

Quadros de diarreia são extremamente comuns ao longo da vida de um indivíduo. A maioria de nós apresenta ao menos um episódio de diarreia por ano. Felizmente, na maior parte das vezes, os quadros diarreicos são autolimitados, curando-se espontaneamente após alguns dias sem causar nenhum tipo de complicação.

Todavia, apesar de terem curta duração e serem relativamente benignos na maioria dos pacientes, ter um quadro de diarreia durante 3 ou 4 dias pode causar grandes transtornos na vida pessoal e/ou profissional, principalmente se o paciente estiver evacuando várias vezes por dia com curto intervalo de tempo entre as dejeções. Além disso, mesmo quadros leves de diarreia podem levar à desidratação se não forem adequadamente tratados. Isso é especialmente verdadeiro entre crianças pequenas e idosos.

Neste artigo vamos discutir quais são os tratamentos caseiros que você pode lançar mão para os quadros leves de diarreia.

Utilizaremos o termo “tratamento caseiro” de forma um pouco mais abrangente, incluindo não só os tratamentos não medicamentosos, como também a utilização de medicamentos simples, que são facilmente adquiridos sem receita médica e costumam estar presentes na farmácia caseira da maioria das pessoas com aceitável condição socioeconômica. Portanto, será considerado tratamento caseiro qualquer medida que o paciente possa tomar em casa sem precisar de contato prévio com um médico.

Antes de seguirmos com as explicações sobre o tratamento caseiro da diarreia é preciso destacar quais são os sinais de gravidade que apontam para a necessidade de uma avaliação médica e tratamento com remédios de verdade.

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Apesar da maioria das diarreias serem benignas e de curta duração, há casos mais graves que não devem ser tratadas exclusivamente com medidas caseiras.

Classificação das diarreias

As diarreias podem ser classificadas de acordo com o seu tempo de duração:

  • Aguda – 14 dias ou menos de duração.
  • Persistente – entre 15 e 30 dias de duração.
  • Crônica – mais de 30 dias de duração.

As diarreias também podem ser classificadas de acordo com as suas características clínicas:

  • Inflamatórias (disenteria) – quadros de diarreia com presença de sangue e muco (ou pus) nas fezes. Febre e intensa dor abdominal costumam estar presentes.
  • Não inflamatória – quadros de diarreia aquosa ou pastosa sem sangue, muco ou febre.

A classificação da intensidade da diarreia pode variar dependendo da fonte pesquisada, mas uma classificação aceitável é a seguinte:

  • Intensa – mais de 10 dejeções por dia.
  • Moderada – entre 3 e 10 dejeções por dia.
  • Leve – menos de 3 dejeções por dia.

O tratamento caseiro só é aceitável nas diarreias leves ou moderadas, agudas e não inflamatórias.

Qualquer diarreia prolongada, intensa ou que contenha sangue ou que venha acompanhada de febre alta ou outros sintomas deve ser avaliada por um médico.

Insistir no tratamento caseiro nestas situações só atrasa o estabelecimento de um diagnóstico e a implementação de um tratamento efetivo, facilitando o surgimento de complicações.

Sinais e sintomas que indicam gravidade

Mesmo nas diarreias agudas e não inflamatórias, o tratamento caseiro também pode não ser a melhor opção, caso o paciente apresente algum sinal de gravidade. Qualquer paciente com uma das situações abaixo deve procurar avaliação médica em vez de ficar em casa se automedicando e esperando que o quadro melhore:

  • Diarreia intensa, com mais de 4-5 dias de duração sem sinais de melhora.
  • Diarreia moderada ou intensa com sinais de desidratação (sede intensa, prostração, nítida redução da produção de urina, dor de cabeça, fraqueza, tonturas e boca muito seca).
  • Diarreia moderada ou intensa com hipotensão arterial.
  • Diarreia moderada ou intensa, associada a vômitos e incapacidade de ingerir líquidos.
  • Diarreia moderada ou intensa com mais de 3 dias de evolução em pacientes idosos ou debilitados por outras doenças.
  • Qualquer diarreia em crianças que recusam alimentação ou apresentam-se pouco ativas.
  • Qualquer diarreia em crianças com menos de 8 quilos ou 3 meses de idade.
  • Qualquer diarreia com fezes negras.
  • Qualquer diarreia associada a intensa, persistente e intratável dor abdominal ou retal.

Opções de tratamento caseiro

Antes de seguirmos em frente com o artigo, assista a este vídeo de 3 minutos produzido pela equipe do MD.Saúde sobre como preparar o soro caseiro. Ajude-nos a divulgar esse vídeo e a disseminar informações que podem salvar vidas.

Felizmente, a maioria das diarreias é de intensidade leve a moderada e não apresenta os sinais de gravidade descritos acima. Estas podem, a princípio, serem tratadas em casa, com as medidas simples que serão explicadas a seguir.

Hidratação

Em qualquer diarreia, o principal tratamento é a hidratação, já que a desidratação provocada pela perda de água nas fezes é a principal causa de complicações. Soluções que contenham água, sódio e glicose são melhores do que aquelas que água pura, pois na diarreia perdemos não só água como também eletrólitos.

Historicamente o soro caseiro sempre foi a forma de hidratação preferida para as diarreias.

Recentemente, porém, devido ao reconhecimento de que há frequentes erros na hora da preparação do soro, a Organização Mundial de Saúde passou a indicar o uso das soluções de reidratação oral previamente preparadas, que são pequenas saquetas que já vêm com as quantidades corretas de cloreto de sódio, glicose, potássio e citrato em pó para serem diluídos em um 1 litro de água. Essas soluções podem ser encontradas em farmácias e postos de saúde (costumam ser gratuitas).

Nos casos de diarreia moderada a intensa, a reposição deve ficar entre 150 e 300 mL por hora (entre 2,5 e 4,5 litros por dia enquanto o paciente estiver acordado) ou 10 mL por cada quilo de peso após cada evacuação (600 mL de soro após cada evacuação em um paciente de 60 kg). Nas crianças, o recomendado é 50 mL por quilo de peso a cada 4 horas (uma criança de 10 quilos deve consumir 500 mL de soro a cada período de 4 horas).

Explicamos o soro caseiro e a soluções de hidratação oral com mais detalhes no seguinte artigo: SORO CASEIRO – Como fazer e para que serve?

Chás, refrigerantes, isotônicos (ex. Gatorade) e sucos de fruta não são as melhores opções, mas podem até ser usados nos casos de diarreia leve, com pouca ou nenhuma desidratação.

Esses líquidos não são ideais porque contêm baixa quantidade de sódio e elevada quantidade de açúcar, o que em alguns casos pode até piorar a diarreia e causar distúrbios hidreletrolíticos no sangue, principalmente se o quadro de derreia for moderada ou intensa, e a reposição com esses líquidos for elevada.

A melhor forma de controlar a hidratação é através da urina. O objetivo é manter um bom débito urinário, com uma urina de coloração clara.

Manter-se hidratado durante um quadro de diarreia já é mais que meio caminho andado para ultrapassar a doença sem complicações. Em muitos casos, é a única medida necessária.

Os pacientes que apresentam vômitos e não conseguem se hidratar adequadamente podem utilizar medicamentos anti-eméticos, tais como a metoclopramida, cujo nome comercial mais famoso no Brasil é Plasil, para inibir os vômitos e conseguir ingerir líquidos. Nestes pacientes, a melhor tática é consumir pequenos volumes de cada vez, mas com grande frequência, de forma a não distender o estômago, que é um dos fatores que estimula o reflexo do vômito.

Se o paciente com vômitos e diarreia não consegue se hidratar, o tratamento caseiro deve ser abortado e um médico precisa ser consultado.

Dieta

Um dos grandes mitos em relação ao tratamento caseiro da diarreia é orientação de manter jejum ou consumir o mínimo possível de alimentos, limitando-se a umas poucas bolachas de água e sal.

Não há nada de errado com as bolachas de água e sal, elas são até uma boa opção para o paciente que também apresenta vômitos e não consegue consumir alimentos adequadamente.

Porém, se o paciente tiver apetite, ele não só pode, como deve tentar manter uma alimentação normal, evitando apenas gorduras, alimentos ricos em açúcar e derivados de leite (leite materno não tem problema!).

A alimentação ajuda a recuperar as células da parede intestinal que estão inflamadas e reduz o tempo de doença.

Algumas boas opções de comida durante a diarreia são: batatas, macarrão (sem molhos gordurosos), arroz, trigo, aveia, bolachas com sal, torradas, bananas, sopas, legumes cozidos, frango ou peixe grelhado. Nas crianças que ainda mamam, o leite materno é uma ótima forma de hidratação. Nos adultos que querem beber leite, a versão sem lactose pode ser tentada.

Cafeína e álcool devem ser evitados, pois podem agravar a diarreia.

Na Internet é possível encontrar dezenas de receitas de sucos, chás e misturas que supostamente são bons para controlar a diarreia. Nenhuma dessas “dicas” possui embasamento científico. Não há nenhuma evidência clara de que algum alimento, ou conjunto de alimentos, possa ser usado especificamente para curar uma diarreia.

As diarreias curam-se sozinhas, a maioria delas dentro de 3 ou 4 dias. O que você precisa é se alimentar com uma dieta que, além de hidratar, não irrite o intestino e não contenha nutrientes que são difíceis de serem absorvidos durante o quadro, como o leite, por exemplo.

Probióticos

Os probióticos (não confundir com antibióticos) são medicamentos que contêm bactérias não patogênicas, que ajudam na recolonização da flora intestinal. Os probióticos que contêm Lactobacillus ou Saccharomyces boulardii apresentam evidências científicas de serem eficazes na redução do tempo de duração das diarreias, principalmente nas crianças.

O probióticos não são exatamente um “medicamento caseiro”, mas como eles podem ser comprados sem receita médica e praticamente não possuem efeitos colaterais relevantes, acabamos por incluí-los neste artigo.

O que não fazer no tratamento caseiro

Antidiarreicos

Muitos pacientes têm em sua farmácia caseira medicamentos que inibem a motilidade intestinal e são capazes de interromper os quadros de diarreia. O mais famoso deles é a loperamida, cujo nome comercial mais conhecido é Imosec.

Apesar de ser um antidiarreico bastante efetivo, o que a loperamida faz, na verdade, não é interromper a diarreia, mas sim impedir a peristalse do intestino.

Isso significa que o paciente continua perdendo líquidos para o intestino, a única diferença é que as fezes líquidas não são eliminadas porque o intestino parou de se contrair.

A diarreia fica “estacionada”, à espera da melhora clínica e da recuperação da capacidade dos intestinos de reabsorver água.

Esse efeito na motilidade intestinal traz três consequências potencialmente perigosas, caso o medicamento não seja utilizado de forma criteriosa:

1- Uma das funções da diarreia é eliminar microrganismos e toxinas presentes nos intestinos. Se você subitamente interrompe o funcionamento do intestino e interrompe as evacuações, essas toxinas e microrganismos vão permanecer e se acumular dentro dos seus intestinos, prolongando o tempo de doença e aumentando os riscos de complicações.

2- O paciente continua a perder líquidos para os intestinos, mas como não evacua, ele não nota essa perda. A falsa sensação de cura da diarreia leva o paciente a consumir menos líquidos, o que aumenta o risco de desidratação.

3- A interrupção da peristalse pode levar ao acúmulo de fezes nos intestinos e consequente dilatação do mesmo, provocando o que chamamos de megacólon (efeito colateral raro).

Portanto, a loperamida não deve ser considerada como parte do tratamento caseiro das diarreias. O seu uso pode ser indicado, mas o correto é que o paciente só tome este medicamento após criteriosa avaliação médica. A automedicação com esse fármaco não é segura.

Antibióticos

Os antibióticos só estão indicados em um percentual pequenos dos casso de diarreia. Na maioria dos casos, os antibióticos não só são ineficazes, como ainda podem perpetuar o quadro ou provocar complicações.

Se você tiver antibióticos guardados em casa, não os utilize para tratar uma diarreia sem autorização médica.

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