Como ajudar um familiar a beber menos (com imagens)

Como Ajudar um Familiar a Beber Menos (com Imagens)

O abuso de álcool está relacionado a diversos problemas de saúde e sociais. Foto: rebcenter-moscow/Pixabay

O alcoolismo é uma doença crônica ocasionada pelo consumo excessivo de bebidas alcoólicas. Por causar dependência, a pessoa que sofre com esse problema deixa de se dedicar às suas atividades diárias para se voltar ao álcool em qualquer ocasião.

Para lembrar o Dia Nacional de Combate ao Alcoolismo, celebrado em todo 18 de fevereiro, o E+ selecionou as dez principais perguntas feitas pelos internautas sobre alcoolismo.

As respostas foram dadas pela enfermeira Vivian Toscano da Silva, supervisora técnica de saúde no Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas III, no Jardim Ângela. Administrado pelo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim (Cejam), o local oferece, entre outros atendimentos, assistência aos familiares de usuários de drogas e álcool com orientação especializada.

Confira a seguir dez perguntas e respostas sobre alcoolismo:

O que é alcoolismo?

Alcoolismo não é o termo mais adequado que se usa, porque carrega uma questão mais negativa, a sociedade olha isso como prejudicial, então chamamos de dependência de álcool.

A dependência de álcool é quando a pessoa que faz uso frequente de álcool começa a diminuir as ações diárias dela.

Por exemplo: antes trabalhava e começa a faltar, estudava, mas abandona o estudo, começa a ter conflitos na família e a não dar conta de tudo o que é do cotidiano.

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Dependentes de álcool abandonam progressivamente os prazeres e atividades cotidianas da vida. Foto: jarmoluk/Pixabay

Quais os sintomas do alcoolismo?

Socialmente, conflitos na família e problemas no trabalho. Outra coisa é quando a pessoa começa a restringir toda a atividade social em detrimento do uso de álcool, não vai mais a encontros, não participa de festas, só vai aos locais onde tem álcool.

Fisicamente, ela pode sentir tremor de extremidades pela manhã, tontura e cãibra em qualquer região do corpo. Ela se sente muito mal quando está sem álcool e quando levanta pela manhã precisa da primeira dose, não por prazer, mas para diminuir o mal-estar. A pessoa pode ainda ter náusea, vômito e, em alguns casos, até crise convulsiva.

Há sintomas afetivos também, como irritabilidade, ansiedade, fraqueza, depressão e de sensopercepção, como ilusões e alucinações.

Quais as consequências do alcoolismo?

No longo prazo, pode causar perda de memória, doenças hepáticas, cirrose e desnutrição, deficiência de vitaminas porque não se alimenta direito.

Há complicações no pâncreas e alterações gastrointestinais. O álcool é um carboidrato e, dentro do organismo, vai reduzir a fome, e a pessoa vai cada vez mais beber do que se alimentar.

Nos homens, pode causar impotência sexual.

Como é feito o tratamento para alcoolismo? Existe remédio?

Existe um medicamento que é o antietanol, o único que realmente combate o álcool. Mas os médicos dão esse medicamento apenas em alguns casos porque, com ele, o paciente bebe menos e pode passar muito mal, o que leva a um problema grave de saúde.

O antietanol é prescrito quando o médico tem confiança de que o paciente não vai fazer uso de álcool junto, ele inclusive assina um termo em que sabe dos riscos de juntar os dois. Outros medicamentos vão tratar os sintomas, como ansiolíticos e antidepressivos.

O diazepam, por exemplo, é usado apenas nos primeiros dias de tratamento, durante a desintoxicação, porque, dentro do organismo, ele compete com o álcool.

Alcoolismo tem cura? Ou a pessoa sempre corre o risco de ter uma recaída?

No alcoólicos anônimos, a gente usa uma frase que é: 'só por hoje'. Quando o paciente já tem o diagnóstico, ele tem uma mudança no cérebro chama neuroplasticidade. O cérebro já conheceu aquela substância e mesmo se depois de dez, 20 anos a pessoa tiver contato com álcool, o cérebro vai desencadear sintomas, chamados de tolerância.

A pessoa não vai conseguir ficar só em uma dose e vai querer 'tirar o atraso'. Pensando nisso, a cura está em não beber. Hoje, a gente lida com redução de danos, e a medicação para reduzir o consumo é prescrita até a pessoa parar de beber. É diferente daquele que só abusa do álcool e não é dependente, consegue ficar uma semana sem beber.

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Uma dose de bebida alcoólica por dia não indica dependência, mas há chances de se tornar. Foto: rawpixel/Pixabay

Quem bebe cerveja todos os dias é alcoólatra?

Não necessariamente. Não podemos determinar só pela frequência e quantidade consumidas. O diagnóstica inclui parte do social também.

Quanto mais o paciente não dá conta, não consegue trabalhar, tem a vida comprometida, mais tem inclinação para ser dependente. Mas há questionário em que se apresentar três de sete critérios já pode considerar dependente de álcool.

Por outro lado, há chance de em uma dose de vinho ou de whisky por dia desenvolver dependência.

Como identificar um dependente de álcool?

Identifica-se pelos prejuízos sociais, principalmente, mas também pela pessoa que se separa da família, não aguenta mais, perdeu o emprego, largou o estudo. Um dos sintomas da dependência é o abandono progresso dos prazeres e dos interesses alternativos, ou seja, de tudo o que faz na vida. 

A própria pessoa consegue identificar que está se tornando dependente do álcool?

É muito difícil acontecer. A pessoa tem a ilusão de que vai parar quando quiser, mas, normalmente, não são todos os casos. Ela sofre uma pressão psicológica por parte das pessoas ao redor para parar de beber, mas essa percepção é subjetiva, que ela nega.

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O dependente de álcool dificilmente percebe que o caso tornou-se patológico. Foto: rebcenter-moscow/Pixabay

Há tipos de alcoólatras?

Temos casos leves, moderados e graves. Quem convulsiona é considerado o mais grave. Os outros dois são mais perceptíveis durante a entrevista. Aquele que percebe e ainda está no trabalho, tem problemas, mas está seguindo é leve. O moderado muitas vezes já perdeu o emprego e o grave, além de tudo isso, tem sintomas clínicos mais graves.

Como ajudar um dependente de álcool?

Tem de ser sutil, com alertas em forma de perguntas. Por exemplo: “Você já percebeu que perdeu o emprego por causa do álcool?”. Tem de ser de forma respeitosa e menos invasiva, respeitando a pessoa no seu dia a dia, 'colocando a pulga atrás da orelha'.

Quanto a tratamento, perguntar se ela já pensou em parar de beber, mostrar as consequência da bebida na vida dela. Tem de fluir com a pessoa, fazendo-a perceber os prejuízos de forma gradual. A intenção é fazer refletir.

Quando a pessoa percebe e aceita que precisa de tratamento, tem de levá-la na hora [a um centro de ajuda], pois ela pode ter o sintoma da ambivalência, em que quer e ao mesmo tempo não quer parar de beber.

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Guia alerta sobre consumo precoce de bebidas alcoólicas entre jovens

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No Norte e Nordeste do país, a preferência é pela cerveja, seguida do vinho. Preferência varia de acordo com a região -Marcelo Camargo/Agência Brasil

A ingestão precoce de álcool é a principal causa de morte de jovens de 15 a 24 anos de idade em todas as regiões do mundo. O dado está no Guia Prático de Orientação sobre o impacto das bebidas alcoólicas para a saúde da criança e do adolescente, lançado pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).

Às vésperas do carnaval, período em que há forte estímulo para a ingestão de bebidas alcoólicas, o principal objetivo do documento é alertar pediatras, pais, professores e os próprios adolescentes para os prejuízos do consumo precoce.

A iniciativa é do Departamento de Adolescência da SBP, que pretende mobilizar entidades, educadores, familiares que atuam com crianças e adolescentes na prevenção do uso de álcool na fase de desenvolvimento e promover hábitos saudáveis entre os jovens.

“Estamos agora, antes do carnaval, lançando esse manual de orientação, mostrando os danos do uso precoce do álcool.

De fato, as crianças e os adolescentes precisam de orientações seguras para melhorar a qualidade de vida e seus hábitos, porque sabemos que há uma exposição prejudicial deles ao álcool e às drogas”, explica a pediatra Luciana Silva, presidente da Sociedade Brasileira de Pediatria.

Segundo estudos científicos citados no guia, quase 40% dos adolescentes brasileiros experimentaram álcool pela primeira vez entre 12 e 13 anos, em casa. A maioria deles bebe entre familiares e amigos, estimulados por conhecidos que já bebem ou usam drogas. Entre adolescentes de 12 a 18 anos que estudam nas redes pública e privada de ensino, 60,5% declararam já ter consumido álcool.

As pesquisas mostram que o tipo de bebida mais consumida entre os jovens varia de acordo com a região.

No Norte e Nordeste do país, a preferência é pela cerveja, seguida do vinho, enquanto no Centro-Oeste, Sudeste e Sul há consumo maior de destilados, como vodca, rum e tequila.

Essas últimas, geralmente são mais consumidas em “baladas”, onde é comum a mistura de álcool a outras bebidas não alcoólicas, como refrigerantes ou sucos.

Consequências

Os médicos ressaltam que quanto menor a idade de início da ingestão de bebida alcoólica, maiores as possibilidades de se tornar um usuário dependente ao longo da vida.

De acordo com pesquisas, o consumo antes dos 16 anos aumenta significativamente o risco de beber em excesso na idade adulta. “O indivíduo adolescente está numa idade em que parte do cérebro ainda está se formando e que o comportamento impulsivo é muito grande.

Quem bebe precocemente tem muita chance de usar o álcool de forma abusiva na vida adulta”, explicou Luciana Silva.

Para especialistas, o consumo precoce pode levar a uma série de consequências nocivas. Os adolescentes que se expõem ao uso excessivo de álcool podem ter sequelas neuroquímicas, emocionais, déficit de memória, perda de rendimento escolar, retardo no aprendizado e no desenvolvimento de habilidades, entre outros problemas.

O custo social do uso abusivo de álcool também é elevado. Os adolescentes ficam mais expostos a situações de violência sexual e tendem a apresentar comportamento de risco, como praticar atividade sexual sem proteção, o que pode levar à gravidez precoce e à exposição a doenças sexualmente transmissíveis.

O alcoolismo entre 12 e 19 anos também eleva a probabilidade de envolvimento dos jovens em acidentes de trânsito, homicídios, suicídios e incidentes com armas de fogo. “A mortalidade nessa faixa etária está intimamente ligada ao consumo precoce do álcool”, alerta a pediatra.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 2,5 milhões de pessoas morrem a cada ano no mundo devido ao consumo excessivo de álcool. O índice chega a 4% do total da mortalidade mundial e é maior do que as mortes registradas em decorrência da aids ou tuberculose.

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O guia traz ainda dados de pesquisas internacionais que mostram que nos Estados Unidos, a bebida alcoólica está mais associada à morte do que todas as substâncias psicoativas ilícitas, em conjunto. Segundo o manual, os acidentes automobilísticos associados ao álcool são a principal causa de morte entre jovens de 16 a 20 anos, mais que o dobro da prevalência entre os maiores de 21 anos.

Propaganda enganosa

Os especialistas que elaboraram o documento afirmam que o consumo de álcool e drogas durante a adolescência está associado a vários fatores, como a sensação juvenil de onipotência, o desafio à estrutura familiar e social, à curiosidade e impulsividade, necessidade de aceitação, busca de novas experiências e baixa autoestima.

O documento chama a atenção para a forte influência de amigos que usam drogas e de um ambiente familiar conturbado e desestruturado como fatores determinantes para o envolvimento precoce de crianças e adolescentes com o álcool. Segundo a SBP, além dos fatores individuais de predisposição juvenil, colaboram ainda o fácil acesso às bebidas no Brasil e o marketing que associa o álcool a prazer, sucesso, beleza e poder.

A entidade defende que propagandas dessa natureza, em qualquer veículo, sejam completamente proibidas. E que haja mais investimento em campanhas de prevenção que mostrem as reais consequências e malefícios do consumo de álcool e drogas, já que a falta de informação é apontada como outro fator que propicia o uso abusivo dessas substâncias.

Crime

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, regulamentado pela Lei 13.

106/ 2015, vender ou oferecer bebida alcoólica para menores de 18 anos é crime que pode resultar em detenção de dois a quatro anos do vendedor, aplicação de multa de até R$ 10 mil ou interdição do local de venda.

A lei não limita as punições aos comerciantes. Qualquer adulto, inclusive familiares ou amigos que oferecem bebidas alcoólicas a criança ou adolescente, está sujeito às sanções.

A legislação brasileira também restringe o horário de veiculação de propagandas de bebidas alcoólicas em emissoras de rádio e televisão. Segundo a Lei 9.294 (1996), propagandas de incentivo ao consumo de álcool só podem ser exibidas das 21h às 6h e não devem estar associadas à ideia de maior êxito e desempenho em qualquer atividade, como esporte, condução de veículos ou sexualidade.

A Sociedade Brasileira de Pediatria ressalta, contudo, que no Brasil a falta de aplicação da lei e a permissividade das famílias têm estimulado o consumo precoce de álcool.

“É absolutamente indispensável que o governo e as escolas estejam mais atentos e ampliem suas ações, porque ainda são incipientes.

É necessário que seja proibida a propaganda do álcool na TV, a venda de álcool para menores de 18 anos, que seja proibida toda essa veiculação de beleza com cerveja, porque cerveja também é álcool”, alerta Luciana Silva.

Recomendações e prevenção

Diante das graves consequências do uso abusivo do álcool na infância e na adolescência, a Sociedade Brasileira de Pediatria faz diversas recomendações aos médicos, educadores e familiares. Entre outros pontos, a entidade defende o fortalecimento da articulação entre as áreas de saúde e de educação para promover ações que estimulem hábitos mais saudáveis.

A SBP destaca a participação escolar, dos médicos e a estruturação do ambiente doméstico como estratégias de proteção da criança e do adolescente. Por meio do diálogo e do estabelecimento de limites, a família, o pediatra e educadores podem ser agentes relevantes na prevenção do alcoolismo precoce, segundo o guia.

Para a Sociedade Brasileira de Pediatria, a responsabilidade na proteção dos jovens é compartilhada pelos pediatras, que podem orientar os pacientes não só com questões relacionadas à saúde, mas também à educação e ao comportamento.

O guia recomenda que, durante as consultas, o profissional se mostre aberto às dúvidas e aos questionamentos dos jovens e a ouvir as demandas dos pacientes sem julgá-los, além de trazer esclarecimentos e apontar caminhos de prevenção.

“Os pediatras têm papel como educadores e orientadores das famílias, no sentido de mostrar as consequências reais e os danos a curto e longo prazo”, acrescenta a médica.

Aos pais e familiares, a SBP recomenda a não ingestão de álcool durante os períodos de gestação e amamentação, a não exposição de crianças ao uso de bebidas alcoólicas em festas familiares ou outras situações sociais e, principalmente, a orientar e conversar com os filhos sobre os riscos do consumo precoce.

As recomendações incluem ainda a responsabilidade dos gestores públicos, nas esferas municipal, estadual e federal, principalmente na restrição da oferta de bebidas aos adolescentes e no aumento da fiscalização da idade mínima, de 18 anos, permitida para beber.

Os especialistas sugerem o aumento de impostos e dos preços das bebidas, bem como a proibição das propagandas alusivas, além de investimento maciço em projetos de prevenção nas escolas, na promoção de hábitos saudáveis e de valorização da vida, entre outros.

Seguindo as diretrizes da Organização mundial da Saúde, a SBP sugere que a questão do uso do álcool e das drogas seja tratada como um problema de saúde pública. “Para nós, é indispensável o acesso à informação.

Precisamos de medidas mais sérias, vindas do governo e de campanhas nas escolas, para que as crianças e os adolescentes se informem de que não devem se expor a volumes muito grandes de bebidas e drogas nessa faixa etária, destaca Luciana Silva.

Unifesp lança site para ajudar gente que exagera no consumo de álcool

A Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) lançou nesta quinta-feira (6) um site interativo voltado principalmente para pessoas que fazem uso de risco do álcool. Chamado de Informálcool (www.

informalcool.org.

br), a iniciativa tem o apoio da Organização Mundial da Saúde (OMS) e a parceria de pesquisadores de outros de três países (México, Bielorrússia e Índia), que também acabam de criar sites semelhantes.

Cerca de 12% da população brasileira sofre com a dependência de álcool. Para essas pessoas, existem instituições que oferecem tratamento nas redes pública e privada.

Mas uma parcela maior de usuários de álcool – aproximadamente 18% dos brasileiros – tem um perfil de consumo considerado de risco (veja tabela abaixo).

É gente que exagera na bebida quando sai com os amigos, por exemplo, ou não consegue ficar uma semana inteira sem beber algumas doses.

Segundo a professora Maria Lucia Formigoni, chefe do departamento de psicobiologia da Unifesp, essas pessoas também podem vir a sofrer as consequências do consumo excessivo, como cirrose hepática, hipertensão, certos tipos de câncer e doenças neurológicas, para não falar no risco de sofrer acidentes e passar por situações embaraçosas. No entanto, esses consumidores não acham que têm um problema sério que justifique procurar um especialista ou um grupo de autoajuda. É justamente esse público que o site pretende alcançar.

O Informálcool permite ao usuário fazer testes de avaliação do consumo de bebida alcoólica, definir metas de redução de uso e trocar ideias com outras pessoas em fóruns mediados por profissionais. Basta se inscrever, de preferência com um e-mail que não exponha a identidade, embora a confidencialidade seja garantida. O serviço é gratuito.

A partir do diagnóstico obtido nos testes, a ferramenta oferece ao usuário um programa online de seis semanas (chamado de Beber Menos) para reduzir o consumo de álcool, ou, se for o caso, parar de beber.

“O objetivo é fazer com que pessoas que fazem uso de risco consigam reavaliar seu consumo e, assim, impedir que elas evoluam para a dependência”, explica Formigoni.

Os usuários que já apresentam quadro de dependência também podem participar, mas a eles é recomendado buscar ajuda presencial.

Quando o uso de álcool é considerado de risco?

  • Para mulheres, é considerado seguro consumir no máximo 1 dose de álcool por dia (ou 2 em uma ocasião especial), mas não todos os dias da semana e no máximo 7 doses por semana (não de uma vez); para homens, o limite é de 2 doses por dia (ou 4 em uma ocasião especial), mas não todos os dias da semana e no máximo 14 doses por semana (não de uma vez)
Evite comprar bebidas alcoólicas em grande quantidade ou compre bebidas com um baixo teor alcoólico, como, por exemplo, uma cerveja “light” ou vinho branco
Procure aumentar o consumo de bebidas não alcoólicas entre uma dose e outra de álcool
Coma antes de ingerir bebidas alcoólicas
Não beba após a meia-noite porque isto pode prejudicar o sono
Aprenda a dizer “não, obrigado” e respeite o “não” dos outros

De acordo com a especialista, o ponto de partida para o projeto foi um projeto semelhante feito na Holanda, com bons resultados.

Após o programa online de seis semanas, 17% dos usuários do site conseguiram diminuir o consumo de bebida alcoólica, em comparação com 5,4% do grupo controle, que não usou a ferramenta e só recebeu material informativo.

Quem usou o site também conseguiu uma redução bem maior na quantidade de álcool ingerida.

A plataforma também oferece informações, estudos e dados de legislação sobre uso de álcool no Brasil e no mundo, por isso será útil para profissionais de saúde que trabalham na área. Além disso, há uma área direcionada a familiares de usuários, com dicas de como abordar o assunto e oferecer ajuda.

A professora da Unifesp conta que, no ano que vem, a equipe espera aproveitar as informações obtidas com o uso do site em pesquisas sobre consumo de álcool. Alguns usuários, inclusive, deverão ser convidados a participar de um estudo que incluirá o atendimento por telefone.

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Além de ter apoio da OMS, o site é bancado pela Associação Fundo Iniciativa em Pesquisa (Afip). Participam do projeto, além da equipe da Unifesp, profissionais da Universidade Federal de Juiz de Fora e da Universidade Federal do Paraná. 

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Site ajuda dependentes a largarem o álcool

Uma nova ferramenta gratuita e interativa pode ajudar dependentes de álcool e familiares em todo o Brasil. O programa Beber Menos do site Informálcool (www.informalcool.org.

br/bebermenos) concluiu após um ano a fase de testes e está disponível ao público.

Os usuários podem se cadastrar de forma anônima e, a partir de informações individualizadas, recebem autoavaliações que podem levá-los a reduzir o consumo de bebidas e até parar de beber.

Segundo a coordenadora do programa no Paraná, Roseli Lacerda, que é professora da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o site utiliza técnicas da psicoterapia cognitiva e da entrevista motivacional.

Também há informações para pesquisadores e políticos realizarem ações contra o uso abusivo de bebidas alcoólicas.

O programa, mantido por voluntários, é resultado de uma parceria entre a UFPR, a Organização Mundial da Saúde (OMS), pesquisadores do México, Índia e Bielo-Rússia e docentes da Unifesp e UFJF.

O site já teve cerca de 50 mil acessos – a maioria de pesquisadores – e cerca de 200 pessoas já tiveram redução do álcool com ajuda do site.

Roseli esclarece que o sistema é capaz de gerar um alerta ao usuário sobre as situações de maior risco de consumo excessivo a partir de informações que ele forneceu sobre os períodos, locais e companhias em que bebe com maior frequência e quantidade, levando também em consideração seus sentimentos nestas ocasiões e tipos de bebidas consumidas.

AUMENTO

Ela afirma que um estudo com site semelhante demonstrou um aumento de 3,6 vezes nas chances de sucesso em comparação com quem não utilizou este tipo de ferramenta. O sistema gera gráficos ilustrativos de cada uma dessas situações e ajuda a criar estratégias para evitá-las. Também são geradas metas para a redução do consumo baseado nas informações individualizadas.

“A ideia no futuro é ter um profissional de plantão para realizar atendimento virtual aos usuários”, informa Roseli. Ela ressalta ainda a necessidade de apoio do poder público para que a ferramenta possa ser utilizada por um maior número de pessoas. “O site pode auxiliar o dependente de álcool que já está sendo tratado em um Centro de Atenção Psicossocial (Caps)”, exemplifica.

LISTA

Dentre as avaliações que consta no sistema, destaca-se uma lista que o usuário faz depois de uma situação em que ele considere que bebeu excessivamente, indicando que pensamentos o levaram a perder o controle e que pensamentos teriam ajudado a evitar aquela situação. O objetivo é oferecer saídas que possam ajudar o usuário a se fortalecer frente às situações que envolvem a bebida.

“Muitas pessoas têm vergonha de seus problemas. Essa ferramenta contribuiu para ele [o usuário] dar um passo em sua ajuda. As famílias podem procurar o sistema para ajudar seus entes queridos”, afirma Roseli.

O site também possui seções especificas para atender cada tipo de público, como familiares, usuários, profissionais da saúde e pesquisadores.

Estudo descobre a relação entre genética e alcoolismo

PO
Paloma Oliveto

Basta uma latinha de cerveja para que algumas pessoas sintam os efeitos desagradáveis do álcool. Ao mesmo tempo, muita gente é capaz de beber a noite inteira e só começar a enrolar a fala, perder o equilíbrio e esquecer a autocrítica quando o bar já está fechando. Essas últimas, de acordo com a ciência, são as mais propensas a se viciar.

Entender por que isso acontece seria o primeiro passo para a busca de uma cura efetiva para o alcoolismo. A descoberta acaba de ser feita por uma equipe de pesquisadores da Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, financiada pelo Instituto Nacional de Abuso de Álcool e Alcoolismo do país.

O segredo está em um dos cerca de 25 mil genes que compõem o organismo. Todo ser humano tem 23 pares de cromossomos — um, herdado da mãe, e o outro, do pai. Em 12% da população, ocorre uma mutação no gene CYP2e1, que metaboliza o álcool no cérebro, e, em vez de duas cópias, essas pessoas possuem apenas um cromossomo — ou, em alguns casos, três.

Foi nessa variante que os cientistas encontraram a resposta para a questão sobre a tendência ao vício. O principal autor do estudo, publicado ontem na edição on-line da revista especializada Alcoolismo: pesquisa clínica e experimental, reconhece que muitos trabalhos anteriores já haviam feito uma ligação entre genética e alcoolismo.

Ele afirma, porém, que dessa vez os resultados são mais conclusivos. “Nossa descoberta identificou uma variação genética que tem uma participação na doença muito mais forte que as mutações dos outros genes já descritos”, disse o geneticista Kirk Wilhelmsen, Ph.D. e professor da Universidade da Carolina do Norte.

“A única descoberta que se equipara à nossa é a de que algumas pessoas que reagem rapidamente à bebida possuem mutações nas desidrogenases álcool e aldeído (tipos de enzima), o que faz com que não gostem de beber. A maior parte dos indivíduos que têm essa reação de aversão ao álcool são provenientes da Ásia”, explica.

De acordo com Wilhelmsen, em vez de pesquisar o mecanismo do alcoolismo, a equipe resolveu estudar o porquê de algumas pessoas desenvolverem o hábito de beber mais do que as outras quando começam a experimentar o álcool.

“Por um estudo prévio, já sabíamos que indivíduos que têm um nível de resposta menor ao álcool na primeira vez em que bebem possuem muito mais tendência de se tornar alcoólatras no futuro. E uma boa parte da razão de algumas pessoas serem mais sensíveis ao álcool é justamente a variante na CYP2e1”, diz.

Os testes

No estudo, a equipe avaliou mais de 100 pares de irmãos, na idade colegial, cujo pai ou cuja mãe (ou mesmo ambos) eram alcoólatras. Primeiro, os participantes receberam uma mistura de álcool granulado com refrigerante, equivalente a três doses de bebida. Então, eles foram perguntados em intervalos regulares como se sentiam: bêbados, normais, com sono ou sem sono. Depois, os cientistas fizeram análise em uma região genética que, aparentemente, influencia a forma como os estudantes percebem o álcool. Essa região é a “casa” do CYP2e1, que fica alojado na ponta do cromossomo 10 e já é conhecido por sua associação com o alcoolismo. Há tempos, o gene desperta o interesse dos pesquisadores, porque ele codifica uma enzima que é capaz de metabolizar o álcool. A maior parte do álcool é metabolizada no corpo por outra enzima, a deidrogenase álcool, que trabalha no fígado. Já o CYP2e1 age diretamente no cérebro, gerando radicais livres, que danificam as células cerebrais, provocando os efeitos do álcool no organismo. “Descobrimos que uma versão específica do CYP2e1 deixa as pessoas mais sensíveis ao álcool, e agora estamos estudando se isso deve-se ao fato de a mutação fazer com que mais radicais livres sejam gerados”, diz Wilhelmsen. “Essa descoberta é interessante, porque descreve um mecanismo completamente diferente de como percebemos o álcool ao bebermos.” Ele afirma que o modelo convencional basicamente diz que o álcool afeta a forma como os neurotransmissores (moléculas que se comunicam com os neurônios) fazem seu trabalho. “Mas nossa pesquisa sugere que isso é muito mais complexo”, garante. De acordo com o cientista, sozinho, o CYP2e1 não pode determinar se um indivíduo vai se tornar alcoólatra, pois fatores comportamentais e ambientais têm um papel importante na doença. Mas, como as pessoas que possuem a mutação genética, que pode ser detectada por um exame de DNA, ficam mais sensíveis ao álcool e tendem a evitá-lo, o entendimento desse mecanismo é uma forte promessa para o tratamento do alcoolismo. “Já existem drogas capazes de induzir o CYP2e1 a produzir mais enzimas, o que deixa as pessoas mais sensíveis ao álcool e menos propensas a beber muito. É possível, então, usar essas drogas para modificar o comportamento abusivo dos indivíduos”, explica Wilhelmsen.

Alterações na química cerebral

Outra pesquisa publicada na edição de ontem da revista Alcoolismo: pesquisa clínica e experimental também sugere a associação da doença com os genes. O estudo, realizado com ratos de laboratório, comparou a resposta dos animais à bebida com base em duas variantes genéticas. Parte das cobaias não tinha um gene específico para um receptor cerebral que responde à dopamina, o neurotransmissor que desencadeia a sensação de prazer e recompensa. A outra linhagem de ratos era geneticamente normal. A longo prazo, os cientistas do Laboratório Nacional Brookhaven observaram que, nos ratos cujo gene D2 havia sido suprimido, o álcool provocou mudanças significativas na área do cérebro envolvida com o alcoolismo e com o vício. “Esse estudo mostra que os efeitos do consumo crônico do álcool na química cerebral são criticamente influenciados pela genética do indivíduo”, diz, na apresentação, o principal autor, Panayotis Thanos, neurocientista do Instituto Nacional de Alcoolismo e Abuso do Álcool dos Estados Unidos.

“Nossa descoberta pode ajudar a explicar como o perfil genético de uma pessoa pode interagir com o ambiente — no caso, o uso crônico da bebida — para produzir essas mudanças apenas em alguns indivíduos, sem provocá-las naqueles menos vulneráveis geneticamente”, afirma o pesquisador. O trabalho suporta a ideia que o mapeamento genético pode fornecer às pessoas informações importantes para que elas entendam os riscos antes de decidir se vão ou não consumir o álcool. (PO)

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  • Três perguntas para Kirk Wilhelmsen, pesquisador da Universidade da Carolina do Norte

Muitas pesquisas sobre variantes genéticas e álcool têm sido publicadas. Qual o diferencial do seu estudo?

Você está certa ao dizer que muitas variáveis em outros genes têm sido vinculadas ao alcoolismo e comportamentos associados. Nossas descobertas identificaram uma variação no gene CYP2e1 que traz efeitos muito mais fortes do que os reportados na maioria dos outros genes. A única descoberta comparável é que algumas pessoas que desenvolvem repulsa quando bebem têm variações na deidrogenase álcool, o que as leva a não beber. A maior parte das pessoas que têm essa reação são procedentes da Ásia. Em vez de investigar o desenvolvimento do alcoolismo, nós temos estudado o motivo pelo qual algumas pessoas podem beber mais que outras depois da primeira vez que experimentam o álcool. De um estudo anterior, sabíamos que pessoas com baixo nível de resposta ao álcool na primeira vez que experimentam têm maior tendência de se tornarem alcoólatras no futuro. Uma grande parte da explicação do porque algumas pessoas são mais sensíveis ao efeito do álcool do que outras vem das variantes da enzima CYP2e1.

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O fato de ter o gene sem alterações significa que a pessoa é forte candidata ao alcoolismo?

O efeito do CYP2e1 não é tão grande, sozindo, para predizer se um indivíduo vai se tornar alcoólatra. Ele pode predizer se um indivíduo será mais ou menos sensível ao efeito do álcool quando começar a beber. O conhecimento do funcionamento do CYP2e1, que, ao contrário de outras enzimas, metaboliza o álcool no cérebro, nos diz o que nosso cérebro sente quanto bebemos. Quando mais CYP2e1 é produzido, mais radicais livres são produzidos no cérebro. Além disso, podemos prever que a mitocôndria será menos hábil na produção da ATP, a energia formada dentro das células, quando o álcool é metabolizado pelo CYP2e1.

O que se pode esperar de resultados práticos, a partir da pesquisa?

Cada um de nós carrega pares de cromossomos, sendo que um é da mãe e o outro é do pai. Em 12% da população, em vez de o gene CYP2e1 ter duas cópias, ele possui apenas uma, ou então três. Há espécies de gene CYP2e1. Uma dessas produz mais enzimas do qeu outra. Pessoas que têm essa espécie, o que pode ser detectado pelo exame de DNA, serão mais sensíveis ao álcool. Drogas já existentes no mercado podem induzir o gene a produzir mais enzimas, o que faria as pessoas mais sensíveis ao álcool e, portanto, menos propensas a beber demais. É possível que, usando essas dorgas, o comportamento das pessoas possa ser modificado.

Quais são os problemas que a bebida alcoólica pode causar em nossa vida?

Segundo uma pesquisa da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) em 2015, cerca de 73,9 entre 100 homens morreram por doenças relacionadas a bebidas e cerca de 11,7 entre 100 mil mulheres também morreram pela mesma causa.

Esse e outros dados alarmantes relacionados ao alcoolismo deviam fazer as pessoas pensarem duas vezes antes de ingeri-las, porém, não é isso que acontece, a cada ano aumenta ainda mais os números de pessoas que bebem em excesso.

Esses dados não pertencem apenas aos adultos, os jovens e adolescentes também estão se tornando refém da bebida, principalmente entre os adolescentes de 15 a 19 anos, chegando a ser maior que o vício em drogas.

Podemos usar como exemplo o fato de 14 mil crianças e adolescentes terem suas mortes relacionadas ao uso abusivo de álcool, todas elas contendo menos de 19 anos, diante disso, fica claro que a dependência do álcool precisa ser combatida.

Uma das piores doenças oriundas do álcool para o ser humano é a cirrose, sendo a mais comum entre os alcoólicos. Não se trata de uma doença causada apenas pelo uso da bebida alcoólica, porém o seu uso contribui para que suas chances aumentem significativamente.

A cirrose consiste em uma séria inflamação que ataca o fígado, ficando totalmente coberto de cicatrizes ocasionadas por ferimentos resultantes do álcool.

Quando identificada ainda no começo é possível ser tratada, inibindo a falência geral dos órgãos, porém, o paciente não poderá mais tomar nada que tenha álcool, caso contrário o caso será irreversível e poderá levar a morte.

As doenças não são o único ponto negativo causado pelo álcool, as agressões, os acidentes domésticos e também os acidentes de trânsito são comuns para este perfil.

O Cebrid apresenta dados preocupantes em relação a agressões domésticas, em geral 83% dos agressores estavam embriagados durante o ato.

O álcool é uma substância que prejudica os neurônios com a falta de comunicação, então a pessoa perde o controle de seus atos e faz com que cada vez mais fatos como mortes e lesões graves sejam mais frequentes nos ambientes familiares.

Muitas vezes as pessoas não conseguem se lembrar do que fizeram no dia anterior enquanto estavam alcoolizadas, isso se chama síndrome de Blackout que acarreta uma espécie de amnésia por causa da intoxicação alcoólica, fazendo com que a comunicação dos neurônios e o armazenamento de novas informações sejam lesados e pare de registrar os acontecimentos enquanto estiver com o efeito do álcool.

É fato que uma pessoa não se torna alcoólatra de um dia para o outro, por isso o alcoolismo é dividido em três estágios, o primeiro se trata de quando o indivíduo bebe apenas para socializar, se chama fase de adaptação e é nela que irá começar a gostar da bebida gradativamente.

O segundo estágio é a tolerância, onde oalcoólatra não consegue ficar embriagado prontamente, pois o sistema nervoso central já se adaptou ao álcool e já não sente mais os impactos da bebida.

O terceiro estágio é o pior de todos, pois é onde a pessoa já criou uma dependência completa e possui a síndrome de abstinência, sofrendo recorrentemente por ficar algum período sem consumir a bebida e é onde ocorre a degradação física, moral e social.

Quando ocorre o terceiro estágio a pessoa próxima ao indivíduo consegue perceber o que está havendo, porém muitas vezes a própria pessoa não consegue aceitar que se tornou um alcoólatra por achar que não apresenta algum sinal que comprove isso, mas existem muitos sinais capazes de indicar, são eles:

  • Perda de memória constantemente;
  • Apresentam sintomas de paranoia e alucinações;
  • Ficam agressivos após ingerir o álcool;
  • Preferem a bebida mesmo que estejam perdendo coisas importantes como o emprego e o laço familiar;
  • Sempre inventam alguma desculpa para poder beber;
  • Afastam-se de pessoas e ambientes que frequentava;
  • Comem e dormem muito mal;
  • Bebem sem nenhum motivo evidente;
  • São fadados a beber todos os dias, sem exceção;
  • Não frequentam lugares onde não podem beber;
  • Possuem dificuldades em parar de beber depois que começam;
  • Exibem sintomas de abstinência quando ficam por um longo período sem beber.

O alcoolismo é uma doença muito difícil e complicada, principalmente para quem quer se livrar dela, diante disso, durante o tratamento pode haver recaídas e está tudo bem, quando a pessoa aceita que se tornou um alcoólico e que precisa de ajuda já significa uma evolução muito grande, a luta contra o alcoolismo é repleta de fases, e você já venceu a primeira.

Quando se tenta fazer um tratamento e você percebe que não aguenta mais a pressão da abstinência por conter diversas fases de sofrimentos como tremores, taquicardia, hipertensão, vômitos, náuseas e terá que se sujeitar a uma recaída não precisa significar que a luta está perdida, é importante tentar novamente, sempre é possível recomeçar. Porém, o recomeço deve ser feito com pensamento positivo e com foco total no sucesso, é essencial resistir.

Pensar em todos os benefícios que parar de beber trará para a sua vida, isso é muito importante para que você tenha mais motivação para seguir em frente com o tratamento.

Relatos reais apontam que quando não se ingere mais a bebida alcoólica o corpo agradece e te retribui de inúmeras formas, você passa a dormir melhor, vai comer menos e isso ajudará a redução de gordura corporal, além de melhorar a absorção de nutrientes através de alimentos, a sua pele também irá melhorar consideravelmente.

Entre os malefícios já citados existem outros iguais o alcoolismo, que são difíceis de tratar e muitas vezes fazem a pessoa desistir de si própria por não aguentar conviver com mais de um problema.

Como a obesidade, depressão, ansiedade, AVC, infertilidade, lesões irreversíveis, deformidades, anorexia, trombose, demência, entre outros que contribuem ainda mais para que a pessoa não lute pela própria vida e isso é uma das causas que aumentam os números de suicídio e óbito precoce.

O que também aumenta o nível disso são as doenças causadas ou precipitadas pelo álcool, sendo muitas delas irreversíveis por serem silenciosas e que diminui bastante a capacidade do organismo contribuir para uma ótima qualidade de vida.

Essas doenças são a cirrose hepática, hepatite alcoólica, cânceres, pancreatite, problemas cardiovasculares, disfunção erétil, imunidade baixa, demência de Korsafoff, polineuropatia alcoólica, neuropatia periférica, disfunções imunológicas e sexuais, gastrite, infarto, pelagra, entre outros.

Esses males precisam especificamente de acompanhamento médico para ser tratados, seja à base de medicamentos ou não, o uso de medicamentos por conta própria é perigoso, por isso deve-se sempre consultar um médico para que ele possa receitar a melhor opção para você e fazer uma assistência capaz de identificar se o remédio está dando certo, se não está prejudicando nenhum dos seus órgãos ou causando alguma alergia em seu corpo.

O tratamento para essas e outras doenças sempre necessitará de acompanhamento de um especialista para não haver nenhuma complicação maior. Para o caso de tratamento contra o alcoolismo, uma ótima opção de medicamento são os naturais, são campeões de venda por não apresentarem contra indicações e auxiliar no combate ao álcool e na reposição de nutrientes perdidos.

O tratamento pode ser acompanhado também por psicólogos ou terapeutas, para que o diálogo ajude a compreender o mal que a bebida faz, além de lidar melhor com as crises de abstinência e não ceder a nenhuma recaída.

O especialista fará perguntas para entender melhor seu caso e te aconselhará a como lidar com essa fase de novas descobertas e um certo sofrimento, fará você entender também que não está sozinho nesta luta e que isso só trará benefícios para a sua vida.

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