Como ajudar sua cadela a parir (com imagens)

Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)Na edição anterior da coluna Saúde Animal, você aprendeu a reconhecer e cuidar de uma gestação em cães. Nesta edição, vou abordar alguns detalhes que todos nós devemos saber para ajudar na hora do parto.

Como eu disse anteriormente, a gestação em cães dura, em média, de 59 a 65 dias, e de 63 a 65 dias em gatos. Caso o dia do acasalamento seja conhecido, o ideal é ter um calendário e marcar os dias em que seu animal estaria na fase final da gestação. No início do trabalho de parto, as contrações uterinas são geralmente fracas e incompletas.

É importante checar o intervalo entre contrações, pois caso demore mais de três horas entre elas, pode ser preciso ajuda veterinária. Com o tempo, as contrações tornam-se mais fortes e regulares e, geralmente, produz um filhote a cada 15 à 30 minutos.

O trabalho de parto geralmente leva em torno de seis horas em cães e pode levar até 24 horas em gatos.

A dificuldade de parto, conhecida como distocia, é muito comum em animais. Cerca de dois entre três casos de distocia acabam requerendo cirurgia de emergência (cesariana). Estar preparado para ajudar seu animal começa em checar as clínicas de emergência ao seu redor, onde estão localizadas e se elas realizam cesariana.

Uma das principais dúvidas de proprietários de animais é identificar quando o trabalho de parto deve terminar. O ideal é ter uma ideia do número de filhotes e usar esta informação. O método ideal é o raio-x abdominal feito após o 42º dia de gestação.

A secreção vaginal (vermelho/marrom) pode continuar por vários dias após o parto.

Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)

Após o parto, a cadela/gata deve se alimentar normalmente e demonstrar atividade normal. Não é comum apresentar anorexia e letargia após o parto. Caso isto ocorra, é recomendável uma avaliação médica. Fêmeas novas que estão no seu primeiro trabalho de parto podem desenvolver hipocalcemia, uma condição chamada eclampsia.

Isto ocorre devido à secreção exagerada de cálcio durante amamentação dos filhotes. Sinais clínicos a serem observados incluem tremores, dificuldade para caminhar e convulsões. Tratamento veterinário imediato é necessário para corrigir este problema. A eclampsia pode acontecer a qualquer momento, mas geralmente ocorre durante o pico de amamentação (duas a quatro semanas pós-parto).

Abaixo seguem alguns conselhos no que se deve ou não fazer para ajudar:

O que fazer:
• Prepare uma área limpa, aquecida e de fácil limpeza para o nascimento;
• Verifique a mãe frequentemente, sem perturbar o processo.

Interrupções repetidas só vão atrasar o parto;
• Se um filhote é visível no canal de parto por mais de 10 minutos em meio à contrações, auxilie gentilmente, com um pano limpo, com um movimento firme puxe-o no momento em que a mãe começar a contrair.

Se o filhote não sair facilmente, atenção médica é recomendada;
• Quando um filhote nasce, ele provavelmente vai ser coberto por uma membrana.

Se a mãe não removê-la logo após o nascimento, você deverá ajudar rompendo esta membrana e limpando o filhote e devolvendo para a que a mãe continue com a limpeza;
• Se a mãe não remover o cordão umbilical, amarre-o com um pedaço de barbante ou fio dental a um quarto de polegada do abdômen do filhote e corte o restante com uma tesoura. Use álcool para limpar a tesoura;

• Mantenha os filhotes sempre aquecidos e pertos da mãe.

Ajudar uma cadela a parir seus filhotes com segurança: veja como fazer

O milagre da vida, seja de um animal ou de uma pessoa, é algo belo de se presenciar. Quando além disso temos laços afetivos com a mamãe, a satisfação é ainda maior.

Por isso, ver nossa cadela parir é um dos momentos mais bonitos que podemos presenciar.

Agora vamos dar alguns conselhos para que você não seja simplesmente um espectador, mas que também possa ajudar uma cadela a parir neste momento tão especial, e desfrute o nascimento dos filhotinhos.

Como saber se uma cadela vai parir

As cadelas agem de forma muito diferente das pessoas durante o parto, por isso não espere algo ruidoso que te avise que os cachorrinhos estão para chegar.

Como sabemos que possivelmente você tem dúvidas sobre como saber se uma cadelinha vai dar à luz, falaremos sobre alguns sinais indicativos de que a cadela está a ponto de parir:

Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)

  • Cavar o chão. Embora nem todas as cadelas ajam do mesmo modo, este é um comportamento virtualmente comum em quase todas, já que cavar a terra lhes permitirá ter um lugar quente e acolhedor onde colocar todos os seus filhotes sem o risco de que eles escapem.
  • A cadela expele leite pelas mamas. Quando uma cadela está a ponto de dar à luz, é muito comum que ela venha a expelir leite pelas mamas, nos indicando assim que ela está a ponto de parir.
  • Perda de apetite. No ponto próximo antes de parir, os filhotes estarão se movendo muito dentro da mãe e lhe causando náuseas, podendo fazer com que sua cadela perca o apetite.
  • Vômitos. Estes também pode ser gerados pelos movimentos dos filhotes. Não há nada para se preocupar quanto a isso, simplesmente deixe a cadelinha descansar e lhe faça carinho para que ela não se sinta sozinha.
  • Estará relaxada. Quando a cadela estiver a ponto de parir, ela deitará, estará muito tranquila e é possível que venha a ofegar, mas não muito profundamente. Ter água por perto é fundamental, pois a hidratação é um ponto chave neste momento tão importante.

Como você pode ajudar uma cadela a parir

Quando você identificar todos os sinais que demonstram que sua cadelinha vai ter os filhotes, é hora de lhe dar uma mãozinha. Mas como fazer isso?

  • Prepare um lugar tranquilo para ela. Algumas semanas antes, prepare um lugar aconchegante e agradável, onde ela possa ficar tranquila. Caso você tenha outros animais de estimação em casa, tenha o cuidado de não permitir que eles venham a acessar esse local. Determine o lugar e quando você perceber os sinais que já mencionamos, ajude-a a chegar até ele.
  • Durante o parto você não deve intervir, a menos que seja necessário. A mãe expulsará os filhotes, você não deve se preocupar se eles saem de cauda ou de cabeça, ambas as posturas são normais. A mãe limpará a placenta e mastigará o cordão umbilical.

Quando devemos ajudar uma cadela a parir

Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)

  • Se por algum motivo a mãe não pôde romper o saquinho em que cada cachorrinho vem envolto, você deverá intervir para fazê-lo. Rompa-o suavemente e coloque o filhote novamente junto a sua mãe.
  • Outro momento em que você poderá ajudar uma cadela a parir é quando ela se dispõe a lamber a seus cachorrinhos para limpá-los da placenta. Você poderá colaborar se houver muitos filhotes, limpando-os com um paninho muito macio e um pouco úmido.
  • Os cães nascem a cada 30 minutos aproximadamente, mas se tiver passado esse tempo e não sair mais nenhum filhote, mas você está certo de que há mais cachorrinhos dentro dela, chame o veterinário. Se o contrário ocorrer, ou seja, depois de expulsar a todos os bichinhos a cadela continuar tendo contrações, também será necessária a presença de um veterinário.
  • Observe os cachorrinhos. Que um cachorrinho venha morrer poucos minutos ou poucas horas depois nascer é comum. A mamãe não pode fazer muito para ajudá-lo, mas você sim poderá ajudar. Se perceber que um dos bebês não respira, limpe a boca dele e esfregue seu corpo com suavidade para ver se é possível mantê-lo vivo. Se não for possível, tire-o da ninhada para que a mamãe não o coma e para que os outros cachorrinhos não se aproximem para cheirá-lo.
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Quando tudo tiver terminado, preste atenção se a cadela não rejeita nenhum dos filhotes e alimenta a todos por igual. Continue oferecendo bons nutrientes à nova mamãe para que ela se mantenha forte e para que possa cuidar de seus bebês.

Cadela Come A Placenta

Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)

GESTAÇÃO e PARTO

São necessários de 58 a 63 dias para uma ninhada estar pronta para nascer. O ideal é confirmar a gestação através de ultrassonografia. A partir do 30º dia já é possível até contar o número de filhotes. Esta informação nos deixa mais tranquilos na hora do parto pois sabendo quantos são, sabemos quando o último filhote nasceu.

Em geral, as fêmeas fazem todo trabalho sozinhas, mas nós podemos ajudar. Ofereça um local seguro e confortável a partir de 45 dias de gestação. Algumas fêmeas preferem a privacidade, neste caso, evite se aproximar demais. Podemos escolher uma caixa, uma gaveta ou um “cantinho” seco e limpo.

No processo de “preparação do ninho”, as fêmeas gostam de “cavar”, mas nas nossas casas é melhor oferecer jornal para elas rasgarem. Não se preocupe com a tinta e a sujeira do jornal.

É melhor usar o jornal que podemos trocar quando fica molhado do que panos e toalhas que nem sempre percebemos que estão encharcados e gelados.

Algumas fêmeas podem precisar de ajuda profissional e até de cesariana. As cadelas das raças buldogue francês e inglês, dificilmente conseguem parir sozinhas.

A fêmea costuma ficar mais inquieta, ofegante e sem comer, no dia do parto. A temperatura corporal abaixa em pelo menos 1 grau centígrado.

Uma ninhada grande (mais de 5 filhotes) pode demorar mais de 12 horas para nascer. Se sua cadela ou gata estiver há muito tempo em trabalho de parto, mas estiver ativa e bem disposta, não se preocupe. Mas se ela apresentar sinais de fadiga, fraqueza e dor, entre em contato com seu veterinário.

As fêmeas apresentam contrações que parecem ondas abdominais. Os filhotes costumam sair envoltos em placenta, cada um na sua bolsa.

A mãe rasga a bolsa, corta o cordão umbilical, estimula vigorosamente a respiração dos filhotes com lambidas e come os restos placentários.

Não se assuste! Pode parecer nojenta aquela mistura de sangue, líquido e pigmento esverdeado, mas é uma ótima fonte alimentar para quem está se esforçando tanto.

Observe se todas as placentas saíram porque a retenção de restos placentários pode levar a infecção uterina pós-parto.

Não estranhe se a mãe não quiser se alimentar após o parto, as placentas são muito nutritivas! As fezes também podem apresentar uma coloração escura e esverdeada, devido ao pigmento das placentas.

Após o nascimento de toda ninhada, a mãe continua a cuidar dos filhotes sozinha, na maioria das vezes. O principal cuidado é manter o local aquecido e seco. Mais uma vez, o jornal é a melhor opção.

Às vezes a mãe é tão vigilante e presente que precisamos aproximar a ração e a água para que ela se alimente com frequência.

Não se assuste se ela quiser transportar com a boca os filhotes para outro local, mas supervisione.

Algumas mães ficam super protetoras e agressivas, cuidado para não se aproximar e acabar levando uma mordida.

Nesta fase, podemos levar a cadela-mãe para passear na rua, mas na maioria das vezes ela quer voltar para casa rapidinho!

É normal durante a fase da amamentação, a mãe perder muito pelo, ficar magra e com aspecto abatido. Certifique-se que ela está se alimentando bem e a partir de 30 dias, comece a oferecer bolinhas de ração para os filhotes “brincarem de comer”. Aos poucos eles passam a comer mais e a mamar menos. Este momento é importante para aliviar a mãe das mordidas e arranhadas na tetas.

FILHOTES

Eles nascem com ouvidos e olhos fechados. A abertura ocorre aproximadamente entre 12 e 17 dias. A partir deste momento eles começam a desenvolver a visão e a audição.

Além de nascerem cegos e surdos, os filhotes também não são capazes de eliminar fezes e urina voluntariamente. A mãe estimula a área genital com lambidas para que eles urinem e defequem.

Quando cuidamos de filhotes órfãos, devemos estimular esta região com um algodão úmido.

Aos 30 dias (aproximadamente), os filhotes devem ser vermifugados e a partir dos 45 dias, vacinados. Dependendo da independência deles e da dedicação da mãe, já podem ser encaminhados para adoção ou venda.

Para os filhotes de gato, a convivência com a mãe e irmãos é fundamental para que eles tenham limites. Eles aprendem quando a mordida de brincadeira é exagerada, como brincar apropriadamente e recebem várias lições da mãe. Evite separar os gatinhos da sua família antes dos 60 dias.

O filhote deve ser levado para consulta veterinária e o seu novo deve dono perguntar TUDO! Tire todas as suas dúvidas e peça orientação para criar seu animal da melhor maneira possível. A maioria dos comportamentos indesejáveis se origina da má comunicação entre o dono e seu animal de estimação e da falta de informação.

A orientação pediátrica é um assunto interessante e merece um texto só para ela. Aguardem!

Clique aqui para ver um vídeo de uma labradora parindo: http://www.bichosaudavel.com/cadela-parindo/

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Aborto em cadelas: conheça causas e tratamentos possíveis

O diagnóstico gestacional precoce é uma maneira crucial de prevenir alguns problemas relativos a prenhez  do animal. Uma dessas situações é o aborto em cadelas. Estima-se que entre 20 e 30% das cadelas não castradas enfrentará o problema pelo menos uma vez ao longo da vida. 

A questão, no entanto, é que, mais do que a perda dos filhotes em si, esse problema pode causar perdas financeiras e emocionais para tutores, além de comprometer a saúde da fêmea canina. 

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Portanto, nesses casos é fundamental fazer o diagnóstico o quanto antes para evitar outras complicações. Para saber mais sobre esse assunto, continue a leitura desse artigo! Aqui vamos falar sobre as causas mais comuns, identificação do problema e possíveis tratamentos. Confira! 

Como ocorre o aborto em cadelas?

Como Ajudar sua Cadela a Parir (com Imagens)

As fêmeas prenhes necessitam de cuidados especiais durante essa fase, tais como alimentação adequada e acompanhamento gestacional. Mesmo assim, alguns problemas podem surgir, causando o aborto em cadelas ou  morte prematura do filhote, logo após o nascimento. Em ambos casos, é preciso ter atenção quanto a saúde do animal.

O aborto em cadelas pode ser entendido como a descontinuação da prenhez, podendo haver expulsão do feto ou não. 

Entretanto, antes de conhecermos as causas desse problema, é preciso ter atenção quanto às fases da gestação. A fase da implantação ocorre, quando é considerado um zigoto, acontece por volta dos 17 dias.

Em seguida, a fase que se estende até a organogênese, ou seja,a formação dos órgãos. Aqui é chamada de embrião. Esse período vai até aproximadamente 35 dias.

Por fim, até o nascimento, o organismo é considerado feto. 

Portanto, quando a perda se dá antes do nascimento, se chama aborto. Mas, casos de natimorto, em que o indivíduo nasce morto, mortificado ou a morte de fetos completamente desenvolvidos, também podem ocorrer. Outro problema recorrente é a morte neonatal, que é quando o filhote nasce vivo e morre no período denominado neonato (até 7 dias após o parto). 

Quais são as principais causas? 

As causas para o aborto em cadelas, natimorto e morte neonatal podem ser variadas. Basicamente existem duas etiologias: infecciosas e não infecciosas. Veja mais sobre cada uma delas a seguir! 

Causas infecciosas

As causas de perda de gestação por problemas infecciosos engloba doenças bacterianas e a brucelose. Elas podem ser ingeridas por inalação oral ( água e alimentos contaminados) ou contato sexual. Ambos os casos são mais frequentes em animais que vivem em áreas de risco, como fazendas, por exemplo. 

Essas bactérias se alojam no útero e podem levar ao aborto entre 30 e 57 dias de gestação. Quando ocorre nos primeiros dias, pode haver a reabsorção embrionária, aumentando o risco de morte da fêmea. 

Já a segunda maior causa de aborto em cadelas são os estreptococos. Apesar de no Brasil haver um rígido controle dessa bactéria, ela pode levar a descarga vaginal, infertilidade, aborto, morte neonatal, vaginite ou mastite. Outro caso semelhante é a leptospirose que, mesmo bem controlada, também pode resultar em aborto, natimorto ou icterícia.

Causas não-infecciosas 

Aqui temos diversas causas que levam ao aborto em cadelas e que nem sempre estão associadas a doenças. 

Durante a gestação e no momento do parto, podem ocorrer traumas, como acidentes com a cadela, esmagamento dos filhotes, avulsão do cordão umbilical, dentre outros. Essas ocorrências podem estar ligadas a alterações comportamentais e estão ligados a estresse e ambientes inadequados. 

O estresse também pode fazer com que as cadelas abandonem o ninho ou neguem aleitamento e aquecimento dos filhotes, causando a morte neonatal por hipotermia, hipoglicemia e desidratação. 

Outro fator de risco é a alimentação inadequada da fêmea canina uma vez que carências ou excessos nutricionais podem resultar em malformações fetais ou morte embrionária. O mesmo pode ocorrer com o uso de medicamentos já que alguns compostos podem estimular a perda da cria. 

Diagnóstico e tratamento

Para identificar um caso de aborto em cadelas é preciso ficar atento aos primeiros sinais, que são: 

  • a mudança de comportamento da cadela
  • falta de apetite; 
  • contrações da barriga 
  • corrimento vaginal sanguinolento, escuro ou de cheiro forte e ruim. 

Como esses sintomas são comuns a outras doenças, é preciso realizar uma ultrassonografia para observar o movimento dos filhotes no útero da mãe e escutar se há batimentos cardíacos. Já o exame de raio-x pode indicar a presença de gases, que não são comuns ao período gestacional. 

Ao perceber que ocorreu a perda de um ou mais fetos, o médico veterinário precisa decidir se será feita a cirurgia ou a prescrição de medicamentos para a expulsão do material de dentro do corpo da mãe. 

Quando ocorre um aborto em cadelas, ou morte neonatal, é preciso investigar as causas e, se preciso fazer a castração e remoção do útero. Isso porque há grandes chances do problema se repetir em outras gestações. 

Gostou desse assunto e quer saber mais? Acesse nosso artigo e veja a importância de dominar o diagnóstico por imagem em pequenos animais! 

Fonte: Revista Brasileira de Reprodução Animal e Revista Cães e Gatos

Confira dicas para cuidar bem da cachorrinha durante o período de gestação

Quem é tutor de primeira viagem de cachorra, ou até os mais experientes, muitas vezes tem dúvidas sobre como lidar com o período de gestação da pet. Dúvidas sobre escolha do macho ideal, comportamento da gestante, alimentação, ninhada… O “É o bicho” traz dicas para os tutores com animais nessa condição.

A primeira preocupação deve ser com o macho selecionado para que a fêmea fique prenhe. “O macho precisa ser saudável, com um bom score corporal, não deve estar muito magro e nem muito acima do peso, deve estar devidamente vacinado, com controle de vermes e controle de pulgas e carrapatos em dia”, explicou a veterinária, Mireille Sabbagh.

Segundo a veterinária, é importante também que a cachorrinha não fique grávida no primeiro cio. “O ideal é que a fêmea venha a gestar do terceiro cio em diante. Nos dois primeiros cios ela ainda é muito nova e o corpo não amadureceu completamente. Também não é indicado que se tenha gestações após os 6 anos de idade”.

A gestação canina gira em torno de 60 a 65 dias. Já no fim do período prenhe, a fêmea pode ter mudanças no comportamento, uma delas é no apetite.

“No terço final da gestação é comum que a fêmea tenha uma diminuição na ingestão de ração, pois os filhotes ocupam muito espaço na barriga, deixando o estômago mais “apertadinho” ali dentro. Também no terço final é comum que a fêmea fique mais quieta e passe maiores períodos descansando.

Quando chega a data próxima do parto, ela pode procurar locais mais escondidos na casa, que não tenham um grande fluxo de pessoas”, informou Sabbagh.

Esse comportamento mais sereno foi observado pela Grazielly Santana, tutora da pinscher Neguinha, de 3 anos. “Ela ficou mais quieta, procurava sempre lugares mais quentinhos e confortáveis da casa, diminuiu um pouco o apetite. Os peitinhos ficaram maiores, e não queria muita brincadeiras”, contou.

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Outra questão que desperta curiosidade é sobre a quantidade de filhotes que cada fêmea pode ter. A veterinária explicou que diversas variáveis têm que ser observadas e que não há uma regra específica.

“A quantidade de filhotes de uma ninhada varia da raça e tamanho do animal, e também da genética individual de cada um. Cães muito pequenos costumam ter de 1 a 3 filhotes. Raças médias geralmente entre 2 a 6, e raças maiores podem chegar a ter 12 filhotes em uma mesma ninhada.

Mas como disse, o número pode variar e as vezes surpreender, pois cada organismo carrega uma genética única”.

De olho na saúde da gestante

Cuidados com a saúde da fêmea durante a gestação são fundamentais para esse período. Segundo a veterinária, ela precisa ser acompanhada pelo médico, além de estar devidamente vacinada, com controle de vermes e pulgas e carrapatos em dia. “Se a gestação for planejada, é válido fazer exames de sangue para um check-up de saúde antes de colocar para cruzar”.

Cuidados com a alimentação também não podem ser esquecidos. “A alimentação da gestante é feita com ração de boa qualidade, podendo ser usada a ração para filhotes no período gestacional e de lactação.

O médico veterinário também poderá utilizar de suplementos vitamínicos para suporte nutricional nesta fase que tanto exige do corpo.

A gestante deve ter uma cama confortável, em local tranquilo, limpo, abrigado do calor, ambiente ventilado com água fresca e ração disponível”, aconselhou a especialista.

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Neguinha recebeu todos os cuidados quando ficou prenhe — Foto: Arquivo pessoal

Neguinha recebeu todos os cuidados quando ficou prenhe — Foto: Arquivo pessoal

A Neguinha da tutora Grazielly pariu cinco filhotes e de forma natural, sem auxílio médico. A veterinária Mireille Sabbagh relatou que normalmente assim são os partos dos cães.

“O parto quando não há complicações geralmente acontece naturalmente e muitas vezes o tutor só vê quando os filhotes já nasceram.

A fêmea deve ser acompanhada pelo médico veterinário, que ao final da gestação poderá solicitar exame de ultrassonografia para saber sobre o tamanho dos filhotes e se tem passagem para que o parto ocorra de maneira natural.

Ao entrar em trabalho de parto, o tutor deve deixar a fêmea em local tranquilo, confortável e com pouca luz, para que ela se sinta a vontade. A cadela deve ser observada e acompanhada, mas sem ficar muito “em cima” dela, pois ficar mexendo no animal, pegando no colo, mudando de local, pode prejudicar o trabalho de parto”.

Se houver qualquer alteração, o tutor deve procurar auxílio médico. “Caso a cadela tenha sangramento vaginal ou corrimento esverdeado, deve ser levada imediatamente ao médico veterinário. Também deve ser levada caso o intervalo entre o nascimento de um cão e outro seja maior do que 3 horas.

Outro motivo para procurar ajuda imediata é quando pode ser observado que um filhote ficou “entalado” no canal vaginal, não conseguindo passar.

Se a cadela entrar em trabalho de parto, com contrações visíveis na barriga e saída de liquido transparente gelatinoso do canal vaginal, e não houver saída de nenhum filhote após 8 horas de trabalho, também é prudente procurar ajuda do veterinário”, explicou Sabbagh.

A tutora Grazielly deu dicas para os tutores que estão com a cadela gestante.

“ É importante acompanhamento com veterinário, se possível, uma ração de qualidade, manter a vacinação e vermífugo em dia, não força muito a mamãezinha, deixa ela mais quieta, e oferecer um ambiente aconchegante e calmo pra chegada dos bebês!”, contou a tutora que revelou que Neguinha virou uma mãezona, super protetora. Dicas dadas, agora é seguir e permitir uma gestação tranquila para a sua cadelinha.

Saiba como você pode ajudar sua cadela na hora do parto

  • A sua cadelinha está grávida e você está preocupado, querendo saber como ajudá-la?
  • Na maioria dos casos, a intervenção humana é desnecessária durante os partos de cães, no entanto, alguns animais podem apresentar problemas durante o nascimento.
  • Neste artigo, saiba como você pode ajudar sua cadela no momento do parto.

Antes do parto

Se a gestação da sua cadela foi planejada e você fez um pré-natal, com certeza tudo ocorrerá com mais facilidade.

Se você estiver planejando o cruzamento do seu animal de estimação, leve-o ao veterinário para a realização de um check up, um mês antes de acasalar os cães.

Foto: depositphotos

  1. Caso a gestação não tenha sido planejada, leve a cachorrinha ao veterinário logo que descobrir a sua condição.
  2. No check up, o veterinário vai verificar as datas das vacinas, o estado nutricional da fêmea e a vermifugação, além de realizar exames, como o de fezes, sangue, glicose, ureia, creatinina, hemoglobina, eritograma, leucograma, brucelose e outros.
  3. Lembre-se que a cadela só pode receber medicamentos que tenham sido indicados pelo veterinário.

É importante que você também compreenda a progressão normal da gestação. A gravidez de uma cadela dura aproximadamente 60 dias.

Nas últimas semanas, a cachorra poderá se isolar e montar um ninho, o que é normal. Prepare o cantinho onde ela dorme, forrando-o com jornal.

O momento do parto

Para ajudar sua cadela no momento do parto, é recomendável que você tenha alguns itens em mãos. Confira a seguir.

  • Toalha limpa;
  • Fio dental esterilizado (se o cordão ficar sangrando);
  • Tesoura;
  • Iodo para higienização;
  • Luvas para aquecer o filhote;
  • Uma caixa com pano macio e quente para colocar o filhote;
  • Caixa para acomodar a mãe e os filhotes;
  • Lâmpada ou lençol térmico para aquecer os animais.

O intervalo entre os nascimentos varia bastante, podendo ser de 15 minutos até 2 horas. Um filhote pode nascer de três maneiras diferentes: pela cabeça e patas dianteiras (mais comum); pela cauda e patas traseiras; e pelas nádegas, na qual as pernas traseiras estão dobradas embaixo do corpo do filhote.

Após os nascimentos, ocorre a eliminação da placenta e você deve observar se a quantidade é a mesma que de filhotes.

A fêmea ingere as placentas e corta o cordão umbilical dos filhotes, lambendo-os para limpá-los e estimular a sua respiração.

Você só deve interferir no momento caso a cadela não faça. Neste caso, rasgue o saco vitelíneo, corte o cordão umbilical e esfregue o filhote para desobstruir as vias respiratórias.

Se o filhote estiver preso no canal do parto, com metade do corpo para fora, segure o pequeno animal com uma toalha limpa, e puxe cuidadosamente, em um ângulo levemente descendente.

Se você não conseguir remover o filhote, ligue para o veterinário imediatamente.

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