Como ajudar seu cão durante uma convulsão (com imagens)

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

     Infelizmente, quando menos esperamos o nosso cão começa a debater-se no chão, a espumar da boca, com os músculos hirtos e retos, e não sabemos como agir. Tentamos de qualquer maneira ajudar, e de repente, o nosso amigo de quatro patas volta a si, como se nada fosse, embora assustado e agitado, pois também este não sabe o que lhe aconteceu.

  Pois é! A Epilepsia é um mal que não afeta apenas os seres humanos, mas também os animais. O importante, se lhes quisermos proporcionar uma melhor qualidade de vida, é conhecer melhor as suas carateristicas, e como tratá-la. 

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

     A epilepsia canina é igual à humana (quer seja ela canina ou felina) em termos neurológicos, ou seja, podemos imaginar o nosso cérebro a trabalhar demasiado depressa e sobreaquecer com tanta atividade e reações neurológicas.

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

     É isso que acontece num ataque epilético, uma ação anormal das descargas elétricas que o cão tem no cérebro, e causam espasmos e convulsões.

A epilepsia nos cães pode se manifestar em vários níveis, desde pequenos espasmos e comportamentos estranhos, até ataques fortes com convulsão.

Se o cão está espumando demais ou parecendo tonto e sem controle do próprio corpo, ele pode estar tendo um ataque epiléptico, por isso precisa ser levado de imediato ao veterinário.

É importante o dono perceber se seu cão pode estar sofrendo uma convulsão ou ataque epilético e com que frequência, pois a epilepsia em cachorros pode ser também sinal de algum tumor cerebral ou alteração no cérebro, o que deve ser imediatamente tratado. E acredite que o nosso amigo, e nós donos, vamos agradecer por isso. 

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

 A Epilepsia pode ser:

1 –  PRIMÁRIA, ou genética. Geralmente manifesta-se após os 3 anos de idade. Ela é rara e os casos mais comuns são em animais de raça pura, que tem tendência maior a manifestarem essa doença devido à consanguinidade.

 2 –  SECUNDÁRIA, ou adquirida, pode ocorrer em qualquer cão, ela é consequência de algum trauma fisico, como envenenamento, ou até uma batida forte na cabeça. Ela pode acontecer em qualquer idade.

   Não há maneira de impedir o aparecimento da doença e o melhor é manter uma rotina de consultas e exames regulares com médicos veterinários, que podem identificar fatores de risco.

Para cuidar do seu cão com epilepsia terá que oferecer a ele um ambiente livre de stress e evitar situações de ansiedade e nervosismo. Tudo isso é fundamental para impedir que o seu cachorro sofra de crises convulsivas. Também não se recomenda que introduza outro animal em casa, ou faça viagens longas ou inclusive passe por uma mudança.

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

   É muito importante manter a calma quando seu cão sofre de um ataque epiléptico: atuar com segurança e tranquilidade é fundamental para que tudo aconteça sem riscos, atuando com rapidez.Os níveis terapêuticos dos medicamentos no sangue do animal devem ser monitorizados e reavaliados a cada 6 meses para regular os níveis.

Se o seu cachorrinho é idoso, acompanhe atentamente os seus sintomas e esteja atento para indícios de insuficiência renal e discuta a sua dieta com o veterinário.

Tratar e cuidar de um cachorro com epilepsia pode parecer difícil, mas é uma situação partilhada por muitos donos. Mostre o seu amor ao seu melhor amigo e ele retribuirá todo o carinho.

Provavelmente irá passar pela prescrição de medicamentos. O mais comum é o Fenobarbital, o qual tem como função diminuir a sensibilidade do seu animal e assim fazer com que ele não tenha convulsões, mesmo tendo aumentos de atividade cerebral. Aqui o seu animal deverá se sentir um pouco anestesiado nos primeiros dias enquanto o seu organismo ainda não se habituou. 

Em S.O.S, durante uma crise pode ser aplicado Diazepam, via retal para que atue mais depressa e evite uma sequencia. 

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

Alguns cães epilépticos demoram meses para ter outro ataque, são casos mais leves e que só precisam de observação. Cães com ataques mais frequentes e severos geralmente tomam remédios para tratar pelo resto da vida, mas isso não altera sua personalidade ou sua capacidade mental e física.

No momento da convulsão, seu cão vai cair para um lado, ficará rígido, salivará profundamente, fará xixi, cocô e emitirá sons. Essas convulsões geralmente duram entre 30 e 90 segundos.

As convulsões ocorrem geralmente à noite ou de madrugada, enquanto o animal está descansando ou dormindo. Em geral, os cachorros se recuperam no momento em que são levados para o veterinário para a realização de exames.

Logo depois do acontecimento das convulsões, seu cachorro se sentirá confuso e desorientado.Os cachorros com epilepsia podem ter convulsões em intervalos regulares de uma a quatro semanas. Isso geralmente acontece nos cães de raças grandes.

Quanto mais jovem é o cachorro, mais graves são as convulsões. No entanto, quanto mais cedo a doença se manifestar, maiores as chances do tratamento funcionar. Mantenha livres a boca e a cabeça de seu animal. Não ponha nada na boca de seu cachorro. Se a convulsão durar mais de dois minutos, o cão ficará em risco de ter a temperatura elevada.

Ligue o ventilador e coloque água fria em suas patas, converse com ele em voz baixa e toque suavemente nele. Ligue para o veterinário quando a crise convulsiva terminar.

Sobre os medicamentos mais comuns, usados para controlar a Epilepsia canina:

FENOBARBITAL

O Fenobarbital é um dos primeiros barbitúricos a ser desenvolvido e reconhecido por sua atividade anticonvulsivante. É uma medicação eficaz, segura, barata e com poucos efeitos colaterais além da sedação.

A despeito do surgimento de novos antiepilépticos, permanece como fármaco de primeira escolha em cães e gatos. Controla as convulsões em 60-80% dos cães epilépticos, se a concentração sérica for mantida dentro da faixa adequada.

A sua ação decorre da elevação do limiar convulsivo e facilitação da inibição sináptica mediada pelo ácido gama amino butírico, reduzindo a excitabilidade neuronal.

Também inibe a difusão do foco epiléptico para outras áreas encefálicas, reduz a intensidade das convulsões, diminui sua duração e freqüência, prevenindo efeitos colaterais como degeneração ou morte neuronal decorrentes de atividade convulsiva repetida.

Devido à sua meia vida longa (40-90 horas), são necessários 8 a 18 dias para se alcançar um nível sérico estável (entre 20 e 45 mg/ml). Para que isto ocorra, deve ser administrado a cada 12 horas na maioria dos cães. Nos 18 dias subseqüentes ao início do tratamento e após cada ajuste na dose o paciente ainda pode apresentar convulsões porque a concentração sérica terapêutica pode não ter sido atingida.

Seu uso produz menos efeitos colaterais e menor toxicidade do que outros anticonvulsivantes.

 O fenobarbital é um tratamento muito eficaz, pois ele é rapidamente absorvido pelo estômago, o que acelera sua chegada à corrente sanguínea.

É necessário conversar com seu veterinário para definir a dose apropriada para seu animal.

É preciso tomar repetidas doses para que os níveis dessa substância se estabilizem no sangue, contudo, isso deve ocorrer de uma a duas semanas após o início do tratamento.

A dose inicial é de 2-3 mg/kg a cada 12 horas (ou duas vezes ao dia).Por exemplo, um labrador de 30 kg deve tomar uma dose de 60 mg a cada 12 horas.

É preciso respeitar o intervalo de 12 horas, pois alguns cães são sensíveis a quedas mínimas nos níveis de fenobarbital no sangue. Isso significa que, após esse tempo, é muito mais provável que o animal volte a ter uma convulsão.

É necessário observar seu cão para verificar se o medicamento está causando efeitos colaterais. Quando administrado pela primeira vez, é possível que o remédio cause alguns sintomas, fazendo-o ter mais sono, sede e fome e cambalear.A apatia e o andar descompassado costumam ser resolvidos em até sete dias, mas ele continuará tendo mais fome e sede durante o tratamento.

O fenobarbital também pode causar fraqueza na traseira, por isso, o cão pode ter dificuldade para se equilibrar ao defecar ou urinar.

É necessário ajudar o animal a superar os efeitos causados pelo fenobarbital. Para auxiliá-lo nos primeiros estágios do tratamento, quando ele estiver sonolento, deixe a tigela de água por perto. Assim, ele conseguirá se manter hidratado se estiver muito cambaleante para levantar.

Uma faixa feita com uma toalha de banho e colocada por baixo da barriga do cão lhe permitirá dar-lhe apoio para ajudá-lo a se movimentar sem que ele retire os pés do chão.

Esteja preparado para deixar o animal descansar e não espere que ele possa fazer longas caminhadas nos dias seguintes ao início do tratamento.

Nos primeiros dias, o fenobarbital irá deixá-lo estabanado, portanto é provável que ele tropece e caia. Para evitar o risco de quedas graves, coloque uma barreira que o impeça de chegar às escadas.

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Efeitos secundários do Uso do Fenobarbital:

Os efeitos secundários típicos incluem:

  • preguiça
  • sonolência
  • movimentos descoordenados

Estranhamente, às vezes, os efeitos colaterais ir para o outro lado da balança:

  • inquietação
  • hiperatividade

Estes efeitos secundários são aceitáveis ​​e por norma desaparecem dentro de algumas semanas; No entanto, existem outros efeitos secundários que podem levar a doenças mais graves: 

  • micção freqüente
  • ganho de peso
  • Os efeitos colaterais de maior preocupação são os seguintes:
  • Como tal, é necessário levarmos o nosso animal de estimação ao veterinário regularmente, se estiver a tomar fenobarbital. 
  • BROMETO DE POTÁSSIO

Brometo de potássio é um sal, basicamente, que degenera em potássio e brometo quando a água entra em contato com ele.

Uma vez que independente, transforma-se em brometo de iões carregados negativamente,pois células do cérebro convincentes também se tornam carregadas negativamente.

Este proíbe as células do cérebro para disparar em qualquer maneira aleatória ou desleixada, assim, ajudando a controlar as crises

Um par séculos atrás, o brometo de potássio foi usado para curar convulsões e epilepsia em seres humanos. No entanto, devido aos medicamentos avançados que saíram mais tarde, as pessoas deixaram de usá-lo. Para os cães, porém, ainda continua a ser o melhor remédio para curar convulsões.

Dosagem ideal:

O medicamento está disponível em cápsulas, bem como sob a forma líquida.

Se o seu cão tem vindo a tomar fenobarbital por um longo tempo sem muito efeito, antes de iniciar a dose de brometo de potássio, normalmente, seu veterinário pode sugerir uma dose por 5 dias de 120 mg / kg , que é a dose de carregamento, que é trazida de baixo para a normal de 25 mg / kg por como dose diaria após 5 dias. Você também deve garantir que o medicamento não seja dado ao cão com o estômago vazio. Você também pode misturar a dose de líquido no alimento do cão. No caso de você sentir falta de dar uma das doses, não se preocupe, porque você sempre pode fazer isso mais tarde, como a dosagem é muito flexível, ao contrário de fenobarbital. Isso normalmente leva cerca de 4 a 6 meses de medicação para curar convulsões em cães. Não deve iniciar, parar ou mudar a dosagem sem consultar o seu veterinário.

Efeitos secundários do Uso do Brometo de Potássio:

Brometo de potássio é a melhor alternativa para curar crises que fenobarbital. Isso é porque ele não agride o fígado, como fenobarbital. No entanto, existem alguns outros efeitos secundários que poderiam ser causados ​​pelo seu uso:

  • Náuseas e vômitos 
  • Micção freqüente e sede excessiva são normalmente observadas com esta medicação.
  • Letargia ou sonolência 

No caso se ao seu cão foi receitada uma dose combinada de brometo de fenobarbital e potássio ele pode experimentar exacerbação. Normalmente, em tais casos, o veterinário recomenda que você reduza a dose de qualquer um dos dois medicamentos.

Os efeitos secundários em cães são comuns e desaparecem geralmente dentro de 2 a 3 semanas. Se o seu cão experimenta efeitos colaterais por um longo tempo, então você deve consultar o seu veterinário imediatamente.

Precauções necessárias:

Enquanto curar convulsões em cães com brometo de potássio, é preciso ter cuidado com certas questões. A seguir estão algumas precauções sugeridas:

Mantenha a ingestão de sal constante e normal.

Um aumento no consumo de sal pode remover rapidamente a partir de brometo de corpo do cão, enquanto a diminuição do consumo de sal iria aumentar o período de tempo necessário para remover o brometo do corpo do cão, o que se torna perigoso.

Em vez de diretamente dar uma dose de líquido, é aconselhável que seja misturado com a comida do cachorro. Ao fazer isso, as chances de efeitos colaterais, como náuseas e vômitos são eliminadas.

A melhor parte de uso de brometo de potássio para seus cães de estimação é que ele é inofensivo. Um tratamento adequado durante cerca de 6 meses, com dosagem regular e de monitorização deve ser suficiente para controlar as convulsões, melhorar a saúde do cão e curá-lo da epilepsia.

ALIMENTAÇÃO

Evitar comidas salgadas, especialmente aquelas com que animais de estimação adultos são tratados, tendo bromato de potássio como ingrediente. A substância pode levar a convulsões e insuficiência renal. Produtos de carne pura, sem tempero podem também ser dados aos cães epilépticos. A carne é muito boa para os cães, e não irá desencadear uma convulsão.

  A verdade é que a adaptação a esta nova situação é custosa para os donos, que habituados a ver o seu animal saudável, vêem-se quase a maior parte do tempo despertos, com a atenção redobrada. Qualquer movimento do animal, é um levantar das orelhas do dono.

Penso que a forma de controlar todas estas emoções, que são bastantes, é tentar conhecer o melhor possível esta doença, interiorizar que o animal está medicado, e está a ser acompanhado, e continuarmos a viver o nosso dia a dia, pois os nossos amigos dependem de nós e da nossa força, para terem uma vida feliz. 

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

  1.  Uma mera curiosidade:
  2. Raças mais propensas à epilepsia:
  3. – Beagle

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

– Kesshond

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

– Tervuren

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

  • – Golden Retriever
  • – Labrador Retriever
  • – Braco Húngaro de pelo curto
  • – Pastor-de-Shetland
  • – Pastor Alemão

Epilepsia em cães e gatos: conheça essa doença silenciosa!

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

Existem diversas doenças que são comuns entre humanos e animais. Apesar de muitas vezes se manifestarem de maneira diferente e ter tratamentos diversos, costumam ter a mesma origem. Uma dessas patologias é a epilepsia em cães e gatos.

Podemos classificar a epilepsia como um distúrbio do sistema nervoso central, caracterizado pela predisposição em gerar crises recorrentes e espontâneas devido a atividade hipersônica dos neurônios.

Apesar de ser uma patologia relativamente comum, tanto médicos veterinários quanto tutores ainda tem diversas dúvidas sobre o assunto. Por isso, no artigo de hoje vamos explicar melhor do que se trata essa doença e o seus diferentes tipos.

Além disso, vamos mostrar que, apesar de ser silenciosa, é possível fazer um diagnóstico precoce e minimizar os danos causados ao animal.

O que é epilepsia?

O nome epilepsia é utilizado para designar crises e manifestações de descargas neurais paroxísticas, excessivas e sincrônicas. É um distúrbio cerebral que, na maioria das vezes é causado por uma predisposição persistente do cérebro de forma recorrente e espontânea.

Dessa forma, a epilepsia em cães e gatos é um processo patológico que causa convulsões periódicas e imprevisíveis. No entanto, nem toda crise convulsiva está ligada a ocorrência de epilepsia.

Já as convulsões podem ser definidas como atividades elétricas anormais do encéfalo que causam alterações temporárias no comportamento. A causa para esse transtorno são so disparos rítmicos e desordenados de alguns neurônios. Apesar de estarem ligadas à manifestação clínica da epilepsia, não representa a doença em si. Afinal, as convulsões podem ter outras origens.

Tipos de epilepsia em cães e gatos

É importante que as crises de epilepsia em cães e gatos sem classificadas quanto seu tipo e origem, uma vez que isso é o que irá guiar no levantamento diagnóstico do paciente.

Confira as diferenças entre eles a seguir!

Epilepsia idiopática

Mais comum em cães, a epilepsia idiopática é caracterizada quando não há nenhuma causa aparente identificada, além da predisposição familiar.

Nesse tipo, há uma redução no limiar convulsivo no qual os dois hemisférios sofrem descargas neurais, levando à crise em si. Além disso, não há indícios de outra causa intracraniana e os animais são neurologicamente normais nos períodos entre as crises.

Os animais normalmente são afetados pela doença na fase compreendida entre 1 e 5 anos de idade. Ocorrências em cães com menos de 6 meses ou após os 10 anos são raras.

O mais comum nesses casos é a predisposição hereditária e uma frequência maior em animais machos.

Um animal com essa condição normalmente apresentam convulsões generalizadas junto com a perda de consciência. Mas, também podem apresentar uma evolução de convulsões focais (cabeça ou algum membro) e evoluir para uma crise generalizada.

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Mesmo que varie de um animal para outro, as crises costumam ser em intervalos regulares, frequentemente durante o sono ou depois de exercícios mais intensos. Vale lembrar que o quadro pode avançar à medida que o animal envelhece sendo que a doença pode tirar até 2 anos de vida, em média, do animal.

Epilepsia sintomática

A epilepsia sintomática, ou adquirida, está relacionada com lesões ou injúrias intra ou extracranianas e é mais comum em gatos. Esse problema causa danos neurológicos, inclusive nos períodos entre as crises.

As suas causas estão ligadas a lesões iniciais no encéfalo. Ou, aquelas que atingem indiretamente o sistema nervoso central (extracranianas), tais como:

  • hipoglicemia;
  • encefalopatia hepática;
  • hipocalcemia;
  • inflamações infecciosas;
  • distúrbios congênitos
  • neoplasias (principalmente em animais acima de 6 anos)

A epilepsia em cães e gatos de origem sintomática deve ter uma investigação precisa, utilizando os métodos de diagnóstico por imagem e exames de sangue. Geralmente, os exames complementares do animal com o distúrbio não apresentam anormalidades. O tratamento recomendado é o mesmo para epilepsia idiopática, porém o prognóstico tende a ser melhor.

Como identificar essa doença silenciosa?

A epilepsia em cães e gatos pode se manifestar de duas maneiras: com convulsões generalizadas ou focais. Na primeira, a descarga elétrica afeta todo corpo, aumentando a tensão nos músculos, fazendo com que o animal caia com os membros esticados. Em seguida, inicia um processo de tensionamento e relaxamento rápido, causando movimentos bruscos. Esse é o tipo de manifestação mais comum.

Por outro lado, as convulsões focais atingem apenas regiões específicas do corpo. Entretanto, em ambos os casos animal está inconsciente, mesmo que esteja de olhos abertos.

Pode acontecer também do animal apresentar o movimento de ficar virando a cabeça de um lado para o outro e ter comportamentos estranhos como perseguição da própria cauda ou mastigar as patas.

Em situações mais incomuns, o cachorro pode ter sinais como vômito, diarreia, desconforto abdominal, salivação excessiva, deglutição repetitiva e lambedura compulsiva de tapetes ou do próprio chão.

Um dos grandes desafios do médico veterinário no diagnóstico da epilepsia em cães e gatos é que, quando os tutores o procuram, dificilmente o animal está manifestando os sinais clínicos da doença (convulsões). Por isso, contar com a ajuda deles é essencial para diagnosticar a doença.

Sempre que possível, peça aos responsáveis pelo animal que anotem os detalhes do episódio de convulsão ou eventos que indiquem mudança na rotina, bem como duração das crises e alterações dos sinais. Também é interessante ter dados sobre a relação do ocorrido com alguma atividade que o animal realizou.

Com essas informações aliadas aos dados dos exames clínicos e de imagem, ficará mais fácil diagnosticar a patologia. Exames oftálmicos e neurológicos podem ser solicitados a fim de realizar uma investigação mais profunda.

Qual é o melhor caminho para prevenção?

A epilepsia em cães e gatos não tem cura. No entanto, existem tratamentos que tem como objetivo minimizar os danos à saúde e a qualidade de vida do animal. Portanto, pode ser necessário a utilização de medicamentos anticonvulsivantes, muitas vezes pelo resto da vida do animal. Com isso, as crises podem ser reduzidas em até 80%.

Também não é possível prevenir o problema de forma clara, sobretudo pois há muita influência da predisposição genética. Algumas raças de cães são mais propensas a desenvolver o problema, por exemplo:

Com isso, as crises podem ser reduzidas em até 80%. Também não é possível prevenir o problema de forma clara, sobretudo pois há muita influência da predisposição genética. Algumas raças de cães são mais propensas a desenvolver o problema, por exemplo:

  • pastor alemão;
  • pastor belga tervuren;
  • keeshond;
  • beagle;
  • dachshund;
  • labrador retriever;
  • golden retriever;
  • border collie;
  • pastor de Shetland;
  • english sheepdog;
  • irish wolfhound ou lébrel irlandês;
  • vizsla;
  • bernese mountain;
  • springer spaniel inglês.

No caso da epilepsia adquirida, é preciso observar a lesão ou doença que desencadeou o problema e acompanhar as consequências para a saúde do animal. É importante reforçar com os tutores que, caso o animal apresente sinais da doença, ele não deve se reproduzir, pois a chance de transmitir a doença para os descendentes é grande.  

De todo modo, caso faça um diagnóstico de epilepsia em cães e gatos, é imprescindível fazer o acompanhamento constante e o monitoramento da doença para garantir qualidade de vida para o animal.

Quer saber mais sobre diagnóstico por imagem em pequenos animais? Acesse agora o artigo Diagnóstico por imagem em pequenos animais: porque é importante dominar? e veja as inúmeras possibilidades dessa área.

Fonte: Infoescola,  Revista Cães e Gatos e Revista Científica de Medicina Veterinária

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

Convulsões em cães – Causas e tratamento

Jiana Moreira

01/06/2020

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)
Boa tarde .
Tenho uma poodle porte médio , teve cinomose e apresentou convulsões então começamos a tratar com fenobarbital de 100mg porém partimos em 4 pedaços dando em 12/12 um pedacinho com 25mg, porém ontem ela teve duas convulsões em 30 min e falei com o veterenario dela e pediu pra eu dar um comprimido inteiro de 100mg de 12/12 porém estou achando ela muito sonsa, mal consegue ficar acordada e balançando pra la e pra cá com o olhinhos murchos , preciso que alguém me ajude se posso ao menos diminuir a dose para metade pois ela só dorme e fica com carinha de sonsa .

Obrigada , me respondem por favor

Marci

26/03/2020

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)
Olá, tenho uma border collie, ela teve repetidas convulsões a uma semana … Ficou internada e estou ministrando fenobarbital e brometo de potássio… As crises pararam, porém ela não me reconhece mais, fica o dia todo andando, e uiva a noite toda … Acredito q ouve sequela, eu não durmo mais a noite pq ela não para de chorar e uivar, aparenta estar sempre procurando algo, como se estivesse fora de casa! ????

Alguém pode me ajudar???

Nídia do Carmo (Editor/a de PeritoAnimal)

26/03/2020

Oi, Marci. Recomendamos que você volte a consultar o veterinário, uma chamada mesmo pode ajudar. Explique a situação, já que ele conhece o histórico da sua cachorra e podem ser necessários novos exames. Só um profissional pode recomendar como proceder nessa situação.

A equipe do PeritoAnimal deseja rápidas melhoras.

Ivan

Saiba tudo sobre convulsões em cães

Você sabia que os cães também podem ter convulsões? Por isso precisamos ficar atentos a alguns sinais. A convulsão não acontece do nada, normalmente ela é sintoma de outros problemas de saúde, mas calma, tem tratamento. Vem conferir!

Os cuidados durante e após as crises evitam graves consequências para o cachorro. Doenças cerebrais, inflamações, infecções e tumores são as principais causas do problema. Se você souber como proceder com seu peludo, ajuda a diminuir consideravelmente as chances de o cão se machucar ou ficar com sequelas.

Muitas pessoas nem imaginam, mas os cães também podem apresentar crises de convulsão.

Associada às doenças no cérebro, como inflamações, infecções ou tumores que se desenvolvem neste local, a principal característica da convulsão são as contrações musculares involuntárias de todo o corpo e de todos os grupos musculares, mas também pode se manifestar com a perda de consciência ou, até mesmo, comportamentos estranhos.

“É normal os tutores notarem atitudes alteradas do animal em relação ao ambiente, por exemplo, ele aparentar não estar prestando atenção ao local e nem respondendo aos estímulos ambientais ao mesmo tempo em que apresenta contrações musculares bem evidentes”, explica Luis Augusto Sansoni, médico veterinário neurologista do Hospital Veterinário Pet Care. Segundo o especialista, as crises de convulsão também podem ser idiopáticas, conhecidas como epilepsia primária, ou ainda consequência de intoxicações, traumas ou hipoglicemia grave.

Tipos de convulsões

Existem vários tipos de convulsões e as mais comuns são as tônico-clônicas ou generalizadas, e as focais, que geralmente envolvem os músculos da mastigação. “Ocasionalmente, ocorrem as crises atônicas, em que o animal simplesmente perde a consciência e a força muscular por um curto período de tempo”, afirma o especialista.

Crises psicomotoras e psicóticas, onde há apenas uma alteração de comportamento, também podem ser observadas pelos responsáveis. Dentro das crises convulsivas generalizadas, o animal pode defecar urinar, e até mesmo chorar e gritar.

Algumas raças têm maior predisposição a apresentar epilepsia idiopática, principalmente pelo fato de existir uma certa hereditariedade na doença, como o Beagle e o Setter Irlandês.

Outros animais tem maior predisposição às doenças inflamatórias do encéfalo, que também levam à crises de convulsão, dentre eles o Yorkshire, Maltês e Lhasa Apso.

Raças como Boxer e Golden Retriever possuem mais predisposição ao desenvolvimento de tumor cerebral.

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Primeiros socorros

Como Ajudar Seu Cão Durante Uma Convulsão (com Imagens)

A maioria das crises convulsivas não passa de 2 minutos, mas são as 24 horas após o primeiro episódio as mais críticas.

Por isso, o animal deve ser levado ao médico veterinário imediatamente para evitar que uma segunda crise aconteça.

“É importante que os responsáveis esperem a convulsão cessar dentro desses dois minutos, para que não haja nenhum tipo de trauma para eles ou para o animal durante a locomoção,” explica.

Em situações como esta, os donos devem manter o animal deitado de lado, preferencialmente em um local acolchoado, evitando beiradas e locais altos. Além disso, nunca deve-se colocar a mão ou objetos dentro da boca do cachorro, pois existe o risco de acontecerem graves acidentes para ambos.

Tratamento e consequências

A convulsão é sempre uma manifestação clínica, e por trás dessa manifestação existe uma causa que precisa ser investigada, muitas vezes através de exames laboratoriais e também de imagens para se chegar a um possível diagnóstico e instituir um tratamento mais adequado.

Em muitos casos, são indicados medicamentos de uso contínuo, que dificultam o disparo dos neurônios, tornando mais difícil a ocorrência de uma crise. Essas medicações apresentam doses individuais e os animais devem passar por reavaliações periódicas com um veterinário neurologista, a fim de evitar a subdose ou overdose de medicação.

O tratamento também pode ser feito por meio de medicamentos específicos intravenosos (benzodiazepínicos). Em casos mais graves, o paciente precisa ficar internado em unidade de terapia intensiva em coma induzido, a fim de cessar a atividade elétrica cerebral.

Uma crise convulsiva pode deixar o animal desorientado imediatamente após o seu término e, em alguns casos, ele pode permanecer com alterações de comportamento como apatia, apetite depravado, sede em excesso, andar compulsivo e agressividade. “Em crises generalizadas e longas, a contração muscular constante pode causar fadiga muscular no animal e, consequentemente, parada respiratória, levando-o à morte. E em alguns casos, também graves, pode causar a morte cerebral,” conclui.

Como vocês puderam ver, os sintomas são basicamente como os que nós humanos podemos ter. Os animais sentem como nós, mas não saber pedir ajuda, por isso é tão importante que você analise seu peludo.

Tire uma vez por semana para fazer um carinho investigativo. Passe a mão por todo o corpinho a procura de algum caroço ou nódulo.

Observe se ele reclama de algum lugar que você esteja passando a mão, pode ser que esteja dolorido por algum motivo. Olhe os dentes e observe a cor da gengiva, verifique se há algum machucadinho ou alguma parte sem pelos.

Se você notar algo diferente, leve seu peludo ao médico veterinário de confiança o mais rápido possível.

A prevenção é sempre o melhor cuidado!

Você já passou por isso? Seu peludo tem convulsão, como você lida com isso no dia a dia?

  • Conta pra gente aqui nos comentários!
  • Semana que vem a gente volta com mais dicas e cuidados, até lá! ????
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Saber reagir frente a um episódio e ter o diagnóstico correto é fundamental para ajudar o pet

A convulsão em animais costuma ser um evento assustador para quem tem um amigo em casa, especialmente se for a primeira vez.

Contudo, manter a calma é essencial para dar ao bichinho o suporte que ele precisa no momento em que o problema se manifesta.

Infelizmente é uma ocorrência comum em animais domésticos, principalmente em cães.

De um modo geral, as convulsões envolvem perda de consciência, salivação excessiva, exposição dos dentes, feição assustada e perda do controle das fezes e urina.

O animal também passa a fazer movimentos com as patas que lembram uma pedalada. Os episódios costumam durar até dois minutos e há pouco o que se fazer no momento.

Pode acontecer uma segunda crise em seguida e a busca por ajuda profissional deve acontecer no mesmo dia.

A recomendação é que se abra bastante espaço e que uma almofada ou travesseiro sejam providenciados para apoiar a cabeça do animal e evitar que ele se machuque, porém, sem segurá-la.

Tentar segurar a língua também não é indicado. Além do risco de uma mordida, a asfixia pela língua é praticamente descartada.

Passada a convulsão, o animal tende a ficar com muita sede ou fome, agitado ou cansado.

Principais causas e prevenção

A convulsão, em resumo, é uma manifestação clínica que ocorre quando há descargas elétricas em excesso no cérebro e suas causas podem ser de ordem extra ou intracraniana.

Na primeira, alguns problemas como hipoglicemia, diabetes sem tratamento, intoxicações e doenças hepáticas podem desencadear uma convulsão.

Quando o problema é intracraniano, pode estar relacionado a lesões cerebrais, neoplasias e até mesmo infecções.

Para distúrbios cerebrais, metabólicos ou vasculares, não há prevenção.

Contudo, é possível prevenir intoxicações (por produtos químicos, remédios ou plantas), infecções (através da vacinação em dia), traumas (atropelamentos e quedas, ligadas à questão da posse responsável) e pulgas e carrapatos (que podem transmitir agentes causadores de convulsões).

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  • Investigação e diagnóstico

O diagnóstico do problema que leva às convulsões é facilitado quando há lesão aparente no cérebro. A investigação se torna um pouco mais difícil quando não há, nos exames de imagem, sinais como edemas e cicatrizes.

Uma vez no médico veterinário, além de todo o check-up clínico (temperatura, análise das funções e possíveis inflamações ou infecções), a conduta é o encaminhamento do animal para exames de sangue, tomografia, ressonância magnética e coleta de líquor (ou líquido cefalorraquidiano, de extrema importância para o diagnóstico neurológico), que vai identificar, na amostra, a presença ou não de bactérias, fungos, parasitas ou vírus.

Somados, os resultados destes exames ajudarão a fechar o diagnóstico correto. Quando a causa não for identificada, a convulsão é caracterizada como idiopática. Se for identificada alguma neoplasia, o prognóstico geralmente não é bom.

Tratamento

A escolha do melhor tratamento vai acontecer a partir da definição da causa.

Se a origem for idiopática (uma herança genética, em sua maioria), pode ser prescrito um medicamento anticonvulsivante, que controla as descargas elétricas no cérebro.

Mesmo que o animal não apresente mais quadros convulsivos, é importante não abandonar o tratamento, já que estes remédios têm resposta lenta e progressiva.

A medicina veterinária também conta com terapias que promovem um efeito imediato na convulsão. Este tipo de tratamento geralmente é utilizado quando os quadros são mais graves e longos, como quando o animal chega ao veterinário convulsionando, por exemplo. A medicação, aplicada nas mucosas das narinas ou reto, é emergencial e interrompe o quadro.

Se houver causa específica, trata-se a doença.

Convulsões em gatos

Existem inúmeros tipos de convulsões, mas, em resumo, são generalizadas (tônico-clônicas) ou parciais (também chamadas de focais). Gatos costumam ser acometidos pelas crises focais, quando a manifestação não envolve perda de consciência.

Então é importante estar atento a sinais como contração dos músculos da face (como se fosse uma careta), vômito ou diarreia, movimentos mastigatórios repetitivos e sutis mudanças de comportamento.

Oferecendo ajuda

Durante uma crise convulsiva, não há muito o que fazer senão esperar passar. Entretanto, alguns cuidados podem ajudar seu animal. São eles:

– Deixe o animal com bastante espaço, longe de escadas, objetos que possam cair sobre ele e outros animais que possam atacá-lo.

– Proteja a cabeça com o apoio de superfícies macias, como travesseiros e almofadas.

– Jamais coloque a mão ou qualquer objeto na boca do animal. Ele pode morder ou machucar a si mesmo.

– Não ofereça água durante o ataque. Depois disso o animal pode querer beber água em excesso, o que não é problema.

– Contabilize o tempo estimado da convulsão e leve essa informação ao veterinário. Geralmente dura entre um e dois minutos. Em casos mais raros, pode passar apenas com a administração de um anticonvulsivante.

– Busque ajuda profissional no mesmo dia.

FONTES: José Ademar Villanova Junior, professor de medicina veterinária e do programa de pós-graduação em Ciência Animal da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) e Fernanda Niederheitmann, veterinária da Clínica Veterinária Curitiba.

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