Como ajudar refugiados: 15 passos (com imagens)

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Obesidade

Consórcio internacional está a avaliar o impacto de uma dieta mediterrânica na redução da obesidade juvenil e vai iniciar um estudo clínico com 240 adolescentes obesos de Portugal, Espanha e Itália.

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Migrantes

A Líbia é considerada território inseguro pela Lei Internacional de Resgate de Refugiados no Mar e, por isso, os migrantes resgatados não deveriam ter sido entregues à respetiva guarda costeira.

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Coronavírus

Numa Europa de portos fechados por causa da pandemia, organizações apontam que as partidas de migrantes das costas da Líbia e da Tunísia têm vindo aumentar sem que haja qualquer navio para resgates.

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Coronavírus

A organização Médicos Sem Fronteiras encerrou as suas missões de resgate no Mediterrâneo, no navio Ocean Viking, após não reunir condições de segurança no âmbito da Covid-19.

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Migrantes

O navio já tinha resgatado 84 migrantes sem coletes salva-vidas a bordo de um barco de madeira, a cerca de 114 quilómetros da Líbia. Durante a noite desta quarta-feira resgatou outras 98 pessoas.

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Frontex

O primeiro-ministro vai encontrar-se com as forças portuguesas destacadas no âmbito das operações da Frontex, discursar no 150º aniversário de Gandhi e reunir-se a sós com o seu homólogo indiano.

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Crise dos Refugiados

Equipas de socorro encontraram os corpos, incluindo cinco mulheres, após o naufrágio de um barco com cerca de 150 pessoas a bordo próximo da ilha siciliana de Lampedusa, no Mediterrâneo.

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Comissão Europeia

Há problemas sérios a que as elites europeias têm de fazer face para que os refugiados e migrantes tenham a integração que precisam e as populações se sintam confortáveis com a sua presença.

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Crise dos Refugiados

Lokas, Catarina e Raul estiveram no Mediterrâneo e vão sair à rua para pedir ao Parlamento Europeu que volte a tentar encontrar solução para a busca e o salvamento dos migrantes.

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens)Parlamento Europeu

Votou contra uma resolução que defendia mais ajuda a refugiados no Mediterrâneo e foi trucidado nas redes sociais, mas Melo garante que não foi bem assim que aconteceu: “É uma miserável manipulação.”

Aquecimento Global

A região do mediterrâneo está a aquecer a um ritmo 20% mais rápido do que a média mundial e a temperatura deverá subir 2,2 graus celsius até 2040, conclui um estudo divulgado esta quinta-feira.

Migrantes

Nos últimos seis anos, o número de mortos nesta rota ultrapassa os 15.000. Organização Internacional das Migrações fala em “carnificina” e estima que, este ano, número já atingiu as 1.041 mortes.

Migrantes

Os migrantes, entre os quais 12 crianças, faziam a travessia entre a Turquia e a Grécia, a bordo de um bote. Desde 2014, a Polícia Marítima já resgatou 6.233 migrantes no Mediterrâneo.

Crise dos Refugiados

Ali esteve 15 dias a bordo do Open Arms à espera que algum país europeu deixasse o navio voltar a terra. “Senti que aquelas organizações de direitos humanos eram mentirosas”, confessa ao Observador.

Migrações

Merkel disse ser “possível alcançar o inimaginável” quando se tem vontade de encontrar uma solução. Hungria defende uma política rígida contra a imigração, mas acredita em mediação de Von der Leyen.

Crise dos Refugiados

O ator partiu da ilha de Lampedusa para levar comida ao navio da organização não-governamental espanhola Open Arms. Estão 121 migrantes resgatados no Mediterrâneo à espera de poder desembarcar.

Crise dos Refugiados

O número mais elevado de vítimas mortais (426) foi registado na rota migratória central, que sai da Argélia, Tunísia e Líbia em direção à Itália e a Malta, segundo dados de uma agência da ONU.

Imigração

O grande desafio do nosso tempo é organizar uma política da emigração justa, viável, bem-recebida, aceitável pelos europeus. A Europa não conseguirá ser de facto o refúgio e o emprego do mundo.

Incêndios

Ardem em Portugal uma média anual de 140.000 hectares. Média de fogos é de 22.000 por ano, o dobro do registo mediterrânico. Depois de Portugal, Espanha e Grécia são os países com mais fogos.

Crise dos Refugiados

Uma embarcação que transportava migrantes capotou ao largo da Tunísia, deixando 82 desaparecidos. Foram resgatadas quatro pessoas, mas uma delas acabou por morrer. Barco tinha partido da Líbia.

Explicador

No “Explicador” da manhã da Rádio Observador estivemos com o português que foi constituído arguido e está sob investigação pelas autoridades italianas por suspeita de ajuda à imigração ilegal.

Migrações

Não podemos aceitar que uma história comovente, como a do salvador português, baste para encerrar o debate sobre as migrações ilegais para a Europa. Porque não é questão que se resolva só com emoções.

Imigrantes

Sete homens e três mulheres resgatados no Mediterrâneo vão ser acolhidos no Fundão, distrito de Castelo Branco, e em Santo Tirso, no Porto. São naturais da Nigéria e do Gana.

Oceanos

A cada ano, os oceanos são contaminados por 13 milhões de toneladas de plástico, matando 100 mil espécies marinhas, diz a ONU. Pior caso é o do mar Mediterrâneo, mas “ainda vamos a tempo de o salvar”.

Mediterrâneo

Foi através de um robô, o POLLUX III, que os investigadores detetaram os objetos no fundo do mar. O plástico foi o resíduo mais comum (70%), seguindo-se materiais de construção, vestuário e metal.

Migrações

Mais de 700 passageiros do pequeno barco vindo da Líbia morreram no seu naufrágio em 2015. Agora, o artista Christoph Büchel apresenta-o na bienal de Veneza com o nome “Barca Nostra”.

Migrantes

Portugal vai acolher dez dos 64 migrantes do navio humanitário Alan Kurdi. Ministro da Administração Interna estima que cheguem dentro de “duas semanas a um mês”.

Crise dos Refugiados

Portugal é um dos países europeus que vão acolher os migrantes “presos” há dez dias num barco humanitário no Mediterrâneo depois de terem sido resgatados. Dez viajarão até território português.

Mediterrâneo

Um rapaz do Mali que queria chegar à Europa coseu no casaco o boletim escolar. Morreu no Mediterrâneo, quando o barco onde viajava se afundou. A sua história chegou ao Papa e agora ao mundo.

Mediterrâneo

O vulcão da ilha de Stromboli no Mar Mediterrâneo pode voltar a provocar estragos depois de ter sido o responsável por três tsunamis na Idade Média.

Marinha Portuguesa

A missão vai decorrer durante cerca de 20 dias em março, na operação “Grupo Aeronaval Charles de Gaulle 2019”, e será o primeiro envolvimento operacional deste porta-aviões desde o ano 2016.

Líbia

O programa de regressos voluntários ajuda aos migrantes, que correm risco de vida ao tentar chegar à Europa através da travessia do Mediterrâneo, voltar ao seu país de origem.

Mediterrâneo

Organizações como Oxfam, Human Rights Watch ou Médicos Sem Fronteiras recordam que desde janeiro de 2018 “pelo menos” 2.500 pessoas morreram no Mediterrâneo e “os líderes da UE foram cúmplices”.

Migrantes

O relatório intitulado “Viagem desesperada” das Nações Unidas indica que grande parte das mortes ocorreram em naufrágios e só nas rotas da Líbia para a Europa, uma em cada 14 pessoas morreu.

Líbia

A embarcação estava a 60 milhas da costa da cidade de Misurata e nela encontravam-se 60 pessoas. O pedido de socorro às 9h (hora de Lisboa) de domingo e foi respondido pelas autoridades líbias.

Cimeiras

A questão das migrações, as alterações climáticas e os problemas dos jovens no Mediterrâneo foram temas centrais em reunião de responsáveis de negócios estrangeiros do Grupo 5+5, em Malta.

Migrantes

Foram resgatados 18 migrantes que estavam a bordo de um bote no Mediterrâneo. Entre eles, estão sete homens, quatro mulheres e sete crianças, que foram transportados para o porto de Skala Skamineas.

Imigração

Um total de 2.262 migrantes morreram quando tentavam atravessar o Mar Mediterrâneo no ano passado e outras 113.482 pessoas chegaram à Europa por via marítima, principalmente por Espanha.

Fotojornalismo

Uma fotografia do fotojornalista José Sena Goulão, da Agência Lusa, vence prémio internacional de melhor foto de 2018 da Aliança de Agências de Notícias do Mediterrâneo (AMAN).

Naufrágios

A investigadora siciliana Giorgia Mirto recorre aos cemitérios do sul de Itália para contar e identificar os falecidos no mar Mediterrâneo que querem entrar na Europa, vítimas dos naufrágios.

Crise dos Refugiados

O navio de resgate humanitário francês Aquarius vai regressar ao Mediterrâneo central nos próximos dias, sob o nome de Aquarius 2 e com bandeira do Panamá.

Crise dos Refugiados

A Força Aérea portuguesa salvou esta semana, no Mediterrâneo central, 150 migrantes que se encontravam na água ou à deriva após uma embarcação de borracha sobrelotada ter naufragado.

Observador Summer Sessions

Imigração, legislativas e europeias de 2019, o seu futuro no CDS e o que junta PCP e Bloco à extrema-direita em Bruxelas. Foi assim a Summer Session com o eurodeputado Nuno Melo, vice do CDS.

Crise dos Refugiados

O navio humanitário “Aquarius” partiu de Malta, depois de desembarcar 141 imigrantes, enquanto outro navio italiano com mais 177 pessoas resgastadas do mar aguarda por um porto de acolhimento.

Mediterrâneo

Uma patrulha da guarda costeira líbia resgatou na quarta-feira à noite 156 pessoas, após o barco onde seguiam ter naufragado a 47 milhas da costa de Al Khoms, quando tentavam cruzar o mediterrâneo.

Crise dos Refugiados

Uma em cada sete pessoas que tentou atravessar o Mediterrâneo em junho morreu, sendo que na primeira metade do ano morreu uma em cada 19.

Crise dos Refugiados

A organização não-governamental alemã Sea Watch, que desenvolve operações de resgate no Mediterrâneo, lamentou que a União Europeia esteja a tentar criminalizar os migrantes.

Desporto

Portugal encerrou a estreia nos Jogos do Mediterrâneo, competição que teve início dia 22 e termina domingo, com 24 medalhas, três de ouro, oito de prata e 13 de bronze.

Mediterrâneo

O barco da organização não-governamental alemã Lifeline, com cerca de 230 migrantes, chegou ao porto maltês de La Valeta, depois de permanecer seis dias no Mediterrâneo à espera de uma autorização.

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Natação

O nadador português Alexis Santos conquistou a quarta medalha para Portugal, ao ser medalha de bronze nos 200 metros estilos dos Jogos do Mediterrâneo, que decorrem em Tarragona, Espanha.

Refugiados

Esta sexta-feira, o parlamento condenou a ação dos governos italiano e maltês de não terem permitido o desembarque de 629 migrantes que estavam a bordo do Aquarius.

Atualidade

Esteve três dias sem rumo, sobrelotado com 629 refugiados. As imagens mostram as condições a que foram sujeitos, durante um impasse político resolvido pelo governo espanhol com “28 mil chamadas”.

Crise dos Refugiados

O Comité Internacional da Cruz Vermelha pediu o fim do “massacre” que ocorre no mar Mediterrâneo, após a morte neste fim-de-semana de mais de 110 imigrantes que tentaram fazer a travessia.

Crise dos Refugiados

Serviço de resgate marítimo de Espanha informou hoje que, em dois dias, salvou 476 imigrantes que tentavam realizar a perigosa travessia do Mar Mediterrâneo a partir da costa africana.

Mónaco

O Mónaco vai expandir-se para o mar Mediterrâneo para fazer face à já insuportável densidade populacional. O projeto prevê a criação de um novo distrito e está avaliado em 2,3 mil milhões de dólares.

Imigrantes

Em 48 horas foram resgatados cerca de mil migrantes no Mediterrâneo central. No sábado, foram feitas sete operações de resgate que permitiram recolher cerca de 400 pessoas.

Líbia

Pelo menos 11 migrantes morreram e 263 foram socorridos este domingo, no âmbito de duas operações de resgate, ao largo da Líbia, segundo um porta-voz da marinha líbia.

Natureza

Há seis milhões de anos o Mediterrâneo secou parcialmente devido à “separação” do Atlântico. Depois, a parte ocidental do mar encheu de novo. A parte oriental teve a ajuda de uma cascata.

Refugiados

Viajavam num bote de borracha grande e em dois barcos mais pequenos. No total, mais de 250 refugiados foram resgatados por Itália do Mar Mediterrâneo, na noite de segunda para terça-feira.

Mónaco

O Mónaco está sem espaço para construir habitações de luxo. O príncipe Alberto II aprovou um projeto que permite a extensão da área pertencente à cidade-estado, para construir novas habitações.

África

Autoridades espanholas referem ter resgatado cerca de 500 migrantes que tentavam atravessar o Mar Mediterrâneo a partir da costa norte-africana em direção à Europa a bordo de 46 pequenas embarcações.

Mediterrâneo

Os navios dos Médicos Sem Fronteiras (MSF) e da SOS Mediterrâneo resgataram quase 600 imigrantes no Mediterrâneo central quando estes tentavam chegar a Itália, a partir da Líbia.

Imigrantes Ilegais

O navio patrulha “Viana do Castelo” salvou, no domingo, 63 migrantes tunisinos em três embarcações, à deriva no Mar Mediterrâneo, entre a Tunísia e Itália.

Mediterrâneo

O Mar Menor – que faz a ligação ao mar Mediterrâneo – está a desaparecer. A comunidade científica ressalva os perigos de um eventual desaparecimento deste canal. Veja as diferenças notórias.

Crise dos Refugiados

Os números mostram uma redução face ao mesmo período do ano passado. A maioria das mortes aconteceu nas rotas migratórias do Mediterrâneo.

Crise dos Refugiados

Restrições da Líbia à assistência humanitária e insegurança na zona levaram a que algumas organizações não governamentais suspendessem as operações de resgate de migrantes no Mediterrâneo.

Crise dos Refugiados

A ONG “Sea Eye” respondeu a um pedido das autoridades marítimas para ajudar um navio anti-refugiados do movimento xenófobo “Geração Identitária”, mas este recusou qualquer ajuda.

Lazer

Cruzeiro exclusivo para casais swingers partiu de Roma com 700 pessoas a bordo e chega este domingo à cidade do norte de Espanha. Bilhete individual pode custar até perto de 10.600 euros.

Longe de perseguições refugiados acolhidos em Minas comemoram 2019

Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens) Após 30 anos vivendo como apátrida por ser filha de casamento inter-religioso proibido no Líbano, Maha Momo foi naturalizada brasileira e divulga o modelo legal do país (foto: Paulo Filgueiras/EM/D.A Press) A Venezuela vive um grave problema de instabilidade econômica e política. Já a Síria passa por uma guerra que começou em 2011, dentro do contexto da Primavera Árabe, quando houve uma série de protestos contra o governo de Bashar al-Assad. E Minas recebe refugiados desses países. A maioria dos refugiados (60,7%) que moram em Minas é proveniente da Síria, onde a guerra civil já causou a morte de milhares de pessoas, de acordo o Diagnóstico de Migração e Refúgio no Estado de Minas Gerais, de abril. A guerra civil também interrompeu os planos da família síria Tomeh – que era dona de empresas e fazendas de criação de ovelhas, gado leiteiro e frangos, além de fábrica de alimentos. A família síria foi a primeira entre os refugiados do seu país a chegar a Belo Horizonte em busca de uma “vida digna” e, em 2018, sobrevive na cidade após quatro anos de transição. E quem já virou brasileiro no papel faz até divulgação no exterior do modelo legal adotado no país (leia mais abaixo).A família estava na Líbia, Norte da África, expandindo os negócios com abertura de uma empresa, quando os protestos populares evoluíram para a violenta revolta, opondo governo a rebeldes. Em decorrência da instabilidade política na Líbia, a família voltou à Síria para retomar a vida, mas não havia mais empresa ou casa: tudo tinha sido destruído. “Quando você está em casa, leva o que tem de mais querido. Mas nós não estávamos e hoje não temos uma foto da infância”, lamenta Khaled Tomeh. Decidida a deixar o país, a família fez contatos com embaixadas. Foram três anos vivendo em guerra até que viu que o Brasil estava recebendo refugiados sírios. A escolha por Belo Horizonte foi definida via internet: “Procuramos em um site sobre as cidades brasileiras. Nos quesitos custo de vida e clima, Belo Horizonte ganhou. E escolhemos muito bem. A gente se sente em casa”, contou.O passado ficou para trás e a família Tomeh não tem planos de retornar à Síria, mesmo que a guerra termine. “Belo Horizonte já é a nossa casa e é o lugar para crescer e criar as nossas raízes”, contou. Mary Gattas, a esposa, veio refugiada ao lado do marido. O futuro está no Brasil com o nascimento das filhas Yasmin, que nasceu em 29 de março 2015 e Clarissa, em 27 de julho de 2018. “Nos casamos muito rápido. E foi uma cerimônia muito difícil, porque uma bomba caiu no mesmo dia bem próximo da igreja onde celebramos a união. Foi uma noite bem violenta”, lembrou. Três meses depois, eles já estavam no Brasil e a primeira filha nasceu brasileira. “A primeira filha foi muito difícil. Não sabíamos como seria, não sabíamos nem como registrá-la. Já com a segunda, já entendíamos os trâmites”, lembrou. “Minhas filhas não se entendem como refugiadas. Elas são criadas na cidade delas, onde terão um futuro. Não se sentem estrangeiras”, disse. As duas já nasceram conversando em português.”Bom de cozinha e conhecedor profundo da culinária árabe, Khaled Tomeh, também formado em agronomia, comanda a produção doméstica de quibes, esfirras, pastas e outros alimentos. Começou com a entrega de marmitex em domicílio. Mas o negócio cresceu e hoje ele está à frente de Baity Delícias Árabes no Mercado Central, que abriu em 2017. “Queremos desejar que eles tenham lugar pra cuidar dos filhos em paz. Quero 2018 com muita esperança no mundo”, concluiu. Como Ajudar Refugiados: 15 Passos (com Imagens) Khaled Tomeh com a filha Yasmin, que nasceu no Brasil, em reunião de família regada pelas delícias que vende no Mercado Central (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press)

  • Enfim, uma pátria

Enquanto a família Tomeh (re)constrói sua vida em Belo Horizonte, há quem já tenha se estabilizado em Minas e conquistado os documentos brasileiros. Esse foi o desfecho da história de luta das irmãs Maha e Souad Mamo. “Estou muito feliz com minha nacionalidade brasileira. O ano de 2018 foi muito intenso e importante na minha vida. Como se diz, quando você faz 30 anos, o ciclo é de mudança”, comemorou Maha Mamo. As irmãs foram as primeiras a ter a condição de apátrida reconhecida no Brasil e, meses depois, foram naturalizadas brasileiras. Agora, Maha divulga pelo mundo o modelo legal brasileiro.Apátridas são pessoas que não são titulares de qualquer nacionalidade. Toda criança ao nascer é registrada e obtém um documento de identificação com nome, idade e nacionalidade. E é esse simples papel que, durante a vida,  dá acesso a direitos básicos para exercer cidadania, como se matricular em uma escola para estudar, conseguir um emprego, fazer uma consulta médica no hospital, abrir uma conta bancária ou viajar para qualquer lugar. “Pois é, é apenas um papel. Mas foram tantas as negativas”, lembrou a jovem.Nascidas no Líbano, as irmãs não puderam ser registradas no país porque o pai é cristão e a mãe muçulmana. O casamento inter-religioso não é reconhecido no país árabe. Por isso, nenhum dos três filhos do casal – além delas, um rapaz, Edward Mamo – puderam ser registrados. Após pedir refúgio para dezenas de países, foi o Brasil que acolheu os três filhos em 2014. E em BH eles foram recebidos por uma família moradora do Bairro Serrano, na Região da Pampulha. O trio viu na capital mineira a esperança e a grande oportunidade de começar uma nova vida. Mas enfrentou grandes desafios. O maior deles  em 30 de junho de 2016, quando o Edward foi assassinado por assaltantes, aos 26 anos. Ele estava em um carro parado, com uma amiga, em uma rua do bairro, quando dois homens e uma mulher anunciaram o assalto. Edward não falava português e os homens mandaram a vítima entregar a chave do carro. Como não entendeu o que o rapaz dizia, um dos assaltantes atirou duas vezes para o alto. Ao ver que não conseguiria levar o carro, matou Edward.Desde então, a luta de Maha mudou: “Não quero viver nem mais um dia sem passaporte. Quero minha nacionalidade. Não quero mais viver em um limbo”, declarou ao Estado de Minas, antes de ter a nacionalidade concedida. Como a família chegou ao Brasil antes da sanção da Lei de Migração Lei 13.44), o Brasil recebeu as apátridas como refugiadas. Após conquistar os primeiros documentos nessa condição, elas deram um passo importante: o reconhecimento da condição de apátridas, em 26 de junho de 2018. Assim, as irmãs puderam, finalmente, requerer a naturalização brasileira – procedimento disponível especificamente para quem não tem nacionalidade. Na prática, quando consideradas brasileiras, elas passaram a ter todos os direitos civis de cidadãos nacionais – como ter passaporte e acesso ao sistema público de saúde. E seu grande sonho de conseguir a nacionalidade se concretizou em outubro depois de tantos anos vivendo na invisibilidade. “Foi muito marcante pegar minha identidade e meu passaporte. Na última viagem que eu fiz, por ter documentos brasileiros pude entrar no país sem parar na imigração. É um sentimento de liberdade”, contou a jovem.

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E, segundo ela, até a virada do ano ainda não tinha tido tempo de comemorar. “Desde então, só estou viajando: fui para Genebra, Guatemala, Argentina e Costa Rica. Mas, isso tudo para levar o modelo de Lei do Brasil para outros países.

A missão da minha vida começa daqui pra frente”, contou Maha. As irmãs Mamo são duas das 10 milhões de pessoas que passam por essa situação no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU). “2019 vai ser ano de luta.

Quero lutar para dar visibilidade à causa”, completou.

Apoio que faz a diferença

As histórias mostram trajetórias difíceis e a busca pela paz. Para ajudá-los a traçar os caminhos, o Serviço Jesuíta a Migrantes e Refugiados (SJMR) recebe em Belo Horizonte pessoas que vêm em busca de regularização de documentos e trabalho. “A gente dá um auxílio. Fazemos currículo para os migrantes e divulgamos para as empresas.

Quando o empregador disponibiliza alguma vaga, a gente indica quem tem o melhor perfil”, conta Nathália de Oliveira, responsável pela regularização documental do SJMR. Os migrantes e refugiados chegam à instituição por meio de amigos, alguns por indicação da Polícia Federal e outros pelos consulados.

No Natal, a instituição promoveu uma ação comovente de integração entre brasileiros e migrantes. “Algumas pessoas entraram em contato conosco e disponibilizaram suas casas para receber os migrantes e refugiados para passar o Natal juntos”, disse ela. Neste ano, duas famílias receberam os migrantes em Belo Horizonte.

Uma delas, um casal de venezuelanos e outra, dois irmãos libaneses. Estrearam o projeto no primeiro Natal deles em solo brasileiro. “É um projeto-piloto, fizemos uma triagem para entender quais migrantes se encaixariam melhor, respeitando a questão cultural e religiosa de cada um deles.

Se der certo, a gente pretende continuar nos próximos anos”, disse.

Pensando em auxiliar essas pessoas, o governo de Minas instituiu o Comitê Estadual de Atenção ao Migrante, Refugiado e Apátrida, Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Erradicação do Trabalho Escravo (Comitrate), como forma de garantir ações urgentes para atender à crescente demanda – principalmente de refugiados e imigrantes em Minas.

Estudo feito a partir de entrevistas com 376 imigrantes estrangeiros, divulgado em abril, traçou o perfil das pessoas que buscaram Minas para morar. Até aquele mês, o estado registrava um total de 16.550 imigrantes. Belo Horizonte é o município que concentra a maioria deles (36,9%), seguido de Contagem (8%) e Uberlândia (5,8%).

O diagnóstico aponta para uma interiorização crescente do fenômeno, que tem ampliado sua capilaridade no estado. Aproximadamente 60% dos imigrantes que moram no estado são provenientes de 10 países. Lideraram a lista: Haiti (11,3%), Colômbia (8,2%), Portugal (7,2%), China (7,1%) e Itália (7%). Para compilar os dados, foram utilizadas estatísticas do Censo do IBGE e do Comitê Nacional para os Refugiados (Conare), do Ministério da Justiça.

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos, Participação Social e Cidadania (Sedpac) promoveu no mês passado a capacitação presencial sobre migração e refúgio em Minas Gerais, voltada para servidores públicos das áreas de saúde, educação e assistência social e outras, com o objetivo de prepará-los para a abordagem, o acolhimento e o atendimento às demandas da população de migrantes e refugiados, como inclusão social, econômica, laboral, assistência jurídica, acesso à saúde e educação, e o direcionamento para a rede de promoção e proteção de seus direitos.

Cinco pontos para ajudar refugiados da Síria – Anistia Internacional

Ao assistir ao infinito fluxo de deploráveis notícias da Síria, podemos vir a nos sentir impotentes quanto ao que fazer para ajudar. A verdade é que muito mais pode ser feito para ajudar aos milhões que carregam o peso do conflito; falta apenas vontade política para tanto.

Países em todo o mundo podem tomar medidas concretas para aliviar o sofrimento daqueles que foram deslocados pelo conflito.

Mais de 4,25 milhões foram deslocados internamente na Síria e dois milhões estão refugiados no exterior, o que chega a quase um terço da população.

Há pouca controvérsia política em prestar ajuda a eles, nenhum bate-boca no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas, nenhum desacordo público entre a Rússia e os EUA. Sendo assim, porque isso não está acontecendo?

A escala da crise humanitária na Síria é praticamente inimaginável.

A expectativa da Organização das Nações Unidas é de que, até o fim do ano, mais de 10 milhões de pessoas estejam necessitando de auxílio humanitário: metade da população.

A escala da destruição no país, o elemento sectário do conflito e as várias facções em luta garantem que a crise humanitária continue por anos, mesmo após o fim do conflito.

Houve certa ajuda, mas ainda longe do suficiente. O apelo humanitário da ONU para a Síria, no valor de US$ 5 bilhões, recebeu menos da metade de seu financiamento.

O jornal britânico The Guardian publicou um infográfico informativo mostrando as contribuições feitas for vários países em relação ao PIB de cada um.

É uma dolorosa e clara evidência do quanto mais podemos fazer para ajudar, especialmente na diferença entre o dinheiro prometido e o valor que foi de fato pago.

Portanto, o que deve ser feito?

Primeiro: As fronteiras devem permanecer abertas para aquelas que escapam do conflito.

Países vizinhos receberam uma quantidade muito grande de refugiados, mas houve algumas infelizes exceções.

O Jordão não está deixando entrar, dentre outros, refugiados palestinos que há décadas residiam na Síria. O Egito rejeitou os cidadãos sírios que chegaram ao país e deportou centenas de outros.

Segundo: A comunidade internacional – em especial os países da União Europeia, do Golfo, Rússia, China, Índia, EUA e outros que tenham meios econômicos – devem financiar totalmente o apelo humanitário da ONU para Síria.

O apoio humanitário deve ser sustentado e não uma contribuição em parcela única; deve haver um compromisso desenfreado da parte de países individuais e de grupos como o G20 para assegurar que os apelos humanitários continuem a ser financiados.

Os países vizinhos, em especial a Jordânia e o Líbano, necessitarão de sustentação em longo prazo para que continuem recebendo um grande n úmero de refugiados e fornecendo a eles serviços essenciais, tais como educação e saúde.

O Líbano está hospedando agora 759 mil refugiados sírios; uma em cada seis pessoas no país. A Jordânia, um dos países com maior escassez de água do mundo, é agora lar para 525 mil refugiados sírios, 12% da população do país.

Mais uma vez, o papel da comunidade internacional é crítico.

Terceiro: Qualquer pessoa em fuga da Síria deve ser considerada carente de proteção internacional.

A vasta maioria dos refugiados da Síria, incluindo refugiados palestinos, provavelmente atende aos critérios para status de refugiados sob a lei internacional. Devem contar com a proteção e os benefícios conferidos ao status do refugiado.

A chave para esta questão é que os refugiados sírios não devem ser restritos a períodos curtos de residência ou excluídos de programas de reunificação familiar.

Quarto: Refugiados da Síria, como todos os refugiados, não devem ser sujeitos a detenção durante a imigração. Refugiados da Síria foram detidos em vários países, incluindo a Bulgária, Egito e Grécia. A detenção durante imigração de refugiados é ilegal sob a lei internacional.

Quinto: Os países europeus, que aceitam um número relativamente pequeno de refugiados, devem retirar refugiados vulneráveis da região, oferecendo-lhes residência ou participando de programas humanitários de assentamento. Estes devem estar acima de programas existentes para refugiados.

E deve ser um esforço sério de assentamento de milhares dos refugiados, não apenas em números simbólicos.

O assentamento e a admissão humanitária contribuirão somente com uma pequena marca no imenso número de refugiados hospedados por vizinhos da Síria, mas podem ser uma maneira muito eficaz de ajudar àqueles que estão mais vulneráveis.

O sofrimento humano no conflito sírio está claro para que todos vejam. Sabendo que há passos concretos que podem ser tomados para aliviar este sofrimento, as comunidades árabe e internacional podem e têm a obrigação de fazer mais. A falta de ação complicará e atrasará a eventual reconstrução da Síria, e agravará as consequências do conflito em países vizinhos.

Representantes de governos estarão em Genebra a partir de 30 de setembro para uma reunião anual do Comitê Executivo do Comissário Superior de Refugiados da ONU a fim de discutir a proteção internacional de refugiados.

Refugiados: saiba como cada um de nós pode ajudar | TVI24

São milhares os refugiados e migrantes que fogem de guerras e da pobreza, tentando a sua sorte na Europa. A título de exemplo, nos últimos três meses, quase dois mil migrantes tentaram atravessar ilegalmente a fronteira da Itália nos Alpes para chegar a França. Muitos morreram devido às baixas temperaturas e à neve.

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Em 2015, no pico da crise humanitária provocada pela guerra na Síria, Aylan, o menino que morreu afogado e cujo corpo deu à costa numa praia turca tornou-se símbolo do desespero e da luta dos milhares de refugiados que todos os dias chegavam à Europa para fugir da guerra civil.

A imagem correu mundo, despertando consciências para o problema e para a necessidade de ajudar estas pessoas. 

“O pico da crise humanitária de refugiados ficou para trás: os inéditos fluxos elevados de entrada da segunda metade de 2015 e início de 2016 recuaram ao longo do ano passado”, escreve o diretor de Emprego, Trabalho e Assuntos Sociais da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico, Stefano Scarpetta, no editorial do “International Migration Outlook 2017”, o relatório da OCDE sobre Migrações.

Ainda assim, em todo o mundo, a deslocação forçada causada pela guerra, pela violência e pela perseguição atinge níveis sem precedentes.

De acordo com as últimas estatísticas do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), o número de migrantes forçados em todo o mundo ultrapassa os 65 milhões e não para de aumentar.

Portugal, enquanto país de acolhimento, é reflexo disso mesmo. De acordo com dados provisórios disponibilizados à TVI24 pelo Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), em 2017, foram apresentados 1004 pedidos espontâneos de proteção internacional.

Trata-se de um acréscimo de 42,81% em comparação com o ano anterior. Isto sem contar com as pessoas que chegaram a Portugal no âmbito dos programas de recolocação e reinstalação da União Europeia.

Na sequência do Dia Mundial do Migrante e do Refugiado, que se assinalou no domingo, importa sublinhar que muitas das pessoas obrigadas a fugir das próprias casas para salvar a vida nem conseguem sair dos seus países e, muitas das que conseguem, morrem pelo caminho. As que sobrevivem estão em condições sub-humanas e precisam de ajuda. Precisam de ajuda na Europa, precisam de ajuda ao longo do caminho e precisam de ajuda nos países de origem.

Se a crise humana dos migrantes e dos refugiados o impressiona, saiba que há várias formas de dar um contributo para lhes reduzir o sofrimento, estejam eles nos países de acolhimento, em campos de refugiados em países terceiros ou nos próprios países. Ajuda monetária, bens essenciais e, também, voluntários para colaborarem no terreno. Tudo e todos são imprescindíveis.

São muitas as instituições a que se pode dirigir e que o ajudarão a canalizar o seu contributo seja em Portugal ou no estrangeiro. Aqui ficam alguns exemplos do que pode fazer para ajudar. Pode ser pouco ou pode ser muito. Na maior parte dos casos pode significar apenas clicar no sítio certo. A escolha é sua.

Ajudar os que cá chegam

  • Serviço Jesuíta aos Refugiados (SJR)
  • Esta organização internacional da Igreja Católica salienta que o contributo da sociedade civil tem um forte impacto na vida dos migrantes que acolhe e orienta porque para ajuda a concretizar projetos que vão do apoio social ao apoio psicológico, médico e medicamentoso, passando pelo apoio jurídico e pelo encaminhamento e apoio à integração profissional, entre outros.
  • Se decidir ajudar dando dinheiro, o SJR possibilita três formas de fazer donativos:
  • Transferência bancária para o IBAN PT500036.0071.99100093831.32 
  • Cheque / Vale Postal dirigido a JRS-Portugal  Serviço Jesuíta aos Refugiados, enviado para a seguinte morada: Rua Rogério de Moura, Lote 59, Alto do Lumiar, 1750-342 Lisboa
  • IRS – através da doação sem quaisquer custos de 0,5% do imposto, preenchendo os campos existentes para o efeito na respetiva declaração com o NIF 504776150.

Claro que pode ir mais longe, oferecendo emprego aos refugiados. Se tem necessidade de contratar trabalhadores nas áreas dos serviços domésticos, cuidados a idosos, acompanhamento a crianças, restauração e hotelaria, entre outros, basta preencher um formulário disponível online.

O voluntariado é sempre bem-vindo. Se quiser colaborar com o SJR contacte diretamente para o email [email protected] ou preencha o formulário de candidatura disponível no site oficial.

Conselho Português para os Refugiados (CPR)

Esta Organização Não Governamental (ONG) portuguesa, que se dedica exclusivamente desde 1991 à causa dos refugiados, procura minimizar as consequências das deslocações forçadas, em particular das pessoas acolhidas em Portugal. Apoia diariamente mais de 300 requerentes e beneficiários de proteção internacional e aceita doações.

A instituição tem dois centros de acolhimento: um na Bobadela, em Loures, para adultos e famílias, e outro, exclusivo para menores não acompanhados, no Parque da Bela Vista, em Lisboa.

 Nestas duas casas, são sempre necessários alimentos não perecíveis.

Nesta altura do ano, e por causa do frio, a instituição necessita especificamente de cobertores, mas a doação de outra roupa de cama, como lençóis, também é bem-vinda, explicou à TVI24 uma responsável do CPR.

As doações devem ser feitas diretamente no Centro de Acolhimento para Refugiados: Rua Senhora da Conceição, Bairro dos Telefones, Bobadela.

O CPR, que dispõe ainda do Espaço A Criança (creche e jardim de infância em Lisboa) e de um programa de parceria com as autarquias (com refugiados sírios e iraquianos espalhados em casas pelo país), também está sempre disponível para aceitar voluntários. Todas as propostas devem ser enviadas para o email: [email protected]

Plataforma de Apoio aos Refugiados (PAR)

A plataforma de organizações da sociedade civil portuguesa para apoio aos refugiados valoriza muito o contributo cívico e aceita várias formas de ajuda.

– O projeto PAR – Acolhimento de famílias recebe propostas de instituições anfitriãs (como escolas, empresas, autarquias, IPSS, associações, etc.) que estejam disponíveis para dar um teto a famílias de refugiados em Portugal. Se representa uma instituição que pretende acolher uma família de refugiados, preencha o respetivo formulário disponível no site.

Voluntariado e apoio de empresas também são bem-vindos. Como fazer? 

Para se oferecer como voluntário, é só preencher o formulário para inscrição online.

Se representa uma empresa e está interessado em fazer uma oferta específica de bens e/ou serviços ou integração de pessoas refugiadas no mercado laboral, envie um email para: [email protected].

– Outra forma de ajudar é participar da missão PAR – Linha da [email protected]écia, que desenvolve a sua ação em Atenas e na ilha de Lesbos.

A informação disponível no site oficial não está atualizada, mas Tânia Neves, coordenadora do programa PAR Linha da Frente, adiantou à TVI24 que a missão, que teve início em março de 2016, é revista/renovada trimestralmente e que, para já, terá continuidade até 31 março de 2018.

A mesma responsável explicou que, para já, as equipas de voluntários estão fechadas até ao final de março e que não foram abertas novas candidaturas porque a plataforma recorreu às muitas manifestações de interesse que já constavam da base de dados.

Não podendo candidatar-se como voluntário (pelo menos nos próximos três meses), pode ainda assim ajudar através de um contributo financeiro. Os donativos são sempre bem-vindos já que a missão tem despesas fixas mensais.

PAR – Linha da Frente. A Plataforma de Apoio aos Refugiados tem uma campanha de recolha de fundos de apoio aos refugiados e deslocados internos nos países de origem. No presente, a recolha de fundos só decorre para a Grécia.

A forma de fazer donativos é através de transferência bancária para a conta PAR Grécia, de que é beneficiário o Instituto Padre António Vieira, no Porto, a instituição que coordena a PAR. IBAN: PT50.0036.0000.99105909865.

94 ou BIC/SWIFT: MPIOPTPL.

  1. Cruz Vermelha Portuguesa
  2. A vertente nacional do Movimento Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho criou em 2015 uma conta bancária para a causa dos refugiados que ainda se encontra aberta para donativos:
  3.  NIB: 0010 0000 31845470001 74
  4.  IBAN: PT50 0010 0000 3184 5470 0017 4
  5. SWIFT/BIC: BBPIPTPL

Joana Rodrigues, coordenadora nacional do programa da Cruz Vermelha Portuguesa de acolhimento aos refugiados, explicou à TVI24 que as verbas se destinam a colmatar despesas com os processos de integração e de acolhimento aos refugiados em território nacional.

Em concreto, um programa de recolocação relacionado com os fluxos migratórios de 2015 para a Europa e com a necessidade de escoar para os Estados-Membros da União Europeia os refugiados aglomerados em campos na Grécia e na Itália.

E ainda, um programa de reinstalação destinado a outro tipo de refugiados, que estão em campos na Etiópia e na Jordânia, no Líbano e na Turquia, e que os Estados-membros da União Europeia também se voluntariam para acolher.

Cáritas Portuguesa 

A instituição oficial da Conferência Episcopal Portuguesa é uma das entidades que presta serviços de acolhimento e integração a refugiados no país, através do programa da Plataforma de Apoio aos Refugiados PAR – Acolhimento de famílias. Cáritas Interparoquial de Castelo Branco, Cáritas Diocesana de Coimbra, Cáritas Diocesana de Viseu e Cáritas Paroquial da Caranguejeira acolheram dez famílias, que correspondem a 53 pessoas (22 adultos e 31 menores).

Em declarações à TVI24, uma responsável da Cáritas Portuguesa explicou que a instituição não tem neste momento a decorrer uma campanha nacional específica para os refugiados, mas reforçou o convite a que os cidadãos acompanhem a campanha global de consciencialização pública Partilhar a Viagem (Share the Journey, na designação original em inglês), lançada pela confederação internacional da Cáritas a 27 de setembro de 2017, com o apoio do Papa Francisco, com a duração de dois anos. Tem como objetivo aproximar os migrantes e refugiados das comunidades, criando mais espaços e oportunidades, para que partilhem as suas histórias e experiências, de modo a que o maior número de pessoas perceba o que pode fazer e como pode conhecer melhor a realidade dos que, a certa altura da vida, tiveram que deixar o próprio país.

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