Como ajudar entes queridos com transtorno de desapego

A depressão é uma doença grave que pode às vezes ser confundida com uma simples fadiga. Frequentemente ela se esconde por trás de uma excessiva dependência do trabalho sob uma aparente alegria de viver. A tristeza, a falta de iniciativa, a perda da força física e mental são alguns dos sinais desta doença, mas não são os únicos.

Só um médico pode dar um diagnóstico definitivo, mas é possível identificar, por meio de alguns sinais, a presença de tal transtorno emocional em si mesmo ou num ente querido.

O Incrível.club decidiu investigar os sintomas da depressão que não são assim tão evidentes. Conhecer esses sintomas pode fazer com que você evite as consequências negativas do problema.

Como Ajudar Entes Queridos com Transtorno de Desapego

O aumento do desejo de uma pessoa de falar sobre assuntos filosóficos usando uma linguagem abstrata pode indicar a existência de uma depressão oculta. “Isto sempre acontece comigo” em vez de “há duas semanas não durmo o suficiente”.

“Nada faz sentido” no lufar de “acho que eu deveria experimentar um método diferente”. As pessoas depressivas gostam de falar sobre o sentido da vida, e fazem isso o tempo todo, mas suas palavras não dizem nada em concreto.

Os psicólogos consideram que, quanto mais concreta é a pessoa na hora de expressar seus sentimentos, maiores são as chances de que ela se sinta satisfeita com a vida.

Na foto acima, Chester Bennington, ex vocalista do Linkin Park, poucos dias antes de cometer o suicídio. Você diria que há algo errado com ele?

Como Ajudar Entes Queridos com Transtorno de Desapego

As pessoas com transtorno depressivo geralmente dão desculpas para esconder seus verdadeiros desejos e tristezas. Por exemplo, podem inventar uma história comovente sobre o porquê de não terem ido ao aniversário de um amigo ou faltado ao jantar com colegas de trabalho. As desculpas servem como uma camuflagem, com o intuito de não incomodar ninguém com as próprias emoções negativas.

Como Ajudar Entes Queridos com Transtorno de Desapego© Magnolia Pictures, © Warner Brothers

A pessoa que passa por uma fase depressiva enxerga a realidade à sua maneira. Pode começar a se mostrar como alguém que concorda com todos, que não expressa suas opiniões e vontades, que não reage perante uma ofensa e que até deixa de sentir dor nas situações em que isso é inevitável, como após a morte de um ente querido.

Nas fotos acima, os atores, Robbin Williams e Heath Ledger. Williams se suicidou; Ledger morreu por intoxicação de remédios.

Como Ajudar Entes Queridos com Transtorno de Desapego

Quando num estado depressivo, a pessoa pode queixar-se de incômodos na região do coração, tensão nas mãos e nos pés, dificuldade para respirar, dor de cabeça, de dente ou outro sintoma físico.

O mais provável é que um check-up médico mostre que está tudo em ordem com a saúde, indicando que as sensações de dor podem ser resultados da ansiedade.

Por outro lado, a dor frequentemente acaba provocando mais estresse e ansiedade, criando assim um círculo vicioso que obriga a pessoa a encarar dores psicossomáticas repentinas.

A pessoa deprimida geralmente passa muito tempo remoendo mentalmente as mesmas ideias, sem parar. Ela acredita que, desta maneira, está procurando respostas para suas perguntas, mas o fato é que os pensamentos obsessivos não podem resolver seus problemas.

Pelo contrário: criam a ilusão de que se chegará a uma saída.

É fácil perceber quando um ente querido está sofrendo com pensamentos obsessivos: geralmente, em momentos assim, a pessoa assume uma postura reflexiva, dispersa, falando o tempo todo sobre o mesmo assunto, mas sem tentar transformar o discurso em ação.

O personagem principal do filme “Sem Limites” é um ótimo exemplo dessa situação. O homem interpretado por Bradley Cooper não para de pensar em como escrever um livro de sucesso, mergulhando cada vez mais na apatia e no estresse. Enquanto isso, vê os amigos e pessoas queridas se afastarem.

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O estado depressivo quase sempre se reflete na aparência. Quando alguém começa a se descuidar, deixa de atender às normas básicas de higiene e não mantém a casa em ordem, é bom se preocupar. Mas isso só se aplica a quem não teve problemas anteriores para manter a organização e a limpeza.

A mudança no ritmo de trabalho também pode ser um importante indicador de um quadro depressivo. A pessoa afetada pode deixar de executar tarefas cotidianas, começar a esquecer das coisas, sentir cansaço, pensar que algo não faz sentido.

É possível também haver uma reação oposta, quando a pessoa que antes não era muito ativa de repente se torna viciada no trabalho, criam uma agenda lotada e passam a colecionar “conquistas”.

Nesses momentos, é comum a pessoa tentar escapar dos próprios sentimentos e se convencer de que há um sentido na vida.

Mascarar a depressão usando uma aparência de positividade é algo bem comum. Em público, as pessoas que estão à beira de um constante abismo emocional podem se mostrar alegres e despreocupadas. Evitam as conversas sérias e faziam piadas sobre assuntos espinhosos. Só é possível fazer com que uma pessoa assim se abra durante uma conversa em particular.

  • É possível atestar um provável estado depressivo por meio do teste de depressão de Beck ou da escala de Zung.
  • Caso observe sintomas de depressão num familiar ou amigo, é importante conversar com ele sobre sua saúde e oferecer ajuda. Se a pessoa não permitir aproximações, é melhor deixá-la sozinha durante algum tempo, mas acompanhando seu quadro.
  • Não subestime os problemas dos seus entes queridos, não faça ironias e nem piadas sobre a situação. Palavras como “anime-se”, “já chega” e “relaxe” não funcionam nesses casos.
  • Ajude nas coisas pequenas, nos problemas cotidianos. A depressão retira da pessoa a energia para lidar com eles.
  • Não queira obriga a pessoa deprimida a ter uma vida ativa. Ela ainda será incapaz de fazer isso.
  • Tente fazer pausas na comunicação com uma pessoa deprimida, para evitar acabar caindo também no mesmo estado.
  • Conteste os mitos de que depressão não deve ser tratada por um especialista. Sugira que a pessoa procure ajuda profissional.
  • Preste atenção às pessoas ao seu redor. Às vezes, por trás de um sorriso e de uma vida aparentemente ideal no Instagram, podem haver muitos problemas escondidos.
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Como a perda de um dos pais pode afetar a sua saúde mental

Como Ajudar Entes Queridos com Transtorno de Desapego

Tornei-me órfão quando tinha 52 anos. Apesar da minha idade e experiência profissional, a perda do meu pai me mudou para sempre. As pessoas dizem que é como perder uma parte de você mesmo, mas eu senti que a âncora da minha identidade era o que havia sido perdido.

Choque, entorpecimento, negação, raiva , tristeza e desespero são os sentimentos que a maioria das pessoas atravessa após a perda de um ente querido. Essas emoções podem persistir em vários graus por muitos meses depois.

A maioria das pessoas experimenta esses sentimentos em etapas que não ocorrem em nenhuma ordem particular, mas diminuem em intensidade ao longo do tempo. Não importa quanto tempo demore, muitas pessoas ao seu redor podem ficar impacientes para que você se sinta melhor mais cedo.

No entanto, algumas pessoas continuarão experimentando emoções intensas por anos após a perda, e esse sofrimento pode ter efeitos cognitivos, sociais e culturais.

O vínculo entre dor, dependência e doença mental

Estudos mostram que perder um pai ou mãe pode levar a um aumento do risco de desenvolver problemas de saúde mental e emocional a longo prazo, como depressão, ansiedade e abuso de entorpecentes.

Isto é especialmente verdadeiro se a pessoa não receber um apoio durante o seu luto.

Perder um dos pais na infância aumenta significativamente o risco de desenvolver problemas de saúde mental, cerca de uma em cada 20 crianças menores de 15 anos já sofreu a perda de um ou ambos os pais.

Outro fator que influencia o desenvolvimento de problemas de saúde mental é a percepção de proximidade com o falecido e o quanto essa perda mudará sua vida. Isso não quer dizer que as pessoas não experimentem sentimentos de dor se perderem um pai com o qual eles não sejam muito próximos ou conheçam bem – essa perda ainda pode ser sentida profundamente.

Os dados da pesquisa sobre os efeitos a longo prazo da perda parental indicam que o falecimento filial pode afetar a saúde mental e física, sendo os homens mais propensos a relatar problemas de saúde física.

Os dados também mostram que o gênero influencia o impacto da morte dos pais – os homens que perdem seu pai parecem experimentar a perda mais intensamente do que as filhas, enquanto as mulheres que perdem a mãe parecem ter um impacto maior do que os filhos.

Intervenções sobre o sofrimento: quando você precisa de ajuda para recuperar a perda

A pesquisa sobre a teoria do vínculo e a teoria do luto levou ao desenvolvimento de intervenções que ajudam as pessoas a curar a dor de uma perda.

As intervenções de luto são mais eficazes quando se concentram nos recursos pessoais do indivíduo, na capacidade de melhorar sua resiliência, bem como nos cuidados paliativos de membros da família nos meses que sucedem a perda.

Quando uma pessoa experimenta um sofrimento complicado ou contínuo – sofrimento que persiste muito depois dos meses que se seguem à morte – podem ser justificadas intervenções e avaliações adicionais para problemas de saúde mental.

Uma vez que todos processam a perda a sua maneira e em sua própria linha de tempo individual, pode ser difícil reconhecer quando e se os sentimentos de perda se tornaram um sofrimento complicado.

Também conhecido como transtorno complexo persistente do desapego, esta forma mais prolongada de sofrimento é geralmente marcada por emoções tão severas, dolorosas e duradouras que a pessoa não consegue aceitar a perda e retomar sua vida, mesmo muitos meses ou anos depois.

Os estágios de recuperação após a morte de um ente querido normalmente envolvem permitir-se experimentar a dor de sua perda, que gradualmente dará lugar à aceitação da realidade.

O processo de cicatrização também envolve achar possível, com o tempo, desfrutar de outros relacionamentos.

Se você continuar a experimentar um foco elevado de lembranças dolorosas de seu ente querido, uma psicoterapia pode ser útil.

O aconselhamento familiar também pode ajudar. A morte de um dos pais pode reviver feridas ou ressentimentos passados ​​ou alterar relacionamentos e dinâmicas familiares. Um psicoterapeuta familiar pode ajudar a resolver conflitos antigos e recentes, e ensinar maneiras construtivas para sanar esses problemas.

Há também grupos de apoio de luto que podem ajudar as pessoas a se sentirem menos isoladas em sua perda.

Esses grupos podem ser encontrados nas comunidades locais, bem como online, através de organizações e fóruns de suporte. O luto complicado geralmente resulta em tentativas de auto-medicação com drogas ou álcool.

Nesses casos, ambos os problemas podem ser abordados simultaneamente em um centro de reabilitação de drogas.

O autocuidado também é importante após uma perda. Você será mais capaz de processar seu sofrimento se não se esconder de seus sentimentos, pensamentos e memórias.

Cuide bem de si mesmo comendo bem, descansando o suficiente, exercitando-se e tendo tempo para sofrer e descansar. Seja paciente consigo mesmo e com seus entes queridos aflitos.

A aflição é um processo pessoal, mas você não precisa passar por isso sozinho.

Fonte: Psychology Today traduzido e adaptado por Psiconlinews

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Transtorno ligado à angústia de separação

Transtorno ligado à angústia de separação
Classificação e recursos externos
Afecta entre 3 e 5% das crianças, de 2 a 4% dos adolescentes e de 1 a 2% dos adultos. É igualmente frequente em homens e mulheres.[1]
Especialidade psiquiatria, psicologia clínica
CID-10 F93.0
DiseasesDB 34361
MedlinePlus 001542
eMedicine 916737
MeSH D001010
 Leia o aviso médico 

Transtorno de ansiedade de separação (TAS) ou Transtorno ligado à angústia de separação, é um transtorno de ansiedade caracterizado por intenso medo e estresse quando o indivíduo é separado de sua casa e das pessoas a quem o indivíduo tem uma forte ligação emocional (por exemplo, dos pais, um cuidador ou irmãos). É comum em crianças em idade pré-escolar em adolescentes, mas pode persistir até a idade adulta. A ansiedade de separação é uma parte natural do processo de desenvolvimento e indica saudável desenvolvimento emocional da criança no primeiro mês, não é qualquer ansiedade de separação que deve ser considerado um desenvolvimento de problema comportamental, apenas as persistentes, desproporcionais e prejudiciais.[2][3]

De acordo com a Associação Americana de psiquiatria, transtorno de ansiedade de separação é uma excessiva expressão de medo e angústia, sempre que pressionado a separação da casa ou de um ente querido.

A ansiedade expressada deve ser desproporcional ao esperado nível de desenvolvimento e idade. A ansiedade causa impactos negativos significativos nas áreas do social e do funcionamento emocional, na vida familiar e na saúde física do indivíduo.

A duração deste problema deve persistir por pelo menos quatro semanas em menores de 18 anos de idade ou mais de 6 meses em adultos para que seja feito esse diagnóstico, como especificado pelo DSM-5.

[4] A gravidade dos sintomas inclui antecipação do desconforto, receio de perder-se, necessidade constante de verificar o bem-estar dos entes querido e intensa angústia no momento da separação.[5]

Sem o tratamento adequado para aprender a lidar com a intensa ansiedade de um modo mais saudável frequentemente evolui para outros transtornos de ansiedade (Transtorno de ansiedade generalizada, Fobia social, Transtorno do pânico), transtornos do humor (depressão maior ou distimia) e desordem do sono (insônia, terror noturno ou pesadelos).[6]

Causas

Os fatores que contribuem para o distúrbio incluem uma combinação e interação de fatores biológicos, cognitivos, ambientais, de temperamento infantil e comportamentais. Algumas crianças já nascem tímidas, ansiosas e ser angustiam ao serem separadas dos pais muito mais do que as outras.

Entre gêmeos idênticos 73% compartilham essa ansiedade de separação.[7] Por outro lado, eventos estressantes como morte de entes queridos, mudança de escola ou de casa, divórcio dos pais, doenças e acidentes podem desencadear esse transtorno em indivíduos previamente bem adaptados.

Em adultos tímidos é mais comumente classificada como agorafobia, fobia social ou transtorno de ansiedade generalizada.[8]

Sinais e sintomas

Os problemas de curto prazo mais visíveis resultantes dessa angústia são[9]:

  • Recusar-se a ir a escola, universidade ou trabalho;
  • Declínio progressivo do desempenho;
  • Dificuldade para socializar e fazer amigos;
  • Conflito dentro da família;
  • Dificuldade em dormir só;
  • Medo irracional de perder os entes queridos;
  • Dor de cabeça, mal estar, náusea e vômito quando pressionado a sair sem um ente querido.

Diagnóstico

Para ser diagnosticado com TAS, deve-se exibir pelo menos 3 dos seguintes critérios, por mais de quatro semanas em menores de 18 anos ou mais de seis meses em maiores de 18 anos[10]:

  • Sofrimento excessivo e recorrente ao antecipar ou experimentar a separação de casa ou de entes queridos
  • Preocupação persistente e excessiva em perder entes queridos ou de possíveis danos a eles, como doenças, ferimentos, desastres ou morte
  • Preocupação persistente e excessiva em experimentar um evento desagradável (por exemplo, se perder, ser seqüestrado, sofrer um acidente, adoecer) por causa da separação do ente querido
  • Relutância persistente ou recusa em sair de casa para ir na escola, ao trabalho ou outro lugar sem o ente querido
  • Medo persistente e excessivo ou relutância em ficar sem seus entes queridos em casa ou em outros ambientes
  • Relutância persistente ou recusa em dormir fora de casa ou ir dormir sem estar perto de uma grande figura de apego
  • Pesadelos repetidos envolvendo o tema da separação
  • Reclamações repetidas de sintomas físicos (por exemplo, dores de cabeça, dores de estômago, náuseas, vômitos…) pouco antes ou enquanto está separado dos seus entes queridos

Angústia de separação é normal antes dos 2 anos de idade, esse diagnóstico é exclusivamente para maiores de 2 anos. Autismo ou Esquizofrenia excluem esse diagnóstico.

Tratamento

O tratamento de primeira eleição é uma psicoterapia que inclua o ente querido. A Terapia cognitivo-comportamental e a terapia analítico-comportamental, treinam e ensinam o indivíduo e seu(s) ente(s) querido(s) como lidar com a ansiedade e com a separação. Na TCC há cinco componentes que devem ser ensinados ao paciente com TAS[11]:

  • Reconhecer seus sentimentos, medos e comportamentos
  • Identificar quais situações que provocam comportamentos ansiosos
  • Desenvolver um plano de enfrentamento com reações apropriadas às situações
  • Praticar essas situações, da menos estressante para a mais estressante
  • Avaliar a eficácia do plano de enfrentamento

Quando a psicoterapia não é suficiente, o psiquiatra pode prescrever o uso de um antidepressivo Inibidor seletivo de recaptação de serotonina, por seu efeito calmante tanto para crianças e adultos. Tanto sertralina ou fluvoxamina demonstraram ser melhores que placebo no tratamento da TAS.[12][13]

Referências

  1. ↑ Prior, M.; Sanson, A.; Smart, D. & Oberklaid, F. (1999). Psychological disorders and their correlates in an Australian community sample of preadolescent children. Journal of Child Psychology and Psychiatry, 40 (4), 563-580.
  2. ↑ Redlich, Ronny (fevereiro de 2015). «Are you gonna leave me? Separation anxiety is associated with increased amygdala responsiveness and volume». Social Cognitive and Affective Neuroscience. 10: 278–284 
  3. ↑ Davidson, Tish. “Separation Anxiety.” Gale Encyclopedia of Children's Health: Infancy through Adolescence. 2006. Retrieved October 6, 2014, from Encyclopedia.com: http://www.encyclopedia.com/doc/1G2-3447200510.html
  4. ↑ Ehrenreich, J. T; Santucci, L. C.; Weinrer, C. L. (2008). «Separation anxiety disorder in youth: Phenomenology, assessment, and treatment». Psicol Conductual. 16 (3): 389–412. PMC 2788956. PMID 19966943. doi:10.1901/jaba.2008.16-389 
  5. ↑ Masi, G.; Mucci, M.; Millepiedi, S. (2001). «Separation anxiety disorder in children and adolescents: epidemiology, diagnosis and management.». CNS Drugs. 15 (2): 93–104. PMID 11460893. doi:10.2165/00023210-200115020-00002 
  6. ↑ Chavira, D. A. & Stein, M. B. (2005). Childhood social anxiety disorder: from understanding to treatment. Child & Adolescent Psychiatric Clinics of North America, 14 (4), 797-818.
  7. ↑ Bolton D, Eley TC, O'Connor TG, et al. (2006). “Prevalence and genetic and environmental influences on anxiety disorders in 6-year-old twins”. Psychol Med. 36 (3): 335–344. doi:10.1017/s0033291705006537
  8. ↑ Adults with separation anxiety may be invasive and overprotective of their friends and loved ones. American Psychiatric Association. (2013). Risk and Prognostic Factors of Separation Anxiety. In Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.).doi:10.1176/appi.books.9780890425596.744053
  9. ↑ Separation Anxiety Symptoms
  10. ↑ American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders: DSM-5. Washington, D.C: American Psychiatric Association.
  11. ↑ Barrett, Paula M.; Ollendick, Thomas H., eds. (2003). Handbook of Interventions that Work with Children and Adolescents: Prevention and Treatment. Wiley. ISBN 978-0470844533.
  12. ↑ Suveg, Cynthia; Aschenbrand, Sasha G.; Kendall, Philip C. “Separation Anxiety Disorder, Panic Disorder, and School Refusal”. Child and Adolescent Psychiatric Clinics of North America. 14 (4): 773–795. doi:10.1016/j.chc.2005.05.005.
  13. ↑ Ehrenreich, J. T; Santucci, L. C.; Weinrer, C. L. (2008). “Separation anxiety disorder in youth: Phenomenology, assessment, and treatment”. Psicol Conductual. 16 (3): 389–412. doi:10.1901/jaba.2008.16-389. PMC 2788956 Freely accessible. PMID 19966943.
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Acumuladores

Mesmo que ainda sem consenso, o Transtorno da Acumulação passou a ser considerado uma patologia independente somente a partir da 5ª edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DMS 5), em 2013.

Até então, o transtorno era classificado como Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno da Personalidade Obsessivo-Compulsiva (TPOC).

No entanto, um dos primeiros registros de acumuladores compulsivos data de março de 1947, em Nova York.

Considerado o pior caso de todos os tempos, a história conta que os irmãos Homer Lusk Collyer e Langley Wakeman Collyer moravam em uma mansão de 4 andares, na Quinta Avenida, no Harlem.

No dia 21 de março de 1947, incomodados com um odor estranho e com o desaparecimento dos irmãos, os vizinhos acionaram a polícia.

Quando a equipe chegou ao local, uma pilha de lixo bloqueava a porta, as janelas tinham trancas de madeira e os policiais levaram 5 horas para conseguir entrar na casa.

Dentro da residência, eles encontraram o corpo já em decomposição do irmão Homer, que era cego. Sem sinal de Langley, as autoridades começaram a acreditar que ele teria fugido e resolveram limpar o ambiente.

Após três semanas removendo o lixo, os policiais encontraram o corpo de Langley. Ele morreu soterrado por uma pilha de livros.

Sem conseguir se locomover em meio ao lixo e buscar ajuda, Homer acabou morrendo de fome.

Os policiais removeram 120 toneladas de lixo e, ao final, a estrutura da casa estava comprometida. Considerada um risco para a segurança pública, a mansão foi demolida um mês após a limpeza.

Em Maceió, a situação não chega a ser tão diferente. Segundo dados da Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum), de dezembro de 2015 a dezembro de 2016, o órgão recolheu cerca de 6.370 toneladas de lixo acumulado em 30 residências da capital. A Superintendência ainda não tem os dados de 2017 e 2018.

De todos os casos registrados em Maceió, dois deles chamaram a atenção da população devido ao tanto de lixo acumulado e também pelo tipo de material guardado pelos proprietários dos imóveis.

Foto: Cortesia e Secom Maceió

Uma tonelada de ossos foi retirada de casa no Vergel do Lago

O primeiro deles foi em uma residência no bairro do Vergel do Lago – um dos bairros com o maior número de casos – onde os fiscais e agentes de limpeza da Slum flagraram o acúmulo de 30 toneladas de lixo espalhadas pelos quartos, cozinha e banheiro.

Além dos mais variados tipos de itens, os agentes encontraram centenas de ossos de animais guardados por Luis Moreira de Araújo, que morava no local há 30 anos.

Foi recolhida aproximadamente 1 tonelada de ossos, além de recipientes que serviam de abrigo para ratos, baratas, escorpiões e larvas do mosquito Aedes aegypti.

O segundo caso que atraiu a atenção aconteceu em maio de 2016 em um conjunto no Barro Duro. No local, os agentes da Slum retiraram cerca de 120 toneladas de resíduos de dentro de uma casa, onde moravam duas idosas de 69 e 70 anos. A situação do imóvel foi relatada à Slum pelos próprios familiares, já que as proprietárias, que são irmãs, não permitiam a realização da limpeza.

Entre o imóvel e um terreno aberto que também servia de depósito de resíduos, os garis encontraram 15 toneladas de ferro velho, máquinas de lavar roupas e de costura quebradas, móveis entulhados, revistas, livros, materiais recicláveis e até um carro velho com lixo nos bancos traseiros e da frente. Durante a limpeza, a equipe da Prefeitura se deparou com ninhos de rato e outro de gambás, que foram levados a uma mata próxima da casa.

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