Como agir quando um menino a chama de feia: 6 passos

Em vez de se olharem juntas no espelho, conversarem olhando nos olhos uma da outra. A relação entre mãe e filha é determinante na formação da autoestima das meninas e, se focada nos sentimentos e no crescimento mútuo, possibilita, entre outros benefícios, que a garota cresça equilibrada e segura, rumo a uma vida adulta feliz.

Como Agir Quando um Menino a Chama de Feia: 6 Passos Getty Images

Filhas observam as mães: exemplo é decisivo para aprender a lidar com os próprios sentimentos

“O exemplo da mãe, de como ela trata de suas emoções, como age quando está descontente com algo e como cuida de seu corpo, e principalmente a atitude dela ao ajudar a filha a lidar com suas próprias frustrações e medos, são decisivos para que a criança aprenda a lidar com seus sentimentos.

São fatores que ajudam na construção e no fortalecimento da autoestima tanto da mãe quanto da filha, pois ambas se sentem capacitadas para enfrentar a vida e seus desafios”, afirma a psicóloga clínica e pesquisadora Patricia V.

Spada, mestre e doutora em nutrição e pós-doutoranda em ciências da saúde pela Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), atuante nas áreas de vínculo mãe e filho, dinâmica familiar e obesidade.

O diálogo e a conexão, portanto, devem ir muito além da aparência. É assim que a bailarina e professora de dança Luciana Arruda faz com a filha Salomé, de dois anos. Como a menina nasceu em meio a ensaios e aulas, sempre foi paparicada pelas pessoas ao redor da mãe.

“Percebi que desde cedo diziam ‘Que linda, e que olho lindo!’. Então comecei a falar com ela elogiando suas qualidades, ressaltando a criatividade e a inteligência. Digo sim que ela é linda, mas sempre em um conjunto: os olhos são verdinhos, e cheios de bondade e doçura.

Quero que ela cresça sentindo que é amada e aceita pelas virtudes, não pela aparência”, conta.

Como Agir Quando um Menino a Chama de Feia: 6 Passos Arquivo pessoal

Luciana e a filha Salomé: 'comecei a falar com ela elogiando suas qualidades, ressaltando a criatividade e a inteligência'

Bonita, feia, gorda, magra

É normal mulheres adultas se queixarem por quererem perder “aqueles três quilinhos que estão sobrando”, mas há que se ter muito cuidado ao expressar isso diante das filhas. “Tudo que a mãe fala interfere na autoestima da menina.

Ela ecoa o que a mãe, que é seu maior exemplo, demonstra”, explica a psicóloga clínica Thais Tinelo.

Trocando em miúdos, se ouvir a mãe constantemente dizer que precisa emagrecer, a garota pode tomar como verdade que para ser bonita e feliz é necessário sempre se preocupar em perder peso.

“O papel da mãe é tentar desconstruir esses mitos de beleza e vaidade a que as mulheres são expostas o tempo todo. É evitar focar na estética, no ‘feio’ e no ‘bonito’, e dar valor ao que a filha tem de bom”, diz Thais.

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Na visão de Patrícia, a questão de bonita ou feia e gorda ou magra deve ser abordada de acordo com o que a menina trouxer de dúvidas de suas relações externas, e não tratada como um assunto primordial.

“Além de subjetivo, o conceito de beleza se desenvolve a partir da autoestima do indivíduo. Uma criança bem amada desde o útero provavelmente terá um conceito sobre si suficientemente consistente, interessante e positivo.

A boa autoestima está infinitamente além do que é esteticamente estabelecido pelo social”, defende.

E os questionamentos aparecerão, especialmente perto da puberdade, uma vez que o bombardeio de informações sobre “o corpo perfeito”, “como perder cinco quilos em um mês” e “como turbinar seus seios” é uma realidade no dia a dia. Nessa hora, o já mencionado modelo de comportamento da mãe é fundamental.

É o caso na família da hostess Marcia Marin, mãe de Camila (dez anos), Gustavo (nove anos) e Valentina (dois anos). “Acredito que meu exemplo ajude a definir a segurança deles.

A Camila demonstra preocupação com o corpo, por causa das amiguinhas da escola, e digo que ela está em fase de desenvolvimento, que até a adolescência o corpo vai mudando e que ela vai ficar igual à mamãe, se quiser.

Ela entende e fica tudo bem”, conta.

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Marcia e os filhos: 'livres para decidir o bonito e o feio pelo ponto de vista deles'

Adeptos do estilo de vida alternativo gótico, Marcia e o marido deixam os filhos “livres para decidir o bonito e o feio pelo ponto de vista deles”. Ela ressalta, ainda, que as meninas e o menino são orientados da mesma forma, mesmo que Gustavo tenha uma postura mais despreocupada em relação à aparência.

Luciana vai pelo mesmo caminho com Salomé. “Ela ainda tem dois anos, mas absorve o mundo à sua volta, então procuro que o contato com essa loucura de padrões de beleza seja aos poucos. Quando peço para ela comer legumes, destaco a importância deles para a saúde, não para a forma física. Ser gorda ou magra faz parte da vida, e espero que minha filha seja feliz”.

A bailarina faz bem em ficar atenta a isso desde cedo, pois assim forma uma ligação com a filha e não precisará correr atrás de uma conexão às pressas quando as indagações aparecerem.

“Se a família não tiver acesso a como lidar com as emoções de forma a dar um encaminhamento adequado e saudável a elas, podem aparecer sintomas como obesidade, anorexia, vigorexia, isolamento, depressão, baixo rendimento escolar, entre outros”, enumera Patrícia.

“São um pedido de ajuda para descobrir ou encontrar sua identidade, o que está diretamente ligado à autoestima. Talvez este seja o momento de procurar a ajuda de um psicólogo”, sugere.

O perigo de criar “mini adultas”

Outro aspecto relevante na construção da autoestima da menina é a vaidade. Não é porque a mãe faz as unhas e se maquia que esses hábitos devam ser estendidos à filha em idades inadequadas. “A vaidade infantil adultizada é perigosa.

Uma criança não tem que fazer as unhas aos quatro anos nem que passar batom e sombra com essa idade. Corre-se o risco de ela futuramente ter problemas com a imagem, não aceitar seu rosto sem maquiagem.

A criança não precisa disso nesse momento”, argumenta Thais.

“Muitas vezes, as mães as tratam assim para viver o que não conseguiram viver, misturando a vida delas com a da filha”, analisa Patricia.

Ela continua: “Tentam ‘forçar’ uma autoestima positiva, sem lembrar que a formação da filha passa antes pela possibilidade de vivenciar da forma mais genuína a infância.

A natureza é implacável: se o indivíduo pular fases, a necessidade de vivê-las certamente aparecerá mais tarde, quando nem sempre é possível ou saudável tentar recuperá-las. O ideal é que a criança possa ser criança”.

Na prática, a orientação da mãe é fundamental. “Em vez de brincar de maquiagem, sugira uma brincadeira com peças de montar, com bola.

O brincar independente do gênero liberta a menina da vaidade desnecessária e fortalece a autoestima”, recomenda Thaís, que considera os nove anos uma idade adequada para começar a “negociar um batom rosinha para ir a uma festa, um esmalte clarinho de vez em quando”.

“As mães têm que dar tempo à infância, que já é tão curta. A menina que se aceita criança aceita melhor a chegada da adolescência e da vida adulta. Em resumo, ela se aceita melhor”, resume a psicóloga.

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Autismo regressivo: atenção aos sintomas

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Normalmente, quando lemos alguma matéria sobre autismo, todos os sinais de alerta citados se referem ao bebê:

  • O bebê é calmo demais ou agitado demais
  • Prefere o berço ao colo
  • Não faz contato visual na hora da amamentação
  • Não levanta os bracinhos para ser pego no colo
  • Apresenta atrasos motores (não senta na época certa, demora a andar)
  • Não começa a balbuciar aos 6 meses.

É verdade que muitas crianças autistas apresentam esses sintomas desde cedo, mas pouco é falado sobre as crianças que se desenvolvem em um ritmo normal e, de repente, começam a perder as habilidades adquiridas. É o chamado “autismo regressivo”.

As causas concretas do autismo ainda são foco de profundos estudos. Vários genes e mutações já foram identificados como relacionados ao transtorno e acredita-se, também, em causas ambientais, principalmente as ligadas ao ambiente intrauterino.

O autismo regressivo é ainda mais misterioso. O que leva uma criança, que aparentemente está se desenvolvendo no ritmo normal, a se “tornar autista” entre o primeiro e o segundo ano de idade?

Alguns médicos acreditam que, nessa época, o cérebro passa por um “processo de autolimpeza” chamado de “poda neuronal”. Nesse período, se a criança tem a propensão genética ao autismo, é aí que ele pode se manifestar.

Outra teoria, mais ligada ao sistema imunológico, diz que qualquer grande infecção (como uma virose, por exemplo) pode “despertar o autismo” em um bebê já propenso geneticamente.

Meu objetivo aqui não é discorrer sobre as causas do autismo regressivo. Mas como estar atenta e identificar os possíveis sinais em uma criança.

Tenho um exemplo vivo em casa…vivo, sorridente, beijoqueiro e muito lindo: o Theozão. Theo se desenvolveu normalmente até o primeiro aninho, quando começou a perder habilidades. Quando eu digo que se desenvolveu normalmente, não é delírio da minha cabeça de mãe. Vejam, só, os vídeos a seguir:

1) Theo começando a falar “papa” aos 5 meses. Vocês podem notar, também, o contato visual dele nesse vídeo!

2) Theo falando “mamã” aos 6 meses:

3) Theo “piscando” aos 9 meses. Além da própria imitação em si, esse vídeo traz algo que um bebê autista, geralmente, não faz: o “compartilhar”. Vocês podem notar isso quando ele ouve o barulho do avião passando e olha para a varanda. O pai, que está filmando, fala “o avião”. Ele imediatamente olha para o pai para compartilhar o que viu.

4) Mais um de imitação: Theo imitando tosse aos 9 meses.  

5) Para terminar, Theo batendo palminhas, também aos 9 meses. Nesse vídeo, ele também “compartilha”. Notem a troca de olhares dele com o pai e comigo.  

Ou seja: a criança dos vídeos acima não parecia autista, certo? Difícil saber a resposta. O que sabemos é que o comportamento dele começou a mudar muito perto do primeiro aninho.

  • Theo ficou mais sério e introspectivo
  • Passava horas deitado no chão olhando para as rodas do carrinho
  • Não olhava quando era chamado pelo nome
  • Não apontava para o que queria e não olhava para onde apontávamos (o famoso “compartilhar”)
  • Parou de dar tchau e bater palminhas
  • Não se interessava por outras pessoas e crianças
  • Não seguia comandos verbais simples (como “pegue o brinquedo”)
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Aqui tem um vídeo dele com 1 ano e 3 meses, no auge dos sintomas:

O que eu considero mais complicado do quadro de autismo regressivo é que uma criança que nunca faz nada (nunca falou, nunca deu tchau) é muito mais fácil de notar. Já uma criança que fazia tudo e, de repente, para, confunde a todos.

Lembro-me das perguntas da pediatra quando fomos questioná-la sobre o laudo preocupante da escola, pouco antes dele fazer 2 anos: “Ele bate palmas?”. E a minha resposta foi “ele batia, mas faz tempo que eu não vejo ele fazer isso. Será que é por que a gente não pede mais?”.

O texto ficou longo e sei que é muita coisa para pensar. Então, se você puder guardar só uma coisa, que seja essa:

Qualquer perda de habilidades em qualquer idade da criança deve ser investigada!

Após os quadros especiais sobre autismo do Fantástico, muitas pessoas têm me procurado para dizer o mesmo: “Nossa, que bom que o Theo não é grave como aquelas crianças que apareceram no Fantástico!”.

A minha resposta tem sido só uma: “Ele poderia estar até pior…SE não tivesse tido o diagnóstico aos 2 anos e feito intervenção precoce intensiva desde essa época”.

Eu continuo achando que pecar pelo excesso é melhor…  

Nota: algum tempo depois de escrever este post, cheguei à conclusão de que o autismo do Theo não foi “tão regressivo” assim. Alguns sinais indicam que ele já nasceu autista, embora o quadro tenha piorado bastante com o tempo. Não deixe de ler este post posterior: https://lagartavirapupa.com.br/quando-a-gente-se-engana/

5 dicas para saber se um garoto está a fim de você

Ah, meninas… Como sofremos com essa dúvida, não é mesmo? Várias vezes nos encantamos por algum menino que, geralmente, não dá a mínima para nós. Pior é se, depois, a gente descobre que ele estava a fim, só não soube como mostrar o que sentia. Infelizmente, não existe nenhuma fórmula da verdade – ou do amor – que a gente conheça, então tem que ser tudo na raça mesmo! Se queremos descobrir se um menino está na nossa, temos que investigar. Vamos às dicas:

1 – Quando você está conversando com ele, o papo rende e ele parece estar interessado no bate-papo? Isso é fácil de saber, não é? É só perceber se ele está puxando assunto, se está se divertindo ou se ele aparenta estar numa enrascada, tentando fugir à todo o tempo;

2 – Preste atenção nos olhares. Se o menino está querendo algo, ele costuma olhar bastante. Se rolar uma piscadinha, então, saiba que o garoto já está na sua!

3 – Não espere nenhuma declaração de amor de um menino antes de qualquer tipo de relacionamento. Os homens sentem vergonha de se declarar – eles têm que ser durões, machos o tempo todo. Se você quer saber realmente o que ele sente por você, tente investigar. Aposto que vocês possuem algum amigo ou amiga em comum, certo?

4 – Em alguma festa, com alguma privacidade, se aproxime do garoto e deixe alguma dica escapar. Apesar dos meninos serem, em geral, devagar, é só você dar a pista certa para que ele capte a mensagem e tome alguma atitude.

5 – Se nada adiantar, saiba que não há problema algum em demonstrar os seus sentimentos. Se os meninos não têm coragem para isto, você tem, certo? Então bole alguma forma – cartas, DMs, depoimentos ou até cara a cara – e jogue a real. Mas vá com uma coisa na consciência: pode dar certo ou pode dar errado. É por sua conta em risco!

E boa sorte ????

Puberdade em meninas: Ajudando sua filha a se transformar em uma mulher

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Puberdade em meninas: Ajudando sua filha a se transformar em uma mulher

Os altos e baixos do amadurecimento podem deixar pais confusos e suas filhas desnorteadas. A experiência de cada menina durante a puberdade é diferente, mas essa época tumultuada pode ser mais fácil de encarar se você entender o que está acontecendo por baixo da superfície.

O que é a puberdade?

“Ao contrário do que se pensa, a puberdade não se resume aos hormônios,” diz a Dra. Tara Cousineau, psicóloga clínica e especialista em autoestima de adolescentes.

“Quando os pais compreendem as mudanças que acontecem no cérebro das meninas, seu mau-humor, desatenção e comportamento imprevisível começam a fazer sentido.

Durante essa fase, o cérebro das meninas passa por uma incrível transformação – uma que permitirá que elas se tornem adultas atenciosas e responsáveis.

“Ao mesmo tempo, os corpos e cérebros das meninas são bombardeados com hormônios sexuais, o que não é ajudado pelo fato de que, por serem do sexo feminino, elas são mais suscetíveis ao estresse. Isso geralmente se reflete na necessidade exacerbada das meninas de “se encaixar” na multidão e na preocupação exagerada com imagem corporal e o que as outras pessoas acham delas.

Mudanças corporais durante a puberdade – o que se pode esperar

O que se pode esperar quando sua filha chegar à adolescência? Primeiramente, tenha em mente que nem todas as adolescentes têm dificuldades com essa transição. Algumas delas voam pela adolescência com facilidade e entusiasmo. Entretanto, você provavelmente perceberá que de vez em quando ela estará mais reclamona.

Ela não está fazendo isso de propósito, mas sim porque sua fisiologia a está empurrando em direção à independência. Outro marco dessa transformação é o aumento da necessidade por privacidade. Ela pode passar a se fechar no quarto por horas. Não entre em pânico: sua filha precisa decifrar quem ela é longe de vocês.

E é isso que a adolescência representa: uma época de separação. Apesar de a necessidade da sua filha por independência ser natural, você pode se sentir chateada.

Afinal, ela inda é um pouco aquela menininha que corria para a mamãe para ela resolver qualquer problema.

Porém, essa nova parte dela, a que está se desenvolvendo, está começando a perceber que isso não funcionará para sempre e que ela precisa de uma estratégia para amadurecer e sobreviver sozinha, ao mesmo tempo que ainda se sente ligada à sua família

Sexualidade nascente e as 'selfies'

Outra coisa, na qual os pais tentam não pensar, é a sexualidade nascente de suas filhas. O impulso primitivo da puberdade feminina serve o propósito de fazer com que meninas se tornem sexualmente atraentes e competitivas em comparação com outras mulheres.

Elas podem não estar cientes desse impulso inconsciente, mas é ele que faz com que meninas passem a se importar muito mais com sua aparência física durante a adolescência.

De uma hora para outra, sua filha, que antes se recusava a tomar banho, não sai do banheiro, passa horas em frente ao espelho e fica tirando 'selfies' sem parar para postar nas redes sociais.

Mudança nos relacionamentos: amigos em primeiro lugar, família em segundo

As mudanças hormonais e cerebrais que acontecem nessa fase fazem com que meninas se tornem mais sociáveis e comunicativas. O resultado disso é que elas colocam suas amizades acima de todo o resto.

A partir da puberdade, os maiores problemas de uma adolescente passam a ter a ver com suas amizades, pois sua autoestima durante essa fase está ligada à sua habilidade de manter amizades próximas.

Elas 'precisam' ser queridas e estar socialmente conectadas e é por isso que quaisquer conflitos em suas amizades acabam acarretando tanto estresse. A Dra. Cousineau ressalta que: “Antigamente as meninas passavam horas ao telefone, trocavam bilhetes durante as aulas e lidavam com problemas nos corredores da escola.

Hoje em dia, problemas com amigas podem se amplificar devido à não compreensão de mensagens de texto e posts nas redes sociais.” Meninas podem interpretar de maneira incorreta o que seus amigos estão tentando dizer, porque elas não conseguem ver seus rostos nem ouvir seu tom de voz.

“Isso faz diferença quando o cérebro e corpo de uma adolescente estão passando por enormes mudanças e novas vias neurais estão sendo criadas,” explica a Dra. Cousineau. “É preciso também que sinais interpessoais, contato visual e experiências de empatia sejam aprimorados. Por isso, incentive sua filha a ter mais interações com seus amigos em pessoa.”

Adolescente ou criança pequena? Mudanças de humor durante a puberdade

Há duas fases na vida de todo ser humano durante as quais se passa por enormes mudanças cognitivas: até três anos de idade e durante a adolescência. Uma coisa que pode ajudar é pensar no comportamento da sua filha como se ela fosse uma criança pequena.

Ela está tentando entender o mundo enquanto seu cérebro passa por uma fase de remodelagem. Esse processo todo pode ser muito frustrante para ela. A Dra. Cousineau acredita que é importante não supor que sua filha é capaz de responder como adulta. Ela não consegue.

“Um chilique adolescente pode ser muito incompreensível para uma mãe,” ela diz. “Tentar ser racional e lógica não funciona quando sua filha está brava. O cérebro dela está passando por uma enchente emocional e ela não consegue te ouvir.

” Quando sua adolescente tiver um chilique, considere tratá-la como quando ela era uma criança pequena fazendo manha. Dependendo da situação, demonstrar compaixão e se conectar com o estado emocional dela pode ser a melhor opção. Entretando, se ela está agindo como uma tirana, mantenha-se firme.

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Espere até que ela tenha se acalmado (isso pode demorar horas ou até mesmo dias) antes de tentar dar início a uma discussão racional ou reflexão sobre a situação.

A puberdade pode ser difícil, mas todos os problemas têm uma solução

“Diga para ela que vai ficar tudo bem e que você está à disposição para ajudá-la,” diz a Dra. Cousineau. “Tranquilize sua filha, dizendo que tudo vai dar certo, porque geralmente é isso que acontece.

” Ainda que a maioria dos problemas se resolva com o tempo, geralmente aparecem alguns percalços pelo caminho. Uma coisa que pode ajudar é se manter calma e centrada.

Quanto mais preparada você estiver para a adolescência da sua filha, mais fácil será para você lhe dar apoio e sobreviver à essa fase tão complicada na vida de vocês duas.

Fases da puberdidade: mudanças físicas pelas quais sua filha passará

A puberdade tem início com um estirão de 5 a 6cm e um leve inchaço dos mamilos. Isso ocorre geralmente quando as meninas têm por volta de oito a 10 anos de idade (nos meninos, a puberdade começa um pouco mais tarde, na faixa entre nove e 11 anos). A partir dos 11 anos, a aréola (a pele ao redor dos mamilos) começa a inchar e crescem os primeiros pelos pubianos.

O estirão continua a um ritmo de cerca de 7 a 8cm por ano.  A partir dos 12 anos, os seios começam a crescer e algumas meninas precisarão começar a usar sutiã. Seios em crescimento se parecem com um caroço duro por trás do mamilo. Isso pode acontecer primeiro em apenas um dos seios. (Certifique-se de que sua filha não ache que está com câncer.

Devido à alta publicidade conferida ao câncer de mama, algumas meninas secretamente se preocupam com isso). Os pelos púbianos ficam mais grossos e começam a nascer pelos nas axilas. O odor corporal e a pele da sua filha também começarão a mudar. O estirão agora está no auge, com cerca de 8cm por ano.

A menstruação pode começar entre as idades de oito e 14 anos, com a média por volta dos 12 anos. Um ou dois anos após o início da menstruação, a velocidade de crescimento diminui. Normalmente, meninas atingem sua altura final por volta dos 14 anos de idade. Na idade entre 13 e 14 anos, a evolução dos seios continua e eles passam a ter uma aparência mais adulta.

O quadril começa a ficar mais largo e ela pode ficar com um corpo muito parecido com o de outras mulheres da família. Ela pode engordar 50% do seu peso corporal em poucos anos. Isso pode ser muito preocupante para algumas garotas, enquanto para outras é uma consequência natural, já que elas estão crescendo em altura também.

Essa é uma época muito delicada com relação a questões de imagem corporal e autoestima. É importante alinhar as expectativas da sua filha durante a adolescência, com base em mudanças fisiológicas e histórico genético.

Não se preocupe se a experiência da sua filha não corresponde exatamente à essa linha do tempo. Existe uma enorme variação dentro do que é 'normal' e a experiência de cada menina é única. Entretanto, se você está preocupada com qualquer aspecto do desenvolvimento da sua filha, fale com seu pediatra.

  • Deixe que suas respostas te digam com quais mudanças ela está tendo maior dificuldade

  • Faça perguntas abertas, que requerem uma resposta mais elaborada do que simplesmente 'sim' ou 'não', como:
    • Quais mudanças corporais você observou recentemente?
    •  Vocês têm conversado sobre puberdade na escola?
    • O que você sabe sobre o que acontece quando a menstruação começa?

  • Organize um passeio para comprarem sutiãs e absorventes. Isso fará com que ela não sinta vergonha de ter que pedir por esses itens e criará uma oportunidade para que ela possa fazer perguntas

  • Conte para sua filha como a puberdade, e a espera por ela, foi para você. Mostre a ela fotos suas de quando você tinha a mesma idade que ela.

  • Sua filha provavelmente vai ouvir alguns mitos e exageros sobre a puberdade. Ajude-a a decifrar o que é verdade e o que é mentira, apresentando a ela fatos sobre a puberdade e usando muita sinceridade em sua abordagem

  • Olhem o livro juntas ou, caso ela queira ler o livro sozinha, incentive-a a conversar com você depois.

  • Certifique-se de que sua filha está ciente das mudanças referentes aos seios e à menstruação. Ela ficará mais tranquila ao ouvir que toda menina passa por essas mudanças e que você está sempre disponível para responder suas perguntas sobre a puberdade
  • Fale com sua filha sobre as opções disponíveis de absorventes e pergunte como ela se sente com relação a eles. Da próxima vez que você estiver no supermercado ou na farmácia, compre para ela os absorventes que ela quer experimentar quando começar a menstruar
  • A compra do primeiro sutiã pode causar estranheza e algumas meninas se recusam a usar um quando elas claramente precisam. Um cropped top, um sutiã sem aro ou um top de ginástica podem servir como uma boa opção na transição para um sutiã de verdade.
  • Incentive sua filha a escrever um diário (ao qual só ela terá acesso) para lhe ajudar a entender seus sentimentos. Essa é uma fase de enormes mudanças e escrever o que está sentindo vai ajudá-la a processar tudo o que está acontecendo.
  • Incentive sua filha a adotar hábitos saudáveis, como manter uma alimentação equilibrada, praticar exercícios físicos e ter uma boa noite de sono
  • Relaxe. Os pais podem servir de exemplo durante a puberdade de seus filhos. Mantenha-se calma e trate seu corpo com respeito, mantendo uma alimentação saudável e praticando exercícios. Gerencie as altas emoções da puberdade ao reservar um tempo para si mesma e lembrando que você é o adulto deste relacionamento.

Como mentir e ser convincente em 7 passos!

Mentir é uma necessidade básica do ser humano, tão forte quanto comer ou ir ao banheiro. Contudo, poucos são aqueles dotados da capacidade de mentir profissionalmente, de forma a conseguir enganar juizes, advogados e o Papa.

O Idéia Fix, num serviço de utilidade pública, apresenta o Manual do Mentiroso. Com as lições a seguir, você irá se safar de muitas situações constrangedoras, vexaminosas e conseguir muitos benefícios.

O primeiro que disser que este é um post politicamente incorreto vai se ver comigo…

O que você está esperando? Leia, siga e desfrute das maravilhas de ser um mentiroso profissional com apenas 7 passos!

1 – Parcimônia: Só minta quando realmente precisar. Quanto mais você mente, menos credibilidade tem, mesmo que os outros acreditem na sua lorota; além disso, o passo 5 ficará mais difícil de ser realizado.
Contar a verdade é sempre melhor, por isso, utilize a mentira de forma ponderada. Sabendo usar não vai faltar!

2 – Believe in yourself: Acredite na sua mentira! Se você não acreditar, ninguém mais acreditará. Não fantasie muito. Invente coisas verossímeis, possíveis de terem acontecido.

Quanto mais real for sua mentira, mais fácil ela será de ser contada e engolida. Aquela história de “o cachorro comeu minha lição” ou “faltei ontem porque minha avó faleceu” estão muito surradas.

Seja criativo!

3 – Controle suas emoções: É fundamental controlar as reações do seu corpo. Olhe nos olhos da pessoa, não trema, não fique gago, não fique vermelho, controle suas glândulas sudoríparas.

Esses reações involuntárias vão estragar sua lorota. Outra coisa que vai acabar com a sua mentira é o tom que você usa para contá-la. Não exagere na emoção ou entonação… vai parecer piegas e muito inverossímil.

Emoção de menos atrapalha, afinal, você está mentindo porque precisa, certo?

4 – Treine, treine e… treine: Mentir de improviso é muito arriscado. Você corre o alto risco de não seguir o passo 3 devido a alta dose de adrenalina no organismo. Quanto mais você treinar, mais fácil vai ser controlar a emoção, além de não cair em contradição.

É importante salientar que mentira decorada (ao estilo telemarketing) não cola. Contar sua mentira com fluência demanda tempo, mas vale a pena.
Pensar em todas as possibilidades de contra argumentação também é importante.

Você pode até não contar na hora (o famoso às na manga), mas se a pessoa rebater sua lorota, você vai estar preparado para o próximo passo:

5 – Mantenha sua história: Essa é a parte mais difícil e engloba todas as outras lições supra-citadas. Se você mentir pouco (passo 1) vai ser capaz de lembrar de todas as lorotas, já que realmente acredita nelas (passo 2) e as tornou “reais”.

Se você esquecer que contou a mentira, pode ser pego em contradição e aí não vai conseguir seguir o passo 3. Essa parte se tornará um pouco mais fácil, dependendo do seu grau de dedicação ao passo 4. IMPORTANTE: Caso alguém descubra alguma mentira sua, todas as outras correm perigo.

Mantenha-se calmo e, já no passo 4, prepare algo para essas situações.

6 – Caixa de bombons: O melhor jeito de fazer uma mentira ser aceita é embalá-la com verdades. Vou fazer uma comparação: se você quer que alguém coma um bombom envenenado, você, obviamente, não dará apenas aquele bombom.

A probabilidade de a pessoa comê-lo é muito menor do que se ele vier numa caixa, cercado de bombons limpos, saborosos e perfeitamente saudáveis.
Com a mentira é a mesma coisa. Uma lorota seca e deslavada pode até ser aceita, mas será mais eficiente se vier cercada com verdades.

Mais uma vez a importância do passo 1.

7 – Fabrique bombons: O quê? Não tem bombons limpos para colocar na caixa? Ora meu caro…. fabrique-os! Você certamente tem algo verídico para contar. Quanto mais coisas realmente verdadeiras você tem, mais disfarçada será a sua mentira.

As vezes é importante admitir que errou, esqueceu, se atrasou. Isso provoca no ouvinte a sensação de “Puxa… ele tem coragem de falar a verdade“, além de te fornecer argumentos do tipo: “Porque eu mentiria agora se  já admiti que errei outras vezes?“.

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Lembrar dessas situações te ajuda muito a embalar aquela desculpa que você preparou com tanto esmero. São bombons saudáveis realmente eficientes!
Não recomendo frases do tipo “E eu já menti para você alguma vez?“.

Elas só devem ser ditas em caso de desespero e se contiverem pelo menos algum fundo de verdade. Lembre-se do que pode acontecer no passo 5!

IMPORTANTE: É fundamental que você siga os passos acima da forma mais fiel que puder. O resultado só é garantido se todas as etapas forem completadas o mais perfeitamente possível.
Não me responsabilizo pela incompetência de quem tentar seguir essas dicas e não as fizer decentemente.

MUITO IMPORTANTE: Que fique bem claro que eu nunca usei essas dicas. Esse texto é fruto de uma imaginação que muitas vezes me compromete, como nesse caso. Alguém realmente acha que eu postaria essas dicas se as usasse? É como seu eu comesse o último pedaço de bolo e viesse correndo, com a boca toda cheia de farelo, reclamar que não tem sobremesa!

Veja 6 dicas para arrasar no 1º beijo! Você não vai pisar na bola na hora de perder o BV!

Leia as dicas para dar um primeiro beijo perfeito!

Tudo bem que é um momento mega importante, mas dá pra você relaxar, seguir os passos que o Purebreak e beijar como se não houvesse amanhã! Se liga!

Beijo é sempre um assunto que todo mundo gosta de conversar, mas o pessoal fica tenso na hora de dar um, né? E se você ainda é BV, aí as coisas ficam mais difíceis, mas relaxe porque pra ser um momento incrível na vibe de Steroline, de “The Vampire Diaries”, tem que se preparar direitinho!

Por isso, o Purebreak separou umas dicas MEGA importantes para não fazer feio em um momento que tem que ser incrível e inesquecível! Lembre-se de fazer seu alvo saber que você quer alguma coisa e se ele quiser também, é só partir pro abraço… Ops, o beijo!

Treine muito antes de dar seu primeiro beijo

Treine bastante em casa!

Tá, você pode achar isso tosco, mas treinar te ajuda bastante a aperfeiçoar as técnicas e saber exatamente os movimentos que vai fazer na hora H! Só que nada de ficar fazendo isso na frente dos outros, né?

Expulse o mau-hálito, escove bem os dentes antes do beijo

Escove os dentes

Se pra conversar com alguém com bafo já é difícil, imagina dar um beijo e ficar um tempo ali com aquele gostinho que ninguém gosta? Pelo amor de deus, galera, escovem os dentes e se você não gostar do sabor da pasta de dente, chupe uma balinha que sempre resolve!

Se você quer um primeiro beijo perfeito, dê sinais de que você tá afim da outra pessoa!

Demonstre que você tá afim

Quando você já souber quem é a pessoa que merece ganhar a honra de te dar seu primeiro beijo, ela precisa saber que é isso que você quer, né? Então dê uma flertada, troque olhares, faz um charme, sempre funciona!

No caso das meninas, não use batom forte no primeiro beijo!

Meninas, nada de boca poderosa!

Claro que o bom e velho batom vermelho à lá Taylor Swift em sua fase de “Red” é maravilhoso, mas na hora do beijo não é bom usar uma cor forte nos lábios. Porque o seu rosto e o da pessoa que você beijar vai ficar todo sujo! Climão!

Mantenha o contato visual antes do primeiro beijo

Faça contato visual

Depois que você e o seu paquera já tiverem próximos e se entendendo para rolar a ficada, não tem nada como manter o contato visual. É irresistível alguém que olha dos olhos na hora de conversar e, principalmente, antes de beijar. Vai com tudo!

Aproveite o seu primeiro beijo, nada de pressa!

A pressa é inimiga da perfeição

Assim como acontece na primeira vez de alguém, a pressa sempre atrapalha para uma execução perfeita. Se a pessoa te beijou, é porque ela queria, então aproveite e deixe o momento te levar, com certeza você não vai se arrepender e tudo vai ser maravilhoso!

Letra feia não é só pressa ou preguiça. Pode ser disgrafia

Assim como em outros transtornos de aprendizado, o tratamento da disgrafia é multidisciplinar e envolve neurologistas, psicopedadogos, fonoaudiólogos e terapeutas.

Com os cadernos de caligrafia fora de moda nas escolas, a letra ilegível deixou de ser marca registrada apenas de médicos e apressados.

Atraídos pelo computadores, crianças e jovens tendem a exercitar pouco a letra cursiva – antes treinada à exaustão nas folhas milimetricamente pautadas. Assim, a hora da escrita pode virar um tormento: tanto para quem escreve quanto para quem lê.

Nas crianças em idade de alfabetização, no entanto, a atenção de pais e professores deve ser redobrada.

Letra feia no caderno pode não ser apenas falta de jeito com o lápis ou caneta, mas, sim, um transtorno de aprendizagem conhecido como disgrafia, que afeta a capacidade de escrever ou copiar letras, palavras e números. O centro do problema está no sistema nervoso, mais precisamente nos circuitos neurológicos responsáveis pela escrita.

“A disgrafia pura ocorre ainda durante a gestação e já nasce com a criança. Ela não é adquirida”, explica Rubens Wajnsztejn, neurologista especializado em infância e adolescência.

De acordo com Marco Antônio Arruda, neurologista do Instituto Glia de Cognição e Desenvolvimento, estudos apontam que a disgrafia é mais comum em meninos e é detectada ainda na infância, depois que o processo de alfabetização é consolidado, por volta dos oito ou nove anos.

“A disgrafia pode ocorrer em adultos também, mas somente quando ocorre uma lesão, como um derrame, que pode comprometer a coordenação motora de mãos e braços”, afirma o médico. “Mas, nesse caso, já não se trata mais de disgrafia pura”.

Ainda na infância, a dúvida é saber quando a letra ilegível vai além da preguiça ou pressa e deve ser tratada como transtorno.

Um teste eficiente é pedir que a criança escreva algumas frases em uma folha sem linhas, conta Raquel Caruso, psicomotricista e coordenadora da Equipe de Diagnóstico e Atendimento Clínico (Edac).

Se o resultado for uma escrita lenta, com letras irregulares, retocadas e fora das margens, é hora de preocupar-se. Além disso, os disgráficos têm dificuldades em organização espacial: daí, a escrita em que as palavras parecem “subir e descer o morro”.

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Os sintomas da disgrafia não se referem exclusivamente à escrita. Alguns outros sinais de alerta podem ajudar os pais antes mesmo da alfabetização dos filhos.

“Se você leva a criança a uma festa junina, por exemplo, observe se ela tem ritmo para acompanhar as músicas, memória para fixar os passos e atenção aos movimentos”, diz Raquel Caruso.

Se observada alguma dificuldade nesse sentido, é hora de estimular a prática de exercícios físicos como correr e nadar, além de brincadeiras como amarelinha, pintura e recorte para estimular a parte motora dos pequenos. A falta dessas atividades pode comprometer o tônus muscular, piorando a já difícil situação dos disgráficos.

Rendimento escolar – É importante ressaltar que a disgrafia não compromete o desenvolvimento intelectual da criança nem é um indicador de que o Q.I. (quociente de inteligência) dela é baixo.

Silvana Leporace, coordenadora do serviço de orientação educacional do Colégio Dante Alighieri, em São Paulo, reforça: “Geralmente, os disgráficos são alunos muito inteligentes.

A comunicação oral deles é muito boa, mas, na hora de colocar as ideias no papel, eles têm muita dificuldade”, conta.

É esse desdobramento do problema que pode prejudizar o rendimento do aluno. Devido à dificuldade no ato motor, a criança demora mais a realizar algumas atividades, em comparação a seus colegas. É o caso de tarefas simples como copiar a lição da lousa.

Outra situação típica: a professora pede que os estudantes redijam um texto, e o disgráfico, envergonhado pela a letra feia, conclui que nem vale a pena escrever.

“Isso abala a autoestima da criança”, diz Sônia das Dores Rodrigues, da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Diante do obstáculo, ele deixa de aprender.

Sem o treinamento exaustivo da caligrafia, a atenção na escola deve ser redobrada. “Se o treinamento da letra cursiva existe desde cedo, é possível encontrar os disgráficos.

Com a prática em desuso, os professores e pais podem confundir digrafia com preguiça”, alerta Marco Antônio Arruda. “Mas a letra feia pode ser treinada e as crianças tidas como preguiçosas têm as habilidades necessárias para escrever bem.

Já as digráficas, não: elas não tem habilidade e precisam de tratamento.”

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Como tratar – Assim como em outros transtornos de aprendizagem, o tratamento da disgrafia é multidisciplinar e envolve neurologistas, psicopedadogos, fonoaudiólogos e terapeutas. Medicamentos só são indicados quando existem outros transtornos envolvidos, como déficit de atenção (DDA) ou hiperatividade.

Em relação à parte motora, Raquel Caruso, do Edac, afirma que é necessária uma preparação prévia do paciente, com exercícios mais amplos, para depois chegar à escrita.

“O ponto principal é trabalhar com o corpo, com exercícios como manusear a argila e massagens, e depois partir para o específico, que é a escrita e outros problemas, como o de memória”, explica. “Vemos apenas o produto final, que é a letra ilegível, mas existe muita coisa por trás disso”.

O tratamento pode levar meses e até anos, variando conforme o caso. O objetivo não é atingir a letra bonita, mas, sim, legível. E dar uma forcinha para o processo de aprendizado das crianças.

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