Como agir para evitar que se jogue lixo no chão

Dar um destino correto a resíduos ainda é um problema enfrentado pela maioria das cidades em todo o país.

Para tentar solucionar este problema em Fortaleza, a Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma) apresentou, em março de 2015, o Plano de Ações para Gestão de Resíduos Sólidos que tem como objetivo: promover processos de reciclagem, inclusão dos catadores, incentivar a coleta adequada de resíduos. (veja vídeo acima)

Uma série de pontos de coleta de produtos recivláveis foram instalados em Fortaleza e campanhas são realizadas periodicamente. Mas essas ações podem ir além se a população aderir ao movimento e passar a praticar a coleta seletiva em casa. O G1 mostra agora algumas dicas de como separar resíduos recicláveis do descartável.

1 – Primeiramente, é preciso separar em casa três tipos de resíduos: lixo orgânico, lixo material não reciclável e lixo material reciclável. Separe também os resíduos orgânicos dos secos. E sempre utilize sacos biodegradáveis.

Alguns exemplos de materiais que você pode separar na coleta seletiva e encaminhar para a reciclagem são potes, garrafas e embalagens de plástico e vidro, papel sulfite, jornais, papelão, revistas, embalagens de metal, materiais de ferro, garrafas pet, sacos plásticos, canos de plástico ou metal, tecidos, couro, fios elétricos, pregos, parafusos e alguns equipamentos eletrônicos.

Agora, conheça aqueles que não é possível reciclar: papel carbono, papel celofane, etiquetas e fitas adesivas, fotografias, latas de tinta e verniz, espumas, cabo de panela, esponjas de limpeza, embalagens de produtos tóxicos, vidros temperados, esponjas de aço, embalagens metalizadas, espelhos, vidros, porcelana, cerâmica, cristais e isopor.

2 – Entre os recicláveis, estão as garrafas PET. Separe-as, a reciclagem delas reduz o volume de lixo, gera emprego e renda para trabalhadores autônomos e cooperativas.

3 – Outro item reciclável é a latinha. Uma latinha de alumínio feita a partir de minério virgem gasta 20 vezes mais energia elétrica para ser produzida do que uma latinha feita de alumínio reciclado. Reciclar as latinhas, além de gerar emprego e renda, evita a extração de mais minério e economiza energia.

4 – Diminuir o tamanho das garrafas PET e de latinhas, amassando-as com as mãos ou pisando em cima delas também auxiliar o processo de reciclagem. É preciso ainda fechar as garrafas com a tampa após amassada.

5 – Sempre que fizer compras, leve a própria sacola. Ela diminui o uso de sacolas plásticas. O plástico, se descartado de forma incorreta, pode levar até 100 anos para se decompor na natureza. Se a sacola pessoal não for suficiente, opte por adquirir sacolas plásticas recicladas.

6 – Óleo de cozinha usado também é reciclável. Algumas pessoas, ou entidades, transformam o óleo em sabão. Uma única lata de 1 litro de óleo usado, despejada na pia, além de entupir o encanamento, pode contaminar até 18 mil litros d’água, quase dois caminhões pipa.

A Prefeitura de Fortaleza mantém 20 pontos de entrega voluntária de óleos e gorduras residuais. O óleo coletado é destinado para as usinas de pré-tratamento, administrada pelos catadores, que também recebe doação de grandes geradores.

Cerca de 25.000 litros são beneficiados e vendidos, pelos catadores, mensalmente, para usina de biodiesel de Quixadá/Petrobrás, com a renda revertida para os catadores. Quatro Associações de Catadores contam com Usinas de Pré-tratamento de Óleo e Gorduras Residuais.

7 – Se possível, sempre optar por comprar produtos sem embalagens ou isopor. Pois todas elas só servem para cumular mais lixo.

8 – O papel é um dos itens mais volumosos no lixo doméstico. Separa-los, rasgá-los em pedaços e empilhar, além de diminuir o volume, ajuda na hora de enviar para reciclagem.

9 – Baterias de telefones celulares geram lixo tóxico. Por isso, uma alternativa ao descarte deste material no lixo de casa, é entregar as baterias velhas em lojas de eletrônicos. Muitas delas providenciam ou encaminham o material para reciclagem.

 As baterias piratas para telefones celulares duram menos e podem conter dez vezes mais mercúrio que as baterias legalizadasl. O mercúrio é um dos metais mais tóxicos que existem e ataca o sistema nervoso. Evitar a pirataria é bom para o bolso, para a saúde e também para o meio ambiente. Já que o mercúrio destas pilhas vai poluir o solo e o lençóis de água.

 Assim como as baterias, as pilhas também podem ser recicladas. Delas pode ser recuperado zinco e manganês, ambos minerais usados na correção de solos para agricultura. Baterias, pilhas e tambem equipamento eletrônicos como celulares, computadores, impressoras e notebooks sem utilidade podem ser doados para reciclagem na Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma).

O órgão, em parceria com a Ecoletas Ambiental, disponibiliza em sua sede um local especial para o recolhimento destes materiais, os quais terão destinação ambientalmente correta. A secretaria fica no endereço Avenida Deputado Paulino Rocha, número 1343, Bairro Cajazeiras, em Fortaleza.

10 – Se não for possível fazer o transporte do material reciclável, é possível fazer contato diretamente  com as cooperativas de catadores, eles podem fazer a coleta para você.

Outra possibilidade é ficar atento aos dias de coleta feita nas ruas, pois os catadores sempre acompanham o calendário e passam horas antes nas vias programadas.

Manter os resíduos separados faciliata o recolhimento por parte dos catadores e preserva aqueles embalados para descarte.

Coleta voluntária Além da Ecoleta, a Prefeitura de Fortaleza, implantou novos Pontos de Entrega Voluntária (PEVs) nos terminais de ônibus para a coleta de resíduos recicláveis.

Todo o material recolhido é doado às famílias que vivem do beneficiamento do lixo reciclável, organizadas em 14 associações.

Os locais de beneficiamento são os três Centros de Triagem da Prefeitura, localizados nos Bairros Bonsucesso, Vila União e Jangurussu.

Veja os locais de coleta: – Secretaria Municipal de Urbanismo e Meio Ambiente (Seuma): Av. Deputado Paulino Rocha, 1343 – Cajazeiras – Terminal do Papicu: Rua Pereira de Miranda, 187 – Terminal do Siqueira: Avenida General Osório de Paiva, 2.955 – Terminal da Parangaba: Avenida Dr. Silas Munguba, 130

– Terminal do Antônio Bezerra: Avenida Cel. Carvalho, 3.780

Quais são os principais prejuízos do descarte de lixo nos rios? – Blog | Saneamento em Pauta

Recentemente, após fortes chuvas, uma cidade do interior de São Paulo foi invadida por mais de 17 toneladas de lixo após o rio Tietê transbordar. Essa notícia evidenciou o problema de descarte de lixo nos rios brasileiros.

Quando o lixo é disposto nas vias públicas causa problemas de infraestrutura e alagamentos. Ao chegar nos rios, provoca desequilíbrio ambiental, representando uma grande ameaça à vida aquática, além de contaminar a água utilizada para consumo humano, tornando-a inapropriada e causando doenças.

Quer saber mais sobre o tema? Continue lendo o post!

Quais são os principais problemas causados pelo descarte inadequado de lixo?

Muitas vezes não nos damos conta de que estamos poluindo os rios com algumas ações que parecem inofensivas. Sabe aquela garrafa plástica ou latinha de refrigerante jogada na rua? Ela pode chegar ao rio da sua cidade.

Quando chove, a água transporta esses resíduos até as galerias pluviais, responsáveis por levar a água da chuva até os rios, córregos etc. e, dessa forma, ocorre a poluição deles.

Além disso, o lixo pode entupir as galerias pluviais, acarretando grandes problemas de saneamento, infraestrutura, enchentes e saúde pública. Ao alcançar os rios, esses resíduos causam ainda mais transtornos.

O descarte inadequado de lixo leva à formação de ilhas de lixo nos rios, prejudicando a sobrevivência da fauna e flora de diversas regiões. Os efeitos podem ser sentidos por muito tempo, visto que alguns materiais, como o plástico, demoram centenas de anos para se decompor.

Outro problema causado pelo descarte de lixo nos rios é a proliferação de insetos vetores de doenças, como o Aedes aegypti, que causa a dengue, a zica e a chikungunya. Isso ocorre devido ao acúmulo de água parada no lixo, formando o criadouro ideal para esse mosquito.

Além disso, muitos dos nossos rios deságuam no oceano e, assim, levam lixo para as praias, tornando-as impróprias para o banho e desequilibrando o ecossistema. Alguns animais confundem os resíduos plásticos com comida e têm graves consequências, chegando muitas vezes ao óbito — a contaminação de plástico nos oceanos mata, anualmente, 100 mil animais marinhos.

Por que ainda há descarte de lixo nos rios?

Apesar de a sociedade em geral estar cada vez mais consciente do impacto das ações no meio ambiente, diminuindo o consumo de água e de plástico, muitas pessoas ainda não se sensibilizaram quanto ao descarte apropriado de resíduos sólidos.

A manutenção da limpeza das cidades e dos rios é um trabalho conjunto de três setores: o Governo, a sociedade civil e a iniciativa privada. Juntos, eles têm a responsabilidade de colocar em prática a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

O Governo, em todas as esferas, deve agir fiscalizando e punindo descartes irregulares. Também é responsável por fornecer os dispositivos necessários para recolher e transportar corretamente o lixo, limpando as vias públicas, promovendo a coleta seletiva e criando centros de triagem.

Já a iniciativa privada pode contribuir promovendo ações que reduzam a geração de resíduos, como a logística reversa, em que a empresa recolhe as embalagens utilizadas pelos consumidores e as reutiliza na produção de novos produtos.

Além disso, as empresas podem desenvolver processos reutilizando materiais ou utilizando produtos biodegradáveis, como é o caso do plástico verde, criado a partir da cana-de-açúcar.

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Como a sociedade pode contribuir para evitar o descarte de lixo nos rios?

A sociedade civil deve utilizar a coleta de resíduos disponibilizada pelo Governo, bem como cumprir a proibição de descartar lixo em terrenos baldios e áreas de preservação ou ocasionar acúmulo de lixo em vias públicas.

A população também pode exigir dos seus representantes políticos, como vereadores e deputados, que disponibilizem coleta seletiva ou locais adequados para o descarte. É possível, ainda, fazer parcerias com associações de catadores de material reciclável, que podem coletar plástico, papel e alumínio.

Em locais em que a coleta seletiva já é feita, é dever dos cidadãos não realizar o descarte de nenhum tipo de resíduo, como entulho, ferro-velho, equipamentos eletrônicos, mobílias etc., em vias públicas ou terrenos abandonados.

Além disso, é preciso verificar se o serviço público recolhe o material que você deseja descartar. Em alguns casos, como restos de material de obras de um imóvel, é necessário contratar caçambas para recolher o resíduo gerado.

Qual é a punição legal para quem joga lixo nos rios?

Algumas cidades brasileiras já têm iniciativas para combater o descarte de lixo na rua, como Rio de Janeiro, Cuiabá, Joinville, Salvador e Teresina. O cidadão que for flagrado pode pagar multa, que varia de R$ 170 a R$ 3.400, dependendo da quantidade de lixo jogada nas vias públicas.

No caso dos rios, as penas podem ser mais graves. De acordo com o artigo 54 da Lei 9605/98, a pessoa “que causar poluição de qualquer natureza que resulte ou possa resultar em danos à saúde humana ou que provoque mortalidade de animais ou destruição significativa da flora” deve responder legalmente.

Se o crime é culposo, a pena varia de multa até reclusão de um a quatro anos. Já em casos em que ocorre poluição hídrica que cause interrupção do abastecimento de água, a pena pode chegar a cinco anos de prisão.

Como vimos, os principais problemas acarretados pelo descarte de lixo nos rios são:

  • entupimento das galerias pluviais;
  • contaminação dos rios e mares;
  • formação de ilhas de lixo;
  • destruição da flora e fauna aquática;
  • proliferação de doenças, como a dengue.

É importante ter consciência de que pequenas atitudes podem afetar bastante o meio ambiente, a manutenção da infraestrutura das cidades e o bem-estar geral da população.

Por isso, busque sempre fazer o descarte adequado do lixo, realizar a separação dele e diminuir o consumo de materiais não biodegradáveis. Dessa forma, podemos diminuir o impacto do lixo produzido pela sociedade.

Gostou das informações? Acha que elas podem ajudar seus amigos a conhecer mais sobre os problemas gerados pelo descarte de lixo nos rios? Então, compartilhe este texto em suas redes sociais! Quanto mais pessoas bem informadas sobre o assunto, melhor será a conservação do meio ambiente.

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Este texto foi redigido com base na entrevista realizada com Felipe Mangili Lara, Engenheiro da BRK Ambiental.

ONU: 10 atitudes que você pode tomar para salvar os oceanos

Janeiro, verão, sol, praia. O mar traz diversão e alívio nessa época do ano. Mas os oceanos e a vida marinha estão ameaçados por causa da superexploração dos biomas, da gestão inadequada do lixo e do esgoto e de padrões produtivos altamente poluentes.

Você pode fazer a sua parte e ajudar a ONU a proteger a natureza. Confira essas dez dicas de como combater a degradação do meio ambiente.

Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Foto: Flickr (CC)/Samuel Yoo – http://www.flickr.com/photos/samuelyoo

Os oceanos são fonte de vida, abrigando uma vasta parcela da biodiversidade e fornecendo recursos naturais preciosos para a sobrevivência de comunidades costeiras.

Todavia, a superexploração dos biomas marinhos, a gestão inadequada do lixo e do esgoto e padrões produtivos altamente poluentes ameaçam a saúde dos mares.

Atualmente, cerca de 40% dos oceanos são considerados densamente afetados por ações do homem.

A ONU propõe dez atitudes que cada um de nós pode tomar para ajudar a reverter esse cenário:

1. Pare de beber água em garrafas de plástico

Troque garrafas de plástico por garrafas de metal reutilizáveis. Foto: PxPhere

Você provavelmente já comprou uma garrafa de água e a jogou fora logo depois de bebê-la. Por dia, milhões de pessoas em todo o mundo estão fazendo exatamente a mesma coisa. A taxa média global de reciclagem de plástico é de 25%, o que significa que um volume enorme de lixo plástico vai parar nos oceanos — e, acredite, muitos desses resíduos são garrafas descartáveis de água.

São necessários pelo menos 450 anos para que uma garra plástica se decomponha e desapareça do meio ambiente. Você pode imaginar as consequências disso para a natureza. Em vez de continuar consumindo esse tipo de produto, substitua-o por uma garrafa de aço inoxidável que não seja descartável.

2. Não jogue bitucas de cigarro na rua

Filtros de cigarro liberam substâncias químicas danosas nos oceanos quando descartados sem cuidado. Foto: PEXELS

Cigarros fazem mal aos humanos, mas você sabia que eles também fazem mal aos oceanos?

Por ano, 4,5 trilhões de guimbas de cigarro são jogadas no lixo em todo o mundo. Assim como as garrafas plásticas, muitas delas vão parar no mar e nas praias. Filtros de cigarro têm, em sua composição, milhares de substâncias químicas, que podem matar peixes marinhos e de água doce. Se você fuma, jogue sua bituca numa lata de lixo e não, no chão da rua.

3. Faça escolhas mais conscientes quando comer frutos do mar

A sobrepesca pode esgotar recursos marinhos. Por isso, é importante saber a procedência dos frutos do mar consumidos no dia a dia. Foto: PEXELS

Com a demanda global por peixe crescendo a cada ano, locais de pesca em todo o mundo estão entrando em colapso por causa de práticas pesqueiras insustentáveis. Quando você comprar peixe, tenha certeza de que se trata de peixe capturado ou criado de uma forma ambientalmente responsável.

4. Diminua sua pegada de carbono

Use bicicletas ou transporte público para reduzir emissões de gás carbônico. Foto: PNUD

Os oceanos absorvem mais de 25% das emissões de dióxido de carbono geradas pelo homem. Mas não sem consequências. O resultado é a “acidificação” das águas marinhas, um fenômeno que ameaça uma ampla gama de espécies. Combater a acidificação marinha é igual a combater as mudanças climáticas: precisamos reduzir as emissões de CO2.

A nível individual, isso significa optar por se deslocar de bicicleta ou transporte público em vez de usar o carro; diminuir o consumo geral de energia; usar fontes de energia “verdes”, como energia solar e eólica; e fazer escolhas mais conscientes sobre o que comer e o que comprar.

5. Não use copos, talheres nem canudos descartáveis feitos de plástico

Por dia, a população dos Estados Unidos consome 500 milhões de canudos. Foto: PEXELS

Mais de 50% das tartarugas marinhas morrem por ingerir alguma forma de lixo. Cerca de 90% de todo o lixo flutuando nos oceanos é plástico. Estudos mostram que, diariamente, a população dos Estados Unidos usa e joga fora 500 milhões de canudos.

Algumas estimativas apontam que, se não for diminuído o ritmo com que se descartam itens como copos, talheres, sacolas, canudos e garrafas descartáveis, os oceanos terão até 2050 mais plásticos que peixes, e 99% das aves marinhas terão ingerido o material.

Escolha produtos que sejam reutilizáveis.

6. Seja um consumidor informado

Produtos cosméticos e de higiene pessoal podem conter micropartículas de plástico que poluem os oceanos. Foto: Wikipedia (CC)/Alf van Beem

Com o esgoto, microplásticos da sua pasta de dente, produtos de higiene e roupas são lançados ao mar. Ainda é impossível retirá-los dos oceanos por causa do seu tamanho pequeno. Pesquisas indicam que pelo menos 51 trilhões de partículas de microplástico já estejam em nossos mares atualmente.

Isso coloca em risco não apenas os animais que ingerem esse lixo, mas também os humanos, que comem o material ao consumir frutos do mar.

Ao comprar produtos de cuidado pessoal, evite os que contêm micropartículas. Você pode fazer isso olhando a lista de ingredientes. Se contiver polipropileno, polietileno, tereftalato de polietileno ou metacrilato de polimetilo, não compre.

7. Organize um mutirão de limpeza de praia

Crianças em Granada lembram importância de proteger praias e oceanos da poluição. Na placa, lê-se ‘jogue o lixo na lata e mantenha nosso país limpo’. Foto: PNUD Granada

Provavelmente você verá a poluição marinha em primeira mão se for à praia mais próxima de você. Pedaços de plástico, como tampinhas de garrafa ou canudos, são frequentemente encontrados na costa.

Que tal levar seus amigos e os amigos deles para uma coleta de lixo? Lembre-se de se assegurar que o material recolhido seja descartado de uma maneira sustentável, de modo que os resíduos não cheguem, por uma segunda vez, ao mar.

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8. Evite embalagens e sacos plásticos

O plástico demora pelo menos 450 anos para se decompor no meio ambiente. Foto: PxHere

Você já deve ter entendido que o plástico destrói os oceanos. Quando for ao supermercado, use sacolas de papel em vez das de plástico na hora de empacotar as compras. Prefira produtos que vêm embalados em vidro ou papel aos que chegam já em embalagens plásticas para o consumidor.

9. Cuide do seu animal doméstico com responsabilidade

Crianças com animais de estimação no Peru. Foto: PNUD Peru

Se você tem um animal de estimação, é muito provável que você tenha causado algum mal aos ecossistemas oceânicos sem nem saber. Os resíduos das caixas de areia dos gatos são muito destrutivos para a vida marinha. Portanto, não os despeje na privada, pois eles vão parar no mar ao longo da cadeia de esgotos.

Ao comprar ração, tenha certeza de que o produto está livre de ingredientes que não sejam ambientalmente responsáveis.

Se tiver um aquário, evite comprar peixes de água salgada capturados de ambientes silvestres.

Nunca solte peixes de aquário, que não são nativos da região, no mar. Embora possa parecer uma ótima ideia, a iniciativa pode ter impactos negativos consideráveis para a vida marinha nativa.

10. Apoie uma organização que proteja a vida marinha

Você pode ajudar a ONU e a comunidade internacional a proteger a vida marinha. Foto: PNUD Maldivas

Toda a vida marinha — das tartarugas aos corais e focas — está ameaçada.

A acidificação dos oceanos, a perda de habitats, espécies invasoras, poluição e sobrepesca são os principais fatores responsáveis por reduzir a biodiversidade dos nossos oceanos.

Se você se preocupa com a vida debaixo d’água e se você se preocupa consigo mesmo, doe tempo ou dinheiro para uma organização que ajudará a combater esses problemas.

Você pode achar uma lista de instituições globais da área clicando aqui (em inglês).

Como preservar o meio ambiente: hábitos para ajudar o planeta

 

Como preservar o meio ambiente? Você está consciente que suas ações, por menores que pareçam, podem ter um grande impacto para o planeta?

 

No Dia Mundial do Meio Ambiente, lembrado no dia 5 de Junho, debates e palestras espalham-se nos cinco continentes para discutir como está a nossa relação com os recursos naturais. 

 

Fóruns também buscam conscientizar as pessoas que o cuidado com o meio ambiente não requer medidas drásticas, mas pode iniciar com ações individuais, pequenas e rotineiras.

 

Reaproveitar a casca de banana ao transformá-la em adubo; não estacionar o carro nas dunas; utilizar os dois lados de uma folha de papel; entrar em contato com as organizações competentes ao encontrar um animal silvestre machucado; não jogar o lixo no chão. Esses são apenas alguns exemplos de atitudes que podem passar despercebidas por quem pratica, mas que fazem muita diferença no processo de preservação do planeta.

 

Reveja seus hábitos e adote uma postura consciente para minimizar o impacto no meio ambiente. Para saber como fazer isso, confira nossas sugestões. 

 

Neste artigo, vamos trazer:

 

  • Como preservar o meio ambiente: 9 hábitos para adotar no dia a dia
  • Por que é importante preservar o meio ambiente?

 

Boa leitura!

Como preservar o meio ambiente: 9 hábitos para adotar no dia a dia

  • Preservar o meio ambiente é, também, uma forma de preservar a vida
  • Atitudes simples e rotineiras podem fazer a diferença não só para preservar o planeta, mas recuperá-lo.

   

Vamos apresentar, abaixo, 9 hábitos para você contribuir com o meio ambiente. Dentro de cada hábito, estão diversas atitudes e mudanças de comportamento que podem parecer simples, mas com certeza farão a diferença a longo prazo. 

#1 – Economizar água para preservar o meio ambiente

Economizar água é, com certeza, uma das primeiras atitudes a serem reforçadas quando se fala em proteger o meio ambiente. 

 

A água, como sabemos, é vital para a vida de praticamente todo ser vivo. Porém, ela é finita. Um dia a água do planeta pode acabar, se não forem tomadas medidas necessárias para preservá-la. 

 

Seja em casa ou no trabalho, confira algumas dicas de como economizar água no seu dia a dia:

 

  • A mangueira desperdiça muita água, então, evite usar para lavar o carro, o quintal ou a calçada
  • Regue as plantas à noite ou de manhã bem cedo. Além de evitar choques térmicos para as plantas, isso também ajuda-as a aproveitar melhor a água, já que a evaporação é menor
  • Tome banhos curtos e aproveite quando está se enxaguando para escovar os dentes
  • Uma descarga mal regulada pode desperdiçar muita água. Por isso instale uma válvula e faça manutenção regularmente
  • Na hora de lavar louça, não deixe a torneira aberta – só ligue na hora de enxaguar.
  • A água clorada pode ser reutilizada. Por exemplo, você pode usar a água que serviu para desinfetar frutas e verduras ou na limpeza da caixa, para lavar o quintal e limpar banheiros
  • Inspecione e conserte vazamentos. Realizar a manutenção preventiva do sistema hidráulico da sua casa pode ajudar – e muito – a reduzir desperdícios

#2 – Proteger o meio ambiente economizando energia

  1. Ainda que novos meios de geração de energia estejam sendo buscados, as que existem atualmente necessitam de cuidado e preservação. 
  2. O descaso, além de agredir o meio ambiente agride, também, o bolso, pois é alto o custo que pagamos pelos excessos.

  3. Algumas alterações na rotina e uma melhor seleção na hora de comprar seus eletrodomésticos e eletrônicos, são fundamentais para proteger o meio ambiente.

    Confira:

     

  • Nos horários de pico (entre 18h e 21h), procure evitar o uso de eletrodomésticos, em especial os que consomem muita energia
  • Procure veículos movidos a álcool ou biocombustíveis. Além disso, é uma boa ideia oferecer carona para seus amigos e colegas
  • Não sobrecarregue as tomadas, conectando vários aparelhos ao mesmo tempo. Os fios esquentam, o consumo – e sua conta de luz – aumentam consideravelmente
  • Substitua as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes ou, ainda melhor, use lâmpadas de LED: gastam 75% menos energia, além de durar muito mais
  • Use o ar-condicionado com moderação. Também é uma boa prática desligá-lo pelo menos uma hora antes de sair do escritório
  • Ao fechar a geladeira, verifique se a borracha está vedando o eletrodoméstico corretamente. Além disso, não encha muito as prateleiras. Isso aumenta o consumo de energia, já que a geladeira precisa trabalhar mais para manter a temperatura
  • Para lavar e secar roupas, procure esperar para ter a quantidade máxima de roupa indicada pelo fabricante da máquina
  • Evite passar poucas roupas. Acumule uma quantidade razoável de peças e passe tudo uma única vez

#3 – Reciclagem e redução do lixo para ajudar o planeta

A criatividade pode ser uma grande aliada na hora de preservar o meio ambiente

 

Você recicla? A reutilização de materiais para novos fins e a redução do lixo seco é fundamental para evitar a sobrecarga de resíduos lançados ao planeta.

 

Isso porque os materiais secos têm, geralmente, uma baixa taxa de decomposição. Ou seja: demoram muito para se decompor, e durante todos os anos em que passam pelo processo lançam líquidos e gases que são prejudiciais ao meio ambiente. 

 

Fora o fato de ocuparem muito espaço, já que a produção de lixo seco do ser humano só tem aumentado com o passar dos anos. Isso tudo tira dos animais uma área do seu habitat, além de representar um verdadeiro perigo para esses seres vivos.

 

  • Evite comprar mercadorias com muitas embalagens
  • Separe o lixo úmido do seco
  • Recicle: reutilize embalagens e outros materiais recicláveis, oferecendo-os novas funções
  • Prefira sacolas reutilizáveis para fazer compras
  • Você sabia que a média mundial de consumo de papel é de 58 kg por ano? Isso quer dizer que cada pessoa consome, em média, 0,6 árvore por ano. Então, reduza o uso de papel o máximo possível. Você pode começar utilizando sempre os dois lados da folha
  • Outra dica para economizar papel é pagar suas contas online e só imprimir o que for realmente necessário
  • Tenha uma caneca para usar no trabalho. Os copos de plástico nem sempre são separados e encaminhados para a reciclagem. E, mesmo quando são, é muito melhor evitar o uso do plástico

#4 – Descarte responsável para proteger a natureza

Materiais químicos ou eletrônicos não podem ser jogados na natureza. O descarte correto é fundamental para evitar uma contaminação do solo e do ar, o que prejudica a saúde de todos os seres vivos. 

 

Inúmeras empresas já se comprometem com uma política de logística reversa, funcionando como postos de coleta desses materiais.

 

Para contribuir, algumas outras dicas:

 

  • Não jogue as pilhas no lixo comum. Se mal descartadas, elas podem contaminar o solo e lençóis freáticos. O mesmo serve para lâmpadas e baterias
  • Não descarte o óleo de cozinha na pia ou no lixo comum. Além de entupir tubulações, atrapalhando processos de tratamento de água e esgotos, pode contaminar os lençóis freáticos. Guarde o óleo usado em garrafas de vidro ou garrafas pet, e descarte-o em postos de coleta
  • Não jogue pneus velhos em qualquer lugar. Além de auxiliar na proliferação de doenças, como a dengue, é prejudicial ao meio ambiente, pois polui o solo e a atmosfera. Procure postos de coleta para o descarte adequado
  • Os medicamentos também precisam de um descarte correto, evitando problemas de contaminação. Informe-se se a sua farmácia tem posto de coleta para recebimento de medicamentos vencidos
  • Equipamentos eletrônicos têm sido um problema para o meio ambiente. Isso porque as pessoas trocam de celular, por exemplo, com frequência – e nem sempre sabem como descartar os produtos que estão fora de funcionamento. Procure pontos de coleta para levar seus aparelhos antigos. Lojas como Apple e Samsung já oferecem esse serviço, contribuindo para o descarte responsável

#5 – Como preservar o meio ambiente ajustando sua alimentação

Seja no processo de criação, seja para a logística de alimentos, animais ou vegetais, o ambiente sofre um impacto maior em função dos grandes produtores. Para ajudar, você pode repensar o seu consumo, valorizando, por exemplo, pequenos produtores da sua região. 

 

  • Aproveite os ingredientes regionais e alimentos da estação
  • Use o máximo dos alimentos. Talos, folhas, sementes e cascas possuem alto valor nutritivo. Eles podem ser utilizados em diferentes receitas, o que ajuda a reduzir o lixo e o desperdício
  • Falando em desperdício, procure se servir com consciência. Muitas vezes, colocamos no prato mais do que conseguimos comer
  • A panela de pressão é sua aliada. Feijão, arroz, macarrão, carne, peixe, além de legumes e verduras cozinham mais rápido. Você pode economizar até 70% de gás assim
  • Planeje o cardápio da semana. Assim você evita comer por impulso

#6 – Consumo consciente para preservar o planeta

Você realmente precisa ter o mais novo lançamento de celular? Ou o carro do ano? Repensar as atitudes como consumidor pode ajudar na construção de uma relação mais saudável, tanto com os produtos comercializados, quanto com o dinheiro.

 

Além de economizar e aproveitar melhor os recursos financeiros, contribuímos para uma redução significativa de lixos, sejam de embalagens ou de equipamentos e produtos obsoletos. 

 

  • Utilize materiais escolares ou de escritório até o seu fim antes de comprar novos materiais
  • Aproveite materiais recicláveis para fazer outros produtos, ao invés de comprá-los. Garrafas PET podem, por exemplo, ser transformadas em potes para plantas 
  • Não compre mais do que o necessário, sejam roupas, sapatos ou, até mesmo, alimentos
  • Opte por marcas com consciência ambiental, que desenvolvam algum trabalho ou ofereçam uma política de logística reversa, facilitando o descarte dos materiais
  • Escolha produtos com menos embalagens e, se possível, dispense as sacolas plásticas

#7 – Produtos orgânicos e agricultura familiar

Consumir os alimentos em sua forma mais natural é uma maneira de respeitar e preservar o meio ambiente

 

Como já mencionamos anteriormente, tanto a alimentação quando o comportamento de consumo podem ser altamente prejudiciais ao meio ambiente. Uma forma de contribuir para a preservação do planeta é repensar sua relação com o alimento, avaliando o cenário como um todo. 

 

O produto que você está comprando é de produtores responsáveis e conscientes? Quais foram as etapas de produção? Foram utilizados agrotóxicos e outros produtos prejudiciais ao meio ambiente?

 

Ainda que você possa estar pagando um pouco mais caro pelo produto, ao consumir alimentos em sua forma mais natural possível é ter a certeza de estar fazendo a sua parte para cuidar da natureza. Além, é claro, de ser a melhor forma de manter a sua saúde em dia.

 

  • Dê preferência por alimentos orgânicos, livres de agrotóxicos
  • Compre de pequenos produtores da sua região
  • Construa seu cardápio com base nos alimentos típicos de sua região
  • Tenha uma horta em casa. Mesmo quem mora em apartamento pode plantar temperos, frutas e salada em uma quantidade suficiente para o seu próprio consumo
  • Utilize os restos de alimentos como adubo para sua horta ou plantas

#8 – Transporte coletivo, compartilhado ou ecológico

Atualmente existem empresas que oferecem serviços de carona ou transporte privado, auxiliando na mobilidade urbana e na redução de emissão de gases. 

 

Mas, ainda que você opte por andar em seu próprio veículo, algumas mudanças podem ser efetuadas no seu dia a dia para contribuir:

 

  • Ofereça carona aos seus colegas de trabalho, ou façam rodízio de motorista: cada dia o grupo vai com o carro de um, auxiliando o meio ambiente e desafogando o trânsito das ruas;
  • Opte por outros meios de transporte quando possível, como bicicleta ou caminhadas
  • Escolha veículos com menos emissão de gases ou, se puder, opte pelas versões mais modernas no quesito ecológico, como os carros elétricos 

#9 – Ensine seus filhos a cuidar do meio ambiente

É durante o desenvolvimento infantil que as crianças acumulam valores e ideais que vão nortear toda a sua vida. Por isso, é nesse momento que os pais devem começar a compartilhar com os seus filhos a importância de cuidar do meio ambiente, sendo exemplos de ações de preservação e respeito com o nosso planeta.

 

  • Seja o exemplo do seu filho: lembre-se que as crianças aprendem muito mais com o que você faz, do que com o que você fala
  • Ensine de onde vem a água e como é ruim para o planeta quando a desperdiçamos 
  • Mostre que toda comida que sobra acaba virando lixo, e conte que os aterros são áreas de grande contaminação. Assim, você resolve dois problemas com um ensinamento só: preserva o meio ambiente e incentiva a criança a comer tudo
  • Crie momentos do desapego, para que a criança selecione roupas e brinquedos para doação. Você ensina a forma certa de descartar esses itens: fazendo outra criança feliz
  • Ensine sobre consumo. A criança não precisa (nem deve) ter tudo o que ela quiser, mas somente o que lhe é necessário

Por que é importante preservar o meio ambiente?

É no meio ambiente que temos todos os recursos naturais necessários para a vida, tanto dos seres humanos quanto de outros animais. 

 

Sem os recursos naturais, como sol, água e alimentos, não sobreviveríamos. Não existe tecnologia ou inovação que possam substituir estes itens básicos de subsistência.

 

Com o uso inconsequente dos recursos oferecidos pelo meio ambiente, a natureza respondeu com reações que assustam e interferem na vida de inúmeros seres. Aquecimento global, alterações no ciclo natural de plantas e animais, além da falta de água potável, são alguns exemplos.

 

Desde 1986, o dia de sobrecarga da Terra é calculado. Esse dia representa o momento do ano em que a humanidade esgota os recursos naturais, antes de sua regeneração.

 

Em 1993, o dia de sobrecarga aconteceu em 21 de outubro. Em 2017, foi em 2 de agosto. Este ano, 2019, o dia aconteceu em 29 de Julho. 

 

A cada ano, a data se antecipa, e o custo dessa sobrecarga está cada vez mais evidente. Segundo a WWF, associada à Global Footprint Network: 

 

“Se todo mundo vivesse como os franceses, precisaria de 2,7 planetas e se todo mundo adotasse o modo de consumo dos americanos, seriam necessárias cinco Terras.”

Conclusão

Você deve entender como preservar o meio ambiente para poder contribuir na construção de um futuro mais seguro

 

A frase “o futuro está em nossas mãos”, apesar de clichê, nunca foi tão verdadeira. Mas não é somente do nosso futuro individual que ela se refere. É compromisso e responsabilidade de todos contribuir para a reversão de tantos prejuízos à natureza. O consumo desenfreado dos recursos naturais já traz, nos dias de hoje, resultados alarmantes. 

 

Se não tivermos consciência de que nossos atos refletem diretamente ao ambiente em que vivemos, em breve não teremos mais um planeta para chamar de lar. 

 

Alguns hábitos diários podem ser repensados, sem prejudicar ou dificultar a sua vida. O pouco de cada um, quando somado, pode ser a solução para salvar a natureza. 

 

Lembre-se que preservar o meio ambiente é tarefa, também, para as gerações futuras. Por isso, eduque seus filhos para que cresçam e se relacionem com os recursos naturais de forma mais saudável do que fizemos até então.

 

Para saber outras dicas de como contribuir para a preservação do meio ambiente, confira os artigos sugeridos:

   

Ficou alguma dúvida ou tem alguma dica de como ajudar a preservar o meio ambiente? Conte para nós, deixando um comentário!

Repórter: Francine Cadore Designer: Pabla Vieira

Fonte: Portal Brasil, blog da Gisele Bündchen, SOS Mata Atlântica

Conteúdo aprovado pelo responsável técnico-científico do Portal Unimed.



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