Como cantar utilizando o seu diafragma: 9 passos

  • Como Cantar Utilizando o seu Diafragma: 9 Passos
  • Todos nós gravamos vocais.
  • E todo ouvinte presta atenção neles.
  • Portanto…o processo de gravação requer que você faça o melhor trabalho possível.
  • E, justamente por necessitar de conhecimento, equipamentos e técnicas…
  • Ele pode abalar os iniciantes, especialmente os que acabaram de começar.
  • A boa notícia é que, com algumas dicas simples…
  • Praticamente qualquer um pode melhorar SIGNIFICATIVAMENTE a qualidade de suas gravações em pouquíssimo tempo.
  • Então, no post de hoje, compartilharei com você algumas dicas maravilhosas.
  • Começando com…

Encontrando o Microfone Certo

Como Cantar Utilizando o seu Diafragma: 9 Passos

Hoje em dia, há opções BARATAS e boas de microfones vocais, cujos preços cabem nos bolsos dos donos de home studios normais.

Para descobrir quais eu recomendo, confira este artigo:

  • Os 7 Melhores Microfones de até R$6.000,00 para Gravação de Vocais

Seguindo em frente…

Os 5 Problemas que Arruinam Vocais

De muitas formas, um som vocal de qualidade depende MENOS da utilização de técnicas extravagantes, e MAIS da prevenção de problemas comuns.

Mais especificamente, estes 5:

  1. Efeito de “popping”
  2. Sibilância
  3. Efeito de Proximidade
  4. Ruídos de Passos
  5. Acústica Ambiente Ruim

Agora, vamos explorar cada um deles…

1. Efeito de “popping”

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  1. A pronúncia das letras “P” e “B” faz com que uma explosão de ar seja expelida da boca.
  2. Na fala, a gente acaba nem percebendo.
  3. Mas em gravações, essas explosões de ar atingem o diafragma do microfone…
  4. …criando um som incisivo e de baixa frequência, conhecido como Popping.
  5. Para entender isso melhor, tente fazer o seguinte exercício:
  6. Coloque sua mão na frente do seu rosto e diga as seguintes duas frases:

Pedro Pinto pegou o pote de pepinos podres.

A babá boba bebeu a batida do bebezinho.

Sentiu o ar batendo na mão? Esse é o tal de “popping”.

  • A forma mais fácil de evitá-lo é cantando em um ângulo fora de eixo, para que as explosões não atinjam o diafragma diretamente.
  • Entretanto, já que muitos cantores não conseguem ou se negam a fazê-lo, os engenheiros acabam usando os pop filters.
  • Eles funcionam assim:
  1. Atuando como uma barreira entre o cantor e o microfone, os pop filters atuam como uma rede de captura de “sons explosivos“, permitindo que outros sons passem livremente. 
  2. A barreira também atua como um marcador de distância, impedindo que os cantores cheguem perto demais, bem como geralmente fazem. 

Para saber quais são os pop filters que eu recomendo, confira este artigo:

  • Os 7 Melhores Pop Filters para Gravação de Vocais

A seguir…

2. Sibilância

  1. OUTRO aspecto estranho da voz humana é que…
  2. Ao pronunciar sons de “S” e “F”, a boca emite explosões de ar de alta frequência, comumente conhecidas como sibilância.

  3. Em conversas do dia-a-dia, é difícil perceber…
  4. Mas em gravações, quando sua boca está bem na frente do microfone, isso fica bem evidente.

  5. Vamos fazer uma outra demonstração:
  6. Utilizando um microfone condensador (que é mais propenso à sibilância), grave-se dizendo a seguinte frase:

Sandy sempre sai às sete.

Agora, ouça e preste muita atenção nos sons de “S”. Percebeu um silvo chato? Isso é a sibilância.

Para resolver esse problema, você PODE utilizar softwares como de-essers ou compressores multi banda

Mas a estratégia mais inteligente é evitar esses sons na hora da gravação. Bem como o “popping”, cantar em um ângulo fora de eixo NORMALMENTE resolve o problema.

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O Truque do Lápis.

Pegue um lápis e prenda-o na região do diafragma de seu microfone com um elástico, conforme é mostrado na figura ao lado.

Agora, graças ao lápis, as explosões de alta frequência serão divididas pela metade e desviadas para os lados. Problema resolvido.

Prosseguindo…

3. Efeito de Proximidade

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  • Devido ao design dos microfones cardioide
  • …que é o padrão polar mais comumente utilizado para gravação de vocais…
  • …sempre que uma fonte sonora está localizada a poucos centímetros do diafragma, o microfone exibe um reforço notável de graves na sua resposta de frequência.
  • Quanto mais próximo estiver o som, mas forte será o efeito.
  • Com certos instrumentos, como o violão, isso pode ser uma ferramenta útil para enriquecer o som.
  • Entretanto, no caso dos vocais, quando vocalistas inexperientes o utilizam de forma não intencional, pode ser extremamente chato de ouvir o reforço de graves aparecendo e desaparecendo aleatoriamente.
  • Se o seu vocalista estiver tendo esse problema, confira como você pode resolvê-lo:
  1. Use um pop filter – para evitar que o vocalista chegue muito perto do microfone.
  2. Use microfones com padrão polar omnidirecional – que são imunes ao efeito de proximidade por causa de seu design.

A seguir…

4. Acústica Ambiente Ruim

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  1. Mas o fato é que…
  2. Se a acústica da sua sala for ruim, os vocais também soarão mal.
  3. Sem o tratamento acústico apropriado, é praticamente garantido que a acústica do seu estúdio SERÁ uma droga.
  4. Então, se você ainda não providenciou, faça disso a sua prioridade. Confira um artigo que vai te ajudar a começar:
  • Fundamentos do Tratamento Acústico: Fazendo Seu Ambiente Soar Bem

Se você não tem grana ou espaço para fazer da forma tradicional…

Os Filtros de Reflexão podem ser uma alternativa boa e barata para qualquer um à procura de um atalho. Eles podem não funcionar tão bem quanto o tratamento acústico “real”…mas são mil vezes melhores do que nada.

Leia também:  Como capturar o pikachu no pokémon go: 12 passos

Para ver quais eu recomendo, confira este artigo:

  • Os 6 Melhores Filtros de Reflexão para Gravação de Vocais

A seguir…

5. Sons de Passos

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  • Cada passo dado pode ser ouvido em alto e bom som pela casa toda.
  • Quando os vocalistas batem os pés, essas vibrações viajam pelo pedestal do microfone e acabam saindo na gravação.
  • A solução mais comum para esse problema é adquirir um sistema anti-choque, que funciona criando isolamento acústico entre o microfone e o pedestal.
  • Para descobrir se VOCÊ precisa de um, confira o que você precisa fazer:
  1. Instale seu microfone como você sempre faz, aperte o botão de gravar e aumente o ganho
  2. Coloque os fones de ouvido, ande em volta do pedestal e ouça.
  1. Se você ouvir seus passos ou qualquer outro ruído no chão, você provavelmente vai precisar de um sistema anti-choque.
  2. Embora muitos microfones venham com um incluso, se o seu não vier, confira o que fazer:
  3. Já que muitos sistemas anti-choque são projetados para funcionar com um microfone específico, você precisa encontrar o par certo.

6 Passos Para Você Dominar Sua Voz

Quando eu comecei a estudar canto e técnica vocal, confesso que fiquei confuso com relação ao caminho que eu deveria seguir para conseguir dominar a minha voz e fazer tudo que eu sempre quis com ela.

Tive excelentes professores, mas alguns deles, apesar de terem me ajudado, não seguiam um método sólido e com um “roadmap” (roteiro, mapa da estrada) bem definido. Isso me deixou perdido algumas vezes.

Para onde eu vou? Por onde eu devo começar? Qual(is) o(s) próximo(s) passo(s)?

Essas eram perguntas bem recorrentes na minha cabeça cuja busca pelas respostas delas me fizeram definir o que hoje é um dos fundamentos do Full Voice Singing (o método de ensino utilizado aqui no Full Voice Studios).

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Tenho certeza que você vai se identificar em alguma destas etapas, quando não até em mais de uma. Isso mesmo! O fato de haver, sim, um passo-a-passo a se seguir ao estudar técnica vocal, esse passo-a-passo não é uma linha reta na qual você só anda pra frente.

Ao contrário, são vários caminhos paralelos que você vai tomando, mudando de um para outro e traçando a sua própria trajetória.

Vamos lá, e não esqueça de comentar abaixo deste artigo onde você se situa, ok?

Etapa #0 – Desenvolvendo Afinação e Ritmo

Chamamos essa etapa de #0 (ZERO) pois antes de desenvolver uma técnica vocal sólida e definitiva você precisa se certificar que você consegue cantar com afinação e ritmo satisfatoriamente.

É claro que muitos problemas técnicos impedem alguns cantores de ter melhor afinação, mas neste caso estamos falando de musicalidade, mesmo. O senso de altura, de pulsação, subidas, descidas, pausas.

É fato que a maior parte dos estudantes de canto já apresentam afinação e ritmo satisfatórios, mas é bom ponderar a respeito.

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E você? Como está nesse quesito?

Etapa #1 – Descobrindo Registros Vocais e Transitando Entre Eles

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Ok! Talvez você tenha caído de pára-quedas aqui e não sabe o que são registros vocais. Então vou explicar rapidamente.

Registros Vocais são regiões da sua voz que funcionam (e normalmente também soam) de maneira semelhante. Aquilo que normalmente você ouve falar por aí como Voz de Peito, Voz de Cabeça, Falsete, são, na verdade, maneiras de dar nomes a registros vocais.

Esses nomes citados acima, na verdade, não fazem muito sentido do ponto de vista científico. Mas não vamos aprofundar nestes conceitos agora. A ideia neste artigo é entendermos a nossa trajetória.

Então, descobrir registros é descobrir essas regiões e funcionamentos da sua voz. Você, nesta etapa, experimentará sensações algumas vezes até novas.

Além disso, é essencial permitir que sua voz transite livremente entre essas regiões, sem exigências estéticas ou medos de falhas.

Etapa #2 – Conectando Registros Vocais

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Depois de descobrir os registros, é hora de conectá-los. Conectar registros significa trabalhar as transições entre eles para que não hajam quebras ou falhas na voz nessas regiões de passagem (passagem no caso de um registro para o outro, de um comportamento para o outro).

Nessa etapa é muito importante priorizar coordenação ao invés de volume. Na verdade você perceberá que o volume será uma consequência da boa emissão e da boa coordenação vocal.

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Etapa #3 – Estabilizando Laringe

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A laringe é a “casa” das pregas vocais. Nela o som fundamental (primeiros pulsos sonoros) é originado para depois ser amplificado e moldado no trato vocal.

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A função biológica da laringe é proteger nosso sistema respiratório de resíduos líquidos ou sólidos. Para isso, ela conta com o movimento de subida e fechamento.

Além disso, ela pode descer e abrir-se, possibilitando um fluxo inspiratório maior em menos tempo. Isso acontece, por exemplo, em um bocejo.

Enquanto cantamos, nossa premissa é deixar a laringe o mais estável possível, o maior tempo possível.

É claro que alguns estilos pedem uma laringe UM POUCO mais elevada (e UM POUCO bem destacado mesmo) e outros estilos pedem uma laringe UM POUCO mais para baixo.

No entanto, é a laringe estável que proporciona conforto, som homogêneo e a certeza eu estamos usando nosso aparato vocal no máximo potencial. Portanto, essa etapa é fundamental no processo de aprendizado.

Mesmo que você cante um desses estilos onde a laringe é um pouco mais alta ou um pouco mais baixa, é essencial você desenvolver essa coordenação em prol do desenvolvimento do seu equilíbrio vocal.

Desenvolvendo seu equilíbrio vocal você terá sempre um “porto-seguro” quando houver algum tipo de problema com sua emissão.

IMPORTANTE! Nessa etapa ainda privilegia-se coordenação ao invés de volume.

Etapa #4 – Desenvolvendo Equilíbrio e Tônus Vocal

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Finalmente começamos, agora, a falar sobre desenvolver volume, pegada na voz.

MAS CALMA LÁ! Isso é desenvolvido, lembrando, como uma consequência da boa emissão e aos poucos. Não se pode perder toda a coordenação desenvolvida em prol de volume obtido da maneira errada.

No canto, assim como em muitos esportes e atividades de precisão, coordenação é muito mais importante que qualquer outra coisa.

Portanto, não se pode largar toda a coordenação obtida. É com a coordenação nova que nós obteremos tônus vocal.

Etapa #5 – Emissão Full Voice

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Quando o cantor ou a cantora chega nessa etapa, com certeza já está dando show em muitos lugares e já se transformou numa referência vocal para muitos.

A emissão Full Voice é o nome que damos para a etapa do aprendizado na qual cantores e cantoras mantêm o ritmo de treinos e aprimoram, ainda mais, tudo que foi conquistado. Mas, neste momento, toda coordenação e tônus necessários para longas apresentações já estão desenvolvidos.

Há quem possa pensar que o cantor chega aqui e já pode parar de estudar, então, né? CLARO QUE NÃO!

Assim como atletas de altíssimo nível, cantores de altíssimo nível mantêm-se treinando com o acompanhamento de um Voice Coach ou de um programa de treinamento que faça suas habilidades se aprimorarem cada vez mais.

Etapa #6 – Desenvolvendo / Aprimorando Estilo Vocal

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E eis que chegamos à etapa de desenvolver vibratos, drives, melismas, apoggiaturas, yodels, soprosidades e muitos outros elementos que agregam estilo ao canto.

É bem verdade que essa etapa pode ser usada como uma etapa “coringa”, podendo ser “recrutada” a qualquer momento no treinamento a fim de que o(a) estudante de técnica vocal tenha subsídios para aprimorar suas apresentações, ainda que não tenha a técnica totalmente desenvolvida.

Vale salientar, no entanto, que algumas habilidades técnicas são pré-requisitos para você incluir elementos de estilo. Pregas vocais demasiadamente rígidas, por exemplo, dificilmente desenvolverão bom vibrato.

E você? Onde está? Onde quer chegar?

Identificou-se com alguma dessas etapas? Em qual delas, ou até mesmo quais delas, você está atualmente. Comente abaixo. Deixe sua dúvida também. Será ótimo poder entender as suas necessidades e ajudar você nessa trajetória vocal.

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9 coisas que os cantores precisam saber sobre seu corpo

Como Cantar Utilizando o seu Diafragma: 9 Passos

Uma imagem mostrando o topo dos pulmões em relação à clavícula

1. O seu corpo inteiro é seu instrumento, não apenas seu mecanismo vocal

Dentre as coisas que os cantores precisam saber sobre seu corpo, esta é talvez a mais importante: sua voz é parte de um sistema total, que inclui sua mente e seu corpo inteiro. Qualquer método ou técnica para canto que não trabalham com o sistema total – mente, corpo e trato vocal – têm aplicações limitadas para o desenvolvimento de seu potencial completo como um cantor.

Para se tornar um cantor mais eficaz, mude sua ênfase de tentar cantar bem, usando bem todo o sistema mente-corpo-voz. Uma vez descobrindo sua coordenação natural inata, você irá notar uma melhoria impressionante em tudo o que você faz.

2. O equilíbrio da cabeça na coluna afeta diretamente a qualidade do som

A laringe está suspensa ao osso hioide1, e este está pendurado através do processo mastoide2 do crânio. Se a cabeça é puxada para baixo na coluna, os músculos do pescoço e garganta ficarão tensos e o tronco vai se tornar rígido. O excesso de tensão mata vibrações e irá produzir um som que é apertado e tenso.

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Deixe a cabeça se movimentar sutilmente fora da coluna vertebral, o que dá liberdade ao mecanismo vocal, e os músculos respiratórios e de apoio do tronco trabalham sem esforço.

3. Dor e desconforto são causados por um aperto crônico e encurtamento dos músculos

Músculos têm apenas uma função: puxar ou contrair. Se um músculo permanece em um estado de contração e é privado de relaxar para o comprimento de repouso completo, ele vai se tornar cronicamente tenso e inflamado, levando à dor e desconforto.

Ao aprender como acessar os músculos profundos de apoio no seu corpo, você pode aliviar a dor e tensão, permitindo que os músculos superficiais com rigidez crônica se liberem em maior comprimento e flexibilidade.

4. Quanto mais você tenta controlar sua respiração, menos controle você tem sobre ela

A respiração é automática, isto é, tem função reflexa que regula a si mesma. Ao “pegar” ar deliberadamente, nós interferimos com sua função natural e criamos tensão indevida, o que faz com que o ar trabalhe contra nós.

Investigue os hábitos que estão indo para um caminho contrário à sua respiração natural, e aprenda como desfazê-los. Em breve, a respiração natural vai se tornar uma forte aliada à sua forma de cantar, e você se dará conta de que pode ir facilmente para uma natural e profunda respiração que lhe dará combustível suficiente para, até mesmo, as frases mais longas.

5. Fazer barulho ao respirar indica tensão na garganta e nas falsas pregas vocais

O hábito de criar um som ofegante na inspiração é um hábito quase universal entre os cantores. Ouça qualquer gravação profissional e você provavelmente irá ouvir o cantor fazer um som audível na inspiração. Este é um sinal de tensão indevida. A longo prazo, esse hábito irá causar rigidez e inflexibilidade, levando a uma diminuição radical no trato vocal.

Evite esse hábito nocivo de fazer barulho ao respirar, permitindo que a musculatura do pescoço e tronco se liberem em maior comprimento e largura.

 6. Nós temos 24 costelas (12 de cada lado) e elas são projetadas para movimentar-se

Nossas costelas são projetadas para o movimento. Elas estão ligadas à coluna vertebral através de articulações móveis. As costelas naturalmente sobem e descem como as alças do balde se o resto do tronco não se manter rígido – o que acontece com vários cantores. Quando nós falamos, as costelas naturalmente descem em um ritmo mais rápido do que quando cantamos.

Bom “suporte” no canto se baseia em não permitir que a caixa torácica entre em colapso durante a expiração.

7. Os pulmões estão na parte superior do tronco, e o diafragma fica bem abaixo deles

Os pulmões sobem até a clavícula, e descem, aproximadamente, na altura da quinta costela.

Há mais tecido pulmonar na parte de trás do que na frente, e os dois lóbulos do pulmão esquerdo são ligeiramente menores do que o pulmão direito – que tem três lóbulos -, para acomodar o coração. Logo abaixo dos pulmões, se aloja o diafragma.

Muitos professores de canto pedem para seus alunos imaginarem a respiração profunda em seus abdomens. Isso pode ser útil, mas cantores não devem se iludir sobre onde o ar realmente está indo enquanto eles respiram; ele está muito mais alto do que você possa imaginar.

8. É impossível controlar diretamente o diafragma

O diafragma não tem terminações nervosas ou sensação. Além disso, o diafragma é, primeiramente, um músculo de inspiração e, consequentemente, desempenha um papel muito pequeno na exalação, tornando a ideia do “suporte diafragmático” ser sem base em fatos científicos. 

É impossível exercer qualquer controle direto sobre o movimento do diafragma, exceto através do ato natural da respiração reflexa e da expiração controlada do canto.

9. Ao cooperar com o seu design natural, você pode encontrar liberdade e facilidade no canto

Se você está se sentindo “por fora” de tudo isso, você já está no caminho! Aumentando a autoconsciência em combinação com o aprendizado sobre o design natural do corpo, você pode alcançar grandes melhorias na produção e performance vocal. 

A compreensão clara da arquitetura do mecanismo total – mente, corpo e trato vocal – pode eliminar tensão, libertar seu corpo e sua voz.

Texto original: Peter Jacobson (http://www.totalvocalfreedom.com)

  • Tradução: Andressa Marinoni
  • Revisão Técnica: Eleni Vosniadou
  • Anexos

[1] O osso hioide está localizado no pescoço, entre mandíbula e a laringe. Sustenta a língua e fornece fixação para os músculos do pescoço e faringe.

[2] O processo mastóide faz parte do esqueleto e está relacionado aos ossos temporais, que formam a parte inferior dos lados do crânio e também parte do assoalho craniano.

Esta região específica corresponde a uma projeção arredondada do osso temporal localizada logo abaixo do meato acústico (canal no osso temporal que leva à orelha média) e serve de ponto de fixação para vários músculos do pescoço.

Como Cantar Utilizando o seu Diafragma: 9 Passos

hioide

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tronco e coluna

Como Cantar Utilizando o seu Diafragma: 9 Passos

processo mastoide

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