Como calcular o giro do ativo total: 7 passos

  • 7 min
  • A análise das demonstrações financeiras constitui um dos estudos mais importantes das Finanças Corporativas, despertando enorme interesse tanto nos administradores internos da empresa como nos diversos segmentos de analistas externos.
  • Como Calcular o Giro do Ativo Total: 7 Passos
  • Para o administrador interno, a análise visa, basicamente, a uma avaliação de seu desempenho geral, notadamente como forma de identificar os resultados (consequências) retrospectivos e prospectivos das diversas decisões financeiras tomadas; para o analista externo, apresenta objetivos mais específicos com relação à avaliação do desempenho da empresa, os quais variam segundo sua posição, de credor – liquidez e capacidade de pagamento – ou investidor – retorno do investimento e criação de valor.
  • É de assinalar, ainda, que a análise externa, desenvolvida basicamente por meio das demonstrações financeiras usualmente publicadas pela empresa traz dificuldades adicionais de avaliação, em função das limitações de informações contidas nos relatórios publicados.

ANÁLISE HORIZONTAL E VERTICAL

  1. Como Calcular o Giro do Ativo Total: 7 Passos
  2. Uma das técnicas mais simples de aplicação e, ao mesmo tempo, mais importante no que se refere à riqueza das informações geradas para a avaliação do desempenho empresarial, refere-se à análise horizontal e vertical.
  3. Foi comentado que a análise de uma empresa é desenvolvida por meio de comparações, sejam elas efetuadas por índices passados ou mediante indicadores setoriais e de empresa concorrentes. A análise comparativa produz melhores resultados quando desenvolvida com valores relacionáveis ou afins:
  4. – sejam eles obtidos de uma mesma demonstração financeira como, por exemplo, relacionar lucro com investimento, custos com vendas, capital de giro com ativo total, etc.;

– e também pela evolução dos diversos montantes patrimoniais e de resultados ao longo do tempo como, por exemplo: crescimento das vendas e dos lucros, evolução do patrimônio líquido, etc. A análise da evolução permite que sejam identificadas, inclusive, determinadas tendências futuras do comportamento econômico-financeiro da empresa.

Dessa maneira, as comparações dos valores absolutos através do tempo (análise de suas evoluções) e, entre si, relacionáveis na mesma demonstração são desenvolvidas, respectivamente, por análise horizontal e vertical.

ANÁLISE HORIZONTAL (AH)

Como Calcular o Giro do Ativo Total: 7 Passos

Consiste em verificar a evolução dos elementos do Balanço Patrimônio e da DRE durante um determinado período. Essa verificação se faz entre valores de uma mesma conta ou grupo de contas, evidenciando a evolução desta por períodos.

Uma das maneiras de apurar os percentuais de evolução da Análise Horizontal é tomar como base um exercício e calcular a evolução dos demais, sempre em relação ao exercício base.

A outra maneira, e também a mais usual na Análise horizontal, é tomar como base o exercício imediatamente anterior ao que está sendo analisado.

Esse método torna mais dinâmica a análise, possibilitando apurar a evolução em menores períodos de tempo.

A relação existente entre o valor de uma conta contábil (ou grupo de contas) em determinada data e seu valor obtido na data-base (ou ano-base) chamamos de Número-índice.

Como Calcular o Giro do Ativo Total: 7 Passos

Essa análise permite que se avalie a evolução dos vários itens de cada demonstração financeira em intervalos sequenciais de tempo.

Por exemplo, as evoluções das vendas e dos lucros brutos de uma empresa, verificadas nos últimos três anos, são facilmente avaliadas e interpretadas mediante o estudo da análise horizontal aplicada às demonstrações de resultados referentes aos períodos considerados.

Exemplo – Análise Horizontal

Como Calcular o Giro do Ativo Total: 7 Passos

Considere a evolução das receitas de vendas e dos lucros brutos de uma empresa, conforme apurados em suas demonstrações contábeis publicadas no encerramento dos exercícios de 2010, 2011 e 2012. Pede-se analisar o crescimento horizontal.

Como Calcular o Giro do Ativo Total: 7 Passos

EBITDA: entenda esse indicador fundamental para a gestão

Contar com boas métricas de controle financeiro é simplesmente essencial para garantir que as contas da empresa se manterão no azul. No entanto, os índices e dados de qualquer negócio têm outras utilidades, indo além do seu funcionamento cotidiano.

Pense bem: caso você queira vender sua empresa ou abrir o capital do negócio, quais números os compradores ou investidores vão querer ver?

Atualmente, um dos índices mais usados é o EBITDA, que possibilita avaliar o lucro que a empresa gera exclusivamente por sua atividade-fim, sem considerar ganhos ou perdas financeiras. Mas para que esse conceito fique realmente claro, vamos contar a partir de agora, passo a passo, o que o EBITDA mensura, em quais circunstâncias deve ser usado e, afinal, como deve ser calculado.

Ficou interessado? Então continue lendo!

O que é EBITDA?

EBITDA é a sigla para Earning Before Interests, Taxes, Depreciation and Amortization. Em português significa Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (LAJIDA).

Como você pode perceber, apesar da sigla complicada, o termo em si é praticamente autoexplicativo: estamos falando de quanto a empresa lucra, desconsiderando ganhos financeiros. Dessa forma, o resultado obtido faz referência apenas ao que o negócio lucrou única e exclusivamente com sua atividade-fim.

Melhor trazer um exemplo simples para esclarecer de vez, certo? Então imagine o quanto uma empresa que produz calçados lucrou com as vendas no período. Aí está seu EBITDA! Assim, por mais que essa mesma empresa possa receber dividendos provenientes de aluguéis ou de juros de dívidas, por exemplo, nada disso entra na conta.

Quando deve ser aplicado?

O EBITDA é comumente usado para comparar os resultados de diferentes empresas, seja para a compra de ações ou mesmo para a definição de taxas de empréstimos. Afinal, esse índice aponta a consistência do negócio avaliado, mostrando quem está saudável do ponto de vista operacional.

Além disso, o EBITDA também é uma importante ferramenta para que gestores e donos de empreendimentos entendam como funciona sua estrutura de capital, se o lucro total que vem sendo recebido é referente à sua operação ou a instrumentos financeiros para a alavancagem do negócio.

Voltando ao nosso exemplo anterior, da empresa de sapatos: se o negócio apresenta um lucro líquido alto, mas EBITDA baixo, mostra que grande parte dos seus ganhos não está vindo da sua atividade-fim, mas sim de ações no mercado financeiro — como compra de ações de terceiros ou juros de empréstimos cedidos, por exemplo.

Nesse caso, estamos falando, portanto, de uma empresa cuja lucratividade está perigosamente dependente de ações financeiras, que são essencialmente especulativas. E a verdade é que, se essa realidade se mantém por longos períodos, a solidez do negócio enquanto manufatura de calçados corre graves riscos.

Como calculá-lo?

Agora que você já sabe o que efetivamente é o EBITDA e quando ele deve ser usado, chegou a hora de acionar as planilhas e calculadoras para descobrir como chegar ao valor final. O primeiro passo é calcular o lucro operacional da empresa.

Em geral, aqui no Brasil usa-se a seguinte fórmula: receita líquida – custos dos produtos vendidos – despesas operacionais – despesas financeiras líquidas.

Em seguida, é preciso subtrair do lucro operacional os tributos devidos. Em geral, considera-se o Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Especificamente essa conta (lucro operacional – impostos) é conhecida como o índice EBIT (Earning Before Interest and Taxes) ou, em português, LAJIR (Lucros Antes de Juros e Tributos).

Embora sejam parecidos, EBIT e EBITDA se diferenciam justamente porque o primeiro ainda leva em conta os índices de depreciação e amortização, que devem ser somados ao valor que já calculamos até este ponto.

A depreciação nada mais é que a perda de valor de determinado equipamento ao longo do tempo, principalmente por desgaste natural.

É desconsiderada no EBITDA porque, por mais que a empresa tenha uma perda econômica nesse período, não tem prejuízo financeiro, na medida em que não desembolsa nenhuma quantia do caixa.

Já a amortização está comumente associada ao pagamento planejado de uma dívida, quitando parcelas até acabar com o compromisso, levando em conta seu valor nominal mais as taxas de juros.

Agora sim, finalmente chegamos à fórmula final do EBITDA que, de acordo com o professor Sérgio de Iudícibus (na clássica obra Análise de Balanços), é:

LUCRO ANTES DO IMPOSTO DE RENDA E DA CONTRIBUIÇÃO SOCIAL
(+) DESPESAS FINANCEIRAS LÍQUIDAS
(+) DEPRECIAÇÕES
(+) AMORTIZAÇÕES
(=) EBITDA (LAJIDA)

Que tal um exemplo prático de cálculo do EBITDA?

Como você já percebeu, o EBITDA sinaliza o potencial de geração de caixa de uma empresa, uma vez que expõe quanto dinheiro os ativos operacionais são capazes de gerar em um negócio. Além disso, diferentemente de outros indicadores financeiros mais complexos, não é necessário ser graduado em Ciências Contábeis para chegar ao seu número final.

É justamente esse detalhe que faz desse indicador o preferido dos investidores que se debruçam sobre estratégias de Análise Fundamentalista (técnica que busca avaliar o valor de um título, considerando aspectos ligados à saúde financeira da empresa) antes de decidir se devem ou não comprar uma ação.

Mas como calcular o EBITDA na prática? Se você estivesse diante de uma DRE (Demonstrativo de Resultados do Exercício), você conseguiria encontrar o valor desse referencial? Vamos tornar esse nosso indicador financeiro um pouco mais concreto.

Imagine que você esteja diante dos dados financeiros da empresa RZJ Foods Brasil Ltda. Esse nosso negócio imaginário, ainda incipiente, trabalha com produtos industrializados de carnes e derivados, apresentando, para o mês de junho/2017, a seguinte DRE:

DRE da empresa RZJ Foods Brasil Ltda.
Receita Operacional Bruta: 200.000,00
(-) Deduções da Receita Bruta: (30.000,00)
(=) Receita Operacional Líquida: 170.000,00
(-) Custo dos Produtos Vendidos: (60.000,00)
(=) Lucro Bruto: 110.000,00
(-) Despesas Operacionais: (10.000,00)
Despesas com Vendas e Administrativas: (10.000,00)
Resultado Financeiro (20.000,00)
(=) Lucro Operacional: 100.000,00

Com esse Demonstrativo de Resultados do Exercício, podemos calcular o EBITDA da seguinte forma:

DRE da empresa RZJ Foods Brasil Ltda.
Receita Operacional Bruta (ROB): 200.000,00
(-) Deduções da Receita Bruta: (30.000,00)
(=) Receita Operacional Líquida: 170.000,00
(-) Custo dos Produtos Vendidos: (60.000,00)
(=) Lucro Bruto: 110.000,00
(-) Despesas Operacionais: (10.000,00)
Despesas com Vendas e Administrativas: (10.000,00)
(=) EBIT 100.000,00
(+) Depreciação e Amortização 5.000,00
(=) EBITDA 105.000,00
(=) EBITDA em percentual do ROB 52,5%

O percentual acima sinaliza que nossa empresa alcançou um excelente resultado no mês apresentado. Mas é preciso ainda confirmar essa performance nos negócios, avaliando esse parâmetro junto de outros indicadores financeiros (muitos deles serão citados rapidamente mais adiante).

Quais as vantagens que a empresa assegura ao utilizar esse indicador?

Existem diversos benefícios no uso desse indicador financeiro. Alguns deles:

  • fácil entendimento até mesmo por leigos;
  • possibilidade de conciliar estimativas futuras de fluxo de caixa com o resultado obtido em exercícios passados;
  • considerado uma das medidas mais fiéis para avaliar a rentabilidade da empresa, uma vez que desconsidera algumas despesas de natureza contábil;
  • questões macroeconômicas, que poderiam afetar os resultados da empresa (como desvalorização da moeda) são eliminadas do EBITDA (uma vez que esse indicador não considera receitas e despesas financeiras), garantindo que o analista enxergue apenas os resultados do negócio “de forma limpa”;
  • permite aos analistas/investidores compararem o desempenho de sua empresa com o de outras, de diferentes setores da economia;
  • pode ser usado como referencial para fixação de metas de desempenho e/ou concessão de bônus aos colaboradores.
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Que cuidados tomar?

Por todos os motivos já citados por aqui, o EBITDA é um índice cada vez mais acionado no mercado. Relembrando: ele possibilita comparar a solidez da operação de empresas diferentes e ainda auxilia no entendimento da composição do lucro ou da estrutura de capital do negócio.

É, portanto, um índice indispensável para a venda de ações, para processos de venda e fusões de empreendimentos e até mesmo para a obtenção de crédito junto a instituições financeiras.

Esses fatores são tão importantes que, apesar de sua publicação não ser obrigatória de acordo as regras da Comissão de Valores Mobiliários (órgão do Ministério da Fazenda responsável pela regulação dos mercados de bolsas), o EBITDA vem sendo disponibilizado de maneira espontânea no balanço financeiro das organizações.

Mas atenção: o EBITDA apresenta algumas armadilhas na análise ou gestão fiscal/contábil. A principal é dar uma ideia equivocada sobre a liquidez da empresa — quanto de capital o negócio efetivamente tem em caixa, quantia que pode ser movimentada para quitar compromissos a curto e médio prazos.

Isso acontece justamente pela desconsideração das perdas econômicas de depreciação e amortização dos bens de capital, além de também desconsiderar a possível contratação de um empréstimo para viabilizar um investimento específico, com seu pagamento afetando de forma decisiva o orçamento do negócio.

O problema é que o EBITDA não leva em conta algumas variáveis fundamentais na análise da saúde financeira de uma empresa, como o Índice de Endividamento, por exemplo. Outra limitação é que esse referencial não enxerga variações no capital de giro, o que pode resultar em números ilusórios de solidez operacional.

Por exemplo, imaginemos uma organização que, no mês de janeiro de 2017, registrou receita líquida de R$ 200 mil (decorrente de vendas à vista no período). Se essas vendas foram feitas todas à vista, isso significa que a empresa recebeu R$ 200 mil em dinheiro de seus clientes.

De acordo com a legislação contábil, quando a empresa vende algo, deve proceder ao lançamento de todos os custos e despesas que envolvem as vendas, no exato mês em que se deram as operações (no caso, janeiro). Este é o chamado “regime competência“ (previsto na Lei Federal nº 6.404/76).

Imaginando que todos os custos e despesas operacionais ligados a essas vendas totalizaram R$ 120 mil, o EBITDA seria de R$ 80 mil (200 – 120). O resultado em dinheiro (“regime caixa“) também foi de R$ 80 mil, uma vez que todas as receitas e custos/despesas foram pagas dentro do mesmo mês. Aqui o EBITDA refletiu fielmente os resultados da empresa.

Mas agora, mudemos de cenário. Imagine que no mês de fevereiro, a organização também tenha vendido R$ 200 mil em mercadorias, mas, dessa vez, 60% foi a prazo (R$ 120 mil) e 40% à vista (R$ 80 mil). Segundo o regime competência, a receita foi apurada em R$ 200 mil.

Supondo que os custos e despesas operacionais foram iguais aos do mês de janeiro (R$ 120 mil), perceberemos que o EBITDA seria, de novo, de R$ 80 mil (200-120). Entretanto, o resultado em dinheiro seria 0 (120-120). Aqui, o EBITDA foi ilusório, exatamente por desconsiderar variações no capital de giro e as diferenças entre regime de competência e regime de caixa.

Mas se os recebíveis a prazo forem devidamente pagos, os resultados serão os mesmos do mês anterior.

Será mesmo? E se houver inadimplência? Vale lembrar que os custos foram pagos à vista, mas as receitas, fragmentadas ao longo dos meses.

Conclusão: o EBITDA é um excelente indicador, mas tomado individualmente, pode gerar interpretações estrábicas, como as que poderiam ser feitas no exemplo acima.

Indicadores financeiros que devem ser analisados com o EBITDA

Por fim, vale lembrar que o EBITDA é apenas um dos diversos tipos de indicadores financeiros que devem ser acompanhados no dia a dia da sua empresa. E tais índices não devem ser usados de maneira isolada! Muito pelo contrário, devem ser estudados em conjunto com outros referenciais, como:

  • Índice de Liquidez Corrente: Ativo Circulante/Passivo Circulante;
  • Índice de Giro dos Estoques: Receitas/Estoques (em determinado período);
  • Prazo de recebimento médio de vendas: Recebíveis / Receitas anuais/365;
  • Índice de endividamento (um dos mais importantes “parceiros” do EBITDA, dado que este desconsidera complemente essa variável): Índice de endividamento = Total de Passivos (Passivo Circulante + Exigível a LP) / Total de Ativos;
  • Margem de lucro líquido: Lucro Líquido / Receita de Vendas;
  • Retorno sobre o Ativo Total (ROA): Lucro Líquido / Ativo Total;
  • Entre muitas outras medidas financeiras que, conjuntamente, darão aos investidores/clientes/fornecedores uma visão 360º do desempenho financeiro da organização, facilitando aportes, fusões, abertura de capital, etc.

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Como calcular o capital de giro?

Um dos setores mais importantes de um negócio é o financeiro. Afinal, sem dinheiro, fatalmente uma empresa não consegue sobreviver por muito tempo.

Para que isso não aconteça, é importante fazer um levantamento de todos os custos necessários para a operação do negócio e também a previsão de receita, para assim definir como calcular o capital de giro necessário para manter as operações do dia a dia do negócio, bem como decidir como calcular o capital de giro inicial de um novo empreendimento.

Mas, antes de tudo, o que é capital de giro? “De maneira  bem simples e didática, o capital de giro pode ser definido como sendo o valor que a empresa tem para custear /manter suas despesas operacionais, sejam elas fixas ou  os gastos necessários para produção, comercialização  ou prestação do serviço. A empresa precisa de caixa para efetuar  suas atividades”, indica a especialista Dora Ramos.

Como calcular o capital de giro líquido?

Normalmente, o capital de giro líquido (CGL) é influenciado pelo volume de vendas, compras, custo das vendas, pelos prazos médios de estocagem e pagamento de compras. Essas ocorrências podem variar bastante.

Por isso, especialistas indicam que ele precisa ser monitorado com frequência para que surpresas desagradáveis não afetem o negócio. O capital de giro líquido e o fluxo de caixa estão diretamente ligados.

  • É simples a fórmula do capital de giro líquido:
  • CGL = AC – PC
  • AC: ativo circulante (caixa, bancos, aplicações financeiras, contas a receber etc.)
  • PC: passivo circulante (fornecedores, contas a pagar, empréstimos etc.)
  • Capital de giro e liquidez da empresa

“A determinação do volume dessa reserva financeira deve levar em conta o grau de proteção que se deseja para o capital de giro.

Também uma análise do tipo ‘o que aconteceria ao capital de giro se…’ poderia ser bastante útil para se formular a estimativa do volume da reserva financeira”, destaca Lúcio Fernandes, presidente do Sescon-RJ (Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis, Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas do Rio de Janeiro).

Algumas dicas para prevenir a insuficiência do capital de giro estão em manter o controle da inadimplência, renegociar dívidas para o longo prazo e adotar uma política para reduzir custos e despesas. Existe uma prática de colocar, em média, 30% a 40% do total dos ativos de uma empresa em um capital de giro. Mas isso varia muito de negócio a negócio.

Dúvidas do tipo “Como calcular o capital de giro inicial da minha empresa?” ou

Passo a passo para calcular o Capital de Giro, de acordo com Lúcio Fernandes:

1º – Primeiro é necessário ter um fluxo de caixa detalhado para conhecer a fundo a empresa. O fluxo de caixa é a base para conhecer suas despesas, já que de lá você conseguirá tirar suas informações essenciais.

2º – Segundo passo é saber o quanto de recursos estão entrando na empresa, o seu lucro. Com isso, você poderá enxergar como o seu capital de giro é alimentado, tanto em termos de tempo, como em quantidade.

3º – Depois disso é necessário definir quanto tempo que esse recurso deve durar para que seja suficientemente reposto constantemente.

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Como calcular e controlar o capital de giro de uma startup

O capital de giro de uma startup é um dos pilares de seu funcionamento, pois os recursos que o compõem asseguram a continuidade das atividades e a possibilidade de escalar e crescer. E essa importância aumenta em momentos nos quais não há recebíveis previstos, quando o capital tem de suportar a estrutura de custos sem que mais dinheiro entre nas disponibilidades para incrementá-lo.

Portanto, é fundamental para os empreendedores entenderem seu cálculo e saberem se os recursos são suficientes ou se é necessário tomar alguma medida para não haver falta. E ainda mais essencial é administrá-lo adequadamente, para que a saúde financeira do negócio não seja prejudicada.

Então, acompanhe-nos e entenda agora como calcular o capital e veja ainda seis práticas para a boa administração dele.

Calculando os recursos

Para calcular o capital de giro deve-se utilizar as informações contábeis de ativo e passivo circulantes do período, não apenas o faturamento e os elementos da estrutura de custos.

O ativo circulante refere-se aos direitos para o curto prazo. Por exemplo, as contas a receber e as disponibilidades — valores em caixa e contas bancárias. E trata-se também do que não será recebido, mas pode ser convertido em dinheiro rapidamente, como aplicações financeiras mantidas e estoque, se o modelo de negócio exigi-lo.

Já o passivo circulante diz respeito às obrigações  também para o curto prazo, como folha de pagamentos, contas de fornecedores e impostos.

Depois da soma de ambos os totais, basta subtrair o passivo circulante do volume dos ativos circulantes. Então, se tem o capital líquido.

Veja um exemplo:

  • Caixa: R$ 6.500;
  • Conta bancária A: R$ 16.800;
  • Conta bancária B: R$ 9.400;
  • Contas a receber dentro do mês: R$ 13.900.

Após a soma, o ativo circulante para o período é R$ 46.600.

  • Salários a pagar: R$ 11.220;
  • Encargos, impostos e contribuições do mês: R$ 6.150;
  • Contas a pagar a fornecedores: R$ 13.200;
  • Total do passivo circulante: R$ 30.570.

Por fim, subtraindo o segundo resultado do primeiro, o capital líquido para o mês é R$ 16.030.

Dependendo do modelo de negócio da startup e do seu mercado de atuação, um resultado de R$ 16.030 em um mês dentro dos primeiros anos de atividade pode ser algo realmente acima da média.

Logo, mantendo a estrutura de custos e de pessoal enxuta, se vê um indicativo de que é possível escalar o negócio com certa rapidez e aplicando parte dos lucros frequentemente para isso, sem necessidade de terceiros como investidores ou credores de capital.

Ou seja, esse cálculo também ajuda os responsáveis a medirem o desempenho da startup e seu potencial de gerar resultados.

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Administrando o capital de giro

No exemplo acima, a empresa teve um bom resultado bruto de recursos próprios e também um capital líquido adequado. Porém, mesmo nesse cenário positivo a boa administração é vital para a manutenção das atividades e das finanças, pois a má gestão pode mudar a realidade e deixar o negócio em situação complicada.

Conheça seis ações para uma boa administração dos recursos.

Investir as sobras interna ou externamente

Citando novamente o nosso exemplo de cálculo, as disponibilidades contavam com boas sobras e possivelmente excessos. Então, esses valores que continuassem parados nas contas, sendo realmente excessivos, iriam desvalorizar continuamente pela inflação.

Portanto, sempre que ocorrer de sobrar dinheiro nas disponibilidades depois de o cálculo revelar bom capital líquido, esses recursos devem ser investidos dentro ou fora da empresa.

O investimento interno é aquele que você conhece: melhorias em produtos e serviços, investimento na aquisição de clientes etc. Já para investimentos externos pode-se escolher aplicações financeiras seguras e simples de operar, como as de renda fixa. Assim, os valores ficam depositados e ao mesmo tempo rendem juros acima da inflação.

Adiantar recebíveis

O ideal é sempre fechar negócios com recebimento à vista, forma de pagamento que pode ser influenciada pela concessão de descontos. Porém, mesmo assim, nem sempre é possível receber todo o valor de uma venda ou prestação imediatamente.

Então, ao conceder prazos aos clientes ou fazer cobranças recorrentes, pode-se tentar adiantar esses recebimentos em duas semanas ou alguns dias concedendo descontos menores para quitações antecipadas.

Por exemplo, oferecer entre 3% e 5% de abatimento para o pagamento adiantado de um boleto pode fazer o cliente quitá-lo dez dias antes do vencimento.

A prática pode gerar aumento do saldo positivo do fluxo de caixa em cada mês. E ainda contribui para reduzir a inadimplência — influenciando os clientes a serem bons pagadores.

Negociar com fornecedores e parceiros

As mesmas ações direcionadas aos clientes servem também para os fornecedores.  O objetivo aqui é gastar menos dinheiro, deixando mais saldo disponível no fluxo de caixa.

No entanto, fazer pagamentos à vista pode exigir uma quantia maior de recursos utilizados de uma só vez. Por outro lado, fechar negócios assim também pode render bons descontos — além do fato de eliminar dívidas que seriam feitas para os próximos meses.

Caso as aquisições precisem ser feitas em prestações, é possível negociar parcelas que totalizem o mesmo valor que seria pago à vista, ou ainda quitá-las antecipadamente para aproveitar abatimentos se isso for oferecido.

De qualquer forma, sempre se pode agir para reduzir — ainda que minimamente — as saídas do caixa em cada mês. Ao fim de um ano, isso pode significar uma economia relevante.

No caso de fechamento de parcerias, como a aquisição de uma tecnologia necessária às operações e de uso frequente, pode ser ainda mais fácil negociar valores.

Por exemplo, expondo o volume que a startup espera de aplicações do software de um parceiro ela pode conseguir reduzir valores mensais ou de onboarding pelo faturamento que ambos gerarão em conjunto no todo.

Controlar o estoque

  • Ter uma boa gestão de materiais e mercadorias em estoque ajuda o gestor a administrar bem o capital pela previsibilidade das compras.
  • Por exemplo, se um histórico de saídas e entradas do inventário é bem feito e seu relatório é utilizado para prever os próximos pedidos a fornecedores, a empresa sabe que terá mais essa despesa antes de seu registro.
  • Então, ao fazer a conta que mostramos para chegar ao capital líquido, consegue-se utilizar a previsão para tornar o cálculo ainda mais exato e ter controle absoluto sobre os recursos.

Manter um fluxo de caixa impecável

O fluxo de caixa é uma ferramenta gerencial relativamente simples de montar e manter atualizada, baseada em quatro passos:

  • Categorizar receitas e despesas e suas fontes;
  • Encontrar o saldo presente para ser o ponto de partida dos registros;
  • Lançar as ocorrências em seus dias exatos de efetivação;
  • Calcular os saldos e avaliar outros resultados individualizados de entradas e saídas.

Depois, sendo necessário, ações mais sofisticadas e complexas podem ser adicionadas aos registros e às análises para a ferramenta gerar as respostas necessárias à gestão financeira. Mas para iniciar um controle absoluto e confiável apenas as etapas citadas já são suficientes e ajudam muito na administração do capital de giro de uma startup.

Projetar o fluxo de caixa

A projeção do fluxo é responsável por mostrar como estarão as finanças em curto e médio prazos.

As previsões são importantes para a avaliação da necessidade de capital, permitindo ao negócio saber se haverá dinheiro ou não e se alguma atitude será necessária para financiar as atividades.

Então, por exemplo, caso o fluxo projetado do mês seguinte demonstre que o saldo será negativo, o empreendedor pode agir. Assim, há tempo para avaliar as despesas e tentar enxugá-las, adiantar recebíveis ou cobrar inadimplentes e pesquisar o crédito mais barato para injetar dinheiro no caixa.

Como financiar capital de giro sem recorrer a empréstimos

Teoricamente, o empréstimo bancário é sim uma solução para financiar capital, mas é a pior delas e tem de ser vista como última possibilidade, pois endivida o negócio com um crédito muito caro e por algum tempo.

Adiantamento de recebíveis com clientes

Para startups B2B é possível adiantar recebimentos de clientes oferecendo pequenos descontos para que paguem antecipadamente em relação aos vencimentos. Essa é uma boa solução porque, além de ajudar a financiar capital no momento, gera um benefício financeiro aos clientes.

Vendo pelo lado financeiro do negócio, é uma maneira de financiar capital com dinheiro próprio, sem a necessidade de contrair dívidas em empréstimos bancários com altos juros.

Adiantamento de recebíveis com banco ou factoring

Uma outra solução para adiantar capital à startup com dinheiro próprio é acelerar os recebíveis com o banco emissor dos boletos ou com uma empresa de factoring. Porém, o preço cobrado por esse crédito pode ser maior que os descontos concedidos aos clientes nas antecipações.

Outra desvantagem que pode aparecer é o risco de inadimplência de algum cliente, o que o deixa com uma dívida atrelada a um terceiro interessado ou obriga o negócio a pagar os adiantamentos feitos junto às taxas.

Logo, para analisar a viabilidade da opção é preciso observar se não há histórico de inadimplência entre os clientes, o que minimiza as chances de ocorrerem transtornos.

Adiantamento de recebíveis de cartões de crédito

Seja no mercado B2B ou B2C — respectivamente e-commerce e SaaS, por exemplo —, quem faz cobranças via cartões de crédito pode recorrer à operadora para adiantar dinheiro proveniente de vendas já feitas, mas que compensarão mais à frente.

Essa forma de adiantamento tem como grande vantagem a impossibilidade de a inadimplência de clientes afetar o adiantamento, pois vendas já aprovadas sempre são pagas pelas operadoras. Havendo qualquer problema depois disso, como não pagamento da fatura pelo comprador, é problema do usuário com a operadora e seu banco emissor do cartão.

Esta é uma terceira maneira de conseguir capital utilizando-se de dinheiro próprio, apenas tendo uma taxa sobre o valor adiantado retida no momento do repasse.

Investidores

Também é possível recorrer a investidores para aumentar o capital de giro de uma startup.

Quando isso é feito os empreendedores devem ter em mente que terão um relacionamento com o investidor e deverão retornar o aporte com lucro para ele.

Ao buscar essa solução é preciso ainda saber que investidores não fazem empréstimos como bancos. Por isso, é preciso que sejam convencidos a investir com argumentos e números sólidos, apresentando um bom modelo de negócios e garantias de que o retorno será gerado em decorrência dos processos da empresa e de sua gestão.

Um grande diferencial de buscar capital com um investidor é a possibilidade de conseguir smartmoney, o dinheiro inteligente. Isso quer dizer contar com a experiência e o conhecimento do investidor no funcionamento do negócio para evitar erros e tomar decisões mais acertadas.

Financiamento coletivo

O crowdfunding está crescendo seu alcance constantemente e já ajudou várias startups.

Nesse modelo de financiamento, o negócio posta seu projeto em alguma plataforma e as pessoas que acreditam nele ou se identificam com ele e sua proposta de valor contribuem para o aporte.

Pelo montante levantado, geralmente, pagam-se taxas menores que nas demais formas de captação. Inclusive, em algumas plataformas paga-se apenas uma taxa administrativa.

Contudo, apesar de ser uma boa solução, é recomendada a quem tem tempo para esperar o dinheiro chegar. Em alguns casos, dependendo do projeto, a resposta pode ser mais rápida, mas a soma buscada dificilmente é alcançada em poucos dias, agilidade possível em outras soluções.

  1. Por exemplo, se a startup tem como se manter sustentavelmente e precisa de capital para buscar um salto de crescimento dentro de algum prazo, pode apostar no financiamento coletivo.
  2. Diferentemente, se há necessidade imediata de dinheiro para quitar dívidas com credores ou a folha de pagamentos é mais adequado buscar um adiantamento ou, em último caso, empréstimo bancário.
  3. Agora, você sabe como calcular o capital de giro de uma startup e administrá-lo para manter a boa saúde financeira do negócio e suas operações.

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Os 19 principais indicadores financeiros de uma empresa

A análise através dos indicadores financeiros é de interesse de todos os stakeholders da empresa:

  • sócios (investidores);
  • gerentes;
  • credores;
  • gestores financeiros.
  • O conhecimento próprio antecipado e a avaliação periódica (mensal) dos indicadores de gestão é fundamental para uma boa gestão!
  • Por isso, é importante ter em mente que a correta gestão desses indicadores é indispensável para fazer uma análise estruturada e bem adequada à realidade do negócio.
  • Pensando nisso, separei algumas dicas importantes para você potencializar a gestão dos seus indicadores financeiros ainda hoje. Confira a seguir:

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De maneira geral, os indicadores financeiros são divididos em estratégicos e operacionais e em quatro grandes grupos, de acordo com a origem das informações e também do objetivo da análise.

Podemos citar como vantagens de trabalharmos com indicadores financeiros:

  • O conhecimento prévio da atual situação financeira da empresa;
  • Tentar se antecipar às mudanças necessárias antes de acontecer o pior;
  • Melhor direcionamento para atingir os objetivos e estratégias da empresa;
  • A empresa entrará em uma rotina de melhora contínua, elevando seus resultados e se diferenciando no mercado;

As desvantagens de trabalharmos com indicadores financeiros:

  • É necessário investimento em qualificação da equipe;
  • Os gestores precisam de reciclagem periódica;
  • Caso a situação financeira da empresa não seja boa, a informação poderá ser exposta;
  • É necessário um mínimo de uma gestão profissional;
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Indicadores de Rentabilidade

  1. Os indicadores de rentabilidade servem para medir a capacidade econômica da empresa, isto é, evidenciam o grau de êxito econômico obtido pelo capital investido da empresa.

  2. Ao avaliar a rentabilidade os investidores terão condições de decidir se vale a pena manter o empreendimento, se é interessante economicamente aplicar mais capital no negócio ou se a companhia está proporcionando retorno inferior a outras oportunidades de investimento disponíveis.
  3. Alguns indicadores de rentabilidade importantes são citados abaixo:

#1 – Giro do Ativo

  • Analisa a razão entre as vendas líquidas da empresa em relação ao ativo total.
  • Avalia a representatividade do faturamento em relação ao capital investido.
  • O cálculo é feito da seguinte forma:
  • Giro do Ativo = Vendas Líquidas / Ativo Total

#2 – Margem líquida

  1. Determina o que restou das vendas após o desconto de todas as despesas, incluindo impostos.
  2. Compara o lucro pertencente aos acionistas com o volume de renda gerado em suas operações.

  3. Funciona de forma muito parecida à margem operacional, mas neste caso, o lucro líquido é utilizado, incluindo os impostos.

  4. O cálculo é feito da seguinte forma:
  5. Margem Líquida = (Lucro Líquido / Receita de Vendas Líquida) x 100

#3 – Retorno Sobre o Investimento (ROI) / Rentabilidade do Ativo

  • O ROI, retorno sobre o investimento, é a relação entre o dinheiro ganho ou perdido através de um investimento, e o montante de dinheiro investido.
  • Revela o potencial de geração de lucros, mostrando quanto a organização obteve de Lucro Líquido para cada real de investimentos oriundos de capitais próprios ou de terceiros.
  • O cálculo é feito da seguinte forma:
  • ROI = (Lucro Líquido / Ativo Total) x 100

#4 – Retorno sobre o Patrimônio (ROE) / Rentabilidade do Patrimônio Líquido

  1. ROE se refere à capacidade de uma empresa em agregar valor a ela mesma utilizando os seus próprios recursos.

  2. Demonstra qual a taxa de rentabilidade obtida pelo Capital Próprio investido na empresa e revela quanto a empresa ganhou de Lucro Líquido para cada R$ 1,00 de Capital Próprio investido.
  3. Podemos dizer que a parte mais interessada neste indicador são os acionistas.

  4. Isto é, o quanto ela consegue crescer usando nada além daquilo que ela já tem.
  5. O cálculo é feito da seguinte forma:
  6. ROE = (Lucro Líquido / Patrimônio Liquido) x 100

#5 – Margem operacional

  • Estabelece qual a porcentagem de cada real de venda restante após o desconto de todas as despesas operacionais (inclusive a diferença entre as receitas e despesas financeiras), com exceção do Imposto de Renda.
  • O cálculo é feito da seguinte forma:
  • Margem Operacional = (Lucro Operacional / Receita de Vendas) x 100

#6 – EBITDA

  1. Representa a geração de caixa da companhia, ou seja, o quanto a empresa gera de recursos apenas em suas atividades operacionais, sem levar em consideração os efeitos financeiros, depreciações e amortizações.

  2. É um dos indicadores mais utilizados hoje no meio empresarial através da gestão financeira, inclusive para comparação com o mercado.

  3. O cálculo é feito da seguinte forma:
  4. EBITDA = Lucro Operacional Líquido + Depreciação + Amortização

Indicadores de Endividamento (Indicadores de Estrutura de Capital)

Eles demonstram, assim como os índices de liquidez, a situação financeira da empresa, também devendo ser analisados em comparação às médias das empresas do segmento.

Eles mostram o grau (quantidade) de endividamento e a composição (qualidade) desse endividamento.

#7 – Participação de Capital de Terceiros

Indica o percentual de Capital de Terceiros em relação ao Patrimônio Líquido, retratando a dependência da empresa em relação aos recursos externos.

Ele nos mostra a política de obtenção de recursos da empresa. Isto é, se a empresa vem financiando o seu Ativo com recursos próprios (Patrimônio Liquido) ou de terceiros (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante) e em que proporção.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Participação de Capital de Terceiros = (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante) / Patrimônio Líquido

#8 – Composição de Endividamento

  • Mostra quanto da dívida total da empresa deverá ser paga a curto prazo, isto é, as obrigações a curto prazo comparadas com as obrigações totais.
  • Atenção, pois quanto mais dívidas de curto prazo, maior será a pressão para a empresa gerar recursos para honrar estes compromissos.
  • O cálculo é feito da seguinte forma:
  • Composição de Endividamento = Passivo Circulante / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)

#9 – Imobilização do Patrimônio Líquido

  1. Representa quanto do Patrimônio Líquido da empresa está aplicado no Ativo Permanente, ou seja, o quanto do Ativo Permanente da empresa é financiado pelo seu Patrimônio Líquido, mostrando a maior ou menor dependência de recursos de terceiros.

  2. Quanto mais a empresa investir no Ativo Permanente, menos recursos próprios sobrarão para o Ativo Circulante e maior será a dependência a capitais de terceiros para o financiamento do Ativo Circulante.

  3. O cálculo é feito da seguinte forma:
  4. Imobilização do Patrimônio Líquido = Ativo Permanente / Patrimônio Líquido

#10 – Imobilização dos Recursos Não Correntes

Demonstra que percentuais de Recursos Não Correntes a empresa aplicou no Ativo Permanente.

Os elementos do Ativo Permanente têm vida útil que pode ser de 2, 5, 10 e etc… Assim, não é necessário financiar todo o Imobilizado com Recursos Próprios. É perfeitamente possível utilizar recursos de longo prazo, desde que o prazo seja compatível com o de duração do Imobilizado.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Imobilização dos Recursos Não Correntes = Ativo Permanente / (Patrimônio Líquido + Passivo Não Circulante)

Indicadores de Liquidez

Mostram a condição da empresa de saldar suas dívidas e avaliam sua estrutura de endividamento.

#11 – Liquidez corrente (LC)

É um dos índices mais utilizados. Mede a capacidade de pagamento da empresa em curto prazo.

Caso este índice esteja abaixo de 1,0 significa que seus ativos de curto prazo (caixa, bancos, aplicações, etc.) não são suficientes para cobrir seus passivos de curto prazo (fornecedores, empréstimos, etc.) mostrando que os recebimentos e pagamentos estão descasados.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Índice de Liquidez Corrente = Ativo Circulante / Passivo Circulante

#12 – Liquidez Imediata (LI)

  • Mede a capacidade de pagamento imediata da empresa, apenas através das disponibilidades, ou seja, dinheiro em caixa, bancos e aplicações de liquidez imediata.
  • Cuidado com índices de liquidez imediata muito elevados, pois mostram recursos em caixa e bancos, além do necessário e pode fazer com que a empresa não tenha seus capitais adequadamente protegidos da inflação.
  • O cálculo é feito da seguinte forma:
  • Índice de Liquidez Imediata = Disponibilidades / Passivo Circulante

#13 – Índice de Liquidez Seca (LS)

O índice de liquidez seca é semelhante ao índice de liquidez corrente, sem considerar os estoques da empresa, e consequentemente tende a ser menor liquidez corrente.

Ativo Circulante Líquido = Ativo Circulante – Estoques

Um índice de liquidez seca baixo pode indicar que o volume dos estoques está relativamente elevado, necessitando para isso mais capital de giro. Para empresas industriais sugere-se que este indicador seja superior a 0,70 e para empresas comerciais sugere-se que este seja próximo de 0,50, desde que a LC seja maior que 1,0.

O cálculo é feito da seguinte forma:

Índice de Liquidez Seca = Ativo Circulante Líquido / Passivo Circulante

#14 – Índice de Liquidez Geral (LG)

  1. Também conhecido como Índice de Liquidez Financeira, ele mostra a capacidade de pagamento da empresa a longo prazo.
  2. O cálculo é feito da seguinte forma:
  3. Índice de Liquidez Geral = (Ativo Circulante + Ativo Não circulante) / (Passivo Circulante + Passivo Não Circulante)

#15 – Capital de Giro Líquido (CGL)

  • É conhecida como a folga financeira, ou seja, é o recurso disponível que permite a empresa funcionar e rodar seus estoques.
  • O cálculo é feito da seguinte forma:
  • Capital de Giro Líquido = Ativo Circulante – Passivo Circulante.

Indicadores de atividades

  1. Eles demonstram o tempo que “a empresa demora, em média, para receber suas vendas, para pagar suas compras e para renovar seu estoque.

  2. Através deles, também é possível verificar se o valor dos ativos é razoável, alto demais ou baixo demais em relação ao nível de venda atual e projetado.

  3. Os indicadores de atividade indicam as rotações sofridas pelo capital e por valores empregados na produção, indicando quantas vezes foram empregados e recuperados.

#16 – Prazo Médio de Estocagem (PME)

Demonstra a eficiência de gestão dos estoques. Corresponde ao tempo em que o produto permanece armazenado até sua venda.

O cálculo é feito da seguinte forma:

PME = Estoque Médio (2 anos) / Custo da Mercadoria Vendida (CMV)

#17 – Prazo Médio de Recebimento (PMR)

  • Demonstra o prazo médio que a empresa recebe suas vendas.
  • O cálculo é feito da seguinte forma:
  • PMR = (Duplicatas a Vencer / Vendas) * 360

#18 – Prazo Médio de Pagamento (PMP)

Demonstra a eficiência de gestão dos estoques. Corresponde ao tempo em que o produto permanece armazenado até sua venda.

O cálculo é feito da seguinte forma:

PMP = (Pagamento dos Fornecedores / Valor das Compras) * 360

#19 – Necessidade de Capital de Giro (NCG)

É o valor total mínimo que a empresa precisa ter em caixa. Este valor serve para que a empresa consiga honrar suas obrigações e manter as operações necessárias não parando por falta de recursos financeiros.

Este indicador tem grande utilidade para evitar o endividamento total da empresa. Ele também tem grande reflexo direto no fluxo de caixa da empresa.

O cálculo é feito da seguinte forma:

NCG = PMR – PMP

Como melhorar a gestão dos indicadores financeiros em 10 passos?

  1. Avalie periodicamente o planejamento estratégico da empresa;
  2. Escolha quais indicadores financeiros serão utilizados;
  3. Capacite a equipe responsável pela elaboração e análise dos indicadores;
  4. Determine como será o acompanhamento (mensal, bimestral, trimestral);
  5. Interprete os resultados obtidos junto a sua equipe;
  6. Apresente os resultados, discutindo com a diretoria da empresa quais são as melhores decisões a serem tomadas, sejam elas corretivas ou potencializadoras do negócio;
  7. Ligue esses indicadores aos outros setores da empresa, envolvendo as pessoas no alcance dos resultados. A elevação de qualquer índice deve envolver diversos departamentos para fazer sentido e ter sucesso.
  8. Crie planos de ação para potencializar os números, seja por meio de atividades de endomarketing, premiações ou incentivos. É possível encorajar toda a empresa a criar ideias de mudanças;
  9. Adote uma solução para monitorar dados em tempo real. Você pode ter a equipe mais incrível e capacitada, mas ainda assim é impossível comparar a capacidade de análise de dados de maneira manual com a de um sistema que garante mais desempenho e velocidade dos processos;
  10. Lembre-se: é necessário interligar os indicadores financeiros e não financeiros e acompanhar a organização por meio de um trabalho em conjunto com toda a empresa.

Percebeu como ter uma gestão clara dos indicadores financeiros é essencial para potencializar os resultados da empresa?

Que tal continuar otimizando a gestão financeira da sua empresa? Confira este post com as melhores dicas para otimizar seu fluxo de caixa e potencializar seu negócio.

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