Como calcular a ingestão de sal: 13 passos (com imagens)

Criar bons hábitos alimentares e praticar atividade física regular, são medidas importantes que contribuem para a diminuição de peso e melhorar a qualidade de vida. A perda de peso de forma saudável possui muitos benefícios, como o aumento da energia e da disposição, melhora da auto-estima, um melhor controle da fome e fortalecimento do sistema imunológico.

O ideal para perder peso de forma saudável e ter um abdômen plano é procurar orientação de um nutricionista para que seja realizada uma avaliação nutricional completa com um plano de dieta adaptado às necessidades da pessoa.

Também é importante procurar ajuda de um personal trainer para que seja indicado um plano de treino de acordo com o objetivo que se queira alcançar.

Essas estratégias permitem a perda de peso progressiva e que se mantém ao longo do tempo.

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Confira 15 dicas para reduzir a barriga, emagrecer e ficar em forma em poucos dias:

1. Comer alimentos crus e ricos em fibras

Os alimentos crus e ricos em fibras ajudam a melhorar o funcionamento do intestino e a digestão, prevenindo a prisão de ventre. Além disso, ajudam a emagrecer porque aumentam a sensação de saciedade. Também ajudam a manter a microbiota intestinal saudável, diminuindo o risco de ocorrer a síndrome do intestino irritável, doença de Crohn ou colite ulcerativa.

Alguns exemplos de alimentos com alto teor de fibra na composição são a aveia, pão integral, cenoura crua, maçã, linhaça, lentilha, alface, pepino, sementes de chia, cogumelo, pera, morangos, framboesas, mirtilos, entre outros.

2. Evitar bebidas açucaradas

As bebidas açucaradas como refrigerantes, incluindo os light e diet, e os sucos industrializados devem ser evitados, já que contribuem para o acúmulo de de gordura a nível abdominal, assim como outros problemas de saúde, como cáries, obesidade ou diabetes, por exemplo.

3. Evitar frituras

As frituras também devem ser evitadas, já que além de fornecerem muitas calorias, também aumentam a quantidade de gorduras trans e saturadas, favorecendo o aumento do colesterol LDL, aumentando o risco de doenças cardíacas, câncer, diabetes e obesidade, devido ao seu acúmulo no organismo.

O ideal é preparar os alimentos grelhados, a vapor ou cozidos, utilizando temperos naturais, como ervas aromáticas e pimenta para dar sabor aos alimentos.

4. Evitar alimentos processados

É importante evitar consumir molhos como ketchup e maionese, por exemplo, além de comidas congeladas industrializadas ou outros produtos processados, pois estes alimentos possuem mais sal e promovem retenção hídrica, aumentando a sensação de inchaço. Além disso, os alimentos processados têm geralmente muitos conservantes na composição, podendo prejudicar a saúde.

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Iniciar as refeições com um prato raso de salada ou uma sopa, serve para aumentar a sensação de saciedade e controlar o apetite.

Comer uma pera ou uma maça, cerca de 20 minutos antes do almoço e jantar também é um bom truque para aumentar a saciedade e diminuir o apetite, pois são frutas ricas em fibras, permitindo que haja diminuição na quantidade de alimentos que se ingere durante as comidas principais.

6. Praticar exercício físico

Fazer alguma atividade física de forma regular, além de ajudar a emagrecer e a diminuir a circunferência abdominal, também melhora a circulação sanguínea, o bem-estar e a autoconfiança. Além disso, contribui para a prevenção de doenças cardiovasculares e crônicas, como a diabetes, por exemplo. Veja como fazer 3 exercícios simples em casa.

7. Acelerar o metabolismo

Algumas formas de aumentar o metabolismo é consumir pimenta vermelha, chá verde, gengibre e água gelada, porque estes alimentos são termogênicos e ajudam o corpo a perder calorias, mesmo que a pessoa esteja parada.

Conheça outros alimentos termogênicos para emagrecer.

8. Comer lentamente e mastigar bem os alimentos

Comer lentamente, em um ambiente calmo e mastigar bem os alimentos permite os os sinais de saciedade cheguem ao cérebro, indicando que o estômago está cheio. Adquirir esse hábito evita ingerir alimentos em excesso, favorecendo a perda de peso.

9. Fazer 6 refeições por dia

O ideal é realizar cerca de 6 refeições por dia e mastigar bem os alimentos. Ao comer devagar, dá-se tempo ao cérebro para entender que já tem comida no estômago e evita que a pessoa coma mais do que o necessário. Além disso, também aumenta o tempo de contacto com as papilas gustativas, aumentando a sensação de saciedade.

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Beber bastante água ajuda a eliminar as toxinas acumuladas no organismo e a hidratar o intestino, regularizando a sua função. É recomendado o consumo de 2 a 2,5 L de água por dia, devendo ser consumido entre as refeições.

As pessoas que não estão acostumadas a beber água, podem saborizá-la agregando uma rodela de limão ou de pepino, por exemplo, o que permitiria o aumento do seu consumo com mais facilidade.

Conheça outros benefícios da água para a saúde.

11. Evitar os doces

Deve-se evitar a ingestão de alimentos que tenham açúcar na composição, como sobremesas, bolos, sorvete ou chocolates, por exemplo e dar preferência às frutas cítricas e ricas em fibras, que também têm um sabor adocicado e ajudam a reduzir a vontade de comer doces.

12. Reduzir o consumo de gorduras

É importante evitar todas as fontes de gorduras adicionadas, como por exemplo, margarina, embutidos, salsichas, pele das aves ou gordura das carnes, por exemplo. Em vez disso, devem-se ingerir alimentos com gorduras benéficas para o organismo, como abacate, frutos secos, azeite de oliva ou peixe.

13. Reduzir o consumo de carboidratos

Para se conseguir emagrecer e perder barriga, não se deve ingerir mais de um alimento fonte de carboidrato por refeição. Por exemplo, se a pessoa comer uma batata, não precisa comer arroz, pão ou macarrão na mesma refeição, mas em vez disso, acompanhar o prato com uma salada ou legumes, por exemplo.

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Um gesto muito importante para pessoas que desejam emagrecer, é ler atentamente os rótulos das embalagens dos alimentos no supermercado, antes de comprar, de forma a evitar levar para casa alimentos muito calóricos ou com um alto teor de açúcares ou gorduras saturadas. Além disso, deve-se ainda ter em atenção se a informação do rótulo se refere ao pacote todo ou apenas a uma porção.

15. Seguir as dicas de forma regrada 

Estas dicas devem ser seguidas diariamente para que o corpo se acostume com as mudanças. A pessoa pode-se pesar a cada 10 dias, para não gerar ansiedade, mas deve ser sempre na mesma hora e na mesma balança.

  • Além disso, para acompanhar o emagrecimento é importante medir, com uma fita métrica, a cintura, passando a fita sobre o umbigo e anotar os valores para perceber melhor a evolução de perda peso, atá alcançar a boa forma.
  • Veja outras dicas para emagrecer de forma saudável:

Consumir mais de 5 gramas de sal por dia ameaça o sistema circulatório

O sal está na mira das autoridades de saúde do Brasil. Um acordo entre o Ministério da Saúde e os representantes da indústria alimentícia determinou a redução nos níveis de sal em vários tipos de alimentos, que será implantada ao longo dos próximos anos.

Isso acontece porque o sal aumenta a pressão arterial, uma doença silenciosa, que vai danificando aos poucos as nossas veias e artérias. Quando menos se espera, ela pode resultar num infarto ou num acidente vascular cerebral (AVC). Nos dois casos, a vítima pode morrer ou sobreviver com sequelas.

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O Bem Estar desta quinta-feira (19) mostrou a por que o sal aumenta a pressão e quanto da substância existe em alguns dos alimentos que já compramos prontos. A pediatra Ana Escobar, a nutricionista Silvia Cozzolino e Denise de Oliveira Resende, gerente geral de alimentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) foram as convidadas do programa.

Na verdade, o elemento que causa a hipertensão arterial – nome que os médicos dão para a pressão alta – é o sódio. O nome do sal de cozinha na química é cloreto de sódio, ou seja, é composto por cloro e sódio. Cada grama de sal contém 400 miligramas de sódio. Por isso, essa é a nossa principal fonte do elemento, e também o maior motivo para preocupação.

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Segundo a Organização Mundial da Saúde, o ideal é não ultrapassar o limite de consumo de 2 gramas de sódio por dia, o que equivale a 5 gramas de sal. Mas o brasileiro está longe de cumprir essa meta. Em média, cada um de nós come 12 gramas de sal por dia.

O sal que consumimos não está só no saleiro, nem só na hora de temperar o arroz e o feijão. Alimentos industrializados o utilizam como conservante, e temos que incluir esse sódio na conta.

A tabela acima mostra quanto sódio têm alguns alimentos.

Sempre leia o rótulo com atenção, pois todo produto industrializado deve trazer a indicação da quantidade de sódio no quadro de informações nutricionais.

O processo A função dos rins é eliminar o excesso de sais do corpo humano, mas eles têm um limite. O que os rins não conseguem eliminar fica na corrente sanguínea. Quando os vasos sanguíneos ficam cheios de sódio, eles começam a puxar mais água, o que é um processo químico natural.

Com a retenção do líquido, aumenta o volume dentro dos vasos, e consequentemente a pressão também aumenta. O coração passa a bombear o sangue mais rapidamente.

Isso é uma sobrecarga do sistema circulatório e, aos poucos, prejudica a oxigenação das células e machuca a parede dos vasos – sem causar dor, por isso é uma doença silenciosa. Sobrecarregadas, essas artérias podem sofrer algum estreitamente repentino e entupir. Se isso ocorre no cérebro, é um AVC; se ocorre no coração, é um infarto.

Se o consumo de sódio for baixo, acontece o processo contrário. O sangue circula mais lentamente, o que também prejudica a oxigenação das células, e pode causar desmaios. Por isso, durante uma crise de hipotensão arterial – pressão baixa –, um pouquinho de sal é o melhor remédio.

Em adultos, a pressão arterial ideal é 120×80 mmHg, popularmente conhecida como 12×8. Nas crianças, a pressão é um pouco mais baixa, e vai aumentando naturalmente com a idade, até atingir o nível dos adultos.

De quanto sal seu organismo realmente precisa?

Jessica Brown BBC Future

Como Calcular a Ingestão de Sal: 13 Passos (com Imagens) Direito de imagem Getty Images Image caption Um pacote grande de pipoca salgada (cerca de 250g) pode ter aproximadamente 5g de sal – quase o total da quantidade diária recomendada

No ano passado, um vídeo do chef turco Nusret Gökçe temperando sedutoramente um bife com uma pitada de sal gerou milhões de visualizações na internet e rendeu a ele o apelido de “salt bae” (namorado do sal, em tradução livre). Mas não foi apenas o gesto peculiar dele que chamou a atenção.

Somos obcecados por sal – apesar das advertências, consumimos em excesso e colocamos a saúde em risco nesse processo. Mas um contra-argumento está ganhando força, lançando dúvidas sobre décadas de pesquisas e levantando questionamentos ainda sem resposta sobre nosso tempero favorito.

O sódio, principal elemento encontrado no sal, é essencial para que o organismo mantenha o equilíbrio hídrico, o transporte de oxigênio e de nutrientes, e a condução dos impulsos nervosos.

Mas a maioria das populações tem consumido historicamente mais sal do que é recomendado, e as autoridades de saúde do mundo todo têm trabalhado para nos convencer a mudar esse hábito.

Em geral, a recomendação é de que os adultos não comam mais de 6g de sal por dia. No Reino Unido, o consumo chega perto de 8g; nos EUA, de 8,5g.

Direito de imagem Getty Images Image caption Com 2,7g por 100g, o queijo azul tem mais sal que a água do mar

Mas apenas um quarto da ingestão diária de sódio vem do sal que usamos para temperar a comida – o restante está escondido em outros alimentos, incluindo pão, molhos, sopas e alguns cereais.

O sal 'oculto' nos alimentos

Para aumentar a confusão, os fabricantes costumam se referir ao teor de sódio em vez da quantidade de sal, o que pode nos fazer pensar que estamos consumindo menos sal do que de fato estamos.

O sal é composto por íons de cloreto e sódio. Em 2,5g de sal, há cerca de 1g de sódio.

“As pessoas em geral não têm consciência disso e acham que sódio e sal são a mesma coisa. Ninguém te explica isso”, afirma a nutricionista May Simpkin.

Pesquisas mostraram que o excesso de sal provoca pressão alta, que pode levar a derrames e doenças cardíacas, e especialistas concordam que as evidências contra o condimento são convincentes.

Direito de imagem Getty Images Image caption Uma tigela de sopa de missoshiru contém 2,7g de sal

O organismo retém mais líquido quando comemos sal, aumentando a pressão sanguínea. O consumo excessivo de sal durante um longo período de tempo pode causar tensão nas artérias e levar à pressão alta prolongada (hipertensão), responsável por 62% dos casos de derrames e 49% das doenças coronarianas, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS).

  • Uma meta-análise de 13 estudos publicados ao longo de 35 anos identificou o aumento do risco de doenças cardiovasculares (17%) e de acidente vascular cerebral (23%) associado ao consumo de 5g extras de sal por dia.
  • Como você pode imaginar, cortar a ingestão de sal pode ter o efeito inverso.
  • Em uma análise de oito anos sobre pressão arterial de pacientes, os pesquisadores descobriram que uma redução de 1,4g por dia no consumo teria contribuído provavelmente para diminuir a pressão arterial – que colaborou por sua vez para um declínio de 42% nos derrames fatais e de 40% nas mortes relacionadas a problemas do coração.

Mas, como é comum em estudos observacionais como este, os pesquisadores também concluíram que era difícil isolar completamente os efeitos do consumo reduzido de sal de outros hábitos alimentares e estilo de vida. Aqueles que são mais conscientes a respeito da ingestão de sal costumam ter uma alimentação mais saudável em geral, praticar mais exercícios físicos, não fumar e beber menos.

Estudos randomizados de longo prazo comparando pessoas que comem muito ou pouco sal podem estabelecer uma relação de causa e efeito. Mas existem poucas pesquisas deste tipo por causa de implicações éticas e de financiamento.

Direito de imagem Getty Images Image caption Duas peças de sushi nigiri contêm cerca de 0,5g de sal – mas 1 colher de sopa de molho shoyu adiciona de 2,2g a 2,7g ao total

  1. “Testes randomizados mostrando o efeito do sal sobre o corpo são quase impossíveis de realizar”, diz Francesco Cappuccio, professor de medicina cardiovascular e epidemiologia da Universidade de Warwick, na Inglaterra, e autor do estudo de oito anos.
  2. “Mas também não há testes randomizados para obesidade ou fumo, que sabemos que podem te matar.”
  3. Enquanto isso, os indícios com base em observação são abundantes.

Depois que o governo japonês lançou uma campanha para convencer as pessoas a reduzirem a ingestão de sal no fim dos anos 1960, o consumo diminuiu de 13,5g para 12g por dia. No mesmo período, foram registradas quedas na pressão arterial e uma redução de 80% nas mortes por acidente vascular cerebral.

Na Finlândia, o consumo diário de sal caiu de 12g no fim da década de 1970 para 9g em 2002, e houve uma redução de 75-80% nas mortes por derrame e doenças cardíacas no mesmo período.

Diferentes fatores

Mas um fator complicador adicional é que os efeitos do consumo de sal na pressão arterial e na saúde do coração diferem de um indivíduo para outro.

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Direito de imagem Getty Images Image caption Frios como peru, presunto e rosbife têm em torno de 1,5g de sal por porção; duas fatias de pão integral podem contribuir com outros 6g

Estudos mostram que a sensibilidade ao sal varia de pessoa para pessoa, dependendo de diversos fatores – como etnia, idade, índice de massa corporal, saúde e histórico familiar de hipertensão. Algumas pesquisas indicam que indivíduos com mais sensibilidade ao sal correm mais risco de terem pressão alta associada à ingestão do condimento.

Alguns cientistas argumentam agora, no entanto, que uma dieta com baixo teor de sal também é um fator de risco para o desenvolvimento de pressão alta – assim como o alto consumo. Em outras palavras, existe uma curva em forma de J ou U com um limiar na parte inferior, onde os riscos começam a subir novamente.

Os pesquisadores argumentam que a ingestão de menos de 5,6g ou mais de 12,5g por dia está associada a consequências negativas para a saúde.

Um estudo diferente envolvendo mais de 170 mil pessoas encontrou resultados semelhantes: uma relação entre a baixa ingestão de sal, definida como inferior a 7,5g, e maior risco de doenças cardiovasculares e morte em pessoas com ou sem hipertensão, em comparação a um nível moderado de ingestão de até 12,5g por dia (entre 1,5 a 2,5 colheres de chá de sal). Essa ingestão moderada é o dobro da recomendação diária do Reino Unido.

Direito de imagem Getty Images Image caption Embora o sabor seja doce, um cupcake tem aproximadamente 1g de sal

Ponto de equilíbrio

O principal autor do estudo, Andrew Mente, epidemiologista nutricional da Universidade McMaster, em Ontário, no Canadá, concluiu que a redução da ingestão de sal, passando do alto consumo para moderado, diminui o risco de pressão alta, mas não oferece outros benefícios para a saúde. E aumentar a ingestão: passando do baixo consumo para moderado – pode ajudar também.

“A descoberta de um ponto ideal intermediário é consistente com o que você esperaria de qualquer nutriente essencial. Em níveis altos você tem toxicidade e em níveis baixos você tem deficiência”, diz ele.

  • “O nível ideal é sempre encontrado em algum lugar no meio.”
  • Mas nem todo mundo concorda.
  • Cappuccio é contundente, por sua vez, ao afirmar que a diminuição da ingestão de sal reduz a pressão arterial em todas as pessoas – não apenas em quem consome em excesso.
  • Segundo ele, os estudos realizados nos últimos anos que mostraram descobertas contrárias são poucos, contam com participantes que já estão doentes e confiam em dados falhos – incluindo o estudo de Mente, que coletou amostras de urina em jejum dos participantes, em vez de realizar vários exames durante um período de 24 horas (para servir de comparação e avaliar a precisão dos mesmos).

Direito de imagem Getty Images Image caption Uma fatia (100g) de pizza de pepperoni congelada pode ter 1,9g de sal

Sara Stanner, diretora de ciências da Fundação Britânica de Nutrição, concorda que é forte o indício de que a redução do consumo de sal em pessoas hipertensas diminui a pressão arterial e o risco de doenças cardíacas. E não tem muita gente consumindo níveis tão baixos quanto 3g, quantidade que algumas pesquisas consideram perigosamente baixas.

  1. Seria difícil chegar a esse patamar, explica Stanner, devido aos níveis de sal que encontramos nos alimentos que compramos.
  2. “Muito do sal que consumimos está presente nos alimentos que fazem parte do nosso dia a dia”, diz ela.
  3. “É por isso que a reformulação em toda a cadeia de alimentos é a abordagem mais promissora para reduzir o consumo de sal em nível nacional, como tem sido no caso do Reino Unido.”

Os especialistas também divergem sobre a hipótese de a alta ingestão de sal poder ser compensada por uma dieta saudável e exercícios. Alguns, incluindo Stanner, dizem que uma alimentação rica em potássio, encontrado em frutas, legumes, nozes e laticínios, pode ajudar a compensar os efeitos adversos do sal sobre a pressão arterial.

Para Ceu Mateus, professor de economia da saúde na Universidade de Lancaster, na Inglaterra, a prioridade deve ser tomar consciência do sal escondido nos alimentos, em vez de tentar evitá-lo completamente.

“Os problemas que temos em relação ao excesso de sal podem ser semelhantes àqueles relacionados ao baixo consumo, mas ainda precisamos fazer mais pesquisas para entender o que de fato acontece. Enquanto isso, uma pessoa saudável será capaz de regular pequenas quantidades”, diz Mateus.

  • “Devemos ter consciência de que sal em excesso é muito ruim, mas não devemos eliminá-lo completamente da dieta.”
  • Apesar de estudos recentes sugerirem ameaças potenciais de uma dieta pobre em sal e diferenças individuais na sensibilidade ao condimento, a conclusão mais consagrada das pesquisas existentes é que sal em excesso definitivamente aumenta a pressão arterial.
  • Leia a versão original desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.

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Dez mitos no uso do sal mineral para bovinos

Uma técnica usada há décadas na pecuária de corte brasileira é a mineralização do rebanho. Apesar disso, parece que algumas informações distorcidas ainda prevalecem no meio.

O objetivo da lista abaixo é, ao esclarecê-las, contribuir para o melhor uso da técnica.

São dez pontos que elencamos como “mitos”, ou seja, algo “que não tem existência real ou passível de ser provada”, conforme uma das definições do dicionário “Caudas Aulete”. Vamos a eles:

Mito 1: “Sal mineral é tudo igual!” – Um sal mineral é uma mistura de vários elementos, óxidos e sais à disposição no mercado. Comprá-los e misturá-los é algo dentro das possibilidades de quase qualquer terráqueo.

Mas, então, por que isso é mito? O que pode diferenciar um sal mineral de outro? O primeiro ponto seria a formulação do sal (as quantidades de cada matéria prima visando determinadas concentrações finais dos nutrientes no produto).

Um produto mal formulado, isto é com níveis de garantia furados e consumo mal planejado, não será eficaz. Assim, mesmo que o animal o consuma, não será atingido o objetivo de atender suas exigências minerais.

Outra questão ainda muito mais comprometedora é que existem inúmeras armadilhas no mercado em termos de matéria-prima.

Ainda que algumas delas possam ser evitadas com uma análise de laboratório, outras podem ter um  laudo perfeito do laboratório, mas o nutriente não ser assimilável (não ser biodisponível, no jargão técnico). Outros diferencias seriam: qualidade da mistura, fontes mais nobres de matéria-prima, tipo de apresentação (granulado, floculado,,,), resistência ao empedramento e algo que tem feito muita diferença: apoio técnico da empresa ao produtor.

Mito 2: “O animal sabe que mineral precisa!” – Esse é um dos mitos mais difusos e duradouros. Já foi amplamente comprovado por pesquisas que o animal voluntariamente não seleciona minerais dos quais esteja deficiente.

Exatamente por isso que precisamos colocar todos juntos, de maneira bem formulada para que eles os consumam.

Como o sódio é o único mineral que efetivamente o animal mostra desejo em consumir, o cloreto de sódio virou o veículo ideal para ajudar nesta tarefa (Ver Mito 5).

Mito 3: “O mineral que importa no sal, mesmo, é o fósforo” – Segundo um extenso levantamento realizado pela Embrapa Gado de Corte, 100% das forrageiras analisadas teriam valores muito baixo de sódio (< 0,1% da matéria seca), que predisporiam deficiência.

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Nesta mesma pesquisa, o fósforo ficou em quarto lugar, com 72% das amostras abaixo de 0,12% da matéria seca. Zinco, com 96% das amostras menor do que 20 ppm (2º lugar), cobre com 82% menor que 4 ppm (3º lugar) e Cálcio com 38% menor que 0,2% da matéria seca (5º lugar), completam a lista.

Não foram avaliados nesta pesquisa Cobalto, Iodo e Selênio, todos com histórico de deficiência e resposta a suplementação no Brasil. Fica claro, então, que o fósforo não é o único mineral que devemos nos preocupar.

Como todos podem limitar a produção, devemos nos preocupar com cada um deles, bem como nos preocupar que estejam balanceados, sem grandes excessos que possam predispor a problemas de absorção (um mineral em excesso, prejudicando a absorção de outro).

Mito 4: “Quanto maior a concentração em minerais, melhor é o sal! Esse é o critério que eu uso na compra!” – Ao comparar dois produtos é comum o produtor optar por aquele que tenha valores de níveis de garantia dos nutrientes mais altos.

A lógica seria que, se eles têm maiores concentrações, o animal vai ter mais desse mineral a disposição.

O que “fura” essa lógica é o consumo! Se o sal tem 90 gramas de fósforo por quilograma do produto isso apenas significa qual a concentração dele e não quanto está à disposição do animal, o que vai depender da quantidade que ele ingere desse sal mineral. Assim, se esse sal tem um consumo de 60 gramas/cabeça.

dia, o consumo de fósforo pelo animal é de 5,4 g/cabeça.dia. Um sal com 88 de fósforo por quilograma do produto, mas com consumo de 70 gramas/cabeça.dia, suprirá com 6,16 gramas de fósforo por dia ao animal, quase 1 g a mais do que o de 90. Portanto, lembre-se: o animal não come concentração, ele come o sal!

Mito 5: “Só o sódio basta para acertar o consumo” –  Esse é um mito que todo nutricionista gostaria de acreditar, pois a única forma de formular o sal é considerar que isso é verdade. Enfim, precisamos de uma referência e a melhor que temos é o teor de sódio.

Esta referência até funciona bem, no sentido que ao fazermos a média de muito dados de consumo, há uma convergência para que o valor obtido se aproxime daquele que atende as exigências de sódio. Assim, para estimar a o consumo de um mineral bastar identificar qual o consumo necessário para atender as exigências de sódio.

Por exemplo, considerando como 10 g de Sódio a exigência de uma unidade animal (um animal com 450 kg), se o sal fornecido a ele tem 200 g de sódio por quilograma do produto, o consumo esperado deste produto é de 50 gramas/cabeça.

dia, O cálculo é uma “regra de três”: Se em 1 kg do produto temos 200 g, quantos quilos do produto preciso para ter esses 10 g ou, simplesmente, 10 g/cab.dia dividido por 200 g Sódio/kg produto  = 0,05 kg produto.

Mito 6: “Regulando o consumo pelo teor de sódio, não há necessidade de monitorar o consumo” – O problema dos nutricionistas precisarem tanto desta referência é que ele passa, muitas vezes, a ser tido como uma referência absoluta.

A realidade nos mostra que o consumo de minerais é muito variável e que essa variabilidade é pouco previsível. O que esta realidade nos impõe é monitorarmos o consumo, de preferência, de piquete à piquete e, na pior das hipóteses ter a média da fazenda no ano. (neste link há um exemplo deste cálculo: http://sites.beefpoint.com.br/sergioraposo/2013/12/26/cinco-dicas-basicas-para-ter-uma-producao-melhor-em-2014/)

Mito 7: “As empresas usam palatabilizantes para aumentar consumo” – O consumo de minerais interessa, sim, às empresas, pois quanto maior for o consumo, maiores serão suas vendas.

Todavia, não há pior propaganda para uma empresa do que ela ter sais minerais com fama de alto consumo, pois isso é um fator altamente desestimulante para os compradores. Aliás, nunca há reclamação por consumo abaixo do valor recomendado, apenas quando ele fica acima.

Ocorre que o maior prejuízo ao pecuarista, em geral, ocorre por não aproveitar todo o benefício de “zerar” as deficiências minerais. Dessa forma, é interessante que algum palatabilizante seja utilizado na formulação.

Adicionalmente, resultados de pequisa mostram que ele ajuda a uniformizar o consumo, o que é muito desejável. (Mais informações sobre consumo uniforme do lote no texto: http://sites.beefpoint.com.br/sergioraposo/2013/09/17/mineralizacao-de-animais-em-pastagem-assunto-encerrado/)

Mito 8: “Mineralizar faz diferença mesmo na seca!” – As vendas de sal mineral aumentam na época que antecede a estiagem, mostrando claramente que o produtor tem aumentada sua preocupação em vista dos pastos mais pobres da seca.

A crença por trás disso seria que, uma vez que a pastagem teria níveis mais baixos de minerais (o que é fato), consequentemente seria necessário dar mais minerais ao animal para compensar. Todavia, o que acontece na seca é que não adianta fornecer apenas os minerais, pois o nutriente mais limitante é a proteína.

Há, inclusive, dados de pesquisa mostrando não haver diferença entre fornecer sal mineralizado e apenas sal branco aos animais na época da seca. A lógica é que a exigência dos minerais para manter ou perder peso na seca é tão baixa que o pouco que tem na pastagem já resolve.

O conceito importante aqui é o seguinte: Quanto maior a produção, maior a necessidade de nutrientes (inclusive minerais). Por isso que a hora que mais se deve preocupar com a suplementação de minerais é nas águas. Na seca, também devemos, mas usando sal com ureia e proteinado, resolvendo primeiro o fator mais limitante.

Mito 9: “Se não usar cocho coberto, melhor nem mineralizar!” – Cochos cobertos, bem assentados, bem localizados, que não fiquem ilhados por acúmulo de água ajudam muito os lotes por eles atendidos a terem bom consumo e devem ser o padrão a ser atingido. Todavia, o pior cenário não é ter o sal mineral molhado pela chuva, mas a falta de espaço linear mínimo de cocho.

Recomenda-se oferecer no mínimo 6 cm lineares de cocho para cada unidade animal atendida por esse cocho. Entre ter o sal preservado da chuva e dar acesso ao sal a todos os animais, mesmo que molhado, dê preferência à segunda opção.

Ainda assim, ao usar cochos não cobertos, é aconselhável ter um monitoramento (e abastecimento) mais intensivo, uma vez que a umidade ajuda a empedrar o sal, o que prejudica seu consumo.

Mito 10: “Bobagem gastar com sal mineral! Um amigo parou de mineralizar e não notou diferença nenhuma!” – Esse é um mito para o qual basta o tempo para que seja derrubado.

As vezes, nos deparamos com alguém que está fazendo esse “teste” e é possível que, em algum lugar no Brasil, de fertilidade natural muito alta e que o produtor se contente com índices produtivos medíocres que o “teste” funcione por um bom tempo, alongando a “vida útil” do mito.

O confronto entre os níveis usualmente encontrados dos minerais nas forragens brasileiras e a exigência cada vez maior, a medida que melhoramos o manejo das pastagens e a genética dos animais, fazem com que possamos esperar que cada vez mais esses tipo de “teste” dure menos.

Um bom uso da técnica de suplementação mineral permite o aproveitamento de todo potencial produtivo da forragem. Ajudar esse aliado da produção a nos ajudar é altamente compensador. Ter esses conceitos corretos na ponta da língua ajudam a deixar o sal na ponta da língua dos animais e o azul mais vivo na conta da fazenda.

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