Como calcular a banda da sua conexão: 3 passos

Ter uma conexão à Internet lenta é mais normal do que pensamos. Uma velocidade de conexão ideal é baseada em diversas variáveis, sendo muitas vezes alheias às nossas ações.

Por outro lado, podemos realizar alguns testes de velocidade e provar se as falhas vêm dos nossos aparelhos ou realmente a conexão não está sendo eficazmente provida pela operadora.Mas, calma! Não se desespere.

Vamos explicar passo a passo como proceder quando a sua conexão à Internet estiver lenta ou oscilando.

Sumário:

Mais abaixo oferecemos o melhor teste de velocidade do mercado. Aqui você poderá conhecer – e saber o que significa – o seu Ping, a sua velocidade de download e upload, latência e Jitter. E, claro, sem nenhum custo. A nossa ferramenta é totalmente gratuita.

O teste de velocidade de Internet – também conhecido como speedtest – permite medir a velocidade de conexão real da banda larga ou fibra óptica e, assim, saber se você está realmente recebendo a velocidade contratada do seu operador de Internet.

Qual a velocidade da minha conexão à Internet?

Dica! Antes de começar, feche todas as janelas do navegador (exceto a de teste, é claro), porque elas podem estar consumindo alguns megabytes sem perceber. Feche também outros programas que podem consumir a Internet em segundo plano (como Spotify, antivírus, atualizações de programas etc.).

Como dito anteriormente, é necessário ter em conta algumas variáveis antes de medir a sua velocidade de conexão real. Mas, antes de qualquer procedimento, sugerimos que tenha noção exata da quantidade de megas contratados com a sua operadora e qual tipo de conexão está atribuída ao seu contrato.

  • Os tipos de conexão mais comuns no Brasil são:
  • Banda Larga
  • Fibra Óptica
  • Satélite
  • Rádio
  • Móvel

Algumas explicações são fundamentais antes de começar o nosso teste de velocidade:

Internet à cabo – banda larga Geralmente disponibiliza entre 30% e 90% da velocidade real contratada. Por exemplo, se você tem um contrato de 15 Megas, pode ser que a sua conexão tenha um máximo de download de até 13 Megas.

Internet de Fibra Óptica A fibra óptica pode ser simétrica ou assimétrica. Sempre que uma fibra óptica seja simétrica, as velocidades de Download e Upload serão basicamente iguais (pode haver uma oscilação mínima entre os valores finais) e a velocidade real será a velocidade contratada com a sua operadora. Se são 50 Megas, deverá chegar 50 Megas no ponto de Internet.

Dito tudo isso, vamos ao que interessa: Testar a velocidade de Internet. Para isso vamos utilizar nossa ferramenta, que foi desenvolvida pela nPerf, líder mundial em comparações, análises e testes de velocidade.

  1. Verifique se o roteador está bem conectado à rede e que não há nenhum filtro de linha entre os cabos da parede e o seu modem.
  2. Como Calcular a Banda da sua Conexão: 3 Passos

  3. Com um cabo RJ45 (geralmente incluído no kit do modem), temos que conectar o nosso PC ou Laptop à saída do Modem (normalmente são 4 e estão com uma cor diferente).

Sites oferecem serviços que medem velocidade da sua conexão

A oferta de serviços de banda larga cresce a cada ano no Brasil. Segundo a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), em junho de 2014 o país atingiu a marca de 23,22 milhões de assinantes de banda larga fixa, o que representa 35,53% dos domicílios. No serviço móvel, o número de acessos banda larga chegou a 128,49 milhões, dos quais 3,27 milhões eram terminais 4G.

Como Calcular a Banda da sua Conexão: 3 Passos

Mas a banda larga brasileira nem sempre é tão “larga” assim. Segundo dados de abril de 2014 do Ibope Media, ainda predominam as velocidades de 512 Kbps a 2 Mbps (35%) e de 2 Mbps a 8 Mbps (33,2%). A tendência é que o uso de velocidades superiores aumente a cada ano.

“A implementação de redes de fibra óptica dá suporte a este desenvolvimento”, explica o presidente da Abranet (Associação Brasileira de Internet), Eduardo Neger.

“O que gera maior qualidade e menores preços para o consumidor é a competição entre fornecedores de banda larga”, completa.

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Porém, nem sempre o serviço que o consumidor compra chega com a qualidade prometida em seu domicílio. Para verificar se você está recebendo a velocidade que comprou, diversos sites oferecem serviços gratuitos que fazem essa medição. Veja alguns exemplos.

Simet O Simet (Sistema de Medição de Tráfego Internet) é um serviço que realiza testes de desempenho em redes com acesso à internet, por meio de servidores espalhados dentro dos Pontos de Troca de Tráfego Internet e no NIC.br (Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR).

Totalmente independente, o Simet tem sua infraestrutura e operação a cargo do NIC.br, que faz parte do Comitê Gestor da Internet no Brasil. O sistema também está disponível para iOS e Android.

“A melhor ferramenta para medir a velocidade da banda larga é o Simet. Por meio dele, o consumidor pode conferir os principais parâmetros técnicos de sua conexão, verificando se está recebendo os serviços contratados de seu operador de telecomunicações ou provedor de Internet”, explica Eduardo Neger.

Speedtest.net O site tem cobertura global e testa a velocidade de internet de mais de 2,5 mil servidores. O serviço também está disponível para iOS, Android e Windows  Phone.

Anatel O software da Anatel mede a velocidade da banda larga móvel. Por meio de um aplicativo, o usuário consegue verificar a qualidade da conexão que está utilizando. O aplicativo está disponível para iOS e Android.

Monitor Banda Larga O aplicativo Monitor Banda Larga é uma parceria entre a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e o NIC.br, que auxilia o usuário brasileiro de banda larga fixa a verificar a qualidade e a velocidade de sua rede.

O produto é compatível com o sistema operacional Windows e conta com três tipos de medição: padrão, que realiza testes diários a cada 6 horas e é automaticamente configurada com a instalação do aplicativo; instantânea, que verifica a qualidade da conexão imediatamente após o acesso ao aplicativo; e programada, que possibilita a seleção de intervalos de medição a cada 2, 4, 6 ou 8 horas.

Brasil Banda Larga O Brasil Banda Larga é uma ferramenta da Entidade Aferidora da Qualidade de Banda Larga que permite ao usuário medir a qualidade de sua conexão banda larga, fixa ou móvel. Os resultados são visualizados imediatamente, bem como o histórico das medições anteriores.

7 passos para deixar a sua internet mais rápida

As pessoas costumam pensar que a internet lenta está sempre ligada a um problema no seu provedor de banda larga. Mas nem sempre isso é verdade. Muitas vezes, as configurações do seu computador, sua capacidade de processamento ou até mesmo seu modem wi-fi podem interferir na sua velocidade de conexão.

Por isso, nós separamos algumas dicas práticas para te ajudar a dar aquele UP na velocidade da sua internet.

Isso mostrará a velocidade que você realmente está obtendo. Realize alguns testes durante vários dias e varie os horários em que você realiza o teste. Existem várias ferramentas que te ajudam a fazer isso, como o http://openspeedtest.com/, por exemplo. Ah, e não se esqueça de fazer o teste sempre na internet cabeada, onde a perda de sinal será menor.

Se o seu Wi-Fi não estiver protegido por senha, qualquer pessoa poderá usá-lo. Isso significa que as pessoas podem estar entrando na sua rede sem você saber, fazendo com que as velocidades caiam. Se for o seu caso, coloque uma senha de acesso à internet e informe o código apenas para as pessoas que moram com você e, claro, para os seus amigos.

Muitas coisas podem afetar a força de um sinal de banda larga sem fio – paredes, portas e até a interferência de coisas como monitores de bebês, micro-ondas e telefones sem fio.

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Então, se você está sofrendo com um Wi-Fi lento, tente trocar seu roteador de lugar.

O ideal é que ele seja posicionado no alto – em cima de uma estante de livros, por exemplo – e, de preferência, em um cômodo central.

Há toneladas de aplicativos em seu computador que podem estar usando a internet sem que você perceba.

  Atualizações do Windows, verificações e atualizações de segurança, pop-ups do media player, aplicativos de bate-papo instantâneo, Skype, guias de sites abertos e muito mais – tudo isso pode prejudicar sua velocidade de banda larga.

Para aumentar sua velocidade, desligue os serviços que você não quer, assim como qualquer serviço de streaming pesado, como o Spotify, por exemplo, quando não estiver usando-os. Aproveite e exclua também arquivos antigos e limpe o histórico do navegador.

A próxima coisa que você precisa fazer é se certificar de que nenhum vírus esteja causando a lentidão. Às vezes, os vírus podem viver em seu computador e sugar recursos do que você está usando, diminuindo assim a velocidade.

Antigamente apenas o seu computador ficava conectado à internet, certo? Mas hoje em dia a quantidade de dispositivos ligados em uma mesma rede wifi aumentou consideravelmente.

Por isso, se você tem vários telefones, tablets, smart TVs, computadores, dispositivos domésticos inteligentes e consoles de videogame compartilhando sua rede doméstica, todo esse uso de dados poderá aumentar e resultar na redução da largura de banda disponível.

Pessoas que moram em casas maiores costumam perceber que em alguns cômodos o sinal funciona melhor do que em outros. A boa notícia é que esse problema pode ser facilmente resolvido com um amplificador de sinal, também conhecido como repetidor. Esses aparelhos usam as linhas de energia elétrica da casa para aumentar seu sinal de cômodo em cômodo.

Agora, se mesmo seguindo todas essas dicas você ainda estiver insatisfeito, ou se na sua casa existem vários dispositivos que ficam conectados ao mesmo tempo sobrecarregam o sinal em determinados horários, talvez seja a hora de fazer o upgrade do seu plano. No nosso site (colocar link) você confere os pacotes disponíveis e quais benefícios cada um deles te oferece.

Como escolher a velocidade da internet da minha banda larga?

Escolher a velocidade da internet na hora de contratar faz toda a diferença na qualidade da sua conexão. Descubra o que você deve considerar na hora de contratar o seu plano de internet banda larga para evitar conexões lentas.

Velocidade da internet: como escolher o Melhor Plano

Para incorporar este infográfico no seu site, copie e cole o link a seguir

A diversidade de diferentes personalidades brasileiras, com diferentes tipos de demandas, acabou provocando algo bom e ao mesmo tempo ruim no mercado de internet banda larga. Se por um lado existem diversas opções para o consumidor escolher, por outra se tornou muito fácil ficar perdido.

São tantos planos diferentes, com vantagens diversas que fica bem difícil se decidir. Sendo assim, nós desenvolvemos uma espécie de critério na hora de escolher qual a melhor internet banda larga que nos atende.

Sempre comparamos qual serviço possui o melhor custo-benefício, que supre as nossas demandas e oferece as melhores vantagens. E claro, a velocidade da internet é um fator bem relevante. E é preciso observar alguns critérios muito importantes relacionados ao seu consumo, para não ter problemas com internet lenta e que não atinja as suas expectativas.

Portanto, para escolher a velocidade da sua internet, é preciso observar 3 fatores:

  1. A velocidade de download e de upload
  2. O número de pessoas que residem na sua casa e que usam a internet
  3. O tipo de consumo dos usuários da rede

Descubra: Qual a melhor internet banda larga do Brasil

Velocidade X Franquia

Embora ambas estejam relacionadas ao consumo, vale lembrar que a quantidade que você consome é diferente de velocidade da internet. Pode parecer uma coisa bastante óbvia, mas muita gente acaba confundindo os dois conceitos, e acaba errando na hora de contratar um plano.

A velocidade se refere a rapidez com que a informação vai chegar até você ou será enviada ao seu destinatário. E a franquia está voltada para a quantidade de dados máxima que você poderá usar.

Quando falamos de internet banda larga, não tem muita necessidade de se preocupar no momento com as franquias. Embora isso tenha sido uma preocupação em meados de 2016, existe uma proposta que proíbe esse tipo de prática e que está sendo analisada pelo governo. Já a velocidade, é fundamental para a qualidade da sua conexão.

Outro detalhe relevante: se a sua internet além de lenta, está tendo quedas na conexão o problema pode não ser relacionado a velocidade escolhida, mas à outros fatores externos.

Velocidade de download e de Upload

O consumidor brasileiro tende a receber mais dados do que enviar. Ou seja, nós consumimos mais informação do que realmente enviamos dados. Por esse motivo, as operadoras tendem a dar muito mais ênfase na velocidade de download do que na velocidade de upload.

A velocidade de download é aquela destacada no site das operadoras, que pode variar entre 250Kbps a 300mb. Ela diz respeito a velocidade que os dados irão chegar até o seu computador.

Já a velocidade de upload é oposto. Ela pode variar entre 200kpbps a 150mb. E está ligada a rapidez com que a informação irá deixar o seu computador e chegar ao destinatário.

Sendo assim, é preciso observar a forma que você consome internet. Se você é uma pessoa que realiza muitos downloads, assiste vídeos e usa bastante a internet, é preciso de uma velocidade de download alta. Se você mora sozinho ou com até duas pessoas, por exemplo, 15mb é uma boa velocidade para você.

O que é largura de banda?

Largura de banda, ou bandwidth em inglês, é o conceito que determina a medida da capacidade de transmissão, em especial de conexão ou rede. Além de ser um conceito utilizado na informática, a largura de banda também é usada em processamento de sinais, espectroscopia, eletrônica e em outras áreas.

Na conexão ou rede, a largura de banda determina a velocidade que os dados trafegam através de uma rede específica. Ou seja, quanto maior a largura de banda, maior será a velocidade da conexão, visto que por ela passará mais dados ao mesmo tempo.

A unidade de medida da largura de banda é bits e não bytes. Ela indica a capacidade de um determinado meio de transmissão em uma determinada unidade de tempo (8 bits = 1 byte). Praticamente todas as medidas de bandwidth são realizadas em bits por segundo, sendo, em alguns casos, relacionada à faixa de frequências.

Em um site, a largura de banda indica quantos visitantes poderão visualizar a página ao mesmo tempo. Assim, grandes portais necessariamente precisam de um grande volume de banda para suportar o tráfego sem que o servidor fique abarrotado. Também há uma relação com a velocidade com que o site é visto pelos usuários.

Existem problemas relacionados à largura de banda que podem ocorrer de duas maneiras. Na primeira forma, o canal ou central de dados podem representar um recurso compartilhado.

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Sendo assim, os altos níveis de contenção do canal diminuem a largura de banda que fica disponível para os dispositivos no canal. Por exemplo, um canal SCSI com discos altamente ativos pode ficar saturado.

Com isso, pouca banda fica disponível para outros dispositivos que estejam conectados ao canal.

O segundo problema está relacionado ao canal ou central de dados que possuem um recurso dedicado com um número fixo de dispositivos anexos. Com essa arquitetura, as características elétricas acabam por limitar a banda disponível.

Geralmente, há três métodos para solucionar esses problemas: a distribuição de carga, a redução de carga e o aumento da largura de banda. A primeira significa distribuir as ações do canal de forma mais balanceada.

A segunda trata-se de determinar se existe algum elemento causando sobrecarga em um canal específico para reduzir a sua carga. A terceira refere-se simplesmente a aumentar a capacidade de banda.

Esta última, no entanto, tende a ser a mais cara das soluções.

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Como saber se estou recebendo a velocidade de internet contratada?

Você sabia que as empresas devem garantir, por lei, 80% da velocidade contratada e 40% da velocidade de transmissão instantânea? E que mesmo assim muitos brasileiros estão recebendo menos do que o garantido pela legislação? Confira aqui como o teste de velocidade pode te ajudar.

Como medir a sua velocidade de internet

Para saber se sua operadora está entregando a velocidade em MBs (megabytes) garantida e se você está recebendo a velocidade de internet contratada, basta acessar o Minha Conexão e testar a velocidade da internet.

  • Não é preciso clicar em nada, apenas acessar o site e esperar que ele faça a análise da sua rede.
  • O processo leva alguns poucos minutos
  • É importante fechar todas as outras abas do seu navegador, assim como desligar celulares e outros aparelhos que demandam o uso da linha.
  • Essa variação na entrega da qualidade de internet banda larga é liberada graças às variáveis indicadas pelas próprias operadoras, que podem interferir na velocidade do sinal, o que abre brecha para que elas entreguem menos do que o total contratado.
  • Ainda que existam regras, é muito importante que o consumidor visite o site do Minha Conexão com regularidade, várias vezes por dia, em horários alternados, para acompanhar a prestação do serviço e ter certeza de que está recebendo o mínimo de 80% da velocidade contratada.
  • Ao cadastrar-se gratuitamente no site Minha Conexão, o sistema irá armazenar todos os testes efetuados, registrando a velocidade e o horário em que foram feitos.

Se a velocidade estiver abaixo do mínimo exigido, o cliente deve pedir ressarcimento ou pode então cancelar o contrato sem pagamento de multa. Esse acordo foi concedido graças a uma liminar em resposta a ação pública aberta pelo Idec em 2010.

Novidades que poderão melhorar a velocidade da internet

O desenvolvimento de novas tecnologias anda a passos muito rápidos, como sabemos, e cientistas de todo mundo buscam desenvolver sistemas para melhorar a qualidade do sinal recebido em cada.

Já foi idealizado, por exemplo, um novo equipamento de fibra ótica que permite o envio e recebimento de dados em uma velocidade muito acima da que estamos habituados. Essa descoberta se deve ao uso de cabos de fibra ótica que enviam quinze pulsos de luz em diferentes frequências.

Com uma combinação desses pulsos, os cientistas conseguiram enviar certas informações a uma velocidade muito acima do que a normal, desde que contem com um aparelho especial para processar dados corretamente.

Até mais!

Quantos gigabytes uma pessoa gasta, por mês, numa conexão de banda larga fixa

Puxadas pela Vivo, operadoras que vendem conexão fixa à Internet de banda larga começaram a se movimentar no sentido de instituir ou fazer valerem as franquias de dados previstas em contrato.

A exemplo do que já acontece com a Internet móvel, se isso for para frente em breve será preciso ficar de olho no consumo da sua conexão residencial sob pena de, extrapolando o limite contratual, ser desconectado ou ter a velocidade severamente reduzida.

Para o consumidor, é um claro retrocesso. Mais que isso, é uma dificuldade extra ter que mensurar esse tipo de consumo e fazer contorcionismos para não passar da cota estabelecida.

Ao contrário da conexão móvel, geralmente restrita ao smartphone ou, se muito, a ele e mais um ou outro dispositivo (tablet, notebook), a Internet via conexão fixa alimenta uma multiplicidade de dispositivos que, se hoje já pode ser grande, com a Internet das Coisas despontando tende a se tornar enorme.

Assim como hoje é impossível contar quantos produtos equipados com um chip temos em casa, num futuro bem próximo não saberemos dizer, de pronto, quantos estarão conectados.

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O pior é que a Anatel, que deveria fiscalizar e coibir tentativas de degradar a qualidade dos serviços oferecidos pelas telecom, afirmou em nota que a imposição de limites à banda larga fixa é “benéfica” ao consumidor. Segundo Carlos Baigorri, superintendente de competição da Anatel, “não existe um único consumidor, então para quem está abaixo da média, consome menos, o limite é melhor. E pior para quem consome muito”.

A justificativa é fraca porque esbarra em conceitos vagos. “Muito”, “pouco”, o que isso significa em termos de banda larga? E, ainda que esses termos subjetivos sejam convertidos em números exatos, invariavelmente será pior do que “não ter limite”. Hoje, mesmo com a NET e a Oi tendo a previsão de franquia em contrato, são raríssimos os casos de aplicação a quem ultrapassa esses limites.

Além de termos mais dispositivos conectados à rede, o próprio uso que se faz dela depende cada vez mais de dados. Streaming de alta qualidade, jogos pesados, colaboração em tempo real por vídeo… tudo isso pede mais e mais dados.

Hoje a única chateação de baixar um jogo no Steam, por exemplo, é a demora no download, fruto do único critério de diferenciação nos preços praticados pelas operadoras, a velocidade do acesso.

Paga-se mais para ter uma conexão mais rápida.

O irônico desta imagem é que nenhum dispositivo meu está conectado à Internet por cabo. Foto: Andrew Hart/Flickr.

Nos novos planos da Vivo a franquia varia de acordo com o plano contratado, ou seja, velocidade e limite de tráfego andam juntos.

As franquias variam de 10 GB por mês, o que é patético, porém adequado à igualmente ruim velocidade de 200 Kb/s — o que, na real, nem deveria ser englobada no conceito de “banda larga” –, a 130 GB, que podem ser baixados a 25 Mb/s.

(Fazendo download na velocidade máxima, atingiria-se o limite em curtíssimas 11 horas, 49 minutos e 58 segundos.)

Sem pensar muito, sem recorrer a cálculos, já dá para sacar que esses limites são baixos. Mas eu queria saber o quão baixos eles são. Então colhi alguns dados e me submeti a uma mensuração quase manual do meu consumo de dados a fim de ter uma resposta mais precisa. Vamos aos números?

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Sopa de números

A NET diz que informa no painel do cliente, em tempo real, o consumo de dados do mês. A Vivo garante que uma ferramenta similar será disponibilizada aos clientes quando o limite de franquia entrar em vigor, algo previsto para o início de 2017.

3G, 4G e 5G: entenda a tecnologia por trás da conexão do seu celular

O brasileiro gosta mesmo é de usar a internet pelo celular. Um estudo recente aponta que 49% dos internautas por aqui já usam mais o smartphone do que o computador para navegar. Logo, dá para imaginar o quanto a rede precisa ser bem desenvolvida, né?

  • É por isso que nos últimos anos temos nos deparados com a sopa de letrinhas e números que formam as tecnologias 3G, 4G, 4,5G e a tão sonhada 5G.
  • Sendo bem simplista, são elas as “culpadas” por todo o fluxo de acesso às redes sociais, trocas de mensagens no WhatsApp, downloads daqueles vídeos e da sua série favorita, pagamentos de contas online e mil outras coisas que fazemos com o celular.
  • Existem diferenças importantes entre cada tecnologia, mas quanto maior o número da rede móvel, mais rápida ela é.
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Internet 2G

Sim, existiu uma rede 1G e outra chamada 2G. Mas, elas já foram praticamenteaposentadas. A rede 2G até funciona em 5.570 municípios brasileiros, mas o tráfego de dados é bem baixo, ela é pouco usada.

O 2G tomou forma lá pelos anos 90 e permitiu, principalmente, a troca de mensagens de texto e fotos via SMS. Mas o foco era a conexão de voz — falar e ser ouvido no telefone sem a necessidade de existir uma conexão com a internet.

Internet 3G

A conexão 3G é uma evolução da rede 2G e tem a maior abrangência no Brasil, por enquanto. De acordo com levantamento da consultoria Teleco, a tecnologia funciona em 95,8% dos municípios brasileiros.

Do ponto de vista técnico, o 3G trabalha visando a transmissão de dados de voz (tipo áudios no WhatsApp) e serviços na internet (navegação de sites, downloads e uso de aplicativos online). É uma conexão mais rápida do que a do 2G.

A média de velocidade do 3G aqui no Brasil é de 8,82 Mbps (megabit por segundo), de acordo com um levantamento divulgado no início do ano. Para você ter uma ideia, na Coreia do Sul, líder no ranking de velocidade na mesma geração de internet móvel, é de 37,54 Mbps.

Com a conexão de 1 Mbps é possível navegar em sites, redes sociais e enviar emails. Para assistir a um vídeo na Netflix, a empresa afirma que a recomendação é que a banda larga do usuário (móvel ou fixa) funcione com 5 Mbps para filmes com qualidade HD.

O 3G foi o responsável por popularizar o acesso à internet móvel no Brasil. Com o seu desenvolvimento, as empresas passaram a comercializar modens que tornaram viável o acesso à banda larga fixa para muitos brasileiros.

Internet 4G

A rede 4G, oficialmente conhecida como rede LTE (Long Term Evolution), virou a mais popular nos últimos anos. Ela já funciona oficialmente em 4.197 (75,4%) dos municípios brasileiros.

Seu diferencial é que, além de ser mais rápida, ela permite que mais gente se conecte a ela sem perder qualidade no sinal, explica o professor José Roberto Soares, engenheiro eletricista e docente da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

Calcula-se que sua velocidade seja de quatro a 100 vezes mais rápida que a do 3G.

Outra diferença é que ela prioriza o tráfego de dados (áudio, texto, vídeo, foto) na internet, e não mais o tráfego de voz. A transmissão de dados funciona em uma faixa de frequência por vez.

Na maioria dos municípios, a rede funciona na faixa de 2.500 MHz e 1.800 MHz. Mas a faixa de frequência de 700 MHz, que suportava a TV analógica, está sendo aos poucos utilizada para a expansão da rede.

Imagine uma grande rodovia com vários carros. Quando uma das pistas fica com muitos veículos, os motoristas mudam de faixa para aliviar o trânsito. A internet funciona da mesma forma.

Se os dados estão trafegando em uma faixa de frequência, mas ela está congestionada, eles migram para a outra faixa para tentar equilibrar a velocidade de transmissão.

Até maio deste ano, os celulares ativos nas operadoras com conexão 4G somavam 115.663, segundo cálculos da Teleco. Ao utilizar a nova faixa de frequência, a expansão do 4G será mais rápida e terá um custo menor, já que a estrutura está disponível.

O mesmo estudo que apontou a velocidade média da internet móvel no Brasil (e em outros 87 países) citado acima apontou que o 4G atinge uma média de 19,67 Mpbs. Só para lembrar, a média do 3G no mesmo período foi de 8,82 Mbps. E Singapura, o primeiro colocado na lista de países, ficou com 44,31 Mbps.

Internet 4G+ e 4,5G

Há uma linha que acredita que a nomenclatura é mais marketing do que tecnologia. No entanto, é a rede 4,5G é um pouco melhor do que as anteriores, de fato, de acordo com os especialistas.

O 4G+ e 4,5G se referem ao padrão LTE Advanced, formalizado em 2011 por um grupo internacional que determina padrões de telecomunicações. Por isso, são a mesma coisa.

A tecnologia trabalha com múltiplas faixas de frequência ao mesmo tempo, ao contrário do 4G, o que permite uma velocidade ainda maior.

Em termos de velocidade, a tecnologia pode registrar no mundo ideal (ênfase para o ideal) até 1 Gbps de velocidade. Na prática, ainda não se sabe se chega a tudo isso, mas tem potencial.

Apesar de promissora, ela precisa ser compatível com o celular, o que ainda não é muito comum. Além disso, as operadoras precisam estar dispostas a investir na expansão do 4G+/4,5G, o que não deve acontecer tão cedo em grande escala.

De modo geral, a operadora Claro é a empresa que se destaca por entregar uma internet 4G mais rápida, de acordo com dados da Open Signal. Testes feitos, indicam que a rede consegue downloads de até 28,18 Mbps.

Internet 5G do futuro

A proposta do 5G é tornar tudo conectado ao mesmo tempo com uma internet rápida e de qualidade. Carros, geladeira, máquinas de lavar, celulares, câmeras de segurança e tantos outros eletrônicos.

Vários testes já estão sendo feitos para tornar viável a expansão da tecnologia 5G. A expectativa é que ela se torne realidade em 2020.

Calcula-se que a rede 5G ofereça uma velocidade de download de 10 a 20 vezes mais rápida do que temos hoje.

“Pagamento de contas, pedidos de comida, transporte e mensagens. Tudo acontece pelo smartphone. Esse comportamento está forçando marcas e empresas a qualificarem a experiência que oferecem aos seus clientes no meio móvel”, destaca Samantha Carvalho, professora da estratégia mobile da pós-graduação da ESPM.

O 4,5G é uma melhoria do sistema que já temos, mas o 5G representa uma nova era inteira, explica André Miceli, coordenador do MBA em Marketing Digital da Fundação Getulio Vargas (FGV), em entrevista ao UOL Tecnologia.

“A ideia é que a performance mude drasticamente. Falamos aqui não somente de uma velocidade muito maior e uma latência muito menor, mas de um mundo conectado, o que chamamos de a internet das coisas”, afirmou.

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