Como brincar com um porquinho: 15 passos (com imagens)

Aviso: esse artigo pode conter imagens fortes, de supostos espíritos.

Por volta de 1860, na cidade de Nova Iorque (EUA), o joalheiro William abandonava sua profissão para inaugurar uma completamente nova: a de fotógrafo espiritual. O que ele fazia, em linhas gerais, era fotografar pessoas encarnadas e vivas, mas a imagem as mostraria ao lado de um espírito, fantasma, ou qualquer nome que o cliente preferisse dar.

No final do século XIX, surgia na Inglaterra o Círculo Espiritual de Crewe, uma sociedade secreta que se dedicava ao estudo de fotografias espirituais.

Durante as primeiras décadas do século seguinte, coordenado pelo britânico William Hope, o Círculo de Crewe produziu dezenas de fotos em que humanos de carne e osso se confundiam com entidades espirituais.

As fotos a seguir foram tiradas por esse misterioso grupo.

15 – A família e os dois espíritos Como Brincar com um Porquinho: 15 Passos (com Imagens)

Todas estas fotografias foram encontradas em uma loja de livros usados (vulgo “sebo”), e descobriu-se que eram de autoria de William Hope. O Círculo de Crewe, conforme se acredita, era composto por seis ou mais fotógrafos espirituais. Esta primeira imagem mostra uma família de quatro pessoas, em meio à qual parecem emergir dois espíritos, envoltos por uma misteriosa névoa.

14 – Duas mulheres e o busto Como Brincar com um Porquinho: 15 Passos (com Imagens)

A popularidade da fotografia espiritual crescia em tempos de grande mortalidade de pessoas. Logo após a Primeira Guerra Mundial, o Círculo de Crewe foi muito procurado por parentes de pessoas mortas durante o conflito, que desejavam rever de alguma forma os entes queridos. Nesta gravura, duas mulheres de meia idade aparecem acompanhadas de uma terceira, cujo busto flutua sobre elas.

13 – O homem e o ectoplasma Como Brincar com um Porquinho: 15 Passos (com Imagens)

Nesta fotografia, um homem sozinho aparece ao lado de uma nuvem clara na qual emerge a cabeça de outro homem. Segundo especialistas em mediunidade, esta espécie de vapor esbranquiçado é definido como ectoplasma, e já foi registrado várias vezes ao longo da história.

Como Brincar com um Porquinho: 15 Passos (com Imagens)

A carreira de William Hope ganhou um impulso em 1922, quando ele se mudou para Londres e virou um “médium profissional”. O inglês não era assediado apenas por clientes, mas também por céticos investigadores de paranormais.

A indicação desta foto afirma que o casal em questão são os pais da pessoa que compilou todas as fotos espirituais do álbum.

O espírito mostrado, por sua vez, seria a irmã de um dos homens mais conhecidos no ramo da mediunidade, à época.

11 – O marido e a esposa falecida Como Brincar com um Porquinho: 15 Passos (com Imagens)

Nesta gravura, está indicado que o espírito feminino em questão, produto de um ectoplasma, seria a esposa falecida do homem que posa para a foto. A foto é mais uma obra de William Hope.

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Um dos céticos que tentou desacreditar William Hope foi o físico Harry Price. Ele pediu a Hope que tirasse fotos através de uma placa de vidro. Esta placa tinha uma marca que não podia ser vista a olho nu, e aparecia apenas em fotografias.

Dessa forma, se Hope estivesse fazendo uma alteração na foto original, isso ficaria evidente pela ausência da marca. E a tal marca, de fato, não aparece nesta foto, que mostra dois espíritos emergindo em meio a uma família de três pessoas.

9 – O jovem e a lembrança Como Brincar com um Porquinho: 15 Passos (com Imagens)

Um registro escrito foi guardado sobre essa fotografia, que mostra os rostos de dois homens, sobrepostos, e uma assinatura. Aparentemente, a pessoa que compilou o “álbum espiritual” tinha ligações com o ser humano que aparece retratado na foto. A imagem, que mostra o homem em companhia de um jovem envolto em um manto, teria sido dada ao fotografado como uma lembrança.

8 – A esposa que aumentou a dúvida Como Brincar com um Porquinho: 15 Passos (com Imagens)

Crescia a polêmica que cercava as fotos de William Hope. Mais detratores se juntaram ao físico Harry Price, para tentar provar que as fotos eram montagens fraudulentas.

Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes, chegou a escrever um livro sobre fotografias espirituais. Esta foto mostra um homem encostado carinhosamente à sua falecida esposa, em espírito.

Os céticos da época levantaram uma questão lógica: como o homem poderia saber que a mulher estava daquele lado?

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Mais uma foto com assinatura e sobre a qual foi guardado um registro escrito. No verso da foto, aparecem duas perguntas sobre temas espirituais e humanos, com letra semelhante às que se encontram em trabalhos de psicografia. As questões, supostamente, teriam sido feitas pelo espírito da jovem mulher que aparece exposto na imagem.

6 – Avó fotografada depois de morta

Dois médiuns do País de Gales teriam sido fotografados, nesta imagem, com a avó aparente entre eles. Os homens garantiram, à época, que aquele era o único registro fotográfico existente daquela mulher.

Se a gravura anterior mostrava dois médiuns apenas posando para o fotógrafo como qualquer outra pessoa, esta imagem retrata uma sessão espiritual em andamento. Sentados ao redor de uma mesa, os médiuns aparecem junto a um braço que parece surgir de uma névoa branca. Atrás dessa foto, no álbum, está escrito que a mesa está levitando.

4 – A morte que não acabou

A foto mostra uma mulher católica, o que fica indicado pela cruz ao lado da cama, chorando pelo marido, recém falecido. Segundo registros, eles passariam a acreditar em vida após a morte, já que a imagem mostra uma cabeça fantasmagórica emergindo junto ao corpo da viúva.

3 – O espírito em primeiro plano

Nem sempre a imagem de um espírito ficava muito grande ou visível nas fotos de William Hope, mas essa foto é completamente dominada por uma jovem flutuante envolta em um véu. A mulher deixa em segundo plano uma família de três pessoas encarnadas que posam para o fotógrafo.

As pessoas de dentro do Círculo de Crewe também foram retratadas algumas vezes. Uma famosa espiritualista britânica daquela época, Sra. Bentley, aparece nesta fotografia junto ao que seria a alma de sua falecida irmã, na parte inferior da gravura. Mais uma obra de William Hope.

Esta cena foi um dos pontos altos da trajetória de William Hope, porque desafiou um dos maiores bastiões de ceticismo às fotos espirituais: a igreja.

Este clérigo e sua esposa tiveram uma filha natimorta, ou seja, que perdeu a vida antes que sua mãe a desse à luz. A fotografia em questão foi tirada durante uma sessão espírita.

Nela, os médiuns batizaram a menina morta de Rose, e a intenção era que ela aparecesse na fotografia. Quem acabou aparecendo foi o espírito de um velho, que teria sido o pai do padre.

Os céticos, no final das contas, estavam certos. A reputação de William Hope foi colocada em cheque em 1932, quando um dos seus ex-companheiros do Círculo de Crewe deu um discurso denunciando que o processo de fotografias espirituais era fraudulento. A maior parte das fotos que William Hope divulgava era montagens.

O britânico usava uma técnica de sobreposição de fotos na hora da revelação, para que partes do rosto e do corpo de uma pessoa, em uma foto previamente preparada, aparecessem na gravura seguinte como se fossem espíritos.

Depois da revelação, foram descobertos erros de “edição” em parte das fotos expostas naquele misterioso álbum, e o crédito do trabalho de Hope caiu por terra. Como ele morreu logo no ano seguinte, não houve muito tempo para explicações, e os especialistas debatem até hoje se alguma de todas as suas fotografias chegou a ter realmente uma manifestação espiritual. [EnvironmentalGraffiti]

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Como pegar meu porquinho da Índia? – 6 passos

Como Brincar com um Porquinho: 15 Passos (com Imagens)

Imagem: theguineapigguide.com

Os porquinhos da Índia são animais muito sensíveis e com ossos muito delicados. A maioria dos porquinhos tem tendência para saltar do seu colo quando você o está a colocar de novo na gaiola dele.

Estes saltos podem ter como origem lesões graves nos ossos e por vezes até a morte do porquinho. Por esse motivo, é essencial que você saiba como pegar corretamente no seu porquinho da Índia.

O PeritoAnimal vai lhe explicar passo a passo como fazê-lo sem risco de machucar o seu pet!

Passos a seguir:

1

Em primeiro lugar, você deve habituar o seu porquinho da Índia a ser manuseado e acariciado desde filhote.

Quanto mais cedo o porquinho se habituar à presença humana e a que lhe toquem, menos nervoso e medroso ele será de cada vez que você pegar nele.

Como consequência, será também mais seguro e ele não tentará escapar das suas mãos, o que costuma ser o principal motivo de acidentes.

A maioria das cobaias não gostam de ser pegos se não estão habituados e, por isso, se assustam e saltam. Você deve pegar no porquinho de forma a que a região traseira dele esteja apoiada na sua mão. Comece por pegar ele colocando a zona pélvica dele apoiada na sua mão.

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  • Utilize a outra mão para apoiar a zona do peito dele, apoiando desse modo as patinhas dianteiras.
  • Se o seu porquinho está muito nervoso, coloque um dos seus dedos sobre as patas da frente dele, de modo a evitar que ele tente impulsionar para saltar para a frente.

Uma boa dica para o caso de porquinhos da Índia muito nervosos e que lutam bastante para serem libertados no momento em que voltam a ser colocados na gaiola é segurar bem nele ao colocar de novo na gaiola.

Não o largue imediatamente: segure nele com firmeza a poucos centímetros do chão da gaiola e não o coloque no chão enquanto ele se contorcer. Quando ele acalmar, aí sim, solte ele.

Este método vai evitar lesões típicas do salto, que pode ser perigoso mesmo que a poucos centímetros do chão.

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Jamais pegue o seu porquinho pelo pescoço nem pelas axilas! Como já referimos, pegar de forma errada no seu porquinho da Índia pode provocar graves lesões físicas nele.

4

As crianças muito pequenas não devem pegar no porquinho da Índia ao colo, por ser muito arriscado.

Quando as crianças já têm mãos e braços de tamanho suficiente para suportar corretamente as cobaias, devem ser ensinadas por um adulto a fazê-lo devidamente e sem riscos.

É importante que você vigie a interação da criança e do porquinho, para garantir que tudo corre bem e diminuir as chances de lesões.

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Os porquinhos da Índia aprendem a gostar de receber carinhos nas costas e na direção do pelo.

Você deve evitar fazer carinhos no sentido contrário ao pelo e deve evitar a região do nariz e olhos, já que a maioria dos porquinhos não gosta de ser acariciado nessas zonas.

De qualquer forma, todos os porquinhos são diferentes e você deve tentar conhecer a sua cobaia e perceber daquilo que ela gosta ou não.

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Você deve ter muito cuidado se colocar a cobaia em algum móvel ou sofá. Uma pequena distração pode fazer com que não vá a tempo de impedir uma queda. Como já lhe referimos, as quedas são um dos acidentes mais comuns com os porquinhos e os ossos frágeis deles fazem com que a maioria das quedas tenha consequências bastante graves.

Nem todos os porquinhos gostam de ser pegados no colo. Se o seu porquinho não gosta, o melhor é respeitar ele e acariciar diretamente na gaiola ou no chão quando soltar ele.

Alguns porquinhos aceitam carinhos durante horas, enquanto outros começam a reclamar ao fim de 10 minutos. Invista tempo a conhecer a personalidade do seu porquinho.

Se respeitar os gostos e vontades dele, você vai incrementar o vosso vínculo e melhorar a vossa relação.

Adotou recentemente um pet destes? Veja o nosso artigo de nomes para porquinhos da Índia.

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Há um porco português a fazer sucesso no Instagram e nós fomos conhecê-lo

Com um ano e meio e 44 quilos, Bacon não passa despercebido no Bairro Alto, em Lisboa. De grande porte e com grunhidos inconfundíveis, é capaz de captar a atenção de qualquer pessoa que passe, que não resiste a filmar ou a tirar uma fotografia.

A figura já faz parte do ADN do salão de cabeleireiro na rua Luz Soriano, mas diz o dono que não foi uma ideia pensada até porque a sua sócia na empresa nunca achou muita piada à ideia de juntar a imagem de um porco à imagem de um salão de estética.

A verdade é que agora há uma placa mesmo à entrada com o nome do animal e com o endereço da página dele de Instagram. Sim, é verdade. Bacon está na rede social.

E com apenas dois meses de conta ativa, já é seguido por mais de três mil pessoas que, diariamente, comentam e reagem às publicações que o dono, Adilson Neves, mais conhecido por Kako, cabeleireiro de 42 anos que se mudou do Brasil para Portugal há 15, vai partilhando.

À MAGG, Kako revelou que está já à procura de uma nova casa com um quintal para poder ter mais animais (e que até já lhe ofereceram uma mini cabra). O próximo passo, revela, é começar a publicar conteúdo mais informativo na conta de Instagram do porco — quer desmistificar o preconceito e a ideia de que os porcos são animais sujos, nojentos e desinteressantes.

Porquê um porco e não um cão ou um gato?Essa é uma pergunta que muita gente me faz. Na altura, quando pensei em ter um animal de estimação, o primeiro animal em que pensei foi um cão.

Mas eu já tinha estado em contacto com um porquinho de estimação quando um cliente do meu salão levou o seu porco com ele. Na altura eu achei muito engraçado e até interessante porque não é um animal que se veja muito pelas ruas de Lisboa.

Falei durante algum tempo com ele e fiquei muito entusiasmado com a ideia de ter um porquinho para mim.

O criador brincou comigo e disse que aquele porquinho era um sortudo porque já não ia parar à panela”.

Pouco tempo depois, descobri que um amigo meu do Porto também tinha um porquinho de estimação só que, ao contrário do Bacon, este já era bem grande.

Aprendi muito com ele já que o meu amigo tinha muita experiência depois de ter tomado conta do seu porco durante vários anos e eu pensei: “Porque não ter um porquinho também?”.

Achei que seria uma experiência muito engraçada, até porque eles agem como um cão — com a vantagem de não fazerem tanto barulho.

Como e quando é que o Bacon entrou na sua vida?Foi na sexta-feira santa, em 2017. Decidi que queria mesmo ter um porco e fui pesquisar como poderia agilizar o processo.

Procurei por vários criadores em Portugal e, como tenho mota, não havia possibilidade de o transportar. Isso obrigou-me a procurar nos criadores mais próximos da minha área de residência e foi quando encontrei um no Seixal, em Setúbal.

Marquei um encontro e quando lá cheguei vi que havia três filhotes disponíveis para levar.

Era para escolher um porco todo preto mas quando vi o Bacon com as patinhas todas brancas achei engraçado e fiquei com ele. Lembro-me que o criador brincou comigo e disse que aquele porquinho era um sortudo porque já não ia parar à panela. [risos]

Quando o foi buscar era muito pequeno?Sim, era bem pequenino. Tinha apenas dois meses e pesava três quilos, se tanto.

E agora?Agora tem um ano e meio e pesa 44 quilos [risos].

O Bacon relaciona-se bem com os outros animais?É engraçado, sabe, porque ele é muito amigável e curioso também. Sempre que vê um cão ele gosta de ir lá cheirar mas não é muito de brincar.

Ele gosta de cheirar e se o cão for tranquilo, ele fica ali por perto e até se deita para o cão cheirar livremente.

Mas se o cão for muito irrequieto e pular muito, o Bacon acaba por se afastar um pouquinho porque ele não é muito de brincadeiras.

Eu já esperava que o porco despertasse a curiosidade de muitas pessoas. Só não pensei que fossem tão curiosas.”

Mas ele reage sempre super bem e os cães, por norma, também. Uns ficam mais excitados, outros não, mas geralmente é uma interação que corre sempre muito bem. Já assisti até a cães que não se dão bem com outros cães mas com o Bacon sim, é uma maravilha, talvez por não verem nele um rival.

De repente, o Bacon tornou-se numa quase celebridade do Bairro Alto. Como é que isso aconteceu?[risos] Naturalmente, bastou ser apenas um porco.

As pessoas olham para os porcos apenas como comida e prova disso é a pergunta que eu ouvia várias vezes sempre que passeava com o Bacon: “Quando ele crescer você vai comê-lo?”. Até parece que eu estou passeando com a minha bifana na rua para depois a comer.

Não faz sentido nenhum, mas eu já esperava que o porco despertasse a curiosidade de muitas pessoas. Só não pensei que fossem tão curiosas. É que por vezes há tumulto aqui na porta do salão por causa do Bacon.

Ainda agora um grupo de pessoas parou no meio do caminho para filmar e fotografar o porco…É, exato.

É muito comum aqui na rua e é por isso que eu evito lugares com muita gente porque ele pode até entrar em stresse porque as pessoas querem tocar e brincar.

Quando eu estou com o Bacon na rua procuro sempre lugares calmos, onde não tenha muita gente, ou lugares onde as outras pessoas levem os seus animais de estimação já que geralmente o seu comportamento muda nesse contexto.

O que precisa de saber quem quiser ter um porco de estimação?É essencial gostar muito de animais. Os porcos não requerem assim tantos cuidados especiais mas há cuidados óbvios a ter, claro.

Embora eles sejam omnívoros, o que significa que podem comer de tudo, eu tento ter alguma atenção à alimentação do Bacon e geralmente só lhe dou legumes crus e frutas.

Evito rações por serem industrializadas, mas fica por aí.

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No geral, são animais que são muito carinhosos e precisam de atenção por isso não serve de muito querer um porco se o objetivo é deixá-lo sozinho grande parte do tempo em casa. Caminho muito com o Bacon porque os porcos têm tendência para engordar. Tirando isso, é super fácil porque eles são muito limpos ao contrário do que muita gente pensa e também muito inteligentes.

Na altura eu tinha uma sócia que não gostou muito da ideia porque juntar a imagem de um porco à imagem de um salão de cabeleireiro não fazia muito sentido, mas o que é certo é que já atendemos muitos clientes que entraram precisamente porque simpatizaram com o Bacon.”

Assim que ele chegou a casa com apenas três dias de vida, aprendeu a fazer as necessidades na sua caixinha de areia. Passando dois meses já só fazia na rua.

É preciso algum espaço também?Sim, é recomendado. Eu vivo num apartamento que não tem muito espaço, mas como é em frente ao salão, o Bacon passa muito tempo na rua comigo.

Há algum cuidado especial que tenha que ter com o Bacon que não é necessário com outro animal doméstico?Não, pelo contrário.

Ao contrário dos cães, por exemplo, os porcos são muito mais resistentes às doenças e por isso não são necessárias tantas vacinas ou cuidados desse género.

Eu levo o Bacon ao veterinário a cada seis meses para consultas de rotina para saber se está tudo bem e até hoje nunca tive problemas. O que recomendo é a esterilização dos porcos que geralmente deve ser feita muito mais cedo do que a dos cães.

Ficam agressivos?Sim, os porcos são muito ativos sexualmente e podem até ficar ciumentos da atenção que o dono recebe. É talvez o único cuidado especial que eu recomendaria.

O Bacon foi uma maneira de criar uma imagem de marca para o seu salão?Não foi nada pensado, até porque a minha ideia original era o Bacon ficar em casa. Só que aconteceu o meu salão ser mesmo à frente de casa e é por isso que ele está tantas vezes comigo. Mas se não morasse assim tão perto, provavelmente passaria o tempo todo em casa. Depois acabou virando show, claro.

Na altura eu tinha uma sócia que não gostou muito da ideia porque juntar a imagem de um porco à imagem de um salão de cabeleireiro não fazia muito sentido, mas o que é certo é que já atendemos muitos clientes que entraram precisamente porque simpatizaram com o Bacon. Mas nenhuma das ideias esteve alguma vez relacionada.

Qual é o facto mais interessante e curioso sobre um porco?Só posso falar pelo que tenho vivido com o Bacon. Ele é muito afetivo e medroso.

Aliás, sempre que ouve algum barulho em casa ou na escada ele esconde-se. O que as pessoas provavelmente não sabem é que os porcos são muito inteligentes e até eu fiquei surpreendido.

O Bacon, por exemplo, com apenas três meses já fazia truques que os cães só aprendem muitos meses depois.

Que truques?Enquanto eu caminho ele sabe passar por entre as pernas sem causar estorvo, responde a comandos básicos como virar para a esquerda ou para a direita.

Confesso que eu tinha muita vontade de lhe ensinar mais coisas mas conforme o tempo foi passando só ensinei o básico.

Mas percebi que com um bocadinho de dedicação o Bacon teria sido capaz de aprender muitas mais coisas.

Noto de vez em quando que algumas passam pelo Bacon e fazem uma cara de nojo porque acham que eles são muito sujos, mas isso é a ignorância a falar mais alto.”

Ele é capaz de ir abrir a gaveta onde a comida está escondida no salão, por exemplo. E só faz isso quando percebe que eu não estou atento.

Qual é a esperança média de vida de um porco?Normalmente entre 15 a 18 anos.

Já teve problemas com os vizinhos?Não, precisamente porque ele não faz barulho nenhum. De vez em quando eu levo-o a passear e quando terminamos a nossa caminhada, pode acontecer ele querer passear mais e eu querer ir para casa. Nessa altura ele chora muito e faz um pouquinho de barulho. Mas em casa é muito silencioso, mesmo.

E já foi alvo de preconceito por ter um porco?Nunca senti qualquer tipo de preconceito mas já ouvi muito daquilo que eu chamo de “piada sem graça”.

E quando a piada é muito direta, eu devolvo porque as pessoas têm de aprender a respeitar as escolhas dos outros.

Noto de vez em quando que algumas passam pelo Bacon e fazem uma cara de nojo porque acham que eles são muito sujos, mas isso é a ignorância a falar mais alto. O porco é um animal muito asseado e sujo é o lugar onde o ser humano o confina.

Como faz quando vai de férias ou viaja de avião?É curioso porque este ano é a primeira vez que eu vou de férias para longe desde que tenho o Bacon.

Vou para Itália e vai ser também a primeira vez que ele vai ficar num hotel para animais. Antes ficava em casa de amigos porque eu tinha férias muito curtas, mas desta vez quis experimentar um novo método para ver como corre.

Como é um hotel para vários animais, desde pássaros a répteis, nunca colocaram entraves à estadia do Bacon.

Então criei uma página de Instagram para o Bacon e a minha ideia é apostar nessa rede social e fazer vídeos curtos com alguma informação que eu ache importante. A ideia é ser o mais informativo possível para responder a todo o tipo de dúvidas.”

Quando faço viagens de carro ele não se importa de ir e não é um animal irrequieto. Só tive um pequeno problema antes quando viajei para o Algarve e queria visitar um parque aquático. Como ele não podia ficar sozinho no hotel, contactei um hotel para cães e quando falei que tinha um porquinho eles não aceitaram o Bacon porque pensavam que se tratava de um porco enorme de 200 quilos.

E procurou relacionar-se com pessoas que tivessem porcos de estimação?

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