Como barganhar: 12 passos (com imagens)

Não basta gostar do que faz. É necessário ser um profissional acima da média. Se você pretende ser um contador de sucesso, saiba que é fundamental não apenas desenvolver a capacidade de análise e cálculo dos tributos, mas também buscar a atualização constante.

As empresas desejam soluções para terem menos despesas com impostos, sem comprometer a imagem e a credibilidade junto ao público-alvo. Nesse cenário, o contador ganha extrema importância, porque presta uma consultoria que permite a uma organização administrar melhor as receitas, investir com qualidade e evitar as dívidas.

Se você deseja ser um contador bem avaliado pelo mercado, é preciso escolher uma boa faculdade de Ciências Contábeis e ler, com bastante atenção, as 12 dicas que vamos apresentar a seguir. Confira:

1. Elabore um plano de carreira

O planejamento é um aspecto relevante para o aprimoramento de qualquer profissional. Ficar acomodado é um erro grave tanto para um trabalhador quanto para uma empresa. Não espere iniciativas do RH de sua organização para se qualificar.

O ideal é você elaborar um plano de carreira que contemple alguns fatores, como:

  • capacitações que devem ser feitas nos próximos dois anos;
  • ampliação do networking para aumentar a empregabilidade;
  • participação em eventos do setor para acompanhar as tendências da profissão;
  • aumento no nível de satisfação dos clientes pelos serviços prestados;
  • reconhecimento dentro da empresa para ser promovido.

Ao estabelecer metas de curto, médio e longo prazo, você terá melhor direcionamento e mais condições de aperfeiçoar a qualidade dos serviços, obtendo maior valorização profissional.

2. Tenha fluência em outros idiomas

Caso pretenda superar a concorrência, é melhor se esforçar bastante para dominar mais de uma língua estrangeira. Um dos motivos é que as empresas multinacionais têm como foco expandir os seus negócios, devido à globalização da economia.

Como Barganhar: 12 Passos (com Imagens)

Por isso, essas organizações precisam de funcionários que participem de reuniões com representantes de filiais de outros países, em que são analisados os resultados obtidos e propostas ações para melhorar a performance.

A recomendação é ter o inglês fluente, pois é o idioma mais utilizado no mundo corporativo atualmente. Também é válido ter fluência em espanhol, para se adequar às demandas de empresas localizadas nos países do Mercosul ou em outras regiões da América Latina.

Se tiver disposição, procure também dominar outros idiomas, como o francês e o mandarim. Quanto mais conhecimento você assimilar, maiores são as chances de você ser contratado e de manter uma posição de destaque.

3. Desenvolva a capacidade de negociação com os clientes

Um dos grandes desafios de um contador de sucesso é prestar um atendimento de alto nível para os consumidores. Sem dúvida, ter conhecimento técnico é um diferencial. Contudo, isso não é suficiente para conquistar a empatia do público-alvo.

Como a clientela está cada vez mais exigente, é indicado ter paciência e jogo de cintura para minimizar os problemas e desenvolver as atividades profissionais com eficiência e rapidez. Mas como você pode fazer isso?

Uma boa resposta é participar de treinamentos que priorizem a qualidade do atendimento e a capacidade de negociação. Neles, é possível trabalhar fatores técnicos e comportamentais que vão ajudá-lo a compreender a postura de quem busca os seus serviços.

Assim, você estará preparado para enfrentar os consumidores com um temperamento mais difícil. Para você ser bem avaliado pelo mercado, é necessário mostrar os resultados positivos dos serviços prestados aos clientes. Dessa forma, poderá negociar um preço mais justo pelo trabalho realizado e cativar os consumidores.

4. Procure estar sempre atualizado

Estar bem informado é mais do que uma obrigação para um profissional de contabilidade. Com a reforma trabalhista, o contador deve estar muito atento para orientar as companhias, da melhor maneira possível, sobre como admitir e demitir os funcionários, conforme a legislação em vigor.

Os empresários querem evitar, ao máximo, qualquer tipo de problema com o pagamento de seus colaboradores. Por isso, o contador precisa conhecer as leis trabalhistas para executar um serviço de boa qualidade.

Outro aspecto que exige muito desses profissionais é a variedade na forma da cobrança dos tributos. Para não cometer nenhum equívoco, é fundamental estar atualizado sobre as leis tributárias.

Cada estado adota uma maneira própria de estipular o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços (ICMS). Além disso, é crucial saber as várias opções de cobrar o Imposto Sobre Serviços (ISS) e a forma de tributação de produtos exportados e importados.

Sem dúvida, é válido procurar a atualização constante por meio de treinamentos e da leitura da legislação. Assim, é mais fácil satisfazer os clientes e conquistar uma posição de destaque.

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5. Tenha disciplina

As empresas gostam de profissionais que tenham comprometimento e foco em resultados. Por isso, a disciplina é uma virtude bastante valorizada no mundo corporativo. No caso de um contador, é essencial que a vontade de aprender esteja presente na rotina de trabalho.

O setor é bastante impactado por mudanças na legislação e pelo avanço tecnológico. Se o profissional não tiver atenção e determinação, terá sérias dificuldades de prestar um bom atendimento para a clientela.

O comprometimento também é importante para a entrega dos serviços dentro do prazo combinado. Qualquer atraso na conclusão das atividades pode gerar um prejuízo para uma companhia ou pessoa física.

Ser responsável é uma forma de conquistar a confiança de todos e de consolidar uma imagem positiva. Por isso, é válido ser organizado e disciplinado, para fazer as atividades previstas dentro do prazo de tempo estabelecido.

6. Seja proativo e determinado

O conhecimento e a experiência são aspectos primordiais para um profissional em qualquer carreira. Para os contadores, o ideal é ter como foco trabalhar de maneira proativa. Mas como é viável ter esse tipo de postura?

A resposta é sair da rotina de somente calcular as obrigações tributárias e trabalhistas, passando a ser um consultor determinado em aumentar o patrimônio dos seus clientes.

Isso apenas será viável se você desenvolver a capacidade de analisar o cenário econômico e a legislação, apontando as melhores alternativas para as empresas e as pessoas físicas estarem em dia com o pagamento de impostos, sem comprometerem o orçamento de forma significativa.

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7. Domine a oratória

Falar bem é um diferencial em qualquer carreira, não é mesmo? Na contabilidade, é importante que o profissional saiba se comunicar com os clientes de forma clara, simples e concisa. Ou seja, o vocabulário deve ser adaptado à realidade do cliente.

Abordar vários termos técnicos sem a devida explicação pode deixar o público-alvo confuso e sem entender o que está sendo executado. Mesmo que o trabalho seja feito corretamente, isso vai afetar, de forma negativa, a imagem do contador.

Procure ser bastante didático ao conversar com as pessoas que não apresentam um conhecimento de termos da área contábil. Ao abordar esses assuntos com segurança e tranquilidade, o profissional vai conquistar a confiança do público-alvo, o que ajuda bastante na fidelização.

Uma boa oratória vai lhe permitir expandir a carteira de clientes, porque a comunicação é uma grande aliada no convencimento e sempre será um aspecto relacionado com a qualidade dos serviços prestados por um contador de sucesso.

8. Adote a visão estratégica

A capacidade estratégica engloba o uso de recursos que possibilitam a um profissional manter os trabalhos em um alto nível durante bastante tempo. Isso é um fator imprescindível para acompanhar as tendências do mercado e obter novas habilidades.

Com a contabilidade digital, os contadores deixaram de executar somente tarefas burocráticas, pois grande parte delas pode ser feita de forma automática. Esse novo cenário faz com que os profissionais tenham que se reinventar, ou seja, pensar em novas ações para cativar os fregueses.

Uma dessas novas iniciativas abrange o papel de consultor, em que o profissional analisa a situação financeira e patrimonial da companhia para indicar se vale a pena ou não fazer determinados investimentos. Com essa postura, o contador ajuda as empresas a correr menos riscos de se endividar e de perder dinheiro com atividades que não darão lucros.

A visão estratégica também está relacionada com a capacidade de antever os segmentos da contabilidade que estarão em evidência nos próximos anos. Assim, é possível se preparar, com mais calma, para continuar apresentando um trabalho de alta qualidade e ser um contador de sucesso.

9. Pratique o networking

Mesmo que você já tenha anos de experiência na profissão, jamais se esqueça de fazer networking, ou seja, de criar, manter e expandir a rede de contatos. Além de ajudar bastante na empregabilidade, esse recurso é uma forma de estar bem informado sobre as principais tendências do setor.

Saiba como fazer um bazar em 10 passos

Já parou para reparar que fazer compras em bazar está cada vez mais popular? Além de atender à crescente preocupação com o consumo sustentável, esse tipo de evento ainda permite que as pessoas adquiram peças exclusivas, em ótimas condições de uso e com um preço bem mais em conta. Praticamente imperdível, não acha?

Artigos de segunda mão atraem um público variado: pessoas em busca de pechinchas, colecionadores de antiguidades, gente que gosta de garimpar peças exclusivas e assim por diante. E o mais legal é que todo mundo que está precisando desapegar de objetos que não usa mais e ainda quer ganhar uma grana extra pode aproveitar!

Quer saber como fazer um bazar? Continue acompanhando nosso post para conferir os principais passos!

1. Arrume a casa;2. Separe os itens do bazar;3. Faça a higienização e os consertos necessários;4. Coloque etiqueta de preço em tudo;5.

Escolha bem o local e a época;6. Capriche na organização do espaço;7. Cuide da divulgação;8. Dê atenção à segurança;9. Ofereça opções para a forma de pagamento;10.

Use a internet a seu favor.

Pronto para entender como organizar um bazar para se livrar do que você já não precisa mais e ainda reforçar o orçamento doméstico? Então confira!

1. Arrume a casa

O primeiro passo para fazer um bazar de sucesso é colocar ordem na casa. Afinal, é necessário saber o que você tem, o que usa e o que não usa, o que está em bom estado e o que é preciso ajustar. Só assim conseguirá separar o que será descartado, o que manterá e o que vai para venda.

Primeiramente, direcione o foco para garantir uma vida mais leve ao mesmo tempo em que gera uma renda extra para investir em projetos importantes.

Você já ouviu falar em Marie Kondo? Ela recentemente causou um alvoroço com sua série na Netflix em que visita diversas casas para ensinar famílias a praticarem o desapego.

A famosa escritora do best-seller “A mágica da arrumação: a arte japonesa de colocar ordem na sua casa e na sua vida” tem um método peculiar de organização.

Ao contrário de outros profissionais que aconselham a jogar fora aqueles pertences que não são utilizados há mais de um ano, a autora prega a necessidade de se desfazer daquilo que não nos faz mais felizes, independentemente do tempo de uso (ou de não uso) do objeto. Aos olhos de uma sociedade ocidental pautada fortemente pelo consumo, essa é uma ideia que causa certa estranheza em um primeiro momento, mas que vai fazendo todo sentido à medida que o conhecimento sobre a metodologia aumenta.

Para ter sucesso nessa sua empreitada, você deve seguir algumas regras básicas. Fique de olho para entender!

Transforme a arrumação em um momento seu

Distancie-se de distrações e problemas para focar completamente no desapego, conseguindo avaliar com clareza que itens devem ser descartados ou não. Também é necessário ter um objetivo em mente. Se sua meta é organizar um bazar, por exemplo, será preciso desapegar de itens que não são mais interessantes para você, mas que podem ser vendidos para outras pessoas.

Imagine o seu estilo de vida ideal

Antes de começar a organização e o descarte, pare por um momento e imagine o seu estilo de vida ideal. Dê uma olhada no ambiente e tente imaginar quais são os itens que você gostaria de ter na sua casa e na sua vida. Descarte o que você não quer mais e faça tudo de uma única vez. Eliminando os supérfluos de vista, fica mais fácil organizar o que você quer manter.

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Organize por categoria e não por cômodo

Você normalmente arruma um ambiente por vez, como o quarto, a sala ou a área de serviço? Pois Marie Kondo defende que a organização deve ser feita por categoria e não por cômodo.

O motivo é simples: como normalmente temos itens similares espalhados pela casa inteira, você só terá noção do que tem e do que é ideal ou não se arrumar tudo de uma única vez.

Para isso, o ideal é seguir a ordem:

  • – roupas e sapatos;- livros;- papelada;- itens diversos;
  • – itens de valor sentimental, como coleções e álbuns de fotos.

Determine um lugar para cada coisa

Mais difícil que arrumar a casa talvez seja mantê-la organizada, não concorda? Pensando nisso, o método Kondo foca em fatores importantes para fazer a organização durar, tornando-se parte da rotina. Um desses procedimentos é ter lugares específicos para os itens, pois assim será mais fácil colocá-los de volta depois do uso.

Não seria ótimo evitar que os sapatos do trabalho ficassem semanas na cozinha, atrapalhando a passagem? Tendo lugares determinados, você também evita perder tempo sem saber onde deixou aquele casaco de que tanto gosta ou aquela tesoura sem ponta para ajudar o seu filho a fazer o dever de casa. Bem menos estresse!

Descarte o que não o faz feliz

Essa dica certamente causou um misto diferente de sensações entre os leitores do best-seller e os telespectadores da série.

Marie ensina que é necessário avaliar o nível de felicidade que determinada peça de roupa, sapato ou outro objeto traz para você.

Se não sentir um arrepiozinho na espinha ao olhar para uma bolsa, por exemplo, é porque ela não precisa mais estar ali. Ao conservar apenas itens que o fazem feliz, mantê-los em ordem ficará bem mais simples.

2. Separe os itens do bazar

Depois de passar pela etapa anterior (que para muitas pessoas é a mais difícil), é hora de avaliar se tudo o que foi descartado está realmente em condições para ser doado ou vendido. Faça uma triagem, avaliando o que está em bom estado e o que precisa ser descartado. Encontrou objetos quebrados ou sem funcionar? Se não dá para consertar, jogue fora.

3. Faça a higienização e os consertos necessários

Mesmo aqueles itens que você julgou estarem em boas condições para participar do bazar precisam de um cuidado extra, ok? Roupas manchadas ou com cheiro de mofo, por exemplo, não vão agradar a ninguém. O mesmo vale para objetos de decoração ou eletrodomésticos cheios de pó, livros com páginas soltando ou porcelanas trincadas.

O próximo passo, portanto, consiste em higienizar e consertar o que for preciso. Roupas devem estar lavadas e cheirosas, os sapatos devem ser engraxados com cera incolor e os demais objetos precisam estar em perfeito estado de conservação. Lembre-se sempre: antigo não quer dizer caindo aos pedaços!

4. Coloque etiqueta de preço em tudo

Colocar preço em produtos usados é um pouco complicado. No caso de peças exclusivas, por exemplo, fica difícil encontrar um produto similar para calcular um preço proporcional. Nesse cenário, muitas pessoas acabam colocando um preço aleatório para testar a aceitação dos clientes. Mas será que essa é a melhor tática?

Siga nossas dicas a seguir para precificar sua seleção da melhor maneira:

– se você sabe o preço da versão nova do produto, calcule de 50% a 70% a menos, dependendo do tempo de uso e da conservação da peça;- artigos mais baratos podem ser oferecidos por 10% do preço original;- antiguidades e raridades são mais valiosas — se tiver dúvidas, peça ajuda a um avaliador profissional;- produtos mais baratos podem ficar juntos, em um cesto ou em uma arara separada, sendo marcados com um preço único — como qualquer item por 5 reais;

– seja flexível ao negociar uma venda, lembrando que o seu objetivo é desentulhar armários e ganhar algum dinheiro. Nada de esperar lucros altíssimos.

Definidos os preços, coloque as devidas etiquetas. Os clientes se sentirão mais à vontade para escolher se não tiverem que perguntar os preços a toda hora.

5. Escolha bem o local e a época

Que tipo de ambiente você tem disponível para o bazar? Se mora em uma casa, a garagem, o jardim ou o quintal normalmente é ideal para as pessoas circularem mais à vontade.

Mas atenção: locais ao ar livre são mais agradáveis, mas exigem o cuidado de conferir a previsão do tempo alguns dias antes.

Assim, no caso de haver risco de chuva, você terá tempo de providenciar um toldo ou mudar de local.

Para quem mora em apartamento, a saída é afastar os móveis da sala ou de algum outro cômodo para ceder lugar aos produtos. Nesse caso, como o espaço provavelmente será menor, é melhor definir horários para as visitas. Que tal convidar um grupo às 10h, outro às 12h, mais um às 14h e assim por diante?

Precisamos destacar ainda que a estratégia para fazer um bazar de sucesso inclui a escolha de uma data favorável. Para atrair mais gente, a época do Natal é ideal. Feriados e finais de semana também geram um movimento maior que durante a semana, quando a rotina de todos é mais corrida.

6. Capriche na organização do espaço

O cuidado com a preparação do ambiente é essencial, já que a boa aparência faz uma enorme diferença. E isso inclui você, viu? Vista-se com elegância e bom gosto para receber os seus clientes! Uma atitude simpática é deixar uma jarra de água, talvez um suco e alguns petiscos em uma mesa de canto.

As roupas à venda devem estar bem organizadas em araras, separadas por tamanho ou por outro critério que facilite a visualização. Calçados femininos, masculinos e infantis devem ocupar prateleiras separadas. Se você guardou as caixas originais dos sapatos ou as etiquetas das roupas, melhor ainda.

Enfeite o lugar com arranjos e objetos decorativos, que podem até estar à venda também. Um banquinho para a hora de experimentar sapatos, um espelho grande e um biombo, formando um provador de roupas, também são indispensáveis.

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7. Cuide da divulgação

Coligações. Guia alemão para negociar em 5 passos

Com a possibilidade cada vez mais real de nenhum partido conseguir a maioria absoluta nas eleições de 4 de outubro, olhamos para um dos cenários que em Portugal parece sempre distante, mas que na Alemanha já resultou em vários Governos: uma negociação de uma coligação ampla que traga estabilidade ao país.

Tempo para as negociações, deixar tudo por escrito e aprovação das bases dos partidos são os pilares de um acordo duradouro entre dois partidos que se encontram em pólos opostos da política nacional.

 Acima de tudo, negociar tendo em conta os resultados das urnas e a estabilidade nacional, algo essencial na cultura alemã.

O embaixador da Alemanha em Portugal, Ulrich Brandenburg, respondeu a algumas perguntas enviadas pelo Observador sobre o processo de negociação que decorreu em 2013 entre Angela Merkel, que venceu as eleições sem maioria absoluta, e o SPD, segundo maior partido, e que deu origem a uma maioria que detém 504 lugares dos 630 existentes no Bundestag. Vamos antes de mais a um ponto de partida, o contexto básico para perceber melhor o guião:

a) A tradição das coligações

Depois da II Guerra Mundial, houve apenas dois governos com um partido único e pertenceram a Konrad Adenauer, no fim dos anos 50, início dos anos 60.

Desde aí, os executivos alemães são todos marcados por entendimentos à esquerda, à direita ou ao centro.

A própria CDU, partido de Angela Merkel, concorre em eleições nacionais coligado com seu partido irmão na Baviera, a CSU – um partido mais conservador que a CDU.

b) A situação pós-eleitoral na Alemanha

Em 2013, Angela Merkel ganhou as eleições com um resultado expressivo, mas teve dois problemas: não conseguiu a maioria absoluta e perdeu o parceiro de coligação, o partido Liberal (Freie Demokratische Partei, FDP), que se afundou nas urnas e nem entrou no Bundestag. Sem quaisquer partidos à direita para formar coligações, a chanceler virou-se para a esquerda em busca de um acordo. Havia três hipóteses: o SPD (com 193 deputados), os Verdes (63 deputados) ou o Die Linke (64 deputados), equivalente ao Bloco de Esquerda.

Agora sim, eis o guião do embaixador alemão, em cinco passos.

1. Tentar criar pontes rapidamente…

Desde logo, o Die Linke ficou de fora de qualquer entendimento.

“A CDU/CSU, destacadamente o maior grupo parlamentar, iniciou conversações preliminares com os parceiros de coligação possíveis, ou seja, o SPD e Os Verdes, a fim de averiguar as possibilidades de um governo de coligação”, disse ao Observador o embaixador Ulrich Brandenburg.

As eleições ocorreram a 22 de setembro e a 4 de outubro, os dois maiores partidos reuniram-se e o SPD disse concordar em prolongar as conversações. Já os Verdes preferiram não integrar qualquer coligação e terminou as conversações preliminares com Merkel a 17 de outubro.

2. …Mas negociar com tempo

A primeira fase de conversas iniciais entre a CDU com Os Verdes e com o SPD demorou “mais de três semanas, de 4 a 17 de outubro”, lembra o embaixador.

Entraram então numa segunda fase em que apenas participaram a CDU e o SPD, dando a indicação clara à opinião pública que uma coligação seria possível. “A 23 de outubro começaram as negociações de coligação entre a CDU/CSU e o SPD.

Estas prolongaram-se até à apresentação do acordo de coligação, a 27 de novembro”, afirma Ulrich Brandenburg. No entanto, o acordo só viria a ser assinado em dezembro.

“Deu-se mais valor a um trabalho cuidadoso que à celeridade. Mesmo que esta já seja a terceira grande coligação na nossa história, foi necessário obter consensos entre posições em parte muito diversas. Assim se explica a dimensão e o detalhe do acordo de coligação”, referiu Ulrich Brandenburg.

3. Equipas setoriais para negociar cada medida

Devido à extensão dos programas eleitorais dos dois partidos e à necessidade de encontrar um documento comum entre medidas orientadas por ideologias diferentes, tanto a CDU como SPD puseram equipas setoriais a negociar diferentes áreas de governação.

Ao Observador, o embaixador relatou que aconteceram “encontros pequenos”, com 15 participantes, e, com 75 representantes, os “encontros grandes”, e era a estes grupos que competia a aprovação formal dos resultados dos grupos de trabalho.

“Ao todo, as cláusulas específicas do acordo de coligação foram negociadas em 12 grupos de trabalho e 4 sub-grupos”, concluiu o embaixador.

4. Definir objetivos comuns e deixar tudo por escrito

Mas como fazer convergir programas com medidas tão diferentes? Falando e negociando, até se chegar a um consenso. “Para as questões mais importantes e que foram menos consensuais até ao fim, havia os encontros dos presidentes dos partidos”, recorda o embaixador alemão em Portugal.

No topo das prioridades estava o compromisso de manter um orçamento equilibrado, mas havia promessas dos dois lados que era preciso cumprir. Uma das questões mais difíceis de acomodar foi a promessa dos socialistas de introduzir uma salário mínimo obrigatório no país. O SPD não largou esta medida e já foi mesmo implementada.

Outros temas como a “introdução de portagens para veículos ligeiros (exigência da CSU), implementação da estratégia para a transição energética, pensões para as mães, dupla nacionalidade e  direito de adoção por casais do mesmo sexo”, foram também discutidas entre os dois partidos, segundo refere o embaixador.

O acordo de coligação final e que serve de base programática para o governo tem 185 páginas.

5. Toda a gente aprova

Uma coisa é convencer as elites do partido da necessidade do acordo, outra é fazer com que as bases apoiem um projeto conjunto. Tanto a CDU e a CSU aprovaram o acordo em convenções, onde os vários níveis de decisão e de representação geográfica estavam presentes. Já o SPD colocou o acordo à aprovação dos seus militantes.

“No caso do SPD foram necessários mais esforços de persuasão e de uma consulta às bases do partido, que ficou concluída a 14 de dezembro de 2013 (76 % dos membros aprovaram o acordo). Só depois disso, a 17 de dezembro, foi possível formar o novo governo com a eleição da chanceler federal”, concluiu o embaixador.

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