Como apoiar sua esposa após um aborto: 14 passos

RIO – Pedro Henrique. Antônio. Nicolas ou Monique. Três bebês desejados e amados que não chegaram a viver fora da barriga de suas mães. Não por isso foram menos marcantes na história de suas famílias e nem por isso a dor da sua perda foi menor.

Uma em cada quatro gestações sabidas acaba em morte fetal, seja em abortos espontâneos ou no período perinatal (após 22 semanas de gravidez).

Ainda assim, instituições médicas, profissionais de saúde, a legislação e até a sociedade fecham os olhos para o luto gestacional e dificultam ainda mais uma dor, por si só, devastadora.

Ao ouvir a história de uma amiga que vivia o luto perinatal no Canadá, a psicóloga especialista em saúde mental da gestação, parto e pós-parto Heloísa de Oliveira Salgado ficou tão impressionada que decidiu escrever um livro.

Assim, no ano passado foi lançado “Como lidar com o luto perinatal — Acolhimento em situações de perda gestacional e neonatal” e, agora, ela se prepara para começar a aplicar o protocolo canadense em maternidades da região de Ribeirão Preto, em São Paulo.

De acordo com Heloísa, o protocolo define como atuar com essa família, o que dizer, onde acomodar, que orientações dar e, principalmente, orienta a equipe sobre como criar memórias que possam ajudar na elaboração da dor.

A “caixa de memórias” tem uma mechinha do cabelo do bebê, coleta das digitais, pulseirinha, roupinha e uma foto dele, tudo feito pelo hospital.

É oferecida aos pais e, se naquele momento difícil não quiserem pegá-la, fica guardada caso a família mude de ideia.

— No luto tradicional, quando a pessoa perde mãe e pai, ela perde o passado, alguém com quem tem história. Mas, quando perdemos um filho, uma gestação, a gente perde o futuro. Não temos memórias para lembrar e a elaboração do luto se apoia nisso. Então, a proposta é ajudar a família a construir memórias — diz Heloísa, que também já sofreu um aborto espontâneo.

SIGA CELINA NO INSTAGRAM

A psicóloga também ressalta a importância de encorajar a mãe a se despedir do bebê e procura formas de alertar as equipes dos hospitais para que a cada troca de plantão não apareça uma nova enfermeira desavisada dando parabéns, ou alguém perguntando quando o bebê chega para mamar.

Heloísa pretende definir com os profissionais de saúde qual a melhor maneira de fazer esse alerta, como um adesivo de borboleta na porta do quarto e prontuários, uma pulseirinha, ou uma marca roxa.

Outro aspecto importante é separar essa família para que a mãe enlutada não seja obrigada a ficar ao lado do berçário ou, pior, na mesma sala em que outras gestantes dão à luz.

— É tudo muito cruel. Podem pensar que é natural e que acontece toda hora, mas não é natural para uma mãe — afirma Ilana Salorenzo, que passou pelo sofrimento de perder um bebê e ficar internada ao lado do berçário.

Ilana estava grávida de Pedro Henrique há sete meses quando percebeu que ele já não mexia. O coração parou de bater.

Seu obstetra viajou, a equipe médica a tratou com frieza e, depois do parto, o hospital ainda perdeu seu bebê, acabando com as chances de descobrir a causa da morte.

Depois que o corpo foi achado, na hora do enterro, mais sofrimento: segundo ela, os profissionais estavam de má vontade, muito mais preocupados em assistir a um jogo de futebol da Copa do Mundo.

Foram meses de dor e revolta. Hoje, Ilana conta sua história dolorosa da perda do filho para tentar amenizar o sofrimento de outras mulheres, sobretudo para que não se sintam incapazes, como ela se sentiu.

— Se tem uma coisa que uma mulher pode ouvir é que ela não é incapaz e vai melhorar. Se ela não consegue, não é culpa dela, aconteceu por alguma questão fisiológica, um fato isolado, não tem nada a ver com quem ela é. Esse tabu em torno do assunto precisa acabar, e as pessoas precisam trabalhar isso.

O que dizer à família

O protocolo canadense que inspira Heloísa no seu trabalho no interior de São Paulo também traz orientações sobre como falar com a família.

Frases prontas ou religiosas devem ser substituídas por uma postura de empatia e pela vontade de se colocar a serviço do outro.

A advogada Maíra Fernandes ficou muito impressionada com o que ouviu após perder Antônio.

— As frases são um horror. Vem daí minha vontade de me engajar e falar sobre isso.

As pessoas não fazem por mal, elas falam porque não sabem o que dizer, mas essas frases prontas, como “Deus quis assim”, “Melhor assim porque ele poderia ter um problema” ou “Você é nova, vai engravidar de novo” são horríveis, ninguém diria isso a uma viúva. Acolha, pergunte o que a mãe precisa, diga que está ao lado dela, seja solidário àquela dor.

Maíra deu entrada na maternidade super bem. Saiu de lá sem seu bebê nos braços: Antônio morreu no parto em decorrência de um infarto na placenta.

— Eu não posso descrever a dor que senti naquele momento, não há palavras, é um vazio. Meu mundo caiu, se pudesse eu trocaria de lugar com o Antônio. É uma dor física que estraçalha a pessoa.

Depois de perder seu filho, Maíra conheceu o grupo Do Luto à Luta, em busca de apoio e acolhimento, e acabou usando seu conhecimento como advogada para buscar mudanças nas leis, de modo a torná-las mais empáticas. A organização foi criada a partir da experiência de duas irmãs:

— Eu e minha irmã gêmea vivenciamos o drama da perda gestacional no mesmo ano, na mesma maternidade, e ficou evidente a falta de sensibilidade e preparo para lidar com isso.

Vários equívocos causaram danos desnecessários, como receber parabéns do maqueiro ao sair do centro cirúrgico ou receber kit maternidade. Em um momento tão delicado, essas coisas aumentam a nossa dor.

A gente não pode evitar novas perdas, mas pode evitar a falta de cuidado e de consideração — conta Larissa Lupi, fundadora do grupo de apoio.

Para ela, é preciso fortalecer as famílias e criar redes de apoio:

— As pessoas se sentem sozinhas. A morte é um tabu na nossa sociedade. No momento da gravidez só se pensa na vida e nunca na morte — afirma Larissa, que alerta também para o isolamento dos pais. — O luto do homem é ainda mais invisível.

Nem deram pêsames ao meu marido, só perguntavam como eu estava. Ninguém oferecia esse espaço para ele. Pesquisas internacionais apontam para um alto índice de divórcios após a perda de um filho porque pode ser criado um abismo entre o casal.

Eu mesma achava que meu marido era indiferente e comecei a questionar. Até que ele conseguiu se abrir e chorar comigo.

Como Apoiar Sua Esposa Após um Aborto: 14 Passos

Como Apoiar Sua Esposa Após um Aborto: 14 Passos

Como Apoiar Sua Esposa Após um Aborto: 14 Passos

Como Apoiar Sua Esposa Após um Aborto: 14 Passos

Larissa perdeu seu bebê quando estava grávida de cinco meses. Já sua irmã sofreu um aborto no começo da gestação, com cerca de dez semanas. Mas essa gravidez havia sido esperada por três anos: “por isso a gente diz que dor não se mede, não se compara. Só quem sabe a dimensão da sua dor é quem a vive”.

Ainda assim, para fins médicos e legais há algumas delimitações. O aborto é a morte do feto que pesa menos de 500g ou tenha até 22 semanas de gestação. A partir daí tem início o período perinatal e, se o feto morre, ele passa a ser chamado de natimorto. Nesse caso, é preciso documentação e enterro.

Certidão de óbito

Uma das causas do grupo Do Luto à Luta é o direito a ter o nome do bebê na certidão de óbito. Como não existe proibição legal, a rigor também não é necessário uma lei.

A falta de um entendimento nacional sobre o assunto faz com que a certidão venha apenas com a descrição “natimorto de (nome da mãe)”. No Rio, a lei autoriza, mas não obriga, a inserção do nome.

O grupo Do Luto à Luta e outros coletivos se articulam para, no Congresso Nacional, pleitearem o direito ao nome do bebê na certidão de óbito.

— No dia em que recebi a certidão em que constava “natimorto de Maíra”, eu me debulhei. Foi mais uma dor porque, no meu caso, o processo de escolha de nome foi lento.

Eu, meu marido e meu enteado levamos meses até o consenso.

Aquela certidão sem o nome dele era como se quisessem dizer que ele não existiu, como se não valorizassem a existência dele, que foi muito forte na minha vida e sempre será — diz a advogada Maíra.

Depois de um determinado peso, a lei obriga que o bebê seja enterrado. Mas o que se pede, é que ainda que o bebê esteja abaixo do peso, o hospital entregue o corpo para a família decidir o que fazer.

— O hospital não pode descartar o bebê sem entregá-lo aos pais na melhor condição possível. Não se pode entregar um bebê num saco de lixo preto. É uma questão de humanidade— afirma a advogada. Infelizmente, a entrega no saco preto foi relatada mais de uma vez à reportagem.

Maíra já participou de audiências públicas sobre o assunto e cobra junto com outras organizações o cumprimento de uma normativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) que traz recomendações sobre o assunto.

Leia também:  Como ajudar pais que perderam um filho: 12 passos

Em 2015, ela conseguiu a aprovação na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) da licença em caso de perda gestacional.

Também foi definido que, em caso de bebê prematuro, a licença só comece a contar após a alta hospitalar.

— Foi a forma que eu consegui para ressignificar a perda do Antônio. Encontrar uma forma de ressignificar a dor é importante. Um livro, um blog ou uma forma de transformar a ausência em alguma coisa boa.

Depois, pode vir um bebê arco-íris: esse é o nome de todo bebê que vem após uma perda gestacional ou neonatal. É a esperança depois da tempestade.

  • Para quem precisa de ajuda:
  • Do Luto à Luta
  • ONG Amada Helena
  • Grupo Mães de Anjos

Aborto e Interrupção da Gravidez | Associação para o Planeamento da Família

Um aborto consiste na interrupção de uma gravidez com menos de 20-22 semanas de gestação.

Aborto espontâneo consiste na interrupção de uma gravidez devido a uma ocorrência acidental ou natural. A maioria dos abortos espontâneos tem origem numa incorreta replicação dos cromossomas e/ou em fatores ambientais. O aborto espontâneo pode ser precoce (se ocorrer até às 12 semanas de gestação) ou tardio (após 12 semanas de gestação).

Aborto induzido é um procedimento usado para interromper uma gravidez, também denominado Interrupção Voluntária da Gravidez (IVG). Quando realizado precocemente, em serviços de saúde legais e autorizados, é um procedimento médico seguro e com reduzidos riscos para as mulheres.

Quadro legal

Até 1984, o aborto era proibido em Portugal.

A Lei nº 6/84 veio permitir a interrupção voluntária da gravidez em casos de perigo de vida da mulher, perigo de lesão grave e duradoura para a saúde física e psíquica da mulher, em casos de malformação fetal ou quando a gravidez resultou de uma violação.

Em 1997 a legislação foi alterada ( Lei n.º 90/97), com um alargamento do prazo para interrupção em casos de malformação fetal e em situações de “crime contra a liberdade e autodeterminação sexual da mulher”.

Apenas em 2007, e após um Referendo nacional, foi incluída na lei a possibilidade de se realizarem interrupções de gravidez a pedido das mulheres.

Em resumo, com a Lei nº 16/2007, a interrupção da gravidez pode atualmente ser realizada em estabelecimentos de saúde oficiais ou oficialmente reconhecidos desde que:

  • a) Constitua o único meio de remover perigo de morte ou de grave e irreversível lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida; 
  • b) Se mostre indicado para evitar perigo de morte ou de grave e duradoura lesão para o corpo ou para a saúde física ou psíquica da mulher grávida, e seja realizada nas primeiras 12 semanas de gravidez; 
  • c) Haja seguros motivos para prever que o nascituro venha a sofrer, de forma incurável, de grave doença ou malformação congénita, e for realizada nas primeiras 24 semanas de gravidez, excecionando-se as situações de fetos inviáveis, caso em que a interrupção poderá ser praticada a todo o tempo; 
  • d) A gravidez tenha resultado de crime contra a liberdade e autodeterminação sexual e a interrupção for realizada nas primeiras 16 semanas de gravidez; 
  • e) Por opção da mulher, nas primeiras 10 semanas de gravidez.

FAQ – Perguntas frequentes

Suspeito que estou grávida. O que devo fazer? 

Quando a mulher suspeita que pode estar grávida deve, em primeiro lugar, confirmar a gravidez com um teste.

Se optar por fazer um teste à urina, este pode ser realizado 3 semanas após a relação de risco ou no primeiro dia após a falta da menstruação.

O teste pode ser realizado na farmácia (opção mais económica) ou em casa, caso a mulher o compre na farmácia ou supermercado. Se a mulher optar por fazer um teste sanguíneo, este poderá ser realizado 15 dias após a relação de risco.  

Estou grávida, quero interromper a gravidez. O que devo fazer?

A mulher deve dirigir-se ao Centro de Saúde a que pertence ou ao Hospital da sua área e pedir uma consulta de interrupção de gravidez. Se desejar pode recorrer a uma clínica privada reconhecida oficialmente. Seja qual for o estabelecimento escolhido, seguir-se-á a Consulta Prévia.

Saber mais sobre as etapas do processo de IVG

Posso escolher o método de IVG? 

De acordo com a legislação em vigor, a mulher pode escolher o método para interromper a gravidez e este pedido deve ser comunicado na Consulta Prévia. A decisão sobre o método deve, porém, ser tomada em conjunto com o médico, que avalia o método clinicamente mais adequado à situação.

  • De salientar que, analisadas as estatistísticas anuais publicadas pela DGS, o mais comum no Sistema Nacional de Saúde (isto é, hospitais públicos) é a prática do método medicamentoso e, nos serviços privados legais e reconhecidos, o mais comum é a prática do método cirúrgico.
  • Saber mais sobre os métodos previstos para IVG
  • Tenho 15 anos e estou grávida, posso interromper a gravidez sem os meus pais saberem?
  • No caso de uma mulher menor de 16 anos querer interromper a gravidez, este processo terá obrigatoriamente que ser do conhecimento do seu representante legal (pai, mãe ou tutor), uma vez que estes terão que assinar o documento “Consentimento Livre e Esclarecido”, entregue na Consulta Prévia.
  • Posso interromper a gravidez num outro hospital que não o da minha área de residência?

De acordo com a lei, a mulher pode interromper a gravidez em qualquer hospital.

No entanto, os hospitais têm uma regulamentação própria em que estipulam o atendimento de mulheres da sua área de residência, no sentido de se organizarem e não haver sobrecarga em alguns hospitais.

Se desejar interromper a gravidez num serviço fora da sua área de residência, deverá falar com o técnico de saúde de referência do seu Centro de Saúde ou Hospital para poder ser encaminhada.

Sou estrangeira, resido em Portugal, e pretendo interromper a gravidez. Quais são os meus direitos?

Os estrangeiros que residem legalmente em Portugal podem utilizar, tal como os portugueses, os serviços de saúde oficiais.

 Para isso, as pessoas que apresentem no Centro de Saúde da sua área de residência a “autorização de permanência ou residência” ou o “visto de trabalho”, terão acesso ao “cartão de utente” do Centro de Saúde.

No caso dos estrangeiros que descontam para a Segurança Social, o pagamento dos cuidados de saúde têm exatamente os mesmo custos que a lei indica para os portugueses.

Os estrangeiros que não tenham “autorização de permanência ou residência” ou “visto de trabalho” podem ter acesso aos serviços de saúde se apresentarem um documento na Junta de Freguesia da zona onde residem, indicando que residem em Portugal há mais de 90 dias. A estes estrangeiros, poderão ser cobrados os cuidados de saúde prestados, segundo as tabelas em vigor.

  1. Fonte: Circular informativa DGS n.º 14/DSPCS, de 02/04/2002 
  2. A IVG tem custos para a mulher? 

Não. Em estabelecimentos de saúde públicos oficialmente reconhecidos, o processo de IVG não tem qualquer custo para as mulheres.

É necessário internamento para uma IVG? 

Só em situações muito particulares é necessário internamento. Na grande maioria das vezes o aborto, quer cirúrgico quer medicamentoso, é realizado em ambulatório, sem necessidade de internamento.

A IVG medicamentosa pressupõe uma consulta para a primeira administração dos fármacos; a segunda administração dos fármacos pode ser feita em casa, pela mulher, ou no serviço de saúde; por fim, deverá haver uma nova consulta cerca de 2 semanas depois, para verificar a IVG.

  • No caso da IVG cirúrgica, tendo em conta a preparação e os procedimentos pré-cirúrgicos, a permanência no serviço de saúde dura normalmente uma manhã ou uma tarde, embora a intervenção tenha apenas a duração de poucos minutos.
  • Quais os sinais de alarme pós-aborto? 
  • A mulher deve recorrer a um serviço de urgência caso se verifique:
  • Hemorragia muito abundante (utilização de mais de 2 pensos ultra absorventes por hora, durante 2 horas consecutivas);
  • Sensação de desmaio
  • Súbita e abundante perda de sangue nas 2 semanas ou mais pós IVG;
  • Febre alta e persistente;
  • Cólicas abdominais acompanhadas de dores violentas;
  • Episódios de diarreia persistentes após as primeiras 24 horas;
  • ​Desconforto emocional muito intenso e prolongado, a ponto de interferir com o quotidiano.
  1. A mulher pode ficar infértil por interromper uma gravidez? 
  2. Os riscos de ocorrerem complicações, nomeadamente infertilidade, decorrentes de uma IVG são muito reduzidos quando esta é feita em serviços de saúde e com o acompanhamento médico adequado.
  3. Posso fazer uma Interrupção Voluntária da Gravidez e continuar a trabalhar? 

Em princípio sim. Mas essa é uma situação que varia de mulher para mulher e vai depender também do método de IVG (cirúrgico ou medicamentoso), da situação física da mulher e da vivência pessoal de todo o processo.

Após uma IVG quanto tempo devo esperar para voltar a ter relações sexuais? 

Depois de uma IVG, a mulher deve ter acompanhamento clínico e será o profissional de saúde a pessoa indicada para lhe dizer quando pode reiniciar a vida sexual. Deve ser considerada uma contraceção adequada ao seu caso, uma vez que a fertilidade pode voltar 10 dias após uma IVG de 1º trimestre. Em qualquer caso, a mulher deve reiniciar a vida sexual quando se sentir preparada para tal.

Fiz uma interrupção de gravidez com o método medicamentoso. É normal um sangramento vaginal de 3 semanas? 

Quando ocorre o aborto, a hemorragia dura em média 10 a 14 dias sendo que, em alguns casos, pode durar até 60 dias. A hemorragia maior deve acontecer nos primeiros 3 dias; após isto, a perda de sangue deve tornar-se cada vez menos abundante. Em caso de dúvida, deve recorrer ao serviço de saúde onde está a ser acompanhada.

Quanto tempo após uma IVG pode uma mulher engravidar novamente? 

A fertilidade pode voltar cerca de 10 dias após uma IVG no 1º trimestre, pelo que a mulher deve ser informada e escolher na consulta prévia o método contracetivo mais adequado. Assim poderá assegurar proteção contracetiva pós-IVG.

Leia também:  Como apresentar o namorado para seus pais: 10 passos

Referências

Links úteis

Vídeo explicativo sobre IVG – SPdC-Sociedade Portuguesa da Contracepção, 2017 (tradução e adaptação). 

IPPF – Internacional Planned Parenthood FederationFederação internacional das associações para o planeamento da família. Defende os direitos e saúde sexual e reprodutiva para todos.

IPAS – Proteting Women’s Health, Advancing Women’s Reproductive RightsOrganização internacional que trabalha por todo mundo para melhorar a capacidade das mulheres para exercerem os seus direitos sexuais e reprodutivos, e reduzir a mortalidade e morbilidade materna relacionada com aborto.

FIAPAC – Fédération Internationale des Associés Professionnels de l’Avortement et de la ContraceptionFederação que defende o direito ao aborto como um direito da mulher, a harmonização das leis do aborto de acordo com os princípios da federação e o acesso a todos os métodos de interrupção da gravidez em todos os países. É uma federacão aberta a todos os profissionais europeus que trabalhem na contracepção e/ou aborto.

Guttmacher InstituteOrganização sem fins lucrativos de defesa da saúde sexual e reprodutiva, através da investigação, análise de políticas e educação.

Mary Stopes InternationalPrincipal associação prestadora de cuidados de saúde sexual e reprodutiva no Reino Unido, empenhada em proporcionar toda a ajuda necessária para que mulheres e homens possam tomar decisões informadas sobre a sua saúde sexual e reprodutiva.

Women on WavesOrganização Holandesa sem fins lucrativos de defesa dos direitos humanos das mulheres. A sua missão é prevenir gravidezes indesejadas e abortos inseguros no mundo. 

DGS – Direcção Geral de Saúde (Ministério da Saúde)A DGS, tem como principal missão o estudo e apoio à definição, desenvolvimento e execução da política global da saúde, bem como a orientação, a coordenação e a fiscalização das actividades de promoção da saúde, prevenção da doença e da prestação de cuidados de saúde e o apoio técnico à cooperação internacional.

Associação Médicos pela EscolhaAssociação criada em 2006, com o objectivo de promover a defesa dos direitos sexuais e reprodutivos em Portugal, a defesa do direito à escolha informada e medicamente assistida, assim como a promoção da igualdade de direitos e oportunidades independentemente do género e da orientação sexual de cada um. Defende ainda um Sistema Nacional de Saúde tendencialmente gratuito e de acesso a todos.

Contactos

  • Sexualidade em Linha (APF e IPDJ) – 800 222 003Informação, esclarecimento e encaminhamento sobre Saúde Sexual e Reprodutiva: sexualidade, desenvolvimento, relações de namoro, amizade, conjugalidade, contraceção, gravidez e gravidez não desejada, violência sexual, infeções sexualmente transmissíveis, orientação sexual, entre outras.Gratuita, Confidencial, Anónima
  • Horário: dias úteis, das 11:00h às 19:00h / Sábados, das 10:00h às 17:00h
  • Linha SAÚDE 24 (Linha de Cuidados de Saúde e Direcção-Geral da Saúde) – 808 24 24 24Funcionamento 24 horas por dia
  • SOS Grávida (Ajuda de Mãe) – 808 200 139Funcionamento nos dias úteis, das 10:00h às 18:00h

Como engravidar após Aborto de Repetição

Revisado pelo: Ginecologista e Obstetra Dr. Giuliano Bedoschi CRM/SP 130571

A perda gestacional acontece quando a gravidez é interrompida durante as primeiras 20 semanas de gestação, sendo que o risco pode se estender até a 22ª semana, e acontece, na média, em 15% dos casos. No entanto, quando o aborto ocorre várias vezes, caracterizando um abortamento recorrente, a principal dúvida do casal é saber como engravidar após aborto de repetição.

Investigar as circunstâncias do aborto recorrente é fundamental para descobrir como engravidar após aborto de repetição. Veja as orientações acerca do tema segundo os especialistas em reprodução humana assistida da Mater Prime.

O que fazer para engravidar após abortamentos recorrentes?

O tratamento que viabiliza a gravidez após perda de bebê está diretamente relacionado às causas que levaram aos abortos. Por isso, antes de entender como engravidar após aborto de repetição, é preciso verificar a origem dos abortamentos recorrentes. Algumas delas podem ser:

  • Alterações genéticas no embrião: acontece quando o embrião apresenta alguma malformação durante o desenvolvimento. Segundo o Dr. Rodrigo Rosa, especialista em reprodução humana da Mater Prime, esta causa corresponde a 50% dos casos de abortamento de repetição.
  • Idade avançada da mãe: os abortos de repetição ocorrem em mulheres de qualquer idade, mas a probabilidade aumenta após os 40 anos, chega a 40%.
  • Hábitos de vida: o tabagismo, a obesidade e o consumo excessivo de álcool e de cafeína são alguns dos hábitos que podem ocasionar abortamentos recorrentes.
  • Rejeição do organismo materno: sendo o embrião uma espécie de órgão novo no corpo feminino, o organismo pode rejeitá-lo através do sistema imunológico. As células responsáveis por desencadear a perda gestacional são chamadas de natural killer (NK).
  • Alterações uterinas: quando o útero apresenta processos inflamatórios, como miomas e pólipos, impedindo a fixação do embrião na cavidade uterina.
  • Causas hematológicas: ocasionada pela trombofilia, condição que afeta a coagulação do sangue e pode impactar no desenvolvimento do feto.
  • Insuficiência da fase lútea: onde a gravidez não evolui por conta de uma deficiência na produção de progesterona.
  • Insuficiência istmo-cervical: onde o colo do útero não apresenta resistência a partir do momento que o órgão começa a aumentar o peso, dilatando-o antes do período previsto. É bastante frequente nos casos de abortamento tardio.

Com a causa identificada, os casais possuem vários tratamentos à disposição quando o assunto é como engravidar após aborto de repetição. Confira alguns deles:

1.     Fertilização in Vitro (FIV)

Esta é uma das alternativas para tratar os abortos de repetição quando a causa é a incompatibilidade cromossômica na gravidez. O especialista faz todo o procedimento da Fertilização in Vitro (FIV) com uma atenção especial ao material genético do embrião.

Antes de colocar o embrião no útero, o médico faz uma análise genética para garantir a inexistência de alteração cromossômica no cariótipo do embrião. Segundo o Dr. Rodrigo Rosa, com esse método, a chance de acontecer perdas gestacionais de repetição diminui para cerca de 4% dos casos.

2.     Doação de óvulos ou de espermatozoides

Trata-se de uma alternativa para tratar os abortamentos recorrentes devido à alteração cromossômica. Nela, também é utilizada a técnica de Fertilização in Vitro, no entanto, haverá a doação de óvulos ou de espermatozoides dependendo do cônjuge que apresentar as mudanças no material genético.

3.     Prescrição de medicamentos

Uma maneira de tratar os abortos de repetição que acontecem devido à trombofilia é por meio de medicamentos. São prescritos anticoagulantes como a heparina e a enoxaparina, sendo que em algumas situações o especialista também poderá indicar o ácido acetilsalicílico.

Quando a dúvida sobre como engravidar após aborto de repetição surge devido a doenças autoimunes, o tratamento medicamentoso também pode ajudar. Nesse caso, são prescritos os glicocorticoides e as imunoglobulinas. Vale ressaltar que a indicação de medicamentos é feita com base no caso clínico do paciente, ou seja, é individualizada. Nunca se automedique!

Engravidar após aborto de repetição: como aumentar as chances

O tempo é uma peça-chave para os casais que querem engravidar após uma perda gestacional. E não é preciso esperar muito para saber como engravidar após aborto de repetição: basta aguardar pelo menos 15 dias.

Esse período é necessário para evitar que o casal tenha uma infecção. Quando o próximo ciclo menstrual iniciar, o que acontece entre 4 a 6 semanas depois do abortamento, o casal pode tentar engravidar novamente.

É importante ressaltar que as chances de ter um aborto na gravidez seguinte à perda gestacional é relativamente pequena, entretanto, os riscos aumentam a cada novo quadro de abortamento. De acordo com o Dr. Giuliano Bedoschi, estatisticamente a incidência é a seguinte:

  • Gravidez depois de uma perda: risco de aproximadamente 14%;
  • Gravidez depois de duas perdas: risco aumenta para 26%;
  • Gravidez depois de três perdas: risco aumenta para 28%.

Outra maneira de engravidar depois de ter perdido uma gestação é melhorando alguns hábitos diários.

Algumas orientações valiosas são: interromper o tabagismo, não ingerir bebidas alcoólicas, reduzir o consumo de cafeína, praticar exercícios físicos e manter um peso adequado (evitando casos de desnutrição e sobrepeso).

Tais atitudes são essenciais quando o assunto é como engravidar após aborto de repetição, ajudando a melhorar o desfecho obstétrico de uma nova gravidez.

A perda gestacional possui um impacto psicológico muito grande no casal. Por esse motivo, é importante buscar o auxílio de um especialista para identificar as causas e descobrir como engravidar após aborto de repetição de uma maneira saudável e eficaz.

  • Fonte:
  • Ministério da Saúde;
  • Pais & Filhos – UOL;
  • Revista Crescer.

Artigos Recomendados:

Estudo da causa do aborto para uma correta orientação reprodutiva

Estima-se que até 65% das gestações terminam em aborto espontâneo. Na maioria das vezes esta perda passa despercebida por acontecer antes mesmo da mulher ter realizado um teste de gravidez.

A incidência de abortos clínicos é de 15%, que são os casos onde o saco gestacional foi visualizado. Cerca de 80% dessas perdas ocorrem antes da 12ª semana, ou seja, no primeiro trimestre. Sobre o risco de repetição, 1 de cada 100 gestantes apresentam dois abortos prévios e 0,3% três abortos prévios.

Segundo consenso das sociedades médicas Americana (ASRM) e Europeia (ESHRE), considera-se aborto de repetição a partir de duas perdas gestacionais, situação onde o estudo da causa é imperativo.

Apesar da literatura médica orientar o estudo do material do aborto apenas após duas perdas, existe um benefício psicológico e prático em realizar o estudo sempre que possível, pois do ponto de vista emocional é possível encontrar respostas ao ocorrido e do ponto de vista clínico, esta resposta pode ajudar a direcionar os próximos passos para evitar a repetição de forma mais efetiva e baseada em evidências.

Leia também:  Como armazenar cabides: 8 passos (com imagens)

Causas mais comuns do aborto

As alterações cromossômicas representam entre 50% e 70% das causas das perdas gestacionais.

As alterações cromossômicas, mesmo quando ligadas a síndromes genéticas compatíveis com a vida, como Síndrome de Down (trissomia 21) e as trissomias dos cromossomos sexuais, em sua maioria terminará em um aborto espontâneo. Apenas 0,6% das alterações cromossômicas resultarão no nascimento de um bebê.

  1. De 3% a 5% dos casos de perdas gestacionais ocorrem devido a uma alteração no cariótipo materno ou paterno. Portadores de translocações recíprocas e translocações robertsonianas apresentam um risco de abortamento entre 35% e 64%.
  2. As perdas provocadas por alterações genéticas costumam acontecer, em sua maioria, por erros que ocorrem de forma espontânea durante o processo de divisão celular do embrião. Sua incidência aumenta com a idade materna.
    1. Doença Autoimune: A única doença comprovadamente relacionada com o aborto é a Síndrome Antifosfolipídeo (SAF). Seu tratamento reduz drasticamente o risco de repetição da perda.
    2. Causa Aloimune: São os casos onde o sistema imunológico combate o embrião devido aos antígenos de origem paterna. No entanto, esta suposta origem não está 100% comprovada cientificamente.
  • A tolerância materno-fetal tem sido principalmente estudada como uma possível causa de abortamento através de um processo regulado pela interação das células Natural Killer Uterinas (KIR).
  • Alterações na cavidade uterina são possíveis causas de aborto, principalmente relacionadas ao segundo trimestre da gravidez, mas também podem ocorrer no primeiro trimestre.
  • Insuficiências do corpo lúteo, síndrome dos ovários policísticos, diabetes mal controlada, alterações na tireoide, entre outras, são causas pouco prováveis e com poucas evidências a seu favor.

Podem ser adquiridas, como a SAF ou provocadas por alguns casos de resistência à proteína C ativada (APCR), congênitas ou por mutações genéticas que afetam a coagulação sanguínea. Também um tema controverso que divide especialistas.

O microbioma endometrial recentemente foi identificado como um fator importante para a gravidez. Uma infecção bacteriana, como a endometrite crônica além da presença de bactérias patogênicas como por exemplo a Gardenerella estão ligada a casos de abortos.

Pesquisas científicas demonstraram diferenças significativas nas taxas de aborto ao estudar pacientes obesas (com IMC≥30 kg) em comparação com pacientes com peso normal (IMC

Aborto espontâneo: por que é preciso deixar a mãe viver a dor da perda?

Se perguntássemos para um grupo de pessoas como seria um mundo ideal para elas, provavelmente a resposta seria quase unânime: um mundo sem sofrimento.

Isso porque estamos o tempo todo fugindo daquilo que pode nos causar dor – desde uma injeção até o medo da possibilidade de perder alguém que amamos.

Mas, e quando não podemos evitar essa dor, como em um aborto espontâneo? Como superar, entender e aceitar?

Muitas mulheres que passam pela dolorosa experiência de perder um bebê por aborto espontâneo precisam lidar com o fato de que as pessoas querem a todo momento tentar confortá-las dizendo que “isso logo vai passar”, “que está tudo bem” e etc.

Sem dúvida, é um momento muito difícil e delicado no qual os pais precisam do apoio de familiares e amigos próximos.

Porém, segundo a psicóloga Gleice Justo, quando alguém nega a dor, ela não vive seu processo, que fica guardado e corrompe os relacionamentos, os sonhos e até o desejo pela vida.

ONG promove conscientização sobre a dor das mães que perderam seus filhos

Por isso, é preciso se permitir sentir a dor de cada fase do processo de luto. Isso não significa que a dor um dia irá acabar, mas fará com que a mãe não paralise diante desta situação.

“A perda de um filho é uma dor insuportável e a reconstrução só se torna possível quando ela tem a liberdade de expressar sua dor e de renascer a partir da experiência vivida”, afirma a psicóloga.

“Ela nunca mais será a mesma, claro, mas pode se tornar alguém melhor e mais forte”, explica.

A dona de casa e influenciadora digital Andreia Camargos, de 40 anos, passou pela perda de três bebês.

Hoje, com sete filhos – segundo ela, três no céu e quatro na terra – Andreia lembra que receber a notícia de que o bebê não está se desenvolvendo e que não há mais batimentos cardíacos traz um sentimento de tristeza e luto, somados ao de impotência, pois não há nada que se possa fazer. “É como se o chão sumisse”, define Andreia.

“E mais dolorido ainda é quando a mãe precisa se submeter a uma curetagem ou a um procedimento de parto quando o bebê já está maiorzinho, pois ela entra para a sala de parto, mas sai de mãos vazias. É muito sofrido”, reflete.

Passar pelo sofrimento juntos

Apesar de ser um momento difícil para ambos, pai e mãe vivem essa dor de formas diferentes. Enquanto a mulher se reconhece mãe desde o início da gestação por perceber as mudanças em seu corpo, o homem, geralmente, desperta para a paternidade quando vê a barriga da esposa mais crescida.

Para Andreia, quando vem a perda, “a mulher vivencia de forma mais intensa porque a gestação para ela é um processo interno e intenso, já para o homem é externo, portanto não tão intenso”, explica.

“Em nossa família, tivemos a experiência da perda de nossos bebês, choramos juntos e sofremos juntos, meu esposo sempre foi um apoio e consolo nessas horas, e isso faz muita diferença”.

Aceitar que o sofrimento é parte inevitável da vida, fortalece não só a mãe e o pai como seres humanos, mas também como casal.

“Em uma família equilibrada afetivamente, esposo e esposa saem mais unidos, mais apaixonados e mais fortes de uma situação de perda.

Surge como que uma admiração recíproca: ‘tenho ao meu lado um homem forte, uma mulher forte que suporta a dor e permanece comigo nas horas difíceis’, isso sem dúvida gera comunhão no casal”, afirma a influenciadora digital.

O amor não morre

Parte da dor de perder um filho está na equivocada compreensão de que aquele amor também morreu.

A psicóloga Adriana Potexki explica que não é preciso “matar” o amor que se sente por esse filho, pelo contrário, o amor permanece e ele deve ser eterno. É preciso “tirar” da dor tudo o que ela pode nos oferecer.

“Até porque a morte sempre nos coloca de frente com o sentido da vida, então é um momento de profundo conhecimento”, diz Adriana.

Ter que se desfazer de tudo o que envolve a gestação, incluindo peças do enxoval, pode ser doloroso, mas necessário.

A sugestão da Adriana é que a mãe tenha a permissão de guardar uma ou duas peças, não como um apego ao luto e a dor, mas como uma linda foto que se guarda com carinho.

“E você pode, depois que tiver outros filhos, mostrar para eles: ‘Olha isso aqui é do seu irmãozinho que não chegou a nascer’”, sugere a psicóloga.

Medo x Esperança

Para aquelas mães que sofreram um aborto espontâneo, pode ser comum ter um sentimento de medo em relação a uma futura gestação. Mas, ao compreender o sentido do sofrimento, é possível olhar para a frente com esperança e fé, tendo a capacidade inclusive de ser grato mesmo nessas circunstâncias, lembra Gleice.

Ela teve câncer no início da gravidez, disse não ao aborto e salvou as duas vidas

Andreia, que já passou três vezes por essa perda, deixa um relato às mães que estão passando por essa dor ou medo agora:

“Esse medo, em maior ou menor proporção sempre vem ao nosso coração, pois ninguém gosta de sofrer e uma nova gestação pode sim trazer nova perda. Porém, é preciso a maturidade de saber que cada gestação é diferente da outra e que precisamos acreditar sempre na vida. Também entender que a vida é assim, cheia de imprevistos, turbulências e adversidades, e que Deus não deve nada para a gente.

Filho é dom e não um direito, como muitos pensam. No tempo certo e da melhor forma, os filhos vão chegar. Nós experimentamos isso. Na nossa primeira perda, em dezembro de 2010, após passar pela curetagem, a médica nos disse que deveríamos esperar 3 meses para engravidar de novo.

Então, ainda no hospital disse ao Tiba, meu esposo: ‘Se é preciso esperar três meses, daqui a um ano estaremos aqui novamente tendo nosso bebê’. E assim se fez. Em dezembro de 2011 saímos da mesma maternidade com nosso filho Bento nos braços.

Cada gestação é única e cheia de emoções, algumas emoções difíceis de serem vividas, outras indescritíveis e maravilhosas como ver nascer seu primeiro filho, mas só passa por essa segunda quem se dispõe a enfrentar os medos e acreditar na vida e na bondade de Deus”.

***

Recomendamos também:

  • Por que a luta contra o aborto é também uma luta em favor das mulheres
  • Direito de Nascer: a música pró-vida nascida no Brasil que ganhou o mundo

***

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*