Como aparentar ser sem emoções: 11 passos (com imagens)

13 de fevereiro de 2018

  |  Tempo de leitura: 13 minutos

Assertividade é uma habilidade regularmente mencionada no treinamento de habilidades sociais e de comunicação.

Ser assertivo significa ser capaz de defender os seus direitos ou os de outras pessoas de forma calma e positiva, sem ser agressivo ou aceitar passivamente algo que não concorda. 

Assertividade, reparem que a palavra é escrita com dois esses “SS” ao invés de um “C”. Portanto, logo de cara podemos concluir que assertividade ou ser assertivo não tem nada a ver com acertar, acerto ou estar correto.

É tudo uma questão de comportamento, posicionamento e inteligência emocional acima de tudo.

 Lembrando que inteligência emocional pode ser definida como a habilidade de identificar e gerenciar emoções e sentimentos tanto próprios quanto daqueles que estão ao seu redor.

Como Aparentar Ser Sem Emoções: 11 Passos (com Imagens)

Na Psicologia, assertividade pode ser descrita como  “uma auto-expressão direta, firme, positiva e, quando necessário, persistente – destinada a promover a igualdade nas relações pessoa a pessoa” (Alberti & Emmons, 2008). 

Comportamentos assertivos

Aqueles que se comportam de forma assertiva  sempre respeitam os pensamentos, sentimentos e crenças de outras pessoas, assim como os seus próprios. Em todas as interações com outras pessoas, seja em casa ou no trabalho, com chefes, clientes ou colegas, a assertividade ajuda a se expressar de forma clara, aberta e razoável, sem prejudicar os próprios direitos ou dos outros.

A assertividade permite que os indivíduos atuem em seu próprio interesse, se defendam sem ansiedade indevida, expressem sentimentos honestos e demandas específicas sem negar os direitos dos outros. A doma de nossos sentimentos, sentidos, instintos, emoções e vontades de forma a adequar a comunicação ao perfil do interlocutor e o ambiente em que ambos estão inseridos resume bem o conceito.

Uma pessoa é assertiva quando:

  • Analisa todos ao seu redor antes de falar;
  • Considera as percepções desta análise na hora de se posicionar;
  • Não ofende;
  • Não omite:
  • Parabeniza o correto;
  • Pontua o errado;
  • É educado e elegante, usa da franqueza e educação tanto para o certo quanto para o errado;
  • Não aponta o dedo;
  • Assume a responsabilidade pelos erros;
  • Partilha os acertos;

4 comportamentos relacionados a assertividade

Comportamento Passivo

O indivíduo imediatamente concorda com o que é dito ou com os acontecimentos a sua volta, mesmo que no fundo não concorde. Ou, antes mesmo de ter uma opinião formada sobre a questão.

Geralmente é tímido (mas nem sempre), evita envolvimentos, não pergunta o porquê das coisas, tem medo de dizer não, de reclamar e frequentemente tem falta de confiança. Guarda quase tudo o que sente, mas quando chega no seu limite, explode.

Vai imediatamente para o outro extremo, provocando rompimentos.

Comportamento Agressivo

O comportamento agressivo é baseado em ganhar. O indivíduo faz o que é do seu próprio interesse, sem considerar os direitos, necessidades, sentimentos ou desejos de outras pessoas.

Isso não quer dizer que esteja errado, mas a forma como se posiciona desconsidera o interlocutor.

Quando se é agressivo, se é também egoísta de forma a não engajar as demais partes naquilo que é proposto por exemplo.

Comportamento Passivo/Agressivo

É um comportamento peculiar, são ocasiões em que se tem algo a dizer, porém nem sempre é dito. Por vezes o indivíduo não tem coragem para expressar o que pensa, mas reclama pelas costas. Faz uso de ironia e sarcasmo, acaba agredindo e irritando embora esteja sempre “brincando”.

Evita o conflito e raramente se manifesta. Porém, é agressivo por trás dos panos. É o famoso “duas caras”, por vezes considerado falso. Fica em cima do muro e não manifesta opinião. No entanto, fala dos demais pelas costas.

É o tipo de pessoa que não olha muito nos olhos e até distorce as palavras do outro.

Comportamento Assertivo

A assertividade é baseada no equilíbrio. Requer ser direto sobre seus desejos e necessidades, ainda considerando os direitos, necessidades e desejos dos outros.

Quando você é assertivo, você está seguro de si mesmo e extrair o poder disso para entender com firmeza, justiça e com empatia. É transparente para falar e sabe ouvir. Sabe ouvir críticas sem partir para o ataque pessoal. Tem a postura segura e comedida.

Trata as pessoas com respeito. Aceita acordos. Vai direto ao ponto sem ser áspero.

Como Aparentar Ser Sem Emoções: 11 Passos (com Imagens)

Atenção!

As pessoas não apresentam só um tipo de comportamento em todas as situações. Muitas vezes é possível ser agressivo com o colega de trabalho, passivo em casa, mas assertivo com amigos;

O comportamento assertivo pode não ser apropriado em todos os locais de trabalho. Algumas culturas, de alguns países, podem entender um comportamento assertivo como grosseiro ou mesmo ofensivo.

O Brasil é um exemplo onde assertividade é confundida com agressividade ou com “fulano não vai com a minha cara”.

Algumas pessoas podem interpretar um feedback assertivo de forma equivocada, levando para questões pessoais/emocionais e por vezes carregando rancor de forma desnecessária.

Por que ser assertivo?

Um indivíduo assertivo lida melhor com os confrontos, tem menos estresse, é mais autoconfiante, sabe agir com mais tato, melhora a credibilidade, lida melhor com as tentativas de manipulação e chantagem emocional. Ser assertivo é uma forma de se sentir melhor e contribuir para que os outros também se sintam melhor e, consequentemente, o ambiente seja mais produtivo e saudável.

Como ser assertivo? Assertividade na prática!

Nem sempre é fácil identificar um comportamento verdadeiramente assertivo.  Há uma linha bem tênue entre assertividade e agressão. Alguns indivíduos, por vezes, confundem as duas coisas.

11 dicas para melhorar sua assertividade

Bom, eu sou o rei da não assertividade. Não me orgulho disso mas, depois de levar tanta porrada por não ser assertivo, consegui enxergar e entender exatamente as minhas falhas. Isso me torna uma pessoa assertiva? Não!! Apenas uma pessoa consciente dos meus erros. Além, é claro, de me colocar no caminho correto.

Isso porque não é do dia para noite que se “vira a chave”. Portanto, levei um tempo fazendo errado, outro tempo entendendo o que estava errado e agora estou na jornada de corrigir tudo isso. E isso leva um outro tempo… De qualquer forma, baseado na minha própria experiência, separei 11 dicas para melhorar a assertividade.

Essa lista deve aumentar em breve, vamos lá:

1. Não grite

Essa é bem básica mas, acreditem, acontece o tempo todo (ainda!). Por vezes, o tom de voz alterado, mesmo que não seja uma gritaria propriamente dita, já tira a autoridade e respeito de quem o faz.

O indivíduo acaba passando como mais um desequilibrado que não consegue lidar com as adversidades e pressão do que um membro da equipe.

Acredite, isso só serve para reduzir a autoridade, passar a sensação de insegurança e fomentar a rádio peão ou conversas do café.

Como Aparentar Ser Sem Emoções: 11 Passos (com Imagens)

2. Não seja sarcástico

Essa talvez seja uma das atitudes mais irritantes, porque o indivíduo que a faz não foi passivo, nem agressivo e muito menos assertivo. A pessoa sarcástica é azeda e irônica.

Usa de sarcasmos para fazer piada e não parecer mal, embora continue colocando o dedo da ferida e dando risada, esperando que o interlocutor também ache graça e mais… que entenda o recado. Pouco provável que ocorra.

  Dizer “Estou só brincando” não desculpa seus comentários. Tenha cuidado ao utilizar essa frase como desculpa para seu comportamento.

3. Feedback all the time (em duas vias)

Nunca postergue um feedback, tampouco se atenha unicamente aos momentos formais de feedback definidos pelas empresas. Vamos seguir um paralelo aqui, um pão é melhor consumido fresco ou amanhecido (não devemos considerar rabanada neste cenário pois é sensacional e feita com pão amanhecido, ok?)? Pois bem, não deixe para amanhã, sob pena de esquecimento ou relativização do erro cometido.

O que está errado agora precisa ser comunicado e entendido agora. Simples assim, porém ao fazê-lo, não esqueça do item 6 desta lista. Ahh e não se esqueça, peça feedback. É muito importante saber ouvir o que os outros têm a dizer sobre seu comportamento. Procure sempre observar a força de sua atuação e trabalhe de modo positivo para aperfeiçoar os pontos de melhoria. Ninguém é autossuficiente.

Como Aparentar Ser Sem Emoções: 11 Passos (com Imagens)

4. Franqueza modo hard

Especialmente no Brasil gostamos de embrulhar as coisas para presente, minimizando os erros ou por vezes negligenciando-os. Por favor, vamos parar com isso. Eu sei que é uma questão cultural, afinal não queremos magoar as pessoas.

Mas, acreditem, esse tipo de atitude com o passar do tempo faz mais bem do que mal. Tive a oportunidade de trabalhar por um tempo nos EUA, quando ainda era consultor.

Lá eu vi, na prática, o que é receber um feedback extremamente duro durante o dia (daqueles que fazem você repensar o que está fazendo) e, ao término do expediente, jantar na casa de quem deu o feedback sem problema nenhum. Sem rancor, sem ódio e tampouco sede de vingança.

Bom, aqui é um pouco diferente, as pessoas carregam mágoas, lembram de muitas coisas, ignoram os próprios erros, culpam os outros, suavizam os fatos… enfim uma infinidade de artifícios para fugir da franqueza.

5. Aparte as ovelhas

Não importa a natureza, tampouco o teor do erro cometido, expor o indivíduo que o fez não é uma opção saudável no longo prazo.

A exposição em função de um erro é fatal, destrói o indivíduo, a equipe e consequentemente a empresa. Deseja dar um show na frente de todos? Use das qualidades ou atingimentos de alguém para fazê-lo, jamais os erros.

Os erros precisam ser pontuados “face to face”. Elogie em público, corrija em particular!

6. Você não sabe de tudo (embora gostemos de pensar que sim)

Resumindo este item: baixe a bola. Por quê? Simplesmente porque saber tudo é humanamente impossível! Se soubéssemos tudo teríamos empresas de um homem só. Portanto, se você tem um time, cuide dele, instrua, oriente, ensine e também aprenda com ele. A grande fortaleza das organizações é construída com times e não lobos solitários, principalmente quando as coisas crescem.

7. Você provavelmente trabalha com pessoas de gerações diferentes da sua

Simplesmente aceite, e este fato muda muito a forma pela qual interagimos com as pessoas.

As diferenças entre gerações têm se tornado mais gritantes, assim como o intervalo entre elas tem se tornado mais curto. Por vezes, é preciso adequar a linguagem e a forma pela qual se comunica.

Isso não quer dizer distorcer a mensagem, muito menos deixar de dá-la. É mais uma questão de ambiente e… vejam só…. Assertividade!

8. Aprenda a dizer “Não”

Dizer “não” é bem difícil, especialmente quando você não está acostumado a fazê-lo (o bom moço ou moça). Dizer não é vital se você quer se tornar mais assertivo.

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Conhecer seus próprios limites e quanto trabalho você pode assumir irá ajudá-lo a gerenciar suas tarefas de forma mais eficaz e identificar as áreas do trabalho que fazem você se sentir mais aproveitado. Aqui um grande aliado pode ser a psicoterapia.

Um bom psicólogo pode ajudá-lo a trabalhar a comunicação e ensiná-lo a dizer NÃO.

Como Aparentar Ser Sem Emoções: 11 Passos (com Imagens)

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9. Reconheça que você não pode controlar o comportamento dos outros

Não cometa o erro de se responsabilizar pela forma como as pessoas reagem a sua assertividade. Se, por exemplo, reagirem negativamente em sua direção, tente evitar devolver na mesma moeda.

10. Se expresse de forma positiva

É importante dizer o que está em sua mente, mesmo quando você tem um problema difícil para lidar. De qualquer forma você deve fazê-lo de forma construtiva e sensível. Não tenha medo de se defender e enfrentar pessoas que o desafiem. Você pode até estar com muita raiva! Lembre-se de controlar suas emoções e permanecer respeitoso.

11. Dê voz às suas necessidades

Não espere que alguém reconheça o que você precisa. Você pode esperar para sempre! Tome a iniciativa e comece a identificar as coisas que você deseja agora. Em seguida, estabeleça metas para que você possa alcançá-las e comunique-as de forma clara! 

Por que buscar a assertividade?

Um dos principais benefícios de ser assertivo é que este tipo de comportamento torna a pessoa mais segura de si mesma. Além disso, em geral, pessoas assertivas:

  • Tornam-se grandes gestoras. São pessoas que tratam as demais com justiça e respeito e são tratadas pelos outros da mesma maneira. Isso significa que são bem-quistas e vistas como líderes com os quais as pessoas confiam e desejam trabalhar;
  • Negociam soluções bem-sucedidas no estilo ganha-ganha. São capazes de reconhecer o valor da posição de seu oponente e podem rapidamente encontrar um terreno comum e aceitável para ambos os lados;
  • São solucionadores de problemas. Se sentem capacitados para fazer o que for preciso para encontrar a melhor solução para os problemas que surgem;
  • São mais resilientes. São indivíduos seguros de si mesmos e não se sentem ameaçados ou vitimizados quando as coisas não saem conforme planejado.

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Referências:

Alberti, R.E., Emmons, M.L. (2008). Your Perfect Right: Assertiveness and Equality in Your Life and Relationships (9ª edição). Atascadero, CA: Impact Publishing.

https://www.mindtools.com/pages/article/Assertiveness.htmhttps://positivepsychologyprogram.com/assertiveness/

  • *Artigo revisado em 23/03/2018
  • Leia também:
  • Inteligência emocional: Quão emocionalmente inteligente você é, e porque você deve se preocupar com isso?
  • Orientação profissional: você tem cuidado de sua carreira?

Everton Höpner

Engenheiro de formação, MBA em Finanças, ex-consultor Falconi, 1x Burnout, infinitos tombos e ainda de pé! Joguei tudo pro alto para empreender na Vittude, vamos falar sobre saúde mental?

Como Manter o Controle Emocional no Trabalho | IBC

Como Aparentar Ser Sem Emoções: 11 Passos (com Imagens) Importância de manter o controle emocional no trabalho

Ter equilíbrio emocional é muito importante para conseguirmos alcançar objetivos e metas, e realizar tudo o que planejamos. O fato é que estamos sempre buscando algo, e a maneira como nossa mente está, com certeza, faz toda a diferença em como vamos lidar com cada situação que aparecer. E é incrível como uma novidade muda nosso humor, pois se é uma boa nova, então, rapidamente, nós ficamos felizes. O problema é quando recebemos uma notícia ruim, que por sua vez, nos deixa instáveis para conseguir realizar nossas atividades.

Mas como fazer, então, para manter o controle emocional, principalmente no ambiente de trabalho, mesmo diante de momentos complicados? Para responder a essa pergunta, separei algumas dicas estratégicas para você.

O que é controle emocional?

Quando se fala em equilíbrio ou controle emocional, está-se querendo referir a alguém que, apesar dos acontecimentos que lhe rodeiam e dos pensamentos sabotadores que surgem em sua mente, consegue manter uma postura razoável perante seus problemas, não deixando-se levar por impulsos, sentimentos ou emoções negativas.

Muitos associam a pessoa que tem controle emocional com alguém frio e calculista.

Entretanto, é preciso desenvolver um olhar mais apurado sobre este tipo de indivíduo, pois, na verdade, trata-se de alguém que se conhece muito bem e tem plena consciência de seus sentimentos, emoções e da forma como reage e pode reagir a determinadas situações ao seu redor, principalmente aquelas que lhe trazem problemas.

Assim, é possível dizer, que uma pessoa emocionalmente equilibrada é aquela que, ao invés de levar os problemas de casa para o trabalho e ficar angustiada, pensando neles o dia inteiro, deixando com que isso atrapalhe seu desempenho, consegue separar bem as situações e respira fundo, para continuar exercendo com excelência suas atividades profissionais, pois sabe que haverá o momento ideal para resolver o que precisa ser resolvido em casa. 

Para muitas pessoas pode parecer algo impossível alcançar este tipo de estado emocional. Porém, seguindo os passos certos, desenvolver a inteligência emocional pode ser mais fácil do que se imagina. Basta colocar algumas dicas em prática e assim você conseguirá manter o controle emocional no trabalho. 

Desenvolvendo o controle emocional no trabalho

Por mais que tentemos, em muitos momentos, é difícil nos mantermos equilibrados, principalmente no ambiente de trabalho. Digo isso, pois diversas situações e acontecimentos nos rodeiam, o que faz com que tenhamos que desenvolver um incrível jogo de cintura, para lidar com cada um deles e assim, atingirmos nossas metas e objetivos com maestria e excelência. 

Neste sentido, é fundamental que desenvolvamos técnicas e coloquemos em prática algumas estratégias, que vão nos ajudar a respirar fundo e encontrar as melhores soluções para os nossos problemas do dia a dia profissional. 

Continue a leitura e veja a seguir o que você pode fazer para manter-se equilibrado emocionalmente no trabalho. 

Autoconhecimento para proporcionar controle emocional

Procure saber tudo sobre você, pois assim aprenderá mais sobre suas emoções e descobrirá a melhor forma de administrá-las. Ao se conhecer melhor, as pessoas desenvolvem a capacidade de entender e controlar melhor suas emoções, que podem ser tanto positivas quanto negativas.

Essa habilidade é de suma importância para gerenciar as relações interpessoais, conseguindo criar uma boa imagem perante seus colegas e superiores.

Além disso, o autoconhecimento é um ótimo exercício de bem-estar, sendo fundamental para evitar o florescimento de sentimentos como:

Aprenda a lidar com sentimentos negativos

Quando você começa a se organizar, conduzir e gerir seus anseios, percebe o que pode te deixar mal e, assim, ajuda a manter maior controle emocional, evitando o aparecimento de qualquer sentimento ruim, como tristeza, raiva, rancor, inveja, impaciência, frustração e por aí vai.

Embora sejam taxados como vilões, somos nós que colocamos esse julgamento de valor negativo.

Sentimentos são apenas manifestações do comportamento do nosso organismo, sendo importante para nos fornecer informações essenciais para lidarmos com o mundo.

Não existe uma fórmula para evitá-los ou mesmo suprimi-los, mas podemos entendê-los e lidar com o real problema causador desse “sentimento negativo”.

Por exemplo: se o seu chefe te irritou, ou se você acabou entrando em conflito com um colega de trabalho, ao invés de ficar remoendo tudo o que aconteceu e alimentar ainda mais os sentimentos ruins que estão dentro de você, o que você pode fazer é convidá-los para uma conversa honesta, em que você vai expor o que está sentido, de forma respeitosa, para que assim, ambos possam resolver o problema juntos. 

Lembre-se sempre de se lembrar de nunca esquecer, que o melhor caminho para resolver problemas que surgem a partir de relacionamentos interpessoais é o diálogo. Por isso, opte sempre por ele. 

Respeite os seus limites

Isto quer dizer que você deve saber o que é melhor para si e até onde deve ir diante de determinada ocasião. Preocupe-se com as suas emoções e o que sentirá perante o ocorrido. Para conseguir esse feito, é preciso antes dominar todos os dois ensinamentos anteriores.

É necessário um enorme exercício de autoconhecimento para compreender quais são os gatilhos que provocam determinados sentimentos, que o impulsionam a desenvolver um sentimento e a tomar uma decisão ruim. Conhecer e saber respeitar os seus limites é fundamental para evitar arrependimentos por ter dito ou feito algo no calor do momento e da emoção.

Faça exercícios físicos

Dizem que quando o corpo está são, a mente segue essa característica e vice-versa. Por isso, extravase os sentimentos, fazendo exercícios que te dão prazer. Durante a prática de atividade física, o nosso organismo libera diversas substâncias, que promovem o bem-estar e satisfação, como a endorfina, uma das responsáveis por nos manter motivados e dispostos.

Além disso, os níveis de serotonina, dopamina e noradrenalina se mantêm elevados por horas, mesmo depois do término do exercício, produzindo uma sensação de relaxamento e bem-estar. Um bom exemplo de atividade física que você pode praticar, são as artes marciais, que além dessas qualidades, promovem autodisciplina e ajudam a reorientar emoções. 

Leia

Essa é uma técnica que pode ser utilizada por você a qualquer momento. Ler aprimora seus conhecimentos e desenvolve, claro, uma mente mais saudável e evoluída.

De acordo com pesquisa realizada em dois centros de Saúde de Coimbra, com 342 pacientes, ler é uma das principais atividades que proporcionam bem-estar.

Entre suas principais características está a capacidade de nos transportar para “outros mundos”, conseguindo êxito no processo deixarmo-nos menos estressados.

Trabalhe a sua respiração

Para muitos exercitar a respiração em meio aos problemas do dia a dia, principalmente aqueles relacionados ao trabalho, é algo praticamente impossível. Porém, tudo o que você pode e deve fazer, quando estiver passando por situações estressantes, é sair do ambiente que está lhe causando emoções e sentimentos negativos, e se concentrar em sua respiração. 

Procure meditar, pensar em coisas boas, sempre inspirando e expirando. Conforme você vai praticando este exercício, você vai aprimorando-o e vendo os resultados positivos que ele lhe traz. Assim, você consegue voltar ao trabalho com a mente mais arejada e pensar em soluções assertivas para lidar com os problemas e acontecimentos de seu cotidiano de trabalho. 

Evite tomar decisões no calor da emoção

  • Ser de Luz, preste bastante atenção no que eu vou lhe dizer e leve este ensinamento para toda a sua vida: as emoções não são boas conselheiras e podem levá-lo a tomar decisões ruins, tanto em casa, quanto no ambiente de trabalho. 
  • Tendo isso em mente, todas as vezes que tiver diante de uma escolha e estiver vivendo um turbilhão de emoções e sentimentos, é importante que você evite decidir por algo perante este contexto. 
  • Digo isso, pois quando inseridos nas condições que descrevi acima, as chances de agirmos por impulso e tomarmos decisões que podem nos prejudicar e prejudicar as demais pessoas com que trabalhamos, são enormes. 
  • Sendo assim, se você estiver estressante, triste, cansado, frustrado, ansioso, sentindo pressionado a decidir por algo, pare um pouco, procure se acalmar, distancie-se do problema e, somente quando estiver com a cabeça mais fria, você volta e toma a decisão que precisa tomar. 
  • Fazendo isso, você garante maior assertividade a este processo e passa a se sentir mais tranquilo com relação às escolhas que faz. 
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Exercite a sua empatia

Como eu disse mais acima, dentro do ambiente do trabalho, podemos facilmente entrar em conflito com nossos colegas e também com nossos superiores, situação esta, que serve apenas para gerar desconforto e prejudicar o bom andamento dos processos organizacionais e das atividades desempenhadas por todos, não é mesmo?!

Sendo assim, para evitar problemas desta natureza, algo que você pode exercitar no dia a dia é a sua empatia. Quando observar que está frustrado, decepcionado ou até mesmo com raiva de alguém, procure colocar-se no lugar dessa pessoa, tentando enxergar a situação como um todo sob a sua ótica. 

Exercitar a sua empatia, antes de descontar seus sentimentos negativos e de colocar expectativas sobre os comportamentos e atitudes do outro, vai te permitir analisar o conflito gerado com maior tranquilidade, tendo a possibilidade de compreender os motivos e as razões que levaram o seu chefe ou o seu colega a agir de uma forma contrária à que você esperava. 

Com isso, você pensa duas vezes antes de entrar em conflito com o outro e passa a resolver seus problemas de relacionamento de forma mais racional, sem se deixar levar tanto pelo calor da emoção.

Entenda que reclamar não ajuda

Geralmente, quando estamos em meio a uma situação ruim, a primeira coisa que fazemos é reclamar, ao invés de assumir uma postura mais resolutiva com relação a ela, não é mesmo?! Acontece, que, por mais a gente finja bem, todos nós sabemos que viver constantemente reclamando não vai nos ajudar em absolutamente nada. 

Pelo contrário. Agir assim, só vai fazer com que alimentemos o sentimento ruim dentro de nós, além de contaminarmos todo o ambiente no qual estamos inseridos, prejudicando, assim, o nosso trabalho e nos fazendo perder o controle sobre nossas emoções. 

Neste sentido, todos os momentos em que uma reclamação surgir em sua mente, o que você deve fazer é combatê-la com algum motivo que tenha para agradecer. Lembre-se do que eu disse no começo deste tópico: ao invés de reclamar, procure, de imediato, por soluções para o seu problema, pois assim, você evita perder tempo com algo que não vai te ajudar e nem te levar a lugar algum. 

Aprenda com os problemas e com os erros

Ao longo de toda a nossa existência, fomos ensinados que problemas, erros, fracassos e falhas servem apenas para nos atrapalhar, principalmente no ambiente de trabalho. Porém, poucos de nós sabemos que é possível acontecer exatamente o contrário. 

Quando nos visualizarmos em meio à uma situação desagradável, algo que podemos fazer para contribuir com o nosso controle emocional é analisar o problema como um todo e, principalmente, com calma, para que assim consigamos observar os ensinamentos e aprendizados que estes têm a nos oferecer. 

Assumir esta postura, vai nos ajudar em nosso processo evolutivo, tanto enquanto indivíduos, quanto como profissionais. 

Benefícios do controle emocional no trabalho

Agora que você já sabe qual passo a passo seguir para manter o controle emocional no trabalho, algo que vai te convencer em definitivo a investir na aplicação de cada uma das dicas que acabei de compartilhar é compreender os benefícios que este processo pode trazer à sua rotina, não só profissional, mas também pessoal. Confira!

Transforma você em uma pessoa mais saudável

Quando temos o controle sobre nossas emoções, a tendência é que lidemos cada vez melhor com situações capazes de nos tirar do eixo. Estresse, ansiedade, raiva ou frustração já têm o mesmo efeito sobre nós, o que, consequentemente, nos torna indivíduos mais saudáveis física e mentalmente. 

Descubra como conquistar o controle sobre si mesmo!Acesse o meu curso “Introdução ao Coaching”, é um presente!

Ajuda no processo de tomada de decisão

Falei sobre este ponto mais acima, porém acredito ser importante enfatizá-lo, pois são as escolhas que fazemos ao longo da vida, que nos levam aos caminhos que vamos percorrer no futuro. 

Sendo assim, ao desenvolver o controle emocional, temos a possibilidade de agir com mais racionalidade, ao invés de ceder e aos impulsos decorrentes de nossas emoções, algo que nos ajuda a tomar decisões cada vez mais assertivas, principalmente no trabalho. 

Melhora as relações interpessoais

Se tem uma coisa que muitos evitam é estar ao lado de alguém explosivo, pois sabem, que uma hora ou outra, o seu descontrole emocional pode atingi-los.

Neste sentido, ao manter as emoções sob controle, você evita descontar suas frustrações nas pessoas que te rodeiam, agindo de forma mais racional e calma, contribuindo, assim, para a construção de relações verdadeiramente saudáveis e construtivas. 

Essas técnicas podem te ajudar a fazer dos imprevistos do dia a dia, momentos passageiros e acontecimentos fáceis de lidar. Pense nisso e coloque-as em prática já!

Gostou deste conteúdo, Ser de Luz? O que você faz para manter o equilíbrio emocional? Deixe a sua opinião sobre o tema nos comentários e lembre-se sempre de se lembrar de compartilhar este artigo em suas redes sociais, para que seus amigos também aprendam a lidar com seus próprios sentimentos. 

Como Aparentar Ser Sem Emoções: 11 Passos (com Imagens)Como Aparentar Ser Sem Emoções: 11 Passos (com Imagens)

*Esse conteúdo não é fonte para veículos jornalísticos ou matérias para imprensa, para utilização ou referência por favor entre em contato conosco.

6 passos para desenvolver Inteligência Emocional no seu filho

Validar sentimentos, acolher, respeitar e direcionar são passos essenciais na educação emocional que damos aos nossos filhos. Por mais difícil que alguns dias possam parecer, é nossa função ensinarmos as nossas crianças sobre emoções e como expressá-las de maneira correta.

Expressar, interpretar e compreender emoções começa na infância

Desde que somos um feto, já podemos sentir tudo aquilo que é sentido pela nossa mãe por meio de movimentos e descargas hormonais que são passados pelo útero materno [1].

Depois do nascimento, vamos, aos poucos, demonstrando nossos próprios sentimentos e emoções – o primeiro o choro, ao estarmos com fome, sono, tédio ou com a fralda suja; depois nossos sorrisos; as caretas; as gargalhadas, e por aí vai.

Conforme vão crescendo, as crianças vão se deparando com pequenas frustrações e é nessa hora que nós temos a grande oportunidade de começar a ensinar sobre emoções e sentimentos.

Culturalmente aprendemos que chorar não é legal e nem permitido. Então, quando vemos uma uma criança com lágrimas nos olhos (e garganta à todo vapor), automaticamente falamos “não precisa chorar”.

Se alguém nos falasse isso quando somos despedidos do nosso emprego ou quando levamos um fora do namorado, com certeza olharíamos para o nosso interlocutor com olhos furiosos e falaríamos: POSSO CHORAR SIM! TENHO MOTIVOS PARA ISSO! ME DEIXE SENTIR MINHA TRISTEZA EM PAZ.

E antes que você pense que não dá para comparar o problema real de um adulto com a frustração de um brinquedo não comprado, eu lhe digo: não é! Naquele momento, com o cérebro ainda em desenvolvimento e não sabendo lidar com frustrações, a criança se sente verdadeiramente chateada e, aquele brinquedo que em até 15 minutos antes ela nem sabia que existia, se torna um baita de um problema.

Portanto, ela precisa extravasar isso de alguma forma e, não sabendo reagir de modo mais eficaz, ela apela para a forma mais antiga que conhecemos: o choro.

Se não ensinada a reagir com emoções mais sofisticadas e apropriadas, a criança apelará para os únicos recursos que ela conhece: lágrimas, gritos, murros no chão e toda aquela cena que antes de ter filhos você jurou de pés juntos que sua criança nunca iria protagonizar.

É claro que, mesmo com todos os cuidados e toda educação emocional que você poderá proporcionar-lhe, a criança ainda terá episódios de estresse, mas te garanto que serão BEM menos comuns.

6 passos para ensinar educação emocional para o seu filho

Mas vamos parar de blá blá blá e vamos direto ao ponto: como ensinar sentimentos e emoções para crianças pequenas?

Não importa o quão bobo o problema possa lhe parecer. Não importa se a criança está chorando porque quer ir para a escola de meia preta ao invés de meia branca, por exemplo. Não subestime seus sentimentos com frases, como: “Ah, você está chorando por causa de uma meia? Que bobagem!“.

Eu entendo que as vezes a gente está com um problema bem complexo para resolver e também admito que eu também já soltei frases desse tipo com a minha filha. Como qualquer pessoa normal, eu também tenho dias difíceis, em que eu estou com 0 paciência para ficar “perdendo tempo” com a cor da meia.

Tem dias em que eu estou com pressa, estou cansada, estou com fome ou estou de saco cheio (e na maioria das vezes estou com tudo isso junto). Quero só chegar em casa, tomar um banho e deitar por 5 minutos que seja (nos meus sonhos, no silêncio).

Mas eu também entendo que aquilo é importante para ela, assim como um dia também foi importante para mim.

Então, nessas horas, agir com empatia ajuda um bocado.

Então, em algumas ocasiões eu respiro fundo e diminuo o ritmo. “Filha, eu entendo que você quer ver a formiguinha; é super legal observar como ela leva a folha para o formigueiro, né! Mas a mamãe está com pressa, então vamos ver só mais um pouquinho, e vamos ok?”.

Se após um pouquinho, ela continuar insistindo, eu posso simplesmente pegá-la carinhosamente no colo e, em meio às lagrimas dela, dizer: “Eu sei que você queria ficar mais, mas nós precisamos ir. Podemos ver mais formiguinhas mais tarde“. Normalmente funciona.

E funciona porque eu validei seus sentimentos (eu sei que você quer ver; eu sei que você gostaria de ficar), fui carinhosa e mostrei a possibilidade de, em outro momento, a gente continuar com a observação (e promessa feita TEM que ser promessa cumprida, portanto, não deixe a criança acreditar em algo que você não conseguirá cumprir).

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2- Não relacione sentimentos com coisas negativas e/ou preconceituosas

“Chorar é feio“, “Chorar é sinal de fraqueza”, “Homem não chora“, “Não sinta raiva, assim você é uma criança ruim“; “Você fica feia (o) quando grita“, “Você triste parece um menininho mimado“; “Eu não gosto quando você chora“, “Eu fico triste quando você sente raiva“, “Não vou falar com você até você se acalmar“, “Tenho vontade de sumir quando você grita“. Essas frases estão repletas de conotações negativas e preconceituosas.

Como uma criança poderá aprender que a raiva faz parte da nossa vida, mas que existem outras alternativas para lidar melhor com ela do que gritar ou bater no amigo, se ela acreditar que essa emoção só faz parte dos sentimentos de pessoas ruins e que, quando ela inevitavelmente a sentir, estará entristecendo seus pais?

Como ensinar um menino que a tristeza faz tão parte do nosso cotidiano quanto a alegria, se impusermos à ele ideias machistas e ultrapassadas de que homem não chora e que chorar faz com que seus pais não gostem dele?

Como ajudar seu filho a encontrar alternativas mais eficazes que os gritos se não dermos a oportunidade à ele de aprender outras opções?

Como tornar adultos empáticos, sensatos e equilibrados se passamos uma infância inteira privando-lhes as emoções?

Uma das nossas funções como pais é ensinar as crianças como lidar com sentimentos. A primeira e principal coisa é validarmos seus sentimentos. Todos nós sentimos raiva, medo, tristeza, alegrias, etc. Essas emoções fazem parte da vida e nos ajudam a viver melhor.

Afinal, como saberíamos que existe alegria se nunca tivéssemos sentido tristeza? Como saberíamos que respirar fundo e conversar é muito mais eficiente, se um dia não tivéssemos gritado e dado murros na mesa para então percebermos que isso não adiantava nada? Como saberíamos da nossa força interior se um dia não tivéssemos sentido medo, mas mesmo assim o enfrentado?

Além disso, reprimir os sentimentos na infância traz sérios problemas no futuro. Existe uma doença chamada alexitimia, distúrbio cognitivo e afetivo que consiste na dificuldade em diferenciar, reconhecer e manifestar sentimentos e exprimi-los em palavras e ações [2]. Imagine as consequências desse distúrbio na vida social e emocional de um adulto.

3- Não encare os maus comportamentos como algo pessoal

É muito frustrante quando seu filho mira as mãozinhas e te dá um tapa no rosto. Dói na alma, nos entristece e nos irrita, além de automaticamente vir na nossa cabeça “onde eu errei?” ou “porque ele está fazendo isso comigo?”.

Primeiro, existem diversos motivos para uma criança bater, morder ou fazer uma “birra” (detesto essa palavra). Pode ser para chamar a sua atenção, pode ser para demonstrar que algo não vai bem, pode ser para expressar um descontentamento, etc. Desejável? Nem um pouco! Adequado em termos de desenvolvimento cerebral? Absolutamente.

Quer ver só? Você não esperaria que seu filho olhasse para você e com a voz firme, mas simpática lhe dissesse: “Papai, eu estou me sentindo cansado. Não quero continuar nesta loja, por mais que eu saiba que você precisa comprar um presente para a mamãe. Por favor, podemos ir embora e fazer isso amanhã?”.

Seria estranhíssimo e engraçado, certo? E porque isso não soa natural? Porque nós sabemos que crianças pequenas não tem esse tipo de maturidade cerebral; elas simplesmente não sabem lidar com as suas emoções.

Então, ela prepara a mão e PAH, te dá um tapa do tipo “to de saco cheio de ficar aqui, quero ir embora”.

Antes que você fique chateado e leve isso para o lado pessoal, lembre-se desta frase (vou até deixar em destaque): Quando os filhos sentem que estão ligados aos pais de maneira segura, eles se sentem confiantes o bastante para testar esse relacionamento. Em outras palavras: o mal comportamento dele é, frequentemente, um sinal da confiança que ele sente por você [3].

É por isso que normalmente seus filhos podem ser uns “santinhos” com a vovó ou na escola e comportar-se de outro modo na sua presença. Não é pessoal; é que em você ele confia tanto que ele sabe que pode testar todas as emoções que mesmo assim continuará sendo amado.

A gente faz um pouco disso: somos muito mais diretos (e, num dia ruim, grosseiros) com quem mora conosco do que com um desconhecido na rua.

Agora que você pode respirar aliviado ao saber que seu filho não dá uns tapinhas porque sente raiva de você, na próxima vez que acontecer, você terá a mente livre para pensar em como educar esse comportamento ruim.

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4- Seja o exemplo

Essa regra serve para tudo quando falamos sobre educação infantil, inclusive quando falamos sobre sentimentos.

Teve uma vez que eu estava me sentindo muito triste com um acontecimento e comecei a chorar. Sofia entrou no quarto e ficou pensativa me olhando. De repente ela se sentou ao meu lado na cama e me perguntou “que, mamãe?”.

Eu poderia ter inventado qualquer coisa, mas achei que seria uma oportunidade de explicar a ela um pouco sobre o que estava acontecendo. Eu apenas disse: “Mamãe está triste porque aconteceu uma coisa que me chateou. Então eu estou chorando.

” Sabe o que ela fez em seguida? Ela me abraçou e me disse “sofia aqui“. Sim, ela me abraçou!

“Sua filha é especial“. Não, ela não é especial. Ela apenas repetiu o que eu faço com ela quando ela chora. Normalmente eu sento ao lado dela e pergunto “o que foi, filha?” e depois eu a abraço e digo “a mamãe está aqui“.

Se o choro foi causado por um mal comportamento, eu converso com ela depois de acalmá-la. “Você chorou porque a mamãe falou que não pode jogar a água do Bob na ração dele, né? Mas agora você sabe que isso não é legal e que se você faz isso, ele fica sem papá.” Pronto. Basta.

Eu validei o sentimento, acalmei, abracei e direcionei.

Mas voltando à história do choro, eu tenho certeza que de um modo ou de outro ela entendeu, porque quando ela vê outras crianças chorando agora, ela diz “o nenê tá chateado, tá choiando mamãe”. Eu ensinei que a tristeza faz parte. Seja o exemplo, sempre!

5- Nunca humilhe seu filho

Parece forte essa frase né. E é! Eu já cansei de ver cenas como esta, em que mães e pais humilham publicamente os seus filhos e ensinam, da pior forma possível, sentimentos como vergonha e inferioridade.

Se você um dia já fez algo assim com o seu filho, por favor, não repita.

Você não precisa corrigir o seu filho na frente de todo mundo. Aliás, você não gostaria de ser corrigido pelo seu chefe na frente dos seus colegas de trabalho. Isso só lhe traria sentimentos de vergonha, raiva e baixa auto-estima. O mesmo se dá com os pequenos.

Evite falar mal da sua criança na frente dela (aliás não fale mal dela em nenhuma situação). Já ouvi de muitas mães frases como “fulano está malcriado demais, fazendo birra toda hora, tenho vontade de sumir” ou então “olha filho, como essa menininha é comportada.

Ela não é igual você, desastrado e bagunceiro“.

O que você ganha em falar isso para uma criança de dois ou quatro anos? Além de deixá-lo para baixo (com razão), você só estará ensinando que é importantíssimo se comparar com os outros e que os outros são muito melhores que ele (e aquela menininha educada pode ter acabado de fazer uma bela meleca na mesa). Por isso, não humilhe seu filho, nunca!

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6- Seja sincero com os seus sentimentos

Não estar bem algum dia é ok. Dar um chilique e gritar com sua criança mais cedo ou mais tarde vai acontecer, por mais que você seja calmo ou estude sobre sentimentos. Nós somos humanos, cheios de falhas. Não se culpe se um dia as coisas não saírem conforme você planejou, nem sempre sai e isso também é ok.

Aprendi com a maternidade que é importante ser sincera com os meus sentimentos e que isso tem um impacto profundo na educação da minha filha. Não adianta eu querer ser a mãe mais calma do mundo, se é da minha natureza ser agitada. Não adianta eu querer sempre estampar um sorriso no rosto se por dentro eu estou despedaçada.

A criança percebe quando estamos forçando a barra. É nítido quando tentamos ser o que não somos. Então meu conselho é: seja verdadeiro com você mesmo e seja do jeitinho que você é, sem um personagem.

É claro que estamos a busca por melhoramento sempre, mas se colocarmos uma máscara para os nossos filhos, em algum momento ela irá cair.

Aprendi ao longo desses 2 anos que terá dias em que eu estarei radiante e terá dias que eu não terei essa paciência toda. Descobri que não é porque a Sofia bate nas minhas coxas que ela não tem direito à um pedido de desculpas. Muitas vezes eu errei com ela e ok me desculpar. Até nos nossos erros nós educamos nossos filhos.

Descobri que acolher a criança na hora da birra faz com que ela seja mais curta. Descobri que respeitar a criança é tão importante quanto respeitar qualquer adulto, seja ele rico, pobre, jovem ou idoso.

Descobri que eu não tenho o direito de subestimar os sentimentos de ninguém, muito menos da minha filha. E descobri que cabe à mim dar os direcionamentos que ela precisa para ter um emocional saudável.

Fontes Consultadas

[1] VOLPI, J. H.; VOLPI, S. M. Etapas do desenvolvimento emocional. In: VOLPI, J. H.; VOLPI, S. M. Psicologia Corporal. Curitiba: Centro Reichiano, 2006.

[2] FERNANDES, N.; TOMÉ, R. Alexitimia. Revista Portuguesa de Psicossomática, v. 3, n. 2, 2001.

[3] SIEGEL, D. J.; BRYSON, T. P. Disciplina sem drama. São Paulo: nVersos, 2016.

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