Como andar de barco com seu cachorro: 15 passos

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Aprenda em 10 passos a fazer uma massagem em cachorro – Dicas – iG

Os animais são muito apegados aos donos, por isso não se importam de ficar o dia inteiro deitados no sofá, ao lado do seu humano recebendo muito carinho. Nós também não ligamos de mimá-los, mas esse tempo livre ao lado do pet pode ser melhor aproveitado. A massagem em cachorro é um procedimento que trás muitos benefícios ao seu amigo, tanto físicos como emocionais.

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Uma das vantagens proporcionada pela massagem em cachorro é a melhora da circulação sanguínea. O estímulo da massagem dilata os vasos e permite que o sangue circule melhor, prevenindo doenças cardiovasculares. Detecção de enfermidade também é possível com essa técnica. Qualquer tipo de anomalia na pele ou dentro do corpo pode ser encontrada a tempo ao massagear o animal. 

reprodução shutterstock

A massagem em cachorro traz muito benefícios, como melhor da circulação sanguínea e redução de estresse

Outros benefícios são a redução da ansiedade e do estresse e a liberação de ocitocina (hormônio do amor). Ao mesmo tempo em que relaxa e traz paz ao bichinho, a massagem reforça o vínculo que há entre cão e dono. A amizade se tornará mais forte, o que será valorizado e recompensado por ele, refletindo no comportamento. 

Mesmo com tantas vantagens, muitos donos não sabem como fazer uma massagem. Não basta apenas passar a mão pelo corpo do animal, é preciso ter ritmo, pressão e coordenação, se não acaba sendo um simples carinho. Iremos te ensinar algumas técnicas para aprender e fazer uma deliciosa massagem em seu cachorro. 

1º) Respeite seu cão

É preciso ter paciência com o animal que nunca foi massageado. Se você deseja que ele aproveite todas as vantagens da técnica, é preciso respeitar suas vontades e agir no seu tempo. Por isso, caso ele não queira ser tocado naquele momento, é melhor não forçar. O animal acabará criando aversão ao toque, o que não é bom. 

Porém, se perceber que ele está receptivo, aproveite. O recomendado é esperar o cão fazer suas necessidade e esperar pelo menos 15 minutos depois de se alimentar. Isso evita que ocorra algum problema. 

2º) Prepare o local

Escolha um local da casa que seja tranquilo e com temperatura amena. Prefira fazer no chão em vez da cama ou sofá, a superfície precisa ser firme. Forre com uma ou duas camadas de cobertores ou, se tiver, utilize um tapete de ginástica. Prepare um local confortável para você se sentar também. 

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Se achar necessário, ponha uma música ambiente para embalar a massagem. Sons de natureza ou canções clássicas são boas opções. 

3º) Acostume o cão com a massagem

Antes de tudo prepare o animal para a sessão de massagem. Deite-o e faça carinho da cabeça até a cauda. Com a palma da mão virada para baixo, passe-a com movimentos amplos e suaves por toda a região. Assim, ele vai acreditar que é um carinho normal e ficar pronto para o restante.

4º) Comece pela cabeça

O primeiro local a ser tocado é a cabeça. Não é uma região tão invasiva já que o animal está acostumado a receber carinho nela. Para isso, faça-o deitar de lado. Em seguida massageie entre os olhos fazendo movimento circulares. Aos poucos o bichinho vai relaxando e permitindo que seja tocado em outras regiões. 

reprodução shutterstock

A cabeça é uma bom lugar para começar porque não é invasivo

Depois parta para a bochecha também com movimentos circulares. Vá alternando com o deslizamento dos dedos no sentido da boca até as orelha. O próximo passo é focar nas orelhas. Passe a mão por elas e faça uma leve pressão com a pontinha dos dedos. 

5º) Pescoço e ombros

Após finalizar a massagem na cabeça, desça a mão em direção ao pescoço. Usando a ponta dos dedos, massageie com movimentos circulares essa área. Depois, desça suavemente para os ombros realizando os mesmos movimentos. É importante que tudo ocorra de maneira gradativa para que o animal não se de conta. 

6º) Costas

O próximo passo é as costas. Massageie toda a musculatura que envolve a coluna vertebral, mas sem fazer muita pressão. Use os dedos para fazer pequenos movimentos circulares e vá descendo calmamente. Alterne entre sentido horário e sentido anti-horário. 

Em seguida massageie o sacro, a região no final da coluna, ou seja, o “traseiro”. Deixe a mão bem aberta, virada para baixo e faça uma pressão leve com movimentos circulares usando os dedos. 

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7º) Barriga

A barriga é um dos lugares que os cachorros mais gostam de ser tocados, mas lembre-se que é uma região bem sensível. Por isso, a massagem deve ser suave. Usando os polegares, faça movimentos circulares delicadamente e vá descendo aos poucos, em direção à cauda. 

8º) Pernas e patas

As articulações e patas estão entre as partes mais importantes, por isso merece atenção. Use o polegar e os dedos para esfregar os músculos das pernas. Vá descendo até as patas e nelas altere para movimentos circulares, finalize nos dedinhos do animal. 

Em seguida, flexione e gire as patas para os lados de modo que alivie a pressão dos tendões. Por fim, pressione com a ponta dos dedos a patinha de uma extremidade a outra. 

9º) Rabo

No caso do rabo, faça alguns movimentos como apertar suavemente desde o começo até a ponta. Tome bastante cuidado com essa região, pois é sensível. Preste atenção para não puxar o rabo sem querer, o que pode ser bem doloroso. 

reprodução shutterstock

Se por acaso o cão dormir, deixe-o aproveitar esse momento relaxante

10º) Finalize a massagem

Depois de passar por todo o corpo, finalize a sessão do mesmo jeito que começou. Com a palma da mão virada para baixo, passe-a com movimentos amplos e suaves da cabeça até o rabo. Não se esqueça de alisar as pernas também. Não acorde o cão se durante ou depois da massagem acabar dormindo. Deixe-o apreciar esse momento de relaxamento. 

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Recomendações

  • Se você sabe que o cão não gosta de ser tocado em alguma área, respeite-o. Ele ficará bravo se forçar.
  • Caso seja possível, massageie o animal diariamente por cerca de 10 minutos. Assim evitará rigidez das articulações e melhorará sua qualidade de vida.
  • Para cães com algum problema de saúde, o recomendado é procurar um massagista profissional. Ele conhecerá técnicas específicas que podem ajudar o pet.
  • Lembre-se que a massagem em cachorro
     não é curativa. Em casos de doenças, o animal deve ser examinado pelo veterinário e tratado de acordo com o problema.

Leia tudo sobre:

Visão | 15 dicas para compreender o que o seu cão lhe quer dizer

O homem partilha há séculos a sua vida com o cão.

Mas será que efetivamente reconhece a sua linguagem? Será que entende a sua comunicação, baseada em posturas corporais, odores significativos e vocalizações por vezes excessivas? Será que compreende os sinais que emite, tantas vezes discretos e de reconhecimento difícil? Será que entende o que ele quer dizer com cada latido, em tons variados?

Erros de interpretação são, na esmagadora maioria dos casos, responsáveis pela agressividade do cão, dirigida a humanos. Normalmente o animal dá sinais, que tentam evitar a confrontação física.

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Mas nós ignoramos ou deciframos de forma errada. E só respondemos da forma pretendida, quando se efetiva a dentada. Neste caso o cão aprende que só este recurso atinge o objetivo.

E passa a utiliza-lo, já sem pré-aviso.

As crianças são as vitimas mais frequentes, não só por serem demasiado invasivas, provocando dor ou desconforto, que fará o cão reagir, ou porque não compreendem, também elas, a sua linguagem postural. Têm a tendência para relacionar com a linguagem humana. E apesar do animal aprender a mimetizar o comportamento do seu tutor, mantem muito do que lhe é inato.

A titulo de exemplo, posso mencionar a situação em que o cão “rosna”, para afastar uma possível ameaça.

A criança relaciona a exposição dos dentes com o sorriso humano e confiante avança para o contacto físico direto, normalmente dirigido à cabeça, abraçando-o como forma de cumprimento.

O cão, que havia recorrido a todas as formas de comunicação constantes do seu repertório, para evitar o confronto, vê-se obrigado a utilizar o seu último recurso.

Importante seria a educação desde a escola do primeiro ciclo, ou até do pré-escolar, que ensinasse às crianças a linguagem canina. Se ambas as artes se entendessem, a possibilidade de haver um acidente seria reduzida ao mínimo.

A comunicação consiste na transmissão de informação de um individuo para outro e é um aspeto social indispensável na conduta social de qualquer espécie. O cão utiliza sinais olfativos, auditivos e visuais.

SINAIS OLFATIVOS: consiste na deposição de odores de longa duração, no ambiente, sob a forma de urina, fezes e secreção das glândulas anais. Os odores corporais, diferentes de individuo para individuo e produzidos por variadas glândulas, são, também, uma forma de comunicação.

1 – Marcação urinária

Urinar com uma das pernas levantadas é típica de machos inteiros adultos, apesar de uma pequena percentagem de fêmeas também o fazer. Pretende deixar a mensagem de que aquele individuo passou por aquela zona. Os cães tem tendência para urinar sobre as marcas deixadas por outro animal, na tentativa de sobrepor a sua própria marca.

Muitas vezes levantam a pata, contra determinados objetos verticais, sem efetivamente verterem qualquer quantidade de urina. Esta postura, só por si, é também uma forma de comunicação visual, ocorrendo, sobretudo na presença física de outro individuo.

Quando dois cães se encontram no exterior é frequente uma espécie de disputa de marcação, urinando ambos, alternadamente, por cima das marcas deixadas por cada um, com ou sem emissão de urina.

2 – Marcação por fezes

Com a defecação o cão elimina também o conteúdo das glândulas anais. Estas encontram-se localizadas em ambos os lados do ânus e o seu conteúdo é ejetado, juntamente com as fezes, devido à pressão que exercem aquando da sua passagem pelo esfíncter anal.

O odor destas glândulas é altamente especifico e único, diferindo de individuo para individuo. Por ser tão especifico é importante tanto no reconhecimento territorial como individual.

A secreção das glândulas anais varia de dia para dia e o seu odor tem que ser comparado com outros sinais químicos ou visuais, para permitir o reconhecimento diário do individuo.

Tão importante forma de comunicação justifica a necessidade compulsiva de todos os cães, independentemente da idade ao sexo, cheirarem as fezes deixadas por outros indivíduos.

3 – Marcação pelas glândulas apócrinas

Estas glândulas localizam-se, sobretudo, à volta da cabeça, região anal, na base da cauda e períneo. Contribuem, também elas, para o odor especifico de cada individuo.

A interação mais óbvia entre cães que se encontram no exterior, durante o passeio, corresponde ao comportamento impulsivo de se cheirarem mutuamente nestas regiões.

A investigação olfativa da área ano genital é a mais óbvia e mesmo cães que estão familiarizados o fazem frequentemente, sobretudo se estiveram separados mesmo que por curtos períodos. O ritual de se inspecionarem olfativamente é tão importante por si só , como a informação odorífica que daí advém.

Nunca deve ser impedido tal comportamento, uma vez que faz parte do repertório natural da espécie canina. Permita que o seu cão absorva toda a informação a que tem direito, que inspecione e seja inspecionado, que ponha em pratica todos os comportamento que lhe são inatos. Ou seja, permita ao seu companheiro ser aquilo que ele realmente é: um CÃO…

4 – Glândula mamária

As fêmeas a amamentar produzem uma substância química na sua glândula mamária, substância esta que parece ter um efeito relaxante e calmante nos cachorros.

Um análogo sintético desta substância dá os primeiros passos no mundo das feromonas farmacêuticas, com o objetivo de facilitar a adoção de cachorros, ajudando na sua adaptação à nova casa e a gerir a ausência súbita dos odores maternais.

SINAIS VISUAIS: a descrição da comunicação visual entre cães domésticos é convencionalmente baseada nos sinais evidenciados pelos lobos, durante a interação ”dominância/submissão”.

No entanto, devido aos anos de convivência com humanos e a aprendizagem que adveio desse relacionamento, muitas destas posturas estão modificadas no seu significado.

Também o apuramento de raças, no sentido de satisfazer as, muitas vezes excêntricas, preferências humanas, resultou numa significativa modificação de posturas, ou na impossibilidade de as interpretar.

Uma vez que todo o corpo do animal está envolvido nesta forma de comunicação, orelhas e caudas amputadas ou ausentes, ou mesmo colocadas em posições pouco ortodoxas, fazem toda a diferença na comunicação entre indivíduos da mesma espécie ou na sistematização de tais posturas, por forma a serem compreendidas também pelo ser humano.

O aspeto físico atual do cão domestico pouco ou nada tem a haver com o do seu antepassado lobo. Com esta divergência de aparências perdeu-se muito do aspeto “lupino” e muitos dos elementos de linguagem corporal estudados a partir desta espécie.

Como resultado, a comunicação postural assume uma importância menor numa interação de sucesso entre cães domésticos, do que entre lobos, sendo mesmo impossível entre determinadas raças, cujas características raciais os deixam diminuídos em relação à possibilidade de evidenciar posturas adequadas à situação.

Isto pode ser um verdadeiro problema num encontro entre desconhecidos e talvez seja uma das razões porque ocorrem tantos acidentes de agressividade canina, direcionada ao seu semelhante. Os tutores também têm a sua quota parte de responsabilidade uma vez que, por não compreenderem a linguagem inata do cão, o castigam ou advertem por a evidenciarem.

Por exemplo: quando dois cães se encontram e se começam a explorar olfativamente, emitindo rosnadelas de aviso, acompanhadas de lutas de saliva ( situação em que um dos envolvidos encosta a boca ao pescoço do outro, molhando-o com a sua baba) e tentativas de monta, o tutor castiga aquele, que por erro de interpretação, identifica como agressor.

Está desta forma a inviabilizar uma abordagem natural e a impossibilitar qualquer possibilidade de entendimento entre as partes. Numa situação normal, após avaliação mútua e estabelecimento de limites e regras, ambos se entenderiam e comunicariam da forma natural para a espécie. Como resultado, teriam conseguido uns momentos cognitivamente estimulantes e importantes para a socialização, assim como a possibilidade de ter sido simplesmente “cão “, durante toda essa interação, evidenciando os comportamento naturais. Também o desmame precoce e o isolamento social dos cachorros, tem a sua quota parte de responsabilidade na incapacidade comunicativa entre cães, quando lhes é permitida a interação.

5 – Quero brincar

O convite para a brincadeira pode ser direcionado a outro cão, ao tutor, a qualquer ser humano, ou mesmo a um animal de outra espécie.

Exibe uma expressão alegre e positivamente ansiosa, peito encostado ao chão, membros anteriores esticados para a frente, posteriores elevados, abana freneticamente a cauda e quando em silêncio, mantém a boca aberta, língua de fora, a arfar, orelhas dirigidas para a frente.

Quando está neste estado de espirito adora que se lhe atire um brinquedo, para que o recolha e traga de volta, para novamente ser atirado. Também gosta de jogar à “apanhada” e ás escondidas.

O jogo é importante para o relacionamento do cão com outros cães e também com os humanos. Aumenta o vinculo afetivo pelo prazer que proporciona. Brinque com o seu cão todos os dias, por curtos mas repetidos períodos.

6 – Estou atento

Quando foca a sua atenção em algo que lhe desperta o interesse, o cão mantem-se ereto, ligeiramente inclinado para a frente, cauda levantada, corpo rígido, boca fechada, orelhas para a frente e para cima, rodando na direção dos ruídos, mantendo o olhar fixo. O que lhe desperta a atenção pode ter varias origens e a atitude seguinte é variável, dependendo da motivação.

7 – Estou com medo

Se estiver efetivamente com medo de algo ou alguém, o cão revela a sua ansiedade baixando-se para parecer mais pequeno e mais facilmente passar despercebido, com o peso centrado na zona posterior do corpo, rígido e tenso; cauda entre as pernas, completamente invisível; orelhas bem puxadas para trás, encostadas à cabeça; olhos de tal forma esbugalhados, que deixam ver a parte branca do olho. Um animal com esta postura está em pânico e neste estado de espírito pode tornar-se perigoso para quem tente aproximar-se. Efetivamente o medo é a principal causa de agressividade nos cães. Nunca tente uma abordagem frontal a um animal com esta postura. A melhor atitude será a de se afastar e esperar que o cão relaxe.

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8 – Estou contente

Um cão contente está entre o excitado e o positivamente ansioso, com o peso distribuído pelos quatro membros ligeiramente fletidos; orelhas direcionadas para trás ou para os lado; cauda direita a acompanhar a linha do dorso, abanando rapidamente; tentando lamber insistentemente a pessoa ou o animal ao qual está a demostrar o seu afeto.

Pode também tentar saltar para a pessoa em questão, reclamando atenção. Este é o momento em que deve refrear o seu entusiasmo, dando-lhe um comando, como o “senta!”, para que receba os cumprimentos e carícias de uma forma controlada.

Um cão que consegue autocontrolar-se é um cão mais equilibrado e psicologicamente saudável, facilitando o convívio com a família, outros humanos e animais.

9 – Estou ansioso

Os sinais de ansiedade e receio são muito subtis e por vezes difíceis de identificar. A errada interpretação destes sinais leva ao acidente, uma vez que o cão, depois de ter utilizado todos os seus recursos para evitar o conflito, terá que recorrer ao último e fatídico, que é a dentada. Estes são os sinais mais frequentes e que, se estivermos atentos, conseguiremos identificar:

  • – Lamber os lábios sem comida ou odor de comida presentes.
  • – Arfar sem calor ou sede.
  • – Testa enrugada e orelhas para o lado.
  • – Mover-se muito devagar como se fosse em “slow motion”
  • – Bocejar como se estivesse sonolento, sem motivo para estar cansado.
  • – Híper vigilante, olhando rapidamente em todas as direções.
  • – Recusa comida, apesar de estar com fome.
  • – Afastar-se quando nos tentamos aproximar,
  • – Andar de um lado para o outro, sem objetivo aparente.

10 – Estou muito zangado

O corpo apresenta-se completamente tenso; a cauda virada para cima ou para trás, rígida, abanando freneticamente, por vezes só a extremidade; as orelhas estão orientadas para a frente; os lábios repuxados para trás , expondo os caninos de forma ameaçadora; pilo ereção, desde a base do pescoço até à cauda.

Se são estes os sinais transmitidos, não enfrente a cão em nenhuma situação. O maior perigo é, sem dúvida para as crianças. Por analogia com as expressões faciais humanas, os pequenos confundem a ameaçadora exposição dos dentes com o amistoso e convidativo sorriso com que são presenteadas pelos seus semelhantes.

E confiantes avançam para o abraço.

SINAIS AUDITIVOS: o cão recorre a um grande número de sons para comunicar. O ladrar tornou-se num recurso frequente, após a domesticação, uma vez que aprendeu que recebe algo quando se faz ouvir, nem que seja só atenção do tutor.

O tom e intensidade mudam conforme o contexto em que é usado, desde o tom mais alto, quando requer atenção, até ao mais baixo e ameaçador, quando está agressivo.

A comunicação verbal é também utilizada em situações de jogo, brincadeira e cumprimento, assim como quando o cão está sozinho, o que sugere que não é uma forma de comunicação por si só, mas uma maneira de chamar a atenção.

11 – Uivar: sinto-me só….

Tentativa de localizar alguém, ou trazer companhia para perto de si. Os cães são animais sociais que sofrem com a solidão.

O sentimento de isolamento social é penoso e por isso o animal evidencia todos os esforços para atrair companhia. Quando um cão uiva, os cães das redondezas juntam-se-lhe, dando inicio a uma espécie de “conference call” solidária.

Possivelmente a atitude dos seus congéneres servirá para diminuir a sensação de solidão sentida pelo animal.

12 – Rosnar: quero distância…

Significa: afasta-te, não te aproximes. O cão rosna para que um outro animal ou pessoa não se aproxime da sua comida, para que não lhe tirem o brinquedo preferido, para manter uma distancia de segurança em relação a uma potencial ameaça. Quando rosna está a dar sinais claros da sua intenção.

Perigoso é um cão que morde sem ter rosnado antes. Isto só acontece quando o animal já aprendeu que a dentada é o único recurso que serve as suas intenções, o único que efetivamente afasta a potencial ameaça, uma vez que, anteriormente, todos os seus sinais comunicativos de evitação foram ignorados.

13 – Ganir: quero qualquer coisa…

Este é um som quase manipulador, uma vez que o cão aprende que o tutor não gosta do ladrar ruidoso, mas não resiste a um pedido sentido e insistente, em tom mais baixo. É normalmente acompanhado da expressão se “cachorrinho abandonado”. Também o fazem quando estão ansiosos ou com dor, mas rapidamente aprendem que conseguem atenção utilizando este recurso.

14 – Gemido: estou frustrado…

Quero companhia, ou comida, ou brincadeira, ou atenção…

15 – Ladrar: estou aqui…

Há diferentes tonalidades, intensidades e contextos do ladrar. Um tom alto e estridente indica empolgação e felicidade. Um tom baixo pode ser uma ameaça. Os cães ladram para chamar a atenção, para responder a outros cães, mostrar felicidade, para alertar para um problema.

Mas o ladrar pode ser, também, um problema, uma vez que o cão pode utilizar este recurso de forma exagerada e incomodativa, causando problemas com os vizinhos ou mesmo com a própria família humana. São, muitas vezes, os próprios tutores a protelarem este comportamento, uma vez que dão atenção ao cão quando este evidencia tal atitude, mesmo que seja para lhe ralhar.

A melhor atitude será a de ignorar completamente o comportamento. A atenção do tutor só deve ser conseguida quando o comportamento se extinguir.

Espero que este artigo contribua para melhorar o relacionamento dos tutores com os seus cães. Se conseguirmos comunicar será mais fácil entender. E se entendermos poderemos agir em conformidade.

E muitos problemas serão ser evitados, menos animais abandonados por agressividade, menos dentadas a acabar no hospital, menos traumas psicológicos para ambas as partes.

Devemos apostar na prevenção, educando crianças, desde tenra idade e a sociedade em geral, mesmo que não sejam tutores de cães.

Até ao próximo artigo.

Viajar com animais para Europa: veja o passo a passo

Em um processo de mudança de país, os nossos filhos de quatro patas não podem ficar de fora. Eles são membros da família e quem planeja morar na Europa precisa se organizar para conseguir levá-los junto. Mas, como é possível viajar com animais para Europa? Hoje vamos te contar o passo a passo de todo o processo.

Guia passo a passo para viajar com animais para Europa

O primeiro passo é ter muito tempo e planejamento antes da viagem.

O trâmite é burocrático e possui muitas regras, mas não é difícil, você precisa apenas de paciência e alguma organização para lidar com todo o processo de mudança, do seu visto, suas malas e também a documentação do seu pet.

Nosso primeiro conselho para você é: mantenha a carteira de vacinação do seu animal e todos os seus documentos em uma pasta e faça um check-list de tudo que precisa fazer antes de comprar a passagem aérea.

Checklist para viajar com animais para Europa

Confira cada passo a ser seguido para viajar com animais para Europa.

  1. Ter o anti-pulgas e o vermífugo sempre em dia;
  2. Aplicar o Microchip no seu pet (em uma clínica ou hospital veterinário reconhecido e com reputação – para que o chip seja válido – padrão ISO 11784 e ISO 11785). O microchip precisa ser aplicado antes da vacina;
  3. Dar a vacina de raiva no seu animal;
  4. Fazer a Sorologia da Raiva (Antirrábica) (coleta de sangue – 30 dias após a aplicação da vacina da raiva);
  5. Enviar Sorologia para um laboratório aprovado pela Comissão Europeia. Os laboratórios no Brasil encerraram as atividades no final de 2017. Agora será necessário enviar o material para algum dos laboratórios espalhados pela a América que ainda fazem o exame (Chile, México ou Estados Unidos). Veja os laboratórios autorizados pela União Europeia;
  6. Esperar o resultado do exame de Sorologia e 90 dias (3 meses) para poder viajar;
  7. Tirar um Certificado de saúde com o veterinário responsável pelo seu pet (com data máxima de 7 dias da viagem até a entrada na União Europeia);
  8. Tirar o CZI (Certificado Zoosanitário Internacional) do Ministério da Agricultura (com data máxima de 10 dias da viagem até a entrada na União Europeia).
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Animais permitidos

Os animais permitidos para viajar para Europa são: cachorros, gatos e furões.

Sorologia da Raiva

Após a coleta de sangue feita pelo veterinário, a Sorologia da Raiva (ou Antirrábica) deve ser feita em um laboratório credenciado pela União Europeia. No Brasil, atualmente, somente o Núcleo de Pesquisas em Raiva (Laboratório de Virologia Clínica e Molecular do Instituto de Ciências Biomédicas) possui a licença válida.

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Verifique as licenças dos laboratórios

É importante ficar atento ao site da União Europeia e verificar se os laboratórios possuem a licença antes de você enviar a coleta de sangue.

Nível de anticorpos

O nível de anticorpos de neutralização do vírus da raiva do seu animal deve ser igual ou superior a 0,5 Ul/ml. Existem relatos de que, em alguns casos, é necessário refazer o exame e isso ocorre especialmente em cães muito agitados, que podem ter resultados inconclusivos.

Quanto tempo demora?

Todo o processo para viajar com animais para Europa leva em média 5 meses. Por isso, é importante planejamento e ter um tempo extra antes de agendar a sua viagem para Europa.

Quanto custa o processo?

O valor do processo varia de acordo de cidade para cidade no Brasil, cada veterinário cobra um valor diferente para colocar o microchip, enviar a colheita de sangue para o laboratório, etc. O valor do transporte da colheita de sangue também depende da distância que você está dos laboratórios. Entretanto, a média de valores é a seguinte:

  • R$ 150,00 (média de valor do microchip);
  • R$ 400,00 + transporte (Sorologia da raiva para trânsito internacional);
  • R$ 700,00 (média de valores da companhia aérea para transportar animais – na cabine ou porão);
  • R$ 300,00 (caixa de transporte resistente);
  • Total = R$ 1.550,00 (mais gastos com o veterinário).

Conheça ainda as raças de cachorro que não podem viajar de avião. Saiba o que fazer quando você perder o voo e os direitos que você tem.

Viajar com animais para Europa na cabine ou porão?

Há um limite do número de animais por voo e a companhia aérea precisa ser avisada com antecedência sobre a presença do seu animal de estimação no voo. Por isso, ao comprar a passagem aérea para Europa já informe a companhia e veja as regras que ela exige.

De modo geral, a maioria das companhias aéreas que viajam para Europa permitem que animais de até 8kg (com a caixa transportadora inclusa) viajem na cabine com seus donos.

Cada pessoa pode viajar com um animal e existe um limite de dois pets por voo (que pode variar de acordo com a empresa aérea).

Voar com companhia aérea low-cost: veja como é e se vale a pena.

Animais com mais de 8 kg

Os animais maiores de 8 quilos precisam viajar no porão do avião. A caixa transportadora tem um limite de tamanho (mínimo e máximo) e o animal precisa conseguir dar uma volta dentro da caixa. Para saber qual tamanho de caixa transportadora você precisa comprar, consulte a sua companhia aérea antes e, se possível, registre tudo via e-mail.

Arranje uma caixa de transporte de qualidade

Como regra geral, os animais que viajam no compartimento pet precisam ter uma caixa bem resistente e com diversos furinhos para que eles consigam respirar. Importante saber que no espaço pet do avião há refrigeração (a mesma da cabine), portanto não é preciso ficar preocupado com o bem-estar do seu melhor amigo.

Regra para animais que viajam na cabine

Cada pessoa pode levar apenas 1 caixa de transporte na cabine. o caso de uma pessoa estar levando mais de um animal, os demais deverão ir no porão do avião. Quanto às bolsas de transporte, elas dever ser maleáveis ou semi-rígidas, nunca de plástico. E as medidas mudam de companhia para companhia.

Para os animais que viajam na cabine, há uma regra que eles devem permanecer durante todo o voo dentro da bolsa ou caixa de transporte.

Quando trouxe minhas cachorrinhas para Europa, tive a sorte de ter passageiros ao lado que gostavam de cachorro e pude deixá-la no meu colo com o zíper da bolsa aberta para ela poder respirar melhor e espiar o movimento do voo.

Veja o tamanho das bolsas de transportes de animais permitidas na cabine de acordo com a companhia aérea:

Tamanho das caixas por Companhia Aérea
Companhia aérea Tamanho da caixa (Comprimento/largura/altura)
TAP Portugal 40cm x 33cm x 17cm
AliItália 40cm x 20cm x 24cm
Air France 46cm x 28cm x 24cm
Lufthansa 55cm x 40cm x 23cm
KLM 46cm x 28cm x 24cm

Trocar de lugar

Algumas companhias aéreas são bem compreensivas e escolhem um lugar com mais espaço para você durante o voo. Além disso, se algum passageiro for alérgico, ou reclamar de ficar perto de um pet, ele ou você podem ser trocados de lugar no voo. Saiba quais são as melhores companhias aéreas da Europa.

Evitar que seu animal faça necessidades

Durante o voo é bem difícil que o seu animal queira fazer suas necessidades, normalmente eles aguentam todo o período do voo. O fornecimento de água e comida (de sua responsabilidade) é opcional. Eu evitei dar muita água para a minha cachorrinha para ela não ter vontade de fazer xixi.

Já nas horas finais do voo, dei água e um alimento úmido para cães. Cuidados que temos que tomar ao viajar com animais para Europa. Ao viajar com animais para Europa é importante ter alguns cuidados.

Para que os cachorros, gatos e furões tenham maior conforto durante o voo, é necessário tomar alguns cuidados para o bem-estar do seu pet.

Coloque um tapete higiênico dentro da caixa transportadora, um bebedouro de água (igual de shitzu e animais pequenos que sai através da lambida na bolinha – ou algum outro compartimento que não derrame a água).

Ajude o seu animal a ficar confortável

Além disso, é possível colocar alguns brinquedos afetivos do seu animal e também uma peça de roupa usada com o seu cheiro (para que ele se sinta mais seguro). Alguns cães precisam de um remédio para enjoo durante o voo, outros não. Converse com seu veterinário e descubra o que é melhor para o seu animalzinho.

Alimente seu cão várias horas antes do voo para que dê tempo de ele fazer suas necessidades antes e para que também não esteja com o estômago muito cheio.

Dica importante ao chegar no aeroporto

Ao chegar no aeroporto, deixe ele fazer um último xixi antes do embarque e, o mais importante, tente transmitir calma e confiança para o seu animal. Muitos deles ficam agitados e suados no aeroporto, ofegantes e sem saber para onde estão indo, por isso, tente acalmá-los e também se manter tranquilo, pois eles sentem tudo que estamos passando.

Países com regras diferentes

Países como Irlanda, Reino Unido, Malta e Suécia possuem regras diferenciadas para a entrada de animais. Por isso, leia cuidadosamente todos os detalhes nos sites oficiais e saiba quais raças podem ou não entrar nesses territórios e, desta forma, você evitará problemas e complicações.

Chegando no destino

Ao chegar na Europa, um veterinário no aeroporto de destino irá examinar seu animal e verificar toda a documentação dele (já tenha tudo separado em uma pasta).

Ainda poderá haver uma taxa sanitária para entrada do animal, com o valor médio de 50€ (cinquenta euros) que deve ser pago na hora.

Você também deve informar no aeroporto o local que irá ficar hospedado ao chegar no país e depois informar seu endereço definitivo no novo destino. Saiba tudo sobre a lei de proteção dos animais em Portugal.

Faça o cadastro do microchip

Ao se estabelecer no novo país europeu, você deverá fazer o cadastro do microchip de acordo com as regras do país e colocar seu novo endereço e contatos – normalmente o cadastro é feito por um veterinário.

*Importante saber que algumas regras mudam de país para país mesmo dentro da Europa, por isso, sempre pesquise os sites oficiais dos governos e das autoridades zoosanitárias antes de preparar a documentação do seu pet e antes de viajar com animais para Europa.

Se você vai viajar para a Europa também pode ser útil ver guia passo-a-passo para fazer um seguro de viagem Europa. É um documento obrigatório para entrar em 26 países europeus, veja como fazer o seu.

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