Como amar seu cônjuge novamente (com imagens)

Parece que foi ontem o dia do casamento, mas os anos se passaram e não existe mais nenhum sentimento positivo. Olho para o meu cônjuge e não sinto nada, apenas um desejo de ficar longe dele. “Não o admiro, ele é cheio de defeitos! Não sinto nem mesmo atração. Chego a não querer mais ter relações sexuais, não quero ficar próximo. Acho que não o amo mais!”

Essas expressões são bastante comuns na clínica e no dia a dia de quem atende ou escuta os casais. Entretanto, o que, na realidade, pode estar acontecendo? O que significa essa expressão comum na fala dos casais: “eu não amo mais?”. O que pode fazer com que as pessoas sintam esse esfriamento emocional e essa distância do outro? Existe saída?

Quando o casal vivencia conflitos e tensões no dia a dia, essas situações os marcam de alguma forma e, geralmente, de maneira negativa. A partir desses conflitos diários, identificamos duas produções: os conceitos negativos e a mágoa.

Como Amar Seu Cônjuge Novamente (com Imagens)

Foto Ilustrativa: laflor by Getty Images

Não existe mais nenhum sentimento positivo entre mim e meu cônjuge

Os conceitos negativos sobre o cônjuge são formados no dia a dia, diante das diversas situações como excesso de cobranças, volume e tom de voz, palavras duras e grosseiras, agressividades, silêncios, falta de colaboração, dificuldade de partilha financeira entre outras dificuldades do relacionamento a dois.

Tais situações, provavelmente, constroem uma visão negativa sobre o outro, não permitem enxergar mais aqueles atributos e características positivas que, um dia, os fizeram se amar e admirarem um ao outro.

Então, por meio dessas vivências desajustadas, podemos perceber que entra em cena um sentimento muito pouco reconhecido, normalmente escondido por nós mesmos: a mágoa.

A mágoa é um sentimento que nos afeta, quando interpretamos que alguém nos ofendeu, agrediu, foi injusto ou diminuiu o nosso valor, provocando, como consequência, o afastamento progressivo dessa pessoa.

Portanto, o que nos leva a uma sensação de falta de amor é, na verdade, a mudança de conceitos que, aos poucos, vamos introduzindo em nós diante dos conflitos diários; e a mágoa que surge a partir das vivências negativas advindas dos conflitos e tensões que o casal vive.

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Temos identificado que existem “estágios” da mágoa. Existe um estágio inicial no qual a pessoa apresenta um sentimento negativo, mas ainda há admiração pelo cônjuge.

Posteriormente, a pessoa vivencia um período no qual a mágoa o leva a sentimentos mais intensos de ira e a necessidade de um distanciamento cada vez maior.

Logo a seguir, o último estágio, no qual a pessoa não vê mais nada de positivo no cônjuge, ela o vê como mau, como alguém impossível de conviver e, mais ainda, inicia-se um processo de desejar o mal, falar mal dessa pessoa e até a vingança.

Qual a saída?

É preciso buscar o remédio para a mágoa, que se chama perdão. Ele é um ato de amor e misericórdia. Segundo Griffa e Moreno, no livro “As chaves para a psicologia do desenvolvimento”, os estágios do desenvolvimento da noção do perdão são as últimas aquisições no desenvolvimento da personalidade.

O perdão, como máxima expressão do amor, é indicador do auge do desenvolvimento moral. O perdão é uma atitude madura da personalidade e deve ser vivido diariamente.

É justamente essa atitude que fará com que se diminuam os sentimentos negativos, as atitudes de distanciamento e, ao mesmo tempo, poderá diminuir ainda tantos conceitos ruins que criamos a partir das nossas vivências no relacionamento a dois.

Como Amar Seu Cônjuge Novamente (com Imagens)

Como Amar Seu Cônjuge Novamente (com Imagens)

João Carlos Medeiros é membro do segundo elo Comunidade Canção Nova. Psicólogo clínico e familiar, Medeiros também é logoterapeuta, sexólogo e mestre em sexologia humana.

Casado com Maria Luiza da Silva Medeiros que também é membro do segundo elo Comunidade Canção Nova, é psicóloga clínica e familiar. Ela é pós-graduada em psicoterapias cognitivas e em neuropsicologia.

Autores do livro “Diagnóstico Familiar”, pela Editora Canção Nova.

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Ouvimos tanto falar de casais que “se afastaram”. Eles perderam o conhecimento e a força que seu casamento teve uma vez. Mas o que se poderia reaprender no casamento?

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Lembro-me de tentar ajudar meus filhos com a lição de matemática. O problema era que, quando eu estava na escola, era uma estudante nota 10; com honras e tudo. Mas, vinte e poucos anos mais tarde eu me esforçava para dar-lhes a ajuda que precisavam.

Por não praticar minhas habilidades matemáticas depois que terminei os estudos, acabei esquecendo a maior parte delas. No entanto, ajudá-los vez ou outra fez com que muitos dos conhecimentos me voltassem à mente.

Só foi necessário um pouco de trabalho e memória, ao invés de reaprender tudo outra vez.

Dizem que a mesma coisa acontece com o exercício. Seus músculos se lembram de seu estado mais apto e mesmo se você deixar de praticar exercícios, ao recomeçar, seu corpo reaprende como estar em forma e leva menos tempo para fazê-lo, porque já esteve em boa forma antes.

Eu acredito que o amor se comporta da mesma maneira. Ouvimos tanto falar de casais que “se afastaram”. Eles perderam o entendimento e a harmonia que seu casamento teve uma vez. Mas o que se poderia reaprender no casamento assim como na matemática ou no exercício físico?

O necessário a se fazer está diante de vocês e provavelmente parece assustador. Ainda assim, passo a passo, o casal pode trabalhar em conjunto, fazendo os exercícios e deveres de casa para ajudá-los a lembrar-se onde e como começaram.

Aqui estão alguns passos recomendados quando se deseja reaprender a amar:

1. Lembrar

Passe um tempo verdadeiramente lembrando-se do seu namoro e casamento. Se houver um álbum de recordações ou diário, leia-os. Feche os olhos e reviva a data memorável. O que foi que fez você amar essa pessoa?

2. Perdoar

Se você foi injustiçado, perdoe. Se foi injusto peça perdão. Deixe o passado para trás.

3. Comunicar seu desejo de renovar seu casamento

Livre-se de frases e pensamentos do tipo, “Eu casei com você, não casei?” e “Você sabe como eu me sinto”, e perguntas como, “O que estávamos pensando?” Em seu lugar, diga, “Eu te amo porque ” e “Eu casei com você porque não poderia imaginar acordar todos os dias e não ver seu rosto ou ouvir sua voz”, e “Sei o que eu estava pensando e quão ansiosos estávamos para começar nossa vida juntos, e nunca me arrependo em nenhum momento da minha decisão.”

4. Ser honesto sem ferir o outro

Se algo específico o está incomodando fale, mas sem acusações duras. Use declarações com o “Eu”. “Eu me sinto amado quando você ” ou “Eu seria realmente feliz se você não se importasse de mudar uma coisa: .”

5. Pensar apenas em seu cônjuge

Durante períodos de estresse conjugal, não é incomum começar a pensar em outra pessoa. Mude esses pensamentos quando vierem e pense em seu cônjuge.

6. Nunca falar mal de seu cônjuge para ninguém

Você vai atrair atenção perigosa ao fazê-lo e agravar o problema em sua própria mente.

7. Se precisar enfrentar um flerte,

deixe a pessoa saber que você é fiel ao seu cônjuge e diga algo carinhoso sobre ele e por que você está com ele.

8. Conquistar o seu cônjuge

Volte à estaca zero e faça as coisas que você fez para conquistá-lo. Dê pequenos presentes. Faça uma refeição especial. Convide-o para sair uma vez por semana, mesmo que seja apenas para fazer as compras juntos.

9. Autoexame

É bastante normal que você veja suas próprias mudanças e ache que o seu cônjuge não mudou nada ou vice-versa. Olhe para as mudanças naquilo que os fazia sofrer, o progresso que fizeram, e os testes que vocês têm resistido juntos.

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Se você está em um casamento que parece estar desmoronando ao seu redor, pegue um tijolo e coloque-o de volta no lugar. Faça a sua parte. Exerça o seu desejo de mantê-lo intacto. Você pode reaprender a amar.

Traduzido e adaptado por Stael Pedrosa Metzger do original 9 steps to learn to love your spouse again.

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Você não ama seu parceiro?

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É possível ser feliz ao lado de alguém que faz tudo por você, mesmo que não sinta amor por essa pessoa? Saiba que é muito frequente essa situação nos dias atuais e me pergunto como sobreviver se o afeto não está presente.

Isso me lembra um caso que acompanhei há muitos anos em que uma conhecida minha optou por viver ao lado de uma pessoa que se mostrava inteiramente apaixonado por ela, mesmo sem envolvimento mais íntimo, esse namorado aguentava firme dentro dessa relação, se é que podemos afirmar que essa situação era um relacionamento de verdade, onde não havia cobranças e a devoção era total.

Questiono-me se optar por uma relação sem retorno, se ela se sustentará por muito tempo. Tomara que não, pois não há como escapar da frustração que deve chegar a qualquer tempo, arruinando o castelo de areia.

Viver intensamente uma relação amorosa nos promove energia para seguir com outros projetos de vida, o amor traz cor, nos sentimos motivados por essa energia que promove a completude.

Desde pequenos entramos em contato com as histórias de amor, seja em quadrinhos, livros, filmes e na vida real, nossos pais, padrinhos, tios.

Crescemos com o desejo de encontrar alguém que possa de alguma forma nos completar, onde haverá compreensão, afeto, acolhimento e cumplicidade.

Sabemos que na vida real é muito difícil viver essa completude até porque cada um teve uma criação, valores que são passados por suas famílias de origem, mas mesmo assim é possível viver um bom relacionamento, desde que ambas as partes estejam dispostas a respeitar o outro, acolher as diferenças e aprender a viver a dois.

Desta forma vamos experimentando durante o namoro o que é se relacionar afetivamente com uma pessoa, essa é a fase de descobrir o outro e a si mesmo, como um casal.

Mas o que acontece quando nessa fase vivemos momentos de tristeza e trauma? Fico pensando em como algumas pessoas se sentem inseguras, com medo de tentar novamente em função de alguma experiência anterior malsucedida e deixam de viver de verdade, optando por uma relação morna, sem trocas reais.

A opção de viver um relacionamento sem amor é um direito de todos, porém perde-se a oportunidade de viver de forma mais intensa com o parceiro, vive-se pela metade, sem intensidade. Como sustentar essa situação por muito tempo, já que quando vivemos a dois é importante a troca, o investimento?

Possivelmente não se sustentará por muito tempo, um dos parceiros acabará desistindo, cansado de não receber carinho, de não sentir-se amado e a relação fracassa mais uma vez, com isso confirmam que não se tem sorte ou que tem dedo podre.

É preciso ficar claro que podemos fazer escolhas, mas que ao persistir em uma relação do qual não se está por inteiro, onde não há doação, a tendência é a falência do relacionamento.

Porém, para algumas pessoas se o relacionamento fracassar, ainda assim irão se sentir seguros, pois no íntimo já sabiam que não daria certo.

Sem envolvimento afetivo mais intenso fica mais fácil lidar com as rupturas que ocorrerão.

  • Por isso te convido a repensar seu relacionamento, nunca estaremos inteiramente seguros quando optamos a viver a dois, mas é fundamental para nos sentirmos felizes que possamos estar presentes e atuantes dentro da relação, somente assim a vida ganha cor e energia.
  • Sempre digo aos meus pacientes que é melhor escrever no diário da vida do que deixar as páginas em branco.
  • Fica a dica.

Como voltar a amar o marido?

1 de 0 — Foto: Globo

— Foto: Globo

Você digita no Google: “Como voltar a” e aparece a pergunta acima. Muita gente querendo saber não como preservar, mas como sentir prazer em um relacionamento que já não é mais tão prazeroso. Sim, esse tema está presente em muitas conversas.

Não se trata daqueles relacionamentos doentes e fadados ao fracasso em que coisas óbvias estão apontando o final. É o caso do marasmo silencioso que vai se apoderando da intimidade de quem achava que estava vivendo uma vida em paz.

A rotina, a falta de emoções fortes e romantismo, a diminuição do desejo, são vários os sintomas e razões. Há quem chame de solidão a dois.

O que fazer? Aos homens é fácil dar dicas: flores em dias comuns, passeios a dois, uma viagem íntima, qualquer coisa que aproxime e faça sua eleita se sentir a mulher mais importante do mundo para você. Isso é o básico.

Melhor mesmo é ficar lendo com ela os bilhetes enviados um para o outro no início do romance, ver as fotos do começo, lembrá-la do quanto já passaram juntos e do quanto de alegria esse relacionamento já produziu.

Para as mulheres é mais difícil dar conselhos. Há uma permanente preocupação ou angústia com os caminhos que as coisas tomaram ou que podem tomar. Há uma acomodação sempre menor do que o do homem.

Achar que um corte de cabelo, roupas novas ou perder três quilos podem resolver é balela. Sugerir alguma aventura a dois pode fazer a rotina sair de cena por uns dias. Porém, não é de relacionamento e sua qualidade que estamos falando.

É de amor. Mulheres são mais atentas à aplicação das palavras também.

Conversar é sempre crucial. Sem discutir. Bater papo. Saber quem são agora aqueles dois das fotos antigas. São outras pessoas que guardam um inegável impulso de amor em direção ao outro. E o risco, ao se deixar as coisas ao sabor dos ventos, de que as direções fiquem tão distantes que o desencontro seja inevitável.

Voltar a ser estranhos outra vez é uma coisa muito triste, mas que pode acontecer enquanto a coisa ainda está funcionando. O amor não nasce onde a gente quer. Nem renasce quando a gente acha que pode. Mas pode estar ali, dormindo embaixo da bagunça do dia a dia.

A coluna do Leo Jaime é publicada às sextas-feiras.

Viúvos contam como é recomeçar e se relacionar após luto

Senhoras vestidas de preto, com crucifixos e rendas para esconder o rosto, fazem parte do imaginário que ronda a palavra “viúvo”. Mas, assim como essas senhoras estão em extinção, é raro ver um viúvo que se deixe rotular pelo título e tenha se entregado à solidão eterna. Eles voltam a se relacionar, apesar das dificuldades que envolvem esse recomeço.

Um dos segredos parece estar ligado à vida social: quanto mais agitada ela for, mais rápido e menos indolor esse processo de voltar à ativa se torna.

Essa rede de apoio é valiosa principalmente em um primeiro momento, quando o enlutado está ainda confuso.

“Amigos podem conferir como anda a vida prática e se por à disposição para ouvir, dando o tempo que a pessoa precisar”, comenta Clóvis Amorim, professor de Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR).

Durante seis meses ou um ano, o viúvo vai viver o processo de luto mais intensamente.

“Enterrar a pessoa que faleceu, aceitar e reconhecer a realidade da perda é um passo muito importante para que o luto não seja complicado”, explica o especialista.

Outra fase inclui os ajustes externos (fazer as tarefas básicas do dia a dia, como pagar contas ou ir ao mercado) e internos, que é se lembrar da morte sem dor, mas com saudades.

A última fase seria encontrar uma conexão duradora com a pessoa falecida. Uma das formas de se fazer isso é justamente se abrindo a uma nova experiência no campo do amor. “Extrai-se a energia emocional do relacionamento antigo para reinvestir em um novo relacionamento. Freud já dizia que resolver o luto é voltar a amar”, resume.

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Homens x mulheres

Segundo especialistas, mulheres e homens passam pela fase de luto de forma diferente.

Enquanto os homens tendem ao ativismo e se focam em atividades corriqueiras, como reformar o portão ou reorganizar uma caixa de ferramentas, a mulher tende ao recolhimento e à inatividade.

“Se for um casamento antigo, em que a senhora fazia as refeições e sabia o lugar da chave, esse ‘bebê’ que não saber viver sozinho precisa de uma nova assistente. Frente a isso, ele pode se atirar em uma nova relação sem ter elaborado adequadamente”, explica.

Outro fator que inibe as mulheres são os filhos: “Mães de adolescentes têm medo de levar um homem para casa. Elas primeiro vão criar os filhos antes de se relacionar”, explica a diretora da agência Par Ideal.

A dica, nesse caso, não é pedir permissão, mas informar sobre o novo relacionamento. “Também existem os conflitos quando o pai arruma uma namorada com a mesma idade que a filha.

Alguns procedimentos podem tranquilizar, como um casamento com separação de bens”, cita o pesquisador.

A reação à viuvez também muda conforme a idade em que se perde o amado. “Entre idosos, é comum que casais vivam em casas separadas. O objetivo de formar uma família, de ter uma casa, tudo isso já passou. Eles agora dão ênfase na qualidade da relação”, conta a psicóloga Sandra Moreira, professora da Universidade da Maturidade da Universidade Positivo.

À sombra do outro

Ao voltar a namorar, é comum que o viúvo procure substituir o ex-companheiro. “Quando a pessoa teve um relacionamento feliz, ela quer preservar essa história.

Muitas vezes, eles procuram alguém com os mesmos princípios, a mesma religião e características semelhantes.

Mas nessa busca, é importante se lembrar de que o novo relacionamento não vai ser igual, e que o novo amor não vai substituir o outro”, diz Sheila Rigler, coach em relacionamentos.

Outra questão é a presença constante do falecido no novo relacionamento. “É normal se referir à pessoa que morreu com carinho. Mas é preciso ter equilíbrio e bom senso. Não precisa ter uma foto do falecido no quarto, por exemplo, mas se pode guardar uma na carteira ou em um álbum”, aconselha Amorim.

Um viva à solteirice Foto: André Rodrigues / Gazeta do Povo Os amigos foram fundamentais para a universitária Thaís Golunski, 30 anos, após a morte abrupta do companheiro. Depois de um mês sozinha em casa, que misturou a morte com um período sem emprego, foram aparecendo os convites dos amigos para sair.

“Eles deram suporte, se colocaram à disposição, até indicavam processos de seleção de emprego. A companhia deles, mesmo em casa, me ajudava muito. Mas conhecer gente nova também é importante porque eles não sabem nada sobre a sua vida e não te olham como ‘coitadinha’”, lembra a estudante de Ciências Contábeis.

Foram seis meses lidando com os resquícios da vida do namorado, com quem tinha acabado de comprar uma casa. Contas, herança e questões familiares foram acertadas nesse período, antes que pudesse manter as memórias boas da relação com a dor da perda atenuada. Passaram-se dois anos até que namorasse novamente.

“É muito difícil ter um relacionamento sério com outra pessoa porque se carrega muita coisa da outra relação e também se compara muito quando você teve alguém com tanta afinidade”, conta. Casamento não está em seus planos, mas, sim, conhecer gente nova e viajar pelo mundo.

Pronto para um compromisso Foto: Pedro Serapio/Gazeta do Povo O engenheiro Sylvio Bhary, 54 anos teve um casamento feliz por mais de uma década. Após a morte (por câncer) da esposa, manteve-se trabalhando e ativo em hobbies que antes dividia com a mulher, como andar de moto e viajar. “Sua única alternativa é viver.

Você pode escolher passar sofrendo e se anular ou optar por viver feliz como você era”, conta. Ao amor, foi se abrindo aos poucos, a partir de relacionamentos breves. “Mas ninguém que me completasse, e isso foi um problema. Queria muito alguém parecida com a minha esposa”, comenta.

Nessa busca por um relacionamento sério, o engenheiro optou por uma agência de namoro, que combinou seu perfil com a médica Lúcia Helena Tonon, 42 anos, com quem está há um ano e meio. Para o casal, um dos ingredientes para o namoro estar dando certo foi o fato de terem filhos da mesma idade e de a namorada ter sido bem aceita na família.

“Para mim não era importante o consentimento, mas essa validação do relacionamento entre meus filhos”, comenta o viúvo.   A OUTRA PARTE A diretora da agência Par Ideal, Sheila Rigler dá dicas para quem está em um compromisso com um viúvo: Apoie – Respeite datas comemorativas, que lembrem o viúvo da pessoa que se foi.

Esqueça o ciúme – Lembre-se que o viúvo construiu uma vida com outra pessoa e isso inclui familiares, que podem querer manter contato. Seja você – Não haja como se fosse substituir a pessoa que se foi, a atitude correta é demostrar que está ali porque ama a pessoa viúva.

Deixar de Amar (…) e Reconquistar Esse Amor

De acordo com os padrões do mundo é fácil apaixonar-se. Infelizmente, deixar de amar alguém, pode ser igualmente fácil. Porém, apaixonar-se novamente pela mesma pessoa depois de tê-la esquecido, é extremamente difícil. As pessoas não voltam a amar; elas reconquistam o amor. E essa pode ser uma jornada longa e árdua, mas extremamente recompensadora. Sei disso por experiência própria.

“Pai Celestial, não sei o que fazer!” Saíra batendo a porta da casa, depois de uma discussão particularmente violenta com meu marido. Era novembro e fazia muito frio. Não estava com sapatos nem casaco, mas estava tão zangada que mal percebera.

Nosso casamento não tinha problemas quanto a maus-tratos, mas parecia que brigávamos o tempo todo—ou pelo menos sempre que ele estava em casa, o que não acontecia com muita freqüência.

Ele ficava até tarde no trabalho quase todos os dias e parecia que passava o resto de seu tempo no campo de golfe. Eu não podia culpá-lo. Era tão horrível para ele ficar em casa como o era para mim.

Então lá estava eu, no frio, vestindo apenas uma camiseta e calças jeans, extravasando minha desgraça ao Pai Celestial. À medida que orava, percebi que não amava mais o meu marido. Nem sequer gostava dele.

Parecia que tinha duas opções: Eu poderia deixá-lo e pedir o divórcio ou, poderia ficar e continuar a sentir-me miserável. Nenhuma das opções pareciam muito convidativas. Se eu fosse embora, meu casamento fracassaria e perderia a esperança de ter uma família eterna. Eu obrigaria meus filhos a sofrer devido à minha decisão e eles passariam a infância vivendo apenas com um dos pais.

Por outro lado, se eu ficasse, estaria ignorando o fato de que o nosso casamento estava indo a pique de qualquer maneira. Eu não teria uma família eterna, porque certamente não estávamos rumando para o reino celestial. Estaria forçando meus filhos a viverem em um lar infeliz, porque a mãe e o pai não gostavam um do outro e mal podiam se olhar, sem ficarem ofendidos.

“Pai Celestial”, orei, “nenhuma opção é boa. Por favor, diz-me o que fazer.”

Foi quando um novo pensamento veio-me à mente. A escolha certa que eu havia ignorado. Eu poderia ficar, amar o Mark (o nome foi mudado) e ser feliz. Isso pareceu uma escolha muito melhor. Embora eu não tivesse a mínima idéia de como eu conseguiria isso, o pensamento de ver minha família feliz outra vez, fez com que eu sentisse que poderia dar meia volta e retornar para casa.

Durante as semanas seguintes tentei voltar a amar o Mark, mas só encontrei frustração. Todo meu esforço parecia dar em nada. Tentei ser mais amável para com ele. Mas quando lhe preparei um jantar delicioso que sabia iria gostar, ele chegou tarde.

Quando lhe fazia pequenas coisas que, eu acreditava, demonstravam meu amor, ele não percebia, e isso me irritava ainda mais. Apesar de todo o meu empenho, ele não passava pela milagrosa transformação que eu esperava.

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Três semanas depois, estava ainda mais pronta a desistir do que nunca.

Voltei-me ao Pai Celestial em oração. Envergonho-me por dizer que não foi uma oração das mais humildes. “Não vai funcionar”, informei a Ele. “Mark é idiota demais. Não posso amá-lo se ele não se dispõe a me ajudar um pouco. Eu tentei, mas não adiantou!

Não podes ajudar-me?” Pedi. “Não podes fazer com que ele seja um pouco mais gentil? Não podes simplesmente dar um jeito nele?”

Quase que imediatamente ouvi a clara resposta: “Dê um jeito em si mesma!”

“Eu não sou o problema”, pensei. Estava segura disso. Comecei a pensar em todos os defeitos terríveis que Mark tinha que não podiam ser ignorados e, definitivamente, lá residia o problema.

Ouvi, novamente, em minha mente conturbada: “Dê um jeito em si mesma”.

“Certo”, orei com mais humildade, naquele momento: “Mas eu não sei como. Por favor, guia-me. Por favor, diz-me o que fazer”.

Orava todos os dias, implorando para que o Senhor me guiasse. Ajoelhei-me em muitas longas orações, em que dizia a Ele o quanto isso era importante para mim, tentando convencê-Lo a me ajudar, mas nada parecia acontecer.

A inspiração finalmente chegou pelo nosso professor de Doutrina do Evangelho. Durante a aula lemos Morôni 7:47–48: “Mas a caridade é o puro amor de Cristo (…). Portanto, meus amados irmãos, rogai ao Pai, com toda a energia de vosso coração, que sejais cheios desse amor que ele concedeu a todos os que são verdadeiros seguidores de seu Filho, Jesus Cristo”.

Discutimos o que significa caridade. Ela é o amor que Jesus Cristo tem por todos nós. Aprendi que o Salvador sabe o que existe de bom em cada um. Ele consegue encontrar algo digno de amar em toda pessoa.

O professor voltou a citar-nos a escritura. “O versículo 48 diz que a caridade é um dom do Pai que é concedido a vocês. A caridade não é algo que vocês próprios desenvolvem. Ela precisa ser-lhes dada. Assim, existe um vizinho que os deixa irritados ou alguém de quem não gostam.

Qual é o problema? O problema é que vocês não têm caridade, o puro amor de Cristo, por esse vizinho. Como podem obtê-lo? Precisam ‘orar ao Pai com toda a energia de vosso coração’ e pedir-Lhe que faça com que sintam caridade para com aquela pessoa.

Precisam pedir para enxergar a pessoa através dos olhos do Salvador, para que possam vê-la como alguém bom e digno de amor.”

Essa era a minha resposta. Se eu pudesse ver o Mark da perspectiva do Salvador, eu não poderia deixar de amá-lo. Parecia algo tão fácil de se fazer, muito mais fácil do que qualquer coisa que tentara antes. Apenas pediria caridade, Deus a concederia para mim e isso resolveria meu problema. Mas eu deveria saber que o Pai Celestial exigiria pelo menos um pouco de esforço de minha parte.

Ajoelhei-me em oração naquela noite e pedi que sentisse caridade por meu marido. Pedi para sentir uma porção do amor que Jesus Cristo sentia pelo Mark, para ver as coisas boas que o Senhor via nele.

Então veio-me, com clareza, à mente, que eu já sabia quais eram as coisas boas que havia no Mark e que eu deveria enumerá-las. Pensei longamente. Não me concentrava em coisas boas há muito tempo. Finalmente disse: “Ele estava bem arrumado hoje”. Lembrei-me de uma outra coisa: “Ele leva o lixo para fora quando eu peço”.

Uma outra: “Ele trabalha arduamente”. Outra: “Ele cuida bem das crianças”. Outra. Não conseguia pensar em mais nada.

Na noite seguinte, antes de dormir, pedi por caridade e fui novamente inspirada a dizer coisas boas a respeito do Mark. Foi difícil. Eu não estava acostumada a concentrar-me no positivo. Estava acostumada a catalogar todos os seus defeitos para que eu pudesse corrigi-los.

Logo percebi que teria de mencionar coisas boas a respeito dele toda noite durante algum tempo e decidi que seria infinitamente mais fácil se eu prestasse atenção nelas durante o dia.

No dia seguinte observei cuidadosamente e descobri 10 coisas boas a respeito dele—um novo recorde! Isso tornou-se a minha meta: 10 coisas boas antes de ir para a cama. Nos bons dias era fácil.

Mas nos dias ruins, as três últimas giravam em torno de: “O cabelo dele parecia estar em ordem” ou “Gostei da calça jeans que ele vestiu”. Mas cumpri a meta todas as noites.

Depois de algum tempo comecei a forçar-me a mencionar 10 coisas positivas cada vez que tinha um pensamento negativo. Com essa vantagem, não me prendia aos defeitos do Mark com muita freqüência.

Lentamente algo maravilhoso estava acontecendo. Primeiro, comecei a ver que Mark não era aquele grande idiota que eu pensava ser. Ele tinha muitas características maravilhosas que eu negligenciara ou esquecera.

Segundo, por eu ter deixado de censurá-lo, Mark começou a mudar muitos dos maus hábitos de que eu reclamava há tanto tempo. Tão logo parei de sentir que tinha de ser responsável por suas ações, ele começou a assumir a responsabilidade.

Passei a apreciar o tempo que ficava com Mark e esse tempo aumentou, porque ele parou de trabalhar tantas horas.

Nosso relacionamento progredira muito, mas ainda havia um problema: não sentia amor pelo Mark. Simplesmente não sentia nada. Eu ansiava por aquele sentimento de ligação, aquele sentimento de que pertencíamos um ao outro. Vinha orando havia cinco meses agora, pedindo para sentir o amor que Cristo sentia por ele.

Supliquei a Deus com mais intensidade ainda, para que fizesse com que eu o amasse. “Estou feliz com nosso progresso”, disse a Ele. “Nossa família está muito mais unida do que jamais esteve. Se isso é o melhor que posso ter, ficarei satisfeita.

Mas se simplesmente pudesse amar o Mark, mesmo que só um pouco, essa seria a melhor bênção que eu poderia receber.”

Lembro-me vividamente do momento em que aquela bênção foi-me concedida. Estávamos envolvidos com alguns passatempos na casa de meus pais, certa noite. Eu olhei para o Mark, do outro lado da mesa e, repentinamente, do nada, o sentimento de amor mais forte, mais vibrante, mais intenso que jamais sentira, atingiu-me com uma energia quase que física.

Meus olhos encheram-se de lágrimas, e senti-me dominada pela força de meus sentimentos. Lá, sentado à minha frente, estava o meu companheiro eterno, a quem eu amava mais do que meras palavras poderiam expressar. Seu valor infinito era tal que eu não conseguia acreditar que o negligenciara.

Senti um pouco do que o Salvador sentia pelo meu Mark, e foi maravilhoso.

Já se passaram vários anos desde aquela noite especial, e a lembrança dela ainda traz lágrimas aos meus olhos. É assustador pensar que quase desisti, que quase perdi essa experiência.

Meu casamento vai muito bem agora — não é perfeito, mas é muito, muito bom. Recuso-me a deixar que o amor escorregue novamente. Faço um esforço consciente, a cada dia, para nutrir meu amor pelo Mark. E sinto uma profunda gratidão por um Pai Celestial paciente e amoroso, por ter-me ajudado a dar um jeito em mim mesma.

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