Como aliviar a síndrome do pescoço tecnológico com alongamentos

Como Aliviar a Síndrome do Pescoço Tecnológico com Alongamentos

Tempo de leitura: 4 minutos

A maioria de nós nunca ouviu falar sobre “síndrome do pescoço de texto”, mas ela é mais comum do que se imagina.

Com o avanço dos telefones celulares, o mundo vem mudando drasticamente. Tudo o que precisamos para nos comunicarmos com nossos amigos está quase 24 horas por dia em nossas mãos. Além dessa vantagem, há uma variedade de aplicativos que podemos usar para qualquer coisa, de fotografia a jogos, saúde e bem-estar e muitos outros.

Além disso, os recursos da Internet e a facilidade com que podemos acessar alguns de nossos sites favoritos em uma plataforma móvel torna o celular um dos dispositivos que mais transformaram nossa vida nos últimos anos. Essencialmente, esses dispositivos móveis tomaram conta de nosso dia-a-dia, praticamente desde a manhã até a noite.

Como Aliviar a Síndrome do Pescoço Tecnológico com Alongamentos

Embora essa evolução possa parecer um desenvolvimento positivo da integração da tecnologia na sociedade, há também algumas consequências negativas que acompanham o uso de telefones celulares, e a síndrome do pescoço de texto é uma das mais graves. À medida que usamos cada vez mais os nossos aparelhos, a tendência é que a nossa postura diminua e que a nossa saúde musculoesquelética sofra mais.

Síndrome do Pescoço de Texto: Onde ocorre a dor?

Quando você está no metrô ou andando pelo supermercado, o que você vê? Muitas pessoas de olho em seus celulares, com ombros na posição errada, cabeça abaixada e pescoço esticado. Esse tipo de postura não é boa para nossa saúde musculoesquelética a longo prazo, pois os ombros, o pescoço e a coluna trabalham juntos para nos proporcionar a melhor postura e posicionamento possíveis para essas partes do corpo.

Como Aliviar a Síndrome do Pescoço Tecnológico com Alongamentos

Abaixar a cabeça para observarmos nosso celular por longos períodos de tempo pode criar problemas significativos no pescoço até o ponto em que os ossos do pescoço se moldam em um formato curvo.

Com o tempo, isso é extremamente prejudicial, pois a cabeça é muito pesada e isso, combinado com a má formação das vértebras no pescoço, pode acabar esticando nossos músculos, levando à fraqueza e à incapacidade de manter a cabeça na posição correta.

De maneira diferente, nossas mãos e pulsos também podem ser afetados.

Então, o que exatamente está acontecendo no seu pescoço enquanto você está olhando para o smartphone? Tudo tem a ver com o ângulo da sua cabeça, e é onde a síndrome do pescoço de texto começa a se formar.

Quando você está sentado ou em pé em uma posição neutra, olhando para frente, sua cabeça pesa entre 4,5kg a 5,5kg. Quando você começa a inclinar a cabeça para a frente em 15 graus, coloca pressão no pescoço, aumentando a pressão exercida para 12kg.

No momento em que você inclina a cabeça em 60 graus para olhar para o smartphone, a pressão pode chegar a até 27kg. Isso é muita pressão no pescoço e na coluna!

Como Aliviar a Síndrome do Pescoço Tecnológico com AlongamentosPosição de coluna neutra

De acordo com Jeremy McVay, fisioterapeuta e proprietário da McVay Physical Therapy em Barrington, Rhode Island, possíveis sintomas do “pescoço iPhone” (como é chamada, por vezes, a postura ao olharmos para o celular) incluem dores de cabeça, dor no pescoço, dor no ombro e sintomas relacionados aos nervos, tais como dor irradiada, dormência, formigamento e/ou queimação em um ou ambos os braços.

3 Dicas para Evitar a Síndrome do Pescoço Tecnológico

Prático, portátil, rápido, quase um substituto para o computador. No trabalho, nos estudos, na fila do banco, no trânsito, um companheiro inseparável da geração digital, o smartphone tem muitos benefícios, mas também tem riscos.

  • Um desses riscos é o desenvolvimento de uma síndrome chamada “pescoço tecnológico”, que ocorre com o uso prolongado do aparelho portátil em postura inadequada.
  • Esta síndrome, também conhecida de “tech neck” (termo no inglês), se caracteriza por dores e alterações musculoesqueléticos que afetam o pescoço, e até os braços e as mãos.
  • Hoje destacaremos como a postura e o desgaste da coluna cervical (na região do pescoço) contribuem para o distúrbio e daremos dicas rápidas para evitar a síndrome, mas, fique ciente que existem outras condições da síndrome, por exemplo o pinçamento de nervos — assunto para outros post.

Veja na imagem o que ocorre na postura que a maioria adota ao usar o aparelho. Uma tensão contínua é criada, sobrecarregando o sistema musculoesquelético que sustenta a coluna cervical.

Como Aliviar a Síndrome do Pescoço Tecnológico com Alongamentos

A cabeça humana e pescoço pesam em torno de 6 kg na posição neutra (0º de angulação – olhar no horizonte). Quando a cabeça é fletida para frente, as cargas de força transmitidas à coluna cervical aumentam de forma sensível. Flexionada em 15º, o peso dobra para 12 kg, em 30º, 18 kg, e com a cabeça inclinada à frente em 60 graus, posição em que usamos o celular, a força pode chegar a 27 kg.

Consegue imaginar carregar 5 sacos de arroz e um pouco mais durante várias horas?!

Por quê a tensão excessiva pode ser grave no longo prazo?

Esta tensão contínua vai alterando a curvatura natural do pescoço, que fica mais vulnerável ao desgaste precoce e à degeneração das vértebras cervicais. Nos consultórios, já vemos alterações na coluna como herniações, estenoses, cifoses, etc., assim como microtraumas características do pescoço tecnológico. O grau da degeneração pode evoluir para uma necessidade cirúrgica.

E o desgaste na coluna não é limitado a adultos, pode ocorrer entre jovens também. Os jovens estão entre os usuários mais pesados de smartphones, tablets e laptops.

De acordo com estudos científicos, as pessoas passam em média, 2 a 4 horas com a cabeça flexionada, trocando mensagens de texto ou usando seus telefones para outras finalidades como ver vídeos, etc. Essa média totaliza entre 700 a 1400 horas/ano e alunos do colegial, até 5000 horas!

Nem tem de fazer muito cálculo para entender o impacto disso.

Os especialistas em saúde pública já alertam para uma incidência maior de problemas na região cervical; uns até falam em epidemia diante do crescimento do número de usuários destes aparelhos portáteis.

Por isso, vamos cuidar. Aqui vão três dicas de cuidados fundamentais.

  1. Posicionar aparelho na altura dos olhos – Esta posição na altura dos olhos e o aumento do tamanho das letras para poder ler de longe evita a necessidade de fletir e projetar a cabeça para frente, fora do eixo neutro.
  2. Usar mais o áudio – Ao invés de trocar mensagens escritas, utilize mais as funções de áudio, de preferência utilize fones, deixando as mãos livres.
  3. Pausar e mudar de posição – Levante-se ou mude de posição a cada 15 a 20 minutos para reduzir a fadiga nos músculos do pescoço e do ombro. Faça alongamento e fortalecimento do pescoço frequentemente durante o dia para reduzir o esforço físico e melhorar a postura do pescoço e ombro.

Como Aliviar a Síndrome do Pescoço Tecnológico com Alongamentos

Lembre-se que o melhor é manter a cabeça em posição neutra, olhando o horizonte, e mudar de posição frequentemente. Vamos colocar em prática!

Depois de um dia de trabalho sente formigamento no braço ou na mão? No próximo post, dicas sobre posicionamento do braço e mão para evitar esse incômodo. Não perca!

Curiosidade: O termo “tech neck” (pescoço tecnológico) foi usado primeiro em 2014 pelo Dr.

Ken Hansraj, chefe de cirurgia do Centro Médico de Cirurgia Espinhal e Reabilitação de Nova Iorque quando publicou um artigo na Biblioteca Nacional da Medicina nos EUA em que avaliou o efeito da postura e posição da cabeça na coluna cervical e as alterações causadas por estas quando as pessoas usam o celular.

Pescoço de texto: conheça a síndrome provocada pelo celular

Consequência de um hábito cada vez mais frequente, a síndrome do pescoço de texto é provocada pelo uso do celular. A pessoa fica de pé, muito tempo com a cabeça inclinada para frente e digitando no smartphone.

De acordo com o neurocirurgião Adriano Scaff, é como se a cabeça estivesse pesando 27 quilos ou mais, e pressionando vértebras e músculos. Ele explica que o peso aumenta e a pressão nas vértebras e músculos cresce até oito vezes.

Normalmente, a cabeça pesa em torno de seis quilos, quando estamos na posição ereta, olhando para frente. A partir do momento que a pessoa começa a flexionar a cabeça para frente, o peso aumenta sobre a coluna cervical.

“A maioria das profissões hoje já têm um hábito de colocar a cabeça para baixo. O nosso corpo não foi projetado para ficar o tempo inteiro para baixo. Isso vai gerar uma sobrecarga, um estresse nas articulações do pescoço”, alerta o neurocirurgião.

Muito tempo nessa posição pode causar lesões nos nervos, músculos e vertebras, que resultam em inflamações e no desenvolvimento da síndrome. A preocupação maior é com as crianças, pois a cabeça inclinada provoca mais pressão sobre a região do pescoço do que no adulto.

Os sintomas começam leves e temporários. São eles: dor no pescoço, sensação de músculos presos nos ombros, dor crônica na parte superior das costas, desvio do alinhamento da coluna – que pode resultar numa postura dobrada para frente.

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Como Aliviar a Síndrome do Pescoço Tecnológico com Alongamentos

Veja dicas para aliviar a dor no pescoço

Se a postura não for corrigida, pode causar sintomas mais graves. “Não corrigir a postura, a longo prazo, pode gerar uma doença. Essa doença gera inflamações nos tendões, nos músculos, contratura, dor de cabeça, desgaste na coluna sobrecarregada (articulações, vértebras são desgastadas), formigamento. Tudo isso pelo desbalanço mecânico da coluna”, completa Scaff.

O neurocirurgião dá dicas para manter a postura correta na hora de utilizar as telas: segure o dispositivo na altura dos olhos, faça pausas de uso e evite usar com apenas uma mão. Faça também alongamentos recorrentes para aliviar a região da cervical.

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Logo podcast Bem Estar – matéria — Foto: Comunicação/Globo

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Chifre por uso de celular? Entenda como a tecnologia afeta nossos corpos

Que a tecnologia moderna transformou nossas vidas, a gente já sabe. Mas, e agora se o uso de alguns dispositivos estiver transformando nossos corpos? Já pensou?! Os problemas de saúde causados pelo uso da tecnologia ainda são recentes na medicina.

E é exatamente por isso que questões como esta vem sendo amplamente estudadas.

Recentemente, a notícia de que o uso do smartphone estaria desenvolvendo chifres na parte de trás dos crânios de jovens deixou muita gente com a pulga atrás da orelha…e certamente com a mão na cabeça procurando o tal “chifre”…é, até os solteiros…

Brincadeiras à parte, o assunto é sério; o chifre, nem tanto. O problema é que quando a gente usa o smartphone é normal que nosso pescoço fique assim, curvado para frente. Esse desvio de postura, além de problemas na coluna, pode causar um crescimento ósseo e de tendões na parte de trás do pescoço, mas nada que possa trazer algum risco mais sérios para a saúde.

O chifre, ou melhor, o calo ósseo pode ser comparado aos calos que eventualmente aparecem nas mãos ou nos pés; quando a pele engrossa em resposta à pressão exercida naquele local.

Cientistas da Universidade da Costa do Sol, na Austrália, dizem que esta pode ser a primeira documentação de uma adaptação fisiológica ou esquelética devido à penetração de tecnologia avançada na vida cotidiana.

Segundo eles, os smartphones e outros dispositivos portáteis são os principais responsáveis pelo corpo humano estar “entortando”.

Ainda que o aparecimento da formação óssea seja incomum, a síndrome do chamado “pescoço tecnológico” já é bem conhecida pelo mundo médico.

A Organização Mundial da Saúde inclusive considera a síndrome epidêmica.

A má postura ao utilizar dispositivos como o celular ou o computador pode causar crises de dor de cabeça, além de dores na parte superior da coluna e no pescoço. Pior; não é só isso…

Para não ser “mais um” nessa lista de “curvados e doloridos”, é preciso se preocupar com a postura – aumentar a consciência sobre o problema antes que seja tarde demais. Claro, a solução não é banir a tecnologia.

Mesmo porque isso é completamente indiscutível nos dias de hoje. Mas, sim, é importante controlar o uso e estar ciente dos problemas.

Mais do que isso, é possível contar com a ajuda de profissionais para fortalecer a região cervical e lombar e trabalhar na prevenção do problema.

Existe uma série de alongamentos que você mesmo pode fazer em casa e no trabalho durante alguns períodos de descanso para aliviar o estresse sobre o pescoço e a coluna no dia a dia. Mas, pensando especialmente em conscientização postural, uma das melhores indicações tanto para prevenir quanto para curar o problema é a prática do Pilates.

Saúde Ciência

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Whiplash ou Síndrome do Chicote – O que é? Aprenda mais

O pescoço é composto de vértebras que se estendem do crânio até a porção superior do tronco, sendo a parte posterior conhecida como nuca. Assim como outras estruturas da coluna cervical, sua saúde pode ser afetada por diversas condições.

  • A dor na nuca tem muitas causas, sendo uma das principais o whiplash – também chamado de efeito chicote.
  • A lesão pelo efeito chicote é gerada por movimentos rápidos e repentinos no pescoço, geralmente para frente e para trás, como os relacionados a colisões de carro traseiras.
  • A maioria dos casos leves e moderados de whiplash pode ser tratada com analgesia e reabilitação motora.
  • Apesar de ser frequente, o efeito chicote não é a única causa de dor na nuca. Saiba mais a seguir:

O que é whiplash (efeito chicote)

Efeito chicote é uma lesão que gera dor na nuca.

É causada por torção (entorse) ou estirão (distensão) dos tecidos moles do pescoço. Acidentes de trânsito são a principal causa do quadro, independente de envolverem alta ou baixa velocidade.

  1. Os que envolvem carros e motocicletas geralmente resultam na lesão, já que a parada repentina gerada pela colisão causa um movimento violento da cabeça, que é lançada para frente, para trás ou para o lado, a depender do tipo de impacto.
  2. Além dos acidentes automobilísticos, o acometimento pode ser causado por golpes repentinos na cabeça, como os que ocorrem em abuso físico ou em esportes como boxe, futebol e rugby.
  3. Escorregões ou quedas nas quais o pescoço é jogado para trás também podem causar dor na nuca, assim como ser atingido na cabeça por um objeto sólido.
  4. Algumas pessoas são mais propensas a sofrer com efeito chicote após um trauma, tais como mulheres, jovens, pacientes com histórico de dor no pescoço, trabalhadores de empregos monótonos (que provavelmente têm tensão muscular) e vítimas de acidentes de carro traseiros ou com o carro parado.
  5. O efeito chicote geralmente melhora em algumas semanas ou meses, mas há casos cujos sintomas podem ser prolongados e limitantes, afetando severamente as atividades do dia a dia.

Sinais e sintomas

Whiplash se manifesta até 24 horas após a lesão com sintomas como:

  • Dor na nuca que piora ao mover o pescoço
  • Rigidez no pescoço que afeta a amplitude de movimento
  • Dor de cabeça que começa na nuca
  • Dor no ombro, na parte superior das costas ou nos braços
  • Alteração de sensibilidade nos braços, como formigamento e dormência
  • Cansaço
  • Tontura

Embora menos prováveis de ocorrerem, há outros sintomas, tais como:

  • Visão embaçada
  • Zumbido no ouvido
  • Distúrbios do sono
  • Irritabilidade
  • Falta de concentração
  • Problemas de memória

Os sinais do efeito chicote geralmente são piores no dia seguinte à lesão, embora também possam se tornar mais intensos gradativamente com o passar dos dias.

Outras causas de dor na nuca

Infecções

Algumas infecções podem afetar a coluna cervical e causar dor na nuca, como a meningite. A doença – de origem bacteriana, viral ou fúngica – afeta as meninges que revestem o cérebro e a medula espinal. Ela tem como seus principais sintomas rigidez no pescoço, que muitas vezes impede o movimento de encostar o queixo no tórax, febre e dor de cabeça.

Outra infecção relacionada à dor na base do crânio é a tuberculose vertebral, também chamada de Doença de Pott. Embora menos comum que a meningite, também afeta a região da nuca.

Tais patologias requerem atenção médica imediata para evitar complicações.

Contratura ou distensão muscularA sobrecarga nos músculos do pescoço pode fazer com que se contraiam ou alonguem de maneira inadequada, gerando lesões leves, mas que podem ser bem desconfortáveis. Além da dor na nuca, o rosto, os ombros e a parte superior das costas podem ser afetados.

A contratura ou distensão muscular pode acontecer por vários motivos, entre eles excesso de tensão nos músculos cervicais e sobrecarga devido a esportes.

Doenças articulares

Doenças degenerativas, como a artrose e a espondilose, podem prejudicar as vértebras cervicais e gerar dor no pescoço. Esses quadros estão relacionados ao desgaste das articulações devido ao envelhecimento.

Outras condições que geram dor na nuca são hérnia de disco e espondilite anquilosante.

DTM

Disfunção temporomandibular (DTM) é outra provável causa de rigidez na nuca. Trata-se de uma alteração na articulação da mandíbula ligada a hábitos inadequados, como roer unhas e mascar chiclete, bruxismo e tensão emocional.

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Outros sintomas de DTM incluem sensibilidade exacerbada ao mastigar e travamento da boca.

Enxaqueca

Dor de cabeça, principalmente a que é fruto de enxaqueca, é outra causa comum de dor na nuca. Ela pode ser gerada por tensão, alterações hormonais e consumo de certos alimentos.

Seus sintomas incluem dor de cabeça, mal-estar, enjoo, vômito, alterações visuais (auras), tensão e dor nos músculos do pescoço. O quadro pode ser bem incômodo e prejudicar sono e atividades simples da rotina.

Pressão alta

Outra causa para dor na nuca é a hipertensão arterial, também conhecida como pressão alta.

Embora muitos portadores da disfunção sejam assintomáticos, uma parcela deles pode sentir tontura, pressão no peito, sonolência, enjoo, confusão mental, sangramento nasal, tremor nas mãos, palidez e dor na nuca. Tais sintomas só são manifestados em casos que a pressão arterial está muito alta, como valores acima de 200/110 mmHg.

Má postura

Postura ruim é uma das causas mais comuns de dor na nuca, principalmente com o advento das novas tecnologias, como celulares e tablets cujas telas muitas vezes são visualizadas com a cabeça abaixada. O quadro já tem até nome “Síndrome do pescoço tecnológico” e preocupa porque a inclinação aumenta o peso da cabeça de 5 para até 27 quilos, o que sobrecarrega a coluna vertebral.

A postura que gera dor na nuca também está relacionada ao uso de travesseiros inadequados e técnica incorretas para levantar ou carregar peso.

Quando procurar ajuda médica

É recomendado consultar um médico caso a rigidez e a dor na nuca surjam após acidente de carro ou outra lesão traumática. É essencial que o diagnóstico seja feito o quanto antes para descartar a possibilidade de fraturas, luxações ou danos graves nos tecidos do pescoço.

Como é o diagnóstico

O processo de diagnóstico tem início com a anamnese, que nada mais é que uma conversa entre paciente e médico ortopedista ou clínico geral a respeito do quadro e histórico clínico. Nesse diálogo, o profissional de saúde poderá fazer as seguintes perguntas:

  • Como o quadro se manifesta?
  • Como a dor na nuca começou?
  • Houve algum acidente ou trauma antes do início dos sintomas?
  • Qual a intensidade da dor?
  • A dor piora ou melhora em quais situações?
  • Há sintomas em outras áreas do corpo além do pescoço? Quais?
  • Em seguida, o médico examinará o pescoço do paciente em busca de espasmos musculares, sensibilidade e alteração na amplitude de movimento.
  • A partir daí, poderão haver hipóteses diagnósticas que serão confirmadas ou descartadas por meio de exames de imagem, tais como:
  • Raio X: teste que disponibiliza imagens das estruturas densas do corpo, como ossos, e é pedido em caso de suspeita de lesões ósseas e doenças degenerativas, como artrite.
  • Tomografia computadorizada: exame de imagem que permite a avaliação de danos ou inflamações nos tecidos moles ou nervos da medula espinhal.
  • Ressonância magnética: assim como a tomografia, a ressonância visa avaliar os tecidos moles da cervical e investigar lesões geradas por traumas ou doenças.
  • Há ainda outros exames que podem ser requeridos em casos de suspeita de lesão cerebral e câncer, como tensor de difusão e o PET scan.

Prognóstico e complicações

Grande parte das pessoas que desenvolve dor na nuca se sente melhor alguns dias ou semanas após o início dos sintomas. De acordo com o Instituto Nacional de Distúrbios Neurológicos e Derrames, dos Estados Unidos (EUA), é comum que a recuperação total leve três meses.

Ainda assim, há casos que evoluem para dor crônica – com duração superior a seis meses –, que nem sempre tem explicação médica. A permanência dos sintomas pode desencadear estresse e transtornos de ansiedade ou depressão, além de dificultar a realização de atividades rotineiras, como trabalhar, dirigir e até mesmo dormir.

Tratamentos para dor na nuca

Em geral, a dor na nuca costuma regredir sozinha ou após medidas básicas. No entanto, às vezes os sintomas podem durar várias semanas ou meses, de modo a prejudicar a qualidade de vida. Em ambos os casos, podem ser empregues tratamentos caseiros e clínicos, tais como:

Imobilização e movimento

Quem sofre de whiplash ou outra causa de dor na nuca deve evitar movimentos bruscos que possam agravar os sintomas ou prolongar o quadro. Para isso, vale usar colar cervical nos momentos de maior movimento durante o dia. Em contrapartida, é importante movimentar o pescoço de maneira leve, a fim de manter os músculos ativos e acelerar a cura.

Deste modo, vale dosar o tempo de colar cervical e o de movimentação. Tal equilíbrio que pode ser encontrado a partir da orientação médica.

  1. Medicamentos
  2. Analgésicos podem ser usados ​​para aliviar a dor de uma lesão na nuca, como o efeito chicote.
  3. Casos de infecções graves, como a meningite, requerem internação para administrar antibióticos, antivirais, antifúngicos e/ou corticoides.

O tratamento de enxaqueca ocorre pelo uso de diversas classes de remédios, como analgésicos, beta-bloqueadores, anticonvulsivantes e triptanos. Por sua vez, os cuidados com a hipertensão referem-se à prescrição de anti-hipertensivos e inibidores de ECA.

Independente da classe de medicamento, é importante seguir a posologia indicada pelo médico, assim como ler a bula.

Fisioterapia

A fisioterapia pode ser recomendada quando a dor na nuca é persistente ou fruto de lesões nos tecidos. O método inclui uma série de técnicas que ajuda a recuperar a amplitude de movimento de áreas lesionadas, como exercícios de fortalecimento e alongamento muscular.

  • O tratamento ainda engloba a aplicação de terapias analgésicas e anti-inflamatórias, como ultrassom, massagem, colocação de bandagens e corrente elétrica na pele (TENS).
  • Acupuntura
  • A acupuntura é um tratamento milenar da Medicina Tradicional Chinesa que visa diagnosticar, tratar e prevenir doenças por meio da inserção de agulhas finas em pontos específicos do corpo.

O tratamento tem efeito em áreas do sistema nervoso central responsáveis pelo controle da dor, além de estimular a liberação de neurotransmissores e hormônios com ação analgésica. A acupuntura trata doenças tanto agudas quanto crônicas, obtendo sucesso principalmente em condições músculo-esqueléticas.

  1. Alguns pacientes apresentam piora da dor horas após as primeiras sessões de acupuntura, o que é normal e tende a deixar de acontecer com o passar do tempo.
  2. Vale lembrar que o método não descarta a necessidade de tomar remédios, podendo inclusive facilitar o desmame de medicamentos de uso contínuo e acelerar a recuperação e a reabilitação do paciente.
  3. Cuidados caseiros
  4. Além de manter o pescoço móvel, fazer fisioterapia, passar por acupuntura e tomar remédios prescritos pelo médico, podem ser adotadas medidas de autocuidado para ajudar a aliviar a dor e a rigidez.
  5. A principal delas é manter uma boa postura, que compreende as costas eretas enquanto sentado, em pé ou andando.
  6. A fim de evitar pressão pela flexão da nuca para baixo, também é indicado elevar o celular na altura do olhar ao usá-lo, assim como ajustar a cadeira do computador para que a tela fique bem à frente da cabeça.
  7. Dormir com travesseiros de altura adequada é outra medida caseira para aliviar e evitar dor na nuca, já que os altos e os baixos deixam a cervical curvada demais.

Outra alternativa interessante e simples para amenizar o quadro é aplicar compressas mornas na área afetada por até 20 minutos e de três a quatro vezes ao dia. É importante enrolar a compressa em pano ou fralda para evitar queimaduras.

Por fim, vale apostar em exercícios e alongamentos para a coluna, os quais podem ser indicados por um fisioterapeuta ou profissional de Educação Física. O repertório de algumas modalidades engloba movimentos do tipo, como a Yoga e o Pilates.

Referências

https://www.nhsinform.scot/illnesses-and-conditions/injuries/head-and-neck-injuries/whiplash#treating-whiplash

https://www.healthline.com/health/neck-pain

Text neck: a dor causada pela má postura ligada ao uso incorreto do celular

Incomodado com as dores cada vez mais frequentes que o acometiam na região do pescoço, o estudante de educação física Bernardo Jaques, 22, resolveu relatar o problema a um fisioterapeuta.

“Acabei descobrindo que (as dores) eram decorrentes de tanto eu ficar com a minha (coluna) cervical flexionada, olhando para a tela do celular, o que chegou até a alterar a minha postura”, rememora ele, que, com a ajuda do profissional, acabou se submetendo a algumas sessões de exercícios monitorados com o intuito de acabar com o problema.

Se a dor sumiu? “Sim! E a minha postura voltou ao ideal. Mas, ao mesmo tempo, também procurei me reeducar para, sempre que possível, deixar minha cervical em uma posição neutra ao lidar com o smartphone. Hoje em dia, esse esforço já se tornou algo natural para mim”, conta ele, bem mais aliviado.

Bernardo Jaques é uma das vítimas de um mal que vem afetando sobretudo os mais jovens: a síndrome do pescoço de texto, ou, do original inglês, “text neck”. Na verdade, no Brasil é também conhecida como “síndrome do smartphone” ou “pescoço tecnológico”. É um problema que vem a rebote do uso excessivo dos smartphones. 

Recente pesquisa empreendida pela Universidade de Notthingham, na Inglaterra, tendo como foco pessoas entre 18 e 33 anos, apontou que esse público costuma pegar o celular mais de 85 vezes por dia, o que corresponderia a um total de mais de cinco horas com os olhos fixados a uma tela. Como todo excesso traz consequências, com o celular não seria diferente. 

E a síndrome do pescoço de texto entra justamente no rol dos males provocados pelo excesso do uso desses aparelhos portáveis, tendo como desencadeador a adoção de uma postura errada do usuário no manejo dos aparelhos.

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No geral, em vez de elevar o aparelho no nível dos olhos, o usuário inclina a cabeça para conferir o que está na tela.

Esse movimento aparentemente inocente acaba por elevar consideravelmente o peso projetado sobre a coluna cervical – estima-se que de 5 a 6 kg (peso estimado da cabeça de um adulto) para até – acredite – 30 kg, de acordo com o grau de inclinação. 

Com formação no método Busquet, em quiropraxia e em pilates, o fisioterapeuta Vitor Alvarenga, que tratou o caso de Bernardo, diz que, apesar de ainda não existirem números precisos sobre a síndrome – “só vamos saber mais pra frente, pois estudos em relação a isso ainda estão em curso” –, pode-se dizer que, sem dúvida, a procura por alívio a essas dores no pescoço está em reta ascendente. 

O médico Guilherme Moreira de Abreu Silva, do departamento do Aparelho Locomotor da Universidade Federal de Minas Gerais, corrobora: “As queixas têm sido cada vez mais frequentes e aparecem não só nos consultórios, mas também nos serviços de pronto-atendimento”.

Especificidades. Guilherme explica que, nos episódios de crise, na maioria dos casos, a dor costuma aumentar ao final do dia, “podendo, inclusive, se refletir na qualidade do sono”.

Não bastasse, a dor pode irradiar para a região dos ombros e para outros membros.

Embora felizmente seja mais raro, se não cuidada, a text neck pode ocasionar problemas mais sérios, como a compressão do nervo cervical. 

É a avaliação médica que vai direcionar o início ao tratamento, que, claro, pode ter o suporte de medicamentos para aliviar a dor – anti-inflamatórios, analgésicos ou relaxantes musculares.

“Há pacientes com restrições a algumas classes de medicamentos”, lembra Guilherme, que também enfatiza: “Se não houver uma mudança de hábito por parte do usuário, há uma forte probabilidade de que o quadro de dor retorne em pouco tempo”. 

Não ao excesso. A fisioterapia, segundo Vitor Alvarenga, tanto pode atuar de modo preventivo à síndrome, com alertas e orientações à população (posto que muitos ainda desconhecem a patologia); ou como parte do tratamento, associada a remédios ou não.

“E aí o profissional vai avaliar a conduta correta a ser adotada.

Mas o mais importante é justamente que o usuário, mediante o diagnóstico, procure adequar um pouco mais a sua postura, que passe a tomar mais cuidado, e, claro, a não ficar utilizando a tecnologia de modo excessivo em seu dia a dia”, aconselha. 

Para Vitor, em alguns casos, o simples fato de reduzir o tempo de uso do aparelho, passando a ter mais atenção ao dia a dia, “faz com que a dor vá automaticamente diminuindo”.

Posicionar aparelho na altura dos olhos é fundamental 

O ortopedista Guilherme Moreira de Abreu Silva adverte que, apesar de os jovens serem apontados como os que mais exageram no uso do celular, há abusos em todas as faixas etárias. “De fato, é mais frequente na primeira, segunda e terceira década de vida, mas há casos em faixas mais avançadas”, diz.

Para se ter uma ideia das consequências, recentemente a Organização Mundial da Saúde (OMS) emitiu um alerta para o aumento de casos de miopia atrelado ao uso excessivo de telas, denominação que inclui smartphones, tablets e TV. Segundo a OMS, até 2020, 35% da população mundial terá miopia. Não por outro motivo, a organização recomenda que crianças entre 2 e 5 anos passem no máximo uma hora por dia em frente às telas. 

Mas não só. “O uso de dispositivos móveis em locais públicos aumenta consideravelmente o risco de quedas do usuário, principalmente considerando-se a quantidade excessiva de calçadas irregulares nas grandes cidades do país.

Ou até mesmo o risco de atropelamentos”, adverte Guilherme.

No entanto, se o mau uso traz consequências nefastas, ressalte-se que, por outro lado, a tecnologia oferece ferramentas interessantes para ajudar o usuário a não cometer exageros. 

O ortopedista da UFMG cita, por exemplo, os vários aplicativos criados para alertar o usuário que excede o limite do razoável no uso das telas. Entre eles, estão o Flipd, o Moment, o Forest, o Siempo ou o Dinner Mode.

Postura. Mas, sim, é a adoção da postura adequada a grande chave para evitar a síndrome do pescoço de texto – ou um novo episódio. “A gente sempre indica uma boa postura relacionada ao uso de tecnologia.

É importante posicionar o aparelho na altura dos olhos, pois, quando você o posiciona para baixo, a tendência é aumentar o peso da cervical, gerando essa síndrome.

Então, é subir a tela para a linha do pescoço, a linha dos olhos, para que o usuário tenha uma melhor visibilidade sem prejudicar o ângulo da cervical”, diz o fisioterapeuta Vitor Alvarenga.

Guilherme também sugere que o usuário faça, no curso do dia, intervalos no uso do celular ou no tempo passado frente à tela do computador. “Aliás, no caso do computador, deve-se observar a melhor forma de sentar na cadeira”, acrescenta. Vale dizer que essa deve ser ergonômica, com selo da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Outras causas

Outros casos. Embora a síndrome do pescoço de texto, com esse nome, esteja relacionada ao uso de celulares e computadores, existem profissões em que a adoção de uma postura correta para seu exercício é necessária para evitar a sobrecarga na coluna cervical.

Exemplo. Caso, por exemplo, de quem trabalha em laboratórios químicos, analisando amostras em microscópios, ou mesmo avaliadores de penhor.

Text neck. Credita-se ao médico Kenneth K. Hansraj, chefe do setor de cirurgia de coluna do Centro Médico e de Reabilitação de Cirurgia de Coluna em Nova York, o nome pelo qual hoje a síndrome é  mais conhecida.

‘Eu ficava muito tempo encurvado’

O engenheiro civil André Pessoa Drummond de Almeida, 24, outro jovem acometido pela síndrome do pescoço de texto, reconhece que a dor que o acometeu na região se deu, inicialmente, em decorrência do uso excessivo do aparelho celular.

Mas o detonador foi a má postura, que sobrecarregou toda a coluna cervical.

“A verdade é que eu costumava ficar muito tempo sentado e, muitas vezes, bastante encurvado”, assume ele, que, como o estudante Bernardo Jacques, também foi procurar ajuda na fisioterapia.

Embora o quadro de dor aguda não tenha chegado a impedir André de prosseguir com a maioria das atividades que compõem a sua rotina diária, ele relata que o episódio atrapalhou, por exemplo, a prática de esportes. “No meu caso, o tênis”, especifica.

Mas o engenheiro civil teve sorte: ele não precisou da ajuda de fármacos e conseguiu solucionar seu problema em apenas dez sessões de fisioterapia. De fato, nos casos mais simples, os resultados costuma ser rápidos. “No geral, são bastante satisfatórios.

Quando tratado no início, é bem tranquilo, fácil.

Não temos nenhum caso de insucesso”, diz Vitor Alvarenga, ressaltando, como já frisado também pelo ortopedista Guilherme Moreira de Abreu Silva, a necessidade de engajamento do paciente na mudança de hábitos, imprescindível para a prevenção de outros episódios da síndrome.

Saiba mais

Denominação. A síndrome do pescoço de texto também é conhecida como “pescoço tecnológico”.

Sintomas. Além da dor na região do pescoço, pode ocasionar cefaleia, rigidez muscular, dor nas costas e formigamento ou dormência dos membros inferiores (em casos mais graves).

Cuidado. Vale ressaltar que toda dor no pescoço deve ser investigada por um profissional, pois nem sempre ela está atrelada ao mau uso do celular.

Recurso. Exercícios de alongamento prescritos por um profissional e feitos corretamente devem ser praticados durante o dia. 

E mais. Ioga e pilates também fornecem instrumentalização para uma correção postural.

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