Como aliviar a dor nos pulsos causadas pela musculação

Você sabia que tanto o alongamento quanto a aplicação de calor na área podem ajudar a reduzir o desconforto causado pela dor do túnel do carpo?

A dor do túnel do carpo pode ter diferentes causas. No entanto, um movimento contínuo com o pulso pode causar essa inflamação irritante, como acontece quando usamos muito o mouse do computador, por exemplo.

Neste artigo, nós vamos compartilhar os exercícios mais eficazes para aliviar a dor do túnel do carpo. Podemos fazer os exercícios tanto para prevenir quanto para reduzir a inflamação antes que se torne um problema crônico.

O motivo da dor no túnel do carpo (dor no punho)

Como Aliviar a Dor nos Pulsos Causadas pela Musculação

A origem da dor no túnel do carpo é, na maioria dos casos, o resultado da soma de vários fatores:

  • Movimentos ou posições repetitivos e contínuos com a mão e punho. Por exemplo, ao trabalhar com um dispositivo específico, ao tocar um instrumento musical, ao usar o mouse do computador ou ao usar o telefone celular.
  • Estresse ou rigidez nas articulações e tendões.
  • Tendência a sofrer inflamações devido à genética, lesões, etc.
  • Dieta acidificante, rica em produtos refinados, açúcares e gorduras não saudáveis.

Exercícios para dor do túnel do carpo

1. Alongamento antes, durante e depois

  • Se soubermos que, no nosso caso, a dor do túnel do carpo se deve à mesma posição ou movimento da mão, teremos que realizar os alongamentos adequados todos os dias.
  • Nós devemos fazê-los durante todo o dia, de preferência antes, durante e depois de usar os punhos.
  • O alongamento mais importante consiste em colocar o braço para frente, horizontalmente, e erguer a mão perpendicularmente.

O gesto é como se estivéssemos dizendo a alguém para parar.

Vamos notar desconforto e estiramento na mão e no pulso, o que indica que estamos seguindo pelo caminho certo.

Recomendamos que leia também: 7 remédios naturais tópicos para aliviar o túnel do carpo

2. Mobilidade e aquecimento

Em segundo lugar, depois de esticar os tendões, devemos fazer um breve aquecimento para combater a rigidez. Vamos conseguir isso com movimentos suaves que abrangem toda a possibilidade de posições das mãos e pulsos.

Vamos girar os pulsos em círculos nas duas direções por cerca de 1 minuto. É importante tentar fazer com que os círculos sejam bem feitos, pois quando temos uma inflamação, a amplitude do movimento é geralmente encurtada em algum momento.

3. Massagem de calor

Como Aliviar a Dor nos Pulsos Causadas pela Musculação

Quando temos uma inflamação aguda proveniente de uma contusão, por exemplo, podemos aplicar uma compressa fria para aliviá-la.

No entanto, quando a inflamação é crônica, é melhor usar calor. Desta forma, podemos aliviar a dor do túnel do carpo.

Uma maneira muito agradável de aquecer a área é através de uma massagem ou automassagem nos pulsos que podemos realizar pela manhã e à noite.

Recomendamos o uso de azeite ou óleo de gergelim. Se desejar, adicione algumas gotas de óleo essencial de gengibre ou canela. O efeito de calor será imediato.

4. Banhos de contrastes

Os banhos de contraste de frio e calor são outra maneira de fornecer temperatura, já que servem para ativar a circulação sanguínea.

Esta técnica, que é realizada desde a antiguidade de diferentes maneiras, é usada para reduzir a inflamação e aliviar a dor.

Como fazer banhos de contrastes?

  • Você vai precisar de dois recipientes, um deles com água fria e o outro com água quente.
  • Mergulhe as mãos e punhos até o cotovelo, se assim desejar, durante 30 segundos em água quente e 15 segundos em água fria.
  • Faça isso pelo menos durante 3 minutos e repita esse processo durante o dia.
  • Reduza as repetições à medida que a dor for sendo aliviada.

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5. Bolas de pressão

  1. Um dos exercícios mais comuns que os fisioterapeutas incluem em suas rotinas de reabilitação são as bolas de pressão.
  2. A ação de apertar com as mãos uma simples bola de borracha ou espuma ajuda a exercitar os músculos e os tendões que passam através do túnel do carpo.

  3. À medida que vamos recuperando a força e a mobilidade da área lesionada, podemos usar bolas de maior tensão.
  4. Desta forma, os músculos dos dedos também são exercitados e é possível combater a rigidez característica que acompanha a dor do túnel do carpo.

  5. Além do mais, essas bolas também são apresentadas como um excelente remédio para reduzir o estresse.
  6. Isto nos confirma e mostra até que ponto o sistema nervoso pode ser canalizado através de uma tensão na área das mãos e pulsos.

Por isso, também é fundamental encontrar alternativas para relaxar no dia a dia.

  • Mooar, P. A., Doherty, W. J., Murray, J. N., Pezold, R., & Sevarino, K. S. (2018). Management of Carpal Tunnel Syndrome. Journal of the American Academy of Orthopaedic Surgeons. https://doi.org/10.5435/JAAOS-D-17-00451
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Como Aliviar a Dor nos Pulsos Causadas pela Musculação
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Exercício físico ajuda a diminuir dor no corpo causada pela fibromialgia

A fibromialgia é uma síndrome que aumenta a sensibilidade e faz com que o paciente sinta dor em todo o corpo, mesmo sem nenhuma lesão.

Apesar de não ter cura, esse problema não é fatal e não causa danos às articulações, músculos ou órgãos internos. Porém, é bastante incômodo e, por isso, a principal recomendação para aliviar as dores é a prática regular de atividade física, como alertaram o ginecologista José Bento e o reumatologista Roberto Heymann no Bem Estar desta quinta-feira (28).

Ao se exercitar, o corpo libera endorfina e neurotransmissores com ação analgésica no sistema nervoso central, diminuindo a dor.

Além disso, os exercícios ajudam também a melhorar o sono e o humor do paciente, que normalmente fica alterado por causa da síndrome.

No entanto, os médicos alertam para a importância de realizar uma avaliação antes de começar uma atividade física, que deve ser individualizada e prescrita por um médico.

Como Aliviar a Dor nos Pulsos Causadas pela Musculação

De acordo com o reumatologista Roberto Heymann, os exercícios aeróbicos no solo, como a caminhada, ou os na piscina são os mais bem estudados e determinantes na melhora dos sintomas da fibromialgia. Já as atividades de fortalecimento e alongamento também são eficazes e podem ser prescritas com segurança para tratar a síndrome.

Os médicos explicaram que, além da dor no corpo, o paciente com fibromialgia sente também dor ao ser tocado – seja num abraço ou até numa simples carícia. Fora o toque, a dor pode piorar também por causa do excesso de esforço físico, estresse emocional, infecções, exposição ao frio, sono ruim ou também traumas.

Esses traumas, inclusive, geralmente desencadeiam a fibromialgia, que normalmente começa com uma dor localizada crônica que acaba se alastrando por todo corpo. Porém, o motivo pelo qual a pessoa desenvolve a síndrome ainda é desconhecido.

O que se sabe é que há uma relação com a depressão, apesar dos dois problemas serem condições clínicas totalmente diferentes.

Isso acontece porque o sentimento negativo do comportamento depressivo influencia na interpretação do cérebro, o que pode aumentar ainda mais a dor do paciente com fibromialgia – por isso, quem tem a síndrome e não trata o quadro de depressão pode ter uma dor muito maior.

Embora não exista cura, a síndrome não é progressiva, ou seja, pode melhorar com o tempo e até existem casos em que os sintomas retrocedem quase totalmente. Por isso, o problema não pode ser considerado uma doença, mas uma condição clínica que exige controle e acompanhamento médico.

  • Reumatismo Os médicos falaram também sobre o reumatismo, termo utilizado para definir doenças reumáticas das articulações, músculos, ligamentos e tendões, comum em pessoas mais velhas, mas que também podem acontecer com jovens.
  • Segundo o reumatologista Roberto Heymann, existem mais de duzentos problemas que podem ser designados pelo reumatismo – os mais conhecidos são a artrite reumatóide e a artrose, que afetam cartilagens e articulações, causando dor e até deformação ou limitação dos movimentos.
  • No caso da artrite reumatóide, outros órgãos podem se prejudicar, como o pulmão, o coração, os olhos, os nervos e até o coração.

Apesar de ser um problema logo associado aos mais velhos, crianças e adolescentes também podem ter, como mostrou a reportagem da Marina Araújo (veja no vídeo ao lado). A pequena Kessia descobriu o problema aos 8 anos quando sentiu uma dor no pescoço, assim como a Caroline que também foi diagnosticada com a artrite aos 9 anos.

Segundo o pediatra e professor de reumatologia pediátrica Claudio Len, se a criança sentir uma dor persistente que atrapalha seu dia a dia, ela deve ser levada ao médico.

Apesar de não ter cura, o diagnóstico precoce da artrite reumatóide é importante para prevenir danos irrecuperáveis na articulação.

Com o problema bem controlado, a criança pode levar uma vida normal, praticando esportes e mantendo uma rotina saudável.

Já artrose é o desgaste da cartilagem, que pode ser causado, por exemplo, por uma lesão no ligamento cruzado do joelho, responsável pela estabilidade do membro. Com a lesão, o joelho fica instável, o que pode desgastá-lo.

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De acordo com o reumatologista Roberto Heymann, nem toda pessoa com artrose tem que colocar prótese porque depende da evolução do problema – a prótese costuma ser indicada quando há perda funcional da articulação dos joelhos e do quadril, ou seja, quando ela não responde aos tratamentos e deixa de se locomover.

Como Aliviar a Dor nos Pulsos Causadas pela Musculação

Reduza as dores nas mãos e pulsos com estes 7 exercícios

1. Causas e fatores de risco

As possíveis causas para dores nas mãos são diversas, podendo ser geradas a partir de problemas reumatológicos, lesões nos nervos e fraturas. A nossa mão é composta por três partes: falange, carpo e metacarpo e a dor pode se originar dos ossos, músculos ou articulações dessa estrutura. 

Pessoas que trabalham com faxina, costura, obras, com digitação ou outras atividades repetitivas estão mais propensas a desenvolver dores e outros problemas sérios nas mãos. A boa notícia é que a maioria das causas podem ser revertidas através do tratamento adequado, e as mais comuns são as seguintes: 

1.1. Artrite

A artrite é causada devido a uma inflamação nas articulações e juntas. Existem dois tipos de artrite:

Osteoartrite (artrose): é uma doença degenerativa e afeta mais os idosos. A inflamação pode ocorrer em diversas partes da mão, sendo mais comum próximo às pontas dos dedos, ligações do meio dos dedos ou na base do polegar.

Artrite Reumatoide: é uma doença autoimune e afeta mais as mulheres entre 40 e 50 anos. Os fatores de risco para essa doença são tabagismo e condições genéticas.

1.2. Síndrome do Túnel do Carpo

Essa síndrome é causada pela compressão do nervo mediano do canal do carpo, que fica entre a mão e o antebraço e se dá pela L.E.R (Lesão do Esforço Repetitivo), ou outras causas, como fraturas ou inflamações.

1.3. Problemas nos tendões

Dedo em gatilho: é uma inflamação no tendão que causa paralisia, impedindo que o indivíduo estique ou dobre o dedo afetado.

Síndrome de DeQuervain: é uma dor que vai do pulso ao polegar, causada pelo inchaço e enrijecimento dos tendões. Mulheres que deram à luz recentemente, sofrem mais dessa condição devido a alterações hormonais e a maneira que carregam os bebês.

1.4 Cistos ganglionares

São protuberâncias benignas que se desenvolvem ao longo dos tendões ou articulações. Os cistos podem ser macios e cheio de fluidos, podendo causar dor se estiverem próximos a algum nervo.

1.5 Tendinite

É uma inflamação que acontece nos tendões da mão, na parte ventral ou dorsal. Movimentos repetitivos podem causar inchaço, formigamento, ardências e dores. Os grupos mais afetados são profissionais que usam as mãos com alta frequência, como cabeleireiros, pintores e quem usa o teclado e o mouse por horas seguidas. 

2. Sintomas

Os sinais que geralmente indicam alguma inflamação nos tendões das mãos são: • Dores localizadas e fraque, como dificuldade em segurar um copo cheio d’água;

• Dificuldade e dor ao fazer movimentos de rotação com as mãos, como abrir uma torneira, por exemplo.

  • Se perceber que as dores estão frequentes, é preciso procurar um fisioterapeuta ou ortopedista, para que você receba um diagnóstico preciso através dos exames específicos e, se necessário, radiografia. 
  • 3. Tratamento

São diversos os tratamentos médicos, como a prescrição de medicamentos orais para aliviar a dor. Injeções e medicamentos com esteroides também são bastante usados, pois agem diretamente nas inflamações das juntas.

No entanto, se você não tem a doença e está com dores nas mãos, uma boa dica é fazer pequenos exercícios e repousar, caso você utilize as mãos com frequência.

Caso as dores nas mãos sejam consequência de alguma condição mais séria, como citado anteriormente, esses são alguns dos possíveis tratamentos:

  1. 3.1 Repouso
  2. É imprescindível que se evite o desgaste das articulações e tendões, por isso evite forçar sua mão e pulso sempre que possível, use tala rígida para imobilizar a mão e talvez seja necessário se afastar do trabalho por alguns dias, segundo orientação médica.
  3. 3.2 Use gelo

Aplique compressas de gelo nas regiões afetadas de 3 a 4 vezes por dia. Ao esfriar os músculos, o gelo faz com que as dores e inchaço diminuam.

3.3 Medicamentos

Dependendo da causa das dores, o médico poderá indicar medicamentos em forma de pomadas anti-inflamatórias, como por exemplo Cataflan, Biofenac ou Gelol. É preciso massagear a pomada no local da dor até que o produto seja completamente absorvido.

3.4 Fisioterapia

Se necessário, você deverá fazer fisioterapia diariamente, de preferência, a fim de combater os sintomas e curar a condição o mais rápido possível. O fisioterapeuta poderá indicar o uso de gelo, aparelhos de ultrassom, além de exercícios de alongamento e fortalecimento dos músculos.

  • 3.5 Alimentação
  • Dê preferência a alimentos com poder anti-inflamatório e cicatrizantes, como você pode ver a seguir:
  • • Ervas aromáticas: alho macerado, açafrão, curry e cebola; • Frutas vermelhas: romã, melancia, cereja, morango e uva; • Frutas cítricas: laranja, acerola, goiaba e abacaxi; • Frutas secas: castanhas e nozes; • Peixes ricos em ômega-3: atum, salmão e sardinha; • Sementes com ômega-3: linhaça, chia e gergelim; • Vegetais: brócolis, couve-flor, repolho e gengibre; • Gorduras ‘boas’: Óleo de coco e azeite
  • 3.6 Cirurgia

Depois da avaliação médica, se todos os tratamentos feitos não forem suficientes para controlar e curar a condição que causa suas dores, pode ser necessária a realização de uma cirurgia. No entanto, após o procedimento, ainda serão necessárias sessões de fisioterapia.

O tempo de tratamento não é igual para todos, pois cada organismo reage de um jeito, mas é importante procurar um médico, pois quanto antes o tratamento tiver início, mais rápida será a identificação do problema e, consequentemente, cura.

4. Exercícios para dores nas mãos

Ao exercitar os pulsos, dedos e palmas, você fortalece os músculos que envolvem as juntas, e com isso pode realizar as suas tarefas com mais facilidade. Além disso, essas atividades tornam os tendões mais flexíveis e colabora na produção de líquido sinovial, mantendo-as juntas saudáveis.

Quanto mais fortes seus músculos estiverem, menores serão as chances de desenvolver problemas mais sérios.

Exercício 1: Pulso fechado

Você pode fazê-lo a qualquer hora, quando sentir quaisquer dores. Mantenha a sua mão em linha reta e feche-a lentamente, mantendo o polegar para fora. Abra e feche por 10 vezes repetidas. Faça o mesmo com a outra mão.

Exercício 2: Dedos Dobrados

Com a mão espalmada, dobre o dedo em direção à palma, mantenha por alguns segundos, e volte à posição normal. Faça isso com todos os dedos e repita o mesmo procedimento com a outra mão.

Exercício 3: Polegar Dobrado

Mantenha o mão espalmada e reta. Dobre o polegar em direção à palma da sua mão e tente alcançar o dedo mindinho o máximo que puder. Mantenha por alguns segundos e volte à posição normal. Repita por 10 vezes, e faça o mesmo com a outra mão

Exercício 4: Fazer um 'O'

Este é um exercício que pode ser feito quando surgirem dores repentinas. Abra as mãos e faça um movimento de círculo, como se estivesse criando a letra 'O' (veja na imagem acima). Repita o exercício algumas vezes até passar o desconforto.

Exercício 5: Sobre a Mesa

Recoste a mão com em uma mesa, com o lado do dedo mindinho para baixo e aponte o polegar para cima, dobrando os outros dedos, fazendo com eles um movimento de abrir e fechar. Repita por 10 vezes e então repita o mesmo procedimento com a outra mão.

Exercício 6: Dedos Elevados

Coloque a sua mão em uma superfície lisa com a palma voltada para baixo. Levante devagar o dedo, mantendo-o por alguns segundos, e então volte lentamente à posição normal. Faça o mesmo com os outros dedos, e em seguida com a outra mão.

Exercício 7: Pulso Esticado

Como Aliviar a Dor nos Pulsos Causadas pela Musculação

Entenda a dor muscular pós-treino e saiba como aliviar

Última modificação: 28 de outubro de 2016 às 16:31 por oRedacao.

Dores musculares toleráveis, que costumam aparecer até 24 horas após o exercício, significam que o exercício fez efeito, defendem profissionais

Como Aliviar a Dor nos Pulsos Causadas pela MusculaçãoSem desespero: dores pós-musculação são normais.Para muitas pessoas, começar a se exercitar em uma academia já é um grande passo na busca de um corpo mais saudável. O problema é que, dependendo do tempo em que a pessoa está sedentária, os primeiros dias de malhação podem ser um martírio devido às dores causadas pela musculação.

Segundo Vinícius Possebon, person trainer e criador do Queima de 48 horas, a dor não pode ser considerada uma vilã, muito menos motivo para desistir da academia.

Ela tem uma explicação: é uma reação inflamatória do músculo, que sofreu uma sobrecarga e, por consequência, micro-lesões nas fibras musculares.

“No processo de recuperação, o sistema imunológico entende que há um nível de inflamação naquele local”, explica o personal. 

De acordo com Marcelo Santana, educador físico e coordenador da Planet Sport Academia, é importante tomar cuidado com o processo inflamatório. Abusar no treino pode fazer com que a dor seja tão intensa, que até os movimentos mais comuns se tornem difíceis de serem realizados. Porém, se a dor for tolerável, o treino pode continuar normalmente. 

“Devemos respeitar todo processo de adaptação e, consequentemente, aos poucos aumentar as cargas e a intensidade do treino. Conheço inúmeros casos de pessoas que desistiram da academia por não terem informação suficiente e não suportar as dores. Quando o treino é bem orientado, as dores são normais e nada impedem no dia-a-dia”, explica Marcelo.

Após esse começo difícil, diz Vinicius, os exercícios podem até aliviar as dores. “É um sinal de que o corpo está se acostumando com a atividade”. O normal é as dores começarem a aparecer depois de 24 horas (em algumas pessoas até no mesmo dia). O pico ocorre 48 horas após o estímulo. Em 72 horas, ela começa a diminuir e em 96 horas a cessar.

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Para reduzir a intensidade da dor, Marcelo sugere alternar os dias de treino de musculação com de exercícios aeróbicos,  além de treinar músculos diferentes para não repetir o estímulo no mesmo local. 

Ambos os profissionais são contra o uso de medicamentos para tratar as dores iniciais da musculação. “O ideal é que não se use nenhum medicamento para aliviar as dores, porque eles retardam o processo de recuperação e de adaptação do músculo”, explica Vinicius. 

Ainda segundo o profissional, é preciso entender que a dor significa que o exercício fez efeito e que a pessoa está queimando gordura no momento de descanso.

Uma dica para reduzir as dores no processo de repouso é mandar sangue para aquele local. “Se estiver doendo a coxa, faça movimentos de aquecimento para mandar sangue e diminuir a dor.

É preciso entender que a dor é um processo natural”, explica. 

Marcelo também sugere usar de bolsa de gelo acalmar a inflamação e evitar alongar o local dolorido. “O melhor remédio é esperar, sem abusos ou métodos malucos”, finaliza o expert

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Epicondilite

A epicondilite é a inflamação dos tendões (tendinite) extensores dos músculos do antebraço, na região do epicôndilo, sendo a dor no cotovelo, que pode variar bastante de intensidade, o principal sintoma.

Em termos de anatomia, na articulação do cotovelo convergem três ossos: O úmero que é o maior osso do braço e os dois ossos do antebraço (rádio e cúbito). O úmero estende-se desde o ombro até ao cotovelo, o rádio e o cúbito desde o cotovelo até ao punho (pulso). Veja fotos superiores.

Os músculos do antebraço são responsáveis pelos movimentos do punho (pulso) e dos dedos. Os tendões são uma espécie de “fita” ou “cordão” fibroso que conecta o músculo ao osso e são responsáveis pela transmissão de força necessária para “mexer” os músculos.

Na região próxima à articulação do cotovelo, o úmero possui duas protuberâncias (veja imagens superiores). Essas protuberâncias são denominadas côndilos. Por isto, e dependendo dos tendões afetados nesta região, podemos identificar dois tipos de tendinite, a saber:

  • Epicondilite lateral (cotovelo de tenista) – a epicondilite lateral é a inflamação dos tendões na parte lateral ou externa (“parte de fora do cotovelo”), designando-se por epicôndilo (daí a designação epicondilite). O tendão, geralmente envolvido é o do músculo extensor radial curto do carpo. Por isso, a epicondilite lateral é também conhecida como epicondilite externa. A epicondilite lateral é uma patologia dolorosa, bastante frequente no cotovelo quando existe um uso excessivo. Não surpreendentemente, jogar ténis ou outros desportos com raquete é uma das causas frequentes para o surgimento da epicondilite lateral, por isso é frequentemente chamada de cotovelo do tenista. No entanto, há outros desportos e atividades não desportivas que podem originar também a epicondilite lateral.
  • Epicondilite medial ou epitrocleite (cotovelo do golfista) – é a inflamação do tendão (tendinite) do músculo flexor carpo radial e quadrado pronador. A origem destes tendões flexores é a epitróclea. A epitróclea é o côndilo medial ou a “parte de dentro do cotovelo”, por isso a patologia é por vezes referida como epicondilite interna. Esta inflamação do tendão ocorre com maior frequência em praticantes de golf, pelos movimentos exigidos nesta modalidade desportiva, daí ser muitas vezes referido como cotovelo do golfista. Contudo, a epicondilite medial ou epitrocleite pode também surgir com a prática de outros desportos e atividades não desportivas.

A epicondilite lateral é uma lesão mais frequente quando comparada com a epitrocleite (epicondilite medial).

Uma inflamação de um tendão é na linguagem médica designado por tendinite ou tendinopatia, que pode acometer qualquer tendão.

No caso da tendinite do cotovelo, os tendões são os que convergem na região do côndilo (epicôndilo ou côndilo lateral, ou epitróclea ou côndilo medial).

Na atualidade, o termo tendinopatia é o mais usado e engloba as inflamações e micro roturas do tendão, apesar do termo tendinite ser frequentemente usado pelos médicos.

As tendinites são o principal problema que afetam um tendão e possuem, geralmente, prognóstico favorável. Contudo, em algumas situações, podem ocorrer algumas complicações e dificultar a reabilitação.

A epicondilite crónica (tendinites de repetição ou que se prolongam no tempo) são um fator de risco para as roturas (ou rupturas) do tendão (o tendão rompe-se ou rasga de forma parcial ou total).

Uma rotura de um tendão é uma lesão mais grave quando comparada com uma inflamação (tendinite). Em alguns casos pode também ocorrer calcificação do tendão. A calcificação está relacionada com processos inflamatórios crónicos ou secundária a hipersolicitações do tendão.

As calcificações dos tendões são o resultado das tentativas constantes de cicatrização da lesão crónica. Nestes casos, ocorre a degeneração do tendão e calcificação local das fibras que o constituem.

Neste sentido, é muito importante que uma epicondilite aguda seja tratada de forma correta e atempada para evitar complicações, como roturas e dor crónica. Veja mais informação em tratamento.

Epicondilite – causas

Qualquer pessoa pode desenvolver uma epicondilite. No entanto, as pessoas que realizam os mesmos movimentos de uma forma repetida nas suas profissões, em desportos (principalmente ténis) ou atividades diárias são mais suscetíveis a inflamações dos tendões.

Ou seja, o uso excessivo através de movimentos repetitivos é um fator de risco para o surgimento da epicondilite.

  Desportos que exigem movimentos de repetição como o ténis, ténis de mesa, squash, badminton, paddle, raquetebol, golf, musculação, entre outros, são mais suscetíveis de desencadear a epicondilite (ver mais informação em epicondilite lateral e medial).

Pintores, canalizadores e carpinteiros estão particularmente propensos a desenvolver a epicondilite.

Alguns estudos demonstram que os trabalhadores de automóveis (mecânicos, chapeiros, pintores), cozinheiros, estofadores, talhantes, entre outros estão também entre as profissões de risco para desenvolverem a patologia mais frequentemente do que o resto da população, podendo ser considerada, em alguns casos, uma doença profissional. Pensa-se que a repetição e o levantamento de peso necessários nestas profissões originam as lesões.

A maioria dos doentes acometidos pela lesão situa-se entre os 30 e os 50 anos de idade, apesar de qualquer pessoa poder desenvolver a epicondilite, fundamentalmente se faz parte dos grupos de risco atrás enunciados. A epicondilite é mais frequente no membro dominante (cotovelo direito para os destros, cotovelo esquerdo para os canhotos). Afeta homens e mulheres de igual forma.

Nos desportos com raquete, como ténis, uma técnica inapropriada ou equipamento inapropriado podem ser fatores de risco. A lesão ocorre também com maior frequência quando se ultrapassam os limites de resistência do corpo ou quando existe um aumento repentino da intensidade do treino. Um aquecimento adequado é também muito importante na prevenção de lesões.

A epicondilite pode também ocorrer sem qualquer lesão ou atividade repetitiva reconhecida.

Em alguns casos, o risco de lesão pode ser minimizado através da adoção de um conjunto de medidas adequadas. Se pratica um desporto com raquete, o médico pode ajudá-lo a identificar possíveis problemas.

As raquetes rígidas ou as muito flexíveis, por vezes, podem reduzir o stress no antebraço, o que significa que os músculos (do antebraço) não precisam de “trabalhar tão fortes”. Se utiliza uma raquete acima do tamanho, mudar para uma mais pequena pode ajudar a evitar que os sintomas se repitam.

Nas profissões de risco, o doente deve também tentar evitar as atividades repetitivas de forma contínua, fazendo pausas, alternando as atividades, etc.

Epicondilite – sintomas

Na epicondilite, o principal sintoma é a dor no cotovelo que pode variar de moderada a forte. Na maioria dos casos, a dor começa de uma forma mais leve e piora com o passar das semanas e meses, podendo tornar-se intensa, mesmo até quando não realiza movimentos com o braço. Em alguns casos, a dor pode irradiar para o antebraço e para o punho (pulso).

Para além da dor no cotovelo, pode surgir uma sensação de “queimor ou queimação”. Em alguns casos, a área afetada pode estar vermelha, quente ou “inchada”, dependendo da gravidade da inflamação. Pode também ocorrer falta de força no braço afetado.

Os sintomas habitualmente agravam-se com as atividades da vida diária, como segurar uma raquete, girar uma chave ou cumprimentar alguém. Como vimos, o braço dominante é habitualmente o mais afetado. A epicondilite bilateral, quando ambos os membros são afetados é relativamente pouco frequente, apesar de poder também ocorrer.

Com base na localização destes sintomas, podemos distinguir entre a epicondilite lateral e medial – na lateral na parte “de fora” do cotovelo, enquanto que na medial na parte de “dentro” do cotovelo.

Epicondilite – diagnóstico

O diagnóstico de epicondilite é, por norma, feito pelo médico ortopedista (especialista em ortopedia), considerando vários fatores. Estes incluem o modo como os sintomas se desenvolveram, fatores de risco ocupacionais e a participação em desportos recreativos.

O médico irá perguntar-lhe sobre as atividades que causam os sintomas e a posição no braço onde estes sintomas ocorrem. Certifique-se de informar o médico sobre se já se lesionou no cotovelo previamente. Se existe história de alguma doença, como artrite reumatóide, etc. informe o médico.

Durante o exame médico, poderão se realizados vários testes, por exemplo, o médico pode pedir para tentar endireitar o punho (pulso) e os dedos contra resistência com o braço totalmente esticado para verificar se ocorre dor. Verificando-se dor, é um sinal que existe algum problema com o normal funcionamento dos músculos do antebraço.

O médico pode solicitar alguns exames para confirmar o diagnóstico ou para excluir outras causas do problema, a saber:

Se procura um médico ortopedista em Portugal, selecione o seu concelho.

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Como Aliviar a Dor nos Pulsos Causadas pela Musculação

A epicondilite tem cura?

A epicondilite tem, habitualmente, cura com um bom prognóstico, desde que o tratamento seja instituído de forma correta e atempada e evolui sem sequelas. No entanto, em alguns casos os tratamentos médicos instituídos podem não ser suficientes. Nestas situações, pode ser necessário o recurso a tratamento cirúrgico.

Após diagnóstico, o tratamento deve ser instituído de modo a cautelar complicações, nomeadamente dor crónica e alguma forma de incapacidade física.

Saiba, de seguida, como tratar a epicondilite.

Epicondilite – tratamento

Inicialmente, e de forma a debelarmos a lesão, devemos realizar sempre tratamento médico. O tratamento médico conservador (não cirúrgico) permite resolver entre 80% a 95% dos casos de epicondilite. Habitualmente, o tratamento conservador consiste nos seguintes procedimentos:

  • Repouso – O primeiro passo para a recuperação é permitir que o braço descanse. Isto significa que terá de parar de participar em desportos ou trabalhos que façam uso frequente do membro afetado durante várias semanas. No caso dos desportistas, o treino pode ser substituído por atividades de manutenção que não envolvam esforço do membro afetado.
  • Gelo – fazer a aplicação de gelo (frio) na área do cotovelo permite reduzir a inflamação e diminuir as dores. O doente poderá aplicar uma bolsa de gelo de forma protegida, como envolta num pano (toalha por exemplo), para não queimar a pele, durante 15 minutos, findos os quais deverá interromper. Poderá mais tarde repetir a sua aplicação por mais 15 minutos, repetindo este procedimento várias vezes por dia. Pode usar o gelo caseiro (produzido em casa), mantendo sempre os cuidados atrás descritos para evitar queimaduras na pele.
  • Medicação anti-inflamatória – os medicamentos (ou remédios) anti-inflamatórios não-esteróides (AINE’s), como por exemplo o ibuprofeno ou naproxeno permitem aliviar a dor e o edema (inchaço). Este tratamento medicamentoso, habitualmente, são prescritos em comprimidos. Podem também ser usados na sua forma tópica, para a aplicação de pomada na região afetada. Esta medicação pode ter alguns efeitos secundários ou adversos, pelo que o paciente deve tomar a medicação sempre de acordo com as instruções do médico.
  • Injeções de cortisona – a cortisona na sua forma injetável (injeção) é uma poderosa medicação anti-inflamatória. Contudo, as injeções de cortisona nos tendões devem ser criteriosamente administradas dado o risco de poderem originar roturas nos tendões.
  • Fisioterapia – o tratamento fisioterapêutico pode revelar-se bastante importante na redução da inflamação e controlo da dor. O fisioterapeuta pode realizar ultrassons, massagens com gelo ou técnicas de estimulação para melhorar a cicatrização. Alguns exercícios específicos permitem fortalecer os músculos do antebraço.
  • Terapia de ondas de choque extracorporal – as ondas de choque extracorporal são uma técnica que permite emitir impulsos (ondas de choque) de alta energia. Estas ondas sonoras criam um “microtrauma” que promove o processo de cicatrização natural do tendão lesionado. A terapia de ondas de choque extracorporal é uma técnica relativamente recente, estando ainda, a serem desenvolvidos estudos científicos que comprovem a sua eficácia terapêutica.
  • Ortóteses – algumas ortóteses, uma espécie de “cotoveleira ou braçadeira para o cotovelo” funcionam como uma “cinta, banda, tensor ou faixa tensora” de proteção. As ortóteses são um bom complemento aos restantes tratamentos, pois possibilitam proteger o antebraço, permitindo relaxar os músculos e os tendões, por isso, são importantes no processo de reabilitação do tendão lesionado, facilitando uma recuperação mais rápida.
  • Plasma rico em plaquetas – o plasma rico em plaquetas está atualmente a ser investigado pela sua eficácia na aceleração da cicatrização de uma variedade de lesões tendinosas. Trata-se de uma preparação desenvolvida a partir do sangue do paciente. Contém uma elevada concentração de proteínas chamadas fatores de crescimento que são muito importantes para a cura de lesões.

Os tratamentos médicos atrás descritos permitem reduzir a inflamação e o alívio da dor, na maioria dos casos.

Mesmo com tratamento, a duração dos sintomas pode estender-se por bastante tempo, chegando a demorar alguns meses para debelar definitivamente a dor.

Para que a recuperação seja completa, é muito importante manter os tratamentos pelos períodos indicados pelo médico, mesmo que ocorram melhorias significativas.

Se os sintomas não regredirem após 6 a 12 meses de tratamento não cirúrgico, o médico pode recomendar tratamento cirúrgico, conforme veremos de seguida.

Epicondilite – cirurgia

A cirurgia (ou operação) apenas deve ser equacionada no caso de falência do tratamento conservador, após 6 a 12 meses. O tipo de cirurgia a realizar depende bastante do problema subjacente. A maioria dos procedimentos cirúrgicos envolve a remoção de músculo danificado e a recuperação do músculo saudável em volta do osso.

A abordagem cirúrgica para cada pessoa depende de vários fatores, como por exemplo a extensão da lesão, outros problemas de saúde, as necessidades pessoais, prática desportiva, etc.. É importante falar com o médico sobre as opções.

Tipicamente, podemos considerar as seguintes abordagens cirúrgicas:

  • Cirurgia aberta – a abordagem mais frequente é a cirurgia aberta, através de uma incisão acima do cotovelo. A cirurgia aberta é habitualmente executada em regime de ambulatório, ou seja, raramente exige internamento.
  • Cirurgia artroscópica – a cirurgia também pode ser realizada usando instrumentos “em miniatura”, através de pequenas incisões. Para tal é usado um instrumento cirúrgico (artroscópio) que possui uma câmara de vídeo que permite realizar a intervenção através de uma pequena abertura na pele. É um procedimento realizado em ambulatório.

Riscos e complicações da cirurgia

Tal como em qualquer cirurgia, há riscos e complicações associados à intervenção. Entre estes, podemos destacar alguns dos mais importantes:

  • Infeção;
  • Dano do nervo e dos vasos sanguíneos;
  • Possível reabilitação prolongada;
  • Perda de força;
  • Perda de flexibilidade;
  • Necessidade de uma nova cirurgia.

Reabilitação após a cirurgia

No pós-operatório, o braço pode ficar imobilizado temporariamente com uma tala. Uma semana depois, as suturas e a tala são removidas.

Depois da remoção da tala, iniciam-se exercícios de alongamento do cotovelo para restaurar a flexibilidade. Os exercícios ligeiros e graduais de fortalecimento começam cerca de 2 meses após a cirurgia.

O tempo de recuperação pode estender-se por vários meses após a intervenção cirúrgica. No caso dos atletas, o médico informará quando pode retomar a atividade física.

Isto habitualmente acontece 4 a 6 meses após a cirurgia. A cirurgia é bem-sucedida em 80% a 90% dos pacientes.

No entanto, tal como descrito anteriormente podem ocorrer algumas compilações, como a perda de força no membro operado.

5 estratégias para minimizar a dor muscular pós-treino

Quem nunca sentiu aquela famosa dor muscular pós-treino? Todo nadador conhece essa sensação e sabe como ela é desagradável. Por isso, diversas estratégias são utilizadas pelos atletas para amenizar o problema e acelerar a recuperação das condições físicas.

Pensando nisso, o Ativo conversou com o fisioterapeuta Thiago Medeiros, do Instituto Curarte, e separou algumas estratégias que podem minimizar a dor muscular pós-treino. 

Como minimizar a dor muscular pós-treino

Alongamentos

Não existem evidências científicas que provam que os alongamentos podem aliviar a dor muscular pós-treino. “Porém na prática, os alongamentos estáticos podem ajudam a melhorar o fluxo sanguíneo entre as fibras musculares, removendo produtos do metabolismo que causam as dores musculares”, explica e recomenda Medeiros.

Gelo

Existem várias técnicas de aplicação. O banho de imersão no gelo, por exemplo, é uma prática bastante comum em esportes como futebol, futebol americano e MMA.

“A baixa temperatura de uma banheira com água e gelo faz com que o processo de microlesões pelo esforço físico do treino seja interrompido e o atleta consiga ter uma recuperação muscular mais rápida”, justifica.

“Para dores localizadas, usar bolsas de gelo após o treino pode ser uma boa solução, mas o atleta deve ter em mente que esta estratégia pode ser uma forma de mascarar uma lesão mais grave”, alerta o fisioterapeuta.

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Técnicas corporais

Uma grande variedade de técnicas corporais pode ser usada em casos como esse. Algumas delas, podem ser feitas pelo próprio atleta, como a liberação miofascial com bolas ou o foam roller. “O atleta desliza o corpo sobre um rolo de material plástico rígido, que promove uma melhor circulação sanguínea e melhora a amplitude de movimentos”, diz o profissional. 

Entre as indicações que dependem da ajuda profissional, o treinador destaca as técnicas de massagem, que além de úteis são agradáveis. “Elas ajudam a melhorar o fluxo sanguíneo entre as fibras musculares e promovem a drenagem linfática, fazendo que com os músculos relaxem”, completa. 

Eletroterapia

Há uma grande quantidade de aparelhos que podem ajudar o atleta com a dor muscular pós-treino. Os que emitem correntes elétricas, por exemplo, ajudam a modular a ação dos nervos melhorando a dor e a tensão muscular. Geralmente fazem parte do arsenal de fisioterapeutas.

“No Brasil,  é um pouco mais difícil ter acesso aos aparelhos geradores de correntes terapêuticas, mas no exterior eles são bem mais acessíveis e de fácil manuseio”, sugere Medeiros.

Compressão

As roupas de compressão, como o próprio nome já diz, promovem uma compressão dos músculos. “Essa técnica estimula um maior retorno venoso e drenagem dos líquidos contidos entre as fibras musculares, responsáveis pela dor e a sensação de peso nos braços”, recomenda Medeiros.

“Grande parte dos atletas utilizam esse método durante as competições, entre uma prova e outra”, diz.

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