Como aliviar a dor da hérnia (com imagens)

Dores na região lombar são muito comuns entre as pessoas e podem ter inúmeras causas. Normalmente, quando o paciente sente muitas dores na região lombar, o tratamento é feito com medicamentos para aliviar as dores e o desconforto. Em alguns casos, aliar sessões de fisioterapia ao tratamento também ajuda muito.

No entanto, em casos de infecções, como a hérnia de disco lombar, onde não há melhora com medicamentos e fisioterapia, recomenda-se a cirurgia de hérnia de disco. Só o médico especialista será capaz de avaliar as condições do paciente e, assim, determinar que tipo de cirurgia de hérnia de disco será realizada, dependendo do local em que a hérnia encontra-se.

Caso o paciente opte pela cirurgia, há dois tipos de cirurgia mais comuns. Neste artigo, vamos explicar como ocorre a hérnia de disco lombar, quais os seus sintomas,  e tratamentos. E em caso de cirurgia de hérnia de disco, quais os tipos de cirurgia disponíveis e como são realizados os procedimentos e recuperação.

Após a cirurgia, o paciente deve fazer certos procedimentos, para conseguir uma boa e total recuperação, como a fisioterapia, por exemplo.

O que é hérnia de disco lombar?

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A hérnia de disco lombar é uma inflamação dos discos da coluna.

  A coluna lombar é uma estrutura complexa que conecta a parte superior do corpo à parte inferior através da coluna vertebral. Na verdade, é a parte inferior da coluna vertebral, uma região entre a região torácica e a região sacrococcigiana. A coluna lombar é formada por cinco vértebras lombares, chamadas de Lombar 1 (L1) a Lombar 5 (L5) que juntas formam a curvatura lordótica. Essa é uma região que suporta a maior carga entre as vértebras, por isso é o segmento mais acometido de toda a coluna vertebral. Pois, a região lombar é a parte da coluna que oferece tanto mobilidade quanto força. A mobilidade permite movimentos de rodar, girar ou abaixar-se; e a força permite ficar em pé e andar, além de levantar e carregar coisas. Portanto, a lombar está diretamente relacionada à nossa postura. Com isso, o seu funcionamento apropriado é essencial para quase todas as atividades que desempenhamos no nosso dia a dia. Dores nessa região podem restringir as atividades, reduzir a capacidade de trabalho e a qualidade de vida da pessoa.

Como ocorre a hérnia de disco lombar?

Os discos intervertebrais que compõem a coluna vertebral são estruturas compostas por uma porção mais fibrosa chamada de ânulo fibroso e outra mais elástica e gelatinosa, o núcleo pulposo. A principal função do disco é absorver o impacto e permitir a mobilidade entre uma vértebra e outra.

Em alguns casos, esses discos desgastam-se com o tempo, com o uso repetitivo ou inadequado, e também de acordo com predisposição genética. São durante essas situações que as hérnias de disco ocorrem. Além disso, quando há um excesso de pressão nessa área, o disco é empurrado na direção de uma raiz nervosa.

E ao tocá-la e pressioná-la desencadeia uma dor que se irradia para uma das pernas (dor ciática) ou ambas. Felizmente, a hérnia de disco lombar é um problema na coluna vertebral que tem cura. Ou seja, o núcleo pulposo sai de sua posição normal no disco e comprime a medula ou, no caso da coluna lombar, as raízes nervosas.

As pessoas mais afetadas por uma hérnia de disco estão entre 25 à 45 anos. Após esta idade, os problemas com os discos, costumam acompanhar os famosos bicos de papagaios (complexos disco-osteofitários).

Nestas condições, o aumento anormal do osso, através do processo de osteoartrose contribui para a compressão das raízes nervosas. Tudo isso, em geral é chamado de hérnia de disco.

Sintomas da hérnia de disco lombar

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Os sintomas da hérnia de disco lombar se apresentam com dores na coluna.

​O primeiro sintoma de uma hérnia de disco lombar é quase sempre a dor lombar. A dor pode localizar-se tanto em uma região específica, como também pode ser vaga e difusa, leve e imprecisa. Na maioria das vezes, a dor lombar costuma melhorar com repouso. No entanto, existem casos em que a dor pode se tornar incapacitante, associando-se a espasmos musculares e agravada por qualquer tipo de movimento. Quando isso ocorre, a princípio essa dor estará relacionada ao início da formação de uma hérnia de disco lombar, quando há rompimento de fibras do ânulo fibroso. Em geral, a dor é aliviada após alguns dias ou semanas. Posteriormente, a dor pode reaparecer de forma constante, sendo irradiada para uma ou ambas as pernas. Normalmente, as regiões mais acometidas são as nádegas e parte posterior ou lateral da coxa e perna. Chamamos de “dor ciática”, “ciatalgia” ou, simplesmente, “ciática”, o principal sintoma de uma hérnia de disco lombar, pois compromete o nervo ciático. O seja, a hérnia de disco lombar é uma inflamação do nervo ciático. Contudo, ela também pode aparecer em qualquer situação que cause problemas ao nervo ciático.

Sintomas de piora da hérnia de disco

Geralmente, a ciatalgia piora quando o paciente se senta, fica em pé ou anda, pois esses movimentos aumentam a pressão sobre o disco e, consequentemente, provoca um maior deslocamento do nervo ciático.

Quando realizamos outros movimentos que elevam a pressão intra-abdominal (evacuar, tossir ou espirrar) ocorre outro aumento de pressão na coluna vertebral sobre os discos e, novamente, um intensificação da dor.

Geralmente, essa dor é aliviada ao deitar, mas ocasionalmente, podem sentir câimbras, dormência e formigamento que irradia até o pé.

Tratamento da hérnia de disco lombar​

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O tratamento mais indicado para a hérnia de disco lombar são repouso e fisioterapia

​Normalmente o tratamento mais indicado para a hérnia de disco lombar são repouso e fisioterapia. Pois, os sintomas costumam melhorar naturalmente na maioria dos casos, mesmo sem tratamento. A cirurgia de hérnia de disco só é feita quando todos os outros tratamentos não têm resultados satisfatórios após três meses. Assim, recomenda-se a cirurgia de hérnia de disco quando os sintomas persistem por pelo menos um mês, após repouso absoluto por pelo menos uma semana ou mais sem melhora. Além disso, pacientes com fraqueza significativa em algum músculo da perna ou do pé ou que vivenciam recorrência de episódios de dor incapacitantes que o impedem de levar uma vida normal. Outra exceção é em caso de “Síndrome da cauda equina”, uma condição que requer a cirurgia de hérnia de disco com urgência para evitar sequelas permanentes. O tratamento cirúrgico é muito seguro, e atualmente pode ser realizado de duas formas distintas, de acordo com a necessidade do paciente. Assim, o médico cirurgião pode definir se a cirurgia de hérnia de disco será tradicional ou cirurgia minimamente invasiva. Ou seja, por meio de técnicas que levam menos tempo para serem realizadas e com poucos cortes no corpo.

Cirurgia de hérnia de disco tradicional

Uma cirurgia de hérnia de disco tradicional é realizada através de um corte na pele do paciente, com o objetivo de chegar até a coluna. No caso da cirurgia de hérnia de disco lombar, esse corte é feito pela lateral ou pelas costas. Para realizar a cirurgia de hérnia de disco tradicional se aplica uma anestesia geral.

Com isso, os cirurgiões conseguem tirar parte do disco intervertebral prejudicado ou ele completo. A cirurgia consiste em unir 2 vértebras ou recolocar um material artificial, que age como substituto do disco retirado. O tempo estimado para essa cirurgia é de cerca de 2 horas.

No entanto, esse tempo pode variar de cirurgia para cirurgia.

Cirurgia de hérnia de disco: Artrodeses ou fusões para hérnia de disco lombar

Artrodeses ou fusões​ são fixações realizadas na coluna por meio de parafusos e outros materiais metálicos ou não metálicos, com o objetivo de estabilizar a coluna. Normalmente, é recomendada quando o paciente apresenta problemas de desalinhamento ou perda de firmeza nas vértebras, articulações ou ligamentos.

Algumas fraturas da coluna são tratadas cirurgicamente com artrodeses. Atualmente, essas fixações evoluíram com o desenvolvimento de equipamentos sofisticados e uso de materiais nobres como o titânio.

No entanto, o procedimento deve ser cuidadosamente indicado, pois acarreta em riscos maiores como lesão das estruturas nervosas e infecção.

Cirurgia de hérnia de disco minimamente invasiva

Esse tipo de cirurgia de hérnia de disco, também, é muito comum. Porém, costuma demandar menos tempo e poucos cortes no paciente. O procedimento é uma das técnicas mais novas e eficazes, em que o paciente corre muito menos risco de contrair infecções ou hemorragias. São elas:

Microcirurgia

A microcirurgia consiste em uma abertura muito menor da pele, através de um microscópio cirúrgico. O objetivo é fazer a remoção do disco e cauterizar os nervos próximos da hérnia, para aliviar a dor.

Por ter muitas vantagens, este tipo de cirurgia de hérnia de disco é a primeira escolha, pois possibilita incisões menores e mais precisas, além de diminuir o sangramento, favorecendo uma recuperação mais rápida.

Além disso, proporciona menor mobilização das estruturas nervosas minimizando a reação inflamatória e reduz o período de hospitalização.

Cirurgia Endoscópica

Este tipo de técnica de cirurgia de hérnia de disco tem o intuito de infiltrar pequenos tubos com câmera nas pontas. Com isso, evita-se os grandes cortes na pele e a manipulação de outras estruturas da coluna.

Essa cirurgia de hérnia de disco minimamente invasiva precisa apenas de anestesia local e sedação. A sua duração é de uma média de 1 hora, ou até menos.

Há casos em que se utiliza um aparelho de radiofrequência para remover a hérnia, também conhecido como cirurgia de hérnia de disco a laser.

Laminectomia

​A laminectomia tradicional é uma técnica de cirurgia de hérnia de disco que consiste em um procedimento semelhante à microcirurgia. Porém, a laminectomia é realizada a olho nu. Por esta razão, a laminectomia é considerada obsoleta e pouco segura. Apesar de poder utilizar lupas para ter mais precisão e segurança, os microscópios oferecem mais segurança.​

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Rizotomias por radiofrequência

Diferentemente das infiltrações de analgésicos e anti-inflamatórios, nas rizotomias por radiofrequência o médico cauteriza pequenos nervos que se localizam nas articulações da coluna através de agulhas inseridas em pontos estratégicos.

Trata-se de um procedimento simples e seguro que pode trazer grande alívio para dor de alguns pacientes, principalmente aqueles que apresentam dor lombar intensa.

Em geral é realizado com o paciente internado por um período curto de 24 horas, e o alívio é imediato.

Riscos da cirurgia de hérnia de disco

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A cirurgia da hérnia de disco pode ter riscos.

Os riscos para realizar a cirurgia de hérnia de disco são bem pequenos, mas existem durante e após a cirurgia. São eles:

  • Infecção;
  • Sangramento;
  • Dano nos nervos próximos à coluna;
  • Dificuldades para movimentar a coluna;
  • Continuação da dor na coluna.

É devido a esses riscos que a cirurgia só é recomendada para os casos em que não há mais solução com medicamentos ou fisioterapias.

Recuperação e preço da cirurgia de hérnia de disco

O tempo de internação após a cirurgia de hérnia de disco varia entre 2 a 5 dias, dependendo do paciente e do tipo de cirurgia escolhida pelo médico cirurgião. Para uma boa recuperação, é preciso não deixar de fazer sessões de fisioterapia, para recuperar os movimentos mais rapidamente.

Dessa forma, o paciente consegue voltar às suas atividades normais entre 5 a 10 dias após a cirurgia de hérnia de disco. Mas, no caso de exercícios físicos e outras atividades mais intensas, o paciente deve esperar até 1 mês. A cirurgia de hérnia de disco pode ser realizada tanto pelo plano de saúde quanto pelo SUS – Sistema Único de Saúde.

No entanto, casos mais urgentes podem custar entre R$4.000,00 a R$10.000,00.

Conclusão

Problemas de dor lombar ou hérnia de disco possuem diversas soluções. Recomenda-se consultar um médico especialista em coluna para determinar a escolha da melhor alternativa para cada caso.

Vale ressaltar que os tratamentos podem variar bastante de acordo com cada paciente, por isso a experiência do neurocirurgião é fundamental para definir a melhor estratégia de tratamento. Na maioria dos casos, os pacientes com hérnia de disco melhoram sem intervenção cirúrgica.

Entretanto, caso a indicação médica seja a cirurgia de hérnia de disco, não se deve adiar.

Como é feita a cirurgia e a recuperação da hérnia abdominal

A hérnia abdominal é caracterizada por uma abaulamento de algum órgão da barriga para fora do corpo que, geralmente, não causa sintomas, mas pode provocar dor, inchaço e vermelhidão no local, especialmente quando há um encarceramento ou torção dos órgãos que estão dentro da hérnia.

A hérnia abdominal é caracterizada por um abaulamento de algum órgão da barriga para fora do corpo que, geralmente, não causa sintomas, mas pode provocar dor, inchaço e vermelhidão no local, especialmente quando há um encarceramento ou torção dos órgãos que estão dentro da hérnia.

O tratamento para a hérnia abdominal é feito através de uma cirurgia para recolocar aquela parte do órgão por trás dos músculos abdominais. A cirurgia é simples, sem a necessidade de anestesia geral e, geralmente, a pessoa permanece no hospital por apenas 1 dia.

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A presença de uma hérnia abdominal é notada devido à existência de um inchaço ou um caroço na região da barriga, principalmente na região acima do umbigo, dentro do umbigo e na virilha. Este inchaço é formado quando o conteúdo da barriga, geralmente intestino, consegue ultrapassar o músculo da barriga, formando um saco herniário.

Geralmente, o conteúdo do saco herniário pode entrar e sair livremente, sem causar sintomas, ou causar um pequeno incômodo. Entretanto, quando o orifício da passagem dos órgãos fica mais estreito, acontece a chamada hérnia encarcerada ou estrangulada, que pode apresentar sintomas, como:

  • Dor forte no local da hérnia ou no abdômen;
  • Inchaço e vermelhidão no local da hérnia;
  • Náuseas e vômitos.

Esta condição é grave, e deve ser tratada com cirurgia o mais rápido possível, devido ao risco de faltar circulação de sangue para os órgãos, gerando inflamação, perfuração, infecção e morte das células, que é a necrose.

Possíveis complicações da hérnia abdominal

Apesar da maioria das hérnias serem solucionadas apenas por meio da manipulação da hérnia para a cavidade abdominal, em alguns casos isso não é possível, podendo resultar em complicações.

Uma das principais complicações é o estrangulamento de algum órgão da região abdominal, na maioria das vezes intestino, havendo diminuição da circulação de sangue para o local, podendo resultar em necrose.

Além do estrangulamento, pode haver também obstrução intestinal, em que o conteúdo intestinal não consegue passar pela região da hérnia, podendo causar náuseas e vômitos, além de constipação intestinal.

O que causa a hérnia abdominal

A hérnia acontece quando há algum enfraquecimento do tecido da barriga, que pode ser genético, ou que pode surgir após um aumento da pressão dentro da barriga, como acontece em atividades que exigem muito esforço físico, devido à obesidade ou à gravidez, por exemplo.

Os principais tipos de hérnia abdominal são:

  • Inguinal, na região da virilha, que é o tipo mais comum. Saiba como identificar e tratar uma hérnia inguinal;
  • Epigástrica, que fica acima do umbigo, no local da junção entre os músculos do abdômen. Saiba mais sobre a hérnia epigástrica;
  • Umbilical, é a mais comum em bebês, e, geralmente, regride sem precisar de cirurgia nos primeiros anos de vida. Veja o que fazer em caso de hérnia umbilical;
  • Incisional, acontece no local de alguma cirurgia antiga, devido ao enfraquecimento do local onde foi feita a sutura.

Para diagnosticar a hérnia abdominal, o médico pode fazer um exame físico que avalia o inchaço da bariga, mas a confirmação é feita por um exame de ultrassom do abdômen.

Cirurgia para hérnia abdominal

O principal tratamento para as hérnias é a cirurgia, entretanto, em alguns casos, podem regredir sozinhas, como no caso de hérnias pequenas ou de hérnias no bebê, principalmente a umbilical.

A cirurgia é realizada em centro cirúrgico, com anestesia local ou raquidiana, e pode ser feita com a abertura do abdômen ou por videolaparoscopia, em um procedimento que dura cerca de 1 hora. Assim, os órgãos são empurrados e reintroduzidos no interior do abdômen, e a abertura é fechada com sutura.

Quando os músculos da barriga estão muito enfraquecidos, pode ser necessária a colocação de uma tela para reforçar a proteção e reduzir as chances de formação de uma nova hérnia.

Como é a recuperação

O pós-operatório da cirurgia de hérnia abdominal acontece, normalmente, com uma rápida recuperação, e em 1 a 2 dias já se tem alta do hospital. As recomendações são:

  • Uso de medicamento analgésicos ou anti-inflamatórios para a dor, prescritos pelo médico;
  • Não realizar esforços como dirigir ou carregar peso por 7 a 10 dias;
  • Retornar à consulta de reavaliação com o cirurgião em 7 dias;
  • Realizar atividades físicas mais intensas, como esportes, após 1 mês.

Na maioria da vezes, a hérnia fica curada com a cirurgia e, por isso, existe um risco muito pequeno de retornar.

Hérnia inguinal pode levar à morte se não for operada logo

As inovações no tratamento da hérnia inguinal estão entre os temas a serem abordados na quarta edição do Congresso Brasileiro de Hérnia e da Convenção Latinoamericana de Hérnia, que serão realizados entre amanhã e sábado, em Búzios, na Região dos Lagos. Embora muitas pessoas que sofrem do problema adiem a solução, todos os casos necessitam de intervenção cirúrgica, cujo índice de cura alcança 98%. Se não cuidado, o problema pode desencadear complicações que trazem risco de morte ao paciente.

Segundo o cirurgião geral Júlio César Beitler, presidente da Sociedade Brasileira de Hérnia, cerca de 5% da população mundial já teve, tem ou terá hérnia inguinal. Os primeiros sintomas costumam ser inchaço abdominal e desconforto local. Ao surgimento desses sinais, é preciso procurar um médico para investigar o caso. O diagnóstico é clínico, na maioria das vezes.

Mesmo nas pessoas em que o problema desaparece devem buscar auxílio, já que a hérnia inguinal não é curada sozinha.

— Não pode ter medo (de operar). Tratando o problema, consegue-se evitar que, além dos sintomas, apareçam consequências graves — diz.

Uma vez detectada a hérnia inguinal, o paciente faz exames pré-operatórios para se preparar para a cirurgia. Se houver alguma doença de base descompensada, como hipertensão, ela é tratada antes.

— Feita eletivamente, a operação tem muito baixa mortalidade — afirma Beitler.

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Fique por dentro

As complicações da hérnia inguinal também exigem intervenção cirúrgica. Mas as chances de sucesso são menores. No caso de estrangulamento intestinal, o risco de morte é de 20%.

A condição é mais comum em crianças , quando já nascem com um buraco no canal inguinal (prematuros têm mais risco), e em idosos, devido ao enfraquecimento dos tecidos da região com o tempo. A incidência entre maiores de 65 anos alcança 20%.

Homens são mais atingidos pela hérnia inguinal, porque, neles, a passagem que se abre no canal para migração dos testículos da cavidade abdominal para o escroto, ainda na vida uterina, pode permanecer aberta. Há risco de a fragilidade dos tecidos causar o alargamento deste buraco e a formação da hérnia.

Ao contrário do se pensa, a atividade física, incluindo musculação, não aumenta o risco de hérnia inguinal. Segundo Beitler, exercícios fortalecem a musculatura e não fazem mal à saúde.

Bebês clinicamente normais podem operar hérnia inguinal a partir dos 15 dias de vida.

O uso de funda, tipo de cinta para segurar a hérnia, não é indicado, pois pode agravá-la.

Como Aliviar a Dor da Hérnia

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Este artigo foi escrito em parceria com Anthony Stark, EMR. Anthony Stark é um Profissional de Atendimento Emergencial na Colúmbia Britânica. Atualmente, trabalha para a Mountain View Safety Services. Já trabalhou para a British Columbia Ambulance Service. Anthony possui bacharelado em Engenharia Elétrica e Eletrônica, além de uma Engenharia de Comunicação, pelo Georgia Institute of Technology.

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Há 21 referências neste artigo. Você pode encontrá-las ao final da página.

As hérnias podem ocorrer em várias partes diferentes do corpo. Elas também podem causar dor e desconforto. Isso acontece porque durante uma hérnia, o conteúdo de uma parte de seu corpo se empurra para dentro do tecido circundante ou músculo.

As hérnias podem acontecer no abdômen, em torno do umbigo (no umbigo), na área da virilha (femoral ou inguinal) ou no estômago. Caso você tenha uma hérnia de estômago (hiatal), provavelmente experimentará hiperacidez e refluxo ácido.

Felizmente, você pode gerenciar a dor em casa e fazer mudanças de estilo de vida para aliviar o desconforto.

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    Use uma bolsa de gelo. Caso esteja sentindo um desconforto médio, aplique uma bolsa de gelo no local da hérnia por 10 a 15 minutos. Faça isso uma ou duas vezes por dia após a aprovação do médico. As bolsas de gelo podem reduzir o inchaço e a inflamação. [1]

    • Nunca aplique gelo ou uma bolsa de gelo diretamente sobre a pele. Embrulhe a bolsa de gelo em um pano fino ou toalha antes de colocá-lo sobre a pele. Isso impedirá danos à pele.
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    Tome medicação para controlar a dor. Caso esteja sentindo dor moderada, você pode tomar um remédio sem prescrição para dor, como ibuprofeno e acetaminofen. Sempre siga a dosagem recomendada na bula. [2]

    • Caso tome remédios para a dor por mais de uma semana, converse com o médico. Ele pode prescrever um medicamento para a dor mais forte.
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    Tome medicação para tratar o refluxo. Caso você tenha uma hérnia hiatal (do estômago), você provavelmente tem hiperacidez, que é conhecida como refluxo. Você pode tomar antiácidos e medicação que não exijam receita para reduzir a produção de ácido, assim como remédios que as exijam, como os inibidores da bomba de prótons, que reduzem a produção de ácido.[3]

    • Se os sintomas de refluxo não melhorarem após vários dias, você deve consultar o médico. Se deixado sem tratamento, o refluxo pode danificar severamente seu esôfago. O médico pode prescrever medicação que tratará o refluxo e curará seus órgãos digestivos.
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    Use um suporte ou treliça. Se você tem uma hérnia inguinal (na virilha), você pode usar um apoio especial que também pode ajudar a reduzir a dor.

    Fale com o médico sobre o uso de uma treliça, que é como uma roupa íntima de suporte. Você pode usar um cinto de suporte ou arnês que ajude a manter a hérnia no lugar.

    Para usar um suporte, deite e envolva o cinto ou arnês em torno da hérnia para mantê-la confortável.

    • Os suportes ou treliças só devem ser usados por um curto período de tempo. Entenda que eles não vão curar sua hérnia.[4]
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    Experimente a acupuntura. A acupuntura é uma medicina tradicional que ajusta as energias do corpo, inserindo agulhas em pontos de energia específicos. Talvez seja possível diminuir sua dor da hérnia estimulando pontos de pressão. Encontre um acupunturista certificado que tenha experiência no assunto.[5]

    • A acupuntura pode aliviar a dor da hérnia, mas você ainda deve procurar tratamento médico para tratá-la de verdade.
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    Procure um médico imediatamente caso esteja sentindo uma dor muito forte.

    Se você suspeitar que tem uma hérnia, sentir qualquer massa incomum no abdômen ou virilha, ou tiver hiperacidez ou azia, faça uma consulta com o médico.

    A maioria das hérnias pode ser diagnosticada com um exame físico, mas citar os sintomas também ajuda. Se você já se consultou com o médico mas os seus sintomas não melhoraram após algumas semanas, marque outra consulta.

    • Caso você esteja enfrentando uma dor incomum e tiver sido diagnosticado com uma hérnia abdominal, inguinal ou femoral, ligue para o médico ou vá para a emergência imediatamente; a dor pode indicar uma emergência médica.
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    Faça uma cirurgia. Embora você possa controlar a dor da hérnia em casa, não será possível tratá-la. Converse com o médico sobre as opções de cirurgia.

    Ele pode recomendar um procedimento cirúrgico onde um cirurgião opera para empurrar o músculo protuso de volta para o lugar.

    Outra alternativa é um procedimento menos invasivo onde pequenas incisões são feitas para reparar a hérnia com uma malha sintética.[6]

    • Caso a sua hérnia não o incomode frequentemente e o médico acredita que seja ela pequena, ele pode não recomendar a cirurgia.
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    Coma refeições menores. Se você está sentindo azia devido a uma hérnia de hiato, coloque menos pressão sobre seu estômago. Para isso, coma refeições menores. Você também deve comer mais devagar para que o estômago faça a digestão de forma mais fácil e rápida. Isso também pode reduzir a pressão sobre o esfíncter do estômago, um músculo que já está enfraquecido.[7]

    • Evite comer de duas a três horas antes de ir para a cama. Isso evitará que os alimentos exerçam pressão sobre os músculos do estômago enquanto você tenta adormecer.
    • Você também pode tentar mudar sua alimentação para reduzir o excesso de ácido estomacal. Evite alimentos ricos em gordura, chocolate, hortelã-pimenta, álcool, cebolas, tomates e citrinos.[8]
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    Reduza a pressão no seu abdômen. Vista roupas que não apertem o estômago ou abdômen. Evite usar roupas apertadas ou cintos. Se você usar um cinto, ajuste-o de modo que não abrace firmemente sua cintura. Se você usar um cinto, ajuste-o de modo que não aperte demais a cintura.[9]

    • Quando você aperta o estômago ou abdômen, você pode causar hérnias recorrentes e piorar a hiperacidez. O ácido no estômago pode ser forçado a voltar para o esófago.
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    Perca peso. Se você estiver com sobrepeso, acaba colocando mais pressão sobre o estômago e músculos abdominais. Essa pressão extra pode aumentar o risco de desenvolver outra hérnia. Também pode fazer o ácido em seu estômago voltar para o esôfago. Isso pode causar refluxo e hiperacidez. [10][11]

    • Tente perder peso lentamente. Tenha como objetivo perder mais de 450 g ou 1 kg por semana. Fale com o médico a repeito de ajustar a sua alimentação e sobre um plano de exercícios.
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    Exercite os músculos importantes. Visto que você não deve levantar coisas pesadas, tente fazer exercícios que fortalecem e apoiam os músculos. Deite-se de costas e tente um dos seguintes alongamentos:

    • Eleve seus joelhos para que suas pernas fiquem ligeiramente curvadas. Coloque um travesseiro entre as pernas e use os músculos da coxa para apertá-lo. Relaxe os músculos e repita dez vezes.
    • Mantenha as mãos ao lado do corpo e levante os joelhos do chão. Usando as duas pernas, faça um movimento de pedalada no ar. Continue até sentir os músculos do abdômen tencionarem.
    • Eleve os joelhos para que suas pernas fiquem ligeiramente dobradas. Coloque as mãos na parte de trás da cabeça e dobre o tronco até cerca de 30 graus. Seu tronco deve ficar próximo dos joelhos. Mantenha essa posição e cuidadosamente recline-se. Repita o processo até 15 vezes.
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    Pare de fumar. Se você está está com refluxo, tente parar de fumar. Fumar pode aumentar o ácido do estômago, piorando o refluxo. E, se você estiver planejando fazer uma cirurgia para tratar sua hérnia, o médico provavelmente irá aconselhá-lo a parar de fumar nos meses que antecederem a cirurgia.

    • Fumar deixará mais difícil para o seu corpo se curar após a cirurgia, além de poder aumentar a sua pressão arterial durante o procedimento. Esse hábito também aumenta o risco de desenvolver hérnias recorrentes e infecção pós-cirúrgica. [12]
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    Use braço-de-preguiça. Essa planta (considerada uma erva daninha) tem sido usada tradicionalmente para aliciar o inchaço e a dor. Aplique óleo essencial de braço-de-preguiça à área onde você está sentindo a dor da hérnia. Também é possível comprar suplementos de braço-de-preguiça para tomar de forma oral. Sempre siga a instrução do fabricante a respeito da dosagem. [13]

    • Alguns estudos mostram que o braço-de-preguiça é um anti-inflamatório. [14] Ele também pode prevenir infecções.
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    Beba um chá de ervas. Se você estiver sentindo náuseas, vômitos e refluxo causado pela hérnia, beba um chá de gengibre. O gengibre é um anti-inflamatório e acalma o estômago.

    Use bolsinhas de chá de gengibre ou corte um gengibre fresco. Deixe o gengibre fresco em água fervente por cinco minutos. É bastante importante beber o chá de gengibre cerca de meia hora antes de comer.

    Também é seguro para grávidas e mulheres amamentando. [15]

    • Beba chá de erva-doce para acalmar o estômago e reduzir o ácido estomacal. Esmague uma colher de sementes de erva-doce e deixe de molho em uma xícara de água fervente por cinco minutos. Beba de duas a três xícaras por dia.
    • Você também pode beber mostarda em pó ou mostarda preparada dissolvida em água ou beber chá de camomila. Todos esses são anti-inflamatórios que podem acalmar seu estômago, reduzindo o ácido.[16]
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    Tome raiz de alcaçuz. Procure a raiz de alcaçuz na forma de comprimido mastigável. Ela tem se mostrado ótima para curar o estômago enquanto controla a hiperacidez. Siga as instruções do fabricante. Isso geralmente significa tomar de dois a três comprimidos a cada quatro a seis horas.[17]

    • Saiba que a raiz de alcaçuz pode causar uma falta de potássio em seu corpo, o que pode levar a arritmias cardíacas. Fale com o médico se você tomar grandes quantidades de alcaçuz ou usá-lo por mais de duas semanas.
    • O olmo-americano é outro suplemento de ervas a se experimentar como bebida ou comprimido. Ele reveste e acalma tecidos irritados e é seguro de se usar durante a gravidez.[18]
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    Beba vinagre de maçã.

Hérnia umbilical

A hérnia umbilical (hérnia do umbigo) ocorre quando as camadas da parede abdominal não encerram completamente ao nível do umbigo e as estruturas intra-abdominais fazem saliência (saem) através desse ponto fraco. Ou seja, a hérnia umbilical ocorre numa zona de fraqueza das camadas da parede abdominal na região do umbigo, por onde surge a saliência.

Para além do umbigo, as hérnias podem surgir noutras regiões do abdómen, designando-se genericamente por hérnias abdominais. As hérnias também surgem, frequentemente, na região da virilha, designando-se neste caso por hérnia inguinal.

Por norma, os doentes que padecem de hérnias umbilicais podem levar uma vida perfeitamente normal e sem que ocorram complicações. No entanto, podem em alguns casos surgir complicações, algumas potencialmente graves, que sem tratamento atempado e adequado podem, em último caso, implicar risco de morte.

A hérnia umbilical é mais frequente na criança. Algumas estimativas referem que cerca de uma em cada dez crianças (10%) apresenta hérnia umbilical. A maioria das hérnias umbilicais encerra até ao final do primeiro ano de vida do bebé.

Contudo, existem casos de hérnias umbilicais que demoram mais tempo a encerrar, sendo mesmo necessário em alguns casos efetuar tratamento cirúrgico.

Veja mais informação em “tratamento” para melhor perceber quando operar a hérnia umbilical e que cuidados devem ser tomados.

Apesar de menos frequente do que na criança, este tipo de hérnia também afeta os adultos de qualquer idade, sendo mais frequente no sexo feminino do que no masculino.

Hérnia umbilical – causas

Nos adultos, a hérnia umbilical, geralmente ocorre quando há aumento da pressão abdominal. A presença de líquido intra-abdominal (ascite) causa aumento da pressão abdominal, sendo uma causa frequente de hérnias umbilicais.

Determinados fatores que provocam um enfraquecimento da parede abdominal podem também levar ao desenvolvimento das hérnias.

O excesso de peso (obesidade), realização de esforços violentos, (como levantamento de objetos pesados no trabalho), algumas atividades desportivas intensas (como a musculação), a tosse crónica (tosse persistente no tempo, originada por algumas doenças pulmonares – DPOC, etc.), a obstipação, a cirurgia abdominal prévia, são exemplos de fatores de risco para o desenvolvimento da hérnia umbilical.

A gravidez é um fator de risco para a ocorrência de hérnias umbilicais, aumentando o risco com o número de gravidezes. As gravidezes multigemelares (gémeos, trigémeos, …) também aumentam o risco.

Algumas hérnias umbilicais não podem, infelizmente, ser prevenidas. Contudo, podem ser adotadas algumas medidas de prevenção que permitem reduzir os riscos de ocorrência de hérnias. Os adultos devem evitar o sedentarismo (praticar exercício físico), entre outras medidas que estimulem hábitos saudáveis.

Hérnia umbilical – sintomas

Nos adultos o sinal principal é uma saliência desconfortável, podendo até provocar dor na região umbilical. Por vezes, a hérnia pode ser bastante dolorosa.

Na criança, as hérnias umbilicais, por norma, não provocam dor, contudo a sintomatologia está muito dependente da gravidade da hérnia. Na infância, o ato de chorar, quando a criança tosse, fica mais agitada ou realiza esforços, podem agravar os sintomas. Por outro lado, quando a criança se deita ou acalma, os sintomas aliviam.

Hérnia umbilical – diagnóstico

O exame físico do abdómen demostra a hérnia, que se evidencia com aumento da tensão abdominal.

Se o conteúdo não puder ser reintroduzido no abdómen, diz-se que a hérnia umbilical está “encarcerada”.

Esta situação é perigosa porque o conteúdo pode ficar sem irrigação sanguínea, falando-se então em “hérnia estrangulada”.

Uma hérnia umbilical estrangulada é a mais temível complicação e requer tratamento urgente. Veja mais informação em “complicações”.

Para além do exame físico que é esclarecedor, o médico pode solicitar alguns exames de diagnóstico em casos especiais: pode ser feita uma radiografia, ecografia ou análises ao sangue, para melhor caraterizar a hérnia ou verificar se o intestino encarcerado está viável.

Hérnia umbilical – complicações

A complicação mais temível é o estrangulamento da hérnia. O estrangulamento ocorre quando não existe irrigação sanguínea da porção de intestino encarcerada na hérnia.

Ou seja, o sangue não circula porque existe uma obstrução à sua passagem e ocorre necrose (o tecido morre).

Devido à necrose, pode ocorrer uma inflamação / infeção da cavidade abdominal e peritonite, que em último caso pode levar o doente à morte.

Os sintomas de hérnia estrangulada são:

  • Febre;
  • Obstipação;
  • Dor abdominal intensa;
  • Náuseas e vómitos;
  • Saliência dolorosa no umbigo, com vermelhidão ou tom azulado.

Deve existir uma vigilância apertada, devendo consultar o seu médico em caso de suspeita de encarceramento ou estrangulamento da hérnia.

Hérnia umbilical tem cura?

Não existe qualquer tipo de tratamento médico que permita “curar” a hérnia umbilical. A única opção possível é realizar tratamento cirúrgico.

Pode optar-se por medidas de vigilância, sempre com o cuidado de prevenir possíveis complicações e desde que a hérnia não apresente sintomas que afetem de forma significativa a qualidade de vida do paciente.

Hérnia umbilical – tratamento

A maioria das hérnias umbilicais na criança acaba por encerrar naturalmente até aos 18 meses de idade, podendo em, alguns casos, encerrar de forma mais tardia.

Se não ocorrer o encerramento até aos 3 anos de idade, se ocorrer dor, se a hérnia ultrapassar os 1,5cm de diâmetro ou existir o risco de encarceramento ou estrangulamento, então deve ser considerado tratamento cirúrgico.

  • Nos adultos, o tratamento cirúrgico permite resolver o problema e deste modo evitar possíveis complicações.
  • Alguns medicamentos podem ser prescritos para aliviar a dor (como o paracetamol, por exemplo).
  • Contudo, a única opção para resolver de forma definitiva o problema é realizar tratamento cirúrgico.

Hérnia umbilical – cirurgia

A cirurgia evita as complicações e pratica-se geralmente nas seguintes situações:

  • Hérnia dolorosa;
  • Diâmetro maior que 1,5 cm;
  • Ocorrência de encarceramento ou estrangulamento.

A cirurgia visa o encerramento da zona de fraqueza da parede muscular.

Após a anestesia, a operação é feita de forma a recolocar o conteúdo da hérnia dentro do abdómen, encerrando-se o orifício com pontos.

Em alguns casos, reforça-se a zona de fraqueza com uma prótese. A cicatriz que resulta após a cirurgia, depende da extensão da zona de fraqueza e da técnica cirúrgica utilizada.

Na atualidade, a intervenção por laparoscopia, realizada através da utilização de instrumentos cirúrgicos acoplados a uma câmara de filmar, permite em alguns casos realizar a operação de uma forma minimamente invasiva, através de pequenas incisões, reduzindo os riscos e as complicações.

A cirurgia é rápida e de baixo risco, exigindo um internamento de poucas horas e o doente pode reiniciar alimentação imediatamente. Durante uma semana deve evitar realizar atividade física.

Complicações da cirurgia

As complicações são pouco frequentes:

  • Infeção;
  • Recidiva ou reaparecimento da hérnia;
  • Ocorrência de dores de cabeça, náuseas ou vómitos;
  • Febre.

Recuperação, prognóstico

No pós-operatório é normal que surja alguma dor e edema (inchaço), que podem ser facilmente resolvidos com a prescrição de medicação analgésica / anti-inflamatória.

Apesar de ser uma cirurgia de rápida recuperação e o doente poder regressar a casa após a cirurgia, deve ser mantido algum tempo de repouso, tipicamente pelo menos 2 a 3 dias, de modo a acautelar possíveis complicações.

  1. Nas hérnias sintomáticas ou complicadas do adulto, a cirurgia é muito eficaz e a taxa de complicações e recidiva é muito baixa.
  2. A atividade física normal pode ser retomada três semanas após a cirurgia.
  3. Quando existe estrangulamento e a cirurgia é realizada rapidamente, o prognóstico é também ele excelente.

Quanto custa uma cirurgia?

O preço da cirurgia depende de alguns fatores, como a extensão de hérnia, comorbilidades, entre outros. Apenas o cirurgião, poderá estimar o valor da operação, após avaliação em consulta.

Hérnia umbilical

As hérnias da parede abdominal caracterizam-se pelo deslocamento de vísceras ou tecidos através de um orifício, passando a ocupar um espaço que não era o original. Geralmente ocorrem em virtude de um defeito, enfraquecimento ou ruptura do tecido do abdômen em consequência de esforço exagerado, problema congênito ou adquirido.

A hérnia umbilical ocorre exatamente na região da cicatriz umbilical.

Nesse caso, normalmente ocorre a saída de tecido gorduroso ou de uma alça intestinal na região do anel umbilical, que é considerado um ponto de fraqueza da parede abdominal.

Assim como as outras formas de hérnias da parede abdominal, ela pode ocorrer em razão de um defeito congênito ou adquirido, bem como por grandes esforços.

→ Sintomas da hérnia umbilical

Como sintomas principais, destacam-se a presença de uma saliência e dor local, que aparece sempre que são feitos esforços ou então quando se toca a região.

A saliência é melhor percebida quando a pessoa tosse ou faz algum esforço físico.

Normalmente a hérnia umbilical vai aumentando de tamanho, sendo cada vez mais difícil o retorno do órgão ou tecido para a cavidade abdominal.

Os bebês, na maior parte dos casos, são os mais acometidos, entretanto, nesses casos, a hérnia tende a desaparecer espontaneamente até os três anos de idade.

Na infância, normalmente o problema é congênito, já no adulto é mais comum ser um defeito adquirido, podendo também ser uma hérnia congênita não diagnosticada anteriormente.

Como principais causas da hérnia umbilical adquirida, podemos destacar a obesidade, tumores, ascite e várias gestações.

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Para a realização do diagnóstico, frequentemente é observada a saliência na região do umbigo e são feitos toques no abdômen. Para a complementação do resultado, os médicos podem realizar exames de ultrassom, tomografia e raio X.

→ Formas de tratamento

O tratamento normalmente é cirúrgico e deve ser realizado com urgência em casos de estrangulamento e encarceramento. Este ocorre quando a víscera fica presa na hérnia, não conseguindo mais retornar para o interior do abdômen.

Já no estrangulamento ocorre uma diminuição da circulação sanguínea no órgão, podendo causar isquemia e necrose. Quando a víscera em questão é o intestino, observa-se que este para de funcionar, ocasionando aumento do volume do abdômen, perda de apetite e vômitos.

Além disso, se ocorrer a necrose do intestino, seu conteúdo pode ser liberado na cavidade abdominal, gerando infecção.

A hérnia umbilical é grave e deve ser acompanhada por um profissional para que os riscos de complicações sejam reduzidos. Ao verificar qualquer saliência na região do umbigo que se torna mais visível em situações de esforço físico, procure o seu médico.

Publicado por: Vanessa Sardinha dos Santos

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