Como alimentar um filhote de tartaruga: 10 passos

Como Alimentar um Filhote de Tartaruga: 10 Passos

As tartarugas de água são excelentes animais de estimação, mas como qualquer outro animal precisam de cuidados e atenções especiais para se manterem sempre saudáveis. E um dos aspectos que mais costuma preocupar os donos é a sua alimentação, e nem sempre é tão evidente que tipo de comida podemos dar e como combiná-la. Por isso, em umComo.com.br esclarecemos as suas dúvidas a este respeito e explicamos como alimentar as tartarugas de água para garantir assim a sua saúde.

Passos a seguir:

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Os alimentos comerciais vendidos nas lojas de animais são uma grande alternativa para alimentar as tartarugas aquáticas, pois costumam ser nutricionalmente corretos e proporcionam tudo o que elas precisam para crescer saudáveis.

No entanto, é possível que a sua tartaruga decida não comer, algo muito comum se o animalzinho foi capturado recentemente ou se não esteve antes acostumado a este tipo de comida. Não se esqueça que no seu estado natural são herbívoras ou onívoras, dependendo da espécie. Nesses casos devemos optar por outras soluções.

Como Alimentar um Filhote de Tartaruga: 10 Passos

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Se a sua tartaruga não quer comer o alimento comercial, ou você deseja misturar sua comida empacotada com produtos mais naturais que a façam sentir em seu ambiente natural, pode optar por várias das alternativas que damos a seguir.

A primeira, e mais simples, são os vegetais, é bom lembrar que estes animais apreciam bastante este tipo de comida. Pedaços pequenos de alface, cenoura, couve ou pepino, podem transformar-se em um delicioso acompanhante para a nossa tartaruga, que com certeza saberá apreciá-los.

Se você observar que ela só come os vegetais e despreza o alimento comercial, é importante que continue tentando oferecer-lhe pelo menos uma vez por semana, pois após algum tempo muitas delas costumam começar ao comer.

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Quanto à proteína animal, o peixe é uma alternativa muito simples de conseguir, pois você pode dar para à sua tartaruga aquática um pouco do mesmo que compra para a sua casa, tendo sempre em conta que não seja muito salgado e que esteja cru.

Antes de dar o peixe para a tartaruga é conveniente lavá-lo muito bem para tentar tirar a gordura que possa ter. No entanto, é bom que você saiba que o peixe cru costuma sujar muito a água, razão pela qual será necessário trocá-la depois que o animal comer. Evite dar-lhe pescados azuis (atum, salmão, sardinha) pois contam com mais gordura e vão sujar mais a água.

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Os grilos são também uma excelente alternativa para alimentar as tartarugas de água.

Cheios de nutrientes e vitaminas, podem conseguir-se facilmente nas lojas de animais especializadas em répteis, e as tartarugas aquáticas normalmente gostam muito.

As quantidades dependerão da espécie e do tamanho da tartaruga, de modo que, nestes casos, o melhor é consultar um especialista.

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Outra boa alternativa para variar a dieta da sua tartaruga aquática são as larvas, também fáceis de conseguir em lojas especializadas em alimentação de répteis. São um grande aporte nutricional e para o animal serão deliciosas.

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No geral os insetos pequenos são uma boa alternativa para alimentar a tartaruga aquática, permitindo-lhe sair um pouco do típico alimento comercial. Isto evitará especialmente que se cansem. As formigas médias ou aranhas de casa, que costumamos encontrar na nossa casa, podem tornar-se um banquete para nosso animal de estimação.

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Estas são algumas boas sugestões, mas se você tem alguma dúvida relativa às quantidades de comida que deve dar para a sua tartaruga aquática, o melhor é consultar um especialista que o oriente da forma correta.

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Além da alimentação das tartarugas de água, deve ter em conta diferentes aspetos referentes ao seu cuidado, entre os quais se destacam as seguintes indicações:

  • A água que colocar dentro do aquário das suas tartarugas, deve ser suficientemente funda para que o animal possa nadar comodamente.
  • É imprescindível colocar um pedaço de terra no aquário para que a sua tartaruga de água possa descansar e tomar sol.
  • É importante que coloque o aquário da sua tartaruga num canto da sua casa onde haja luz solar.
  • A temperatura do aquário deve oscilar entre os 26 e os 28 graus. É importante que a temperatura nunca baixe dos 25 porque poderia fazer com que a sua tartaruga acabe por adoecer.
  • A água do aquário dever estar sempre limpa para prevenir o contágio de doenças no seu animal de estimação.

Em umComo damos-lhe mais conselhos sobre como cuidar de uma tartaruga de água e conseguir que o seu animalzinho viva de forma saudável.

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Tartaruga russa: conheça tudo sobre esse réptil

A tartaruga russa é o quelônio mais famoso e, embora seu habitat natural seja a Eurásia, atualmente pode ser encontrada em todo o mundo. Neste artigo, contaremos tudo o que você precisa saber sobre a tartaruga russa, eleita como pet em milhares de lares.

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Características e habitat da tartaruga russa

Ela é conhecida por diferentes nomes: tartaruga russa, da estepe ou afegã. Trata-se de um quelônio muito comum na Ásia. Pode ser encontrado na Rússia, China, Paquistão e Afeganistão, embora também seja visto no Cazaquistão, Uzbequistão e Turcomenistão.

Prefere as estepes secas, próximas de cursos d’água, climas extremos com inversos frios e verões quentes. Também habita as margens de pradarias e desertos.

Em relação às características da tartaruga russa, podemos destacar que as fêmeas são maiores que os machos (22 e 19 centímetros, respectivamente). Além disso, o casco em ambos os sexos é ligeiramente achatado, de cor marrom escuro ou claro, assim como os membros do animal.

As patas são robustas, com quatro unhas bem desenvolvidas. Essa característica as diferencia das outras espécies da ordem dos testudines, que possuem cinco unhas.

Comportamento e alimentação da tartaruga russa

É um animal que fica ativo poucos meses do ano, já que no inverno ele hiberna em tocas de até três metros de profundidade que ele mesmo cava. Quando começa a primavera, aproveita para se reproduzir e se alimentar. Durante o dia, aquecem o corpo e aceleram o metabolismo, graças à luz solar.

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Essa tartaruga é herbívora e se alimenta de grama seca, flores, ervas, legumes e verduras. Durante períodos de seca, complementa a dieta ingerindo excrementos e artrópodes.

Reprodução e longevidade da tartaruga russa

Uma vez que desperta da hibernação, nos primeiros dias da primavera, o macho começa o cortejo sexual. Ele segue, golpeia e morde a fêmea. Durante a cópula, que dura entre 10 e 12 horas, os exemplares masculinos emitem sons, mesmo sendo mudos em outras situações da vida.

As fêmeas têm a capacidade de conservar o sêmen por várias semanas, meses e até anos. Sessenta dias após a copulação, elas cavam buracos no chão com as patas traseiras e botam os ovos entre maio e junho.

O período de incubação e o sexo dos filhotes dependerá da temperatura ambiente. Quando for menor que 31ºC, nascerão em sua maioria machos. Caso contrário, serão mais comuns os nascimentos de fêmeas. É bom saber que a tartaruga russa chega à maturidade sexual aos 10 anos. Assim, chega a viver até 40 anos em estado selvagem.

Tartaruga russa como animal de estimação

É muito comum transformar uma tartaruga russa em animal de estimação. Afinal, é muito fácil de manter e cuidar. Porém, é preciso que ela tenha espaço suficiente para se mover e, principalmente, para tomar sol ao ar livre. Trata-se de um animal muito curioso e dinâmico. Com passos lentos, mas decididos, explorará todo o terreno ao redor

Como Alimentar um Filhote de Tartaruga: 10 Passos

Alguns donos compram terrários que incluem tubos UVA e UVB especiais para répteis. Isso permite recriar o habitat natural do animal. Em nenhum caso a temperatura do espaço deve superar os 35ºC.

Para alimentar uma tartaruga russa, devemos contar com todo tipo de vegetais: grama, cenoura, acelga, brócolis, espinafre e dente de leão, além de frutas, como morangos, maçãs ou peras. O suprimento diário de água doce é fundamental.

É muito importante que o animal possa hibernar uma vez ao ano. Basta colocá-lo em um terrário especial, com temperatura baixa (entre 4ºC e 8ºC) e com piso de substrato que sirva de cama.

Por último, não devemos esquecer que a tartaruga é um animal que, embora domesticado, ainda conserva hábitos selvagens. Dessa forma, não é recomendável pegá-la nos braços ou elevá-la do solo para “brincar”, já que se estressam e a saúde do animal pode se deteriorar. O melhor a fazer é deixá-la caminhar no ritmo próprio, como se estivesse no habitat natural.

Veterinária que adotou jabutis afirma que eles também demonstram seu afeto – ANDA – Agência de Notícias de Direitos Animais

Esse simpático réptil terrestre, parente da tartaruga, o jabuti, nunca vai receber seu tutor com festa nem procurar cafuné na mão de visitas. São bichos que apareceram na Terra bem antes dos humanos, mas que não aprenderam, com a idade evolutiva que expressam o seu amor de um outro jeito.

Sônia Regina Pinheiro diz que a calma dos animais não se traduz em indiferença (Imagem: Reprodução/Folha Online)

 “É um bicho que acompanha gerações”, resume a veterinária Sônia Regina Pinheiro, 52, que tem um verdadeiro “jabutizal” em casa. O termo foi criado por ela para definir o espaço onde vivem quatro répteis, um deles ‘repassado” por um desconhecido. O antigo tutor considerou seu jardim pequeno para o bichinho quando se deu conta de que ele podia chegar a ter até 70 cm de comprimento.

Dos quatro jabutis, ele é o único (a bem da verdade, a única, por se tratar de uma fêmea) que, por ali, ganhou nome: Catarina. Em breve, no entanto, mais um deles deve ser batizado. Sônia quer dar um novo integrante da família de répteis a um sobrinho. “Só que o combinado é que ele leve o presente só depois de se casar”, conta a veterinária.

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A vantagem de cuidar de um jabuti, para ela, é que “eles não latem e não mordem”. São tão pacíficos que um pastor alemão da casa divertiu-se, durante um bom tempo, virando seus cascos com o focinho. Até que teve acesso proibido ao “jabutizal”.

Sônia garante que essa calma toda não se traduz em indiferença. Diz que seus jabutis a reconhecem e até demonstram certo afeto, principalmente quando correm (maneira de dizer) para comer em sua mão.

 O veterinário especializado em animais selvagens André Grespan explica que, para entender esse pet, é preciso entrar no ritmo e ter um pouco de paciência. “Tudo na vida do jabuti é muito lento”, ele explica. Até a incubação (em ovos) dura de seis a nove meses. Bem mais do que um pinto, que nasce 21 dias depois de a galinha botar seu ovo.

André cita casos de clientes que acompanharam a longa evolução dos ovos, até verem seus jabutis filhotes nascerem. “É uma experiência única”, diz. Assim como é único cuidar de um animal que, provavelmente, vai sobreviver ao seu primeiro tutor.

Com informações da Folha Online

Tartarugas, jabutis e cágados são perfis ideais para quem deseja inovar na escolha dos pets

Passos lentos, carapuças duras, figuras dóceis. As tartarugas, os jabutis e os cágados podem até fugir do perfil de animais comumente adotado nos lares brasileiros. Mas, são uma excelente alternativa para aqueles que procuram répteis fora dos padrões convencionais. Eles são calmos e curiosos.

Essas espécies de quelônios são passíveis de criação doméstica. Porém, se você está pensando em adotá-los por pensar que são fáceis de cuidar, desista. Como todo animal, alguns cuidados específicos com a alimentação e abrigo não devem ser ignorados.

É o que explica o médico veterinário Marcello Oliva Brito.

“Como a temperatura corpórea das tartarugas depende da temperatura ambiente, é preciso ter uma atenção maior, pois se o local está muito quente, ela vai superaquecer, da mesma maneira, se estiver muito frio, pode ocorrer hipotermia”, ressalta.

O médico ainda comenta que mesmo as tartarugas que vivem na terra precisam do contato constante com a água. “É preciso ter um aquário disponível, já que esse grupo necessita da água para a sobrevivência, a falta desse recurso pode ocasionar a morte do animal”, alerta.

Dados do IBGE apontam que 2,21 milhões de répteis e pequenos mamíferos são tratados como animais de estimação no Brasil. Em Montes Claros, também existem pessoas que curtem pets além dos tradicionais cães e gatos.

É o caso da estudante Júlia Rabelo. Ela conta que além de um cachorro, tem uma tartaruga tigre d’agua, que é a espécie mais comum de animais exóticos adotados. “Preocupo com a alimentação e os cuidados básicos. Coloco na água três vezes por dia para se alimentar. Tenho muito zelo, pois já são 10 anos que a tenho; já é um membro da família”, diz.

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As tartarugas tigre d'agua são as mais comuns como animais de estimação exóticos — Foto: Júlia Andrade/Arquivo Pessoal

As tartarugas tigre d'agua são as mais comuns como animais de estimação exóticos — Foto: Júlia Andrade/Arquivo Pessoal

Tartarugas, jabutis e cágados

Muitas pessoas não conseguem distinguir a diferença existente entre as tartarugas, os jabutis e os cágados. Embora sejam aparentemente semelhantes, os três possuem características próprias. Por isso, para quem pretende adotar um deles, vale considerar cada perfil. O médico veterinário Marcello Oliva ressalta a principal diferença entre os três.

“As tartarugas marinhas são as que vivem na água, as que vivem na terra são denominadas de jabutis, enquanto as que vivem nos dois ambientes são chamadas de cágados. Além disso, a alimentação é diferente.

A marinha, quando filhote, se alimenta incialmente de carne, e na fase adulta passa a ingerir também folhas; os jabutis são primariamente herbívoros e os cágados se alimentam tanto de folhagem, como de carne”, explica o médico.

Para a comercialização de um animal silvestre ou exótico como a tartaruga é preciso ter uma autorização.

Antes, ela era emitida pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos renováveis (IBAMA), mas atualmente esse serviço está em processo de transferência para ser realizado exclusivamente pelo Instituto Estadual das Florestas (IEF).

O analista do IBAMA, Daniel Felipe Dias, explica como é feita essa autorização. “Os criatórios fazem a microchipagem dos animais de modo que seja comprovado que a comercialização é legalizada. Já para quem compra o animal basta estar munido da nota fiscal”, pondera.

Fatores como a comercialização ilegal e a alimentação das tartarugas têm contribuído para a queda do número das espécies.

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De acordo com a lista vermelha de animais ameaçados de 2010, da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), 58,8% das 228 espécies listadas de quelônios são consideradas ameaçadas de extinção.

“As tartarugas são os animais mais ameaçados dentre os grupos dos vertebrados. Mais que aves, mamíferos, peixes cartilaginosos e anfíbios”, comenta Marcello.

Mais de 200 tartarugas nascem e caminham para o mar pela primeira vez em Fortaleza – Metro – Diário do Nordeste

Seguindo o fluxo da natureza e de suas vidas, 205 tartarugas caminharam para o mar pela primeira vez, logo após o nascimento, em duas praias de Fortaleza, no último fim de semana.

Os filhotes da espécie Tartaruga-de-pente foram acompanhados pela equipe do Instituto Verdeluz, entidade de proteção do meio ambiente, e também pelo Batalhão de Polícia do Meio Ambiente (BPMA).

A abertura dos ninhos, como é chamado o “parto” dos animais, aconteceu na Praia da Sabiaguaba, com 113 tartarugas, e na Praia do Futuro, com 92, no último sábado (23) e domingo (24), respectivamente.

Alice Frota, bióloga do Verdeluz, estava presente na Sabiaguaba e pôde ajudar e presenciar o momento, que, conforme ela, já era aguardado.

“Monitoramos a praia uma vez por semana em busca de ninhos de tartarugas. Esse ninho do sábado já estava monitorado por nós.

Abrimos e percebemos que elas já estavam querendo sair e, com todo o cuidado, deixamos elas seguirem seus caminhos”, aponta a voluntária.

“Por isso, a gente deixa fazerem todo o caminho, porque elas decoram o caminho da praia em que nasceram, caso queiram voltar”

Assim como os primeiros passos de bebês são de extrema importância para o desenvolvimento deles, a primeira caminhada das tartarugas para o mar é essencial. A bióloga ressalta que, caso isto seja privado delas, os animais podem sofrer as consequências no futuro.

“Isso pode empatar a vida delas. Por isso, a gente deixa fazerem todo o caminho, porque elas decoram o caminho da praia em que nasceram, caso queiram voltar”, explica Frota.

 Em publicação no Instagram do Instituto Verdeluz, a equipe divulgou um registro do nascimento e ressaltou a importância de preservar as praias e o meio-ambiente no geral, visto que a poluição impacta diretamente na vidas das tartarugas, principalmente as espécies de-pente, as mais ameaçadas de extinção conforme a União Internacional para Conservação da Natureza, e as mais comuns no Ceará. 

Legenda: Na Sabiaguaba, 113 tartarugas foram para o mar

Foto: (Foto: Instituto Verdeluz/ divulgação)

Além das 113 tartarugas que foram para o mar na Sabiaguaba, outros seis ovos não eclodiram e uma já nasceu morta, o que é comum, segundo Alice Frota. “Esse ninho nasceu bem, porque, geralmente, mais tartarugas nascem mortas. Nós nos impressionamos”, afirma. Além de um bom número ter conseguido viver, este ninho também nasceu antes do esperado.

Ícaro Ben Hur, 20 anos, é um dos voluntários do projeto que esteve presente no nascimento. Ele relata que a equipe estava apenas fazendo uma vistoria de rotina para checar a situação dos ovos, quando foi surpreendida.

“A gente chegou lá e eles já estavam nascendo. Ficamos acompanhado todo o processo. Esse não é o primeiro nascimento que eu acompanho.

Sempre que posso, acompanho os monitoramentos na Sabiaguaba e na Praia do Futuro”, diz o estudante de Oceanografia, voluntário do Verdeluz há dois anos. 

Os monitoramentos de novos ninhos acontecem uma vez por semana na Sabiaguaba e apenas uma vez por mês na Praia do Futuro, segundo a bióloga Alice Frota, devido a questões de segurança do mar. Nesta última, o acompanhamento é feito com a ajuda do Corpo de Bombeiros do Ceará (CBMCE).

No último domingo (24), quando as 92 tartarugas eclodiram na areia, o processo foi visto por banhistas, mas supervisionado por um dono de uma barraca e uma participante do Verdeluz.

“A gente já deixa os donos de barraca avisados de toda a questão envolvendo a eclosão, para que eles possam deixá-las caminharem por mar e afastá-las de aglomerações”, pondera Alice. 

Importância ambiental 

Além de lembrarem do caminho de volta para a praia que nasceram, as tartarugas precisam ir para o mar também para manter o equilíbrio na cadeia alimentar marinha. Quando pequenas, elas servem de alimento para vários tipos de peixes e espécies do fundo do mar. “Tirando uma dessas tartarugas da cadeia afeta todo o processo e prejudica muitos outros animais”, pontua Alice Frota

Já na vida adulta, apenas o tubarão consegue comer as tartarugas. A bióloga relembra que elas também são predadoras e, por isso, não podem ser retiradas de seu habitat ou impedidas de chegar até ele. Sobre uma possível volta para as praias de Fortaleza, Alice avalia que isto só será possível daqui há 30 anos, pelo menos, período quando elas vão estar podendo desovar e criar ninhos.

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