Como ajudar um ente querido com transtorno de personalidade histriônica

  • * Por Frederico Mattos
  • Você já deve ter conhecido uma pessoa que age assim:
    • Parece sempre dramática
    • Assuntos e visões superficiais
    • Faz escolhas baseada nas emoções do momento
    • Preocupação constante com sua vida amorosa
    • É influenciável por uma notícia, uma opinião alheia ou uma suposta autoridade no assunto
    • Parece sempre estar seduzindo os outros ou imaginando que os outros a desejam
    • Muito preocupada com a aparência física e o envelhecimento
    • Oscilação constante da autoestima
    • Necessidade de ser o centro das atenções (beleza, esperteza, status)
    • Inveja (não assumida) de pessoas que se destacam ou acha que sempre está sendo alvo de inveja
    • Se entendia com facilidade (pensa secretamente que deve ter déficit de atenção) porque não tem real interesse pelas coisas ou empatia pelas pessoas
    • Apego a tudo o que está na moda e não raro é consumista
    • Dificuldade em pensar em longo prazo e fazer poupança
    • Falta de foco pessoal por se sentir indecisa ou insegura
    • Tende a agir sempre baseada em seus próprios interesses
    • Não raro é vista como uma pessoa interesseira
    • Busca soluções sempre externas e dificilmente tem capacidade de análise
    • Não raro são traiçoeiras, mesmo que aleguem ter seguido “seu coração”
    • Dificuldade de agir racionalmente , seja porque não se sente muito inteligente ou por agir impulsivamente
    • Busca de procedimentos estéticos (beirando o exagero em muitos casos)
    • Medo de doença e velhice (situações em que não pode usar seu artifício sedutor)
    • Com alguma frequência sofreu abuso na infância
    • Baixo senso de praticidade
    • Busca desproporcional de satisfação sexual
  • • Apego a ideologias e uma espiritualidade, mas de forma frágil e superficial, como se fosse uma proteção de más influências externas e não por uma prática pessoal de profundidade

Essas são as principais características dos portadores de Transtorno de Personalidade Histriônica. Em sua maioria acomete mulheres e passa despercebido em diagnósticos psiquiátricos por não ser tão fácil sua detecção.

A cultura vê essas pessoas com esse transtornos de um modo estereotipado. Quando homens são taxados como tolos/cafajestes/don Juans e as mulheres como vazias/periguetes.

  1. Sua vida amorosa costuma ser muito conturbada por 9 motivos
    1- Sua oscilação de humor e incapacidade de analisar suas intenções e comportamentos fazem ela brigar sem motivo aparente
    2- Sua necessidade de seduzir e flertar com outras possibilidades amorosas (ainda que não concretize) costuma causar ataques de ciúmes nos outros
    3- Suas promessas pessoais são pouco duradouras e é capaz de trocar seus parceiros se acha que não foi bem tratada ou se passou por alguma contrariedade momentânea
    4- Costuma achar que é injustiçada em seus relacionamentos e tratada com descaso (mesmo que ela própria não se envolva profundamente)
    5- Mesmo aparentando gostar de sexo nem sempre tem real prazer orgástico
    6- Costuma procurar respostas mágicas para explicar seu destino amoroso como horóscopo, cartomantes e curandeiros (fuga da responsabilidade pessoal)
    7- Incapacidade de lidar com seu vazio emocional (cria cobranças impossíveis sobre seu parceiro) e sua carência afetiva (necessidade de monopolizar todas as atenções pessoais)
    8- Acaba se unindo maritalmente com pessoas com maior poder aquisitivo mesmo que mantenham um relacionamento paralelo
  2. 9- Frieza para trocar de parceiros
  3. Sua vida profissional também é complicada:
    1- Frequentemente procura trabalhos que privilegiem o uso da aparência, da sensualidade e da “arte” para obter benefícios exclusivamente financeiros
    2- Tendência a não se estabilizar no trabalho e resistir às pressões
    3- Tendência a se entediar com muita facilidade nas suas atividades
    4- Troca de interesses profissionais (apego ao que está na moda)
    5- Não raramente se envolve amorosa ou sexualmente por pessoas do trabalho (com preferência a pessoas de alto poder aquisitivo) e acaba se prejudicando ou perdendo credibilidade
  4. 6- Falta de senso de propósito pessoal
  5. Nas amizades tem dificuldade também:
    1- Dificuldade em manter amizades de longa duração (alega que foi alvo de inveja e trairagem)
    2- Desconfiança na lealdade dos outros (mesmo ela própria sendo traiçoeira)
    3- Competitividade mascarada de conflitos de interesse
    4- Busca de amigos “baba-ovo” que a idolatrem sem questionamento
    5- Brigas por causa de disputa amorosa
    6- Dificuldade de manter promessas e ter profundidade nos assuntos e interesses
  6. 7- Cansa facilmente das amizades, principalmente quando é contrariada ou rejeitada
  7. Velhice

Normalmente as portadoras de transtorno de personalidade histriônica acabam suas vidas de forma deplorável e amargurada, utilizando algum tipo de remédio cronicamente, álcool ou substância química para “regular” seu humor. Alguns casos de suicídio indireto são comuns.

Casamento

Seus casamentos são recheados de confusão, insatisfação, brigas e tem pouca durabilidade. Por isso mudam de parceiro com grande frequência até acabar o ciclo de paixão-desgaste-término.

Maternidade

Se foi mãe, normalmente, tende a ser negligente e impaciente com os filhos. Costuma ser competitiva, especialmente com a filha mulher e até tentando se vestir de forma jovial (não que seja uma regra).
Com alguma frequência tem uma relação conturbada com os filhos por não ter um senso de praticidade ou moralidade estável.

Na terapia

Normalmente essa pessoa procura ajuda profissional por apresentar um quadro de ansiedade, depressão ou questões amorosas.

A ansiedade se deve à sua necessidade de chamar a atenção das pessoas e nem sempre ser recompensada por isso. A depressão a acomete por ser muito sugestionável e influenciável por acontecimentos externos e não ter um guia moral interno para se firmar.

O seu diagnóstico e tratamento é muito difícil, pois raramente se engaja numa terapia por tempo suficiente. Quando o faz costuma se submeter a terapeutas com comportamento maternal ou que usa recursos místicos que não a confrontem com suas dificuldades.

Normalmente adotam um comportamento sedutor passivo (ingenuidade, confusão, incapacidade de compreender as interpretações) ou sedutor ativo (turvando a visão do profissional com apelos sexuais seja em homens ou mulheres). Esse é um jeito de se protegerem do avanço da terapia, assim como fazem com qualquer relação.

Histórico Familiar

As origens do problema são difíceis de definir, mas de modo geral a pessoa vem de uma família menos estruturada, com regras inconsistentes, com pais sedutores, que compensam a presença inconstante e emocional volúvel por comportamento charmoso e as vezes erótico. Não raro foram vítimas de abuso sexual e emocional, sendo “rendidas” por alienação parental.

  • É importante procurar ajuda terapêutica o quanto antes, sabendo que dependerá de muito esforço e dedicação para uma mudança consistente.
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    Leia mais
  • 16 doenças mentais que confundimos com virtudes
  • Transtorno de personalidade borderline
  • Transtorno de personalidade obsessiva
  • Transtorno do pânico
  • Depressão
  • Esquizofrenia
  • Transtorno bipolar
  • Transtorno de personalidade narcisista
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Como Ajudar um Ente Querido com Transtorno de Personalidade Histriônica
* Frederico Mattos:

Como ajudar uma pessoa com transtorno de personalidade Borderline | LGBT+ Jovens Amino

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Oi gente, então ….. essa é meio que a segunda parte de um blog que eu já fiz há um tempinho sobre borderline , que é um transtorno que eu tenho, então se quiserem da uma olhada vou deixar aqui em baixo :3

  • 1°Blog
  • ❁❁❁❁❁
  • Como ajudar uma pessoa com transtorno de personalidade borderline
  1. As pessoas próximas ao paciente com transtorno de personalidade limítrofe costumam se sentir culpadas de alguma forma. Elas carregam dúvidas infinitas, se responsabilizam pelas recaídas, pelas autolesões, por não terem intuído isso ou aquilo, por não terem escolhido bem as palavras em determinado momento… Se somos familiares ou amigos, em primeiro lugar é primordial levar esses três aspectos em conta:
  2. ✿Nós não causamos o transtorno.
  3. ✿Nós não podemos curá-lo.
  4. ✿Nós não podemos controlá-lo.
  5. Uma vez que esses aspectos estiverem esclarecidos, vamos ver o que podemos fazer para ajudar uma pessoa com transtorno de personalidade limítrofe. Vamos seguir as orientações práticas:
  6. Nada é tão importante como entender o que está acontecendo e por que o meu familiar age desta forma.
  7. Assim como assinalamos no início, esta doença é um amálgama de psicopatologias tão complexas quanto devastadoras. Às vezes, juntamente com o próprio transtorno, pode aparecer depressão, transtorno bipolar, transtornos de ansiedade, distúrbios alimentares, abuso de substâncias…
  8. É essencial conhecermos todos os sintomas e características.
  9. Da mesma forma, e apesar de o transtorno de personalidade limítrofe ser tratável, é comum que estes pacientes evitem e ignorem qualquer ajuda.
  10. Portanto, é essencial que sejamos a favor a adesão às terapias e aos tratamentos farmacológicos.
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  12. Aprenda a se comunicar com seu familiar

As pessoas com transtorno de personalidade limítrofe podem dizer coisas cruéis e irracionais. Elas têm medo de serem abandonadas e deixadas de lado, por isso explodem em acessos de raiva e abuso verbal.

Leia também:  Como aliviar a cólica menstrual (com imagens)

✽Os especialistas indicam que é como ter “dislexia auditiva”. Eles ouvem as palavras desordenadas, de dentro para fora, de lado e sem contexto.

✽Quando se mostram verbalmente agressivos, temos que dizer que “agora não é um bom momento para conversar, que eles são importantes para nós e que para poder ajudá-los, é melhor falar quando estiverem relaxados”.

✽Quando estiverem calmos, temos que nos fixar mais em suas emoções do que em suas palavras para os validar, para conciliar afetos e prestar ajuda.

✽Não importa que o que digam não tenha sentido ou pareça irracional. Devemos conseguir fazer com que se sintam ouvidos e apoiados.

  • ✽Se em algum momento eles voltarem a cair no ataque ou na agressão, o melhor a fazer é se afastar antes de começar uma discussão com eles e intensificar ainda mais o sintoma.
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  • Estabelecer limites saudáveis com a pessoa

Uma das formas mais eficazes de ajudar um ente querido com um transtorno de personalidade limítrofe é conseguir que ele alcance um controle sobre seu comportamento. Para isso, faremos com que ele cumpra certos limites onde pode se regular e, acima de tudo, entenda que deve continuar com seu tratamento.

  1. ✽Todos os membros da família devem estar de acordo com esses limites e essas normas.
  2. ✽Devemos estabelecer o que é e o que não é permitido.
  3. ✽Devemos indicar com afeto o que não é permitido à pessoa com transtorno de personalidade borderline:

“nós amamos você e desejamos que isso funcione. Para isso, você deve entender que se falar assim conosco ou fizer essas coisas, você magoa a si mesmo e a nós. Não podemos aceitar isso. Peço que você faça essa mudança por você e por nós”.

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O que NÃO podemos fazer com a pessoa

  • ✽Ameaçar ou dar ultimatos.
  • ✽Tolerar o comportamento abusivo.
  • ✽Permitir que abandone o tratamento.
  • ✽Não podemos ignorar suas ameaças de suicídio.
  • Para ajudar alguém com transtorno de personalidade borderline, primeiro você tem que cuidar de si mesmo. Para isso:
  • Não devemos nos isolar e reduzir toda a nossa vida ao redor da pessoa com transtorno de personalidade limítrofe.
  • Não podemos descuidar da nossa saúde.
  • Podemos recorrer a grupos de apoio com outros familiares na mesma situação.
  • Temos que aprender técnicas para gerenciar o estresse.

Para concluir, alcançar essa aliança terapêutica entre o paciente, sua família e os profissionais que tratam a pessoa não é simples, mas não é impossível.

Ajudar uma pessoa com transtorno de personalidade borderline é um desafio diário, um caminho cheio de altos e baixos, mas gratificante no fim das contas, quando conseguimos neutralizar a impulsividade e fazer com que ela tome decisões mais racionais do que emotivas.

Conseguir vínculos mais saudáveis e a melhoria nesses pacientes é um trabalho que envolve a todos, onde somos todos agentes ativos em um mesmo objetivo: ajudar uma pessoa com transtorno de personalidade Borderline

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  2. é isso meus amores, esse foi o blogzinho de hoje e espero que tenham gostado até a proxima
  3. BEIJINHOS

4 dicas para conviver com quem tem borderline

O transtorno de personalidade borderline (TBP) se caracteriza por um padrão de instabilidade generalizada nas relações interpessoais, na auto-imagem e na afetividade da pessoa e uma acentuada impulsividade.

Para que, em psiquiatria, alguém seja diagnosticado com este transtorno, requer-se a presença de uma série de comportamentos; pelos critérios da Associação Psiquiátrica Americana, pelo menos cinco dos seguintes (1):

  • Frenéticos esforços para evitar abandono real ou imaginário: por exemplo, quando alguém ameaça abandonar a pessoa com borderline, esta reage com promessas para evitar o abandono e, quando não consegue seu objetivo, continua tentando através de ameaças
  • Padrão instável e intenso de relacionamentos interpessoais, em que num momento a pessoa idealiza ao extremo a outra, num sentido positivo e, noutro momento, (geralmente quando se sente frustrada), a desvaloriza por completo: num momento a pessoa é vista como um anjo e noutro, como um demônio
  • num momento é considerada genial e, no outro, estúpida. Da mesma forma, a auto-percepção da pessoa é também instável
  • Pessoas com borderline frequentemente se envolvem, de modo impusivo, em comportamentos que trazem ou podem trazer graves prejuízos, tais como gastos excessivos, sexo promíscuo, abuso de substâncias, direção imprudente de veículos e episódios de alimentação compulsiva. Também são comuns pensamentos suicidas e tentativas ou ameaças de suicídio, assim como comportamentos de auto-mutilação (por exemplo, cortar-se)
  • Por trás desses comportamentos há uma acentuada reatividade do humor a diversas situações, que facilmente despertam intensa disforia (?mau humor?), irritabilidade ou ansiedade. Estas alterações de humor em geral são breves, com duração de horas ou, raras vezes, de dias. Episódios de raiva desproporcional ou descabida podem ocorrer, com crises temperamentais, que podem se associar conflitos físicos recorrentes
  • Um sintoma frequente é uma constante sensação de vazio, com descrições de que nada está agradando, nada tem importância e nada é motivador
  • Em situações de estresse, a pessoa pode ter ideias de que está sendo perseguida ou apresentar comportamentos dissociativos, caracterizados por uma perda da conexão com a realidade circundante ou perda da vinculação com as próprias emoções e pensamentos. Por exemplo, ao ser sobrecarregada por problemas excessivos, a pessoa passa a comportar-se como se tudo estivesse bem e negar que haja qualquer problema. Acredita-se que não se trate de uma negação consciente, porém os problemas e os pensamento e emoções negativas simplesmente deixam de existir na mente da pessoa, por um processo de esquiva, de eliminação da consciência acerca deles.

Em função de toda esta instabilidade e tendências à agressividade para com outros e para consigo mesmo, é difícil lidar com alguém que a gente ama e tem borderline. É frequente que os comportamentos desencadeiem sentimentos de frustração, raiva ou tristeza, em quem está próximo.

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  • Não existe uma “receita de bolo” para se lidar com alguém com borderline, mas há algumas dicas que podem ajudar:
  • Procure não levar para um lado pessoal tudo o que diz alguém com borderline, pois o que ele ou ela fala pode ter outras funções que não magoar você como, por exemplo, desviar-se de um assunto delicado sobre o qual se esteja conversando, obter atenção (lembre-se de que a pessoa com borderline precisa muito se sentir amada) ou, simplesmente, dar vazão a alguma frustração.
  • Por outro lado, isto não significa que nunca se deva prestar atenção ao que diz o portador de transtorno de borderline pois, apesar de muitas vezes não conseguir expressar-se de modo adequado, suas críticas podem ser verdadeiras: é difícil, mas tente analisar com o máximo de imparcialidade o que você ouve – e, se as críticas forem procedentes, não se esqueça de que mudar seu próprio comportamento pode ser um bom exemplo para a pessoa com borderline.

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Seja claro no que pedir à pessoa com este transtorno: mensagens mais breves, menos carregadas de emoções e objetivas frequentemente facilitam a comunicação. Sermões e argumentações, por outro lado, podem aumentar a irritação e levar a discussões infrutíferas ou mesmo a agressões.

Seja coerente e consequente no que você espera do indivíduo com borderline: o que você aprova ou o que desaprova não podem ficar constantemente mudando, pois isto tende a aumentar a instabilidade da relação. Se hoje você acha um comportamento aceitável, não a puna amanhã pelo mesmo comportamento e, se agora algo for inaceitável, não deve ser diferente daqui a uma hora.

Exemplificando: se sua filha com transtorno de borderline ficar pressionando para você comprar algo para ela e você achar que não deve, mantenha-se firme até o final, senão vai passar a mensagem de que, se ela pressionar o suficiente, você muda de opinião e aí se perde completamente a autoridade. Por outro lado, logicamente, todos podem mudar de opinião e, como escrevi acima, por vezes é inclusive muito bom admitir que você estava errado.

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Conheça seus próprios limites e os estabeleça: por mais que ame alguém, ultrapassar seus próprios limites, além de trazer sofrimento para você mesmo, pode interferir negativamente em seu relacionamento com a pessoa com borderline. O excesso de dedicação e paciência, além de seus limites, podem levar a raiva e agressões de sua parte ou mesmo a um completo desânimo que vai impedir você de continuar ajudando.

Em situações de crises de raiva, agressão ou auto-agressão, procure ter em mente que seu ente querido possui um problema sobre o qual não possui total controle e que também sofre muito por causa disto. Esta postura pode diminuir seus sentimentos de raiva e frustração e ajudar a lidar com a crise.

Leia também:  Como alterar o intervalo de sincronização de horário no windows 7

Cada crise pode ter características e origens diferentes e você precisará, provavelmente, de orientação profissional para aprender a lidar melhor com elas. Aliás, em relação a este aspecto, é importante que você seja atendido por um psicoterapeuta, tanto para aprender a lidar melhor com seu ente querido como para cuidar de si mesmo.

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Finalmente, não basta aprender a lidar com as crises agudas mas, entendendo suas origens, procurar preveni-las: transtornos de personalidade não têm uma cura propriamente dita, mas é totalmente possível que ao proporcionar um ambiente adequado e ao aprender a lidar com a pessoa portadora de borderline, ela tenha longos períodos de melhora e, com o tempo, os problemas vão se amenizando.

(1) Resumidos da 5ª. Edição do Manual de Diagnóstico e Estatística da Associação Psiquiátrica Americana, DSM 5, acompanhados de exemplos do autor do presente texto.

American Psychiatric Association. (2013). Diagnostic and statistical manual of mental disorders (5th ed.). Washington, DC.

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CheourM, Luhtanen D. Borderline Personality Disorder: Advice for Family Members and Friends Kindle Edition, https://www.amazon.com/Borderline-Personality-Disorder-Members-Friends-ebook/dp/B01CPZ7V2W/ref=sr_1_39?ie=UTF8&qid=1491994658&sr=8-39&keywords=borderline+family , acessado em 12/04/2017

Transtorno de personalidade histriônica

Transtorno de personalidade histriônica faz parte de um grupo de condições chamado de transtornos de personalidade “dramáticos”. As pessoas com esses transtornos têm emoções intensas, instáveis e autoimagens distorcidas.

Para as pessoas com transtorno de personalidade histriônica, sua autoestima depende da aprovação dos outros e não surge de um verdadeiro sentimento de autoestima. Eles têm um enorme desejo de ser notados, e muitas vezes se comportam de forma dramática ou inadequadamente para chamar a atenção.

A palavra histriônico signifrica “dramático ou teatral.”

  • Este distúrbio é mais comum em mulheres do que em homens e, geralmente, se torna evidente pela adolescência ou início da idade adulta.
  • Em muitos casos, as pessoas com transtorno de personalidade histriônica têm boas habilidades sociais; Contudo, elas tendem a usar essas habilidades para manipular os outros de modo a poder ser o centro das atenções.
  • Uma pessoa com esse transtorno pode também:
  • Ficar desconfortável a menos que seja o centro das atenções
  • Se vestir de forma provocativa e / ou apresentar um comportamento de forma sedutora inadequada
  • Mudar emoções rapidamente
  • Agir de forma bastante dramática, com as emoções e expressões exageradas, mas parece faltar sinceridade
  • Ser excessivamente preocupada com a aparência física
  • Buscar constantemente garantia ou aprovação
  • Ser crédula e facilmente influenciada por outros
  • Ser excessivamente sensível a críticas ou desaprovação
  • Ter uma baixa tolerância à frustração e ficar facilmente entediada com projetos, muitas vezes começando a rotina sem terminá-la ou pular de um evento para outro
  • Não pensar antes de agir
  • Tomar decisões precipitadas
  • Ser autocentrada e raramente mostrar preocupação com os outros
  • Ter dificuldade em manter relacionamentos, muitas vezes parecendo falsa ou superficial nas suas relações com os outros
  • Ameaçar ou tentar o suicídio para chamar a atenção

O que causa Transtorno histriônico personalidade?

A causa exata do transtorno de personalidade histriônica não é conhecida, mas muitos profissionais de saúde mental acreditam que tanto fatores aprendidos e herdados desempenham um papel no seu desenvolvimento.

Por exemplo, a tendência para o transtorno de personalidade histriônica ocorrer em famílias sugere que a suscetibilidade genética para a doença pode ser herdada.

No entanto, o filho de um pai com esse transtorno pode estar simplesmente repetindo o comportamento aprendido.

Outros fatores ambientais que podem estar envolvidos incluem a falta de crítica ou punição a uma criança, o reforço positivo que é dado somente quando a criança completa certos comportamentos aprovados e atenção imprevisível dada a uma criança por seus pais, tudo levando a confusão sobre que tipo de comportamento ganha a aprovação dos pais.

Transtornos de personalidade também geralmente se desenvolvem em relação ao temperamento individual e estilos psicológicos e maneiras como as pessoas aprendem a lidar com o estresse, enquanto crescem.

Como o Transtorno histriônico de personalidade é diagnosticado?

Se os sinais deste distúrbio de personalidade estão presentes, o médico começará uma avaliação através da realização de história clínica e psiquiátrica completa.

Se os sintomas físicos estão presentes, um exame físico e testes laboratoriais (tais como estudos de neuroimagem ou exames de sangue) também podem ser recomendados para assegurar que uma doença física não está causando sintomas que podem estar presentes.

Se o médico não encontra nenhuma razão física para os sintomas, ele ou ela pode indicar a pessoa a um psiquiatra ou psicólogo, profissionais de cuidados de saúde que são especialmente treinados para diagnosticar e tratar doenças mentais. Psiquiatras e psicólogos usam ferramentas de entrevista e verificar se uma pessoa sofre com um transtorno de personalidade.

Tratamentos para Transtorno histriônico de personalidade

Em geral, as pessoas com transtorno de personalidade histriônica não acreditam que precisam de terapia.

Eles também tendem a exagerar seus sentimentos e não gostam de rotina, o que torna seguir um plano de tratamento difícil.

No entanto, eles podem procurar ajuda se a depressão – possivelmente associada com uma perda ou um relacionamento fracassado – ou outro problema causado por suas ações lhes causa sofrimento.

Psicoterapia é geralmente o tratamento para o transtorno de personalidade histriônica. O objetivo do tratamento é ajudar o indivíduo a descobrir as motivações e medos associados com os seus pensamentos e comportamento, além de ajudar a pessoa a aprender a se relacionar com os outros de uma forma mais positiva.

A medicação pode por vezes ser usada como tratamento de outras condições que também podem estar presentes com esta desordem, como depressão e ansiedade .

Que complicações estão associadas com transtorno de personalidade histriônica?

Transtorno de personalidade histriônica pode afetar, a vida social, profissional, relacionamentos de uma pessoa, e como ela reage a perdas ou falhas. As pessoas com este transtorno também estão em maior risco do que a população em geral a sofrer de depressão .

Quais são as perspectivas para as pessoas com transtorno de personalidade histriônica?

Muitas pessoas com este transtorno são capazes de viver bem socialmente e no trabalho. Aqueles com casos graves, no entanto, podem enfrentar problemas significativos em suas vidas diárias

Transtorno histriônico de personalidade pode ser prevenido?

Embora a prevenção do transtorno de personalidade histriônica não seja possível, o tratamento pode permitir que uma pessoa que está propensa a esse transtorno aprenda maneiras mais produtivas de lidar com as situações.

Fonte: Psicoativo

Entendendo o Transtorno de Personalidade Borderline | Blog Jaleko

O transtorno de personalidade borderline (TPB) apresenta- se, na maioria dos indivíduos acometidos, essencialmente como um padrão de comportamento caracterizado por instabilidade de afetos. É diagnosticado também por impulsividade nos relacionamentos interpessoais e por insegurança em relação à autoimagem.

Em geral, no TPB , dentre as diversas características identificadas nos pacientes, são observados três aspectos que merecem destaque. São eles a desregulação grave da emoção, a forte impulsividade e a disfunção social-interpessoal. Assim, tais comportamentos podem se manifestar em uma grande variedade de situações e de contextos.

Gerando frequentemente respostas afetivas consideradas desproporcionais quando comparadas à situação desencadeadora da reação.

Uma vez que pessoas com TPB tendem a experimentar episódios intensos de raiva, de depressão e de ansiedade, indivíduos diagnosticados como portadores de TPB foram historicamente considerados pacientes de “difícil manejo”.

Nesse sentido, uma ideia pessimista acerca da relação médico- paciente prevaleceu, o que, de certa forma, pode ter comprometido os resultados dos tratamentos.

No entanto, observa- se que essa visão vem mudando progressivamente nas últimas duas décadas, principalmente como resultado de evidências emergentes da eficácia e custo-efetividade de psicoterapias especializadas para indivíduos com TPB.

Afinal, quais são os sinais e os sintomas característicos do TPB?

Pessoas com transtorno de personalidade limítrofe podem experimentar alterações repentinas de humor e demostrar incerteza sobre como elas enxergam a si mesmas e sobre como compreender o seu próprio papel no mundo. Consequentemente, seus interesses e valores podem mudar rapidamente.

Nesse momento, vamos parar para refletir um pouco. Você deve estar se perguntando então se não pode ser considerado normal modificar certos interesses e valores. Para essa sua pergunta, a resposta é bem simples e direta.

CLARO QUE PODE!!! De acordo com a maturidade, com as circunstâncias e com o estágio da vida, frequentemente podemos mudar de opinião e de perspectiva, e isso é extremamente natural.

No entanto, no caso dos indivíduos com TPB, observa- se uma instabilidade muito maior do que a observada no resto da população, o que faz com que as mudanças sejam muito frequentes e ocorram de forma bastante rápida.

Além disso, pessoas com transtorno de personalidade limítrofe tendem a ver as coisas com uma visão extremista: ou determinado fator é considerado “incrivelmente bom” ou é considerado “MUITO ruim”.

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Somado a isso, as opiniões pessoais desses indivíduos acerca de outras pessoas também podem mudar rapidamente. Nesse caso, não causa espanto um indivíduo que é visto como um amigo um dia pode ser considerado um inimigo e até mesmo um “traidor” no dia seguinte.

Dessa maneira, esses sentimentos inconstantes podem levar a relacionamentos intensos e bastante instáveis.

Entretanto …

Outros sinais ou sintomas comuns podem incluir esforços para evitar o abandono- seja ele real, seja ele imaginado- o que pode se manifestar como uma tendência a iniciar rapidamente relacionamentos íntimos, tanto físicos quanto meramente emocionais, bem como a estratégia de interromper a comunicação com alguém apenas por ter a expectativa de ser abandonado futuramente. Outra característica bastante presente consiste n estabelecimento de um padrão de relacionamentos intensos e extremamente instáveis com a família, com os amigos e com entes queridos, muitas vezes oscilando de extrema proximidade e amor  a extrema antipatia ou raiva.

E não para por aí… Esses pacientes geralmente apresentam auto-imagem distorcida e instável, comportamentos impulsivos e muitas vezes perigosos, como atitudes envolvendo agressão física, sexo desprotegido, abuso de substâncias, direção imprudente e compulsão alimentar. Também são relatados comportamentos de auto-agressão, como o ato de cortar- se, bem como pensamentos recorrentes de comportamentos ou ameaças suicidas.

Além disso, associado ao humor intenso e altamente mutável, esses indivíduos experimentam com frequência sentimentos crônicos de vazio, e podem ter muita dificuldade para confiar no outro, o que às vezes é acompanhado por medo irracional em relação às intenções de outras pessoas. Vale lembrar, no entanto, que nem todos os que possuem transtorno de personalidade limítrofe experimentam todos os sintomas. Alguns indivíduos experimentam apenas poucos sintomas, enquanto outros têm muitos associados.

Veja também: “Conheça um pouco da história da psiquiatria”.

O que pode desencadear esses sintomas?

Os sintomas podem ser desencadeados por eventos aparentemente comuns. Por exemplo, o portador do transtorno de personalidade limítrofe pode sentir- se irritado e angustiado devido a pequenas separações de pessoas que são

por ele (a) consideradas próximas. Pode ser desencadeada pela viagem de algum amigo, por não ter conseguido atingir a um determinado objetivo, mesmo que sob a visão das outras pessoas tal objetivo não seja algo digno de tanta importância. A gravidade e frequência dos sintomas e quanto tempo eles duram varia dependendo do indivíduo e de sua doença.

Quais são os fatores de risco associados?

A causa do transtorno de personalidade limítrofe ainda não está clara, mas pesquisas sugerem que fatores genéticos, características relacionada à estrutura e à função do cérebro, bem como fatores ambientais, culturais e sociais desempenham um papel importante na gênese do transtorno, podendo aumentar o risco de desenvolvê- lo.

História familiar: acredita- se que as pessoas que têm um parente próximo, como pais ou irmãos com o transtorno, podem estar em maior risco de desenvolver TPB.

Alterações cerebrais: estudos mostram que pessoas com TPB podem ter alterações estruturais e funcionais no cérebro, especialmente nas áreas que controlam impulsos e regulação emocional. No entanto, ainda não está claro se essas mudanças são fatores de risco para o transtorno, ou causadas pelo transtorno.

Fatores Ambientais, Culturais e Sociais: muitas pessoas com TPB relatam ter vivenciado eventos traumáticos, como episódios de abuso, de abandono ou de outras adversidades durante a infância. Outros podem ter sido expostos a relacionamentos instáveis e a conflitos hostis.

Atenção!

É importante notarmos que, embora esses fatores possam aumentar o risco de uma pessoa de ser acometida pelo TPB, isso não significa que a pessoa desenvolverá transtorno de personalidade limítrofe caso presencie alguma dessas situações. Da mesma forma, pode haver pessoas sem esses fatores de risco que desenvolverão transtorno de personalidade limítrofe ao longo da vida.

Afinal, como deve ser feito o tratamento?

Como dito anteriormente, o TPB tem sido historicamente visto como um transtorno “difícil de tratar”. Por outro lado, com o tratamento mais recente baseado em evidências, muitas pessoas com o distúrbio têm progressivamente experimentado menos sintomas, ou ao menos sintomas de menor gravidade, o que veio acompanhado de uma notável melhoria da qualidade de vida nesses indivíduos.

É importante que as pessoas com transtorno de personalidade limítrofe recebam tratamento especializado, de um profissional adequadamente treinado, para que seja possível estabelecer uma boa relação com o paciente.

Além disso, o tempo que os sintomas levam para melhorar é bastante variável e sofre a influência de múltiplos fatores.

Dessa maneira, é importante que as pessoas com TPB e seus familiares tenham certa paciência, persistência, e não parem de aderir ao tratamento.

Quais são as opções terapêuticas?

1. Psicoterapia

A psicoterapia é o tratamento de primeira linha para pessoas com TPB. Um terapeuta pode fornecer tratamento individual- envolvendo apenas o terapeuta e o paciente- ou o tratamento em um ambiente de grupo. As sessões em grupo conduzidas por terapeutas podem ajudar a ensinar às pessoas com TPB como interagir com os outros e como efetivamente se expressar.

A própria natureza do transtorno de personalidade limítrofe pode tornar difícil para as pessoas com o transtorno manter um vínculo confortável e confiante com seu terapeuta. No entanto, para que haja um bom resultado, é importante que as pessoas em terapia consigam estabelecer e manter uma boa relação com o terapeuta e que confiem nele.

Dentre os exemplos de psicoterapias usadas para tratar TPB, temos a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) e a Terapia Comportamental Dialética (TCD).

A terapia cognitivo- comportamental pode ajudar as pessoas com TPB a identificar e mudar certas crenças e comportamentos básicos que fundamentam percepções imprecisas de si mesmos e dos outros, bem como pode auxiliar nos problemas envolvendo a interação com os outros.

Somado a isso, a TCC pode ajudar a reduzir uma série de sintomas de humor e ansiedade e reduzir o número de comportamentos de auto-agressão.

Já a TCD usa conceitos de atenção plena e de aceitação. Incentiva o estar ciente e atento à situação atual e ao estado emocional. A TCD também ensina habilidades que podem ajudar no controle das emoções intensas, na redução de comportamentos autodestrutivos e na melhora dos relacionamentos.

2. Estratégia farmacológica

Como os benefícios não são claros, os medicamentos geralmente não são usados como tratamento primário para o transtorno de personalidade limítrofe. No entanto, em alguns casos, um psiquiatra pode recomendar medicamentos para tratar sintomas específicos, como as mudanças de humor.

Outros elementos do cuidado

Algumas pessoas com transtorno de personalidade limítrofe apresentam sintomas graves e necessitam de cuidados intensivos incluindo, muitas vezes, a necessidade de internação hospitalar. Outros podem usar alguns tratamentos ambulatoriais e nunca precisarem de hospitalização ou de atendimento de emergência.

E os cuidadores? E a família? Como eles ficam nessa história?

Pessoal, esse é um tópico muito importante! Muitas vezes pensamos apenas no indivíduo acometido pelo transtorno e esquecemos das pessoas que estão ao redor dele, as quais sofrem e enfrentam muitos problemas devido à situação. Por isso, é preciso que se preste auxílio a essas pessoas também!

Ter um parente ou ente querido com o distúrbio pode ser difícil e causar problemas também para os membros da família ou cuidadores, como por exemplo quadros de depressão e de estresse extremo.

Além disso, essas pessoas próximas, quando não orientadas podem, mesmo sem intenção, agir de maneira a piorar os sintomas de seus entes queridos.

Nesse sentido, famílias e cuidadores de pessoas com TPB podem se beneficiar bastante da terapia.

Algumas terapias de transtorno de personalidade borderline incluem membros da família, cuidadores ou entes queridos em sessões de tratamento.

Como benefícios, essas terapias ajudam o parente ou ente querido a desenvolver habilidades para entender melhor e para apoiar uma pessoa com transtorno de personalidade limítrofe.

Embora mais pesquisas sejam necessárias, a estratégia parece ser eficaz e realmente auxiliar no tratamento.

Leituras recomendadas:

1– Fonagy P, Luyten P. A developmental, mentalization-based approach to the understanding and treatment of borderline personality disorder. Dev Psychopathol. 2009;21(4):1355-1381

2– Stoffers JM, Völlm BA, Rücker G, Timmer A, Huband N, Lieb K. Psychological therapies for people with borderline personality disorder. Cochrane Database Syst Rev. 2012;(8):CD005652.

3– Cristea IA, Gentili C, Cotet CD, Palomba D, Barbui C, Cuijpers P.Efficacy of psychotherapies for borderline personality disorder: a systematic review and meta-analysis [published online March 1, 2017]. JAMA Psychiatry

4– Gunderson, John G. M.D. The New England Journal of Medicine: Volume 364(21), 26 May 2011, p 2037–2042

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