Como ajudar um amigo que tirou notas baixas: 14 passos

Como Ajudar um Amigo que Tirou Notas Baixas: 14 Passos

  • Você já tirou nota baixa em uma prova ou teste?
     
  • Em algum momento da sua vida acadêmica, você poderá ter um resultado não satisfatório e isso é extremamente normal.
  •  
    Porém…
     
  • É fato que tirar uma nota baixa mexe com nosso emocional e acaba estragando nosso dia.
     
  • No entanto, é importante não deixar que isso comprometa toda semana.
  1. Em alguns casos, a nota ruim é apenas reflexo de como você estudou, e não exatamente quem você é.
  2. Isso quer dizer que uma nota baixa não define você.
  3. Além disso, seu comportamento diante do aparente “fracasso” é que faz toda diferença.

SUA ATITUDE É O ELEMENTO MAIS IMPORTANTE

  • O que você faz quando tira uma nota baixa na prova?
  • Chora, arranca os cabelos, grita, soca a parede, fica desmotivado, frustrado e quer desistir
     
  • ou…
  • supera o fracasso, aprende com seus erros e segue em frente em busca de melhoria constante?

A verdade é que a maioria das pessoas escolhem o caminho mais fácil. Elas desistem e passam a vida toda achando que não são inteligentes o suficiente para conseguir um bom resultado em avaliações.

Se você tem esse tipo de pensamento, hoje é seu dia de mudar!

Este é o momento perfeito para transformar sua mentalidade e progredir.

  1.  
    Você quer avançar.
  2. Você quer evoluir.
  3. Você quer crescer.
     
  4. Para isso, é preciso primeiro educar sua mente para superar os possíveis obstáculos que aparecerem pela frente.
     
  5. Hoje vou mostrar 4 simples passos para você seguir quando não for muito bem nas provas ou testes.

04 passos simples para seguir quando você não for muito bem nas provas (+ 1 desafio)

PASSO 1: RELAXE

Como Ajudar um Amigo que Tirou Notas Baixas: 14 Passos

  • Sei que esse primeiro passo pode parecer estranho, mas quando você não atinge um bom resultado em uma prova importante, a sensação é que o mundo está desmoronando em cima de você.
  • O céu escurece, os pensamentos ficam desconexos e o sentimento de frustração invade sua mente de forma devastadora.
  • Como a emoções estão a mil por hora, é pouco provável que você consiga ter uma atitude que amenize a situação e o faça pensar com clareza.
  • Portanto, a melhor coisa a fazer é se afastar do problema e refrescar a cabeça.

Minha sugestão:

Apesar do momento difícil, faça algo de que goste.

Pode ser:

  • Sair com uma amiga ou amigo;
  • Caminhar em um parque ou praça;
  • Fazer exercícios;
  • Dançar;
  • Jogar videogame;
  • Tomar um banho gelado;
  • Cantar no chuveiro.

Enfim… Faça qualquer coisa que ajude a diminuir suas emoções!

Quando isso acontecer, seu modo racional será ativado e você poderá tomar decisões melhores e mais conscientes.

PASSO 2: ANALISE O QUE DEU ERRADO

Como Ajudar um Amigo que Tirou Notas Baixas: 14 Passos

Agora que você já está mais calmo, é hora de examinar o que propriamente aconteceu, o que causou essa nota baixa.

Pegue um papel e uma caneta e responda às seguintes perguntas (sinta-se livre para formular outras, pois quanto mais específica for sua análise, melhor):

  1. Você realmente estudou como deveria?
  2. Você cumpriu todas as etapas do seu cronograma de estudos?
  3. Houve algum problema pessoal que tenha atrapalhado seus estudos?
  4. Você estava sobrecarregado?
  5. Dormiu bem antes da prova?
  6. Você utilizou técnicas de estudo eficientes na sua preparação?
  1. Separe alguns minutos e responda de forma sincera a essas perguntas.
  2. Esse passo é de fundamental importância para você entender o que houve e não cometer os mesmos erros nas próximas avaliações.
  3. Depois de escrever suas respostas e identificar aquilo que causou o nota ruim, é hora de ir para o próximo passo!

PASSO 3: TENTE DE NOVO, MAS DE FORMA INTELIGENTE

Como Ajudar um Amigo que Tirou Notas Baixas: 14 Passos

  • Com base nas suas respostas, pense em como você poderia se preparar melhor para a próxima prova.
  • O que você poderia fazer para melhorar seus estudos?
  • Anote duas ações que você pode tomar hoje para minimizar as possibilidades de um possível “fracasso” na próxima prova.
  • Concentre-se nessas duas ações e se comprometa a executá-las durante as próximas quatro semanas.

Sim! Esse é um desafio que gostaria que você aceitasse.

Eis alguns exemplos dessas duas ações:

  • Eu me comprometo a estudar, com foco máximo, durante duas horas todos os dias, independente do que aconteça.
  • Eu me comprometo a fazer 50 exercícios de________ durante esta semana e ter, pelo menos, 70% de acertos.
  • Eu me comprometo a ler o livro_________ durante 30 minutos todos os dias porque sei que vou aprender algo importante para meu crescimento pessoal ou profissional.
  • Eu me comprometo a escrever durante 1 hora todas as manhãs (escolha o horário que você for mais produtivo) a primeira parte do meu TCC, da minha tese de mestrado, da minha monografia porque sei que, quanto mais rápido eu terminar, terei mais tranquilidade para me concentrar em outras tarefas igualmente importantes.
  • Eu me comprometo a criar um cronograma regular de estudos que me ajude a priorizar as matérias realmente importantes e a monitorar meus resultados, a fim de saber o quanto progredi.

Essas são apenas algumas sugestões de possíveis ações que você pode tomar a partir de agora.

Contudo, você deve decidir quais são as duas ações que você vai tomar hoje (não amanhã!) para mudar totalmente a forma como você estuda.

  1. Não sei se você percebeu, mas – em todas as sugestões de ações – usei propositalmente a forma verbal “comprometer-se” porque, se você quiser ter o resultado que nunca antes imaginou, é preciso se comprometer com suas metas todo santo dia.
  2. Em outras palavras:
  3. obrigue-se a fazer o que deve ser feito.
  4. Não espere se sentir motivado ou inspirado…
  5. Muitas vezes, a inspiração simplesmente não vem.
  6. Nesses momentos, apenas se comprometa a fazer o que deve ser feito para que você alcance seu potencial máximo.

PASSO 4: UMA NOTA BAIXA NÃO DEFINE QUEM VOCÊ É

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Quem você é? O que te define? Reflita um pouco sobre essas duas perguntas…

Agora, imagine um diálogo assim:

A. Quem você é?

B. Ah! Isso é fácil! Eu sou uma nota baixa!

A. O que te define?

B. Fácil! O que me define é a nota baixa que tirei semana passada.

  • Tenho certeza de que essas respostas são totalmente insanas para você.
  • Infelizmente, muitas pessoas acreditam que as falhas, os erros e os fracassos do passado determinam o futuro.
  • Não seja uma delas.
  • Seja aquela que aprende com as falhas, que encara de frente uma nota ruim, que olha nos olhos de uma reprovação e luta!
  • Seja aquela que busca todos os dias formas de se aperfeiçoar, de melhorar, de elevar os padrões e vencer os obstáculos que vão surgir ao longo da jornada.
  • Supere seus medos.
  • Analise o que fez de errado.
  • Acredite que você é capaz. 
  • Estude com mais garra e determinação. 
  • Seja um Estudante Imbatível!

Tirou uma nota baixa e gostaria de compartilhar o que fez para se recuperar? Deixe seu comentário. Vou adorar ler suas dicas! ????

Quer ajudar o seu filho a ter sucesso na escola? Faça perguntas concretas. Estas, por exemplo

Nem sempre as más notas se devem a reais dificuldades de aprendizagem e daí ser tão importante estar atento ao seu filho e perceber qual o estado de alma dele.

É que as emoções, segundo os especialistas, na maioria das vezes, tomam conta da situação e têm um impacto muito importante na forma como aprendemos. Porquê? Porque quando um hemisfério do cérebro está sobrecarregado o outro não funciona.

 Portanto, se o hemisfério direito do cérebro – que é o das emoções – estiver com muita atividade, o esquerdo – que é o da aprendizagem, da lógica, da leitura, da escrita – não funciona.

Por ter noção disto, a Clínica da Educação promoveu, este sábado, um congresso onde se “desfoca o olhar das dificuldades de aprendizagem, sobretudo das específicas” e se “abordam questões como as motivacionais, as processuais, as relacionais, as vocacionais, emocionais e da mudança”, explica Renato Paiva, pedagogo e diretor da Clínica da Educação.

O Observador foi falar com as especialistas presentes no congresso para tentar perceber cada uma dessas questões e qual o papel que os pais podem desempenhar. Das conversas resultou a conclusão de que os pais podem ajudar os filhos a superar os obstáculos e os gatilhos emocionais e que para isso, muitas vezes, basta… falar e fazer perguntas concretas.

Como Ajudar um Amigo que Tirou Notas Baixas: 14 Passos

▲ Quando a criança repete várias vezes que não quer ir à escola os pais devem falar com a criança, mesmo que ao fim do dia

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1. “Não quero ir à escola!”: o impacto das emoções na aprendizagem

Qual é o pai ou a mãe que nunca ouviu o seu filho dizer, logo pela manhã, que não quer ir à escola? Provavelmente nenhum. E muitas vezes esse pedido, disfarçado de queixa, é ignorado pelos pais.

Mas quando começa a ser recorrente e prolongado no tempo “deve ser valorizado”, aconselha a psicóloga Susana Cheis, que explica que uma das razões para as crianças, sobretudo as mais pequenas, não quererem ir para a escola é porque “rejeitam as rotinas” que começam muito cedo, outras “porque não querem ficar longe das mães” e há ainda os casos de insegurança e de bullying. O problema coloca-se mais no primeiro ciclo, mas pode surgir ao longo de todo o percurso, normalmente com as transições de ciclo que implicam mudança de escola ou outros fatores.

  • Quando esta conversa passa a fazer parte das manhãs agitadas cabe aos pais dizerem algo à criança como: “Agora vamos ter de ir embora porque a mãe (ou o pai) tem de ir trabalhar e tu tens de ir para a escola. São os nossos compromissos. Mas mais tarde falamos sobre isso“, sugere Susana Cheis. E, mais tarde, essa conversa deve mesmo existir e os pais devem tentar perceber o porquê de o filho não querer ir para a escola e se acharem necessário devem ir à escola falar com o professor ou mesmo com o psicólogo. Se não virem necessidade disso, tentar mostrar ao filho os aspetos positivos da escola é o caminho a seguir.

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▲ O isolamento é um sintoma bastante comum numa criança depois da morte de alguém próximo

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2. A instabilidade da mudança: que influência na aprendizagem

Há várias mudanças que ocorrem na vida de uma criança e de um adolescente que “podem quebrar o ciclo de estabilidade e as rotinas”. A mudança de escola, o nascimento de um irmão, o divórcio dos pais e a morte de alguém próximo são apenas alguns exemplos, elenca a psicóloga Teresa Andrade. E estas mudanças influenciam a aprendizagem.

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Os sintomas vão-se manifestando e divergem consoante a mudança em causa. Podem ir de vómitos, cólicas e recusa em ir para a escola quando, por exemplo, o aluno muda de escola, a sintomas como distração, isolamento ou agressividade no rescaldo, por exemplo, de um divórcio dos pais ou da morte de alguém próximo.

  • Cabe aos pais estarem atentos aos sintomas e ao significado dos mesmos. E para isso é preciso: falar. “É muito importante ouvir as crianças”, lembra Teresa Andrade, admitindo que nem sempre é fácil elas falarem, mas que é sempre possível ir sacando informação. Uma das técnicas é fazer perguntas concretas. “Não se deve perguntar: o teu dia correu bem? Mas sim: qual foi a melhor parte do teu dia e a pior? E esta conversa pode acontecer, por exemplo, no caminho da escola para casa”. Se isso não resultar, pode sempre tentar partilhar as experiências e dizer também qual foi a melhor e a pior parte do seu dia no trabalho.
  • Mas falar apenas com a criança não chega. É preciso falar com o professor, com os colegas do filho, os pais dos colegas, se for preciso, com o psicólogo da escola ou até pôr a anterior e a atual escola em contacto (se for o caso) para que os profissionais percebam o que mudou e porque mudou, sobretudo quando a mudança não é facilmente percetível.
  • Caso seja fácil identificar a mudança que está a originar uma alteração de comportamento do seu filho e por conseguinte o insucesso escolar, pode também ir adaptando histórias que costuma contar ao seu filho à situação que ele está a viver, para que este perceba que as mudanças são naturais e assim vá perdendo o medo ou a ansiedade. E, claro, pedir ajuda a um profissional – o psicólogo da escola – sempre que não esteja a conseguir lidar com o problema.
  • Outra das dicas que a psicóloga Teresa Andrade deixa aos pais é prepararem os filhos para a mudança sempre que esta é esperada: o divórcio, a morte de alguém que está doente há algum tempo, a mudança de escola. No caso do luto, Teresa Andrade costuma, por exemplo, usar a metáfora do balão. “Digo-lhes que a saúde que recebemos é como o hélio. E à medida que vamos crescendo o balão (que somos nós) vai perdendo o ar” e depois ao longo da vida pode haver acidentes como “alguém que espeta o balão”.

“Não se deve perguntar: o teu dia correu bem? Mas sim: qual foi a melhor parte do teu dia e a pior? E esta conversa pode acontecer, por exemplo, no caminho da escola para casa”

Teresa Andrade, psicóloga

3. “Estou desmotivado, a escola não é para mim”: dificuldades motivacionais

Há também aquelas crianças e jovens que, genericamente, não gostam da escola.

Este problema pode ser desencadeado por algum acontecimento que leva à desmotivação – por exemplo a entrada no ensino secundário sem vislumbre de futuro, ou a dificuldade de aprendizagem logo nos primeiros anos de escola – ou não.

A psicóloga Catarina Calado explica que muitos dos alunos que não ligam à escola e nem se aplicam é porque “não se reveem na escola atual”.

“A maioria não atribui à escola um verdadeiro significado de formação e isso também não lhe vai sendo transmitido – o porquê e o para quê”, acrescenta, dando um exemplo de uma criança que estava no 3.º ano e que não percebia porque tinha de ir para a escola se gostava mesmo era de ficar com os avós na terra. Aqui, mais uma vez, quer os professores, quer os próprios pais podem ter um papel determinante.

  • Cabe aos pais e aos professores usarem linguagem que as crianças e mais tarde os jovens entendam e trazer as aprendizagens para o dia-a-dia, sugere Catarina Calado. Por exemplo, o pai ou a mãe ao invés de perguntarem se o dia correu bem, devem perguntar o que é que o filho, ou a filha, aprendeu na escola e como é que isso se pode aplicar numa situação da vida real.
  • Além disso, os pais devem sempre falar com os filhos, tentar perceber porque eles estão desmotivados e se por acaso não estiverem a conseguir ajudá-los, então devem procurar ajuda de profissionais e o quanto mais cedo melhor pois “agir mais tarde pode ajudar a que os bloqueios aumentem”.

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▲ Especialistas alertam para o perigo do sobre diagnóstico da hiperatividade e do défice de atenção e do abuso da Ritalina

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4. “Até me esforço mas não consigo!” : como estudar menos e aprender mais

“Consegues”. É isso que a professora de educação especial, Cristina Ferreira, diz aos alunos que lhe chegam ao gabinete com um percurso de insucesso escolar e que dizem que não conseguem ter boas notas. Basta, por um lado, que controlem as emoções, e, por outro, que a escola se adapte aos alunos. Vamos por partes.

Primeiro as emoções. Segundo esta professora, que se especializou em técnicas de programação neurolinguística, “muitas vezes são pequenos gatilhos emocionais que estão por trás da não aprendizagem”. “Os miúdos acumulam frustração emocional.

Uns fecham-se e ficam calados, os outros viram rebeldes porque, perante os pares, é mais fácil dizer ‘eu não quero’ do que ‘eu não consigo'” e em muitos casos está a ser “sobre diagnosticada hiperatividade e défice de atenção nas crianças” e está-se a “abusar” do uso da Ritalina, um medicamento (que tem o metilfenidato como substância ativa) que serve de calmante, mas que “como é à base de opiáceos, os miúdos perdem o apetite, crescem menos e ao fim de uns anos têm mais tendência para vir a ser toxicodependentes ou terem depressões”, além de que “adormece o cérebro”. O controlo das emoções é fundamental para se alcançar um bom desempenho, afirma. Abrandar o ritmo cardíaco através da respiração, habituar o cérebro a não pensar em várias coisas ao mesmo tempo, ter atenção ao aqui e agora são algumas técnicas que Cristina Ferreira ensina a alunos com dislexia e que acabam por conseguir ótimos resultados.

“É a escola que provoca dificuldades nos alunos porque é muito auditiva e esta nova geração é muito mais visual e cinestésica. Estamos a matar talentos”, critica a professora Cristina Ferreira.

Depois a escola. Cristina Ferreira não tem dúvidas que “é a escola que provoca dificuldades nos alunos”.

E porquê? “Porque a escola é muito auditiva (virada para a escrita, a leitura, o cálculo) e esta nova geração é muito mais visual (veem as coisas por imagens, até 3D) e cinestésica (precisam de cheiros, temperaturas, cores e movimentos). Estamos a matar talentos”.

O ideal seria a escola misturar as três linguagens para captar a atenção de todos os alunos e não apenas de alguns.

Um exemplo: numa aula de história um professor ao invés de relatar apenas os acontecimentos, pode transportar os alunos para a época, pedindo para imaginar que estão na idade média a ver um castelo e que as temperaturas eram diferentes e os cheiros também porque não havia saneamento.

Dessa forma, explica a professora, despertam a curiosidade de mais alunos. Além disso, a professora aconselha os colegas de profissão a começarem as aulas sempre com uma anedota porque “o riso liberta dopamina e serotonina, que são essenciais para a memorização e a aprendizagem. Além do mais põe toda a gente na mesma onda”. E alerta-os para irem tendo noção das aprendizagens ao longo do ano e não só na altura dos testes.

  • Aos pais cabe também aqui um papel não menos importante do que o dos professores. Primeiro que tudo é preciso que a criança ou o jovem sejam felizes. Cristina Ferreira refere, entre outros aspetos, a importância de incutir nas crianças o hábito de pensar em três coisas boas que lhes aconteceu durante o dia antes de irem dormir. Dessa forma “reprograma-se o cérebro e o sono é mais descansado”.
  • Além da felicidade, os pais podem ajudar os filhos a sentirem-se “capazes”. Para isso, por cada reprimenda que dão ao filho, têm de encontrar cinco comportamentos ou ações positivas e não se podem ficar pelo elogio genérico. Têm de se referir a ações concretas.
  • É também muito importante que os pais tenham noção da importância das oito horas de sono e que garantam que os filhos descansam o tempo indicado. Cristina Ferreira explica que “a única forma de passar informação de curto prazo para longo prazo é a dormir”, daí que, por exemplo, seja aconselhável fazer uma sesta de 10 ou 15 minutos quando se está a estudar para um teste, “se não a memória de curto prazo não aguenta”.

“A única forma de passar informação de curto prazo para longo prazo é a dormir, daí que seja fundamental as crianças e jovens dormirem oito horas”

Cristina Ferreira, professora de educação especial

5. “Não sei o que quero ser!”: indefinição vocacional

Outro dos problemas que surge normalmente à medida que os estudantes vão passando etapas escolares é o da indefinição vocacional, o que pode provocar desmotivação e resultados escolares mais fracos.

Mas é suposto que um aluno no 9.º ano saiba já qual a profissão que quer ter? A psicóloga Mónica Bento responde prontamente que não. “Não temos que saber o que queremos ser no 9.º ano, mas temos de perceber o que gostamos de fazer e qual a nossa área de eleição”, refere Mónica Bento. O problema, diz, é que muitos alunos ainda chegam ao 9º ano completamente perdidos.

E de quem é a culpa? Um pouco dos pais, admite. “Perdemos o hábito de lhes perguntar o que querem ser quando forem grandes. Os pais vão tendo expectativas, mas não perguntam”, afirma a psicóloga, que sublinha o papel fundamental dos pais nesta orientação vocacional dos filhos. Mónica Bento frisa ainda a importância dessa orientação começar logo no 1.º ano de escolaridade.

“Perdemos o hábito de perguntar às crianças o que querem ser quando forem grandes. Os pais vão tendo expectativas, mas não perguntam”, refere a psicóloga Mónica Bento.

  • Neste ponto cabe aos pais ajudarem e darem ferramentas aos filhos para estes serem mais críticos. Perguntem aos filhos o que querem ser quando forem grandes, conversem com eles sobre o assunto, mostrem-lhes as várias hipóteses que existem, ajudem-nos a estar bem informados sobre o que se faz em cada profissão, por exemplo, para que eles não criem expectativas erradas. E sempre que isto não bastar, ou sempre que os pais não saibam como ajudar os filhos nesta matéria, devem procurar a ajuda dos gabinetes de orientação nas escolas.
  • É também muito importante que os pais proporcionem aos filhos outras atividades para além da escola, como hobbies ou atividades em família pois isso permite que as crianças vão tendo maior compreensão sobre o que gostam de fazer.
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Descubra quais são os passos para superar uma nota ruim

Mesmo depois de muito esforço e horas estudando, você obteve uma nota baixa em um trabalho ou uma prova. Antes que você fique desanimado para contornar esse problema, existem 3 passos simples que você deve seguir para conseguir uma nota melhor na próxima avaliação.

Leia também:» Os hábitos dos estudantes que levam à reprovação» Saiba como superar uma reprovação no vestibular» Quer conseguir boas notas? Divida suas tarefas

Antes de tudo, não entre em pânico. É normal tirar uma nota ruim de vez em quando, e isso não deve ser um motivo para se sentir mal consigo mesmo.

Nessa situação, é importante que você se afaste e avalie a situação de maneira distante. Seja honesto e descubra onde você errou.

Faltou estudar mais? Você estava nervoso? Foi uma noite mal dormida? É crucial descobrir a fonte desse problema.

A partir do momento que você já sabe onde está o erro, fica mais fácil partir para o próximo passo: criar um plano de ação.

Para que o seu plano seja realmente eficaz, antes de começar a elaborá-lo, converse com o seu professor. Compartilhe com ele onde você errou e peça por conselhos.

Ele provavelmente já viu diversos alunos com o mesmo problema que o seu e poderá orientá-lo da melhor forma possível.

Depois, converse com outros alunos que tenham facilidade com a matéria ou tenham tirado uma ótima nota. Descubra como eles estudaram para essa avaliação e peça por dicas. Eles podem ter, por exemplo, alguma técnica de memorização que você não conhece, ou então saber de algum macete que o professor passou.

Assim que você reunir informações necessárias para criar o plano, é hora de partir para a ação. Exite estudar na véspera e aplique no dia a dia as dicas que o professor e os alunos passaram para você.

Por meio dessas atitudes, a superação da nota ruim será muito menos desafiadora e, os resultados, melhores. Bons estudos!

Notas baixas na escola: como resolver em 5 passos!

Quem tem filho sabe que a paternidade (ou a maternidade) é um tremendo desafio. Cuidar de uma criança, um ser extremamente indefeso, e ainda garantir o seu sustento são tarefas que podem ser muito difíceis. Até mesmo aqueles com “certa experiência” devem admitir que esse é um desafio para poucos.

Uma das fases que mais assusta os pais é a da escola. Nesse período, além da quantidade gigantesca de descobertas pelas quais as crianças passam (e os inúmeros problemas advindos delas), um tema em específico gera bastante preocupação: as notas escolares. Afinal, o que fazer quando o seu aluno não está indo bem nas disciplinas e vem tirando notas baixas na escola?

Filho com notas baixas na escola? O que fazer?

Este artigo tem como propósito apresentar um guia simples sobre como proceder nesses casos. As dicas iniciais, na verdade, poderiam ser:

  • Não se desespere; e
  • Siga os passos abaixo

Se você fizer isso, é bem provável que você consiga resolver o problema de notas baixas na escola do seu filho de uma maneira mais fácil do que você imaginava. Porém, é claro que isso vai depender de cada caso. De qualquer jeito, os passos a seguir certamente poderão ajudá-lo a lidar da melhor forma possível com essa situação.

PASSO #1 – CONVERSE COM SEU FILHO

O primeiro passo para lidar com essa situação é conversar diretamente com o seu filho ou filha. Conversar, não dar bronca. Sabe por quê? Porque notas baixas nem sempre estão relacionadas com mal comportamento ou qualquer problema que a criança consiga controlar.

Não é raro encontrar crianças que sofrem de problemas de visão, como miopia (dificuldade de enxergar à distância), e vivem com essa condição sem tratamento durante toda a infância. No final das contas, as notas baixas se dão pelo simples fato de que a criança não consegue enxergar o conteúdo que está sendo passado em sala de aula.

E não dá para culpar a criança nesses casos. Algumas podem não entender e nem saber que esse tipo de problema existe. Elas podem achar que é “simplesmente assim” e que elas terão que se acostumar. É óbvio que isso não é verdade e o problema tem solução – que é bem simples, diga-se de passagem.

Também há outros fatores que podem estar prejudicando as notas do seu filho e que podem ser revelados em uma boa conversa com ele. Casos de bullying ou dificuldades em disciplinas específicas são bons exemplos. Porém, há situações em que a conversa com o seu filho ou filha não traz os resultados esperados. Por isso, é preciso partir para o próximo passo.

PASSO #2 – CONVERSE COM OS PROFESSORES

O professor precisa ser o seu melhor amigo quando o assunto é desempenho escolar dos seus filhos. Afinal, é ele o responsável por transmitir o conhecimento pelo qual os alunos serão avaliados. Se a partir da conversa com os eles não foi possível obter pistas de qual é o problema com as notas baixas, é bem provável que os tutores tenham alguma informação extra.

Quando o problema é mal comportamento, falta de atenção ou condições semelhantes, é bem provável que os pais sejam informados antes mesmo de as notas baixas surgirem. Porém, há dificuldades que não são tão visíveis como essas que geralmente são levadas aos responsáveis.

Um caso bem comum é a dificuldade do aluno em uma disciplina específica. Se o seu filho se dá bem em várias matérias, mas tem um desempenho ruim em outras, é provável que ele esteja com problemas para absorver o conteúdo daqueles professores. Uma conversa com os tutores pode ajudar a resolver o problema, mas essa nem sempre é a solução. Às vezes é preciso recorrer a métodos alternativos.

PASSO #3 – ESTUDE FORMAS DE AJUDAR O SEU FILHO

Quando as informações compartilhadas pelo professor revelam que não é possível resolver a questão em sala de aula, é preciso trazer o problema de volta para casa. Diante do exposto, os pais possuem algumas alternativas:

  • Acompanhar de perto as lições e ensinos dos professores nas matérias em que o aluno tem dificuldade
  • Oferecer aulas de reforço em disciplinas específicas
  • Organizar encontro de estudos em grupo, favorecendo o aprendizado mútuo

Essa são apenas algumas alternativas que podem ajudar o seu filho a lidar com as notas baixas na escola. Há muitos outros métodos que podem auxiliar nesse sentido. Tudo vai depender da sua disposição e vontade de resolver essa questão que deveria ser de extrema importância.

PASSO #4 – INCENTIVE O SEU FILHO

Os três primeiros passos desse guia são mais práticos e certamente já servem para resolver boa parte dos casos. Porém, utilizar os passos 4 e 5 podem ajudar a enfrentar novas ocorrências de notas baixas na educação dos filhos.

O 4º passo é incentivar o filho na busca pelo conhecimento. Estimule o hábito da leitura e lembre-o constantemente de como isso é importante para o seu desenvolvimento e futuro.

Os pais também podem ajudar os filhos a buscarem novas formas de entretenimento.

Em vez de ficar grudado no computador, tablet, smartphones ou videogames, os alunos podem buscar atividades que estimulem o raciocínio, criatividade e aspectos sociais, como recreações em grupo, esportes e outras atividades.

Lembre-se de sempre propor desafios compatíveis com a idade do seu filho. De nada adianta colocá-lo em uma série de atividades extracurriculares se ele não for dar conta de cada uma delas.

PASSO #5 – INVISTA NO SEU FILHO

Por fim, o 5º passo (complementar ao 4º) é a necessidade de investir na educação do seu filho. Não tenha receio de comprar livros e materiais didáticos, inscrevê-lo em cursos de idiomas, informática ou algum tipo de arte, e até mesmo aulas de um determinado esporte. Você pode até pensar no custo monetário dessas atividades, mas o retorno futuro certamente irá compensar qualquer gasto do passado.

Pense no seu filho como um importante ativo no qual você está investindo.

Guardadas as devidas proporções (afinal, estamos falando de um ser humano), todo investimento que você fizer nele vai trazer um benefício mais para frente, mesmo que você não consiga enxergá-lo.

O investimento no seu filho pode resultar em um melhor desempenho escolar (e melhores notas), uma carreira mais promissora, maior reconhecimento profissional e, acima de tudo, maior felicidade para ele.

Portanto, tenha em mente que as notas baixas do seu filho são responsabilidades sua, pais e responsáveis. É seu dever se preocupar com o desempenho escolar desses alunos e garantir que eles tenham amplo espaço e oportunidades para se desenvolver.

E você, tem mais alguma dica que poderia ajudar pais que estão “sofrendo” com filhos e suas notas baixas? Deixe o comentário logo abaixo compartilhando suas dicas! E se você quiser saber como a I Do Code pode ajudar no desenvolvimento de habilidades essenciais, como raciocínio lógico e matemático, entre em contato em contato com a gente para marcarmos uma aula experimental. Aguardamos a sua mensagem!

O que fazer quando tirar uma nota baixa? – Meu Estudo Produtivo

Não é nada legal, mas acontece com todo mundo. Então o que fazer quando tirar notas baixas? Separamos alguns passos que vão te ajudar a lidar com essa nota.

Não entre em pânico

A primeira reação ao ver uma nota baixa é sempre emocional. Somos muito a favor de racionalizar todas as situações, então vamos te ajudar a fazer isso. Primeiro, reforce a ideia de que uma prova não prova nada. Você não pode ser definida por uma nota e também não precisa ser boa em tudo.

Leia também:  Como carregar alguém maior que você: 11 passos

Não compare sua nota com a dos amigos

Sabe aquela história de não medir seu progresso com a régua de outra pessoa? É exatamente isso. Pode ser que sua amiga tenha ido super bem, mas que ela tenha habilidades com essa matéria. Assim como você pode ter ido bem em outra disciplina, em que ela foi mal. Cada um tem suas preferências e competências, então ficar se comparando não vai te ajudar em nada.

Você pode, sim, comentar sobre seu resultado com uma amiga próxima, se sentir que ela pode te ajudar nas próximas ocasiões. Mas se você acha que isso só vai piorar a situação, guarde pra você.

Refaça toda a prova, as questões que errou e acertou

Existe uma teoria de que aprendemos melhor com nossos erros do que com nossos acertos. Isso porque às vezes decoramos o assunto, então acabamos acertando na prova, mas não apreendemos esse conteúdo. Já quando erramos e refazemos, as chances de errar de novo são mínimas.

Vai dizer que não tem nenhuma palavra em inglês que você lembra “sei que escreve assim, porque errei uma vez na prova, depois nunca mais esqueci”?! Refazer todas as questões é uma ótima forma de compreender o assunto e fixar melhor. Até porque as provas estão ali para testar nosso conhecimento naquele momento, isso não significa que você não possa aprender o conteúdo depois desse teste.

Procure saber como melhorar

Racionalize, sempre!

Converse com seu professor e veja a possibilidade de fazer aulas de reforço na sua instituição de ensino. Se não for possível, busque vídeo aulas sobre o assunto na Internet e tente fazer mais exercícios.

  • Leia também:
  • Canais para estudar biológicas
  • Canais para estudar humanas
  • Canais para estudar exatas

Procure outro método de estudo para a próxima avaliação

Às vezes a forma que você estudou não foi boa para fixar o assunto.

No curso meu estudo produtivo falamos sobre vários métodos de estudo e revisão, mas você também pode conhecer alguns nesse post aqui.

Escolha o que mais se identifica (se não sabe qual escolher, teste cada um deles e faça exercícios para ver o quanto fixou o conteúdo, assim conseguirá analisar melhor quais seus pontos fortes e fracos).

Existem pessoas visuais, auditivas, cinestésicas e táteis. Isso vai influenciar completamente no seu modo de estudar, então vale a pena observar qual seu tipo. Você pode fazer um teste para descobrir seu perfil aqui e conhecer mais sobre cada tipo de pessoa aqui.

Busque uma forma de recuperar esses pontos

Converse com seu professor se existe uma forma de recuperar esses pontos, como uma prova de recuperação ou um exercício extra. Se não for possível, dê o seu melhor na próxima avaliação (seja prova, apresentação, texto, o que for) e participe bastante das aulas.

E mais importante: não se sinta culpada

Busque uma forma de melhorar, sim, mas não aja como se sua vida dependesse dessa nota.

O que você faz quando tira uma nota baixa? Como você evita que isso aconteça?

Tirou nota baixa no Enem? Veja como superar a decepção e retomar os estudos

Os dias pós-resultado do Enem são um misto de amor e ódio para muitos estudantes. Para aqueles que conseguiram uma boa nota, basta esperar a abertura das inscrições do Sisu e do ProUni.

Já para os candidatos que ficaram com médias baixas, a história é outra. Os sentimentos de fracasso e de tristeza podem tomar conta de muita gente nessa hora. Mas, nem tudo está perdido.

Saber aproveitar esse momento é essencial para quem vai continuar em busca de uma vaga na universidade.

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Não existe um culpado pelo mal desempenho, segundo os especialistas entrevistados pelo GUIA.

Existem variáveis que influenciam o modo como a pessoa vai no Enem e que não estão sob o controle do estudante: uma prova que eventualmente foi mais difícil do que as de outros anos, brigas presenciadas no dia anterior, ônibus que atrasam e que causam agitação antes do começo da prova… A lista de eventos é praticamente infinita.

Pablo Santos, doutor em Educação e professor da Universidade Federal Fluminense (UFF) enumera ainda três pontos que devem ser considerados pelos candidatos e por suas famílias na hora de lidar com o baixo desempenho: “Em primeiro lugar, a educação pública, no que diz respeito a sua infraestrutura, à qualificação de professores e aos currículos escolares muitas vezes é insatisfatória. Em segundo lugar, os estudantes costumam ter altas expectativas com relação à passagem para a vida adulta e à entrada no ensino superior, o que gera uma tensão adicional. E, por fim, temos uma população com pouca prática de leitura, essencial para o Enem”, avalia o educador.

As lições do fracasso

Pode parecer clichê, mas é preciso entender que não se aprende só com os acertos, mas também com os erros. “O erro pode nos mostrar o que devemos fazer para atingir nosso objetivo”, diz Santos. Para o educador, essa é a oportunidade ideal de parar e refletir sobre o que pode ser feito para melhorar.

Se a dedicação aos estudos durante o ano foi pouca ou quase nenhuma, é hora de repensar essa atitude e isso é algo que depende muito mais da força de vontade do estudante.

“É importante ter em mente as responsabilidades que são da própria pessoa e que, portanto, podem ser controladas”, aconselha Julio Peres, psicólogo clínico.

Muitas vezes, tirar uma boa nota no Enem não é só questão de querer. O exame se baseia em uma lógica de ganha-perde, como explica Peres: “Para que um estudante consiga a vaga, outros precisam perdê-la.

O aluno deve ter a consciência de que esse modelo de avaliação não representa o seu real valor intelectual e a sua identidade”. Por isso, recomenda-se uma boa dose de paciência, não muito comum nos adolescentes.

“Desconstruir o conceito de urgência, comum nos mais jovens, é ideal. É uma dimensão subjetiva, não é cronológica”, explica o psicólogo.

Além disso, entrar mais velho na universidade também pode levar ao aumento da experiência e à maturidade. “Ser aprovado com mais de 18 anos na universidade não é um pesadelo. Quem passou mais tempo estudante tem uma experiência de vida que compensa a imaturidade daquele estudante que entrou com 16, 17 anos”, acredita Santos.

Lidando com os pais

Aceitar que vai ser preciso entrar mais velho na faculdade talvez nem seja a parte mais difícil. Dar a notícia para a família pode ser uma pode ser bem pior. Uma coisa é certa, a maioria não fica feliz com a novidade e é importante estar preparado para isso.

“Se os pais acompanharam seus filhos ao longo da preparação, é bem provável que não precisará de uma explicação, mas caso precise, o melhor é conversar e falar o que realmente aconteceu”, conta Fernando José, psicólogo especialista em provas e concursos.

O diálogo franco irá ajudar nesse momento de turbulência dentro de casa.

Vai ser mais simples de lidar com a situação se o estudante entender o lado dos pais também.

Frequentemente, há limitações financeiras para prolongar os estudos dos filhos ou um desconhecimento sobre o quanto ele estudou (ou deixou de estudar) e o papel dos pais é cobrar. Uma dica dada pelo psicólogo Peres é fazer um acordo com a família.

“Entre em consenso e conversem sobre o que o estudante poderá fazer para se empenhar em atingir resultados melhores”, defende. Isso fortalecerá a motivação para o novo ano de estudos.

O melhor caminho para recomeçar

Pode ser que agora seja difícil se imaginar pegando todos os livros novamente para estudar. É normal dar um desânimo nessas horas.

“Certamente o aluno deve estar esgotado, o recomendado é se dar férias por um tempo para aliviar a cabeça”, explica Fernando José. Julio Peres recomenda que o ritmo de decisões deva ser mais suave e as reflexões, mais aprofundadas.

“Tente não se cobrar imediatamente após o resultado, o melhor é repensar quando você estiver mais tranquilo”, diz.

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Depois de parar por um tempo para pensar no que será melhor para você, é hora de rever seus pontos fracos e refazer o seu planejamento para programar os estudos do novo ano. Para começar, pegue a prova do Enem e refaça-a.

Como lembra o educador Pablo Santos, essa já é uma atividade recorrente em modalidades esportivas, como o futebol ou o basquete, em que os jogadores reveem a partida para identificar seus erros.

“Do ponto de vista emocional, você enfrentará o medo de ver a prova, sem a cobrança de ter que acertar 100%”, argumenta Santos.

Em vez de pensar “sou mto ruim, não consigo ler e escrever”, pense que esse é o momento de saber o que não foi bem trabalhado na educação básica.

Liste suas principais dificuldades e programa seu tempo dando mais prioridade aos assuntos que não domina ainda, mas sem esquecer daqueles que você já gosta e tem preferência.

Se você precisar de uma motivação a mais, pode seguir a dica do psicólogo Fernando José: “Retome os estudos pela matéria que mais gosta, pois desta forma haverá um estímulo para estudar”.

Para finalizar, a dica talvez mais importante desse texto: LEIA. Leia tudo que encontrar pela frente, todos os gêneros que puder: quadrinhos, notícias, livros de literatura antiga, até manuais de instrução. O Enem não cobra a famosa “decoreba”.

Ele trabalha com competências que pedem que o estudante entenda o conteúdo e, para isso, é essencial trabalhar a interpretação de textos. Segundo Santos, há pesquisas que comprovam que muitas vezes os estudantes erram questões de matemática ou física por não compreenderem os enunciados.

Leitura, portanto, é essencial.

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