Como ajudar um amigo a lidar com a rejeição: 14 passos

por Joana Gontijo 28/01/2019 14:00

Como Ajudar um Amigo a Lidar com a Rejeição: 14 Passos (foto: Ilustração/EM/Lelis) Sabidamente, toda criança almeja ser “gente grande” e todo adolescente quer ter a independência e a liberdade dos grandinhos, mas às vezes o crescimento assusta. A sociedade decreta padrões e modelos ideais sobre a aparência, a postura correta, o modo de ser. Nesse contexto, perante tantas pressões, quem está perto do amadurecimento pode sentir não se encaixar em tantos rótulos, chegando até a demonstrar medo pelo que acontecerá nas próximas etapas. Sempre discreto, calado, quieto em seu canto acompanhado de livros, Samuel de Almeida Leão Rabello Azevedo, de 17 anos, diz que tinha perfil de 'nerd' enquanto cursava o ensino fundamental, e isso acabava sendo uma fonte de aflição. “Nessa época, quem fazia sucesso eram os mais descolados, mesmo que tivessem uma moralidade duvidosa. Me sentia retraído por não ser como eles. Como os alunos não davam atenção para pessoas como eu, ficava sozinho, excluído”, lembra. Com o passar dos anos, Samuel conta que melhorou as formas de socializar, ainda que isso demorasse um pouco, principalmente devido à sua aparência, que ele chama de 'cheia'. Depois de ter sido, muitas vezes, alvo de bullying, ele fala que levou muito tempo para se adaptar, sair do casulo e começar a conversar com os outros, diante de toda a carga de sofrimento que suportara. Como Ajudar um Amigo a Lidar com a Rejeição: 14 Passos Samuel Leão, de 17 anos, se sentia excluído na escola. Depois que buscou apoio de amigos e de uma professora, passou a se aceitar e superou a situação (foto: Edésio Ferreira/EM/D.A Press) Essa mudança partiu do momento em que Samuel resolveu pedir ajuda e se aconselhar com os amigos com quem já se relacionava. “Quando consegui aceitar meu modo de ser, o meu corpo, o meu jeito, comecei a compreender novos conceitos e me abri mais. Foi bem difícil. O importante no processo de autoaceitação foi o apoio dos outros, porque sozinho eu não conseguia. Diziam que eu era bom do jeito que era, que não precisava ser outra pessoa, apenas ser eu mesmo. Quando você conversa com uma pessoa sobre o que você está sentindo, se liberta, principalmente quando é alguém que compreende sua singularidade. Hoje tenho vários amigos”, conta.

DIÁLOGO ABERTO

É preciso entender se esse receio está sendo prejudicial, em alguns casos a ponto de deixar os jovens congelados em um mundo que, em breve, não deverá ser mais o deles. Se a situação se agravar tal maneira, é papel dos tutores dar-lhes as mãos, ajudá-los a entrar no desconhecido, demonstrando as vantagens de crescer e reafirmando o apoio em qualquer ocasião, abrindo-se sempre à conversa. O importante é que as crianças se mantenham saudáveis e sonhadoras, ao mesmo tempo cientes de que, para ter as vontades concretizadas, precisam deixar a infância no lugar a que pertence: na memória e como alicerce para o adulto que se tornarão. Pouco depois, na adolescência, enquanto instantes de descoberta, o ser humano tem a chance de construir sua identidade, valores e crenças, ampliando sua noção de mundo, de si e da alteridade. Em todas as esferas, a carência de diálogo acaba gerando dois extremos temerários. O jovem que tem medo da vida, dos pais e professores, que se mostra retraído e mal se posiciona. Por outro ponto de vista, aquele que, para atrair atenção e se sentir ouvido, desafia, grita, ofende e agride os demais. Um relacionamento sadio é quando os dois lados podem falar: o jovem recebe o direito de questionar e entender as regras, e o adulto ouve e pondera antes de restringir – é quando os limites são estabelecidos com equilíbrio e de forma negociada.

ESTÍMULO

No caminho de desabrochar, Samuel Leão recorda-se do ombro amigo da professora de literatura do terceiro ano do ensino médio, em 2018. “Ela começou a ver o potencial que tinha dentro de mim, só que viu também que eu era meio tímido. Me empurrou do precipício. Falou: 'você vai para frente'”.

E o colocou no comando de todos os projetos literários que realizou dali em diante na escola. Samuel participou de um grande evento, um sarau literário que organizou com privilégio para as poesias de Vinícius de Moraes, um encontro que teve música, declamação e apresentações teatrais.

Ele também adaptou para o teatro obras célebres da literatura nacional, como O triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto e, recentemente, O Grande Sertão Veredas, de Guimarães Rosa. Tudo sob a orientação da professora. “Me senti familiarizado com o público. Ficou mais fácil até para fazer novos amigos.

Todo mundo me conheceu como o Samuel que está sempre ali, mexendo em tudo”, brinca.

Como Ajudar um Amigo a Lidar com a Rejeição: 14 Passos (foto: Reprodução/Internet/es.dreamstime.com) Sobre as determinações sociais que regem as formas dos jovens de aparentar e se comportar, seguindo padrões engessados, inflexíveis, pouco inteligentes e perigosos, Samuel as considera uma total falta de entendimento acerca da alteridade. “Presas a tudo isso, as pessoas não enxergam que cada indivíduo é único, pensa de modo único, que não tem como todo mundo ser igual. Mesmo porque se fôssemos todos iguais o mundo não ia para frente. Por isso é fundamental todo movimento que existe para a conscientização sobre o respeito às diferenças. E fica complicado quando isso não é internalizado. Quando se faz esse tipo de pressão sobre o jovem, pode acontecer uma insegurança difícil de se livrar depois, até a fase adulta, abalando o próprio desenvolvimento pessoal. É algo que te persegue pelo resto da vida.” Samuel irá cursar letras este ano – recebeu nota máxima no Enem. A influência vem do contato com o tio avô, o jornalista e escritor José Maria Rabêlo, que ele tem como espelho e inspiração. Samuel revela que ama escrever, parte central de sua vida. Por essa porta, também consegue colocar para fora todos os sentimentos sobre as adversidades que enfrentou, e também as ocasiões felizes e de aprendizado. “Não consigo viver sem escrever. Tive vários diários e com eles consigo expressar tudo isso. Assim como conversar com uma pessoa, com a escrita você conversa consigo mesmo. É muito bom para o crescimento”, diz Samuel, que também deseja investir na música erudita como hobbie.

Tempo de aprendizagem Medo do fracasso na puberdade costuma ser tão forte que muitas meninas deixam de aproveitar as oportunidades de desenvolvimento. Campanha estimula a autoconfiança

Como fazer mais amigos: 5 estratégias simples Relações

Fazer mais amigos envolve uma das características mais básicas do ser humano: Se relacionar. Filosoficamente falando, o “eu” não existiria se não houvesse o “outro” para se relacionar. Se você tem dúvidas sobre como fazer mais amigos, confira esses passos:

Se você quer arrumar novos amigos, antes de tudo, é preciso ter em mente qual tipo de amigo quer fazer:

  1. Em geral, existem 3 tipos de amigos:

    Amigos de conveniência / temporários. Estes são os amigos que possui na escola, faculdade, trabalho, curso, porque o contexto exige isso.

    Você diz “oi” quando se vê, conversa sobre algumas coisas e diz “tchau” no fim da atividade, mas é isso.

    O relacionamento nunca dura quando o contexto é removido, ou seja, quando você se forma na faculdade ou sai do local de trabalho, nunca mais voltam se falar.

    Amigos regulares. Amigos de atividades sociais que você encontra de vez em quando para conversar ou sair com eles. Geralmente acontece conversas sobre coisas normais do dia a dia, ou sobre algum assunto específico do momento ou da atividade que estão realizando juntos.

    Amigos verdadeiros (melhores amigos). Pessoas com quem você pode conversar sobre tudo e qualquer coisa e tem vários interesses em comum (mas não é regra).

    A frequência com que se encontram não determina a força da amizade, é algo que vai muito além disso. São amigos que pode contar nos bons e maus momentos.

    Pessoas que você sabe que vão tentar entender suas individualidades.

    Como Ajudar um Amigo a Lidar com a Rejeição: 14 Passos

Você pode estar querendo fazer mais amigos por vários motivos provavelmente envolvendo a falta de um melhor amigo, ou falta de amigos regulares / de conveniência para fazer coisas que você gosta e tem interesse.

Possivelmente você deve estar questionando suas habilidades de relacionamento e colocando a culpa na timidez.

De fato, as pessoas mais expansivas têm uma vantagem muito grande na hora de fazer amigos, pois facilmente compartilham seus interesses, necessidades, e se colocam em situações favoráveis para amizades. Você já fez um teste de personalidade para tentar entender mais sobre si mesmo(a)?

De qualquer forma, timidez não é sinônimo de poucas amizades. Você pode ser tímido e ter diversos níveis de amizades, veja como:

Time Needed : 0 days 30 minutes

Como fazer mais amigos: 5 estratégias simples

  1. Perceba que o medo que está na sua cabeça

    O primeiro passo é desenvolver uma imagem mental saudável de conhecer novas pessoas. Pode ser que exista uma crença de que fazer amigos seja um evento assustador e desconfortável, e isso dificulta muito fazer novos amigos.

    Fazer novas amizades podem envolver muitas preocupações: causar uma boa impressão, se a pessoa vai gostar da sua personalidade e como manter uma conversa sem silêncios constrangedores.

    Quanto mais pensamos sobre isso, mais assustador parece. Essa apreensão inicial se transforma em um monstro que cria vida própria e nos impede de fazer mais amigos e novas amizades.

    A timidez em relação aos outros é realmente um resultado do medo. Na verdade, todos esses medos estão na nossa cabeça e são irracionais. Se você pensar bem, 99% das pessoas estão ocupadas demais pensando nelas mesmas, para prestar atenção em você.

    Enquanto você se preocupa com a impressão que causa, eles estão preocupados com a impressão que causam.

    Pense o seguinte: tudo fica mais fácil quando alguém se aproxima e começa a puxar assunto, certo? Então quando estiver por exemplo em uma festa, lembre-se que todo mundo está desesperadamente esperando alguém chegar para puxar um assunto, tome uma iniciativa.

  2. Encontre um agregador de amigos

    Uma ótima maneira de conhecer muitas pessoas de forma rápida, é ficar perto de um agregador de amigos, que são pessoas que possui vários amigos e estão sempre fazendo novas amizades.

    Sabe aquela pessoa que se relaciona facilmente com todo mundo e fala bastante?Se você tiver a sorte de conhecer uma pessoa assim, mesmo que não seja propriamente um amigo, tente ficar próximo.

    O circulo de contatos dessas pessoas é muito grande e dinâmico, então você pode aproveitar para participar deles e fazer mais amigos.

    Quer um exemplo? Combine de ir em um passeio com esse agregador de amigos, lá certamente vai econtrar pessoas que não conhece. Pronto, novas possibilidades de amizade!

  3. Aceite que você nem sempre está certo, e as pessoas nem sempre estão erradas.

    Uma das maiores dificuldades em fazer mais amigos, além de não saber escutar, é se apegar de forma rígida em suas ideias, e recusar a ideia dos outros, evitando o diálogo.Estar certo, ou errado não é mais importante do que ser feliz.

    E, para ser feliz, você precisa estar aberto às ideias de outras pessoas, permitindo que elas se expressem e juntos possam construir novas ideias.Se você é idealista e possui várias opiniões próprias sobre as coisas, isso é ótimo. Saiba que você pode vai parecer ainda mais legal e compreensivo se considerar as opiniões e perspectivas de outras pessoas.

    Confiar exclusivamente em sua opinião significa desconsiderar experiências, habilidades e conhecimento de outras pessoas, sendo que poderia estar fazendo uso delas.

    Como Ajudar um Amigo a Lidar com a Rejeição: 14 Passos

  4. Explore novas atividades do seu interesse

    Uma ótima maneira de fazer mais amigos é considerar novas atividades ou interesses. Participe de um curso livre, por exemplo, pode ser uma ótima oportunidade de conhecer novas pessoas.

    Na maioria das vezes, atividades em grupos são formadas por pessoas que também tem interesse em fazer mais amigos.Além disso, nunca deixe de participar de eventos do seu interesse porque não tem um amigo para ir junto.

    Vá sozinho(a) (se for seguro) e encontre várias pessoas querendo fazer mais amigos.Algumas dicas:

14 Dicas Para Ajudar Seu Filho a Tomar Boas Decisões

O sonho de todo pai e mãe é que os filhos sejam capazes de fazer escolhas sábias e saudáveis. Na hora de escolher amigos, na forma de se comportar, nas decisões que irão moldar sua vida futura.

Quando você ajuda a criança a ter confiança nas suas decisões, você desenvolve nela uma habilidade fundamental para o sucesso na vida.

Quando as crianças aprendem a fazer suas próprias escolhas com segurança, elas se tornam mais independentes, responsáveis e confiantes.

Como é atualmente o poder de decisão do seu filho? Por exemplo, se você entra com ele em uma loja de brinquedos, como ele se comporta?

Ele sempre sabe exatamente o que quer comprar? Ele é pensativo e analítico para fazer uma escolha? Ou totalmente incapaz de escolher entre o Lego ou o carrinho de controle remoto?

Conforme amadurecem, as opções passam a ser mais determinantes. Não é mais a escolha entre um sorvete de chocolate ou morango que os ocupa, mas com quais colegas de classe fazer amizade, que cursos fazer, quem eu quero ser?

Como Se Desenvolvem as Habilidades de Tomada de Decisão

As crianças aprendem habilidades de tomada de decisão gradualmente e são fortemente influenciadas pelas expectativas e valores que aprendem dos pais.

As principais habilidades que as crianças precisam desenvolver para a tomada de decisões são:

  • Identificar quando uma decisão precisa ser tomada
  • Pensar em possíveis opções
  • Avaliar as opções e as consequências
  • Escolher estratégias para implementar a decisão
  • Analisar como a decisão funcionou

As crianças se tornam mais responsáveis nas suas escolhas quando aprendem a considerar cuidadosamente suas opções antes de tomar uma decisão.

14 Técnicas Para Educar Crianças que Sabem Tomar Sábias Decisões

Então, como podemos ajudar as crianças a aprender como tomar boas decisões e fazer escolhas sábias? Talvez até serem melhores do que nós tomando decisões?

Apresentamos para vocês dicas práticas para você usar no seu dia a dia e fortalecer o poder de escolha do seu filho ou filha.

1. Quando Pedir Para a Criança Tomar Uma Decisão, Limite as Opções

Entregue à sua filha uma revista com 200 vestidos, diga-lhe para escolher apenas um para sua festa de aniversário, e veja como ela vai ficar perdida para tomar uma decisão.

Pesquisas mostram que quando temos várias escolhas ficamos sobrecarregados, porque não queremos rejeitar muitas coisas…

Reduza as opções sobre qualquer tópico, e aí então deixe seu filho escolher. Dessa forma a escolha será muito mais fácil para ele.

2. Ensine a Criança a Se Conhecer

  • Uma das maiores chaves para a boa tomada de decisão é o autoconhecimento, ou seja, conhecer a si próprio profundamente.
  • Para ajudar seu filho a desenvolver suas habilidades de autoconhecimento, ajude-o a identificar seus pontos fortes e talentos, seus desejos e interesses, e também seus pontos fracos.
  • As crianças que podem distinguir suas próprias forças e fraquezas estão aptas a tomar melhores decisões com base em suas habilidades, vontades e interesses.

3. Faça Perguntas que Valorizam a Reflexão Antes da Tomada de Decisão

Faça perguntas que levam as crianças a refletir sobre suas razões para escolher uma opção específica sobre qualquer tema.

Perguntando você estará ajudando seu filho a aprender como avaliar opções e como refletir sobre as consequências embutidas em qualquer decisão.

Algumas boas perguntas incluem: “O que você mais gosta sobre essa opção?”, “O que torna esta a melhor opção para você?”, “Como você acha que isso vai funcionar?” “ O que você vai fazer para colocar essa decisão em prática?”

4. Ajude a Criança a Estabelecer Metas Alcançáveis

Definir objetivos incentiva as crianças a planejar e pensar a frente. Isso os ajuda a entender a ligação entre tomar decisões e agir.

É importante que as metas estabelecidas sejam viáveis e motivadoras para a criança. Além disso, as etapas necessárias para atingir os objetivos precisam ser definidas, e devem ser simples o suficiente para que a criança possa gerenciar.

Objetivos apropriados para uma criança escolher incluem desenvolver uma nova habilidade em uma área de interesse (aprender a jogar xadrez, a desenhar, a tocar um instrumento, a nadar, etc..), ou melhorar o desempenho em uma matéria da escola .

Elogie a criança e reconheça seu mérito pela execução bem sucedida das pequenas etapas de cada meta. Esse apoio ajuda as crianças a continuar perseverando nos seus objetivos.

5. Ajude a Criança a Descobrir Suas Áreas de Interesse

Talvez seja o futebol. Talvez a música, a arte, a culinária, etc… Seja o que for, ajude seu filho ou filha a descobrir suas áreas de interesse.

Em seguida, forneça exemplos da vida real de pessoas que compartilham os mesmos interesses e são bem sucedidas.

Incentive a criança a se dedicar e a se aprofundar na sua área de interesse. Isso a ajudará a entender que a chave para o sucesso é quando trabalhamos com o que amamos, com empenho e dedicação.

Saber o que a gente gosta, e conhecer o próprio potencial de realização, são características muito valiosas para a tomada de decisão.

6. Fale Sobre Decisões Cotidianas e Ensine-a a Observar e Avaliar os Prós e Contras de Toda Escolha

Envolva as crianças em tomadas de decisão do dia a dia. Por exemplo, se você está pensando em que presente comprar para o avô no seu aniversário, você pode falar com seu filho sobre os passatempos favoritos e interesses do vovô, os preços dos presentes, e que tipo de coisa ele usará mais.

Você também pode perguntar sobre qualquer coisa pessoal da sua vida no momento: “Eu estou tentando decidir se vou fazer yoga ou aula de dança. Qual você acha que eu deveria fazer? Por que?”

  1. Depois de envolvê-lo em uma decisão, você deve conversar sobre as vantagens e desvantagens de cada sugestão, para que seu filho possa aprender a avaliar cuidadosamente diferentes opções.
  2. Quando você explica para seu filho como você chega às suas conclusões, você o ajuda a entender o esforço que é necessário para tomar uma decisão.
  3. Seu exemplo servirá como uma espécie de roteiro para ele seguir na hora de tomar as próprias decisões.

7. Brinque com Jogos Sobre Tomada de Decisão

Diferentes tipos de jogos se adequam à diferentes necessidades de aprendizagem. Ensinar uma habilidade de desenvolvimento pessoal para a criança enquanto vocês brincam pode ser uma experiência fantástica para construir confiança e cumplicidade entre vocês dois. Vocês têm a chance de trocar experiências enquanto passam tempo de qualidade juntos.

Nos jogos as crianças se permitem experimentas coisas diferentes por conta própria, o que faz o processo de tomada de decisão evoluir.

Os jogos de pensamento estratégico são excelentes para exercitar a tomada de decisão , pois eles estimulam o pensamento crítico e habilidades de resolução de problemas.

8. Permita Que Decisões Seja Tomada de Verdade Pela Criança

Muitas vezes pensamos que é mais fácil e seguro tomar as decisões para os nossos filhos. E sejamos honestos, geralmente é… para nós!

Mas quando consideramos o desenvolvimento pessoal deles, isso definitivamente não é o melhor a se fazer.

Ao invés de decidir pelos nossos filhos, podemos guiá-los pelo processo de fazer a escolha sábia. Podemos fazer perguntas que os ajudem a ponderar os prós e contras de cada decisão.

  • Eventualmente, eles mesmos vão começar a se fazer essas perguntas automaticamente.
  • Pode ser que no final seu filho não faça exatamente a escolha que você gostaria, mas pelo menos ele estará pensando por ele mesmo.
  • E quem sabe ele não surpreende você , considerando algo que você não tinha nem pensado?

9. Permita Que a Criança Tome Algumas Más Decisões

Contanto que não seja uma questão de saúde ou segurança, é importante que as crianças tomem algumas decisões ruins para aprender com o erro. Dessa forma elas aprenderão melhor sobre a importância de considerar consequências.

Por exemplo, quando seu filho vem para casa chorando porque ele deixou cair uma nota de cinco reais na rua, você pode apostar que ele não vai brigar com você na próxima vez que você sugerir que ele deixe o dinheiro que não vai usar em casa.

10. Deixe-a Lidar com Seus Erros

Sabe o choro por causa dos cinco reais que ele perdeu? Deixe-o chorar, nada de abrir a carteira e dar a ele outros cinco reais.

Conversar e orientar é ideal, mas resista à vontade de proteger seus filhos das consequências de suas escolhas.

É difícil assistir a criança sofrendo, é claro, mas às vezes precisamos deixar nossos filhos sentirem os efeitos das escolhas de curto prazo para ajudá-los a ganhar sabedoria nas suas decisões.

E se eles fizerem alguma besteira (e eles vão, é parte do crescimento), não tire a sua responsabilidade. Deixe-os aprender com seu erro para não cometê-lo novamente.

Mostre que você ainda confia neles, independente do erro pontual. Isso ajudará a dar-lhes confiança para superar e crescer em sabedoria.

11. Comemore as Vitórias

Quando seus filhos fazem uma escolha sábia, mostre que você notou. Comemore com um abraço, um elogio, leve ele ao cinema para celebrar a boa decisão – e deixe que ele escolha o filme!

Receber seu reconhecimento e admiração irá afirmar e reforçar para seu filho que valeu a pena o esforço para fazer a escolha sábia.

12. Ensine a Criança a Importância de Escolher Suas Amizades

Ensinar seus filhos a escolher amizades é uma tarefa vital. Gostamos de pensar que somos fundamentais para nossos filhos – e somos!

Mas no dia a dia seu mundo gira em torno de suas próprias interações sociais e círculos de amigos. É aos amigos que nossos filhos estão ouvindo, e não a nós, em muitas circunstâncias.

Uma maneira segura de saber em que direção o seu filho está indo é conhecendo seus amigos. “Diga-me com quem andas e te direi quem és”.

Uma pessoa, principalmente o jovem, deve expor-se a muitos tipos diferentes de personalidades e culturas, e deve ter de mente aberta para diferentes pensamentos. Mas as pessoas que mantemos por perto devem refletir nossos valores.

Ensine seu filho a entender o valor de um bom amigo, e também o que significa ser um bom amigo. Isso será um grande trunfo para ajudar seus filhos a tomar decisões sábias.

13. Ensine a Criança Sobre a Importância de Considerar a Necessidade dos Outros ao Tomar Decisões Que os Afetam

  1. Também é importante ajudar as crianças e os jovens a entender e levar em conta o ponto de vista e necessidade de outras pessoas ao tomar decisões que as afetam.

  2. Nesse caso em particular é de muito valor ensinar seus filhos habilidades de empatia, ou seja, a capacidade de conseguir se colocar no lugar do outro, principalmente quando existem divergências de opinião.

  3. Entender o sentimento e a necessidade do outro auxiliará seu filho a ser mais tolerante ao tomar uma decisão.

14. Leia com a Criança Livros Sobre Tomada de Decisão

  • De forma lúdica, livros que falam sobre tomada de decisão ensinam para as crianças o conceito da escolha, e como o processo de tomada de decisão pode ser desafiador e ao mesmo tempo gratificante.
  • A literatura é uma forma deliciosa de ajudar os pais na tarefa de fazer a criança descobrir e colocar em prática todo o seu potencial!
  • Quando se trata de ensinar valores e virtudes – descobrir o que você deve fazer e fazê-lo – é importante lembrar que a maternidade/paternidade é uma maratona!
  • Ao longo do tempo, as conversas que você terá com seus filhos sobre tomada de decisões irá fortalecê-los para enfrentar qualquer escolha que precisem fazer no futuro.

Estas conversas também poderão ser uma grande oportunidade para fortificar a comunicação entre você e a criança, e uni-los ainda mais. Um abraço para você e sua família!

#TOMADADEDECISÃO #FORÇAMENTAL

14 relatos de pessoas que sofreram com mães tóxicas

“Meu pai saiu fora quando eu tinha 8 anos, já demonstrava não ser de confiança desde que minha mãe casou com ele em 1983, o que fez com que ela quisesse se separar ainda nos anos 80. Mas ela engravidou pela segunda vez, e quem estava a caminho era eu.

Quando eu nasci, era beeem diferente fisicamente da minha irmã, o que fez com que meu pai desconfiasse que eu não era filha dele e enchesse o saco da minha mãe sobre quem seria o meu pai, além de me ignorar e rejeitar até uns três anos.

Em 1996 as coisas ficaram piores: minha mãe enfim pediu o divórcio e meu pai deu uma pirada – brigas, tortura mental, perseguição e etc.

Meu pai roubou muita coisa da minha mãe, não ajudou nas contas de duas filhas, se desvinculou total da gente.

Minha mãe sempre foi elogiada por ser “guerreira”, mas o que ninguém da minha família sabe é que ela tomou um capote feio e nunca se recuperou. E ela nunca assumiria.

Na minha adolescência, fiquei parecida com meu pai. Jeito de andar e falar, talvez os traços e… as mentiras. Adolescente mente, rouba, cabula aula, mas ainda tá na fase de erros.

Além disso, comecei a gostar de rap, grafite e rua – o que fez a minha mãe (que sempre foi desinformada) achar que eu não tinha mais jeito.

Toda mãe acha isso do filho, mas no meu caso as consequências foram bem crueis.

Por não ser tão boa aluna, gostar de música de “maloqueiro”, beber e fumar, fui condenada ao limbo da inexistência da minha casa. Logo, ela começou a criar regras impossíveis de eu cumprir, exemplo: não poder cozinhar/esquentar comida a qualquer hora.

Como eu trabalhava em outra cidade e chegava tarde, não conseguia comer. Ataques histéricos e sem motivos por erros simples. Ataques descabidos em relação a mim e tudo o que eu fazia. “Nunca terei orgulho de você” e “eu te odeio” se tornaram comuns.

Mesmo crescendo e fazendo “tudo certo” ou tentando, ela ainda pisoteava em mim e no que eu fazia.

Nem preciso dizer que a ansiedade me acompanhou desde muito nova, já que, por não poder FALAR NADA em casa que seria julgada, comecei cedo a tomar minhas próprias decisões e quebrar a cara fortemente. Faz parte, eu sei.

Mas a questão é que ela poderia me orientar em diversas coisas e não o fez, e pior, eu achava que nunca iria pra frente já que eu era um monstro.

Por não desconfiar da minha mãe, não pude perceber que ela era minha maior carrasca, todo o meu desenvolvimento foi afetado por uma ansiedade fora do comum, um ódio e ignorância que me trouxeram problemas em todas as minhas relações desde a adolescência e na vida adulta.

Eu conto tudo isso porque só com 30 anos e depois de ficar anoréxica, depressiva e bipolar (um quadro que despertaria a empatia de qualquer um, mas não despertou a dela), ainda tive que aguentar ataques físicos em um momento que precisava de cuidados simples – um chão, comida e um teto.

Ela me expulsou de casa quando eu estava pesando 49kg e sem motivos, ela não teve empatia por uma pessoa que saiu de dentro dela. Algo precioso quebra dentro de pessoas que descobrem que sua mãe (ou talvez pai) seja o real motivo dos problemas. Em mim quebrou, mas isso foi libertador também.

Tirei todas as culpas das minhas costas depois de ver que ela que me causava problemas.

Sim, eu erro muito, mas não sou um monstro manipulador porque pedi para os amigos irem em bar x ao invés de y, nem uma porca monstruosa só porque meu tênis tem chulé.

Os ataques são gigantes perto dos reais motivos, me falaram que o que vem de uma mãe pode levantar ou derrubar um filho e é verdade. A minha mãe não só me derrubou a vida inteira como fez questão de pisotear em cima da filha que pedia ajuda.

O que eu sei sobre ela, já que ela mesma não assume nada, é que ela não queria a segunda gravidez de jeito nenhum, estava buscando a liberdade para se divorciar, fazendo aulas de direção e etc. ao descobrir que estava grávida, ficou bem triste, mas não sei se pensou em aborto.

Hoje, eu sou uma das tantas mulheres que lutam para que grávidas tenham o direito de decidir sobre o próprio corpo e que quer estudar e conquistar tudo sozinha – acredito que sou como ela foi ou gostaria de ter sido, mas ela não vê, já que a cegueira dela criada por um ódio fora do comum não a deixa ver.

Ajudar Os Que Lutam Contra a Atração pelo Mesmo Sexo

Um simpático rapaz com pouco mais de 20 anos sentou-se à minha frente. Tinha um sorriso gentil, embora não tivesse sorrido muito durante nossa conversa. O que mais me chamou a atenção foi a dor que exprimia no olhar.

“Não sei se devo continuar sendo membro da Igreja”, disse ele. “Não acho que seja digno.”

“Por que você não seria digno”? perguntei.

“Eu sou gay.”

Suponho que ele achou que eu ficaria chocado. Não fiquei. “E…?” continuei.

Um lampejo de alívio invadiu-lhe o rosto quando sentiu minha sincera compreensão. “Não me sinto atraído por mulheres. Sinto-me atraído por homens. Tentei deixar de lado esses sentimentos ou mudá-los, mas…”

Ele suspirou. “Por que sou assim? Meus sentimentos são muito reais.”

Fiz uma pausa e então lhe disse: “Preciso de um pouco mais de informações, antes de aconselhá-lo. Sabe, a atração pelo mesmo sexo não é um pecado, mas a ação relacionada a esses sentimentos é, bem como a relacionada aos sentimentos heterossexuais. Você transgride a lei da castidade?”

Ele sacudiu a cabeça. “Não, não transgrido.”

Dessa vez, quem suspirou com alívio fui eu. “Obrigado por querer enfrentar esse problema”, disse-lhe eu. “É preciso ter coragem para tocar nesse assunto, e felicito-o por manter-se íntegro.

Quanto à razão de sentir-se assim, não posso responder a essa pergunta. Vários fatores podem estar envolvidos, e eles são tão diferentes quanto são diferentes as pessoas. Algumas coisas, inclusive a causa de seus sentimentos, talvez nunca venhamos a saber nesta vida.

Mas, saber por que se sente assim não é tão importante quanto saber que você não transgrediu.

Se sua vida está em harmonia com os mandamentos, então você é digno de servir na Igreja, gozar da comunhão plena com os membros, freqüentar o templo e receber todas as bênçãos da Expiação do Salvador”.

Ele se sentou mais ereto na cadeira. Eu continuei: “Você se subestima, ao identificar-se principalmente pelos sentimentos sexuais. Essa não é sua única característica; portanto, não dê a ela uma atenção excessiva. Você é, em primeiro lugar e antes de tudo, um filho de Deus, e Ele o ama.

E mais, eu o amo. Meus Irmãos, entre as Autoridades Gerais, amam-no. Lembro-me de um comentário feito pelo Presidente Boyd K. Packer, ao falar àqueles com atração pelo mesmo sexo. ‘Nós não os rejeitamos’, disse ele. ‘Não podemos rejeitá-los, porque vocês são filhos e filhas de Deus. Não iremos rejeitá-los, porque os amamos’.1

Conversamos durante 30 minutos, mais ou menos. Sabendo que não poderia ser seu conselheiro pessoal, encaminhei-o a seus líderes locais do sacerdócio. Então nos despedimos. Pensei ter divisado em seus olhos um brilho de esperança que não estivera ali antes. Embora ele ainda tivesse desafios a vencer — ou simplesmente resistir — senti que ele os enfrentaria bem.

Quando o anjo fez a Néfi uma pergunta a respeito de Deus, Néfi respondeu: “Sei que ele ama seus filhos; não conheço, no entanto, o significado de todas as coisas” (1 Néfi 11:17). Eu também afirmo que Deus ama a todos os Seus filhos e reconheço que muitas perguntas, inclusive algumas relacionadas à atração pelo mesmo sexo, precisam esperar uma resposta futura, talvez na próxima vida.

Infelizmente, algumas pessoas pensam ter todas as respostas agora, e declaram sua opinião abertamente. Felizmente, elas não representam A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Embora eu creia que os membros estejam ansiosos por demonstrar compaixão por aqueles que sentem diferentemente deles, é da natureza humana que as pessoas, quando se deparam com uma situação complexa, tendam a evitá-la. Isso é verdade, particularmente quanto à atração pelo mesmo sexo.

Temos tão poucas informações confiáveis a respeito disso, que os que desejam ajudar sentem-se um tanto inseguros.

Embora reconheça minha própria inadequação a esse respeito, mas no intuito de ajudar, permitam-me oferecer algumas sugestões para auxiliar aqueles que têm pessoas queridas ou amigos que se sentem atraídos pelo mesmo sexo.

Primeiro, vamos ser completamente claros quanto ao que Deus quer para cada um de nós. Ele deseja que tenhamos todas as bênçãos da vida eterna. Quer que venhamos a ser como Ele. Para ajudar-nos a conseguir isso, Ele nos deu um plano. Esse plano é baseado em verdades eternas e, portanto, não se altera de acordo com as tendências sociais do momento.

No centro desse plano está a geração de filhos, uma das principais razões por que Adão e Eva saíram do Jardim do Éden (ver 2 Néfi 2:19–25; Moisés 5:10–12). Eles receberam o mandamento de “[crescer e multiplicar]” (Moisés 2:28), e decidiram cumpri-lo.

Devemos seguir esse mandamento casando-nos e proporcionando corpos físicos para os filhos espirituais do Pai Celestial. É óbvio que o relacionamento com o mesmo sexo não é condizente com esse plano.

Se não houvesse o marido, a esposa e a procriação, não haveria a família (nem para o tempo nem para a eternidade), tampouco a oportunidade de nos tornar como nosso Pai Celestial.

Por diversas razões, casamento e filhos não estão disponíveis imediatamente para todos. Talvez um pedido de casamento não tenha sido feito. Talvez, mesmo depois do casamento, haja a impossibilidade de ter filhos.

Ou talvez não haja, no momento, atração pelo sexo oposto. Seja qual for a razão, as mais ricas bênçãos de Deus ficarão disponíveis, com o passar do tempo, a todos os Seus filhos, se eles se mantiverem dignos e fiéis.

Por meio da fé, do esforço pessoal e da confiança no poder da Expiação, alguns podem resolver o assunto da atração durante a mortalidade e casar-se. Não obstante, outros podem não se livrar da atração pelo mesmo sexo nesta vida.

Como irmãos da Igreja, famílias e amigos, precisamos reconhecer que as pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo enfrentam algumas restrições singulares relativas à expressão de seus sentimentos.

Embora a atração pelo mesmo sexo seja real, não deve haver nenhuma expressão física dessa atração. A satisfação física dos desejos não autoriza a imoralidade de ninguém.

Esses sentimentos podem ser poderosos, mas nunca são tão fortes a ponto de destituir alguém da liberdade de escolher uma conduta digna.

Ao dizer isso, permitam-me deixar claro que as atrações em si, por mais complicadas que possam ser, não tornam ninguém indigno. A Primeira Presidência declarou: “Existe uma distinção entre pensamentos e sentimentos imorais e a participação em qualquer comportamento imoral, seja hetero ou homossexual”.2 Se não puserem em ação essas tentações, não terão transgredido.

A falha em compreender essa distinção leva a pessoa, às vezes, ao desespero.

Sinto compaixão por aqueles que não entendem que todas as bênçãos oferecidas por Deus estão à disposição dos que obedecem às leis nas quais aquelas bênçãos se baseiam (ver D&C 130:20–21).

Ninguém que viva o evangelho deve desesperar-se. A esperança e a paz são originárias do Confortador, e a reação ao desespero é convidar o Espírito Santo a participar de nossa vida.

Imagine que você seja parente ou amigo de alguém que sinta atração pelo mesmo sexo e ele ou ela venha lhe pedir ajuda. O que lhe dizer? O que fazer?

Eu começaria reconhecendo a coragem que trouxe seu filho, filha, irmão ou amigo até você. Reconheceria a confiança demonstrada por ele(a). Conversar sobre esse assunto com alguém de confiança é o primeiro passo saudável para lidar com sentimentos confusos, e é imperativo que esses primeiros passos sejam encarados com compaixão.

Depois, se você for pai ou mãe de alguém que sente atração pelo mesmo sexo, não presuma ser a razão desses sentimentos. Ninguém, inclusive aquele que decidiu enfrentar o desafio, deve culpar-se. Tampouco ninguém deve jogar a culpa em outra pessoa — inclusive Deus. Ande pela fé e ajude a pessoa querida a enfrentar esse desafio da melhor maneira possível.

Ao fazer isso, reconheça que o casamento não é a solução que resolverá todas as situações.

A atração pelo mesmo sexo é intensa e persistente, e forçar um relacionamento heterossexual provavelmente não a modificará.

Ficamos felizes quando alguém que lutava com esses sentimentos consegue casar-se, criar filhos e alcançar a felicidade familiar. Mas há tentativas que resultam em corações partidos e lares despedaçados.

Acima de tudo, mantenham abertos os canais de comunicação. O entendimento entre pais e filhos é uma expressão clara de amor, e o puro amor, expresso generosamente, pode transformar os relacionamentos familiares.

Mas, o amor a uma pessoa da família não inclui tolerar um comportamento inadequado.

É claro que os seus filhos são bem-vindos para viver em sua casa, mas vocês têm todo o direito de rejeitar em seu lar qualquer tipo de comportamento que ofenda o Espírito do Senhor.

Em seguida, levem em conta um princípio aprendido quando se cuida de um jardim. Alguém já disse que, se plantarmos boas sementes, não haverá muita necessidade de usar a enxada para cortar as ervas daninhas.

Da mesma forma, se preenchermos nossa vida com a nutrição espiritual, poderemos com mais facilidade adquirir controle sobre nossas inclinações. Isso significa criar, tanto em particular como publicamente, um ambiente positivo em nosso lar, para que o Espírito seja evidentemente abundante.

Um ambiente positivo inclui: adoração, oração, jejum, estudo das escrituras, serviço e exposição à boa conversação, música, literatura e outros meios de comunicação.

Esse mesmo ambiente se estende a experiências na Igreja. Algumas pessoas que se sentem atraídas pelo mesmo sexo têm temores não-resolvidos e sentem-se ofendidas na Igreja, quando não existe a intenção de ofender. Por outro lado, alguns afastam de seu círculo de amizade os que consideram diferentes.

Quando nossas ações ou palavras impedem alguém de usufruir das vantagens de pertencer à Igreja, nós falhamos perante essa pessoa — e perante o Senhor. A Igreja torna-se mais forte quando nossas ações incluem todos os membros, e nos fortalecemos uns aos outros no serviço e no amor (ver D&C 84:110).

Talvez você se sinta induzido a incentivar aquele a quem está tentando ajudar a procurar um líder do sacerdócio, que possui as chaves para dar conselhos inspirados. Por favor, faça isso, sabendo que a Primeira Presidência solicitou aos líderes da Igreja que conversem a respeito desses assuntos confidencialmente e com uma atitude de amor cristão. 3

Não faz muito tempo, recebi uma carta de um homem de uns 30 anos que luta com a atração pelo mesmo sexo. Sua luta não foi fácil, e ele ainda não se casou. Mas ele escreveu: “O Senhor me ajudou a enfrentar minhas circunstâncias atuais e estou satisfeito em fazer o melhor possível para deixar minha vida nas mãos Dele”.

Choro de admiração e respeito pela fé e coragem desse homem, que convive com um desafio que nunca enfrentei. Eu o estimo, assim como a milhares, homens ou mulheres que, como ele, “lutam o bom combate” (I Timóteo 6:12). Recomendo sua atitude a todos os que lutam — ou que ajudam outros que lutam — contra a atração pelo mesmo sexo.

A Primeira Presidência e o Quórum dos Doze Apóstolos prepararam um livreto para os que se sentem atraídos pelo mesmo sexo. Intitula-se God Loveth His Children [Deus Ama Seus Filhos] (item nº 04824). Se o livreto já existir em seu idioma, você pode obtê-lo no centro de distribuição local, ou acessá-lo no site www.lds.org/ same-gender-attraction.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*