Como ajudar um adolescente a superar a ansiedade

24 de abril de 2018

  |  Tempo de leitura: 8 minutos

Crise de ansiedade ou ataque de pânico é o momento em que os sintomas da ansiedade se manifestam de forma abrupta e intensa. Assim, são caracterizados principalmente por taquicardia, respiração irregular, medo e tremores no corpo.

Na maioria das vezes, quem sofre de crise de ansiedade já possui um histórico de ansiedade generalizada ou síndrome do pânico, resultando no descontrole das emoções e da respiração diante de alguma situação de estresse ou traumática.

Como Ajudar um Adolescente a Superar a Ansiedade

O que é crise de ansiedade?

É comum se sentir ansioso em diversas situações cotidianas, como na expectativa para algum encontro, na preparação de um trabalho importante ou no recebimento de alguma notícia. Entretanto, quando isso se torna frequente ao ponto de dificultar tarefas diárias, a ansiedade deixa de ser uma característica para se tornar um transtorno.

Cerca de 20 milhões de brasileiros sofrem de algum transtorno de ansiedade. Na maioria das vezes os quadros de ansiedade começam na infância ou na adolescência, mas pode começar na idade adulta.

O transtorno de ansiedade generalizada (TAG), contudo, é considerado patológico, comprometendo a saúde física e emocional.

As preocupações e medos passam a se tornar constantes e irreais, ultrapassando os perigos verdadeiros.

Quando essas sensações dominam a mente e gatilhos específicos são ativados, podem gerar a crise de ansiedade, ataque de ansiedade ou ataque de pânico. Então, essa crise é caracterizada por uma profunda sensação de insegurança, medo e descontrole.

É como um curto-circuito gerado no corpo e na mente, provocando uma descarga de noradrenalina e adrenalina pelo organismo. Essas substâncias são responsáveis, junto com outros processos, pelas manifestações físicas da crise, que duram poucos minutos em alta intensidade.

Sintomas da crise de ansiedade

No momento em que esse alerta é gerado, alguns sintomas mais comuns podem ser percebidos. Entre eles, estão:

  • Palpitação, coração pulsando forte ou acelerado;
  • Sensação de garganta fechada;
  • Suor;
  • Tremores;
  • Falta de ar;
  • Sensação de desmaio;
  • Náusea ou desconforto abdominal;
  • Formigamentos;
  • Dor ou desconforto no peito;
  • Calafrios e sensação de calor;
  • Sentimentos de irrealidade;
  • Sensação de afogamento ou sufocação;
  • Despersonalização (sentir-se fora de si mesmo);
  • Medo de perder o controle ou enlouquecer;
  • Medo de morrer.

Como Ajudar um Adolescente a Superar a Ansiedade

Essa demonstração extrema de tensão dificilmente acontece uma só vez para quem possui histórico de ansiedade ou pânico.

Muitas vezes associado ao transtorno conhecido como agorafobia, os ataques de pânico ou crises de ansiedades podem acontecer devido à uma situação específica de estresse ou momentos traumáticos.

Ou seja, estando em um local muito movimentado, um espaço fechado, em um meio de transporte, em pontes ou alturas elevadas.

Algumas vezes a crise de ansiedade aparece sem aviso e sem motivo aparente, apenas como consequência do transtorno de ansiedade generalizada, como uma descarga de emoções acumuladas. Aproximadamente 70% dos casos de crise está associado à depressão e pode levar a outros transtornos, como a síndrome do pânico ou o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC).

Como diferenciar os sintomas da crise de ansiedade do infarto?

Quem está passando por uma crise de ansiedade costuma relatar uma forte sensação de dor no peito, muito parecida com a do infarto. O ataque cardíaco acontece quando as artérias que irrigam o coração sofrem algum problema, como o entupimento, e são impedidas de levar sangue até o músculo, que começa a morrer. A dor intensa no tórax é consequência dessa ação.

Essa pressão forte no peito desencadeia, logo em seguida, dores nos ombros, nos braços, no queixo e no abdômen. A sensação se diferencia dos ataques de pânico no sentido de ser uma pressão mais profunda e associada a outras dores físicas. Além disso, é possível que essa dor se estenda por até 20 minutos.

Como Ajudar um Adolescente a Superar a Ansiedade

Como controlar a crise de ansiedade?

Passar por uma crise não é nada fácil e pode ser extremamente amedrontador. Para quem passa por ataques constantes ou convive com pessoas que têm episódios de crise, é fundamental conhecer formas de aliviar os sintomas e acalmar o paciente até que ela se dissipe. Seguem algumas orientações que podem ajudar nesse sentido:

1. Desvie a atenção dos sintomas

Um dos principais motivos para que a crise de ansiedade se torne mais intensa é começar a se preocupar ainda mais ao pensar nos sintomas que estão surgindo.

A dor no peito começa a parecer como um infarto e isso vai gerando ainda mais medo, acelerando o coração e aumentando o impacto.

É fundamental desviar a atenção dos sintomas e focar em uma atividade específica, como o controle da respiração.

2. Diminua o ritmo da respiração

Assistir nosso peito subindo e descendo rapidamente pode se tornar desesperador. Durante uma crise, começamos a respirar rápido demais, causando hiperventilação.

Nesses casos, é primordial inspirar e expirar lenta e profundamente, a fim de diminuir o estresse e fornecer mais oxigênio ao cérebro, aumentando a concentração. Isso diminui a sensação de asfixia e incapacidade de respirar.

Quando notar que uma crise se aproxima, segure a respiração, coloque uma mão sobre a barriga e a outra sobre o peito e comece a respirar devagar, utilizando o diafragma.

Inspire pelo nariz, segure a respiração por três segundos e expire pela boca lentamente. Você deve sentir o abdômen subindo e descendo.

Mantenha esse ritmo de respiração até sentir relaxamento muscular e clareza de pensamento.

3. Relaxe os músculos

A tendência imediata de uma pessoa passando por um ataque de ansiedade é de contrair os músculos como forma de defesa, entretanto essa contração acaba trazendo mais dores e desconforto, intensificando a sensação de peso.

Depois que a respiração estiver controlada, procure iniciar o processo de relaxamento muscular. Volte a sua atenção para os músculos, relaxando um por vez a partir da expiração.

Comece com a cabeça e o pescoço e passe para as áreas mais afetadas pelo estresse, como o maxilar, boca, nuca e ombros.

4. Se distraia

Outra atividade comum durante uma crise é passar um turbilhão de pensamentos pela cabeça, causando uma sobrecarga emocional. A descarga de adrenalina desperta nosso sistema nervoso e deixa a mente alerta.

A saída para isso é diminuir o ritmo dos pensamentos criando distrações externas a ele. Se estiver com alguém conhecido, tente começar uma conversa e prestar atenção somente nela.

Se estiver sozinho, tente contar de 1 a 10 repetidas vezes, cantar uma música, recitar uma história, fazer listas ou qualquer outra atividade mental que te tire do problema.

5. Use a imaginação guiada

Pense em um lugar que você se sinta em paz e relaxado. Enquanto pensa nesse lugar, continue adicionando detalhes à cena. Foque toda a sua mente no campo da imaginação. Esse tipo de atividade é muito eficiente para desligar sua mente dos sintomas da ansiedade e acalmar a respiração.

Como tratar a ansiedade?

Quando uma crise de ansiedade ou ataque de pânico acontece, a melhor forma de tratamento é entrar em contato diretamente com um psicólogo ou psiquiatra. Se forem muito graves e durarem muito tempo, é  fundamental que um profissional especializado em saúde mental seja contactado.

As crises podem ser sinais de outros transtornos, como a síndrome do pânico ou transtorno de ansiedade generalizada. De fato, um dos tratamentos mais comuns e eficazes é a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Este tipo de terapia é focada no ensino de como identificar e substituir modos negativos de pensar e reagir a situações.

De tal forma que você aprende a reconhecer quando os pensamentos não condizem com os fatos e quais são as maneiras úteis de pensar e reagir. Em alguns casos, o médico ou psiquiatra pode receitar medicações que controlam a ansiedade se outros métodos não tiverem dado resultados aparentes.

Como Ajudar um Adolescente a Superar a Ansiedade

Já passou por uma crise de ansiedade? Sente que alguns dos sintomas associados à ansiedade generalizada se encaixam com suas sensações? Você pode encontrar um psicólogo especializado acessando aqui.

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  • * Atualizado em 02/12/2019

Tatiana Pimenta

CEO e Fundadora da Vittude. É apaixonada por psicologia e comportamento humano, sendo grande estudiosa de temas como Psicologia Positiva e os impactos da felicidade na saúde física e mental.

Cursou The Science of Happiness pela University of California, Berkeley. É maratonista e praticante de Mindfulness.

Encontrou na corrida de rua e na meditação fontes de disciplina, foco, felicidade e produtividade.

Como lidar com a ansiedade em crianças?

A cena é um clássico do começo de ano nas escolas de todo o mundo. Enquanto algumas felizardas recebem apenas um aceno de longe, outras mães, tentando deixar as crianças, enfrentam choro e ranger de dentes de desespero.

Quem não conhece uma criança que parece birrenta? Ou que segue dormindo na cama dos pais depois de grande? Nossas lembranças de uma infância plenamente feliz são filtros. Crescer e adaptar-se ao mundo é essencialmente angustiante, o que causa ansiedade.

Mas, quando a criança não relaxa nunca, não quer sair de casa, não consegue ficar sozinha, sua ansiedade pode ter se tornado doença.

A ansiedade é uma das patologias psiquiátricas mais comuns nas crianças, atrás apenas dos Transtornos de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e de conduta.

Cerca de 10% dos pequenos sofre de algum transtorno ansioso, e cinco em cada dez passarão por algum episódio depressivo por causa dela.

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É necessário estar atento, também, à ansiedade que não chega a ser um transtorno, mas que traz sofrimentos e prejuízos cotidianos, como diminuição da autoestima.

O Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-V) tem um novo olhar sobre os quadros psiquiátricos em geral, em particular os de ansiedade. Antes, separavam-se os de início específico na infância; hoje, estão todos catalogados sem divisão de faixa etária. Isso significa que os transtornos presentes em crianças e adolescentes não são mais vistos como menos graves.

Os mais frequentes na primeira fase da vida são o transtorno de ansiedade de separação, o transtorno de ansiedade generalizada e as fobias específicas (medo de animais, de avião, de elevador…), seguidos pela fobia social e o transtorno de pânico. Apesar da existência de um quadro clínico para cada um, a maioria das crianças apresentará mais de um transtorno ansioso – a chamada comorbidade.

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Quando ansiedade é doença?

A terapia cognitivo-comportamental (TCC), que tem eficácia comprovada no tratamento de distúrbios ansiosos, vê que os indivíduos com ansiedade percebem o mundo como um lugar perigoso, que exige constante vigilância. Além disso, são sensíveis demais a estímulos que sugerem reprovação, e sofrem de autocrítica exagerada.

Coordenador do Programa de Transtornos de Ansiedade na Infância e Adolescência do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da FMUSP, Fernando Ramos Asbahr compara a percepção do ansioso a um sensor desregulado de incêndio, que alaga um prédio inteiro por conta de um riscar de fósforo. “A ansiedade pode até atrapalhar o desenvolvimento, mas o problema é quando altera o dia a dia. A criança não consegue ir para a escola, não entra numa loja, tem problemas de convivência”, afirma.

Pais nervosos, filhos ansiosos

Tanto por características do ambiente em que são criados quanto pela herança biológica, a ansiedade dos pais tem influência crucial na saúde dos filhos.

“O maior fator de risco de uma criança ou adolescente é ter um pai ou mãe ansioso”, diz Asbahr. Há casos em que os pais sentem-se fragilizados frente à prole, e acabam não segurando a barra de ser um ponto de referência e segurança.

É também por isso que o envolvimento dos pais na terapia é fundamental para o sucesso do tratamento.

No transtorno de ansiedade da separação, os adultos têm um papel determinante. Com aparecimento precoce, ele é caracterizado pela dificuldade da criança em ficar sozinha e se adaptar na escola, incompatível com o seu nível de desenvolvimento.

Os sintomas, que acometem principalmente crianças na faixa dos 6 a 8 anos, caracterizam-se por preocupações excessivas quanto aos perigos que envolvem os pais ou a si próprio, relutância em estar desacompanhado deles e a dificuldade em adormecer ou dormir fora.

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“O pai ou mãe ansioso, que acha que o filho vai sofrer na escola, deixa o filho ansioso”, diz Asbahr. Por outro lado, ele afirma que, em certos casos, a ansiedade auxilia no diagnóstico. “Pais que sofreram na infância pensam ‘eu sei o que ele está sentindo, eu tinha isso’. Se a pessoa teve prejuízo pela ansiedade, vai sentir empatia, e isso é bom.”

Usar técnicas de relaxamento e respiração com os pequenos, expor devagar os filhos a circunstâncias diferentes e, principalmente, não se zangar, mas trabalhar em conjunto com as crianças para superar as dificuldades são dicas importantes para os pais.

Tratamento

A TCC costuma ser a primeira escolha para os psiquiatras infantis. “O uso da medicação está associado à intensidade: se não é um quadro tão grave, trata-se de uma segunda opção. Mas se a pessoa não responde, se não há uma participação total do paciente e da família – principalmente no caso de crianças menores -, não funciona.”

Quando esse tratamento não tem sucesso, a combinação de medicação e terapia costuma ser eficaz. São indicados antidepressivos inibidores da captação da serotonina, começando por um período de seis meses, um ano.

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O tratamento não medicamentoso é de exposição: “se a criança tem medo de cachorro, vai se aproximando. O que está por trás da ideia é a pessoa ir se habituando, mudando o significado, tirando a importância do medo.”

Falta muito?

A vida agitada, a agenda lotada e a tecnologia sempre disponível tornaram a paciência uma qualidade que não se desenvolve sozinha. A formação atual das famílias faz com que os filhos, sem irmãos, não tenham que esperar a sua vez para nada.

Crianças não precisam nem ao menos aguardar seu desenho favorito passar na televisão: podem assisti-lo a qualquer hora, em qualquer plataforma e lugar. É comum observarmos os pequenos absortos em tablets e celulares em restaurantes, para que todos jantem em tranquilidade.

As soluções ao alcance de um clique causam ansiedade, e não apenas nas crianças. Isso piora quando os pais, para compensar a menor disponibilidade de tempo, satisfazem todas as vontades da criança. Crer que o mundo é um lugar adaptado aos seus desejos cedo ou tarde traz sofrimento, e constatar que o planeta não gira ao redor deles nem sempre é fácil.

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Ensinar paciência exige envolvê-los nas situações: explicar a necessidade da espera e ensinar brincadeiras que não incluam tecnologia para que se distraiam. É preciso falar sobre o que está acontecendo quando estão no supermercado, por exemplo, em vez de excluí-los dessas atividades.

Ao compreenderem que existe um processo para que as coisas fiquem prontas ou aconteçam, crianças tornam-se mais felizes. A paciência melhora o aprendizado e diminui a ansiedade, já que elas aprendem a ouvir, pensar antes de falar e argumentar.

O gato comeu sua língua?

A timidez, tão comum nos pequenos, é um traço da personalidade em construção que deve ser monitorado. Você provavelmente teve um colega que não se manifestava na classe, ou foi um deles.

Não tirava suas dúvidas, tinha vergonha de falar besteira, de mostrar nervosismo, de se expor.

A inibição comportamental está associada ao medo de novidades, e inclui características como introversão, esquiva e medo de pessoas estranhas.

Protegidos em demasia pelos pais, meninos e meninas com esse perfil tornam-se ainda mais retraídos, formando um ciclo vicioso e ganhando cinco vezes mais chances de desenvolver fobia social. Portadores do transtorno têm pavor de passar vergonha e sofrem de medo persistente ou desproporcional em situações em que julgam estar expostas à avaliação dos outros.

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O mutismo seletivo, quando a criança fracassa ao tentar falar com pessoas que não são de seu círculo mais próximo, também está associado ao temperamento tímido. Por não conseguirem iniciar conversas ou responder, além de se recusarem a abrir a boca na escola, podem ter prejuízos educacionais.

É normal que os problemas passem batido, já que o tímido ansioso não perturba tanto quanto o hiperativo. Mas a angústia ansiosa costuma se manifestar fisicamente.

Ao ouvirem reclamações constantes referentes a disparos do coração, mal-estar gástrico, tremores, certos pais rondam por emergências e hospitais pediátricos sem encontrar explicação para as queixas dos filhos, que está na cabeça e não no corpo.

Este conteúdo foi publicado originalmente na Superinteressante.

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5 dicas para lidar com a ansiedade infantil – Tonia Casarin

Como já falamos aqui, também é possível sofrer de ansiedade infantil, como consequência do mundo agitado. Muitas vezes, são inclusive reflexo dos adultos que estão a sua volta.

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Você nunca ouviu falar em ansiedade infantil? Tem dúvidas de como lidar com esse problema? Vamos conversar sobre isso e muito mais neste post:

Como a ansiedade se manifesta na infância?

A ansiedade infantil pode mudar a rotina de seu filho. Ele acaba faltando à escola, tem noites de insônia e não quer socializar com outras crianças. Isso tudo ocorre por conta dos pensamentos e preocupações que estão em sua cabeça. Se você perceber que isso está acontecendo com frequência, procure ajuda médica.

Muitos pais se frustram diante de situações como essa, ficam com medo de não aguentar a barra. Mas o que nossos pequenos mais precisam nesse momento é do apoio e segurança que só os responsáveis podem proporcionar.

Não existe uma solução para ansiedade que sirva para todas as crianças, já que elas têm inúmeros tipos de medo e fobias. No entanto, existem alternativas feitas por meio de pesquisas que podem ajudá-las. E não se preocupe: essas atividades costumam ser simples de aprender e colocar em prática. 

Para ajudar nesta fase de desenvolvimento do pequeno, aqui estão 5 formas de aliviar a ansiedade na infância:

Como lidar com a ansiedade infantil?

Veja 5 dicas para ajudar seu filho a superar momentos de ansiedade:

Nos períodos de ansiedade, é automático que você diga: “fique calmo” ou, ainda, “confie em mim”. Muitas vezes essas táticas não funcionam e, para piorar, podem deixar a criança ainda mais nervosa. 

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Isso porque quando os processos químicos ocorrem no cérebro em momentos de ansiedade, a parte mais lógica (córtex pré-frontal) é colocada em modo de espera, enquanto a  emocional assume o papel para dar respostas diante de uma situação estressante. Resumindo: seu filho até quer escutá-lo, mas fica muito difícil pensar de forma clara e usar a lógica nesses momentos.

Mas você pode ajudá-lo a pensar com clareza durante crises de ansiedade infantil:

  • Pare: pare por breves momentos e faça algumas respirações profundas com a criança. A respiração profunda pode ajudar a inverter a resposta do sistema nervoso e fazer com que a criança se acalme. Muitas vezes, recomendo que os pais também façam as respirações profundas com os filhos, assim, espelham para as crianças e acabam se acalmando para lidar com a situação também.
  • Enfatize: a ansiedade infantil é assustadora. A criança quer que você perceba isso. Mostre para ela que você entende e que acolhe essa emoção dela.
  • Avalie:  assim que a criança ficar mais calma, é hora de descobrir possíveis soluções. Pergunte a ela o que ela acha que pode ajudá-la a se acalmar ou a lidar com a ansiedade. Encoraje-a a tentar, ainda que não dê certo de primeira. Fale que vocês estão juntos para lidar com esse monstrinho. E que, se alguma estratégia falhar, vocês são criativos e podem pensar em mais de mil ideias!

Aqui é importante que você deixe de lado a sua culpa, você é o melhor pai ou mãe que pode ser! 

Sabemos que a ansiedade por si só já é perturbadora para as crianças, por isso não podemos transmitir para ela que estar preocupada é sinal de algo estar errado. Ensine-as que a preocupação tem um “objetivo”.

Dê como exemplo nossos ancestrais, que quando iam caçar e pegar alimentos, estavam de frente com o perigo. Nesses momentos, o fato de estarem preocupados ajudava-os a evitar ataques de animais.

Hoje não temos a necessidade de fugir de predadores, mas continuamos com o mecanismo de resposta ansiosa: a preocupação.

Ela é um mecanismo de proteção, solta um aviso em nosso sistema para que haja percepção de perigo, e assim nos ajuda a sobreviver.

Explique para o pequeno que a preocupação é normal, e pode ser nossa aliada para proteção. E que isso ocorre com todo mundo. No curso Inteligência Emocional para Pais e Filhos, falo do exemplo da cobra e explico como o medo nos ajudou a chegar até aqui.

3. Encaixe a ansiedade da criança em acontecimentos da vida

Ignorar a ansiedade não vai ajudar. Mas encaixar a ansiedade com os acontecimentos da vida e conversar com a criança sobre essa relação é um fator crucial para restabelecer o equilíbrio emocional.

Para facilitar, podemos criar um personagem, ou um monstrinho.  Esse processo vai tornar a assimilação mais fácil para a criança. O monstrinho da ansiedade pode ficar fora do controle às vezes, mas temos que falar calmamente com ele.

Essa criação do personagem tem vários benefícios – um deles é ajudar a criança a entender essas sensações “estranhas”. De forma lúdica, as crianças conseguem se distanciar da emoção e esse processo pode ajudá-las a restabelecer a lógica, e pensar de forma mais clara. E quem sabe, conseguir por conta própria em uma situação de ansiedade, se acalmar.

 

4. Vamos brincar de detetive?

Usar brincadeiras é uma forma simples e efetiva de lidar com a ansiedade infantil. Ensine a criança a ser detetive dos seus pensamentos e emoções. A preocupação foi a maneira que o cérebro achou de nos proteger do perigo. Às vezes, a mente exagera em situações, para ver se estamos atentos. Você já achou que fosse um animal no chão, mas era somente uma folha caída?

Ajude a criança a aplicar os 3 passos seguintes e descubra com ela o que passa na sua cabeça.

  • Pesque os pensamentos: fale para a criança imagina que cada pensamento que ela tem flutua acima da cabeça numa bolha (como o que você vê em quadrinhos. Agora, peça para ela pegar um dos pensamentos de preocupação e dizer qual deles ela capturou. Se a criança tiver dificuldade de verbalizar um pensamento, dê um exemplo: “Ninguém na escola gosta de mim.”
  • Busque provas e evidências: em seguida, peça para a criança, assim como o detetive, coletar evidências para afirmar ou negar esse pensamento. Dê um exemplo “Eu tive dificuldade em encontrar alguém que quisesse sentar-se comigo no recreio.” Ou para negar a evidência da preocupação “O Antônio e eu fazemos os trabalhos de casa juntos, ele é meu amigo.”
  • Desafie os pensamentos: a melhor e mais divertida maneira de fazer isso é ensinar a criança a ter um debate consigo mesma. Peça para a criança se perguntar “Será que ninguém gosta de você, ou foi somente aquele dia no recreio? Se ninguém gostasse de você, você nunca seria convidado para nenhuma festa de aniversário, o que não é verdade…”

Converse com ela e mostre que tudo bem ela se sentir daquele jeito, mas que isso não significa que ninguém goste dela ou que não tenha amigos. 

5. Não afaste a criança de tudo que causa ansiedade

Afastar seu filho de situações que o deixam ansioso pode parecer a melhor escolha a se fazer, certo? Porém, em longo prazo, evitar a ansiedade pode aumentá-la, além de você não ajudá-lo a lidar com esse monstrinho no futuro.

Como alternativa, tente a exposição progressiva e gradual às coisas temidas. Pegue algum medo de seu filho e crie mini metas para que, no final, ele chegue no objetivo maior.

Todo esse processo pode levar alguns dias, meses ou até anos. Fazendo pequenos avanços, a situação pode deixar de causar desconforto à criança e, depois, disso, você vai passar para o próximo passo da exposição.

Lembre-se de que você é a REFERÊNCIA DE SEGURANÇA AOS OLHOS DA CRIANÇA.

Dar suporte para na hora da ansiedade infantil pode parecer frustrante, mas seu papel é essencial nesse momento de desenvolvimento do pequeno. Não se culpe por seu filho estar passando por essa dificuldade. A ansiedade é resultado de inúmeros fatores, a culpa não é sua! 

Deixe o seu monstrinho da culpa de lado e ajude seu filho com a ansiedade dele. E, se perceber que, apesar dos seus esforços, a criança continua a sofrer de ansiedade, de forma a atrapalhar a rotina e o dia a dia dela, procure ajuda profissional.

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Pesquisa indica que ansiedade na adolescência tem relação com os pais

O olhar é inquieto, as mãos são agitadas e o sorriso não é o que se pode chamar de totalmente natural. A adolescência vem carregada de mudanças e, muitas vezes, as novidades agravam os sinais que o jovem carrega desde a infância. A ansiedade é um das características desta fase da vida, e poucos escapam dos medos que povoam essas cabecinhas.

“Fico pensando se eu vou passar, se vou repetir, qual nota eu vou tirar. Isso me deixa muito nervosa, com a mão suando, gelada”, diz Gabriele Rodolfo, de 10 anos.

“Tenho medo de prova, de tirar nota baixa, de não passar de ano, de decepcionar as pessoas, familiares, nota”, lista Larissa Campos, de 13 anos,

“Fico com medo e muito nervosa, preocupada se eu vou passar, se eu vou repetir”, reforça Larissa Gomes, de 12 anos.

É difícil encontrar um adolescente que não se preocupe com a escola, com a família e com a aparência, porque essa é, naturalmente, uma fase de intensidade. O problema é quando a preocupação é exagerada, que chama a atenção por causar transtornos e por limitar a vida do jovem. É quando a ansiedade deixa de ser leve para se tornar um tormento pesado.

“Os pais podem identificar que a criança já passou do limite suportável quando ela vira um menino que tem um comprometimento na vida social, ou porque ele não vai na casa dos amigos, porque tem medo de se afastar dos pais, ou tem medo de ficar longe e que algo possa acontecer com o pai ou a mãe”, explica o psiquiatra da Infância e Adolescência da Santa Casa do Rio de Janeiro, Fabio Barbirato.

Foi essa dificuldade que levou as quatro meninas à Santa Casa do Rio de Janeiro. Elas não conseguiam ficar longe dos pais. O que elas sentiam era mais que ansiedade: já era um transtorno. Elas relataram o seu drama.

Para a pequena bailarina Thais Lavigne, de 12 anos, a vida se resume a uma palavra: dança. Thais quer se tornar uma profissional e viver nos palcos. Mas a menina talentosa tem o seu limite: onde encontrar coragem para enfrentar o julgamento do público?

“Me deixa ansiosa a apresentação de balé, quando eu vou disputar com outras meninas algum prêmio, e também as provas”, afirma Thaís.

O medo de Larissa Gomes é outro. Ainda pequena, aos 10 anos, ela já cuidava da irmã mais nova quando a mãe saía para trabalhar. Amadureceu antes da hora. Passou a se sentir responsável por toda a família.

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“Fico preocupada quando a minha mãe sai. Fico preocupada se vai acontecer uma coisa com ela. Na maioria dos dias, é assim”, explica Larissa.

“Ela toma o meu lugar. Ela não parece minha filha. Parece a minha mãe”, compara a cozinheira Mônica Gomes Lessa, mãe de Larissa.

O fantasma que habita as noites de Larissa Campos é a insônia. Dois anos em tratamento e ela ainda não venceu a ansiedade que a deixa em estado de alerta permanente.

“Tenho muito medo de dormir sozinha, do que pode acontecer quando eu estiver dormindo. Pode acontecer uma tragédia quando eu estiver dormindo”, diz Larissa.

A menor das quatro é Gabriele Rodolfo, uma menina de aparência alegre, que ao primeiro olhar parece se divertir com outras crianças. Adora estudar em casa, mas na escola a história é outra.

“Começou ânsia de vômito nela, o choro e aquele nervosismo todo. Eu pensava até que era manha dela”, relata a mãe de Gabriele, Fátima Fernandes Rodolfo.

Os pais se separaram. A menina trocou de escola. Foram dois traumas que mudaram o comportamento de Gabriele. A reação foi tão grande que ela ficou todo o ano passado fora do colégio. Para se equilibrar, tomou medicamentos controlados que baixavam a ansiedade. O consumo de remédios de tarja preta entre as crianças brasileiras é um dos maiores do mundo.

O uso do metilfenidato, por exemplo, indicado para crianças com déficit de atenção e hiperatividade, só é menor que nos Estados Unidos, o país que mais consome o medicamento. É uma prática condenada pela pediatra e pesquisadora Maria Aparecida Affonso Moysés, professora da Unicamp,

“Por qualquer motivo, qualquer dificuldade que se enfrente na vida, isso tem sido diagnosticado como doença, um transtorno, um distúrbio, e se dá o remédio, com todos os efeitos colaterais e as reações adversas, que não são poucas. Não são drogas seguras, ao contrário de tudo que se fala”, alerta Maria Aparecida.

Na Santa Casa, onde as meninas se encontram com psicólogas, Gabriele foi orientada a abandonar o remédio e a se tratar somente com a psicoterapia. Ela tem sessões exclusivas para as mães, que descobrem que as filhas podem estar herdando traços familiares.

“Eu vejo a Thais em mim quando eu era criança. Eu era assim, do jeito dela, me preocupava com tudo. Quando a minha mãe saía para a rua, eu ficava com medo: será que minha mãe vai voltar?”, lembra a mãe de Thaís, Célia Santos Lavigne.

“Se ela vai para o pai dela de manhã, dá uns dez minutinhos e eu pergunto como ela está. Ela responde: ‘Mãe. eu já falei que eu estou bem. Nossa, a senhora é muito chata’”, diz outra mãe.

Todas essas mães concordam que a ansiedade delas se transferiu para as filhas.

“Já aconteceu várias vezes de encaminhar também a mãe para tratamento”, afirma a psicóloga Vera Lúcia de Carvalho França, da Santa Casa do Rio de Janeiro.

Será que a ansiedade herdada pelos adolescentes vem só daqueles pais que também são ansiosos? Uma pesquisa feita com adolescentes estudou a maneira com que eles se relacionam com os pais. O resultado foi surpreendente.

A psicóloga Lídia Weber, da UFPR, coordenou a pesquisa com 250 adolescentes de 12 e 13 anos. Um em cada quatro apresentou sinais de ansiedade. No cruzamento com o perfil dos pais, o resultado mostrou que apenas 5% dos adolescentes com sinais de ansiedade disseram ter pais participativos.

“Pai e mãe não basta ficar só tranquilinho. Tem que mostrar atitudes positivas um com o outro. Elogiar e mostrar que valoriza”, assegura Lídia.

Pais muito bonzinhos ou rigorosos demais provocam insegurança nos filhos, de acordo com a pesquisa. Ao todo, 22% dos entrevistados tinham pais com esse tipo de perfil.

“O que às vezes os pais fazem é não escutarem os filhos. Então vem a menina e diz que na festa de ontem tinha champanhe. A mãe já começa a brigar. Proíbe a filha de voltar à festa. Mas a menina nem falou nada. Só falou que tinha champanhe”, exemplifica a psicóloga.

Os pais chamados de negligentes, aqueles que ao mesmo tempo não dão regras e também não demonstram afeto, são de longe os que mais deixam os filhos ansiosos. Foram citados por 73% dos jovens com ansiedade.

“O mundo moderno exige demais de nós, informação de tudo que é lado. Nós temos que estar conectados, ligados, informados em todas as mídias possíveis. Então, isso gera ansiedade em todo mundo. No adolescente também”, acrescenta Lídia.

Essa semelhança de comportamentos entre pais e filhos é estudada no laboratório da PUC do Rio. Cientistas observam cobaias e constatam: as ratas ansiosas não são carinhosas com seus filhotes. São poucas lambidas e pouco aconchego. O resultado é que os ratinhos também crescem com ansiedade. Outra experiência foi colocar os filhotes mais tensos para conviver com as mães mais calmas.

“Esses animais são ansiosos porque nasceram assim ou se tornaram assim?”, pondera J. Landeira-Fernandez, professor da PUC-RJ e UNESA. “Os filhotes dessas mães ansiosas agora vão ser criados por mães que não são ansiosas e aí vamos ver que tipo de resultado vamos observar na idade adulta.”

Será que o resultado desse teste ajudará a entender o comportamento humano? O que já se sabe é que carinho e atenção são excelentes remédios – e sem efeito colateral.

“Eu acho que os pais e os profissionais precisam parar e reaprender a olhar e escutar as crianças, o que eles estão dizendo, por que ela está ansiosa, qual o conflito que ele está sofrendo. É isso que a gente tem que identificar, e ajudar a criança a enfrentar e resolver esse conflito, e não simplesmente sedar com a droga”, resume Maria Aparecida.  

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Como ajudar um adolescente a superar a ansiedade e síndrome do pânico? – MundoPsicologos.com

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  • Como ajudar um adolescente a superar a ansiedade e síndrome do pânico?
  • Feita por >Mônica · 13 jun 2016 Pânico

    Meu sobrinho é adolescente, 13 anos, e não leva uma vida normal.

    Não sai de casa, não quer estudar, come compulsivamente, não tem amigos, é viciado em jogos eletrônicos, quer saciar todos os seus desejos. A família está endividada por conta dele. Para conseguir o que quer, ele se mostra agressivo física e verbalmente.

    Acreditamos que ele faz isso, pois não existe uma figura masculina na casa, pois seus pais são separados e ele se contém na presença de estranhos…

    A melhor resposta 13 JUN 2016 · Esta resposta foi útil a 9 pessoas

    Olá Monica! Adolescência é sempre um período complicado e quando o adolescente não se sente seguro com seus familiares ou amigos ou não conseguiu elaborar algum fato traumático (como abandono, divórcio) tende a buscar “soluções'' para amenizar seu sofrimento ou demonstra-lo, seja com alimentação compulsiva, vivenciando uma realidade virtual através dos jogos ou com comportamentos rebeldes e agressivos. Se tiver oportunidade procure a ajuda de um Psicólogo, a psicoterapia poderá ser fundamental neste momento para que ele comece a elaborar tudo que está acontecendo em sua vida, conquistar o controle de seus impulsos, encontrar motivação para os estudos e amizades. O vínculo com o Psicólogo poderá fornecer não só o suporte necessário neste momento como servir de um ''porto seguro'' para começar a suprir algumas faltas que podem ser existentes em sua vida, como por exemplo, a ausência do pai.
    Quanto antes vocês buscarem ajuda será melhor para ele. Fico a disposição, Maitê Hammoud

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    28 JUN 2016 · Esta resposta foi útil a 7 pessoas

    Olá Mônica, ansiedade pode ser apenas um dos sintomas de algo mais que seu sobrinho esteja passando.

    Não é incomum que conflitos familiares e relações mal estabelecidas desencadeiem sentimentos complicados nos adolescentes, até porque por ser uma fase de transição não é fácil de lidar num ambiente no qual o adolescente não sente suporte.

    Ajuda de um psicólogo ajuda, pois esse profissional irá analisar as relações familiares, conversar com o jovem para entender o que se passa com ele e assim poder orientar bem a família. Boa sorte.

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    13 JUN 2016 · Esta resposta foi útil a 7 pessoas

    Olá Mônica, Apesar de você trazer as dificuldades de seu sobrinho percebo que existe sim uma dificuldade a nível familiar. Tentar suprir a ausência do pai dando a este adolescente tudo que ele deseja o está prejudicando muito.

    É urgente procurar uma psicóloga (o) para ajudar a família a superar essas dificuldades, em geral, primeiramente a mãe será ouvida para depois o adolescente e até outros membros da família.

    Tenho certeza que a psicoterapia pode ajudar a família a encontrar formas mais saudáveis de lhe dar com a ausência paterna.
    Um abraço! Maria Emília Simões

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