Como ajudar seu filho a se concentrar (com imagens)

Como Ajudar seu Filho a se Concentrar (com Imagens)

A motivação é o principal elemento para o aprendizado tanto das crianças como dos adolescentes. Alguns pais acabam ficando ansiosos e preocupados demais por não saberem de que maneira podem ajudar seus filhos.

É importante auxiliar para que ele não veja apenas a importância de tirar boas notas na escola, mas também que entenda a importância que a educação tem em sua vida.

Aborde a importância dos estudos

O seu filho entende a real importância dos estudos ou ele acredita que estudar só é necessário para tirar boas notas nas provas e passar de ano? É natural que, pela sua pouca idade, ele não consiga avistar os efeitos que a educação pode proporcionar ao seu futuro. Por essa razão, acaba pensando que estudar nada mais é que uma tarefa árdua.

Para ajudar seu filho a ter mais motivação na hora dos estudos, é primordial que você o ajude a desenvolver a visão em um futuro próximo, explicando os benefícios que o foco nos estudos pode proporcionar com o decorrer do tempo.

Investir um tempo para salientar ao seu filho, por meio do diálogo, o quanto estudar pode, sim, ser agradável garante benefícios tanto para o futuro do seu filho quanto para o vínculo afetivo entre a família.

Como Ajudar seu Filho a se Concentrar (com Imagens)

Mostre que você pode ajudar

Sabemos que ninguém é bom em tudo, e isso mostra que sempre surgirão matérias e assuntos nos quais os jovens terão mais dificuldade. Por isso mesmo é essencial que os pais coloquem-se sempre à disposição para ajudar quando necessário.

Ao esbarrarem em obstáculos que não conseguem transpassar sozinhos, os estudantes podem criar a equivocada impressão de que são incapazes de resolver algo sem auxílio, o que pode ocasionar, geralmente, em efeitos negativos em relação ao nível de motivação.

É importante se atentar para não ser invasivo, dando autonomia e respeitando seu espaço. Caso contrário, poderá associar sua presença ao momento de estudar, acreditando que só deve fazê-lo quando estiver por perto.

O ideal é mostrar-se interessado em sua rotina educacional e, sem pressão, tentar descobrir em quais aspectos ele sente mais dificuldade para, só então, oferecer ajuda.

Essa postura fará com que seu filho se sinta mais seguro, percebendo que tem com quem contar.

Definam pequenas metas

A verdade é que nós mesmos, adultos, diante de uma tarefa extensa demais ou de difícil realização, tendemos a nos sentir desmotivados só em pensar no tamanho da tarefa que nos espera.

E com a criança ou adolescente não é muito diferente. Seu filho pode, portanto, sentir-se desmotivado para estudar por acreditar que seus afazeres são complexos demais.

A melhor estratégia para ajudá-lo é sugerir que divida a jornada em partes menores.

Ou seja, se seu filho precisa ler um livro de 300 páginas em um determinado prazo, você pode convidá-lo a ler uma quantidade X de páginas por dia, até terminar a tempo. A motivação acaba se tornando uma consequência, já que trabalhar com metas facilmente alcançáveis se torna mais simples e prazeroso.

Estabeleça um sistema de recompensas

Quando falamos em recompensas, muitos pais associam à oferta de dinheiro ou de presentes. Porém, estabelecer um sistema de recompensas não necessariamente requer a entrega de algo material.

Ensine o seguinte a seu filho: a cada pequena meta alcançada, ele terá direito a algo que o faça feliz.

Quer ver um exemplo? Fez 15 exercícios de Matemática? Então pode passar 5 ou 10 minutos fazendo algo que queira, como ver TV ou navegar na internet.

É preciso lembrar que o tamanho da recompensa deve ser proporcional à missão cumprida. Assim, os objetivos singelos alcançados podem dar direito a pequenas recompensas. Seguindo a mesma lógica, grandes missões devidamente superadas levam a recompensas maiores.

Como Ajudar seu Filho a se Concentrar (com Imagens)

Faça com que perceba seu avanço

Estudar e não ter a consciência de seus resultados alcançados pode ser uma grande causa que leva o estudante à falta de motivação. A incapacidade de mensurar seus próprios avanços distancia a realidade do que foi executado e do que ainda precisará executar.

Dessa forma, por mais que estude, seu filho acaba não vendo resultado. E isso faz com que ele não enxergue um objetivo para o esforço que faz. Uma forma de colaborar para que o jovem se mantenha motivado é ajudá-lo a reconhecer seus avanços, mesmo que sejam pequenos. Comemore mesmo em pequenos avanços.

Estabeleça uma rotina

A criança deve perceber que é muito mais proveitoso estudar um pouco por dia do que deixar para estudar na última hora, na véspera de uma prova, por exemplo. Estudar por uma hora diariamente é um ótimo período e garante que esse hábito seja construído gradativamente.

Conforme o número de matérias vai avançando, a duração do período estabelecido também deve aumentar. Se a criança ainda está no primeiro ciclo do Ensino Fundamental, o brincar ainda pode ter um espaço maior no dia a dia dela.

Como Ajudar seu Filho a se Concentrar (com Imagens)

Organize um espaço para os estudos

Esse espaço deve ser aproveitado, de preferência, em um horário fixo e nobre do dia. É recomendado um lugar tranquilo, iluminado, limpo e organizado para o momento, onde nada possa tirar a concentração da criança. Televisão, videogame ou o irmãozinho mais novo fazendo bagunça devem ficar longe. Materiais de consulta, como livros e acesso supervisionado à internet, ficam perto.

Contudo, a família estar presente é o fator principal e o motivador fundamental do estudante. Isso fortalece sua segurança e determinação. Por fim, oriente seu filho sobre onde e como pode buscar informações sobre o assunto que tem de pesquisar. Mas deixe que ele se interesse e procure pelo tema sozinho, apenas ofereça seu auxílio quando precisar.

Meu filho não se concentra durante a brincadeira

Como Ajudar seu Filho a se Concentrar (com Imagens)

Mamães, os filhos de vocês se concentram durante as atividades? É muito comum ouvir “meu filho não se concentra durante a brincadeira” ou até mesmo na escola.

Sabemos que a concentração das crianças é muito curta. Crianças pequenas então, não conseguem se concentrar por muito tempo em uma única atividade ou brinquedo. Vejo pelos meus exemplos aqui em casa. Leo já fica mais tempo concentrado em alguma atividade que se propõe a fazer. Já o Caê… rs

Mas será que existe uma forma de melhorar a concentração e atenção da criança? Nesse post, você vai ver que sim. Alessandra Palazzin e Graziela Faelli, do Tempo Mágico e nossas colunistas aqui do MdM, explicam que concentração é uma habilidade. E como toda habilidade, precisa ser desenvolvida. Abaixo, você confere 5 dicas para ajudar a criança a desenvolver a concentração.

Imagine a cena: uma mãe separou 30 minutos para brincar com seu filho mas ele permanece apenas 5 (ou até menos) na mesma brincadeira.

Num primeiro momento ela fica frustrada e desmotivada porque sente que não tem criatividade suficiente para permanecer ali os 25 minutos restantes… e depois vem uma certa preocupação: “por que meu filho não se concentra? Será que isso é normal?”, ou ainda, “como fazer para ajudar meu filho a se concentrar durante a brincadeira???”

Esse é um relato frequente de muitas mães que nos procuram no Tempo Mágico, já aconteceu com você também?

A primeira coisa que precisamos esclarecer é que a concentração é uma habilidade que requer aprendizado. Portanto, exige treino.  Isso significa que é normal os bebês ficarem apenas alguns segundos focados em uma mesma atividade e esse tempo ir aumentando gradativamente conforme eles crescem e têm a possibilidade de treinar essa habilidade.

Leia também: quanto tempo é necessário para brincar com meu filho?

Na verdade, diríamos que hoje em dia não são apenas as crianças que precisam desse tipo de treino.

Você consegue fazer uma única atividade de cada vez, do início ao fim sem desviar atenção? Será que conseguirá chegar ao final desse texto sem checar alguma mensagem no whatsapp?) Mas além de ser algo que a criança irá desenvolver com o tempo, existem algumas coisas que nós, como pais, fazemos que podem auxiliar no desenvolvimento dessa habilidade (ou, ao contrário, dificultam que nossos filhos a desenvolvam).

Dicas para ajudar a criança desenvolver a habilidade da concentração

1- Dê o tempo necessário para o seu filho explorar

As crianças têm uma curiosidade natural e quando estão em processo de descoberta (algo que para elas é extremamente motivador), elas se mantêm concentradas sem muito esforço. A questão é que muitas vezes nós, pais, na ansiedade de demonstrar algo ou até na dificuldade de esperar todo esse tempo, acabamos interrompendo esse processo.

E apresentamos rapidamente um novo estímulo. Ou seja, muitas vezes somos nós que “quebramos” essa capacidade natural de concentração e contribuímos para que a criança vá procurar outras atividades (mais ou menos o que as redes sociais fazem com a gente também).

Portanto, quando estiver com seu filho permita que ele tenha o tempo necessário de descoberta, sem interferir enquanto ele estiver concentrado.

Leia também:  Como aplicar batom no adobe photoshop: 7 passos

2- Ajude-o a continuar explorando

A partir do momento que a criança deixa de demonstrar interesse por determinado objeto ou por uma brincadeira, não é necessário buscar algo completamente novo.

Ajude-a a redescobrir aquele objeto (uma função, uma característica diferente – “o que acontece quando a gente vira de ponta cabeça?”). Isso vai ajudar com que ela volte a focar a atenção nem que seja por mais alguns minutos.

Lembre-se sempre de que o desenvolvimento da concentração é um processo gradual.

3- Preste atenção ao ambiente que a criança está inserida

Você apresenta para o seu filho um brinquedo de cada vez? Ou ele está sempre rodeado de diversas informações (outros brinquedos, música de fundo ou tv ligada, etc)? Especialmente para alguém que está desenvolvendo a capacidade de concentração o ambiente que a cerca pode influenciar muito nesse processo.

4- Busque o que seu filho já demonstra interesse

Para qualquer um funciona assim, fica mais fácil nos concentrarmos se for algo do nosso interesse, não é mesmo? Isso vale para algum tipo de atividade. Ou, no caso das crianças, os personagens contribuem muito para isso: pintar um desenho do herói favorito é muito mais motivador do que um desenho aleatório.

5-  Promova brincadeiras, atividades que exercitem a concentração

Você não precisa se preocupar o tempo todo com “que tipo de brincadeira estimula o que” mas ter consciência disso já ajuda bastante no desenvolvimento do seu filho.

Brinquedos e objetos que permitem ser “desvendados” ou que exigem um certo raciocínio (como quebra-cabeça, brinquedos de encaixe, etc) normalmente estimulam mais a concentração do que os brinquedos mais “óbvios” nos quais basta apertar um botão e a resposta é sempre a mesma.

A capacidade de nos concentrarmos, de estarmos presentes, hoje em dia é uma dificuldade não apenas para as crianças. Mas, muitas vezes, para nós adultos também. Sobretudo, pela forma como o mundo hoje funciona.

Acima de tudo o nosso exemplo, a nossa capacidade de “desacelerar” pode ajudar e muito nossos filhos a desenvolverem essa habilidade também. Como Ajudar seu Filho a se Concentrar (com Imagens) https://www.youtube.com/watch?v=OdqK60Gc1CM&t=7s

COMO MELHORAR O RENDIMENTO NOS ESTUDOS: DICAS PARA ALUNOS COM TDAH

Todas as crianças terão algum tipo de problema na hora de estudar. Mas, no caso de jovens com TDAH, o desafio vai além. Não se trata apenas de dificuldade sobre uma determinada matéria ou tampouco um dia de indisposição. Falamos de questões sérias relacionadas à atenção, à paciência, ao foco e à organização.

Alguns alunos com TDAH têm dificuldade em completar tarefas monótonas ou exigentes demais. Eles conseguem sim focar em exercícios que consideram interessantes, mas a distração surge forte quando se trata de tarefas tediosas. A procrastinação é penetrante entre os portadores do transtorno e, não supreendentemente, eles podem acabar sabotando o sucesso escolar.1

Tranquilize-se, pois nem tudo está perdido. Com o auxílio de ferramentas, os desafios vão sendo resolvidos um a um. A chave para o sucesso escolar, nos portadores do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade, é justamente detectar os problemas de forma pontual e encontrar soluções específicas para cada um deles. Experimentação é o fundamento aqui.

Vamos ver algumas estratégias para colaborar nesta jornada:

1 – Planeje-se. Você pode usar papel, smartphone ou um calendário no computador. O que interessa é ter um sistema central para registrar o que seu filho (e você) deveria estar fazendo em determinada hora. Estes avisos podem ser visuais ou sonoros, como quiser. O que interessa é que sejam claros e previsíveis – e seguidos à risca.

2 – Agende tudo que for fazer. Coloque absolutamente tudo neste método de planejamento. Aulas, passeios, sessões no médico, momentos de pausa e relaxamento com os amigos.

Desta forma, não será preciso parar para pensar sobre a próxima tarefa, o que abre margem para interrupção ou dispersão.

Esta metodologia, quando seguida, torna as atividades automáticas – e é exatamente o automatismo que estamos buscando.

3 – Adiante e parcele os estudos. Passar a madrugada antes da prova estudando não é apenas estressante, é ineficiente. Nossos cérebros não conseguem absorver as informações aprendidas no último minuto.

Isso ocorre porque a chave do aprendizado é a repetição e os últimos instantes apenas levam à ansiedade, que bloqueia a habilidade de compreender e memorizar informações.

Colocou a data da prova no planejador? Aproveite e planeje também o momento certo para começar a estudar: uma semana antes do grande dia. Parcele estes momentos de estudo em períodos de 15 ou 20min.

4 – Não existe ferramenta ruim. Se funcionou para o seu filho, utilize a ferramenta. Crianças com TDAH frequentemente se sentem mais tranquilas enquanto se movimentam durante as tarefas.

O movimento pode estimular regiões frontais do cérebro e o controle da atenção. Se andar pelo quarto de estudo ajudar seu filho a focar, permita. Use também cartões ilustrados, anotações, cartazes, áudio gravado.

Todos os recursos de memorização visual e sonora, ou até mesmo multissensoriais, são válidos como experimentação.

5 – Recompense. Motivação é a base nesta dica. Sistemas de recompensas ao completar tarefas podem ser altamente gratificantes. Estimule seu filho a concluir as tarefas em prazos bons para todos e o presenteie com uma ida ao futebol ou qualquer atividade que lhe interesse – e seja firme caso o acordo não seja cumprido.

6 – Tenha expectativas realistas. É mais fácil compreender os limites dos seus filhos na infância, quando eles estão sob os olhos dos pais.

Na adolescência, o silêncio pode ser um fator impeditivo para confirmar se as tarefas estão sobrecarregando o jovem, o que pode resultar em resultados reduzidos. Psicólogos podem ajudar bastante nesta parte.

Ao serem mediadores de angústias e expectativas de todos, estes profissionais são capazes de colaborar na construção de planos de estudos mais realistas e eficazes.

7 – Crie o ambiente perfeito. Para alguns jovens com TDAH, espaços quietos e tranquilos são usualmente necessários. Para outros, uma música de fundo pode ajudar.

Você pode escolher uma biblioteca, um parque ou até construir um cômodo na casa específico para isso. Se for preciso usar o computador, não deixe de pesquisar aplicativos e softwares criados para colaborar nesta causa: são vários.

Afinal, a dispersão na internet não é algo exclusivo de portadores de TDAH.

8 – Faça breves pausas. Pessoas com TDAH têm dificuldade de sustentar a atenção por um período maior de tempo. Por isso, pausas constantes ajudam muito. Quando o foco começar a dispersar, é o momento dos 5min de pausa.

9 – Exercícios físicos. Atividade física tem grandes benefícios cerebrais que impactam capacidades ligadas à atenção, memória, planejamento e organização. Praticar exercícios físicos antes dos estudos pode colaborar muito para o cérebro com TDAH. Uma caminhada de 15min já pode ter bons efeitos terapêuticos.

10 – Envolva o professor. Independentemente da idade do seu filho, saber tudo que se passa na escola é um grande desafio. É aqui que o professor entra. Engaje-o a enviar relatórios frequentes sobre seu filho. Reúna-se com os professores e converse sobre o progresso ou as dificuldades dele.

A relação entre pais e professores, quando se trata de alunos com TDAH, é ainda mais importante.

Este diálogo criará clareza sobre mudança de comportamento, poderá colaborar no ajuste de estratégias de estudo em casa e na escola e criará um ambiente mais seguro, onde todos estão colaborando juntos pela saúde do aluno.1

Um breve adendo sobre a importância da escola [dicas para professores]

Logo depois dos pais, os professores são as pessoas mais influentes na vida de um jovem. Quando um professor expressa para um aluno com TDAH que ele é capaz e tem valor, o aluno acreditará. O professor, portanto, precisa ter conhecimento, interesse e abertura para abraçar a situação com os pais.2

Algumas dicas para que vocês, família, possam passar aos mestres:

  • Permita que seu aluno com TDAH sente-se com colegas responsáveis, capazes de ajudá-lo com tarefas e lições.
  • Crie regras para a turma e fixe-as na sala de aula para que todos possam ver. Regras curtas, simples e positivas.
  • Desenvolva e mantenha rotinas para os alunos. Esclareça o que farão quando chegarem pela manhã, como os trabalhos devem ser apresentados, onde as pessoas sentam. Quanto mais estruturado e previsível, melhor.
  • Coloque o aluno com TDAH para sentar mais à frente ou fique próximo dele quando for dar instruções. Assim, o professor poderá controlar distrações.
  • Não impeça que alguns movimentos atípicos aconteçam. Dedos batendo na mesa ou se levantar da cadeira para se espreguiçar ou caminhar podem ser necessários para o aluno com TDAH. Se não atrapalhar a aula verdadeiramente, permita que esta energia seja colocada em movimento.
  • Dê feedback frequente. Alunos com TDAH precisam de feedback imediato. Seja positivo, aponte caminhos e soluções objetivas.3

Fontes

1 A TOOLKIT FOR SCHOOL SUCCESS: 15 STUDY TIPS FOR STUDENTS WITH ADHD. PSYCHCENTRAL. Disponível em: . Acesso em: 30 de agosto de 2018.

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2 HOMEWORK & STUDY TIPS FOR STUDENTS WITH ADHD/ADD. OXFORD LEARNING. Disponível em: . Acesso em: 30 de agosto de 2018.

3 HOW TEACHERS CAN HELP EVERY STUDENT SHINE. ADDITUDE. Disponível em: . Acesso em: 30 de agosto de 2018.

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Como ajudar o filho com os estudos sem atrapalhar

Alessandra Caruso, 39 anos, administradora e mãe de Tatiana, 19, Luciana, 14 e Gabriela, 12.

“Cada um tem seu jeito de estudar”

Cada criança tem uma forma de estudo e de ter responsabilidade com a lição de casa. Não adianta, nós como pais, acharmos que existe uma fórmula. No início me bati um pouco com as meninas. No meu tempo a educação era muito mais rígida e eu criei metas que elas tinham de cumprir. Chegou num ponto em que tudo se perdeu.

Elas cumpriam o que eu pedia, mas não estavam felizes. Foi quando eu decidi procurar ajuda. A minha filha do meio era muito agitada e gosta de fazer esportes. Criei uma regra de que ela só poderia fazer algo diferente se as notas estivessem muito boas.

Sem perceber a estava prejudicando, pois para que ela se concentrasse melhor nos estudos, precisava fazer muita atividade física. Já a minha filha mais velha só conseguia se concentrar com música. Quantas vezes eu me estressei mandando ela tirar o fone do ouvido.

A minha filha mais nova só consegue se concentrar quando fica sozinha fechada no quarto e eu exigia que ela deixasse a porta aberta.

Agora entendo que cada uma delas tem uma necessidade para superar os obstáculos. Só aprendi a respeitar a diferença de cada uma delas depois de me bater muito. Tudo que aprendi com as duas filhas mais velhas aplico com a mais nova.

Eu chegava a ser chata com elas e a gente se desgastava muito. Agora é tudo muito mais fácil. Nunca impus meta para a minha filha mais nova. Nunca precisei pedir ou exigir coisas dela. Sozinha ela foi construindo a sua autonomia.

A ajuda da família pode até atrapalhar o desenvolvimento escolar dos filhos. Veja algumas orientações.

Crie hábito

– Desde cedo comece a criar o hábito de estudar em casa com seu filho. Comece a fazer a tarefa de casa junto com ele e explique o objetivo de se estudar em casa.

Estimule a autonomia

– Com o tempo vá se distanciando da criança. Comece a deixá-la sozinha fazendo a tarefa e interfira somente quando seu filho pedir ajuda.

Não queira ser professor

– Os pais não têm obrigação de dominar os conteúdos escolares. Em caso de dúvida, que não seja sanada com pesquisas, deixe a resposta em branco como uma orientação ao professor.

Nada de memorização

– Os tempos mudaram e os métodos de estudos não contemplam mais a memorização. Então nada de aplicar provar caseiras ou tomar a matéria das crianças.

A tarefa é do filho

– Não responda nem faça a tarefa do seu filho. Você pode estar atrapa­lhando o desenvolvimento escolar dele. Ao invés disso estimule-o a interpretar as questões.

Fontes: Evelise Portilho, doutora em educação e professora do Mestrado em Educação PUC-PR; Laura Monte Serrat, pedagoga, psicopedagoga e mestre em Educação; Jucemara da Costa Carvalho, pedagoga do Centro e Pesquisas do Colégio Bom Jesus; Vera Julião, pedagoga e diretora do Colégio Novo Ateneu.

As donas de casa Sônia Perpétua Fogiato, e Lialis Linhares, ambas de 44 anos, não dão folga quando o assunto é acompanhar os estudos de seus filhos. As duas chegam a sofrer junto com eles em época de provas. Além de praticamente “estudar” ao lado das crianças, as duas têm o costume de tomar a matéria e auxiliar com pesquisas na internet.

Sônia é mãe de Juliana, de 11 anos, que estuda na 6.ª série do Colégio Novo Ateneu. A mãe chega a elaborar provas caseiras, passa matérias para o computador e estuda cerca de três horas por dia ao lado da filha. “Ela não reclama.

A gente se entende bem e o estudo ajuda na nossa relação de mãe e filha. Não é estressante e ela não é dependente. Ela também estuda sozinha no quarto”, ressalta. Sônia diz que a fórmula tem dado certo e o desempenho de Juliana está cada vez melhor na escola.

“Não cobro nota dez dela, mas ela é muito perfeccionista e acha que sempre precisa melhorar”, afirma a mãe.

Já Lialis é mãe de Lucas, 10, e Léo, 7, que estudam no Colégio Positivo. A rotina dela é terminar o almoço e após um pequeno descanso colocar os meninos para fazer a tarefa de casa. “Sou considerada por eles uma mãe muito chata. Sou muito presente e cobro responsabilidade”, diz.

Nesta semana de provas finais, a rotina dos três é um pouco mais estressante. Além da tarefa de casa, os meninos precisam revisar todo o conteúdo abordado da matéria que será alvo de avaliação no dia seguinte.

“Ontem o Léo teve prova de inglês e eu tomei a matéria na cama, antes dele dormir para conferir se ele sabia tudo mesmo”, diz.

Mas até que ponto a ajuda dos pais pode atrapalhar nos estudos? Segundo especialistas, o ideal é ensinar a criança a ter autonomia e hábitos de estudos desde cedo.

Para a doutora em Educação e especialista em Psicopedagogia Evelise Portilho, professora de Pedagogia e do Mestrado em Educação da Pontifícia Univer­sidade Católica (PUCPR), a família deve ajudar o filho a aprender a se organizar, verificar como está o ritmo da criança e ajudar que ele escolha o horário e local para estudar.

“A família tem de ser parceira não só da escola, mas também da criança. Quando a criança precisar de ajuda para a compreensão de algum conteúdo, os pais podem auxiliar, mas nunca fazer a tarefa pela criança”, diz.

A pedagoga, psicopedagoga e mestre em Educação Laura Monte Serrat lembra que quando há questões que a criança ou os pais não conseguem responder durante a tarefa de casa, o correto é retornar para a escola e sanar as dúvidas com o professor, em sala de aula. “O importante não é só entregar a tarefa correta e pronta.

O importante é aprender e é papel da escola auxiliar na aprendizagem”, diz. A pedagoga e diretora do Colégio Novo Ateneu, Vera Julião, ressalta que os pais têm de entender que não são professores dos alunos e que essa falta de compreensão pode gerar alguns conflitos. “É aí que os filhos começam a dizer que a professora ensinou diferente.

As dúvidas precisam ser resolvidas com o professor”, diz.

Mesmo sem morar na mesma casa do filho, o empresário Fábio Pos­­tiglione, 44, cobra a responsabilidade de fazer a tarefa de casa de Gabriel, 12, que estuda na 6.ª série do Colégio Sion. O garoto passa os fins de semana e almoça duas ve­­zes por semana na casa do pai.

“Quero sempre saber como ele está na escola. Sempre peço para ele exer­­citar aquilo que aprendeu na sala para eu acompanhar”, comenta. Fábio conta que Gabriel tirou uma nota vermelha em Mate­mática neste ano. “Fiquei bem em cima, fui conversar com a coordenadora e deu resultado.

A nota melhorou e o boletim veio até com elogio”, diz.

A pedagoga Jucemara da Costa Carvalho, do Centro de Pesquisas do Colégio Bom Jesus, afirma que nos casos de dificuldade de aprendizagem por parte da criança, a família tem de buscar ajuda na escola e, se for o caso, ser encaminhada para um profissional.

Como ensinar a criança a aprender e não a memorizar

São muitos os benefícios de aprender, por exemplo, uma poesia ou uma canção infantil de memória, e é verdade que todos os adultos recordam alguma da sua infância, mas também é certo que, às vezes, não entendíamos bem o que queriam dizer e só entendemos ao chegar à idade adulta. Está claro que sempre vai bem exercitar a memória, mas também é fundamental compreender o que lemos. Dito isto acredito que a memória sempre estará presente em todo aprendizado.  

 

Ainda que não sejamos conscientes, a memória visual nos ajuda na hora de estudar ou ler um texto. Recordar onde está determinada palavra ou a imagem que acompanha os textos pode nos ajudar muito nessa tarefa. 

Por experiência própria, sei que visualizar as imagens e associá-las às ideias é uma ajuda inestimável na hora de aprender.  

De acordo com o crescimento, as crianças vão adquirindo mais informação do mundo que lhes rodeia e sua curiosidade infantil é fundamental na sua aprendizagem. Quando chegam à escola começa o aprendizado mais relacionado a algumas normas e uns conteúdos estabelecidos que devem aprender, e está nas mãos dos adultos a experiência de continuar aprendendo não se torne chato e um peso para eles. 

– Para que a criança possa se concentrar mais facilmente devemos fazer que seu local de estudo seja confortável e não haja distrações, por exemplo, com a televisão ligada seria difícil. Por isso, devemos criar um ambiente tranquilo e relaxado. 

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– Se forem se acostumando a cada dia a utilizar uma parte do seu tempo para ir se concentrando em aprender, quando forem crescendo não será difícil para eles porque já fará parte da sua rotina. 

– Penso que a criança deve descansar, brincar, jogar, fazer alguma atividade esportiva, teatro, etc. que seja lúdica e que lhe ajude a relaxar antes de se colocar diante de um livro. 

– Quando são bem pequenos os pais devem ajudá-los a distribuir melhor o seu tempo. 

– Os filmes, os contos e as poesias infantis são ferramentas indispensáveis para começar a motivar-lhes porque criam um vínculo afetivo e emocional que dão estabilidade às crianças. São ideais para transmitir as mensagens que queremos.

Através deles, a criança compreenderá, assimilará e raciocinará e como consequência reterá, e caso não consiga, nós estaremos ali para ajudar-lhes nessa tarefa fazendo-lhes perguntas e respondendo às suas dúvidas. É muito importante que eles nos expliquem com suas próprias palavras.

Isso significará que tenham compreendido. 

– Um truque para que possam compreender a mensagem, quando num texto tenha alguma palavra ‘complicada’, pode ser substituí-la por um sinônimo que lhes resulte mais próximo, ou acompanhá-lo de uma imagem representativa do conceito. 

– Creio que para aprender, sempre que seja possível, é importante ir ao ‘terreno do jogo’, estudar as estações do ano, por exemplo, é muitíssimo mais ameno e se compreenderá melhor se temos a possibilidade de sair a campo, tocar e cheirar as flores, as folhas, as árvores, ver os animais, etc. Penso que em toda aprendizagem os sentidos devem estar presentes. Outra maneira indiscutível de que aprendam sem se dar conta, como tantas vezes temos dito, é através dos jogos, pois se aprende de maneira natural e sem esforço e lhes ajudará a ser criativos. 

  • Para terminar eu deixo uma frase de Aristóteles: ‘O que temos que aprender o aprendemos fazendo’. 
  • Marisa Alonso Santamaría
  • Poetisa

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8 técnicas de memorização que vão ajudar seu filho no vestibular

Como o conteúdo exigido para as provas de vestibular e do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) é bem extenso, guardar tudo é praticamente impossível.

E o pior é que somado a esse contexto ainda está a falta de técnicas de memorização adequadas, que acaba desestimulando os estudantes e gerando mais insegurança.

Quer dar uma mãozinha para seu filho nesse sentido? Pois foi justamente pensando em ajudar mães e pais nessa fase que resolvemos listar aqui algumas dicas e ensinar técnicas simples (mas eficazes) para facilitar os estudos de seus filhos. Então confira e aproveite!

Dicas de estudo

Antes de efetivamente apresentarmos as técnicas de memorização que separamos, vale repassar a seu filho as dicas abaixo, que já podem melhorar os estudos e facilitar a memorização das matérias. Veja só:

Sono

O sono é absolutamente crucial para o armazenamento da memória e, consequentemente, a efetivação do aprendizado. Por isso é tão importante que seu filho descanse bem. Nesse sentido, vale lembrar que o recomendado são 8 horas de sono por dia.

Alimentação

Muitos estudantes tendem a pular refeições na ânsia de estudar toda a matéria de uma vez ou por terem deixado muita coisa para a última hora. E a verdade é que, quando o organismo fica muito tempo sem se alimentar, o metabolismo automaticamente sofre um retardo. Com isso, o poder de concentração diminui.

Organização

Para facilitar o trabalho do cérebro, que deve permanecer totalmente focado nos estudos, o ideal é que seu filho esteja em um ambiente organizado e com tudo o que precisa a seu alcance.

Regularidade

Ter disciplina com horários e manter a regularidade dos estudos facilita o aprendizado e, como consequência, a memorização das matérias estudadas. Procure então educar seu filho a administrar o tempo disponível para cumprir um plano de estudos regular.

Técnicas de memorização

Depois de ter preparado o espaço, cuidado do descanso e da alimentação, além de ter definido um bom plano de estudos, seu filho poderá mergulhar nos cadernos e livros seguindo as seguintes técnicas de memorização:

Apostar na concentração

Seja em sala de aula ou durante os estudos em casa, manter-se concentrado é extremamente importante para seu filho memorizar as matérias. Mas, na prática, cada um prefere se concentrar de uma forma.

Algumas pessoas têm a necessidade de se isolar em um ambiente silencioso, enquanto outras preferem estudar ouvindo música, por exemplo.

Em serviços de streaming de música (como o Spotify) há playlists direcionadas justamente a quem está estudando ou precisa se concentrar. Vale dar a dica para seu filho, não acha?

Ser questionador

Incentive seu filho a assistir às aulas da escola ou do cursinho de forma questionadora.

Ele precisa entender que não deve sair de sala com nenhuma dúvida, para isso argumentando sobre o tema sempre que preciso. O envolvimento em debates é uma excelente ferramenta para a memorização.

Já dizia Benjamin Franklin, no século 18: “diga-me e eu esquecerei, ensina-me e eu poderei lembrar, envolva-me e eu aprenderei”.

Definir horários

A dedicação ao estudo deve se concentrar nos momentos antes de dormir e logo após acordar. Isso porque, nessas horas, o cérebro libera substâncias químicas que facilitam a memorização das informações.

Usar as 3 memórias

Nosso cérebro trabalha, basicamente, com 3 tipos de memória: a visual, a auditiva e a sinestésica. O ideal é que um mesmo conteúdo de estudo seja abordado nessas 3 formas para facilitar o processo de memorização do estudante. Seguem alguns exemplos:

  • Memória visual: procure assimilar o conteúdo estudado com imagens — podem inclusive ser as imagens da própria matéria, mas o mais interessante mesmo é realizar correlações entre conteúdos e fatos alheios a ela.
  • Memória auditiva: ao reler textos, recomende que seu filho o faça em voz alta, acionando esse tipo de memória, sendo que o mais recomendado é que essa prática seja realizada apenas a partir da segunda leitura do conteúdo.
  • Memória sinestésica: quando seu filho realizar a leitura em voz alta, instrua-o a fazer movimentos com o corpo ou gesticular com as mãos, de forma que o cérebro acione o terceiro tipo de memória. Outra sugestão é que ele explique o conteúdo para outras pessoas.

Conectar as informações

Assim como o ideal é trabalhar os 3 tipos de memória, é interessante intercalar as informações armazenadas no cérebro.

Assim, se seu filho estiver estudando um assunto histórico, recomende que se lembre de determinada viagem ou de uma atividade de arte, como a visita a um museu cheio de artefatos relacionados ao tema.

O uso de assimilações é bem funcional para quem tem dificuldade de memorizar qualquer tipo de informação.

Fazer anotações

Escrever também é um ótimo exercício para a memória visual, sabia? Por isso, oriente seu filho a sempre ler, reler e fazer anotações sobre o que entendeu.

E à medida em que ele for relendo, também é recomendado que vá identificando palavras-chave, que devem ser agrupadas de acordo com matéria e tema.

Ao final dos estudos, essas anotações devem ser revisadas para concretizar o aprendizado.

Repetir os exercícios

Repetir exercícios e simulados é uma boa técnica de memorização de conteúdo, principalmente se o estudante tiver errado a resposta anteriormente.

Se a atividade envolver cálculos, o interessante é refazer os exercícios ou usar outros similares a cada 5 horas, durante 4 dias consecutivos.

Assim vai ficar difícil é esquecer as fórmulas depois! O estudo de outros conteúdos deve ser repetido após uma hora e, novamente, 24 horas depois.

Aprender outro idioma

Em uma academia de ginástica, à medida em que o corpo se acostuma com os pesos, vai-se aumentando o grau de dificuldade.

Pois o mesmo deve se fazer com o cérebro! Novas línguas ajudam a expandir seu poder de sinapses, uma vez que pensar em um novo idioma é mais difícil que pensar em um idioma já dominado.

Isso sem falar que nunca será demais para seu filho aprender uma nova língua, não concorda?

Essas dicas são ótimas para que seu filho memorize tudo o precisa para tirar aquele notão nos vestibulares e na prova do ENEM.

Mas é importante que haja dedicação e força de vontade! Caso contrário, não haverá técnica de memorização alguma que faça milagre.

Portanto, ajude-o a ter mais motivação para estudar e conscientize seu filho de que o mais importante é compreender as matérias e não apenas decorá-las, ok?

Que tal aproveitar o embalo e conferir mais dicas sobre o assunto? Então não deixe de conferir nosso post sobre como os pais podem ajudar na preparação dos filhos para o vestibular e o ENEM!

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