Como ajudar seu cachorro a lidar com a morte de outro cachorro

Tudo Sobre Cachorros > Psicologia > Meu cachorro morreu, e agora? Como lidar com a morte de um animal de estimação

“Um animal de estimação reflete o afeto que investimos numa relação que nos ensina a ser generosos e a exercitar a capacidade de cuidar”.

(Silvana Aquino)
 
Todos os seres vivos um dia irão morrer, portanto um dia você terá que dizer adeus ao seu animal de estimação. Infelizmente, a expectativa de vida dos animais, mesmo sendo eles muito bem tratados, é curta em relação ao tempo que o dono viverá.

Por isso, é frequente os donos de animais de estimação terem que lidar com a morte de um ou mais animais ao longo da vida.
 

Os animais de estimação participam da vida cotidiana de várias famílias durante anos.

Para muitas pessoas eles são verdadeiros companheiros, pois não criticam nem julgam; ajudam a amenizar o stress, pois estão sempre prontos para a brincadeira; e são uma fonte inesgotável de afeto e carinho, pois estão por perto, tanto nos momentos de alegria quanto nos momentos de tristeza. São por estas razões que as pessoas se apegam aos animais, criando laços profundos de afeição e amizade.

 

Veja como você pode lidar com a morte do seu cachorro:

Elaborar a morte de um gato, cachorro, ou qualquer outro bichinho de estimação pode ser uma tarefa difícil. Estudos sobre as reações à perda de um animal de estimação mostram como é forte o apego desenvolvido.

Usando o modelo da teoria de apego de Bowlby (citado em Archer, 1996), Parkes (citado em Archer, 1996) se referiu ao pesar de perder um animal de estimação como o custo de perder uma pessoa amada.

O processo de luto envolve angústia, pensamentos e sentimentos que acompanham o lento processo mental de se despedir de uma relação estabelecida.

Evidências sistemáticas indicam que há claros paralelos entre as variadas reações que as pessoas apresentam seguidamente à perda de um animal de estimação àquelas sentidas por uma perda de um relacionamento entre humanos (Archer, 1996). Provavelmente, você vivenciará as fases do luto, pois a dor da perda de um animal de estimação é a similar à dor causada pela perda de um ente querido, pois ocorre um rompimento de vínculo afetivo. (Bertelli, 2008).

 

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Para Baydak, quando a perda está de acordo com as normas sociais, o luto individual é suportado pela rede social, o que facilita tanto o processo de luto quanto a coesão social. Quando isso não acontece, e a sociedade não reconhece e nem legitima o luto, as reações de estresse podem ser intensificadas, e os problemas relacionados ao luto podem ser exacerbados. Em caso de animais de estimação, normalmente frases como “Era só um cachorro…” mostram esse não reconhecimento. A morte do animal é tratada como um acontecimento trivial e de pouca importância. Baydak fala também que além do luto social não-autorizado existe o luto intrapsíquico não-autorizado. Nós internalizamos crenças, valores e expectativas sociais. Está implícito no comentário “Era só um cachorro…” que os animais não são dignos de luto e a noção de que há algo inerentemente errado com alguém que entra em processo de luto após a morte de um animal. Assim, quando um animal de estimação morre, muitos donos estão totalmente despreparados para a intensidade de seu luto, e ficam embaraçados e com vergonha dele. A sociedade tende a dar mais suporte à criança que perde um animal de estimação do que a um adulto. (Bertelli, 2008).
 

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Eu tive a honra de entrevistar a Psicóloga Déria de Oliveira, uma estudiosa do assunto, sobre questões que permeiam este tema. Abaixo seguem os principais pontos da entrevista.

Por vezes os donos de animais de estimação sentem que não possuem “autorização” para chorar e se entristecerem pela morte de seu animal. Por que a nossa sociedade, em sua maioria, não considera que um indivíduo possa estar de luto pela morte de um animal de estimação? Este é um tipo de luto não autorizado?

O luto pela morte do animal de estimação, segundo Doka (1989) está na categoria dos lutos não autorizados, porque é uma perda não reconhecida pela sociedade. No entanto, os animais estão presentes em diversos arranjos familiares.

Sendo assim, por que a perda do animal não teria passado a ser reconhecida pelas pessoas do mundo contemporâneo? A partir deste questionamento e de outros foi desenvolvida minha pesquisa para a tese de doutorado, sob a orientação da Profa. Dra. Maria Helena Pereira Franco.

Dos 360 participantes que responderam à pesquisa disponibilizada na internet, 171 (47,5%) consideravam que o luto pelo animal é reconhecido pela sociedade e 189 (52,5%) responderam que a perda pela morte do animal não é aceita, porque para algumas pessoas o enlutado tem de ser comedido no luto e não pode deixar de comparecer aos seus compromissos laborais, escolares e outros.

O reconhecimento do luto do tutor do animal falecido, ou desaparecido, será facilitado se as pessoas que o cercam: a) forem empáticas; b) consideram o animal como integrante da família; c) formam ou formaram vínculo com um animal de estimação.

Em seu estudo, você se deparou com um dono de animal questionando-se sobre se ele tinha o direito de ficar de luto?

Sim. Foram realizadas entrevistas presenciais com seis enlutados, cujos animais tinham falecido há menos de 12 meses da data da entrevista. Dois entrevistados traziam muitas reflexões nesse contexto, pois estavam sofrendo muito pela morte do animal e as pessoas próximas diziam que não podiam ficar do jeito que estavam, ou seja, enlutados.
 

O processo de luto pela perda de um animal de estimação segue os mesmos padrões do processo pela morte de um humano? O dono do animal pode vivenciar as mesmas fases do luto?

Não diria que existe um padrão no processo de luto pela morte do ente querido, humano ou animal.

Pode-se constatar que as reações tais como: negação, culpa, ansiedade de separação, raiva, entorpecimento, entre outras estão presentes em ambos os processos de luto, pois surgem diante da perda de um ser significativo; porém não ocorrem em uma sequência linear ou com presença obrigatória de todas as reações.
 

Quando um indivíduo vivencia uma perda que não é reconhecida ou socialmente apoiada ele pode vivenciar o luto complicado?

Sim, porque geralmente o suporte social é um fator de proteção para luto complicado. Os rituais de despedida que estão presentes na morte do ente querido humano são praticamente ausentes na morte do animal de estimação.

E muitas vezes, o enlutado ainda tem de ouvir: “era só um cachorro” ou outro animal. Uma das entrevistadas, cujo animal tinha morrido quatro meses antes da data da entrevista, disse que seu coração doía de saudade.

Somente o enlutado conhece o significado que o animal tinha em sua vida, apenas ele é capaz de saber o quanto está doendo o que foi perdido.
 

Quanto tempo o luto pela perda de um animal de estimação pode durar?

Não existe um tempo determinado, o luto pode durar dias, semanas, meses ou anos. Dependerá da relação que o tutor tinha com o animal, da interação da díade, se existia vínculo ou não; da história de vida do tutor em relação às perdas que precederam a do animal; da causa da morte do animal, entre outros fatores.
 

Como Ajudar seu Cachorro a Lidar com a Morte de Outro Cachorro

(Bisteca morreu de câncer em 2011. Foto by Lilian Din Zardi)

 

O que fazer para amenizar a dor da perda?

É importante que o tutor reconheça a própria dor e busque apoio no seu grupo de convívio, no qual existe aceitação pela perda de animal. Aos poucos ele se reorganizará, com novas atividades e projetos, e, em alguns momentos de lembranças do animal falecido, poderá ter reações de pesar. Caso sinta necessidade, pode procurar também o atendimento psicológico.
 

Quando o animal está gravemente enfermo com uma doença sem possibilidade terapêutica de cura e a eutanásia é melhor opção, como lidar com a culpa? Qual é a melhor forma de lidar com esse sentimento?

É recomendado que todas as dúvidas dos tutores fiquem esclarecidas pelo médico veterinário, antes de obter a autorização para a eutanásia, bem como seja permitida a presença dos tutores no momento do procedimento se eles desejarem. No entanto, estas condutas não garantem que os tutores não terão o sentimento de culpa.

Uma das entrevistadas que passou por esse processo disse que foi a pior decisão de sua vida. Para Ross e Baron-Sorensen (2007), a opção pela eutanásia do animal pode ser a primeira vez que a pessoa considera a cessação da vida. A culpa pode estar presente mesmo que não tenha sido necessária a eutanásia. É uma das reações comuns diante da perda.

É difícil dizer qual a melhor forma de lidar com o sentimento de culpa de maneira generalizada, porque para cada díade tem uma questão singular do tutor, que costuma ser: “e se eu tivesse feito isso” ou “se eu não tivesse feito aquilo”. E, por fim, com frequência ele percebe que qualquer atitude em relação ao amado animal foi com o melhor dos propósitos.

Algumas vezes, quando a autoacusação é constante e duradoura, com prejuízo das atividades, o atendimento psicológico é indicado.

Alguns escolhem ter um novo animal logo após a perda. Essa atitude ajuda na elaboração do luto?

Depende da condição que ocorre a aquisição.

Se não for para evitar lidar com a perda, e se for por própria vontade do enlutado, é uma atitude positiva no processo de luto, que permitirá que o enlutado se dedique às atividades com o novo animal, fazendo comparações saudáveis com o animal falecido.

A atitude é negativa se não for desejo do enlutado. Quando imposta por terceiros, o enlutado poderá fazer comparações no sentido de que o animal falecido era muito melhor do que o atual, com rejeição total ao novo animal e até abandono.
 

E quanto às crianças, elas devem participar e ajudar no funeral do animal de estimação?

É relevante que a criança participe dos rituais de despedida do animal. Mas a criança deve ser respeitada se não quiser estar presente.

Para Zawistowski (2008), a morte do animal pode ser sua primeira experiência de morte e os pais precisam ser honestos, evitando-se dizer que o animal foi colocado para dormir – a criança poderá ficar com medo de dormir – ou que fugiu – porque ela poderá ficar pensando o que teria feito para o animal fugir.
 

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Em sua tese de doutorado, que foi sobre este tema, quais foram as suas principais conclusões?

Mais da metade dos participantes considerava que o animal era integrante da família (56%) e que conviver com eles significava ter amor incondicional (51%). Estas qualificações favorecem a formação de vínculos.

Nesse contexto, o processo de luto pela morte do ente querido animal é autêntico e similar ao da morte do ente querido humano tanto nas reações de pesar, quanto nas formas de enfrentamento diante da perda.

A pesquisa on-line possibilitou a expressão de sentimentos em relação à perda do animal, apesar de não ser o objetivo do estudo para aquele momento; todavia com a falta de espaço que existe para o acolhimento dessa dor, tornou-se um instrumento que deu “voz” aos participantes.

Alguns deles escreveram que se beneficiaram com a pesquisa e agradeceram. (Oliveira e Franco, 2015)
Sendo assim, o luto pela morte do animal de estimação, que não é considerado por muitas pessoas que não se vincularam com animais domésticos, também requer um olhar de reconhecimento da sociedade.

Você saberia nos informar se algumas clínicas veterinárias já oferecem suporte psicológico especializado para ajudar os donos a superar a perda?

Nos Estados Unidos, o oferecimento de suporte psicológico para os tutores enlutados, dentro das clínicas, hospitais veterinários e universidades é corriqueiro.

No Brasil, pouquíssimos hospitais veterinários disponibilizam o atendimento com psicólogos dentro dos hospitais para os tutores de animais sem prognóstico de cura ou para ajudá-los a resgatar seus recursos para lidar com a morte do animal.

 
Como pudemos ver, a sociedade não oferece um espaço seguro para os donos de animais de estimação vivenciarem seu processo de luto. Felizmente, começam a ficar disponíveis alguns recursos para ajudar essas pessoas a perceberem que seu processo de luto é natural e merece ser validado.

E nós como psicólogos, devemos sempre acolher este enlutado, independente de qual seja o contexto de sua perda, e oferecer-lhe escuta ativa e disponibilidade emocional para poder auxiliá-lo a ressignificar a perda sofrida.
 

Artigo publicado no site Perdas e Luto e gentilmente cedido pela psicóloga Nazaré Jacobucci.

 Como Ajudar seu Cachorro a Lidar com a Morte de Outro Cachorro

Halina Medina, criadora do TSC, com a Preta, que faleceu em 2009.

 
 
 

Este post teve a colaboração da psicóloga Déria de Oliveira:

 Como Ajudar seu Cachorro a Lidar com a Morte de Outro Cachorro
 

Referências:

Archer J. Why do people love their pets? Evolution and Human Behavior, v. 18; 1996. p. 237-259.
Baydak M.A. Human grief on the death of a pet. National Library of Canada, Faculty Social Work; 2000. University of Manitoba.
Bertelli I. O luto na morte de animais de estimação. Blog CientíficaMente. Ago/2008.
Casellato G. (Org.). O resgate da empatia: suporte psicológico ao luto não reconhecido. São Paulo: Summus; 2015. 264 p.
Doka K., J. Disenfranchised. grief: recognizing hidden sorrow. New York: Lexington Books, 1989. Cap. 1, p. 3–11.
Oliveira D., Franco MHP. Luto por perda de animal. In: Gabriela Casellato (Org.). O resgate da empatia: suporte psicológico ao luto não reconhecido. 1ª. ed. São Paulo: Summus; 2015. p. 91-109.
Parkes CM. Luto: estudos sobre a perda na vida adulta. Tradução: Maria Helena Franco Bromberg. São Paulo: Summus; 1998. 291 p.
Ross CB, Baron-Sorensen J. Pet Loss and Human Emotion: a guide to recovery. 2nd ed. New York: Routledge; 2007. p. 1–30.

Zawistowski S. Companion animals in society. Canada: Thompson Delmar Learning; 2008. Cap. 9. p. 206-223.

Como Ajudar seu Cachorro a Lidar com a Morte de Outro Cachorro

Cachorro entende quando outro morre? Saiba como ajudá-lo!

Como Ajudar seu Cachorro a Lidar com a Morte de Outro Cachorro

Como Ajudar seu Cachorro a Lidar com a Morte de Outro Cachorro

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Muitos donos se perguntam se um cachorro sente a morte de outro. A verdade é que sim. Os cachorros são animais muito sensíveis, que podem experimentar emoções complexas e construir vínculos afetivos muito profundos, tanto com seus familiares humanos quanto com seus companheiros caninos.

Por tudo isso, quando um cachorro compartilha seu dia a dia com outro, a morte desse indivíduo pode repercutir negativamente em seu estado emocional. De fato, é muito comum que alguns donos recorram ao veterinário e/ou educadores caninos na tentativa de compreender o luto que seus cachorros sentem e saber assim como ajudar um cachorro a superar a morte de outro.

No PeritoAnimal sabemos que a perda de um cachorro é uma experiência muito dolorosa, e queremos te ajudar neste processo. Por isso, dedicaremos esse artigo a te proporcionar alguns conselhos para que saiba como ajudar um cachorro a superar a morte de seu companheiro.

Certamente você já ouviu falar que os cachorros podem prever a morte e até mesmo detectar doenças em seus donos.

Embora existam muitos mitos e exageros a respeito disso, a verdade é que os cachorros possuem sentidos muito desenvolvidos que podem os ajudar a detectar certas alterações fisiológicas e hormonais no organismo de outros animais e de pessoas. Por isso, os cachorros são sim capazes de prever a morte de pessoas e outros animais.

Além disso, como utilizam principalmente a linguagem corporal para se comunicar, também podem perceber com facilidade as alterações no comportamento de outros cachorros, que podem estar associadas a determinadas doenças.

Por isso, é muito possível que seu amigo peludo perceba mais rapidamente os sinais de que seu cachorro vai morrer, e comece a apresentar certas mudanças em seu comportamento, se mostrando mais protetor em relação ao companheiro ao perceber que ele está fraco e falecerá em breve.

Como Ajudar seu Cachorro a Lidar com a Morte de Outro Cachorro

Foquemos nessa perspectiva de forma distinta para a ajudar um cachorro a superar a morte de outro. Preste atenção nesses cinco conselhos:

  1. Cuide de você mesmo: para poder ajudar seu cachorro, você precisará cuidar de você mesmo e passar por seu próprio luto ao perder um de seus melhores amigos. Não tenha vergonha de recorrer a amigos, familiares ou profissionais que possam te ajudar a saber como superar a morte de um cachorro por eutanásia ou causas naturais. Também te aconselhamos a praticar alguma atividade ou hobbie que te ajude a combater a tendência de se isolar durante o luto e a manter seu corpo e mente ativos e em equilíbrio.
  2. Mantenha a rotina de seu cachorro: a morte de seu companheiro significa que seu cachorro precisará superar a perda de um ser querido, mas também que será obrigado a enfrentar uma mudança brusca em seu dia a dia, o que pode repercutir negativamente em seu estado de ânimo e comportamento. Por isso, é muito importante que você mantenha a rotina do seu amigo peludo, respeitando seus horários de passear, comer, brincar e compartilhar momentos em sua companhia.
  3. Dê apoio emocional e muito afeto: assim como você, seu amigo peludo também precisará contar com apoio emocional e muito afeto para superar um momento tão delicado como a morte de seu companheiro. Por isso, não se esqueça de dedicar um tempo especial de seu dia para estar com seu cachorro e incentivá-lo a retomar, pouco a pouco, sua rotina, e praticar as brincadeiras e atividades que o agradam.
  4. Crie momentos de alegria: durante o luto, é importante criar momentos em que você e seu cachorro possam se reconectar com um estilo de vida feliz. Se seu cachorro gosta de andar de carro, ir ao campo ou à praia, ou simplesmente dormir com você, deixe que ele desfrute desses momentos de prazer e alegria. Você vai ver que essas mudanças de ambiente, pouco a pouco, ajudarão ambos a recuperar um estado de ânimo mais positivo e aprender a viver sem a presença física de seu companheiro.
  5. Considere a ajuda de um especialista se perceber que seu cachorro está muito triste ou deprimido, considere pedir ajuda a um profissional, pode ser um etólogo canino, que te explicará um pouco mais sobre a psicologia do cachorro e o processo de luto nos cachorros, além de te fornecer orientações específicas de acordo com as necessidades e sintomas apresentados por seu peludo.

A perda de um cachorro, além de nos causar uma tristeza imensurável, implica em alguns desafios que precisamos enfrentar para seguir com nosso dia a dia.

Para tentar te ajudar nesse processo de luto, no PeritoAnimal você encontrará informações importantes, como o que devo fazer se meu cachorro morrer e como superar a morte de seu pet, artigos em que trazemos alguns conselhos e ideias para passar por esse momento tão delicado e tomar as providências necessárias nessas circunstâncias.

Ao notar a tristeza de seu cachorro depois da perda de um companheiro, é normal que os donos se perguntem quanto tempo dura e como acontece o luto dos cachorros. Nesse sentido, o mais importante é entender que o luto é um processo e cada indivíduo pode precisar de seu próprio tempo para superá-lo e se sentir preparado para se adaptar à nova realidade.

Embora não se possa definir quanto tempo um cachorro leva para superar a morte de outro, podemos ajudá-lo a viver esse processo da melhor maneira possível, dando apoio emocional, preservando o equilíbrio de sua rotina e dando muito carinho.

Como você verá, seu cachorro também te ajudará nesse processo e, fazendo companhia um ao outro, vocês poderão encontrar forças para aprender a suportar a perda de um cachorro e seguir em frente com a rotina compartilhada.

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Meu cachorro morreu, e agora? Saiba como agir nesse momento – Dicas – iG

Os animais de estimação fazem parte da vida e da família de seus donos
, logo após a chegada nos lares eles já se tornam essenciais. Isso é ainda mais visível quando o pet escolhido é o cachorro, que tende a ser mais companheiro e carinhoso por natureza.

As preocupações da família também se tornam outras, o bichinho fica doente, tem que passear algumas vezes na semana.

Durante os aproximadamente 12 anos da vida de um cachorro ele se torna um verdadeiro filho para seus donos e, infelizmente, se tudo acontecer da forma natural, esses pais terão de se perguntar “meu cachorro morreu, e agora?” em algum momento. 

Como Ajudar seu Cachorro a Lidar com a Morte de Outro Cachorro Reprodução

O filme 'Marley e Eu' é um ótimo exemplo de como se dá o momento 'meu cachorro morreu'

 De fato lidar com a morte de um animal ou de qualquer pessoa que amamos é uma tarefa muito difícil e dolorosa. Não existe idade: quando o amigo vai embora, adultos e crianças entram em um processo de luto e a maior parte não sabe exatamente como lidar com isso. Apenas continuam se perguntando, “porque meu cachorro morreu
“, “porque ele?”.

O primeiro ponto a ser abordado nessas situações é que esse é um acontecimento completamente normal, que segue a ordem e o caminho da natureza.

Tente transformar tudo que está passando como um aprendizado para conviver com outras perdas de maneira mais saudável no futuro.

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Para isso saber lidar, vale a pena conhecer bem sobre todo o sentimento envolvido com a morte de um pet
, mesmo se for para apenas ajudar quem está passando por esse momento difícil.  

Mas afinal, o que é luto?

Se o assunto do qual estamos falando é o luto
, o primeiro passo é compreendê-lo melhor. A psicologia entende como luto a angústia decorrente da morte de um pet, de uma pessoa ou até algo abstrato (por exemplo, quando alguém termina um relacionamento, também pode vivenciar essa experiência, justamente por ter perdido a relação que tinha com a outra pessoa).

O luto não é um sentimento único, mas sim o processo sentimental que começa a partir de uma perda e que tem diversas manifestações: tristeza, raiva, questionamentos, revolta, choro, indisposição e muitos outros. É importante entender que em cada pessoa o luto se manifesta de uma forma e por ser um processo bem individual, alguns o sentem com mais e outros com menos intensidade.

Portanto, quando a família vivencia a morte do animal de estimação, é possível que o adulto sinta com mais intensidade do que a criança, por exemplo. Isso não significa que o afeto da criança pelo bichinho fosse menor, mas sim que, para ela, o luto tem uma característica mais “leve”.

Quanto tempo dura o luto por um cachorro?

Como dissemos, o luto é uma experiência individual de cada um, por isso, é difícil mensurar o quanto ele vai durar. No geral, o mais comum é que, em relação à morte de um pet, ele persista por até um ano, podendo também melhorar em poucos meses.

 Os especialistas afirmam que o luto por um familiar de sangue e próximo (como pais, filhos, avós) dura de um a três anos e que, nas demais situações, o processo se finda em até um ano.

 Mesmo com essa padronização, continua sendo algo relativo, portanto, se você perceber que já fez um ano que o pet morreu, mas mesmo assim o luta continua sendo manifestado, não há motivos para se preocupar.

O tempo de luto também está relacionado ao tempo que o animal passou com a família. Exemplo: quando ele foi adotado ainda filhote e cumpriu todo o seu ciclo de vida natural, morrendo com cerca de 15 anos, é natural que ele tenha passado por muitas coisas junto com os familiares, o que aumenta o apego de todos e aumenta ainda mais o luto.

Mas, façamos uma ressalva: existem pessoas que realmente se apegam bastante ao animal e que têm mais dificuldades em lidar com as perdas.

Portanto, se o luto e aquela pergunta “porque o meu cachorro morreu?” estiver atrapalhando o indivíduo de viver, seja profissional ou socialmente, é sempre interessante buscar apoio na psicoterapia.

Existem terapeutas que são especializados em experiências de luto e podem ajudar o paciente a elaborar melhor os seus sentimentos.

Como lidar com o luto?

Se você ou sua família perder o animal de estimação ou se passou por isso recentemente, existem algumas atitudes que podem ajudar a atravessar esse momento de uma forma menos dolorosa. Vamos ver quais são elas e como aplicá-las na prática.

1.  Vivenciar todas as fases do luto

Diferente do que muitos pensam, é fundamental viver o luto de imediato. Tentar reprimir esse sentimento pode trazer consequências muito graves no futuro, portanto, não assuma essa postura jamais.

 Quando ocorrer a morte de um pet, é preciso chorar, desabafar, refletir, sentir a perda.

Algumas pessoas têm a necessidade de chorar, outras repetem para si mesmas “porque o meu cachorro morreu? Nós não merecíamos isso” e outras preferem falar sobre o ocorrido, por isso cada um deve vivenciar da sua forma.

No geral, o luto perpassa cinco fases: negação, raiva, barganha, depressão e aceitação. Não quer dizer que, necessariamente, todas as pessoas passem por todas elas, mas por algumas delas, certamente. Por isso, seja qual for a etapa em que você estiver, não tente se enganar ou camuflar seus próprios sentimentos.

 2. Não se sentir culpado

 A culpa é outro sentimento que faz parte do luto, e quando a perda é de um animal, ela pode ser ainda mais intensa, porque existe aquela sensação de que o pet é totalmente dependente dos cuidados que lhe são oferecidos. Alguns acham que não tomaram conta dele o suficiente, outros sentem que poderiam ter passado mais tempo com o animal de estimação.

 Procure pensar o seguinte: a morte é uma das etapas naturais de todos os seres vivos. Isso significa que o seu bichinho cumpriu o ciclo de vida dele e isso aconteceria independente de qualquer coisa que você tivesse feito. Foque nos bons momentos que tiveram juntos
e em tudo que aprendeu cuidando dele.

Lembre-se de que você tinha amor pelo seu animal, portanto, jamais faria algo que provocasse o sofrimento ou a morte dele. Isso é o suficiente para perceber que não teve culpa do que aconteceu.

 3. Realizar um ritual de despedida 

Quando um ente querido morre, existe todo um ritual, seja ele enterrado ou cremado, que permite que todos se despeçam e prestem as suas últimas homenagens. Aqui no Brasil, esse nicho ainda não é muito popular, mas já existem empresas que cuidam dos rituais de despedida dos animais de estimação.

Como Ajudar seu Cachorro a Lidar com a Morte de Outro Cachorro Reprodução

Realizar uma despedida pode ser uma ótima forma para a ficha 'meu cachorro morreu' cair

Para algumas pessoas, esse é um momento muito importante para absorver a ideia de que o amigo partiu e até uma oportunidade de vivenciar o luto, como dissemos no primeiro tópico.

Afinal, é nos velórios que as pessoas costumam chorar e dizer como estão se sentindo em relação ao ocorrido.

Portanto, se você sentir essa necessidade e achar que pode ajudar na aceitação do “meu cachorro morreu”, é interessante fazer esse ritual.

Alguns até sentem que realizar uma “despedida digna” é a última obrigação para com o animal que trouxe tantas alegrias para a família. Se você encara dessa forma, vá em frente, mas esteja preparado para ter alguns gastos.

 Caso não consiga encontrar nenhuma empresa que possa lhe ajudar ou se em sua cidade não houver um cemitério para animais, você mesmo pode organizar uma cerimônia junto com a família e enterrar o corpo em sua propriedade.

4. Fazer uma boa ação

Que tal transformar esse processo tão doloroso em algo positivo? Infelizmente, nada pode ser feito pelo animal que partiu, mas existem tantos que precisam de ajuda. Se em sua cidade existir uma ONG ou entidade que cuide de animais abandonados, por exemplo, você pode ir até lá com a sua família e fazer a doação de brinquedos, roupinhas, ração, comedouro e bebedouro em memória do seu pet.

5. Adotar outro animal de estimação

A morte do pet é muito difícil, portanto, não tente compensá-la com outro animal. Mas, quando sentir que é o momento apropriado para tirar da cabeça o pensamento de “meu cachorro morreu”, adote outro. Além de dar um lar a ele, é uma chance de reviver os sentimentos de carinho e afeto que se estabelecem entre as pessoas e seus bichinhos de estimação.

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Se você já amou – e perdeu – um cachorro, você sabe o quanto isso é doloroso. Nossos cães, nossos fiéis, engraçados, amorosos e amados companheiros, quebrarão nossos corações quando morrerem.

E mesmo que uma pesquisa diga que para a maioria de nós perder nossos cães é equivalente a perda de um membro da família – de tão doloroso – muitos se sentem tolos por lamentar a perda de nossos cães.

Afinal, é “apenas um cão”.

Felizmente, a pesquisa pode nos ajudar com isso também. Como qualquer amante de animais sabe, nossos cães nunca são apenas cães. Cães foram criados para se conectar com seres humanos como nenhum outro animal. Eles entendem nosso humor.

Eles até mesmo compreendem nossa língua! E ao perder um cão, o professor de psicologia Frank McAndrew diz, “experimentamos múltiplas perdas ao mesmo tempo.

Podemos estar perdendo nosso companheiro primário, uma fonte de amor incondicional, uma “testemunha de vida” que nos proporciona segurança e conforto…  A perda de um cão atrapalha seriamente sua rotina diária ainda mais profundamente do que a perda da maioria dos amigos e parentes”.

O problema é que muitos de nós não sabemos como lamentar a perda porque não temos formas culturais de lamentar a morte de um cão (ou gato). Não temos rituais funerários padrão (embora orações para enterros de animais de estimação) para nos ajudar a processar. Muitas vezes não temos lápides para visitar.

No entanto, há coisas que podemos fazer para nos ajudar no processo de luto. A Dra. Mary Ellen Matthews, veterinária em Austin, Texas, e a Dra. Karen Swallow Prior, professora de inglês e membro do Conselho Consultivo de Fé da Humane Society dos Estados Unidos, ofereceram algumas dicas para honrar a vida de nossos animais de estimação e lamentar a perda de nossos amados companheiros.

Quando o fim da vida do cão começar a aparecer, a Dra. Prior sugere escolher “algo muito específico para se lembrar sobre o seu cão”.

Ela deu um exemplo pessoal: “Quando o fim da vida do meu último cão estava se aproximando”, diz Prior, “eu a acariciei repetidamente.

Mesmo agora, vários anos mais tarde, como outras memórias dela estão desaparecendo, eu posso me lembrar da textura de seu pelo em meus dedos, e isso me conforta”.

Uma vez que seu cão morreu, Prior diz: “O sofrimento é real e é poderoso. Não negue ou peça desculpas por isso”.

Matthews concorda. “Toda vez que alguém perde um animal de estimação, há tristeza. Para muitos, um animal de estimação é um membro de sua família. Esses animais caminham ao lado de seus donos através de muitos estágios da vida, e sua perda coloca um buraco na existência de seus donos”.

Mesmo nos momentos após a eutanásia, Matthews tem o cuidado de dar a seus clientes o tempo que eles precisam. “Antes da eutanásia, depois da eutanásia, depois de ter removido seu animal de estimação da sala, eles podem levar o tempo que eles precisam”, diz Matthews.

E ela mantém essa posição por muito tempo depois que seus clientes foram para casa.

“Não há um cronograma sobre o sofrimento”, diz ela. “Não há temporizador de cozinha que se apaga, nenhum alarme do iPhone que zumbe para lhe dizer que é hora de parar de chorar e continuar com a sua vida. Então tome o tempo que precisar”.

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Assim como Prior incentiva as pessoas a “guardarem” momentos especiais com seus cães antes que eles morram, Matthews incentiva as pessoas a encontrar uma maneira tangível de guardar os próprios cães.

“Eu posso não ser capaz de mudar o resultado do que está acontecendo com seu animal de estimação, mas”, Matthews diz, “eu posso oferecer pequenas coisas. ‘Podemos registrar a marca da pata de Sam. Existe uma cor que faz você lembrar-se dele?’”.

Longe de ser bugigangas, os memoriais físicos especiais agem como uma forma concreta de honrar o significado da vida do nosso cão.

“Quando as pessoas perguntam o que vem a seguir, o que elas fazem em seguida”, diz Matthews, “somos honestos com elas. Haverá um buraco em sua vida.

Eu posso dizer-lhes para esperar que a dor passe, mas eu não posso livrar dela. Então, eu digo a eles para continuarem se movendo.

Minha mãe sempre me disse para ‘apenas fazer a próxima coisa’ quando tiver coisas demais para fazer. Uma coisa de cada vez e, eventualmente, ela se tornará menos dolorosa”.

Curiosamente, Matthews diz, devemos também lembrar a dor que nossos outros animais de estimação podem estar sentindo “especialmente se eles eram próximos do que morreu. Mime-os. Leve-os para um passeio. Deixe-os na cama. Eles se afligirão como você, e juntos vocês passarão por isso”.

“O melhor conselho que eu recebi depois de perder um cão amado”, diz Prior, “‘mesma raça, mesmo dia’. Algumas pessoas pensam que este conselho pretende apenas substituir e esquecer um cão com outro.

De modo nenhum. Nossa capacidade de amar é infinita. Obter outro cão imediatamente não diminui o amor da memória do cão anterior. Simplesmente acrescenta ainda mais amor e alegria às nossas vidas”.

E, de fato, uma das coisas que mais sentimos quando um cão morre é a alegria que amar um cão nos traz. Naturalmente, nem todos estão prontos para fazer isso tão cedo, então outra opção é considerar amparar um dos milhões de cães à procura de casa e amor, ou simplesmente se voluntariar em um abrigo animal local. O amor cura mais do que qualquer outra coisa.

Como ajudar seu cachorro a lidar com a morte de outro cachorro

A psicologia acredita que nós seres humanos quando perdemos uma pessoa querida passamos por cinco estágios de luto. Será que o cachorro sente a mesma coisa quando perde um companheiro da mesma espécie? É sobre isso que vamos abordar em nosso artigo de hoje. Confira.

Sim, sem dúvidas alguma o cão quando perde uma companhia canina própria passa pelo luto, claro que não é parecido com o nosso. Mas acontece uma turbulência emocional nos pets, porque muda a rotina diária deles e dá uma sensação de insegurança, podendo até mesmo causar depressão nos cachorros.

Cada um pode ter sua reação mediante ao acontecido, alguns deixam de brincar, outros deixam de comer, outros preferem fazer de tudo pra ser o centro das atenções, e assim vai indo. Quando houver uma perda de um cão próximo é muito importante estar atento a todos comportamentos do seu cachorro.

Além disso há algumas atitudes que você pode fazer para melhorar todo esse processo de luto.

Para começar você pode deixar seu cachorro ver o corpo! Isso mesmo, há diversas teorias que se o cão que sobreviveu ver o corpo do seu companheiro isso vai fazer com que ele entenda melhor que ali aconteceu uma morte.

Mas ainda não há nenhuma comprovação cientifica, então pense se você vai sentir – se a vontade de proporcionar esse momento para o seu cachorro.

As vezes o sentimento de luto e de depressão que o cachorro desenvolve pode ter relação com a mudança na ‘’ordem da matilha’’ isso acontece porque os cachorros são descendentes diretos dos lobos.

Manter a rotina regular do seu cachorro também pode ser uma forma de o ajudar a lidar com essa parte. Isso porque os cães são movidos por instintos de sobrevivência, e então, se você não mudar a rotina o cão vai entender que não tem tempo para vivenciar o luto, e tem que continuar sua rotina diária.

Mantendo a rotina além de ser mais fácil para o cão vai gerar menos estresse. Isso porque não é legal depois de uma perda ter sua rotina bagunçada, os cachorros se beneficiam muito da rotina.

Por mais que a perda também possa estar difícil para você tente manter a rotina de casa em ordem, como o horário da comida, do passeio, os mesmos lugares que iam visitar. Isso vai dar uma impressão para o cachorro que a vida segue, e assim ele consegue lidar melhor com os sentimentos ruins.

Outra coisa que você deve ter muito cuidado e em não proteger demais o seu cão, procurando dar um conforto pra ele! por exemplo, se o seu cão perdeu o amigo canino e parou para comer por conta disso, não dê comida na boca dele, sabemos que suas intenções são as melhores mas isso vai fazer que o cão comece a ter um hábito que não é saudável, pois nenhum animal nasceu para ser dependente nesse nível.

Nesse caso da comida é você deixar a tigela lá como sempre aconteceu. E se ele não comer nos próximos minutos retire a tigela até a próxima refeição, por mais que pareça pesado é dessa forma que ele vai entender que a vida segue!

Acredite que você vai estar fazendo um bem para o seu pet reforçando a rotina e a segurança que são necessárias para ele se manter saudável.

Você também pode tentar preencher o dia do seu cão com mais atividades e novos truques com o intuito que ele se distraia nesse tempo.

Esperamos que tenha gostado do artigo de hoje! Não se esqueça de continuar em nossa página e conferir mais textos.

7 formas de ajudar seu cachorro a lidar com a perda de um amigo animal

Quem já perdeu um animal de estimação sabe bem como é doloroso e como a falta que ele faz causa um grande sofrimento. Porém, não somos só nós quem sentimos essa dor. Os cachorros também sofrem com a morte de um animal de estimação da família.

Como eles podem não demonstrar de uma forma tão aberta quanto nós, é preciso ficar de olho neles para perceber quando eles estão tristes e precisando de ajuda.

Os cães também podem ficar de luto após a morte de outro animal de estimação da família. (Foto: Reprodução / Dog Time)

  • Alguns dos sinais de que o cão está de luto e sofrendo são: mudanças no sono, mudança nos hábitos alimentares, falta de interesse nos passeios e em brincar, não querer ficar sozinho e continuar procurando pelo amigo falecido.
  • Porém, nós podemos fazer algumas coisas para ajudar nosso amigo peludo que também está sofrendo.
  • 1 – Acompanhe seu animal mais de perto

Não esqueça do animal que está vivo por conta da tristeza do seu pet que faleceu, pois, assim como você, ele também perdeu seu companheiro de todas as horas. A melhor coisa para superar este momento, é vocês ficarem juntos, um dando amor e apoio ao outro. Mesmo que o seu pet não demonstre sofrimento, esteja mais atento ao comportamento dele no começo e lhe dê ainda mais carinho.

2 – Monitore a alimentação do seu cão

Quando estamos tristes e de luto, o apetite é uma das coisas mais afetadas. E o mesmo acontece com os cães. Quando estão passando por momentos assim os cachorros podem passar até 48 horas sem comer.

O mais indicado é que você continue oferecendo a comida regular do cão nos horários que ele costuma comer, quando estiver se sentindo melhor, ele voltará a comer.

Evite ao máximo oferecer guloseimas, pois o animal pode se acostumar.

Caso o seu cachorro demore muito para comer é hora de procurar um veterinário.

É importante ficar de olho na alimentação do cão nesse período de luto para que ele não fique tanto tempo sem comer. (Foto: Reprodução / I Heart Dogs)

3 – Dê tempo ao cão

Cada pessoa vive o luto de uma forma e por um tempo diferente. Não é possível saber por quanto tempo os cachorros vivem o luto, assim como com os humanos, não existe um prazo para que o animal volte ao normal. Se o tempo está passando e você não percebe melhoras no cão, é uma dica levá-lo ao veterinário.

4 – Mantenha a rotina diária do animal

É sempre difícil voltar á rotina após a perda de um animal de estimação tão amado, mas o cachorro que ficou vai precisar dessa continuidade na rotina para se sentir seguro e amparado. Faça o possível para manter as atividades diárias do cão, principalmente os horários de alimentação, brincadeiras e caminhada.

5 – Permita que cães sobreviventes estabeleçam sua própria estrutura social

Quando uma casa tem muitos cães perde um cão, a dinâmica entre o grupo de animais é afetada. O ideal é que eles se organizem sozinhos, mesmo que esse período seja caótico e com latidos e até estranhamentos entre eles. Desde que nenhum animal se machuque ou represente uma ameaça para os outros e para a família, o ideal é que os cães se reorganizem por conta própria.

Não se esqueça de dar muito carinho e atenção para o cão que ficou, pois ele também perdeu um amigo. (Foto: Reprodução / Cesar’s Way)

6 – Pense sobre a possibilidade do cão se despedir do amigo que faleceu

Os animais costumam entender a morte ao verem outro animal morto. Por isso, alguns veterinários incentivam tutores a dar a oportunidade do cachorro vivo inspecione o corpo do animal falecido. Isso faz com que o cão entenda o que de fato aconteceu e veja que o seu amigo não apenas sumiu.

7 – Às vezes é indicado esperar algum tempo antes de levar um novo animal para casa

Costumamos pensar que é melhor levar rapidamente um novo animal para casa para que o cãozinho que perdeu o amigo tenha uma nova companhia. Porém, alguns especialistas recomendam que se espere cerca de três meses para que o cachorro que está de luto fique bem e se “acostume” com a falta do animal falecido antes de ganhar uma nova companhia.

  1. O ideal é observar bem o comportamento do cachorro para ver se já é hora de adicionar um novo membro na família.
  2. Não se esqueça de que cada animal é diferente do outro e que a melhor forma de cuidar do seu pet é com a ajuda de um médico veterinário.
  3. Fonte: I Heart Dogs

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