Como ajudar alguém a superar o vício em maconha

Para muita gente, maconha é uma benção. A erva pode ajudar a diminuir a dor, lidar com problemas de saúde mental, inspirar a criatividade ou só a relaxar depois do trabalho mesmo.

Mas claro que não podemos dizer o mesmo de todo mundo e, por mais que a cannabis possa não ser tão viciante quanto álcool e outras drogas, ela cria um hábito.

E esse hábito, para alguns, não é saudável para o corpo ou a mente.

O Levantamento Global de Drogas descobriu que 30% dos participantes que usam cannabis gostariam de fumar menos no próximo ano, enquanto um terço desses usuários disseram que tentaram parar pelo menos uma vez na vida. É uma preocupação para muita gente, então procurei quatro ex-maconheiros para descobrir como largar a maconha mudou a vida deles.

Tom, 34 anos

Sempre me achei um cara confiante, extrovertido e ativo. Mas quando estava na universidade, comecei a fumar maconha e mudei completamente. Fui do cara que saía toda noite para quase nem pisar fora de casa. Fiquei péssimo e perdi peso.

No final do meu curso, conheci uma garota que desprezava todo tipo de droga. Tive que esconder meu hábito dela. Tivemos uma relação à distância por três anos depois da universidade, então não era muito difícil.

Naquela época eu testava as águas: indo bem, mas não muito, fumando toda noite. Depois começamos a morar juntos, e esconder isso dela foi ficando cada vez mais ridículo.

Eu fumava um beck quando ela ia ao supermercado, aí tinha que tomar banho, trocar de camiseta e escovar os dentes antes dela chegar. Nunca fui tão limpo.

Ela acabou sacando o que estava acontecendo e disse que iria embora se eu não parasse. Honestamente, fiquei aliviado porque queria parar há muito tempo e nem curtia mais o barato.

Eu só não conseguia cortar o hábito. Hoje somos casados, temos dois filhos, nossa própria casa, e acho que a maioria das pessoas me considera um sucesso na minha área.

Sei que muita gente fuma, mas acho que a maconha mata sua motivação.

Scout, 29 anos

Como Ajudar Alguém a Superar o Vício em Maconha

Fumei maconha – e tomei outras drogas – pela maior parte da minha adolescência. Quando tinha quase 19, tive um surto psicótico. Foi a coisa mais assustadora que aconteceu comigo. Vi notícias na TV dizendo que a polícia estava me procurando por assassinato. Vi monstros no meu reflexo. A comida tinha um gosto amargo, então parei de comer. Tudo isso culminou numa tentativa de suicídio.

Na época, fui diagnosticada com esquizofrenia, depois disseram que era transtorno bipolar. Finalmente, eles chegaram a um meio termo e disseram que era transtorno esquizoafetivo. Ninguém na época me disse que a maconha podia ter um papel nisso, então continuei fumando por mais alguns anos.

Aí, quando eu tinha 20 anos, um psiquiatra me perguntou casualmente se eu fumava cannabis. Eu disse que sim, e ele me incentivou a parar imediatamente. Ele disse que, embora haja vários fatores para o desenvolvimento da minha doença, a maconha provavelmente estava fazendo mais mal que bem.

Quando você tem uma psicose, eles te perguntam como você se sentia seis meses antes do seu surto, para determinar sinais sutis do que pode ter desencadeado isso. Para mim, os principais fatores pareciam ser um súbito pânico e ansiedade, e o fato de que fui ficando cada vez mais paranoica e isolada.

Eu fumava para me acalmar, mas isso provavelmente estava tornando os sintomas mais profundos e perigosos. Agora meu transtorno esquizoafetivo está sob controle e minha ansiedade, finalmente, sumiu. Dei um jeito na minha vida e estou grávida de sete meses.

Acho que a maconha não seria uma parte positiva dessa equação se eu tivesse continuado.

Assista ao nosso documentário sobre a legalização da maconha no Brasil.

Clara, 28 anos

Fumei maconha por sete anos. Basicamente todo dia por três vezes. Quando era mais jovem, fumar era só diversão e risadas bestas com os amigos.

Quando tinha 23, eu fumava meio beck assim que chegava do trabalho, passava meia hora achando que ia morrer até entrar na “parte boa” do barato. Eu não saía muito e não conseguia dormir sem fumar.

Eu tinha tanto medo dos pesadelos de quando não fumava que ficava acordada até altas horas da madrugada esperando meu traficante fazer a entrega, só para evitar os sonhos.

Uma promoção no trabalho me obrigou a estar mais acordada no trabalho, então parei de fumar e isso mudou minha vida. Eu não levava mais até a hora do almoço para ficar completamente alerta. Comecei a nadar depois do trabalho em vez de fumar maconha.

Agora eu conseguia dormir profundamente. Não ter aquela meia hora de paranoia todo dia era uma benção. Comecei a lembrar o aniversário das pessoas! Acho que a maconha deveria ser legalizada e que se o mundo fumasse em vez de beber, estaríamos num lugar melhor.

Infelizmente, maconha não é pra mim.

Guy, 26 anos

Sou muito tímido e sempre usei a maconha para quebrar o gelo: “você quer fumar um beck?” era muito mais confortável que “vamos tomar um café?”

Tive uma crise no final do terceiro ano de faculdade porque parecia que eu nunca conseguia ficar com ninguém. Eu queria uma namorada, mas parecia que sempre estragava as coisas ou não aproveitava minhas chances.

Fiquei frustrado comigo mesmo por não ter a confiança necessária, e isso deixou minha saúde mental pior ainda. Voltei para a casa dos meus pais, fiquei lá por dois anos e taquei o foda-se. Pegando um trabalho de merda atrás do outro.

Comecei a fumar sozinho, algo que nunca fiz antes.

Um dia olhei para trás e pensei: “terminei a faculdade dois anos atrás – o que eu poderia ter feito nesse tempo?” Então parei de fumar. Duas semanas depois, fiz uma entrevista para começar outro curso universitário.

Consegui a vaga, procurei um apartamento e mudei para o outro lado do país. Fiquei pasmo com o que fiz. Eu era um cara confiante pela primeira vez na vida.

Aí notei que as garotas estavam interessadas em mim, algo que eu nunca notava quando estava chapado. Isso era algo que me doía muito.

Agora fumo maconha ocasionalmente em festas, e ainda gosto muito, mas ela drena minha ambição e confiança, o que me deixa infeliz. Então estou melhor sem a erva.

Se você quer ajuda para largar a maconha, leia os Limites de Uso Seguro do Relatório Global de Drogas.

@dhillierwrites

Siga a VICE Brasil

Conheça os sinais da Dependência Química e quando buscar tratamento

30 de janeiro de 2019

Você é capaz de reconhecer os sinais da dependência química?

O astro corintiano Walter Casagrande, o comentarista Casão, é um ídolo do esporte brasileiro, campeão paulista pelo Timão em 82 e 83, além de campeão da UEFA pelo Porto, clube de Portugal, em 1987. Mas, talvez, a maior vitória da vida de Casão seja na sua luta contra as drogas. Após desenvolver um vício de 38 anos, ele conseguiu vencer a batalha.

  • Neste vídeo, ele explica as várias fases de sua dependência química e como conseguiu a superação:
  • Muito aprendizado podemos tirar da fala de Casão:
  • Sua progressão do álcool e maconha para a cocaína;
  • a situação de perda de controle sobre si mesmo e sobre o trabalho;
  • os transtornos imensos causados a mulher e filhos;
  • a negação do vício e a posterior internação compulsória; e o estado constante de vigília para evitar recaídas.

Outro destaque é o papel importantíssimo que Casagrande atribui à terapia na descoberta da sua relação com a “solidão”. Foi só a partir dessa descoberta que ele conseguiu encontrar um caminho para evitar as situações que lhe faziam ter recaídas.

Neste post, queremos lhe ajudar a entender o que é a dependência química, seus principais sintomas e caminhos de tratamento.

Dependência química: entenda o que é

A compreensão sobre a dependência química evoluiu muito no decorrer dos anos. Inicialmente, ela era entendida como uma caraterística ligada ao caráter da pessoa, ou seja, algo considerado de nascença. Depois, passou a ser vista como uma doença e suas abordagens eram geralmente tratadas no âmbito da medicina.

Com a evolução intensa da psicologia e das ciências sociais no século XX, esses dois campos trouxeram novas compreensões ao fenômeno, mostrando que é necessária uma compreensão tripartite da dependência, considerando as questões biológicas, psicológicas e sociais do dependente, de forma a evitar visões unilaterais do seu quadro. A história de Casagrande, por exemplo, mostra claramente a importância da questão social, pois o ex-jogador precisou evitar ficar sozinho para enfrentar o seu vício.

Leia também:  Como baixar o aplicativo do uber: 14 passos (com imagens)

Uma importante descoberta aconteceu após a Guerra do Vietnã, quando uma grande quantidade de soldados voltou aos EUA dependente de heroína.

Como a dependência neste tipo de substância é muito forte, esperava-se que a maioria dessas pessoas continuasse viciada. Mas aconteceu que, após seu regresso, somente 1% deles continuaram dependentes.

Isso mostra a importância do meio social para a manutenção da dependência.

Uma relação de dependência é compreendida quando o sujeito investe em um só objeto uma energia desproporcional às outras esferas da vida, que ficam assim prejudicadas. Isso serve para qualquer dependência, seja com o álcool, com o sexo, com o trabalho ou a tecnologia, só para citar alguns exemplos.

Na psicologia, embora não haja uma teoria comum para a dependência química, os caminhos trazidos pela teoria psicanalítica e pela comportamental se destacam.

No caso da psicanalítica, a dependência é compreendida como um sintoma e não como uma causa.

Na tentativa de viver continuamente sob o princípio do prazer, a pessoa incorpora o consumo de uma substância ao seu cotidiano, o que vem a gerar a dependência.

Já no caso da comportamental, a compreensão é de que a dependência viria de uma estratégia habitual de automedicação, na busca de mitigar sentimentos ruins, como tristeza, depressão e ansiedade.

Como acontece o vício?

Existem vários mecanismos que explicam o vício químico. Uma das visões preponderantes destaca que as drogas proporcionam um prazer imediato, que não é fruto de uma conquista, de um esforço do indivíduo.

Assim, o cérebro aprende que aquele é o caminho mais fácil para o prazer, diminuindo, para o indivíduo, a importância de outras áreas da vida.

Se esse ciclo é repetido muitas vezes, a pessoa perde grande parte da energia que direcionava para ações como o trabalho, o estudo e as relações sociais, o que constitui a evolução da dependência.

Esse é um motivo pelo qual especialistas acham que nunca será possível criar uma droga que não cause prejuízos ao cérebro: porque, se há um prazer artificial e imediato, este tende a “ganhar a corrida” contra os outros prazeres importantes da nossa vida.

Conheça alguns sinais da dependência química

  • Perda do interesse em tudo o que se pode fazer na vida (é a chamada síndrome amotivacional)
  • Mudanças de comportamento com familiares e cônjuge, bem como explosões em que se percebe raiva, hostilidade e perda de interesse nas relações comuns
  • No trabalho, há falta de cumprimento de responsabilidades básicas e irritação frequente com colegas e com a rotina
  • Apresentar comportamento paranoico, achando que está sendo perseguido o tempo todo
  • No aspecto físico, podem acontecer vômitos, dores abdominais, gastrite, aumento do fígado e diarreia
  • Surgem confusões mentais e perturbações causadas pela perda das funções hepáticas, com aumento dos esquecimentos e do número de acidentes cotidianos

Outras informações importantes

A dependência química é um quadro muito complexo, difícil de diagnosticar e de tratar. Por isso, quanto antes o paciente se conscientizar de que precisa de ajuda, melhor.

Por exemplo, uma pessoa que usa álcool “socialmente” três vezes por semana já tem um problema.

O ideal é que procure um terapeuta para entender por que precisa tanto dessa “muleta”, qual seu grau de dependência dela e como fazer para diminuir esse excesso.

Discute-se muito também sobre drogas ditas “leves”, como a maconha. Na verdade, a maconha de hoje tem uma concentração de THC (seu princípio psicoativo) dez vezes maior que na década de 60. Além disso, há casos em que a concentração é muito maior, inclusive no caso da maconha sintética. Por isso, ela deve ser considerada uma droga como as outras, que causa dependência e seu uso é ilegal.

Fala-se muito também que uma pessoa é mais “tolerante” a uma droga do que outra. Na verdade, a “tolerância” é precisar de uma maior quantidade da droga para obter o mesmo efeito, ou seja, trata-se de um fenômeno que acontece no meio do processo de desenvolvimento de dependência, por isso, é um sinal ruim, nada positivo.

As drogas também se relacionam entre si, sendo que uma pode reforçar o consumo de outra, caso da relação entre cocaína e álcool. O álcool ajuda a desinibir o sujeito para o uso de uma droga mais pesada. Então, ao usar a cocaína, a pessoa sente-se por demasiado tensa e precisa novamente do álcool para relaxar, gerando um círculo que aumenta o consumo das duas.

Há muito questionamento também sobre a internação compulsória do dependente. Talvez a mais sensata a isso seja que, para o sucesso do tratamento, é necessária uma adesão verdadeira do paciente, seja antes de se internar – ou seja, ele se interna voluntariamente – ou posterior, no caso da involuntária.

O ex-jogador Casagrande, por exemplo, citado no início deste texto, conta que foi internado compulsoriamente pelos seus familiares e que aquele foi o começo da sua recuperação. Se fossem esperar que ele se internasse, ele tem certeza de que não o faria e que provavelmente seria consumido pelo vício.

Por isso, se você – ou mesmo um familiar ou amigo – apresenta sintomas de uso excessivo de álcool ou outras substâncias, não tenha medo de procurar um psicólogo. Ele é a pessoa mais indicada para ajudá-lo a entender o seu quadro – considerando seu corpo, sua mente e suas relações sociais – e ajudá-lo a prevenir a dependência química ou a tratá-la.

No caso do tratamento, o papel do psicólogo é essencialmente ajudá-lo a reencontrar fontes de prazer que não dependam das substâncias químicas e, dessa forma, ajudá-lo a superar ou evitar o vício.

Como Ajudar Alguém a Superar o Vício em Maconha

Ruan Rodrigues Indrigo

Psicólogo – CRP 06/125925

Agende sua consulta com o Ruan na Vittude!

Tratamento para Dependentes de Maconha

Até certo ponto é verdade, especialmente se levamos em consideração que ela de fato é utilizada em diversos tipos de medicamento e em tratamentos homeopáticos legalmente instituídos em diversos lugares do mundo.

Mas não podemos nos deixar envolver por essas ideias, o uso da maconha é disciplinado por lei (nos locais onde é permitido o tratamento com ela) e as regras são rígidas, além deste fato, não há como negar que a Maconha é a porta de entrada para outras drogas e dependências, vivenciamos este fato diariamente.

MACONHA

A Maconha, cujo nome científico é Cannabis Sativa, popularmente é chamada de diversos nomes como, “Erva”, “Marijuana”, “baseado”, “beck”, “fino”, “fininho” e até “Cigarrinho do Capeta”, são as flores, sementes e folhas secas da planta de Cânhamo Indiano. Independentemente do nome, esta droga é um alucinógeno, distorcendo a forma como a sua mente percebe o mundo em que você vive.

O que faz a Maconha ter este efeito alucinógeno é uma substância chamada tetrahidrocanabinol (THC), que varia de quantidade, dependendo da forma como a maconha é produzida ou fumada.

O modo mais utilizado para o consumo da Maconha é fumando, enrolado a erva em um papel, como se fosse um cigarro ou então, utilizando um cachimbo.

Viciados, dependentes em Maconha, em busca de aumentar ou prolongar os efeitos, costumam misturar a Maconha em doces, como bolos ou brigadeiros e consumi-los.

Ao ser digerida no estômago, o THC é liberado, absorvido pela corrente sanguínea e os efeitos alucinógenos ocorrem.

Ao contrário do que algumas correntes divulgam, a Maconha pode causar dependência, sim. Cerca de 30% das pessoas que experimentam a droga tornam-se usuários regulares e 10% criam dependência. Portanto, 1 em 10 cada usuários se tornará dependente, uma taxa semelhante ao que ocorre com o álcool.

MACONHA NO BRASIL

No Brasil a maconha é também uma droga bastante popular. Muitas pessoas a utilizam, embora não seja permitido o porte e o consumo no país.

Há anos ela vem causando danos à população brasileira e causando enorme mal estar estre as pessoas e as autoridades civis, já que não há consenso quanto à sua liberação.

Uma pesquisa sobre o uso de drogas no Brasil feita pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) mostra que mais de 3 milhões de adultos brasileiros com idades entre 18 e 59 anos fumaram maconha em 2012.

Leia também:  Como aprender a esperar pelo que deseja: 15 passos

Portanto, mais de 300 mil dependentes de maconha no Brasil em 2012. Se pegarmos os usuários de Maconha que fazem uso com outras drogas, como o àlcool, Crack ou a Cocaína, chegamos aos milhoes de dependentes.

Em 2015 no Brasil, de acordo com uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo, ao menos 28 milhões de pessoas no Brasil têm algum familiar que é dependente químico, e o número de usuários de algum tipo de entorpecente já passa de 37,6 milhões.

Se pudéssemos perguntar a estes tantos milhões de dependentes, quanto iniciaram apenas “fumando um baseado para relaxar”, qual seria a porcentagem?

COMO É O TRATAMENTO PARA DEPENDENTES DE MACONHA

tratamento para dependentes de maconha é feito de maneira gradual, isto é, parte da necessidade de se libertar do vício, passando pela decisão de fazê-lo até chegar ao ponto de se ter atitudes concretas, que significa fazer o que for preciso e necessário para atingir os fins propostos.

Nossa clínica possui esse perfil e busca fazer com que os dependentes de maconha sintam que precisam se libertar desse vício para serem verdadeiramente senhores da própria vida e construtores de sua história.

INTERNAÇÃO PARA DEPENDENTES DE MACONHA

Para que todo o processo aconteça de maneira plena e alcance os resultados esperados, é necessário que se utilizem medidas de internação. Em alguns casos é possível tratar sem internação, mas outros realmente só podem fazê-lo através do isolamento da sociedade. Isso acontece porque algumas pessoas antes precisam se fortificar para depois aprenderem a dizer não.

O tempo de internação é um período riquíssimo para o dependente porque é a partir disso que ele consegue se conhecer melhor e tomar medidas efetivas para transformar a própria vida e fazer com que a situação de vício realmente se torne um passado que a mente e o coração decidiram esquecer. Nossa proposta ao oferecer espaço para internação de dependentes é exatamente essa. Queremos colaborar com a decisão firme e consciente de abandonar o uso de maconha.

LOCAL PARA TRATAMENTO DE DEPENDENTES DE MACONHA

O tratamento de um dependente de maconha deve ser feito em local apropriado, sempre de acordo com aquilo que realmente se espera, que é um local acolhedor e que auxilie no tratamento de todas as enfermidades físicas e espirituais. Esse é o espaço oferecido por nossa clínica e que, com toda a certeza, será sempre o melhor para todos os que precisarem de tratamento para se livrar da maconha.

Nossos tratamentos para dependentes de maconha são ministrados no Hospital Terapêutico do Grupo VIDA, que possui as condições apropriadas e adequadas para a recuperação e reabilitação integral do dependente.

Além de um espaço exclusivo, os métodos de tratamentos são elaborados especialmente para resolver com eficácia todas as particularidades que envolvem os pacientes, tendo como foco a raiz do problema, não tratando de forma superficial o uso das drogas ou álcool.

Nosso Hospital possui a capacidade para atender somente 36 pacientes simultaneamente. Este número é ideal para proporcionarmos o melhor tratamento, com excelentes resultados e porque, tratamos cada paciente individualmente.

A libertação da dependência em maconha, mesmo às pessoas que ainda não perceberam a necessidade do tratamento.

LEIA MAIS

Quando se percebe a necessidade absoluta de um tratamento contra o vício em maconha tudo se torna menos complicado.

LEIA MAIS

Quanto tempo leva a recuperação de um dependente químico?

Uma das primeiras perguntas que um paciente ou sua família fazem quando buscam o tratamento é: quanto tempo leva a recuperação de um dependente químico? Bem, a resposta é que depende. Depende exatamente daquilo que você quer dizer com recuperação.

Se você acha que a dependência química possui cura, a resposta é “não”. Esse tipo de vício é, na verdade, uma doença, que pode ser equiparada a doenças crônicas, como a asma.

Você pode controlar sua intensidade e os seus sintomas, mas ela nunca vai desaparecer por completo.

Mas se para você a recuperação significa a possibilidade de voltar a viver uma vida normal, com vida social, trabalho, finanças e família em ordem, sem que nenhuma de suas atitudes seja comandada pelo vício, então sim, isso é possível.

Se houver a devida intervenção e o tratamento correto, o paciente pode aprender a controlar os impulsos de consumo, a lidar com qualquer tipo de gatilho que o leve a buscar a solução nas drogas e a substituir os hábitos antigos por outros mais saudáveis.

Ocorre que, como cada pessoa é única, da mesma forma o tratamento de cada paciente também será único.

Sua duração irá depender de inúmeros fatores, tais como: o tipo de droga usada, o tempo e a profundidade do vício, os fatores psicológicos que o levaram a buscar a droga como alívio, a existência de apoio familiar ou não, se a procura da cura foi voluntária ou não, se o paciente aderiu de fato ao tratamento, etc.

É claro que conseguimos estabelecer uma média: em geral, a fase de detoxificação e de tratamento dura de 30 dias a um ano, sendo que, em média, os programas de maior sucesso são os de 90 dias. Entretanto, há que se ter em mente que a manutenção do estado sóbrio, o período pós tratamento, durará a vida inteira.

Todos os tratamentos se iniciam com um período chamado de detox, em que o paciente para completamente de utilizar qualquer substância que vinha ingerindo. Nesse período, que dura cerca de 10 dias, todos os sintomas físicos da dependência serão eliminados.

Ocorre que o maior problema é tratar a dependência psicológica – ela é que fará com que possam haver recaídas no meio do caminho. Por isso, o importante é que os programas de tratamento envolvam o diagnóstico de qualquer doença mental ou transtorno psicológico que possa levar o indivíduo ao abuso dessas substâncias.

Casos como problemas de ansiedade ou depressão, por exemplo, são causas muito comuns da dependência.

Grande parte dos programas de internação dura 30, 60 ou 90 dias; entretanto, nos casos mais graves, eles podem chegar a durar mais que isso. Se o paciente escolher um acompanhamento à distância, o tempo pode ser maior ainda. Há que se ter em mente, entretanto, que, quanto maior a duração do tratamento, menor o risco de recaídas acontecerem após a alta.

Após esse período, o paciente estará liberado para retornar ao convívio em sociedade.

Entretanto, é fundamental que ele participe, pelo menos por algum tempo, de algum programa de manutenção, já que ele voltará a lidar com frustrações diariamente, e, por isso, alguma ajuda, de início, é fundamental, até que ele consiga sozinho lidar com os problemas do cotidiano.

Abandonar o vício em drogas: é possível fazer isso sozinho?

O vício em drogas causa danos à saúde e pode afastar um dependente químico de seu convívio social. A facilidade no acesso aos entorpecentes e a influência de outras pessoas que consomem essas substâncias fazem com que o viciado precise de ajuda para sair das drogas.

Mas será que é possível deixar de usar drogas sozinho? O tratamento médico e a ajuda de outros profissionais podem ser dispensados em determinados casos?

Este post busca esclarecer essas questões e também os procedimentos necessários para deixar de uma vez por todas o consumo de drogas. Acompanhe e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto.

Entenda o que está por trás do consumo de drogas

Entender os motivos do consumo de drogas é essencial para determinar o modo de combater a dependência química e abandonar o vício.

Existem diversos fatores que levam uma pessoa a abusar dessas substâncias. Eles podem ser sociais, emocionais ou podem estar relacionados a algum distúrbio físico ou mental.

O ambiente em que o dependente está inserido é uma das questões com o maior peso. O contato com entorpecentes costuma acontecer por meio de pessoas muito próximas, como amigos ou até familiares.

Não são raros os casos de crianças e adolescentes cujo consumo de drogas inicia diante do exemplo de familiares e de outras pessoas cujo contato é mais direto e constante. Ter consciência de que essa influência não é positiva para uma pessoa vulnerável às drogas é muito importante. Porém, não é fácil tomar a decisão de evitar o convívio com essas pessoas.

Os fatores emocionais estão relacionados ao meio social em que um dependente químico convive. O abuso de substâncias pode acontecer diante do envolvimento emocional com quem estimula ou facilita o acesso a essas substâncias. Também pode se dar como uma forma de fuga de determinada situação, como o luto, por exemplo.

Leia também:  Como aplicar desodorante em bastão da forma correta

A dependência química também pode causar ou esconder outros problemas de saúde. Como muitos entorpecentes atuam no sistema nervoso do indivíduo que os consome, eles podem desencadear ou agravar transtornos mentais. Em alguns casos, essas substâncias mascaram os sintomas, dificultando o diagnóstico correto.

Por conta de todos esses fatores, abandonar o vício exige tratar também causas que vão além do uso de drogas. Essa tarefa dificilmente pode ser realizada sem ajuda médica especializada. O acompanhamento profissional adequado será capaz de tratar as vulnerabilidades do paciente, as quais podem ter sido responsáveis pelo início do consumo de entorpecentes.

Conheça o primeiro passo para abandonar o vício em drogas

Muitas vezes, o consumo de substâncias químicas deixam o indivíduo em um estado de euforia ou depressão, de modo a não conseguir compreender os efeitos desses compostos sobre seu organismo.

Assim, a medida mais importante para abandonar o vício em drogas é a pessoa reconhecer seu estado de dependência química. Ter essa consciência é o primeiro passo para começar a combater esse quadro e buscar a ajuda necessária.

Porém, quanto mais o paciente demorar a buscar tratamento, mais difícil e longo tende a ser o processo de recuperação. Em determinados estágios, é necessário fazer a desintoxicação do organismo e até mesmo a internação pode ser recomendada.

Se você tem contato com alguém nessa situação, procure estabelecer uma relação de confiança com a pessoa, a fim de que ela se sinta apoiada. Esse contato fará com que um dependente químico reconheça a necessidade de buscar ajuda e assim acelerar a sua recuperação.

Descubra como é o tratamento médico e a internação

Os efeitos das drogas no organismo tendem a se agravar quanto mais recorrente for o consumo dessas substâncias. A maioria dos entorpecentes consumidos com fins recreativos atua no sistema nervoso central de um indivíduo, causando alterações que vão desde uma sensação física de relaxamento até alucinações.

Como se não bastassem esses efeitos, à medida em que o organismo se torna dependente dessas substâncias, a falta dela também faz mal. Não são raros os casos de crises de abstinência de quem é privado ou tenta abandonar abruptamente o consumo de drogas.

Assim, deixar de consumir essas substâncias exige primeiro a desintoxicação do corpo. Ela deve ser acompanhada por profissionais especializados, pois o consumo da droga deve ser reduzido gradualmente até a total limpeza do organismo.

E como mencionamos no primeiro tópico, um dependente químico pode apresentar transtornos mentais causados ou agravados pelo abuso de drogas. Nesses casos, o tratamento médico é fundamental para evitar a piora do estado de saúde do paciente.

Em quadros clínicos mais graves, a internação do indivíduo pode ser necessária. Ela requer uma equipe de profissionais especializados para fazer o acompanhamento durante e depois desse procedimento.

Conheça a importância da reinserção social e prevenção de uma recaída

O objetivo maior de qualquer tratamento contra a dependência química é o retorno do paciente ao convívio social e, consequentemente, possa realizar normalmente suas atividades de rotina. Voltar a se sentir bem e revigorado é algo motivador.

Porém, uma pessoa que tenha apresentado um quadro de dependência química precisa de apoio e acompanhamento constantes para evitar uma recaída. Assim, a assistência médica especializada continua sendo fundamental, mesmo depois da recuperação completa.

Os casos que envolvem o tratamento de transtornos mentais também necessitam de acompanhamento psicológico ou psiquiátrico adequados. Dependendo dos danos causados à saúde de um indivíduo, o uso de medicação pode ser recomendado de forma temporária ou definitiva.

Os principais desafios que o usuário de drogas enfrenta na reintegração social

Certamente, muitos desafios surgem quando alguém está no processo de recuperação e reinserção social. O preconceito aparece como uma das principais barreiras a serem ultrapassadas, pois é complicado confrontar o descrédito e a discriminação.

Sabemos que o usuário de drogas, não rara às vezes, está ligado a um histórico de vulnerabilidades emocionais e conflitos nas relações interpessoais. Tais fatos geram muita desconfiança no núcleo social, o que pode ocasionar mais dificuldades nesse processo de retomada.

A fase de recolocação na sociedade envolve aspectos relacionados à recuperação da confiança em si mesmo e de terceiros. A pessoa em tratamento convive com o próprio receio de ter recaídas, pois ainda está na fase de reestruturação psicológica e fisiológica.

Além disso, a sociedade carrega consigo a desconfiança no que diz respeito ao pleno restabelecimento do indivíduo ex-usuário de substâncias nocivas. É comum julgarem que a pessoa, em algum momento, sucumbirá novamente ao vício.

Outra tarefa árdua será evitar as tentações. É certo que o dependente químico tem amigos que também são usuários. Esses que podem ser instigados a também largar o vício em ver o outro enfrentar essa luta, podem ser, por outro lado, os maiores influenciadores negativos e provocar a recaída da pessoa em tratamento.

Ainda no enfrentamento das tentações, faz-se necessário a busca pela aquisição de novos hábitos. É plenamente possível se divertir sem usar substâncias nocivas. Sendo assim, procure praticar algum esporte de sua preferência, coloque na sua rotina atividades ao ar livre, dentre outras ocupações positivas. Isso proporcionará bem-estar e mais autoestima.

Diante desses fatores, vale destacar a relevância de encontrar apoio para enfrentar esses desafios, sobretudo estando ao lado das pessoas certas, as quais, geralmente, são os familiares e os amigos mais íntimos. Esses serão os responsáveis por manterem o indivíduo emocionalmente forte e motivado.

Entenda a importância do apoio da família e dos amigos como ajuda para sair das drogas

Diálogo e compreensão são fundamentais para auxiliar a recuperação de um dependente químico. Durante o tratamento, é necessário que ele não se sinta julgado ou reprimido. O que deve ser priorizado é fazer com que a pessoa adquira o sentimento de pertença. A sensação de pertencer a um grupo familiar e de amigos será a base estrutural psicológica para o indivíduo superar o vício.

Recomenda-se, por exemplo, que pessoas as quais lidam com pacientes nessa situação evitem expressões como a palavra “viciado” para se referir a um dependente químico. Isso porque ela tem um significado pejorativo e seu uso pode afastar o indivíduo em vez de fazer com que ele se sinta acolhido.

Lembre-se: o apoio de pessoas próximas é determinante para a recuperação de uma pessoa que abusa das drogas.

Ele tem grande poder para fazer com que o paciente siga em frente em seu tratamento e evita que ele volte ao quadro de dependência desses compostos.

Estar rodeado de pessoas que entendem o seu problema e que proferem constantemente palavras de força, é algo revigorante para aquele que enfrenta tal problema.

Aprenda os benefícios de optar pelo tratamento em uma clínica de reabilitação

Não há dúvidas que essa opção traz muitas vantagens e pode tornar a recuperação menos difícil. Um dos benefícios é o suporte médico e psicológico disponibilizado. Por meio desse aparato, o paciente dependente químico será tratado de forma especializada, fazendo a ingestão adequada de medicamentos e passando por uma reestruturação da base emocional.

Além disso, aquele que quer se libertar do vício terá como suporte uma infraestrutura, que o protegerá de todas as possíveis tentações, evitando as traumáticas recaídas.

Nesse ambiente, o usuário tem acesso à acomodações limpas e confortáveis, alimentação balanceada e nutritiva, atividades saudáveis e o mais importante terapias individuais e em grupo com profissionais especializados em dependência química.

Esses são elementos fundamentais para a eficácia do tratamento e que ajudam o indivíduo a ter novos hábitos saudáveis.

Então, vimos neste post os fatores que estão por trás do consumo, a atitude inicial para se livrar da dependência, os aspectos relacionados ao tratamento adequado e o apoio familiar e de amigos como ajuda para sair das drogas. Abandonar o vício em entorpecentes é uma tarefa praticamente impossível de realizar sozinho. Portanto, busque auxílio com a equipe especializada do Hospital Santa Mônica.

Gostou do artigo? Se você tiver mais dúvidas sobre o tema ou estiver em busca de tratamento, entenda tudo o que você precisa saber sobre drogas e os procedimentos para combater a dependência.

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*