Como agir depois de um acidente de moto (com imagens)

Sofrer um acidente e o motorista culpado fugir do local é uma situação bastante complicada. Algumas providências e cuidados deverão ser tomados na hora para o ressarcimento dos danos causado

Casos de fuga de motoristas que foram responsáveis por um acidente são bastante comuns. No entanto, bater em alguém ou um veículo e fugir sem prestar socorro é crime.

O crime fica caracterizado, mesmo em casos em que o acidente foi causado em um veículo que estava estacionado. Seja qual for a situação, o importante é permanecer no local, não mudar o seu veículo de posição e chamar a polícia.

Para facilitar o direito à indenização, é fundamental coletar todos os dados possíveis sobre o acidente para tentar identificar o motorista culpado, além do testemunho de pessoas que estavam pelo local.

A seguir, veremos com mais detalhes o que fazer nesse tipo de situação.

O que a legislação diz sobre fugir do local do acidente?

Por lei, alguém que causa acidente deve permanecer no local. O motorista culpado deve tentar resolver o problema e até mesmo pedir ajuda em casos de acidente que colocam em risco a vida de uma pessoa.

A legislação brasileira diz que causar um acidente e fugir do local é crime, sendo uma séria infração. Trata-se de acidentes entre dois ou mais carros, causados a uma propriedade e até mesmo os que atingem alguém que está transitando a pé, de bicicleta, entre outros.

O que fazer se o condutor foge ao causar um acidente?

Quando o motorista culpado não presta socorro, fugindo da cena do acidente, o mais indicado é permanecer no local, tentar anotar a placa e o modelo do veículo que causou o acidente.

Como Agir Depois de um Acidente de Moto (com Imagens)

Você deve ligar imediatamente para a polícia e contar o ocorrido com o máximo de detalhes. O testemunho de pessoas que estão no local pode contribuir bastante para tentar identificar o culpado e servirá como prova nos casos de indenização.

De forma alguma você deverá ir à polícia fazer a queixa, pois ao deixar o local do acidente ficará muito mais difícil provar o que aconteceu. Os vestígios que ficaram da batida também são importantes e também servirão de provas.

Ao movimentar o veículo de lugar ou deixar o local do acidente, as marcas e destroços causados pelo acidente poderão ficar comprometidos para a análise na hora de gerar um boletim de ocorrência, ou até mesmo serem retirados da via.

Solicite os dados das testemunhas, como nome e telefone, pois os depoimentos poderão ser decisivos na hora de autorizar uma indenização.

Como proceder nos casos de fuga em acidentes graves?

Quando acontece um acidente grave nos casos de fuga do motorista, o primeiro a ser feito é encaminhar as vítimas ao hospital e chamar a polícia para realizar o boletim de ocorrência. A partir daí, abre-se uma investigação para descobrir o motorista culpado que fugiu e o contexto do acidente.

Quando o condutor que causou o acidente é identificado, poderá ser condenado pelo crime com pena de prisão ou o pagamento de indenizações, conforme a situação.

Como Agir Depois de um Acidente de Moto (com Imagens)

Nos casos em que há a impossibilidade de identificação do motorista, é feito o arquivamento do processo, já que sem um culpado não é possível aplicar a pena. Nessas situações podem ser solicitadas as indenizações cabíveis para as pessoas lesadas pelo acidente.

  • O direito ao ressarcimento
  • Dependendo das causas do acidente, se for provado que o motorista culpado fugiu e não foi identificado, as vítimas poderão solicitar uma indenização ao DPVAT, principalmente quando não possuírem um seguro contratado.
  • Deverão ser fornecidos, entre os documentos solicitados, a certidão de conclusão de inquérito policial ou, então, uma declaração da delegacia responsável pela ocorrência, indicando a impossibilidade de identificação do veículo e, consequentemente, o condutor culpado pelo acidente.

Se você está enfrentando um caso como esse, entre em contato com um advogado especializado. Ele lhe ajudará a conduzir uma demanda para fazer valer os seus direitos.

Idoso bate em moto e é consolado pelo motociclista ao sair do carro chorando

“Eu vi que um idoso tinha se envolvido naquele acidente e comecei a filmar porque achei que o motoqueiro ia brigar com ele”, relata o empresário Fabiano Ladislau, de 27 anos.

Morador de Manaus, no Amazonas, ele estava indo para o trabalho na manhã da última terça-feira (24), quando percebeu que um motorista de aproximadamente 70 anos havia acabado de colidir contra uma motocicleta.

“O rapaz da moto ainda estava no chão e o senhor saiu do carro agoniado com as mãos na cabeça. Fiquei bem preocupado com o que poderia acontecer”, relatou o empresário ao Sempre Família, nesta quinta-feira (26). No entanto, a cena que ele registrou com seu celular nos momentos seguintes foi diferente de tudo o que já havia presenciado no trânsito e o emocionou.

Mãe compra buquê para filho pedir perdão a colega: “mulher tem que ser respeitada”

“O rapaz levantou e simplesmente abraçou o idoso. Aí o senhor começou a pedir perdão e a chorar”, conta Fabiano, que também viu o motociclista beijar o homem, enquanto dizia que estava tudo bem porque não havia se machucado.

Rapidamente, os envolvidos no acidente tiraram os veículos da pista e o empreendedor parou seu carro ao lado do motociclista para elogiá-lo pela atitude.

“Baixei o vidro e o parabenizei”, recorda o manauara, que não teve tempo de perguntar o nome do rapaz, mas lembra da resposta dele após receber o elogio.

“Ele me disse que tinha perdido seu pai quando criança, então dava muito valor às pessoas mais velhas”, recorda. “E como ele falou isso chorando, me emocionei também”.

Diante da situação, Fabiano decidiu enviar o vídeo para seus amigos no WhatsApp e bastaram alguns minutos para que as imagens chegassem ao jornal local, circulassem pelas redes sociais e emocionassem milhares de pessoas. “Estou chocado porque pensei que isso não existia mais”, escreveu um internauta na publicação do jornal Manaus Alerta no Instagram. “Eu chorei aqui”, completou outro.

Como Agir Depois de um Acidente de Moto (com Imagens) Fabiano é casado, pai de três meninas e aguarda mais um bebê. Foto: Arquivo pessoal

Segundo Fabiano – que é casado, pai de três meninas e está aguardando a chegada de mais um bebê –, nenhum veículo de comunicação da cidade divulgou o nome dos envolvidos no acidente, que permanecem no anonimato.

No entanto, a ação deles já atravessou o país e trouxe esperança para muita gente. “Principalmente para quem, como eu, faz o possível para transmitir esses valores aos filhos. Afinal, temos que ter respeito e amor por todos”.

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Acidentes de trânsito: saiba quais são os mais frequentes e como evitá-los

O número de mortes por acidentes de trânsito no Brasil está em queda consecutiva. Desde a implementação da Lei Seca, a já taxa reduziu em 14%. Enquanto 2008 (ano da efetivação da lei) registrou 38.273 mortes no país, em 2017 foram contabilizadas 32.615 vítimas.

Por outro lado, a taxa de internações em decorrência de ferimentos aumentou 14%. Mesmo com a queda, ainda foram 434.246 indenizações pagas para acidentados em 2017, incluindo casos de invalidez permanente e gastos com despesas médicas.

Apesar das melhorias, os dados indicam que a violência no trânsito ainda é grande e que a consciência na direção precisa evoluir. Mas quais são os tipos de acidentes mais comuns e como os motoristas podem evitá-los? E que atitude tomar se um acidente acontecer? Descubra tudo isso lendo este post!

Como Agir Depois de um Acidente de Moto (com Imagens)

Que tipos de acidentes de trânsito são mais frequentes?

O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) classifica os acidentes de trânsito nas estradas federais em 15 categorias. A seguir, conheça os tipos mais frequentes:

  • abalroamento no mesmo sentido ou transversal;
  • saída da pista;
  • choque com objeto fixo;
  • capotagem;
  • colisão frontal.

Em termos de gravidade, esses acidentes apresentam níveis de periculosidade distintos, dependendo do potencial para causar danos fatais. Segundo dados do DNIT, os casos que mais tiram vidas são:

  • colisão frontal;
  • atropelamento;
  • saída da pista.

Quer saber algumas boas práticas de prevenir esses acontecimentos? Siga nesta leitura e descubra!

Como evitar acidentes no trânsito?

Para não entrar nas estatísticas negativas do setor, é possível tomar atitudes simples, capazes de diminuir bastante os riscos de acidentes. Tenha em mente que, se todos os motoristas e pedestres tomarem consciência de que a segurança no trânsito é uma responsabilidade compartilhada, as ruas e estradas vão se tornar locais mais seguros.

A seguir, veja algumas ações que podem fazer diferença.

Avalie suas condições físicas

O primeiro passo é avaliar a si mesmo. Antes de pegar no volante, sempre se pergunte se você está em condições de conduzir o veículo com segurança, lembrando que o cansaço pode afetar seu comportamento no trânsito.

Afinal, fadiga e sono são alguns dos principais motivos de motoristas adormecerem e saírem da pista, causando atropelamentos e capotamentos. Então, nada de dirigir se estiver nessas condições, combinado?

Esqueça o celular enquanto dirige

Sabia que o uso do telefone ao volante aumenta as chances de acidente em até 400%? E não se engane achando que só uma olhadinha não oferece perigo, porque poucos segundos para ler ou enviar mensagens são decisivos.

Pense bem: ao manipular o dispositivo, o motorista pode demorar demais para reagir a uma freada brusca do veículo da frente ou até não ver um pedestre atravessando fora da faixa. Assim, pode  provocar colisão ou atropelamento.

De acordo com a legislação de trânsito vigente, os motoristas só podem usar seus aparelhos com os carros estacionados, estando o motor desligado. Se o celular servir também de GPS, ele deve estar fixado por um suporte adequado no para-brisa ou no painel.

Evite mudanças repentinas de faixa

Sempre sinalize ao mudar de faixa e só faça isso quando tiver certeza de que sua atitude não representará riscos. Mas não confie apenas no retrovisor, pois o carro tem pontos cegos, viu? Vire a cabeça para observar os veículos ao seu redor. Esse reflexo vai reduzir a possibilidade de colisões laterais.

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Cuide para não exceder a velocidade

Dirija em uma margem segura para as condições da via, considerando fatores como iluminação, desgaste do asfalto, chuva, quantidade de veículos e assim por diante. O excesso de velocidade não só faz com que você perca dinheiro com multas, mas também reduz o tempo de reação na pista. Por isso, siga sempre as indicações de velocidade das placas nas ruas e rodovias.

Mantenha uma distância segura do veículo à sua frente

O ideal é calcular uma distância suficiente para reagir em casos de freadas bruscas. Embora essa extensão possa variar conforme as condições da via, do clima e do fluxo de trânsito, o Detran dá a seguinte recomendação para veículos pequenos correndo a uma velocidade de 80 a 90 km/h:

  • escolha um ponto fixo de referência na estrada, como uma placa ou um poste;
  • quando o carro da frente passar por esse ponto, conte 2 segundos;
  • se seu veículo passar pelo ponto de referência antes dos 2 segundos de segurança, é preciso se afastar.

Essa distância costuma ser a ideal para viabilizar as devidas reações em situações de emergência.

Faça a manutenção regular do carro

A manutenção inclui verificar a condição dos pneus, o nível do óleo, os freios, os faróis e outras peças mecânicas, como suspensões e amortecedores. É indicado que a revisão seja feita de seis em seis meses, ou a cada 10 mil quilômetros rodados.

Use equipamentos de segurança

Embora obrigatórios, cinto e capacete não evitam acidentes — mas reduzem riscos de ferimentos graves. Lembre-se de que, ao tomar medidas preventivas, você contribui para um trânsito mais seguro e pode até salvar vidas.

Fuja do volante quando sob o efeito de álcool ou drogas

Além de respeitar a tolerância zero estipulada pela lei, é preciso ter bom senso: não dirigir sob efeito de álcool previne muitos acidentes. Por isso, se for beber, deixe as chaves em casa e use o transporte público ou chame um serviço de táxi.

O mesmo alerta vale para outras drogas, mesmo as lícitas. Isso significa que, se precisar ingerir algum medicamento, você deve verificar se ele não causa sonolência ou diminuição dos reflexos.

Lembre-se de que os veículos maiores devem cuidar dos menores

De acordo com o Código Brasileiro de Trânsito, os veículos maiores devem zelar pela segurança dos demais em rodagem na via, os motorizados precisam proteger os não motorizados e todos juntos têm obrigação de cuidar dos pedestres.

Respeite a sinalização de trânsito

Placas, sinais e faixas de pedestre não servem apenas para enfeitar as vias! Acredite: muitas vezes, os acidentes acontecem simplesmente pelo desrespeito a uma placa de “Pare” ou por uma ultrapassagem feita em local proibido.

Como agir se um acidente acontecer?

Por mais que você tome precauções, às vezes os acidentes são inevitáveis. Nessas horas, é comum as pessoas ficarem nervosas e não saberem o que fazer. Além de tentar manter a calma, algumas dicas podem ajudar a contornar essa situação. Tome nota!

Retirada dos veículos

A primeira ação é simplesmente afastar os veículos da via, para não obstruí-la ou ainda causar outros acidentes. Mas isso só deve ser feito imediatamente nos casos de colisões leves, sem fatalidades, ok?

Resgate de pessoas acidentadas

Se existirem vítimas, o procedimento precisa ser mais cuidadoso. Ligue para o serviço de resgate, passando as informações necessárias para o chamado. Logo, sinalize o local com o pisca-alerta e o triângulo de maneira adequada.

Enquanto aguarda o atendimento, não movimente as vítimas. Por mais que as lesões sejam aparentemente leves, isso pode piorar eventuais ferimentos internos ou fraturas. O que você pode fazer é conversar com as pessoas para checar o estado de consciência delas.

Boletim de ocorrência

O boletim de ocorrência só é obrigatório se o acidente envolver vítimas ou causar danos ao patrimônio público. Nos demais casos, ele só é feito se as partes preferirem. Nessas situações, o documento pode até ser elaborado pela internet.

Vale ressaltar que a confecção de um boletim de ocorrência não indica a existência de crime ou aponta para um culpado. Na verdade, ele serve apenas para documentar o acontecido.

Acionamento do seguro

Mesmo que nenhuma das partes envolvidas assuma de imediato a responsabilidade pelo acidente, ambos devem entrar em contato com a seguradora para comunicar o sinistro. Na sequência, a empresa solicitará documentos e provas para fazer o pagamento da indenização, de acordo com o estabelecido na apólice. O prazo para isso é de 30 dias.

Qual é a importância de ter um seguro?

Como mencionamos, uma das etapas a serem seguidas em casos de acidentes é acionar a seguradora. Observe que um seguro para carros não é um luxo, mas sim uma necessidade, especialmente em situações como essas. Toda vez que você usa seu veículo, está vulnerável a riscos que podem comprometer seu bolso e sua integridade física.

Imprevistos como colisões, roubos, atropelamentos e outros danos são suscetíveis a acontecer e, por isso, é mais que importante estar preparado. Ao contar com um seguro auto, você garante que, caso algo aconteça a você ou a outras pessoas, não haverá prejuízos materiais ou financeiros.

Além disso, os seguros oferecem outros benefícios, como assistência 24 horas, socorro mecânico, chaveiro, eletricista e serviço de guincho. Apesar de o ideal ser nunca precisar do acionamento do seguro, saber que o carro conta com essa segurança garante a você mais tranquilidade.

Quais tipos de seguro devem ser contratados?

Agora que você já entende a importância de contratar os serviços de uma seguradora, entenda quais são as diferentes modalidades de cobertura. Acompanhe os itens a seguir e veja os principais pontos de cada uma delas!

Seguro compreensivo

O seguro compreensivo, também chamado de seguro completo ou total, oferece coberturas amplas ao segurado, como em cenários de furto, roubo, colisão, incêndio e danos causados pela natureza (chuvas de granizo, queda de árvores etc.). No entanto, problemas com certos elementos não são indenizados. Alguns exemplos são:

  • acessórios;
  • rodas especiais;
  • vidros;
  • lanternas;
  • faróis;
  • retrovisores.

Para esses casos, é preciso que o segurado adquira uma cobertura especial além da compreensiva ou negocie condições com a empresa contratada.

Vale notar que algumas seguradoras retiram certos riscos das apólices, como danos decorrentes de vandalismos. Por isso, é importante consultar as condições gerais do contrato e analisar pontos essenciais para as suas necessidades junto à corretora de seguros ou seguradora.

Seguro contra danos causados a terceiros

O seguro contra danos a terceiros tem a função de indenizar, dentro do valor determinado na apólice, os danos causados aos outros envolvidos no acidente, sejam carros ou pessoas. Com a proteção para terceiros, o segurado pode recorrer à seguradora para custear o conserto do automóvel que sofreu a colisão ou acionar a indenização aos pedestres, evitando gastos inesperados.

Esse seguro também é chamado pelo nome oficial de RCF-V (Responsabilidade Civil Facultativa de Veículos). De modo geral, é uma proteção contra batidas que o segurado possa dar em outros veículos. Esse seguro é tão essencial que algumas pessoas buscam somente essa modalidade na hora da contratação junto às seguradoras.

Normalmente, o seguro para terceiros oferece as coberturas de danos pessoais ou corporais, materiais e morais.

Seguro DPVAT

Os envolvidos em um acidente podem solicitar o popularmente conhecido seguro obrigatório DPVAT(Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Vias Terrestres). O tributo deve ser pago anualmente junto às outras contas do início do ano, como o licenciamento e o IPVA do carro.

O DPVAT é voltado para indenizar três tipos de cobertura em casos de acidentes: despesas médicas, morte e invalidez permanente do motorista, passageiros e demais envolvidos. Esse seguro não analisa os culpados, portanto, tem garantia de indenização, independentemente de quem tenha causado o acidente.

De qualquer modo, o DPVAT é um seguro básico, com teto máximo para indenização e ausência de cobertura para danos materiais, roubo e furto. A cobertura paga é de até R$ 13.500, para casos de morte ou invalidez, e de até R$ 2.700 de reembolso, para despesas médicas e hospitalares.

Seguro de vida

O seguro de vida também cobre o segurado e seus familiares em casos de acidentes. Logo, é importante contar com essa opção. Em casos mais graves, como invalidez ou morte, a contratação dessa modalidade garante:

  • segurança financeira dos dependentes;
  • cobertura de despesas hospitalares;
  • proventos periódicos ao segurado até que ele esteja apto a voltar às suas atividades.

Conhecer boas práticas para prevenir os principais tipos de acidentes é o primeiro passo para melhorar as estatísticas do trânsito. E quando não for possível evitar ocorrências, é importante manter a tranquilidade e saber como agir e com quem contar.

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O que fazer ao se envolver em um acidente de trânsito? (13 dicas)

Muitos acabam desprezando o quesito segurança de um automóvel, seja pela ausência de recursos mais elaborados ou pela estrutura deficiente (conforme os resultados em testes de impacto).

No entanto, é fato que todos nós estamos sujeitos a se envolver em um acidente de trânsito, seja por demérito de nós mesmo, por falha de algum outro condutor ou devido às circunstancias do ambiente, por exemplo. A pauta levantada nesta matéria não é a segurança de um veículo, mas sim os procedimentos que devem ser feitos ao se envolver em um acidente ou ainda presenciar um durante a condução.

Antes de tudo, avalie a situação

Em acidentes com lesões corporais, o procedimento a ser realizado deve ser bem mais delicado. Observe no interior do veículo ou até mesmo fora e verifique se há pessoas machucadas.

Neste caso, se positivo, jamais movimente qualquer uma das vítimas, a não ser que você seja algum profissional da área da saúde que esteja habilitado a realizar procedimentos de primeiros socorros.

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Isso pode agravar ainda mais o quadro do indivíduo, provocando lesões ou fraturas ainda maiores, por exemplo. O indicado a se fazer é tentar conversar com as vítimas e verificar se elas respondem, para avaliar o nível de consciência das mesmas.

Pessoas feridas, para quem ligar?

O mais indicado a se fazer é ligar para o SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) por meio do número 192 ou para o Corpo de Bombeiros, que atende pelo número 193, e comunique sobre o acidente com o máximo de informações possíveis para auxiliar na preparação dos profissionais.

Indique que ali aconteceu um acidente

Além disso, é importante sinalizar a área, para que a situação não piore ainda mais e outro veículo se envolva no acidente.

Você pode fazer isso utilizando o triângulo de segurança do seu carro, posicionando-o a aproximadamente 30 metros do veículo envolvido, e também ligar o pisca alerta para que os outros motoristas que estejam trafegando na via dirijam com mais cuidado.

Acidente sem feridos

Em caso de acidentes sem lesões corporais, os procedimentos a serem realizados são diferentes. Remova os veículos da via caso os mesmos estejam em condições.

Conforme o artigo 178 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), os envolvidos no acidente devem remover os veículos para assegurar a fluidez e a segurança no trânsito. Caso contrário, os condutores podem ser atuados com infração de natureza média. Os veículos devem ser removidos para um local seguro.

Porém, se os veículos não estiverem em condições de serem removidos, o recomendado é também sinalizar o acidente com os piscas de alerta e o triângulo de segurança, se possível.

Sem feridos, devo informar alguém?

É necessário ainda contatar a Polícia Militar (pelo 190) ou a Guarda Municipal (pelo 153) para se deslocar até o local.

Nada de aglomeração

Além disso, há orientações para as demais pessoas que trafegam pelo local. É bastante comum ver pessoas aos redores do acidente, tanto a pé quanto a bordo de uma motocicleta ou automóvel, por exemplo.

Isso pode provocar uma aglomeração e até mesmo resultar num segundo acidente em virtude do primeiro, com risco de provocar novas vítimas que estavam observando o local.

Fuga do local do acidente

E nada de fugir do local do acidente sem prestar socorro às vítimas, mesmo que você não esteja envolvido no ocorrido.

Omissão de socorro é considerado um crime, de acordo com os artigos 135 do Código Penal e 304 do Código de Trânsito Brasileiro, além de ser enquadrado como infração de trânsito gravíssima seguindo o artigo 176 do CTB, com multa de R$ 957,70, sete pontos na carteira de habilitação do motorista e suspensão do direito de dirigir.

Fazer o B.O

Em ambos os casos, é importante registrar o boletim de ocorrência (BO), que registra o ocorrido com a descrição dos fatos pelas partes envolvidas e testemunhas. Ele será utilizado posteriormente para dar andamento ao processo de indenização na justiça e também para acionar a seguradora.

O boletim de ocorrência pode ser feito em uma delegacia especializada ou no site do órgão de trânsito responsável (o BO virtual também pode ser utilizado ao acionar o seguro).

Conversar com calma

Depois disso tudo, sobretudo no caso de acidentes sem vítimas, entra uma das situações que costuma ser bastante delicada: o diálogo para verificar os causadores do acidente. Caso os condutores envolvidos no ocorrido tiverem bom senso, é provável que a situação seja resolvida de maneira rápida e sem complicações.

Anote os dados do motorista e do veículo

Se você estiver envolvido e outro motorista assuma a culpa, você deverá anotar os dados do motorista e do veículo, além de pedir um número de telefone para contato – é importante verificar este número de imediato para saber se ele é realmente verdadeiro.

Processo na justiça

Por outro lado, se não haver acerto entre as duas ou mais partes sobre a responsabilidade dos danos mesmo após diálogos anteriores, o condutor “lesionado” deve acionar seu advogado para dar entrada num processo judicial.

Contudo, como citamos anteriormente, é importante tentar negociar no diálogo para evitar aborrecimentos e também não precisar ficar esperando por muito tempo para que a situação seja solucionada pela justiça.

Acionar seguro

Se o condutor culpado possuir seguro em seu veículo, o recomendado é que ele mesmo acione seguro, mesmo que os demais também possuam o serviço. Isso dispensa gastos desnecessários com franquia e também elimina o risco de perder o bônus anual na renovação da apólice.

Nisso, a seguradora irá orienta-lo a escolher uma das oficinas credenciadas. Entretanto, há a opção de você consertar o seu veículo em uma oficina de confiança ou numa autorizada do fabricante, registrando a escolha por meio de um termo para que a seguradora fique isenta de problemas posteriores.

Porém, caso contrário, se apenas o outro condutor (que não teve culpa no acidente) possuir seguro, o indicado é que ele acione o seu serviço para obter a assistência necessária – nisso, o motorista culpado deve arcar com a franquia.

Caso tudo seja resolvido, elimina-se a necessidade de acionar a justiça. Porém, é importante que todos os pagamentos e acordo sejam registrados por meio de documentos, para evitar problemas futuros.

Indenização DPVAT

  • É válido lembrar ainda que vítimas de acidentes de trânsito, sejam ocupantes do veículo, pedestres e seus parentes (em caso de falecimento) podem pedir indenização do Seguro de Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre (DPVAT).
  • Ele oferece coberturas para invalidez permanente, morte e reembolso de despesas médias e hospitalares após 30 dias da apresentação da documentação necessária.
  • Esse seguro pode ser usado também por quem teve culpa no acidente.

Motociclistas – Meio de vida ou de morte?

Além de ser uma opção de transporte, a moto se tornou uma fonte de renda. Tal realidade impulsionou a frota e também o número de acidentes. Dos 45 mil óbitos no trânsito em um ano, 12 mil trafegavam sobre duas rodas e 10 mil, em carros

O medo de perder a vida no asfalto é uma constante na vida do motoboy Marcos Tadeu Botelho de Souza, 34 anos. Diariamente ele precisa superar os temores, subir na moto e garantir o sustento da família.

Durante cinco anos, a entrega de pizza apenas incrementava os rendimentos.

Mas, desde que perdeu o emprego de auxiliar de serviços gerais, há seis meses, o bico sobre as duas rodas virou a atividade principal e única fonte de salário.

“Saio de casa e beijo meus filhos como se fosse a última vez. Todos os dias, tenho medo de morrer no trânsito e de não voltar. Ser motoboy é uma profissão perigosa. Mas é o que posso fazer hoje”

Marcos Tadeu Botelho de Souza, motoboy

Seja qual for a razão, a opção pelo deslocamento sobre duas rodas já mata mais no Brasil do que os automóveis. Mesmo com uma frota duas vezes menor, das 45 mil mortes anuais no país, 12 mil são de motociclistas e 10 mil, de ocupantes de automóveis.

Na segunda reportagem da série Motociclistas: jovens e condenados à morte, o Correio mostra os motivos do crescimento da frota e qual a parcela de responsabilidade do governo, seja pelo incentivo ao transporte individual, seja pela falta de investimento no transporte público.

No caso de Marcos, dois fatores pesaram na compra: a péssima oferta de ônibus e metrô, além da necessidade de obter a renda. Morador de Samambaia, ele reconhece na pele os riscos nas ruas. “Somente este mês, caí duas vezes. Por sorte, tive apenas arranhões.

Mas, como não tenho instrução, só o segundo grau, é o que dá para fazer hoje”, lamenta. A história de Marcos coincide com a de muitos usuários de motos. E o medo dele se justifica. No Distrito Federal, as vítimas mais recorrentes são aquelas que usam a moto como meio de transporte ou para o lazer.

Os motociclistas profissionais representam 14,6% dos mortos.

De modo geral, 86% têm o ensino fundamental ou o médio. “Eles compraram moto para alguma atividade de trabalho ou para fugir do transporte público, que encareceu muito nos últimos anos e é ruim”, detalha Carlos Henrique Carvalho, pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Nos últimos quatro anos — 2016 segue a mesma tendência —, os motociclistas ocuparam o segundo lugar entre os mortos nas vias de Brasília. Perdem apenas para os pedestres, a parcela mais vulnerável dos integrantes do sistema viário.

O dado mais recente do Departamento de Trânsito (Detran) sobre acidentes com motos revela que 80% dos óbitos em vias urbanas foram de motociclistas e 15%, de pedestres. Metade das vítimas tinha, no máximo, 31 anos

Somente entre janeiro e setembro deste ano, 77 pessoas perderam a vida em acidentes com motos. Entre eles, Carlos André Pereira de Sousa, 21 anos. Em julho, o jovem se envolveu em um acidente com um caminhão na BR-020, sentido Planaltina-Sobradinho.

Em agosto, o militar do Exército Yuri do Prado Guimarães morreu numa colisão envolvendo um carro e um caminhão, na Estrada Parque Núcleo Bandeirante (EPNB).

O servidor Célio Souza Vasconcelos Ferreira,50 anos, há dois anos, vive o drama da reabilitação após um grave acidente de moto a caminho de Goiânia.

Após três meses na UTI e um semestre na cadeira de rodas, ele ainda necessita de uma bengala para andar.

Já fez quatro cirurgias e ainda passará por mais duas. Quando pensou que estava superando, teve outra surpresa. Somente este ano descobriu uma fratura grave em três vértebras, também resultado do acidente. “Acordei no hospital de Anápolis.

Vim transferido para o DF e fiquei três meses na UTI. Quebrei a bacia e os dois pés.Tive que alugar uma cama hospitalar e contratei uma enfermeira. Ainda não recuperei as forças da perna esquerda e meu equilíbrio está comprometido.

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Estou me recuperando aos poucos”, conta.

Célio ainda sente vontade de pilotar moto. Mas não pode. “Qualquer tombinho pode me deixar numa cadeira de rodas por conta da fratura das vértebras”, lamenta. Para alguns, a moto é a chance de mudar de vida.

Aos 28 anos, Igor Ferreira viu na profissão de motoboy a oportunidade de virar dono do próprio negócio.

Migrou para o Distrito Federal há sete anos, vindo de Nova Iorque, interior do Maranhão, onde grande parte das pessoas pilota sem habilitação, sem capacete e antes de completar 18 anos.

Aos 23 anos, Igor comprou a primeira moto para trabalhar como motoboy terceirizado de um laboratório. Um tempo depois assumiu o contrato de prestação de serviço e contratou três motoboys para ajudá-lo.

Para quem chegou com a roupa do corpo, a vida está melhor. Mas o risco é uma constante. “A começar pelos próprios motociclistas. Alguns, mais apressados, ultrapassam a gente no corredor, em alta velocidade.Os carros não respeitam também.Mas é melhor aqui do que em Nova Iorque”, compara.

O relato de Igor sobre o trânsito na cidade natal revela uma realidade comprovada em pesquisa.

Eduardo Vasconcelos, da Associação Nacional dos Transportes Públicos (ANTP), diz que um estudo sobre a motocicleta na América Latina revela que uma das causas para a explosão da frota é a liberdade e a acessibilidade para quem a adota como meio de transporte. “Ela é barata na aquisição e gasta pouca gasolina.Muitos deixaram o transporte coletivo e passaram a usar a motocicleta.

Nas cidades do Norte e do Nordeste, é comum o uso sem equipamentos mínimos de segurança e também o transporte de crianças”, adverte o assessor. Uma das consequências mais graves desse modelo é o incremento da violência no trânsito.

No livro Risco no trânsito, omissão e calamidade—impactos do incentivo à motocicleta no Brasil, Eduardo Vasconcelos revela que, entre 1998 e 2013, 2 milhões de pessoas foram afetadas de forma trágica pela violência dos acidentes sobre duas rodas.

Desse total, 220 mil morreram e 1,6 milhão sobreviveram com alguma deficiência física para a vida toda.

Do ponto de vista econômico, a opção pelas motos revela momentos opostos da economia brasileira.

O crescimento da economia, entre 2002 e 2012, deu a oportunidade para muitas famílias comprarem o primeiro meio de transporte individual, e, por ser mais barata, a escolha de muitos foi pela moto.

E, a partir de 2013, quando a crise deu os primeiros sinais, ela continuou atrativa pela mesma razão. A prestação cabe no orçamento cada dia mais apertado.

O economista Fábio Bentes, da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), explica que, apesar de as taxas de juro e o prazo de financiamento serem praticamente os mesmos para carros e motos, a segunda opção tem uma prestação muito menor e, por isso, é mais atrativa. Para explicar, Bentes faz a simulação de compra de um carro popular de cerca de R$ 30 mil e de uma moto na faixa de R$ 10 mil.

O preço do automóvel recuou 0,4% no último ano, segundo o IPCA. A taxa média de juros para aquisição do carro se manteve estável na casa de 1,9% ao mês, assim como o prazo de financiamento.

“Com perspectivas sombrias,a confiança do consumidor em baixa e com a queda do rendimento médio das famílias, as motos continuam sendo a opção mais atraente, mesmo com os preços 7,5% mais caros em função do aumento da demanda”, afirma.

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O que fazer quando se envolver em diferentes tipos de colisão

Uma colisão leve é o suficiente para os veículos ficarem parados na rua Marcos Torres – Spiral/Quatro Rodas

Você já deve ter ficado irritado com essa cena: 15 minutos no anda e para do engarrafamento, acaba se distraindo por um segundo e lá vem uma batidinha.

Você percebeu que amassou levemente o para-choque dos dois carros, mas é o suficiente para os veículos ficarem parados na rua.

Os outros começam a buzinar, os dois motoristas não sabem o que fazer e começa o bate-boca. Calma, pois essa situação é fácil de resolver.

QUATRO RODAS ouviu autoridades policiais e especialistas em seguros sobre os procedimentos básicos para colisões tão comuns do nosso trânsito. Veja o que fazer (e não fazer) nessas situações.

Em busca de vítimas

Verifique se não há vítimas e vazamento de óleo ou combustível Divulgação/Internet

O primeiro procedimento é verificar se não há mesmo vítimas e se motorista ou passageiro não sofreram ferimento decorrente da batida.

Procure ainda por um vazamento de óleo ou combustível. Se houver, é necessário acionar o atendimento de emergência dos bombeiros (193) e registrar o caso na delegacia.

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“A maior dica é observar se o acidente realmente é sem vítimas, pois qualquer sintoma decorrente da colisão já o torna um acidente com vítima. Nesse caso, é necessário enviar uma viatura policial ao local”, diz o coronel Márcio Lima, assessor técnico do Estado-Maior Geral da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro.

Hora da foto

Faça uma foto mais aberta, que permita ver o local Divulgação/Internet

Com seu celular, registre imagens do acidente. Faça uma foto mais aberta, que permita ver o local, e outras mais fechadas, com detalhes das avarias nos carros e em que apareça nitidamente as placas dos veículos.

  • Isso pode facilitar o procedimento do registro da ocorrência e também auxilia no uso do seguro.
  • As imagens ajudam a entender a dinâmica do ocorrido e servem para a seguradora avaliar se o segurado é responsável, se é vítima ou se os dois envolvidos têm culpa.
  • informações na mão 

Anote nome completo, número da habilitação, modelo e placa do veículo Reprodução/Internet

É preciso pegar os dados do causador do acidente, como nome completo, número da habilitação, além de modelo e placa do veículo.

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Não atrapalhe o tráfego

Sem vítimas ou feridos, se for possível, não deixe os carros tortos ou ocupando uma ou mais faixas da via.

Faça as fotos e ponha o carro de forma que não atrapalhe os pedestres ou o trânsito. Não retirar o veículo, inclusive, é passível de multa pelo Código de Trânsito Brasileiro.

  1. O artigo 178 prevê que “deixar o condutor, envolvido em acidente sem vítima, de adotar providências para remover o veículo do local, quando necessária tal medida para assegurar a segurança e fluidez do trânsito” é infração média, com 4 pontos na CNH e multa de R$ 130,16.
  2. Isso não vale, naturalmente, para veículos cujos danos impedem que ele seja movimentado, seja por conta própria ou empurrado.
  3. Pelo telefone ou…

Telefone para o 190 para fazer o registro de ocorrência Divulgação/Internet

Após liberar a pista, telefone para o 190 para os policiais irem até o local fazer o registro de ocorrência ou faça o B.O. (Boletim de Ocorrência) em uma delegacia mais tarde.

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  • … pelo celular
  • Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Rio Grande do Sul já dispõem de registros de ocorrência de trânsito online.
  • Por meio do celular ou tablet é possível fazer a descrição do acidente e anexar as fotos da colisão, sem a necessidade de acionar a polícia.

“É importante observar, no caso da inclusão de fotos, se as imagens foram realmente anexadas, e também a descrição do acidente. Relate somente o que aconteceu de forma bem simples.

Essas situações, quando não observadas, são motivos do indeferimento do registro”, explica o coronel Lima, que também é gerente do sistema e-BRAT, a versão digital do Boletim de Registro de Acidentes de Trânsito (Brat), vigente no Rio de Janeiro.

Discordância

Se houver discordância, caberá à PM julgar quem foi o causador do acidente reprodução/Internet

Se as partes não concordarem sobre o acidente, cada uma pode registrar a ocorrência com sua versão. Caberá à PM e, se for o caso, à Justiça julgar quem foi o causador. Se o causador fugir, também deve-se fazer o registro.

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Pegue também o contato de testemunhas que viram o acidente. “O registro de ocorrência é uma maneira de preservar seus direitos se houver alguma polêmica em relação ao culpado”, alerta Manes Erlichman, sócio-diretor da Minuto Seguros.

Seguro

Com o protocolo da ocorrência, já é possível acionar o seguro. Nesses casos, as fotos agilizam a burocracia do processo de sinistro, assim como os contatos de testemunhas.

Um exemplo: a seguradora faz compatibilidade de danos e vai verificar nas imagens se a avaria que tem na traseira de um carro é compatível com o dano na dianteira do outro.

“É bom pecar pelo excesso. Fotos, registro da ocorrência e testemunha, tudo isso agiliza a seguradora a liberar o conserto, pois a empresa já tem informações que vão ajudar a aprovar o orçamento. Caso contrário, ainda terá de ir a campo para investigar”, explica Erlichman.

E se houver vítimas?

Nesses caso, é preciso chamar o socorro médico (Bombeiros, pelo telefone 193), solicitar a viatura da polícia e aguardar no local. Depois, o caso deve ser registrado na delegacia.

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  1. Tal procedimento também deve ser feito mesmo no caso de um carro colidir em um poste ou muro e o motorista se ferir sozinho.
  2. Em situações de atropelamentos, além de chamar o serviço de emergência e a polícia, é fundamental preservar o local e chamar testemunhas que possam avaliar a responsabilidade do motorista.
  3. Importante lembrar que as vítimas de trânsito só podem pedir a indenização do seguro obrigatório DPVAT (Danos Pessoais Causados por Veículos Automotores de Via Terrestre) com o registro de ocorrência e atestados médicos e hospitalares.
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