Como celebrar o dia da irmã: 13 passos (com imagens)

Como Celebrar o Dia da Irmã: 13 Passos (com Imagens)

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  • Por isso fizemos uma seleção especial de 30 frases para lembrá-la o quanto você é incrível ????

30 Frases de Enfermagem para Inspirar o seu Dia

# Frase 1

Salve uma vida, você é um herói. Salve 100 vidas, você é uma enfermeira. Anônimo

# Frase 2

 Ser enfermeiro é colorir a vida de alguém sem usar lápis de cor. Vizleide Alves Vieira.

# Frase 3

O enfermeiro  é o coração dos cuidados em saúde. Donna Wilk Cardillo.

# Frase 4

Toda enfermeira foi atraída para a enfermagem por causa do desejo de cuidar, servir ou ajudar. Christina Feist-Heilmeier.

# Frase 5

Tenho a absoluta certeza que quando Deus criou a enfermagem, pensou com todo amor na arte do amor ao próximo. Marcelo Souza.

# Frase 6

A Enfermagem é uma arte; e para realizá-la como arte, requer uma devoção tão exclusiva, um preparo tão rigoroso, quanto a obra de qualquer pintor ou escultor; pois o que é tratar da tela morta ou do frio mármore comparado ao tratar do corpo vivo, o templo do espírito de Deus? É uma das artes; poder-se-ia dizer, a mais bela das artes! Florence Nightingale.

# Frase 7

Uma enfermeira não é o que você faz. É o que você é … eu sou uma enfermeira. Não é o que eu faço, é o que eu sou.  Anônimo.

# Frase 8

Enfermeiros: uma das poucas bênçãos de estar doente. Sara Moss-Wolfe.

# Frase 9

Quando você é uma enfermeira, você sabe que todos os dias você vai tocar uma vida ou uma vida vai tocar você. Anônimo.

# Frase 10

 A Enfermagem é uma profissão com foco no indivíduo. Seu produto é a arte de cuidar. Anna Valéria.

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# Frase 11

Me perguntaram se eu acredito em anjos. Então eu respondi: É claro! Eles usam jalecos brancos. Franklin S. Carter.

# Frase 12

Por que eu amo a enfermagem? Porque cuidar vai muito além da profissão, tem que amar! Adyl Carlos.

# Frase 13

A Enfermagem é a arte do cuidar, sem Enfermagem não há cuidado, e sem cuidado não há Vida… João Vieira.

# Frase 14

Às vezes eu inspiro meus pacientes; mais frequentemente eles me inspiram. Desconhecido.

# Frase 15

A Enfermagem é a ciência do saber cuidar. Envolve -se com os mais nobres sentimentos: compaixão, proteção e amor. Nino Carneiro.

# Frase 16

Quanto mais tempo eu estou na profissão, mais experiências moldam minha vida, quanto mais colegas incríveis me influenciam, mais eu vejo o poder micro e macro da enfermagem. Joni Watson.

# Frase 17

Enfermeira do amorCuida do amor, como o jardineiro da florCuida do bem, assim como ninguém.Paciente e contente, sempre cuida da genteNos separa da dor, faz do ódio o amorCuida de mim, cura minha dor

Medicina do bem, enfermeira do amor. Reff Carvalho.

# Frase 18

O verdadeiro Enfermeiro é aquele(a) que ama com o coração, observa com os olhos, toca com as mãos e auxilia com sabedoria. Reinaldo Cantalicio.

# Frase 19

A definição de uma enfermeira: ir além do chamado do dever. A primeira a trabalhar e a última a sair. O coração e a alma do carinho. Quem vai passar por sua vida por um minuto e impactá-lo por uma eternidade. Uma pessoa capacitada a quem você pode encontrar por apenas um período de 12 horas, mas que colocará você e os seus acima dele. Anônimo.

# Frase 20

Seja a enfermeira que você quer como paciente.” Anônimo.

# Frase 21

Como enfermeira, temos a oportunidade de curar o coração, mente, alma e corpo de nossos pacientes, suas famílias e de nós mesmos. Eles podem não se lembrar do seu nome, mas nunca esquecerão a maneira como você os fez sentir. Maya Angelou.

# Frase 22

Enfermagem não é para todos. É preciso uma pessoa muito forte, inteligente e compassiva para enfrentar os males do mundo com paixão e propósito, e trabalhar para manter a saúde e o bem-estar do planeta. Donna Wilk Cardillo.

# Frase 23

Antes de ser um excelente enfermeiro(a) seja um excelente ser humano e amigo do seu próximo! Marcelo Souza.

#  Frase 24

Nosso trabalho como enfermeiras é amortecer a tristeza e celebrar a alegria, todos os dias, enquanto estamos “apenas fazendo nosso trabalho. Christine Belle.

# Frase 25

A atenção constante de uma boa enfermeira pode ser tão importante quanto uma importante operação  por um cirurgião. Dag Hammarskjold.

# Frase 26

Enfermeiros são a hospitalidade do hospital. Carrie Latet.

# Frase 27

Fazer o que ninguém mais fará, de uma maneira que ninguém mais possa fazer, apesar de tudo que passamos; é ser uma enfermeira. Rawsi Williams.

# Frase 28

Toda enfermeira é um anjo com uma chave para uma vida saudável! Tudo no cuidado de pacientes faz parte da alma de enfermagem! Alexsandar Radunovic.

# Frase 29

Uma enfermeira sempre nos dará esperança, um anjo com um estetoscópio. Terri Guillemets.

# Frase 30

Para realizar grandes coisas, você não deve apenas agir, mas também sonhar, não apenas planejar, mas também acreditar. Anatole França.

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Irmã Dulce: a devoção à primeira Santa brasileira

Na casa da curitibana Maria Donizeti Marques da Silva, Irmã Dulce tem lugar cativo. No pequeno altar montado no fim do corredor, ela exibe uma capelinha com uma foto da religiosa baiana, que trouxe da última viagem a Salvador.

“Sempre que acordo ou vou dormir, olho para ela, rezo e peço que interceda por mim”, conta Zeti, como é conhecida.

Ao lado da freira recém-canonizada pelo Papa Francisco, estão Nossa Senhora Aparecida e Santa Rita de Cássia – as outras santas de devoção da catequista.

Como Celebrar o Dia da Irmã: 13 Passos (com Imagens) Zéti Marques da Silveira, devota de Santa Dulce dos Pobres | Foto: Jonathan Campos

Zeti nasceu na Bahia e conta que desde pequena ouvia falar da freirinha franzina que cuidava dos pobres. “Ela sempre foi muito famosa no Nordeste. Atendia quem precisava e qualquer um que cruzasse o caminho dela”, lembrou.

Na última passagem pela terra onde os parentes ainda moram, em julho deste ano, pode presenciar, também, a admiração dos conterrâneos pela, agora, santa brasileira. “Nós fomos conhecer a obra de Irmã Dulce e ficamos encantados.

O local virou um centro de peregrinação e acolhida. A santidade dela exala naquele lugar”, afirmou.

De saúde frágil, Irmã Dulce dedicou a vida a atender principalmente os doentes (leia mais abaixo). E foi justamente quando o corpo precisou de amparo que a religiosa Izaura Souza Cordeiro, outra moradora de Curitiba, pode experimentar o “poder” da obra milagrosa da intercessora.

“Eu morava em Salvador e, na época, precisei fazer uma cirurgia de emergência no Hospital Santo Antônio [fundado por Irmã Dulce]. Naquela ocasião, pude ver de perto toda a atenção que é dada aos humildes. Eles trabalham com o coração.

Tenho uma admiração enorme por essa causa”, disse à Gazeta do Povo.

10 milagres brasileiros que levaram santos e beatos aos altares

Para a freira da Ordem das Irmãs Catequistas Franciscanas, os prodígios de Dulce vão muito além dos dois casos reconhecidos pela Igreja e que permitiram a santificação do “anjo bom da Bahia”. Segundo ela, “o hospital, por si só, com toda história e a forma de atender as pessoas, já faz milagres diariamente pelo povo baiano”, garantiu.

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História

Nascida em 1914, em Salvador, Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes (nome de batismo de Irmã Dulce) começou a manifestar interesse pela vida religiosa ainda na adolescência. Aos 13 anos de idade, já atendia doentes no portão de casa, no bairro de Nazaré.

Apaixonada por futebol e torcedora fanática do Esporte Clube Ypiranga, em 1933, logo após a sua formatura como professora, ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus.

No mesmo ano foi morar no Convento de Nossa Senhora do Carmo, em São Cristóvão (Sergipe), onde recebeu o hábito azul e branco que a tornou ilustre e adotou, em homenagem à mãe falecida, o nome de Dulce.

Como Celebrar o Dia da Irmã: 13 Passos (com Imagens) Foto: Divulgação

O trabalho assistencial em comunidades carentes teve início, em 1935, sobretudo em um conjunto de palafitas que se formou na parte baixa do bairro de Itapagipe, na capital baiana.

Percebendo a necessidade dos muitos operários que moravam na região, Irmã Dulce criou um posto médico e mais tarde, fundou a União Operária São Francisco – primeira organização católica do estado dedicada à classe trabalhadora.

A missão se estendeu até o ano de 1992, quando o corpo de Irmã Dulce já não respondia mais à grande vontade de ajudar. “A extenuante rotina de trabalho e os anos de penitência pessoal cobraram um preço alto de sua saúde.

Ao final da vida, seus pulmões operavam com menos de um terço da capacidade e sua morte foi precedida por um ano de muita dor em uma UTI instalada em seu quarto no convento”, escreveu o jornalista Graciliano Rocha, na biografia “Irmã Dulce, a Santa dos Pobres”.

Último recurso a pobres e doentes, a religiosa baiana ficou conhecida como “Madre Teresa do Brasil” por teólogos que estudaram sua obra e sua vida como parte do processo de canonização aberto pelo Vaticano.

“Irmã Dulce antecipou em muitas décadas a chegada das mulheres a posições de liderança em um tempo em que a sociedade relegava um papel subalterno às mulheres.

Ela assumia riscos e tinha enorme capacidade de tirar do papel grandes empreendimentos num mundo dominado por homens, sem se deixar dominar por eles”, relatou Rocha em outro trecho do livro.

Declarada santa

Canonizada, no domingo (13), pelo Papa Francisco, Irmã Dulce será chamada de Santa Dulce dos Pobres, em justa referência às obras de caridade e assistência social que desenvolveu ao longo de 78 anos. Ela é considerada a primeira santa brasileira nascida no país, já que Madre Paulina (canonizada em 2002) nasceu na Itália e se mudou para cá somente aos 10 anos de idade.

Como Celebrar o Dia da Irmã: 13 Passos (com Imagens) Foto: Divulgação

A causa da santificação da “Mãe dos Pobres” começou no ano 2000, apenas oito anos depois da morte dela – um dos processos mais rápidos da história da Igreja Católica. Em abril de 2009, o Papa Bento XVI reconheceu as “virtudes heroicas” de Dulce Lopes Pontes, autorizando oficialmente a concessão do título de “venerável” à religiosa.

Esse é o segundo dos quatro passos no caminho para a declaração de santidade (serva de Deus, venerável, beata e santa).

Já a beatificação de Irmã Dulce ocorreu em maio de 2011, quando o primeiro milagre atribuído a ela foi divulgado: a recuperação de uma mulher que teve um sangramento grave interrompido subitamente, sem intervenção médica.

O primeiro milagre de Dulce

A técnica administrativa sergipana, Cláudia Cristina dos Santos, hoje com 50 anos, havia dado à luz ao segundo filho, em 11 de janeiro de 2001, quando a hemorragia começou.

Ela sangrou sem parar durante 18 horas e foi submetida a três cirurgias de emergência, que não surtiram efeito.

Desenganada pelos médicos, a família então chamou um padre que, em vez de dar a unção dos enfermos, resolveu fazer uma corrente de oração por Cláudia pedindo a intercessão de Irmã Dulce. Instantaneamente, o fluxo de sangue cessou.

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O milagre dela passou por três etapas de avaliação da Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano. Segundo o médico Sandro Barral, um dos integrantes da comissão científica que analisou o caso, “ninguém conseguiu explicar a melhora tão rápida em uma condição tão adversa”.

O segundo milagre de Dulce

Mas foi um segundo milagre atribuído à Irmã Dulce que permitiu a canonização da freira. Trata-se da cura de um músico baiano, de 51 anos, que voltou a enxergar.

José Maurício Moreia tinha 23 anos quando soube que perderia a visão por causa de um glaucoma agressivo. O tratamento, que durou 10 anos, não foi suficiente para impedir que o nervo ótico (responsável pela comunicação com o cérebro) se degenerasse.

Na virada do ano de 1999 para 2000, ele ficou completamente cego e permaneceu assim por 14 anos.

“No meio de uma crise inflamatória dos olhos num momento de muita dor peguei a imagem de Irmã Dulce, levei até os meus olhos e pedi que ela aliviasse meu sofrimento.

Algumas horas depois comecei a voltar a enxergar.

Ela deu a mim muito mais do que clamei, pois nunca pedi para voltar a enxergar porque sabia que era impossível”, disse em entrevista ao Vaticano News, o site oficial de notícias da Santa Sé.

Legado

Um dos maiores complexos de saúde do país, a instituição filantrópica Obras Sociais Irmã Dulce (Osid), que abriga o Hospital Santo Antônio (onde Irmã Izaura do início da reportagem foi atendida), é resultado de mais de 10 anos de peregrinação da freira baiana atrás de um local onde pudesse abrigar necessitados e enfermos recolhidos das ruas de Salvador.

Como Celebrar o Dia da Irmã: 13 Passos (com Imagens) Foto: Divulgação

A Osid tem origem no ano de 1949, quando – sem ter para onde levar 70 doentes – a santa brasileira pediu à sua superiora que pudesse abrigá-los no galinheiro do convento. “Sem dúvida o grande legado de Irmã Dulce é a obra social”, disse Sérgio Lopes, assessor corporativo da entidade.

Segundo ele, um projeto essencialmente puro, mas trabalhoso de manter. “Nossa receita é 100% SUS e são muitos atendimentos. Em 2018, fechamos o ano devendo R$ 11 milhões”, revelou ao citar os 3,5 milhões procedimentos ambulatoriais realizados anualmente pela instituição.

Festa e gratidão

Em meio à toda euforia que vive a cidade de Salvador por conta da canonização de Dulce, a Gazeta do Povo conseguiu falar com o arcebispo da cidade, Dom Murilo Krieger, que disse passar por um momento de alergia e surpresa.

“Alegria porque entendemos que essa canonização é um presente imenso de Deus para nós e para todo o Brasil. Já a surpresa, porque ainda não conseguimos entender perfeitamente a extensão do que está acontecendo, envolvendo alguém que aqui nasceu, viveu e se santificou.

Parece que Irmã Dulce não era de uma família concreta, mas membro de todas as nossas famílias, tão próxima de nós a sentimos”, revelou.

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Irmã Dulce é canonizada pelo Papa Francisco e se torna a primeira santa brasileira

A santa, conhecida popularmente como Anjo Bom da Bahia, foi uma das religiosas mais populares do Brasil graças ao trabalho social prestado aos mais pobres e necessitados, principalmente na Bahia.

O Vaticano considera que Santa Dulce dos Pobres é a primeira santa brasileira. Embora outras brasileiras e uma religiosa que atuou no país tenham sido canonizadas pela Igreja Católica anteriormente, irmã Dulce é a primeira mulher nascida no Brasil que teve milagres reconhecidos.

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Imagem de Santa Dulce dos Pobres na fachada da Basílica de São Pedro durante a cerimônia de canonização — Foto: Reprodução/TV Globo

Imagem de Santa Dulce dos Pobres na fachada da Basílica de São Pedro durante a cerimônia de canonização — Foto: Reprodução/TV Globo

Outros quatro beatos, de diferentes nacionalidades, também foram canonizados por Papa Francisco às 10h34 (5h34 no horário de Brasília) deste domingo (leia mais abaixo). De acordo com o Vaticano, 50 mil pessoas participaram da cerimônia.

“Em honra da Santíssima Trindade, pela exaltação da fé católica e para incremento da vida cristã, com autoridade de nosso senhor Jesus Cristo, os santos apóstolos Pedro e Paulo, depois de haver refletido longamente, ter invocado a ajuda divina e escutado o parecer de muitos irmãos do episcopado, declaramos e definimos santos os beatos: John Henry Newman, Giuseppina Vannini, Mariam Thresia Chiramel, Dulce Lopes Pontes e Marguerite Bauys”, declarou o Papa, em latim.

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Margareth Menezes e Waldonys cantam na canonização de Irmã Dulce no Vaticano

Papa pede intercessão de outros santos

O chamado “rito de canonização” ocorreu na missa de domingo celebrada pelo Papa. Após um canto de entrada, o Papa abriu a celebração e, em seguida, houve um canto de “invocação do Espírito Santo”. O ato é uma forma de pedir a Deus que o ajude a tomar uma decisão acertada.

Depois, em uma “ladainha” — uma oração cantada —, a Igreja invocou a intercessão de todos os outros santos. Em seguida, foi lida a fórmula de canonização. Depois da leitura da fórmula, em latim, os cinco beatos foram considerados santos. A partir daí, houve um canto de comemoração e a missa seguiu como ocorre nos demais domingos.

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Praça de São Pedro, no Vaticano, lotada de fiéis antes do início da missa de canonização de Irmã Dulce — Foto: Reprodução/GloboNews

Praça de São Pedro, no Vaticano, lotada de fiéis antes do início da missa de canonização de Irmã Dulce — Foto: Reprodução/GloboNews

Além de Irmã Dulce, foram canonizados:

  • o teólogo e cardeal inglês John Henry Newmann, um dos principais intelectuais cristãos do século 19;
  • a religiosa italiana Giuseppina Vannini;
  • a religiosa indiana Mariam Thresia Chiramel Mankidiyan;
  • a catequista suíça Margherita Bays.

Na homilia da missa de canonização, o Papa Francisco afirmou que as pessoas que se dedicam ao serviço dos mais pobres na vida religiosa fizeram “um caminho de amor nas periferias existenciais do mundo”.

Francisco disse que, como os leprosos citados nos textos bíblicos, “todos nós precisamos de cura” e somente Jesus oferece essa cura. Por isso, segundo ele, é preciso rezar, pois “a oração é o remédio da alma''.

A cerimônia foi acompanhada por autoridades brasileiras como o vice-presidente, Hamilton Mourão; o governador da Bahia, Rui Costa; o prefeito de Salvador, ACM Neto; e os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia, e do Senado, Davi Alcolumbre.

O príncipe Charles, do Reino Unido, também participou da missa (veja vídeo abaixo). Um dos santos que estavam sendo canonizados é britânico.

Antes da missa, a cantora baiana Margareth Menezes, o padre Antonio Maria e o sanfoneiro cearense Waldonys tocaram e cantaram no altar a música oficial da canonização.

Beatificação e caminhos para canonização

Irmã Dulce foi beatificada em 2011, após ter o primeiro milagre reconhecido. A graça alcançada foi a recuperação de uma paciente que teve uma grave hemorragia pós-parto e cujo sangramento subitamente parou, sem intervenção médica. Após beatificada, Dulce Lopes Pontes passou a ser chamada “Bem-aventurada Dulce dos Pobres”.

Para ser considerada santa, Irmã Dulce precisaria ter um segundo milagre reconhecido, o que ocorreu em maio deste ano. O miraculado, o maestro soteropolitano José Maurício, voltou a enxergar após fazer uma oração para a então beata. Ele teve glaucoma e começou a perder a visão em 1999. Em 2000, ele já estava cego, mas em 2014 voltou a enxergar.

José Maurício foi ao Vaticano para acompanhar a cerimônia de beatificação e chegou a receber a bênção de Papa Francisco durante a missa de canonização (veja vídeo abaixo).

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Músico que teve milagre atribuído à Irmã Dulce participa da procissão do ofertório

Além do milagre recebido por José Maurício, outras duas graças alcançadas por devotos após orações a Irmã Dulce estavam sendo analisadas pelo Vaticano para o processo de canonização da religiosa.

Os três casos foram enviados ao Vaticano pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), em 2014, após análise de profissionais da própria instituição. Os outros dois milagres que ainda não foram confirmados pelo Vaticano continuam sendo analisados.

O Vaticano tem quatro exigências quanto à veracidade de uma graça, até ser considerada milagre: ser preternatural (a ciência não consegue explicar), instantâneo (acontecer imediatamente após a oração), duradouro e perfeito.

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O Papa Francisco celebra a missa de canonização na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (13) — Foto: Alberto Pizzoli/AFP

O Papa Francisco celebra a missa de canonização na Praça de São Pedro, no Vaticano, neste domingo (13) — Foto: Alberto Pizzoli/AFP

  • Nasceu em 26 de maio de 1914, em Salvador
  • Quando ela tinha 7 anos, sua mãe morreu
  • Aos 13 anos, ela acolhia mendigos e doentes na casa onde morava com o pai e os irmãos, no bairro de Nazaré, na capital baiana
  • A vida religiosa começou aos 18 anos, quando, após se formar como professora primária, ela ingressou na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus
  • Somente aos 19 anos, mais especificamente em 13 de agosto de 1933, recebeu o hábito de freira e adotou o nome de Irmã Dulce em homenagem à mãe, que se chamava Dulce Maria; naquele mesmo mês, ela viveu 6 meses em São Cristovão (SE) e depois voltou para Salvador
  • No ano de 1935, iniciou a assistência à comunidade carente, sobretudo nos Alagados, conjunto de palafitas que foi formado no bairro de Itapagipe, na capital baiana
  • Em 1939, Irmã Dulce invadiu cinco casas, em um local de Salvador conhecido como Ilha dos Ratos. Nos imóveis, ela acolhia enfermos e desabrigados
  • Ainda na década de 30, ajudou operários do bairro de Itapagipe, em Salvador, a formarem a União Operária São Francisco. Logo depois, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, fundou o Círculo Operário da Bahia
  • Junto aos trabalhadores, ela inaugurou um colégio para os filhos dos operários e ainda ajudou a fundar os cinemas Plataforma e São Caetano, além do Cine Teatro Roma; a renda obtida nos cinemas contribuía para a manutenção do Círculo Operário
  • Na década de 60 transformou um galinheiro do Convento de Santo Antônio em albergue. Mais tarde, o lugar deu origem ao Hospital Santo Antônio, no Largo de Roma, em Salvador, e as Obras Sociais que levam o nome dela
  • Em 13 de março de 1992, faleceu em Salvador na Bahia
  • Em 2011, foi nomeada beata
  • Em 13 de outubro de 2019 foi canonizada e se tornou santa com o nome Santa Dulce dos Pobre

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Irmã Dulce com crianças, em Salvador — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce

Irmã Dulce com crianças, em Salvador — Foto: Divulgação/Obras Sociais Irmã Dulce

Vida de Irmã Dulce – A Bem Aventurada

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Segunda filha do dentista Augusto Lopes Pontes, professor da Faculdade de Odontologia, e de Dulce Maria de Souza Brito Lopes Pontes, ao nascer em 26 de maio de 1914, em Salvador, Irmã Dulce recebeu o nome de Maria Rita de Souza Brito Lopes Pontes. O bebê veio ao mundo na Rua São José de Baixo, 36, no bairro do Barbalho, na freguesia de Santo Antônio Além do Carmo. A menina Maria Rita foi uma criança cheia de alegria, adorava brincar de boneca, empinar arraia e tinha especial predileção pelo futebol – era torcedora do Esporte Clube Ypiranga, time formado pela classe trabalhadora e os excluídos sociais.

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Aos sete anos, em 1921, perde sua mãe Dulce, que tinha apenas 26 anos. No ano seguinte, junto com seus irmãos Augusto e Dulce (a querida Dulcinha), faz a primeira comunhão na Igreja de Santo Antônio Além do Carmo.

A vocação para trabalhar em benefício da população carente teve a influência direta da família, uma herança do pai que ela levou adiante, com o apoio decisivo da irmã, Dulcinha.

Aos 13 anos, graças a seu destemor e senso de justiça, traços marcantes revelados quando ainda era muito novinha, Irmã Dulce passou a acolher mendigos e doentes em sua casa, transformando a residência da família – na Rua da Independência, 61, no bairro de Nazaré, num centro de atendimento.

A casa ficou conhecida como ‘A Portaria de São Francisco’, tal o número de carentes que se aglomeravam a sua porta. Também é nessa época que ela manifesta pela primeira vez, após visitar com uma tia áreas onde habitavam pessoas pobres, o desejo de se dedicar à vida religiosa.

Em 08 de fevereiro de 1933, logo após a sua formatura como professora, Maria Rita entra então para a Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição da Mãe de Deus, na cidade de São Cristóvão, em Sergipe. Em 13 de agosto de 1933, recebe o hábito de freira das Irmãs Missionárias e adota, em homenagem a sua mãe, o nome de Irmã Dulce.

A primeira missão de Irmã Dulce como freira foi ensinar em um colégio mantido pela sua congregação, no bairro da Massaranduba, na Cidade Baixa, em Salvador. Mas, o seu pensamento estava voltado mesmo para o trabalho com os pobres.

Já em 1935, dava assistência à comunidade pobre de Alagados, conjunto de palafitas que se consolidara na parte interna do bairro de Itapagipe.

Nessa mesma época, começa a atender também os operários que eram numerosos naquele bairro, criando um posto médico e fundando, em 1936, a União Operária São Francisco – primeira organização operária católica do estado, que depois deu origem ao Círculo Operário da Bahia.

Em 1937, funda, juntamente com Frei Hildebrando Kruthaup, o Círculo Operário da Bahia, mantido com a arrecadação de três cinemas que ambos haviam construído através de doações – o Cine Roma, o Cine Plataforma e o Cine São Caetano. Em maio de 1939, Irmã Dulce inaugura o Colégio Santo Antônio, escola pública voltada para operários e filhos de operários, no bairro da Massaranduba.

Como Celebrar o Dia da Irmã: 13 Passos (com Imagens)

Em 1939, Irmã Dulce invade cinco casas na Ilha dos Ratos, para abrigar doentes que recolhia nas ruas de Salvador. Expulsa do lugar, ela peregrina durante uma década, levando os seus doentes por vários locais da cidade.

Por fim, em 1949, Irmã Dulce ocupa um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio, após autorização da sua superiora, com os primeiros 70 doentes. A iniciativa deu origem à tradição propagada há décadas pelo povo baiano de que a freira construiu o maior hospital da Bahia a partir de um simples galinheiro.

Já em 1959, é instalada oficialmente a Associação Obras Sociais Irmã Dulce e no ano seguinte é inaugurado o Albergue Santo Antônio.

O incentivo para construir a sua obra, Irmã Dulce teve do povo baiano, de brasileiros de diversos estados e de personalidades internacionais.

Em 1988, ela foi indicada pelo então presidente da República, José Sarney, com o apoio da Rainha Sílvia, da Suécia, para o Prêmio Nobel da Paz.

Oito anos antes, no dia 7 de julho de 1980, Irmã Dulce ouvia do Papa João Paulo II, na sua primeira visita ao país, o incentivo para prosseguir com a sua obra.

Irmã Dulce e o Papa João Paulo II voltariam a se encontrar em 20 de outubro de 1991, na segunda visita do Sumo Pontífice ao Brasil.

João Paulo II fez questão de quebrar o rigor da sua agenda e foi ao Convento Santo Antônio visitar a religiosa baiana, cuja saúde já se encontrava bastante debilitada em função de problemas respiratórios.

Cinco meses depois da visita do Papa, os baianos chorariam a morte do Anjo Bom do Brasil.

Irmã Dulce morreu em 13 de março de 1992, pouco tempo antes de completar 78 anos. No velório, na Igreja de Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador, políticos, empresários, artistas, se misturavam a dor de milhares de pessoas simples e anônimas.

A fragilidade com que viveu os últimos 30 anos da sua vida – tinha 70% da capacidade respiratória comprometida – não impediu que ela construísse e mantivesse uma das maiores e mais respeitadas instituições filantrópicas do país, uma verdadeira obra de amor aos pobres e doentes.

A história da irmã de Pedro Passos Coelho que foi adotada aos cinco anos

  • O programa 'A Tarde é Sua', da TVI, apresentadora por Fátima Lopes, recebeu esta sexta-feira uma convidada especial: a irmã adotiva de Pedro Passos Coelho.
  • Teresa Rosa, de 55 anos, abriu o coração para em conversa com a apresentadora contar a sua emocionante história de vida. 
  • Da infância dolorosa à adoção

Perdeu o pai e a mãe aos cinco anos, ambos assassinados em plena Guerra colonial de Angola. Quis a sorte que fosse levada com uma irmã para um hospital.

Nesse mesmo local encontrou uma nova família, o pai do antigo primeiro primeiro ministro Pedro Passos Coelho, que prestava serviço no local, rapidamente se apaixonou pelo ar doce de Teresa. Levou a menina para casa, integrou-a no seio da família e passou a trata-la como uma filha.

A relação cúmplice com Pedro Passos Coelho

Teresa conta que foi muito bem acolhida pelos irmãos e que foi precisamente com Pedro Passos Coelho, aquele que tinha de si uma idade mais próxima, com quem estabeleceu uma relação de maior cumplicidade.

“Éramos muito cúmplices. Até hoje o Pedro é um irmão protetor”, conta mostrando-se orgulhosa do percurso que este construiu. 

“Tenho muito orgulho dele. Eu sabia que ele ia longe”, afirma. 

A chegada a Portugal e o bullying sofrido na escola

Quando a família deixou Angola e regressou a Portugal avizinhavam-se momentos complicados. Em Vila Real, onde se instalaram, não existiam negros, e Teresa era vista com estranheza.

  1. “Tocavam-me na cara para ver se saía tinta”, conta, recordando um período de adaptação difícil em que foi vitima de bullying.
  2. Adolescência problemática e o afastamento da família
  3. Seguiu-se depois uma adolescência problemática, motivada pelo facto de não conhecer ninguém da sua família biológica e por ter perdido o contacto com a única irmã de sangue.

Admite que cometeu vários erros e que com isso se afastou da família que a acolheu. Deixou de ir à escola, começou a sair à noite e aos 16 anos acabou mesmo por sair de casa.

Teresa conseguiu mais tarde construir a sua própria família. Tem quatro filhos e onze netos. Recentemente, conseguiu finalmente legalizar a sua documentação e espera agora conseguir um emprego.

Quanto à sua ligação com a família Passos Coelho, que é também a sua família, garante que nada a separa dos irmãos. 

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