Como celebrar a quaresma: 15 passos (com imagens)

O que fazer para que esta Semana Santa não passe em branco e que possamos participar de alguma forma do mistério pascal? Confira algumas sugestões aqui.

Como Celebrar a Quaresma: 15 Passos (com Imagens)

Redação (Terça-feira, 07-04-2020, Gaudium Press) O Domingo de Ramos, que neste ano de 2020 foi celebrado no dia 5 de abril, marca o fim da Quaresma e o início oficial da Semana Santa: uma das datas mais importantes para os católicos. Durante este período, nos preparamos para celebrar e refletir sobre a Paixão, Morte e Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo.

As celebrações litúrgicas da Semana Santa, sempre ricas em detalhes e beleza, serão celebradas neste ano de 2020 com as portas fechadas, sem a presença física dos fiéis, por conta da pandemia do coronavírus.

Isso ocorrerá, porque em diversas regiões se instalou o isolamento social como medida de prevenção, o que também impede os católicos de frequentar as cerimônias litúrgicas em suas respectivas paróquias.

Como celebrar a Semana Santa durante a quarentena?

Diante disso muitos se perguntam: como celebrar a Semana Santa durante esse período de quarentena? O que fazer para que esta Semana Santa não passe em branco e que possamos participar de alguma forma do mistério pascal?

A Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, através de um decreto publicado no dia 25 de março, indicou que “dado que a data da Páscoa não pode ser transladada, nos países afetados pela enfermidade, onde se preveem restrições sobre as reuniões e a mobilidade das pessoas, os Bispos e os sacerdotes devem celebrar os ritos da Semana Santa sem a presença do público e em um lugar adequado, evitando a concelebrações e omitindo a saudação da paz”.

(Leia também: Diante do Coronavírus: Ficar em casa, na ‘igreja doméstica’)

O documento aconselha ainda que os fiéis celebrem a Semana Santa em suas casas, “sendo avisados da hora do início das celebrações, de forma que possam se unir em oração a partir de suas próprias casas. Poderão ser de grande ajuda os meios de comunicação telemática ao vivo, não gravados. Em todo caso, é importante dedicar um tempo oportuno à oração, valorizando sobretudo, a Liturgia das Horas”.

Diante dessas diretrizes, podemos pensar em diversas formas de celebrar o Tríduo Pascal durante o período de quarentena e isolamento social. Dos quais destacamos alguns abaixo:

1. Oração em família na Semana Santa

Um passo simples e importante é o de reunir a família para rezar todos juntos. Através da oração, cada um em sua casa, é possível nos unirmos espiritualmente como Igreja, da qual, como diz o Apóstolo, Cristo é a Cabeça (Cl 1, 18), significando, de modo análogo, a Comunhão dos Santos.

Como Celebrar a Quaresma: 15 Passos (com Imagens)

  • Cada família pode acompanhar de suas casas as celebrações litúrgicas transmitidas via internet e assim participar das celebrações de suas respectivas paróquias.
  • (Leia também: Onde está Deus nesta pandemia de coronavírus?)
  • É recomendável que se prepare o lar para as cerimônias, preparando uma mesa com as imagens piedosas e uma vela acesa, preparando o ambiente para assistir a Missa do modo mais parecido possível com a presença no templo.
  • Recomenda-se ainda evitar todo o tipo de distração: abstenha-se de qualquer outra atividade em casa durante a celebração.

2. Preparar um pequeno monumento para recordar da Última Ceia

Na Quinta-feira Santa, celebramos a Última Ceia, quando Jesus Cristo instituiu a Eucaristia. Para recordar este momento, pode-se preparar em um local visível um pequeno altar com pão e uvas para honrar a Eucaristia.

Como Celebrar a Quaresma: 15 Passos (com Imagens)

Seria interessante também preparar uma refeição em família, dando graças pelos alimentos que recebemos, pois Eucaristia significa “ação de graças”.

3. Comunhão Espiritual durante a quarentena

  1. Diante da impossibilidade de realizar a comunhão sacramental, os fiéis podem comungar espiritualmente.

  2. Santo Afonso Maria de Ligório explica que a comunhão espiritual “consiste no desejo de receber a Jesus Sacramentado e em dar-lhe um amoroso abraço, como se já o tivéssemos recebido”.

    Uma oração que pode nos ajudar a fazê-la é a seguinte, composta pelo Santo:

  3. (Leia também: A Comunhão Espiritual)

“Oh Jesus meu, creio que estais presente no Santíssimo Sacramento, te amo sobre todas as coisas e desejo receber-te em minha alma. Já que agora não posso fazê-lo sacramentalmente, venha ao menos espiritualmente a meu coração. Como se já tivesse recebido, te abraço e me uno todo a Ti, não permitais, Senhor, que volte jamais a abandonar-te. Amém”.

Durante a comunhão espiritual, cada um pode meditar e rezar sem ser necessário se restringir a uma oração específica. Um esquema que pode ajudar, para que a comunhão seja bem feita é realizar: um ato de Fé na Eucaristia; um ato de amor; um ato de desejo; e concluir com um pedido.

4. Rezar a Via Sacra em Família

Na Sexta-feira Santa, celebramos a Paixão e Morte de Jesus. Para este dia, é aconselhável a recitação da Via Sacra em família, meditando com atenção cada uma das 14 estações, percorrendo com Jesus seu caminho ao Calvário.

Como Celebrar a Quaresma: 15 Passos (com Imagens)

  • Como forma prática, pode-se distribuir 14 cruzes, na qual se acrescentem imagens ou quadros que representem as estações de Jerusalém, em diferentes lugares da casa, e realizar uma pequena procissão por cada uma das estações, orando, refletindo e fazendo leituras piedosas.
  • (Leia também: Como obter indulgências durante o Tríduo Pascal?)
  • Através deste exercício é possível ganhar a Indulgência Plenária, tal como indica o Decreto Enchiridion Indulgentiarum da Penitenciaria Apostólica, “ao fiel cristão que pratique o piedoso exercício da Via Sacra lhe é concedida a indulgência plenária”.

5. Jejum e Abstinência na Sexta-Feira Santa

Na Sexta-Feira Santa, a Igreja determina o jejum e a abstinência de carne para todos os católicos. O jejum, segundo o Código de Direito Canônico (c. 1253), é a “forma de penitência que consiste na privação de alimentos”.

Tradicionalmente se prescreve que nessa ocasião se faça apenas uma refeição completa durante o dia (como o almoço). Permite-se tomar duas pequenas refeições (como o café da manhã e o jantar).

(Leia também: Dez conselhos para não se deixar dominar pelo medo durante a pandemia do coronavírus)

A abstinência, de acordo com o Código de Direito Canônico, “consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre”. A Igreja indica que se abstenha de carne nas sextas-feiras da Quaresma. Já para Sexta-Feira Santa (e também para Quarta-Feira de Cinzas) é obrigatória a abstinência (além do jejum).

Como Celebrar a Quaresma: 15 Passos (com Imagens)

A obrigação da abstinência começa aos 14 anos e se prolonga por toda a vida, já para o jejum estão obrigados os que tiverem completado 18 anos até os 59 completos, no entanto, qualquer pessoa pode jejuar, mesmo estar nessa faixa etária.

6. Um altar para Cristo Ressuscitado

No Domingo da Ressurreição, além de celebrar a Páscoa com uma refeição em família, se pode preparar um altar com Jesus Ressuscitado, colocando no centro uma imagem de Nosso Senhor Jesus Cristo.

A família pode, unida, elevar uma oração de ação de Graças a Nosso Senhor por sua presença em nossas vidas e expressar de que maneira o Ressuscitado tem atuado em cada um. (EPC)

A Santa Quaresma

Como Celebrar a Quaresma: 15 Passos (com Imagens)

O que é a Quaresma e quando ela começa?

A Quaresma é um período de 40 dias de penitência e de combate espiritual. A característica fundamental e indispensável da Quaresma é a renúncia de alimentos e o jejum!

Inicia-se na Quarta-feira de Cinzas, prolongando-se até a Quinta-feira Santa, antes da Missa na Ceia do Senhor. A penitência prolonga-se até o Sábado Santo, perfazendo exatos 40 dias penitenciais, excetuados os domingos. Trata-se de um tempo privilegiado de conversão, combate espiritual, jejum e escuta da Palavra de Deus.

Porque 40 Dias de Quaresma?

O número de quarenta dias é importante, pois tem toda uma significação bíblica: a preparação para o encontro com Deus:

  • Os quarenta dias do Dilúvio,
  • Os quarenta dias de Moisés no Monte Sinai,
  • Os quarenta anos de Israel no deserto,
  • Os quarenta dias do caminho de Elias até o Horeb/Sinai
  • E, sobretudo, os quarenta dias do Senhor Jesus no deserto, preparando Sua vida pública.

É digno de nota que o mesmo Jesus que entrou na penitência dos quarenta dias aparece transfigurado com dois outros penitentes: Moisés e Elias!

Por isso mesmo, o cuidado da Igreja de reservar exatos quarenta dias para a penitência! É tão antigo que tem suas raízes na própria prática da Igreja apostólica.

Na Igreja Antiga, este era o tempo no qual os catecúmenos (adultos que se preparavam para o Batismo) recebiam os últimos retoques em sua formação para a vida cristã.

Assim, surgiu a Quaresma: tempo no qual os não batizados completavam seu catecumenato pela oração a penitência e os ritos próprios, chamados escrutínios, e os cristãos, já batizados, pela purificação e a oração, buscavam renovar sua conversão batismal para celebrarem na alegria espiritual a Santa Vigília de Páscoa, na madrugada do Domingo da Ressurreição, renovando suas promessas batismais.

Qual o Sentido da Quaresma?

A finalidade da penitência e do combate quaresmais é conformar-se ao Cristo ressuscitado! A Quaresma tem, portanto, uma finalidade pascal:

“Lembra-te de Jesus Cristo, ressuscitado dentre os mortos! Fiel é esta palavra: Se com Ele morremos, com Ele viveremos, Se com Ele sofremos, com Ele reinaremos!” (2Tm 2,8ss)

Dom Henrique Soares, Bispo de Palmares, nos explica de forma bem simples como podemos viver melhor este período e ainda nos fornece algumas dicas!

O que devemos fazer na Quaresma? Quais são as práticas Quaresmais?

A Oração

Neste tempo os cristãos se dedicam mais à oração. Uma boa prática é rezar diariamente um salmo ou, para os mais generosos, rezar todo o saltério no decorrer dos quarenta dias. Pode-se, também, rezar a Via Sacra às sextas-feiras! Ainda é possível, além do terço costumeiro, rezar-se mais um terço, com os mistérios dolorosos.

A Penitência

Os dias quaresmais (exceto os domingos!) são dias de penitência. Aliás, esta é a prática que melhor caracteriza a Quaresma! Sem renúncia ao alimento, não há observância quaresmal.

Cada um deve escolher uma pequena prática penitencial para este tempo. Por exemplo: renunciar a um lanche diariamente, ou a uma sobremesa, não comer carne às quartas e sextas-feiras, etc…

Na Quarta-feira de Cinzas e na Sexta-feira Santa os cristãos jejuam: o jejum nos faz recordar que somos frágeis e que a vida que temos é um dom de Deus, que deve ser vivida em união com Ele; também nos ensina a domar nossos instintos. Os mais generosos podem jejuar todas as sextas-feiras da Quaresma. Farão muitíssimo bem!

  • Recordemo-nos que às sextas-feiras os católicos não devem comer carne; e isto vale para o ano todo!
  • O Jejum consiste numa só refeição completa; as outras duas não devem, juntas, chegar a uma refeição.
  • A Abstinência de carne consiste em não comer carne de animais de sangue quente: mamíferos ou aves, de modo geral.

A Esmola

Trata-se da caridade fraterna. Este tempo santo deve abrir nosso coração para os irmãos: esmola, capacidade de ajudar, visitar os doentes, aprender a escutar os outros, reconciliar-se com alguém de quem estamos afastados – eis algumas das coisas que se pode fazer neste sentido!

“O que a oração pede, o jejum alcança e a esmola recebe. O jejum é a alma da oração, e a esmola é a vida do jejum. Ninguém tente dividi-las porque são inseparáveis. Portanto, quem ora, jejue; e quem jejua, pratique a esmola” (São Pedro Crisólogo – século IV)

A Meditação da Palavra de Deus

Este é um tempo de escuta mais atenta da Palavra: o homem não vive somente de pão, mas de toda Palavra saída da boca de Deus. Seria muitíssimo recomendável ler durante este tempo o Livro do Êxodo ou o Profeta Jeremias ou Oséias ou, ainda, um dos Evangelhos ou a Epístola aos Romanos.

A Conversão

“Eis o tempo da conversão!”, diz-nos São Paulo. Que cada um veja um vício, um ponto fraco, que o afasta de Cristo, e procure lutar, combatê-lo nesta Quaresma! É o que a Tradição ascética de Igreja chama de “combate espiritual” e “luta contra os demônios”. Nossos demônios são nossos vícios, nossas más tendências, que precisam ser combatidas.

Os antigos davam o nome de sete demônios principais (sete vícios capitais): a soberba, a avareza, a tristeza (hoje diz-se a inveja), a preguiça, a ira, a gula, a sensualidade. Estes demônios geram outros.

Na Quaresma, é necessário identificar aqueles que são mais fortes em nós e combatê-los!

Como é a Liturgia durante a Quaresma?

Este tempo sagrado é marcado por alguns sinais especiais nas celebrações da Igreja:

  • A cor da liturgia é o roxo – sinal de sobriedade, penitência e conversão;
  • Não se canta o Glória nas missas (exceto nas solenidades, quando houver);
  • Não se canta o aleluia que, sinal de alegria e júbilo, somente será cantado outra vez na Páscoa da Ressurreição (isto vale mesmo para as festas e solenidades);
  • Os cantos da Missa devem ter uma melodia simples e tratarem dos temas quaresmais; não é permitido que se toque nenhum instrumento musical, a não ser para sustentar o canto, em sinal de jejum dos nossos ouvidos, que devem ser mais atentos à Palavra de Deus; um bom costume é que o Credo, o Santo, o Pai-nosso e o Cordeiro e as respostas da Oração Eucarística sejam recitados, não cantados
  • Não é permitido usar flores nos altares, em sinal de despojamento e penitência (nos casamentos e outras festas as igrejas, devem ser enfeitadas com muita sobriedade!);
  • A partir da quinta semana da Quaresma podem-se cobrir de roxo ou branco as imagens, em sinal de jejum dos sentido, sobretudo dos olhos. Onde o costume for já cobri-las na Quarta-feira de Cinzas, é ótimo que se conserve assim!

Como Celebrar a Quaresma: 15 Passos (com Imagens)

O importante é que todas estas práticas nos levem a uma preparação séria e empenhada para o essencial: a Páscoa! As observâncias quaresmais não são atos folclóricos, mas instrumentos para nos fazer crescer no processo de conversão que nos leva ao conhecimento espiritual e ao amor de Cristo. Tenhamos em vista que o ponto alto do caminho quaresmal é a renovação das promessas batismais na Santa Vigília pascal e a celebração da Eucaristia de Páscoa nesta mesma Noite Santa, virada do sábado para o Domingo da Ressurreição.

Empenhemo-nos sincera e devidamente nas práticas quaresmais. Elas não são essenciais, mas são sinal concreto de que entramos de corpo e alma no caminho da conversão.

Uma vida religiosa sem práticas concretas em comunidade, reguladas pela Igreja, é como um corpo sem vértebras: não se sustentará de pé e terminará por negar praticamente a realidade da Encarnação. O Verbo fez-Se carne, fez-Se matéria, “concretizou-Se”.

O cristianismo é uma religião da alma e do corpo, das intenções e das práticas!

Ficha de Vivência Quaresmal

Preencha esta ficha até Domingo e ofereça-a espiritualmente ao Senhor na Vigília Pascal. Faça o Download da Ficha de Vivência Quaresmal

  1. Senhor Jesus Cristo, seguindo o Teu caminho no deserto e preparando-me para celebrar dignamente a Tua santa Páscoa, suplico Teu misericordioso auxílio para as seguintes práticas quaresmais que me proponho fazer em Tua honra e para melhor ser Teu discípulo:
  2. Oração: (o que rezarei a mais durante este tempo, todos os dias)
  3. Jejum/penitência: (o que retirarei diariamente, exceto aos domingos, da minha alimentação)
  4. Esmola: (o que farei para ir ao encontro dos meus próximos, sobretudo praticando obras de misericórdia corporais e espirituais) Vício a combater: (quais das minhas más tendências combaterei nesta Quaresma, evitando as ocasiões, as situações e os atos)
  5. Livro da Escritura a ler: (que livro lerei completamente, de preferência o Êxodo ou Números ou Deuteronômio ou a Epístola aos Romanos)
  6. Leitura espiritual: (é recomendável também escolher um livro para leitura espiritual. Podem ser: as Chamas de Amor a Jesus Cristo, Mostra-me teu Rosto ou O Silêncio de Maria, de Inácio Larrañaga, A Leitura de Deus, de Garcia Columbás, A Imitação de Cristo, de Tomás de Kempis, O Peregrino Russo…)
  7. A Confissão Sacramental

Dicas e Sugestões de Penitências para a Quaresma

Neste tempo de reflexão e preparação para a Páscoa, muitos católicos ficam com dúvidas em relação às Penitências. Desta forma, apresento-lhe algumas sugestões feitas pelo Pe. José Eduardo para vivermos uma Santa Quaresma:

1) Penitências gastronômicas

– Trocar a carne por peixe, ovos ou queijo (ou mesmo comer puro) – Comer menos arroz, feijão, pão, macarrão, para sair da mesa com um pouco de apetite – Eliminar todos doces, refrigerantes, chocolate e demais guloseimas – Nas refeições, acrescentar algo que seja desagradável, como diminuir a quantidade de sal ou colocar um condimento que quebre um pouco o sabor – Comer algum legume ou verdura que não se goste muito – Diminuir ou mesmo tirar as refeições intermediárias (como o lanche da tarde). – Tomar café sem açúcar, ou água numa temperatura menos agradável

– Reservar algum dia para o jejum total ou parcial

2) Penitências corporais

  • Apenas para ajudarem a não perdermos o sentido do sacrifício ao longo do dia, a não sermos relaxados, devendo ser pequenas e discretas.
  • – Dormir sem travesseiro – Sentar-se apenas em cadeiras duras – Rezar alguma oração mais prolongada de joelhos – Não usar elevadores ou escadas rolantes – Trabalhar sem se encostar na cadeira – Cuidar da postura corporal – Descer um ponto antes do ônibus e fazer uma parte do caminho à pé
  • – Deixar de usar o carro e pegar um transporte coletivo

3) Penitências Morais

  1. São as mais importantes
  2. – Não reclamar das contrariedades do dia, mas agradecer e louvar a Deus – Sorrir sempre, mesmo quando haja um nervoso – Moderar a frequência às redes sociais, celular e computador (reduzir a poucas vezes ao dia) – Desligar as notificações do celular – Fazer os serviços mais incômodos na casa e no trabalho, ajudando os outros – Acordar mais cedo para fazer oração – Não ouvir música no carro – Não assistir TV, mas dedicar este tempo à leitura – Não usar jogos eletrônicos, caso seja viciado – Fazer algum trabalho voluntário – Rezar mais pelos outros, do que por si mesmo – Reservar dinheiro para dar esmolas, mas sobretudo atenção aos mendigos – Falar bem das pessoas que se gostaria de criticar – Ouvir as pessoas incômodas sem as interromper
  3. – Dormir no horário, mesmo sem vontade

Que todos possam ter uma intensa vivência quaresmal, para celebrarmos na alegria espiritual a santa Páscoa do Senhor!

Quaresma: O caminho para a Páscoa

Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa”[1] (Missal Brasileiro): Desde o primeiro domingo da Quaresma, a liturgia traça decididamente o caráter dos 40 dias que começam na Quarta-Feira de Cinzas. A Quaresma é um compêndio de nossa vida, que é toda ela “um constante retorno à casa do nosso Pai”[2]. É um caminho para a Páscoa, para a morte e ressurreição do Senhor, que é o centro de gravidade da história do mundo, de cada mulher, de cada homem: um retorno ao Amor eterno.

No tempo da Quaresma, a Igreja nos desperta de novo à necessidade de renovar nosso coração e nossas obras, de modo que descubramos, cada vez mais, esta centralidade do mistério pascal: se trata de que nos ponhamos nas mãos de Deus para “progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa”[3] (Missal Brasileiro).

“O homem tem uma capacidade tão estranha para esquecer as coisas mais maravilhosas e acostumar-se ao mistério! Consideremos de novo, nesta Quaresma, que o cristão não pode ser superficial. Plenamente mergulhado no seu trabalho diário (…

) o cristão tem que estar ao mesmo tempo totalmente mergulhado em Deus, porque é filho de Deus”[4].

Por isso é lógico que durante esses dias consideremos em nossa oração a necessidade da conversão, de redirecionar nossos passos para o Senhor e purificar o nosso coração fazendo próprios os sentimentos do salmista: “Cor mundum crea in me, Deus, et spiritum firmum innova in visceribus meis; Cria em mim, ó Deus, um coração puro, renova em mim um espírito resoluto”[5]. São palavras do salmo Miserere, que a Igreja nos propõe com frequência neste tempo litúrgico, e o qual São Josemaria rezou tanto.

O caminho de Israel pelo deserto

A Quaresma possui raízes profundas em vários episódios chave da história da Salvação, que é também nossa história. Um deles é a travessia do povo eleito pelo deserto. Esses 40 anos foram um tempo de prova e de tentações para os israelitas.

Javé os acompanhava continuamente e os fazia entender que só deviam se apoiar n’Ele: ia amolecendoseu duro coração de pedra[6].

Além disso, foi um tempo de graças constantes: mesmo que o povo sofresse, era Deus quem lhes consolava e lhes orientava com a palavra de Moisés, lhes alimentava com o Maná e as codornizes, lhes dava a água na Rocha de Meriba[7].

Quão próximas nos resultam as palavras, cheias de ternura, com as quais Deus faz os israelitas refletirem sobre o sentido de sua longa travessia! “Lembra-te de todo o caminho pelo qual o Senhor teu Deus te conduziu nesses quarenta anos, no deserto, para te humilhar e te pôr à prova, para conhecer tuas intenções e saber se observarias ou não os mandamentos.

Ele te humilhou, fazendo-te passar fome e, depois, te alimentou com o maná que nem tu, nem teus pais conheciam, para te mostrar que não só de pão vive o ser humano, mas de tudo o que procede da boca do Senhor”[8].

Também hoje o Senhor nos dirige essas palavras: a nós que, no deserto de nossa vida, certamente experimentamos a fadiga e os problemas de cada dia, ainda que não faltem os cuidados paternais de Deus, às vezes, por meio da ajuda desinteressada de nossos familiares, de amigos ou, inclusive, de pessoas de boa vontade que permanecem anônimas.

Com sua pedagogia inefável, o Senhor vai nos introduzindo em seu coração, que é a verdadeira terra prometida: “Praebe, fili mi, cor tuum mihi… Dá-me, filho, o teu coração, e teus olhos guardem os meus caminhos”[9].

Como Celebrar a Quaresma: 15 Passos (com Imagens)

Muitos dos episódios do Êxodo eram sombra de realidades futuras. De fato, nem todos os que participaram daquela primeira peregrinação chegaram a entrar na terra prometida[10].

Por isso, a Carta aos Hebreus, citando o salmo 94, sente dor pela rebeldia do povo e, ao mesmo tempo, celebra a chegada de um novo êxodo: “Os primeiros a receberem a boa-nova não entraram, por causa da desobediência”, e Deus “marca de novo um dia, um ‘hoje’, quando fala por meio de Davi, muito tempo depois: ‘Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais os vossos corações’”[11]. Esse hoje é o inaugurado por Jesus Cristo. Com sua Encarnação, sua vida e glorificação, o Senhor nos conduz pelo êxodo definitivo, no qual as promessas encontram perfeito cumprimento: coloca-nos no céu, consegue “um repouso para o povo de Deus. Pois aquele que entrou no repouso de Deus repousou de suas obras, como Deus repousou das suas”[12].

O caminho de Cristo pelo deserto

O Evangelho do primeiro domingo da Quaresma nos apresenta a Jesus que, em solidariedade conosco, quis ser tentado ao final dos 40 dias que passou no deserto.

Ver sua vitória sobre Satanás nos enche de esperança, e nos revela que, com Ele, poderemos vencer também nas batalhas da vida interior. Nossas tentações, então, já não nos inquietam, mas se convertem em ocasião para nos conhecermos melhor e para nos fiar mais de Deus.

Descobrimos que o ideal de uma vida acomodada é uma imagem falsa da autêntica felicidade e percebemos, com São Josemaria, que “é precisa, sem dúvida, uma nova mudança, uma lealdade mais plena, uma humildade mais profunda, de modo que, diminuindo o nosso egoísmo, Cristo cresça em nós, já que illum oportet crescere, me autem minui, é preciso que Ele cresça e eu diminua (Jo 3,30)”[13].

A experiência da nossa fragilidade pessoal não acaba no temor, mas na petição humilde que confirma a nossa fé, a nossa esperança e o nosso amor: “Afasta, Senhor, de mim o que o me afasta de ti”, podemos dizer, com palavras que São Josemaria repetiu com frequência[14].

Com Jesus, encontramos as forças para rejeitar decididamente a tentação, sem ceder ao diálogo: “Observai bem como Jesus responde. Ele não dialoga com Satanás, como tinha feito Eva no paraíso terrestre. Jesus (…) escolhe refugiar-se na Palavra de Deus e responde com a força desta Palavra.

Recordemo-nos disto: no momento da tentação, das nossas tentações, nenhum diálogo com Satanás, mas defendidos sempre pela Palavra de Deus! E isto nos salvará”[15].

O relato da Transfiguração do Senhor, que é proclamado no segundo domingo da Quaresma, nos reafirma nesta convicção da certeza da vitória, apesar das nossas limitações. Também nós participaremos de sua glória, se soubermos nos unir à sua Cruz em nossa vida cotidiana.

Para isso, temos de alimentar nossa fé, como aqueles personagens do Evangelho que a liturgia dos últimos domingos de Quaresma nos apresenta de três em três anos: a samaritana, que supera o pecado para reconhecer em Jesus o Messias que sacia, com a água viva do Espírito Santo, sua sede de amor[16]; o cego de nascimento, que vê a Cristo como luz do mundo, vencendo a ignorância, enquanto os que veem se tornam cegos[17]; Lázaro, cuja ressurreição nos recorda que Jesus veio para nos trazer uma vida nova[18]. Contemplando esses relatos como um personagem a mais, com a ajuda dos santos, encontraremos recursos para nossa oração pessoal, e se fortificará a presença de Deus mais intensa que procuraremos manter nestes dias.

Nosso caminho penitencial como filhos

A oração coleta do terceiro domingo da Quaresma apresenta o sentido penitencial deste tempo: “Ó Deus, fonte de toda a misericórdia e de toda bondade, vós nos indicastes o jejum, a esmola e a oração como remédio contra o pecado.

Acolhei esta confissão da nossa fraqueza para que, humilhados pela consciência de nossas faltas, sejamos confortados pela vossa misericórdia”.

Com a humildade de quem se reconhece pecador, pedimos com toda a Igreja a intervenção que esperamos da misericórdia de Deus Pai: um olhar amoroso sobre nossa vida, e seu perdão reparador.

A liturgia nos impulsiona a assumir nossa parte no processo de conversão, ao convidar-nos à prática das tradicionais obras penitenciais. Essas manifestam uma mudança de atitude em nossa relação com Deus (oração), com os outros (esmola) e conosco (jejum)[19].

É o “espírito de penitência”, do qual falava São Josemaria, e do qual propunha tantos exemplos práticos: “Penitência é o cumprimento exato do horário (…). És penitente quando te submetes amorosamente ao teu plano de oração, apesar de estares esgotado, sem vontade ou frio. Penitência é tratar sempre com a máxima caridade os outros (…

), suportar com bom humor as mil pequenas contrariedades da jornada (…), comer com agradecimento o que nos servem, sem importunar ninguém com caprichos”[20].

Sabemos ao mesmo tempo queas ações meramente externas não contam para nada sem a graça de Deus. Não é possível identificar-nos com Cristo sem a sua ajuda: “quia tibi sine te placere non possumus, pois sem o vosso auxílio, não vos podemos agradar”[21].

Apoiados n’Ele, procuramos realizar estas obras “no oculto”, onde só vê nosso Pai Deus[22], retificando com frequência a intenção, e buscando de modo mais claro a glória de Deus e a salvação de todos. O apóstolo João escreve: “quem não ama o seu irmão, a quem vê, não poderá amar a Deus, a quem não vê”[23].

São palavras que convidam a um exame profundo, porque não é possível separar ambos os aspectos da caridade.

Se nos sabemos contemplados por Ele, o sentido de nossa filiação divina irá empapando a vida interior e o apostolado, com uma contrição mais confiada e filial, e com uma entrega sincera àqueles que nos rodeiam: familiares, colegas de trabalho, amigos.

O caminho penitencial por meio dos sacramentos

Em nossa luta diária contra a desordem do pecado, os sacramentos da Penitência e da Eucaristia são também momentos privilegiados. É lógico que a nossa penitência interiorse aperfeiçoe graças à celebração do sacramento da Confissão.

Depende muito das disposições do penitente, mesmo que o protagonismo seja de Deus, que nos leva à conversão. Por meio deste sacramento – verdadeira obra prima do Senhor[24] – percebemos seu bom fazercom a nossa liberdade caída.

São Josemaria apresentava assim o papel que nos corresponde: “Aconselho a todos que tenham como devoção (…) fazer muitos atos de contrição.

E uma manifestação externa, prática, dessa devoção é ter um carinho particular pelo Santo Sacramento da Penitência”[25], no qual “nos revestimos de Jesus Cristo e dos seus merecimentos”[26].

A Quaresma é um momento maravilhoso para fomentar este “carinho particular” pela Confissão, vivendo-a nós em primeiro lugar, e ajudando muitas pessoas a aproximar-se deste sacramento.

Depois da absolvição que o sacerdote dá em nome de Deus, o Ritual propõe, entre outras fórmulas possíveis, uma bela oração de despedida do penitente: “A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, a intercessão da Virgem Maria e de todos os santos, tuas obras e a tua paciência, sirvam de remédio para os teus pecados, aumento de graça e prêmio da vida eterna. Vai em paz”[27]. É uma antiga oração na qual o sacerdote pede a Deus que estenda o fruto do sacramento à toda a vida do penitente, recordando de qual fonte emana sua eficácia: os méritos da Vítima inocente e de todos os Santos.

Como ocorreu com o filho mais novo da parábola, após o abraço de nosso Pai Deus somos admitidos no banquete[28]. Que alegria participar bem limpos na Eucaristia! “Ama muito o Senhor.

Guarda na tua alma – e fomenta – esta urgência de querer-Lhe. Ama a Deus, precisamente agora, quando talvez bastantes dos que O têm em suas mãos não O amam, O maltratam e Lhe fazem pouco caso.

Trata muito bem o Senhor, na Santa Missa e durante o dia todo!”[29].

Com a liturgia, a Igreja nos convida a percorrer com garbo o caminho da Quaresma.

A celebração frequente dos sacramentos, a meditação assídua da Palavra de Deus e das obras penitenciais, sem que falte essa alegria – Laetare Ierusalem! – que o quarto domingodestaca especialmente[30], são práticas que afinam nossa alma, e nos preparam para participar com intensidade na Semana Santa, quando reviveremos os momentos cume da existência de Jesus na terra. “Temos de converter em vida nossa a vida e a morte de Cristo. Morrer pela mortificação e pela penitência, para que Cristo viva em nós pelo Amor. E seguir então os passos de Cristo, com ânsias de corredimir todas as almas”[31]. Contemplando ao Senhor que dá a vida por nós, bem purificados de nossos pecados, redescobriremos a alegria da salvação que Deus nos traz: “Redde mihi laetitiam salutaris tui, devolve-me a alegria de ser salvo”[32].

Alfonso Berlanga

[1] Missal Romano, I Domingo da Quaresma, oração sobre as oferendas.

[2] São Josemaria, É Cristo que Passa, n. 64.

  • [3] Missal Romano, I Domingo da Quaresma, oração coleta.
  • [4] É Cristo que Passa, n. 65
  • [5] Sl 50 (51), 12.

[6] Cfr. Dt 8, 2-5.

[7] Cfr. Ex 15, 22 – 17, 7.

[8] Dt 8, 2-3.

[9] Pr 23, 26

[10] Cfr. Nm 14, 20 ss.

[11] Hb 4, 6-7. Cfr. Sl 94 (95), 7-8.

[12] Hb 4, 9-10.

[13] É Cristo que Passa, n. 58.

[14] Notas de uma reunião familiar, 18-X-1972 (citado em A. Sastre Tempo de Caminhar, Rialp, Madrid 1989, p. 353).

CELEBRAR EM FAMÍLIA O DIA DO SENHOR IV DOMINGO DA QUARESMA – ANO A – 22 de março de 2020

Estamos vivendo o Tempo litúrgico da Quaresma. É um forte tempo de oração, escuta da Palavra de Deus e práticas de caridade em vista da celebração da Páscoa do Senhor. Porém este ano o estamos vivendo de forma bastante diferente por conta do combate à disseminação do COVID – 19.

Acolhendo a orientação das autoridades civis e sanitárias, nossos bispos no Brasil orientam os fiéis a permanecerem em suas casas, evitando aglomeração de pessoas e, consequentemente não participando das celebrações eucarísticas.

Desta forma, somos convidados a CELEBRAR o Dia do Senhor como Igreja doméstica, com nossos familiares, em nossas casas.

Cabe aqui recordar o que nos afirmam as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora na Igreja do Brasil, número 73: “A casa, enquanto espaço familiar, foi um dos lugares privilegiados para o encontro e o diálogo de Jesus e seus seguidores com diversas pessoas (Mc 1,29; 2,15; 3,20; 5,38; 7,24).

Nas casas Ele curava e perdoava os pecados (Mc 2,1-12), partilhava a mesa com publicanos e pecadores (Mc 2,15ss; 14,3), refletia sobre assuntos importantes, como o jejum (Mc 2,18-22), orientava sobre o comportamento na comunidade (Mc 9,33ss; 10,10) e a importância de se ouvir a Palavra de Deus (Mt 13,17.43).

Assim, desejamos oferecer esta sugestão de Celebração da Palavra de Deus para ser celebrada em sua casa, com seus familiares neste triste momento da pandemia.

São muitos os horários de transmissão de missas em nossos canais católicos que podemos acompanhar, mas vivendo a dignidade de povo sacerdotal que nosso batismo nos conferiu podemos não só acompanhar, mas celebrar com nossas famílias o Dia do Senhor.

Escolha em sua casa um local adequado para celebrar e rezar juntos.

Prepare sua Bíblia com o texto a ser proclamado, um crucifixo, uma imagem ou ícone de Nossa Senhora, uma vela a ser acesa no momento da celebração.
Escolha quem irá fazer o “Dirigente (D)” da celebração: pode ser o pai ou mãe e quem fará as leituras (L). Na letra (T) todos rezam ou cantam juntos.

CELEBRAÇÃO

T. Alegra-te, Jerusalém!
Reuni-vos, vós todos que a amais;
vós que estais tristes, exultai de alegria!
Saciai-vos com a abundância de suas consolações.

D. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.
D.

Deus Pai, que é bendito eternamente, nos conceda estar em comunhão uns com os outros, com a força do Espírito, em Cristo Jesus, nosso irmão.
T. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.
D. A Quaresma deste ano está sendo vivida de forma bem diferente das outras
que já vivemos.

Se ela, a Quaresma, nos convida a nos encontrarmos com
Deus e com os irmãos e irmãs, este ano parece que não está sendo bem
assim.

Não podendo nos reunir para juntos celebrarmos a Eucaristia, nossas Via sacras e outros momentos de oração em nossas comunidades, queremos
fazer de nossa casa, a casa de Deus, a Igreja doméstica pois aqui nos
reunimos no Dia do Senhor, como os primeiros cristãos que também se
reuniam em suas casas, para a escuta e a meditação da Palavra de Deus.

Mesmo em meio a tantas preocupações, medos e incertezas, não podemos
ficar tristes. Somos convidados a nos alegrar, conforme iniciávamos rezando
juntos o refrão inicial, pois diante de nós resplandece a Páscoa que é anúncio
de ressurreição e de vida plena, promessa de esperança para toda a
humanidade.

Escutemos a palavra de Jesus, luz do mundo, para o seguir em cada dia e
iluminar o nosso caminho, mesmo que estejamos caminhando por entre
sinais de trevas.

Cantemos juntos:

SIM, EU QUERO QUE A LUZ DE DEUS
QUE UM DIA EM MIM BRILHOU
JAMAIS SE ESCONDA E NÃO
SE APAGUE EM MIM O SEU FULGOR
SIM, EU QUERO QUE O MEU AMOR
AJUDE O MEU IRMÃO
A CAMINHAR GUIADO POR TUA MÃO. EM TUA LEI, EM TUA LUZ, SENHOR!

EM MINH’ALMA CHEIA DO AMOR DE DEUS
PALPITANDO A MESMA VIDA DIVINAL
HÁ UM RESPLENDOR SECRETO DO INFINITO SER
HÁ UM PROFUNDO GERMINAR DE ETERNIDADE

QUANDO EU SOU UM SOL A TRANSMITIR A LUZ
E MEU SER É TEMPLO ONDE HABITA DEUS,
TODO CÉU ESTÁ PRESENTE DENTRO DE MIM
ENVOLVENDO-ME NA VIDA E NO CALOR

ESTA VIDA NOVA, COMUNHÃO COM DEUS
NO BATISMO, AQUELE DIA EU RECEBI
VAI AUMENTANDO SEMPRE E VAI ME TRANSFORMANDO
ATÉ QUE CRISTO SEJA TODO O MEU VIVER

D. De coração contrito e humilde, aproximemo-nos do Deus justo e santo, para
que tenha piedade de nós, pecadores:
D. Tende compaixão de nós, Senhor!
T. Porque somos pecadores!
D. Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia!
T. E dai-nos a vossa salvação!
D.

Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e
nos conduza à vida eterna.
T. Amém.

D. Senhor, tende piedade de nós!
T. Senhor, tende piedade de nós!

D.

Cristo, tende piedade de nós!
T. Cristo, tende piedade de nós!

D. Senhor, tende piedade de nós!
T.

Senhor, tende piedade de nós!

D.

Senhor nosso Deus, Pai da luz, que conheceis a profundidade do nosso
coração: não permitais que nos domine o poder das trevas, mas abri os
nossos olhos com a graça do vosso Espírito, para que vejamos Aquele que
enviastes para iluminar o mundo, e só n’Ele acreditemos: Jesus Cristo, vosso
Filho, nosso Senhor. Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.
R. Amém.

A VOSSA PALAVRA É A LUZ DOS NOSSOS PASSOS

T.:
TUA PALAVRA É LÂMPADA PARA MEUS PÉS, SENHOR,
LÂMPADA PARA MEUS PÉS, SENHOR,
LUZ PARA O MEU CAMINHO.
LÂMPADA PARA OS MEUS PÉS, SENHOR,
LUZ PARA O MEU CAMINHO. (BIS)

L.: Do Evangelho segundo São João (Jo 9,1.6-9.13-17.

34-38):

Naquele tempo,
Ao passar, Jesus viu um homem cego de nascença.
E cuspiu no chão, fez lama com a saliva
e colocou-a sobre os olhos do cego.
E disse-lhe: “Vai lavar-te na piscina de Siloé”
(que quer dizer: Enviado).
O cego foi, lavou-se e voltou enxergando.

Os vizinhos e os que costumavam ver o cego
– pois ele era mendigo – diziam:
“Não é aquele que ficava pedindo esmola?”
Uns diziam: “Sim, é ele!”
Outros afirmavam:
“Não é ele, mas alguém parecido com ele”.
Ele, porém, dizia: “Sou eu mesmo!”
Levaram então aos fariseus
o homem que tinha sido cego.
Ora, era sábado, o dia em que Jesus tinha feito lama
e aberto os olhos do cego.

Novamente, então, lhe perguntaram os fariseus
como tinha recuperado a vista.
Respondeu-lhes: “Colocou lama sobre meus olhos,
fui lavar-me e agora vejo!”
Disseram, então, alguns dos fariseus:
“Esse homem não vem de Deus, pois não guarda o sábado”.
Mas outros diziam:
“Como pode um pecador fazer tais sinais?”
E havia divergência entre eles.

Perguntaram outra vez ao cego:
“E tu, que dizes daquele que te abriu os olhos?”
Respondeu: “É um profeta”.
Os fariseus disseram-lhe:
“Tu nasceste todo em pecado e estás nos ensinando?”
E expulsaram-no da comunidade.
Jesus soube que o tinham expulsado.

Encontrando-o, perguntou-lhe:
“Acreditas no Filho do Homem?”
Respondeu ele:
“Quem é, Senhor, para que eu creia nele?”Jesus disse:
“Tu o estás vendo; é aquele que está falando contigo”.
Exclamou ele:
“Eu creio, Senhor!”
E prostrou-se diante de Jesus.

Palavra da Salvação.
R. Glória a vós, Senhor!

(Pequeno momento de silêncio, meditação ou partilha da Palavra)

D. Professemos a nossa fé!
T. Creio em Deus Pai…

A DEUS SE ELEVA A NOSSA PRECE

D. Como filhos da luz, aclamemos a Cristo, luz do mundo, e peçamos-lhe que
ilumine o nosso coração para que também os nossos passos avancem à
claridade da sua palavra.

L. Quando não vemos o vosso desígnio de amor nas provações da vida,
T. Abri, Senhor, os nossos olhos!

L. Quando não vos reconhecemos como luz do nosso caminho,
T.

Abri, Senhor, os nossos olhos!

L. Quando preferimos caminhar nas trevas e andar longe de vós,
T. Abri, Senhor, os nossos olhos!

L. Quando não Te vemos porque andamos ocupados a olhar para nós mesmos,
T. Abri, Senhor, os nossos olhos!

L. Quando não Te reconhecemos no pobre e no sofredor,
T.

Abri, Senhor, os nossos olhos!

L. Vós, Luz que iluminais as nações:
T. Abri, Senhor, os nossos olhos!

L. Vós, Luz que iluminais os cientistas, médicos e pesquisadores:
T. Abri, Senhor, os nossos olhos!

L. Vós, estrela da manhã que não conhece ocaso:
T. Abri, Senhor, os nossos olhos!

D.

Conscientes do sofrimento de muitos, no tempo presente, continuemos a
rezar:

T. Deus eterno e omnipotente,
descanso na fadiga, amparo na fraqueza:
todas as criaturas de Vós recebem energia, existência e vida.

A Vós recorremos invocando a vossa misericórdia
porque continuamos a sentir a fragilidade da condição humana
ao passar pela experiência de uma nova epidemia viral.
A Vós confiamos os doentes e as suas famílias:
curai-os no corpo, na mente e no espírito.


Ajudai todos os membros da sociedade a cumprir o seu dever
e a reforçar o espírito de solidariedade entre si.
Amparai e confortai os médicos e os profissionais de saúde da linha de
frente e todos os que prestam cuidados de saúde, no desempenho do
seu serviço.


Vós que sois a fonte de todo o bem,
enchei de bênçãos a família humana,
afastai de nós todo o mal e dai uma fé sólida a todos os cristãos.


Livrai-nos da epidemia que nos está atingindo
para que possamos retomar com serenidade as nossas ocupações
habituais
e louvar-vos e dar-vos graças de coração renovado.


Em Vós confiamos e a Vós elevamos a nossa súplica
porque Vós, ó Pai, sois o autor da vida,
e com o vosso Filho, nosso Senhor Jesus Cristo,
na unidade do Espírito Santo,
viveis e reinais pelos séculos dos séculos. Amém.


Santa Maria, saúde dos enfermos, rogai por nós!

D. A situação de sofrimento e apreensão em que nos encontramos é ocasião
para que se manifestem as obras de Deus. Também nós devemos realizar as
obras do Pai porque o Senhor Jesus, a verdadeira luz, habita em nós e
sustenta o nosso esforço. Ele suporta também a nossa oração humilde:

T. Pai nosso…

D. Senhor nosso Deus, verdadeira luz da nossa consciência,
só em Vós sabemos o que é bem;
o vosso Espírito nos salve das trevas do mal
para que caminhemos como filhos da luz
seguindo os passos de Cristo.
Ele que vive e reina, pelos séculos dos séculos.
T. Amém.

INVOQUEMOS A BÊNÇÃO DO PAI

D. Concedei, ó Pai, a vossa bênção à nossa família,
e dai-nos a alegria na esperança, a fortaleza na tribulação,
a perseverança na oração, a solicitude atenta às necessidades dos irmão se a diligência no caminho de conversão
que estamos a percorrer nesta Quaresma.

Todos fazem o sinal da cruz sobre si, enquanto o dirigente continua:

D Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.
T. Amém.

Pode concluir-se com a antífona mariana “À vossa proteção”

T.

À vossa proteção recorremos, Santa Mãe de Deus. Não desprezeis as
nossas súplicas em nossas necessidades, mas livrai-nos sempre de
todos os perigos, ó Virgem gloriosa e bendita.

Amém.

(Cada família poderá adaptar o esquema conforme as necessidades. Os cantos
são sugestões podendo ser trocados por outros, respeitando sempre o espírito
quaresmal que estamos vivendo)

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