Como casar com uma pessoa de religião diferente

Como Casar com uma Pessoa de Religião Diferente Arquivo pessoal

Juliana e Alberto em cerimônia ecumênica: juiz de paz

A festa e a cerimônia de casamento devem não só traduzir a personalidade dos noivos, mas também levar em consideração pessoas importantes, geralmente os membros da família. É por isso que muitos casais procuram formas de conciliar, na celebração, tradições de religiões diversas.

Leia também

Religião é importante para crianças? Etiqueta religiosa dos vestidos de noiva

Há muitas opções para noivos de religiões diferentes, além da conversão de um dos noivos. “A cerimônia ecumênica é uma boa opção, além de ser muito bonita”, explica Simone Rocha, diretora-executiva da Loretha Rocha Idealização de Casamentos.

Este tipo de celebração acontece sem a presença de uma figura religiosa e é idealizada por um juiz de paz. A cerimônia mista, por outro lado, conta com a participação dos representantes das religiões dos dois noivos.

Cada um fica responsável por uma passagem do ritual de casamento.

É essencial compartilhar as ideias para o casamento com os familiares e ouvir em quais cenários eles se sentirão confortáveis.

“Há casais que nem chegaram a realizar o matrimônio por interferências familiares”, alerta Simone Rocha.

Este é um ponto que deve ser muito discutido entre o casal, para que ninguém se sinta insatisfeito com a escolha. Leia as histórias de cinco casais e suas soluções para o “sim” no mesmo altar.

Como Casar com uma Pessoa de Religião Diferente Arquivo pessoal

Juliana e Alberto em cerimônia ecumênica: juiz de paz


Cerimônia na religião de um dos noivos

No caso de David Miranda e Daniela Yuri, a família da noiva, católica, não se importou em celebrar a união de acordo com o Islamismo, religião do noivo. Por ser cristã, Daniela teve permissão para se unir a David em uma mesquita, com as bênçãos de um sheik, orador e estudioso da religião e costumes islâmicos.

“A Daniela não fazia questão de se casar em uma igreja, e eu não poderia me casar lá”, afirma David, ao explicar a escolha da mesquita para celebrar o casamento. A cerimônia consistiu na leitura do contrato de casamento pelo sheik e de alguns trechos do Alcorão, livro sagrado do Islamismo.

Poliana Fylyk e Bruno Ribeiro também preferiram fazer a cerimônia na religião de apenas uma das famílias. Bruno é católico não-praticante e se sentiu à vontade para casar de acordo com a religião de Poliana, que é da Igreja Batista. “Eu teria problemas com a minha mãe se optasse pela Igreja Católica”, diz Poliana. A cerimônia será em um restaurante
, com um pastor da igreja da noiva.

Cerimônia mista

Flávia Yamada é budista. Fábio Ramos, católico. Eles pensavam em se casar duas vezes, com uma celebração em cada religião. “Nossos familiares faziam questão de uma cerimônia religiosa no nosso casamento”, afirma Flávia. Mas surgiu uma ideia melhor: uma cerimônia mista.

A monja Coen ficou responsável pela parte budista da cerimônia, que aconteceu em um buffet, enquanto um padre foi convidado para fazer a parte católica do ritual. O casamento, realizado em março de 2008, satisfez o casal e as duas famílias. E arrancou suspiros dos convidados, pela beleza da diversidade expressada no altar.

Como Casar com uma Pessoa de Religião Diferente Arquivo pessoal

Juliana e Alberto em cerimônia ecumênica: juiz de paz

Cerimônia ecumênica

Uma maneira de solucionar o impasse de religiões diferentes é celebrar o casamento fora de instituições religiosas. Juliana de Freitas é espírita e Alberto de Oliveira cresceu em uma família evangélica. A melhor conciliação foi casar em uma chácara, com um juiz de paz e um mestre Reiki para abençoar a união, em abril de 2006.

“Eu pensei que a família dele se sentiria mal se fosse um casamento espírita”, explica Juliana. Ela afirma que a decisão foi muito natural e conseguiu agradar aos integrantes dos dois lados. “Não tivemos que fazer curso, decorar falas, nada. Foi a maneira mais livre e simples de decidir a cerimônia de casamento”, observa Juliana.

Cerimônia com conversão Doroty Yano optou por se converter ao budismo quando conheceu Junich Yano, japonês e budista, com quem é casada há 34 anos.

“É preciso que o casal converse muito e chegue a um denominador comum, que agrade a ambos”, diz Doroty.

Ela decidiu ser batizada segundo as tradições religiosas da família do marido e a cerimônia teve a leitura dos votos de casamento do casal.

Leia mais sobre casamentos

16 vestidos de noiva exóticos: você usaria? Agenda da Noiva: o que fazer mês a mês ao planejar o casamento

Leia tudo sobre:

Pessoas de diferentes religiões contam como é um casamento não católico

O Brasil é um país mundialmente conhecido por ter uma população de fé inabalável e grande diversidade religiosa.

Mesmo assim, de acordo com o último censo demográfico sobre religiões divulgado pelo IBGE, em 2010, cerca de 64% dos brasileiros se diziam católicos na época – formando uma imensa maioria de adeptos da religião, historicamente a mais presente em território nacional.

Fato é que o número de católicos vem diminuindo ao longo dos anos, ao mesmo tempo em que a quantidade de pessoas declaradamente evangélicas, espíritas e não religiosas tem aumentado consideravelmente.

Mas, pense rápido: de todos os casamentos que você já frequentou na vida, quantos deles não foram realizados com base no catolicismo? Ou, melhor: com relação aos casamentos mostrados na televisão e na mídia como um todo, em quais deles você reparou que uma igreja e um padre fazendo a celebração não estavam presentes? Provavelmente foram poucos – e nós queremos mudar isso.

A seguir você aprende um pouquinho mais sobre budismo, judaísmo, umbanda e até ausência de religião – fator que não impede ninguém de se casar, viu?

Natália Caplan e Larrion de Araújo

A doula Natália Caplan se casou com o fotógrafo Larrion de Araújo em novembro do ano passado, em Manaus (AM), com direito a festa e uma cerimônia que contou com alguns elementos judaicos e outros cristãos. Como assim? É que Natália, por ter nascido de uma mãe judia e ser descendente direta de Israel, se autodenomina parte legítima do povo judeu, mas possui fé cristã – e ela explica o que isso quer dizer:

“Judeus e cristãos creem no mesmo Deus (pai e criador).

A diferença é que nós, cristãos, cremos em Jesus Cristo como filho de Deus (Yeshua Hamashia, o Messias), enquanto a maioria dos judeus seguem somente a Torá – base da religião judaica, a Torá é o Antigo Testamento, que reúne os cinco primeiros livros da Bíblia -, e ainda esperam a vinda do Messias (salvador). Como judia-cristã, comemoro as festas bíblicas, mas não celebro as datas católicas, como festa junina e Natal”, conta, ao MdeMulher.

Assim, quando ela e Larrion se casaram, diversas tradições, cristãs e judaicas, foram inseridas na cerimônia. Entre os elementos específicos da Torá ali presentes, estavam o chamado “toque do shofar”, para chamar o noivo – a canção, tocada originalmente com a trombeta nacional do povo de Israel (o shofar), apareceu na Bíblia sendo utilizada em ocasiões militares e religiosas.

Além disso, foi usado o talit, uma espécie de xale, feito de seda, que o noivo costuma vestir no casamento judaico para representar o sacerdócio. O casamento contou, ainda, com alimentos como vinho, leite, trigo, mel e azeite expostos na mesa da ceia, que também tinha um menorá – o candelabro de sete pontas, símbolo judaico mais antigo e imponente de todos os tempos – de enfeite.

– (Estudio Lumi (Manaus/AM)/Divulgação)

Realizada sob a chamada chupá, nome dado à tenda judaica, a celebração teve músicas em hebraico e português e a famosa quebra da taça, encerrando o momento.

Para quem não sabe, é comum que em alguns casamentos judaicos o noivo, de maneira simbólica, quebre um copo ou taça com seu pé direito, lembrando a todos sobre a destruição do Templo de Jerusalém.

Enquanto o vidro faz referência à “reconstrução”, o ato serve para mostrar a imortalidade do homem.

Já na esfera cristã, durante a cerimônia trechos do Antigo e do Novo Testamento da Bíblia, exaltando a Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo) foram lidos pelo o apóstolo Wilson Ayub, que fez a cerimônia. Orações não decoradas também foram feitas para celebrar a união de Natália e Larrion, junto dos votos de casamento.

feitos pelos próprios noivos. Natália conta que, diferentemente do que acontece nos casamentos mais tradicionais, no seu grande dia ela entrou para a cerimônia antes do noivo, deixando alguns convidados surpresos.

Mas a “troca” também tem uma explicação: a figura da noiva, para ela, representa a igreja que aguarda o retorno de Cristo (simbolicamente, o noivo).

Um certo preparo foi feito pelos noivos desde que começaram a planejar o casamento até o dia da cerimônia, por iniciativa própria.

Natália e Larrion fizeram jejum de alguns alimentos (escolhidos individualmente) e orações conjuntas durante esse período, pedindo por cada item necessário do casamento (cardápio, quem faria a cerimônia, onde, etc). Segundo ela, Deus ficaria com o papel de cerimonialista.

No dia, os homens não precisaram usar o quipá (chapéu símbolo da religião judaica) e o uso de lenço, pelas mulheres, também foi dispensado.

– (Estudio Lumi (Manaus/AM)/Divulgação)

No final da cerimônia, que começou às 17h e terminou às 18, em ponto – momento conhecido como aquele em que Deus visitou Adão e Eva – o apóstolo Ayub pediu que os convidados olhassem para frente, para cima e para trás, a fim de explicar a simbologia dos diferentes ciclos da vida que antecedem o casamento, e o futuro do casal em família (com filhos e descendentes).

Leia também:  Como beber café verde: 10 passos (com imagens)

Se Natália tivesse que deixar uma dica aos futuros casais? “Não se prendam às limitações de uma religião.

Eu nunca gostei de marcha nupcial ou de certos ritos que não fazem sentido para mim, nem de véu, grinalda, buquê e vestidos enormes. Ambos estavam de tênis e meu vestido de noiva era simples e delicado.

Não faça nada para agradar ou por obrigação. É algo tão pessoal, mas os palpiteiros sempre criticam. A festa é de vocês”, completa.

Amanda Cruz e Eliezer Ribeiro

A história do casamento da jornalista Amanda Cruz com o analista de redes Eliezer Ribeiro não é nada convencional. Os dois não têm religião nenhuma, e mesmo assim se casaram em setembro de 2015, mais por pressão das famílias, que queriam uma “oficialização” da união, do que por desejo próprio.

Na época, Amanda e Eliezer moravam juntos há dois anos, mesmo período em que haviam ficado noivos. Fazer uma grande festa e investir dinheiro nisso nem chegou a passar pela cabeça do casal que, no fim das contas, optou por um casamento simples, civil, com um almoço comemorativo logo em seguida.

Por não serem religiosos, eles abiram mão, inclusive, de uma cerimônia de casamento – sem celebrante ou cerimonialista, por escolha própria, os noivos, logo após o casamento no cartório, receberam cerca de 50 pessoas para um churrasco com cerveja, na casa da sogra de Amanda. Lá, fizeram apenas um pequeno discurso para quem estava presente, nada além disso.

– (Amanda Cruz/Acervo pessoal)

Quanto à presença de tradições no casamento, Amanda acabou optando pelo clássico vestido branco, mas isso também não teve nada de simbólico ou planejado – de acordo com ela, tanto a escolha do modelo quanto da cor da peça foram feitos respeitando seu gosto pessoal naquele momento. Decoração simples e bolo de casamento também estavam na mini recepção, que não precisou da benção de ninguém para ser legítima e cheia de amor.

O conselho de Amanda para casais (não católicos, principalmente) prestes a dizer “sim” é, antes de mais nada, que os pombinhos façam o que sentirem mais vontade no que diz respeito ao casamento:

“Por vezes a família pressiona e reivindica coisas que não fazem sentido para os dois, mas é preciso ser firme e focar no que você realmente quer e como vocês realmente vão se divertir. No meu casamento, eu escolhi me divertir e foi incrível, não mudaria nada”, diz.

Isabel Pacianotto e Christiano Braga

Quem é umbandista, assim como a produtora de eventos Isabel Pacianotto e o advogado Christiano Braga, costuma crer na presença de um Deus, criador do céu e da terra, além da força dos orixás -como se fossem os santos, no catolicismo – entidades iluminadas e abençoadas. Dessa forma, um casamento celebrado com base na umbanda geralmente conta com a benção de Deus, junto da presença de alguns importantes elementos da natureza.

Quando se casaram em dezembro de 2016, no canto direito da Praia de Capricórnio (Caraguatatuba – SP) e celebrados pelo caboclo (entidade) chefe da casa, Bel e Christiano aproveitaram o encontro do mar com o rio, as montanhas da região e toda a natureza em torno deles para comemorar com cerca de 200 convidados. Todos (inclusive os noivos) estavam vestidos de branco, independente de seguirem ou não a religião.

– (RAG Cinematografia e Fotografia/Divulgação)

Bel explica que na umbanda não existe um padrão de cerimônia a ser seguido, de modo que cada terreiro tem seus rituais específicos. Por exemplo, alguns casamentos contam com orações, cânticos e leituras de escritos durante as celebrações, onde noivos podem ou não receber colares coloridos em seus pescoços – tudo depende de qual ramificação da umbanda eles fazem parte.

No caso de Bel e Christiano, no período antecedente ao casamento foi necessário que eles fizessem uma série de preparações para o grande dia:

“Recebemos orientações espirituais para seguirmos com um preceito de, na semana anterior à celebração, nos abstermos de bebidas alcoólicas, de consumir carne vermelha, de relações sexuais. Fizemos banhos de ervas todos os dias dessa semana, forma essa de purificar o corpo para a cerimônia”, descreve.

Os trabalhadores do terreiro frequentado pelo casal, bem como os convidados também receberam orientações, de modo que evitassem o consumo de bebidas alcoólicas do dia anterior até o momento da cerimônia – dessa forma, o nível vibratório das energias de todos os presentes estaria alto.

Para ela, a maior semelhança entre o casamento católico e o umbandista é a busca pela benção de algo superior para a união do casal. Já em matéria de festa, tudo costuma ser muito parecido, sem muitos rituais ou tradições, apenas com a diversão como foco principal.

Maria Fernanda Meireles e Bruno Morais

Mesmo tendo sido criada no catolicismo e não praticando o budismo atualmente, a coach Maria Fernanda Meireles decidiu se casar com o headhunter Bruno Morais em uma cerimônia budista, celebrada pelo monge Maurício Hondaku.

É que, de acordo com os preceitos da religião (muitas vezes considerada uma filosofia de vida), no budismo  o casamento é enxergado de maneira bastante liberal, não sendo visto como dever ou obrigação, mas sim como uma opção pessoal.

Dessa forma, foi após conhecer Hondaku e se encantar pelo budismo que Maria Fernanda tomou sua decisão.

“Não precisei nem ser adapta do budismo para poder ter uma cerimônia budista no meu casamento. É uma religião livre de julgamentos e preconceitos. Para um casamento católico precisaríamos fazer cursos, e eu sinceramente não sei nem se eles permitiriam que eu fizesse, sendo mãe solo“, explica ela.

Como já dissemos, no budismo o casamento não é uma celebração sagrada e, portanto, se configura como um evento de cunho social, e não religioso.

No caso de Maria Fernanda e Bruno, nenhuma preparação anterior ou durante o evento foi exigida aos noivos ou convidados: apenas o monge fez algumas exigências em relação ao local onde iria trocar de roupa, tipo de flores (essenciais no casamento) e de toalha colocada na mesa principal.

Lançando mão do chamado Nenju, uma espécie de rosário (ou terço) budista, o monge, os noivos e os convidados leram alguns ritos de passagem importantes no budismo.

A cada leitura, Hondaku explicava seu significado correspondente e, para facilitar a compreensão de quem estava presente, já que de acordo com Maria Fernanda apenas uma convidada era budista de fato, ela e Bruno fizeram cartõezinhos para que os convidados participassem do momento sem maiores problemas.

Como a cerimônia de Maria Fernanda e Bruno foi feita em um espaço próprio para festas de casamento, não foi necessário que ninguém seguisse tradições mais antigas do budismo – a noiva vestiu um modelo de vestido bem tradicional, e o noivo optou por terno. Caso a união tivesse sido realizada em um templo, por sua vez, seria obrigatório que todos tirassem seus sapatos antes de entrarem no santuário, prática comum nesses espaços.

Depois da celebração, durante a festa, o monge, por ser um amigo pessoal do casal, dançou e se divertiu à vontade, assim como o restante das pessoas convidadas.

“Todos elogiaram muito a cerimônia, isso me surpreendeu. Fiquei preocupada das pessoas acharem chato por não entenderem algumas passagens, mas o monge explicou todos os passos – o que ficou muito gostoso e divertido!”, finaliza.

O crente pode namorar ou casar com alguém de outra religião?

A paz, está de quarentena em casa e quer se aprofundar no Estudo da Bíblia? Eu quero ser o seu professor, venha estudar a Bíblia de capa a capa (Gênesis a Apocalipse) comigo em vídeo-aulas, ai de seu celular, tablet ou computador no horário que você quiser! E ainda vou tirar suas dúvidas diretamente no ZAP. Vamos começar AGORA? Clique para saber mais…

#VocêPergunta: É correto o crente namorar ou casar com alguém de outra religião?

Cara leitora, vou abordar esse assunto em dois aspectos: primeiro, biblicamente. Segundo, pela observação da experiência prática.

O texto mais claro a respeito dessa questão está em 2 Co 6.14-15: “Não vos ponhais em jugo desigual com os incrédulos; porquanto que sociedade pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunhão, da luz com as trevas? Que harmonia, entre Cristo e o Maligno? Ou que união, do crente com o incrédulo?”

Observe nesse texto a menção das palavras “sociedade”, “comunhão”, “união”, “harmonia”. Ou seja, o crente deve abster-se de contrair esse tipo de “aliança” com os incrédulos. E isso por um simples fato: Haverá problemas sérios nesse tipo de aliança, pois, como o bem poderá ficar associado com o mal e viver em paz? Como o correto ficará em harmonia com o incorreto? Não há como haver harmonia e crescimento nesse tipo de relação. Isso é chamado de “jugo desigual”, ou seja, os dois não estarão andando em um mesmo caminho, em um mesmo ideal, o que acarretará muitos malefícios, inclusive espirituais.

Assim, nesse texto podemos observar claramente que um casamento ou mesmo um namoro de um crente com alguém de outra religião, que não tem os mesmos valores cristãos, é desaconselhado por Deus.

No Antigo Testamento vemos também o cuidado da família em escolher uma esposa (o) para o filho (a) que fosse do mesmo povo, que partilhasse a fé no mesmo Deus.

Leia também:  Como aumentar seu quadril: 11 passos (com imagens)

Foi o caso de Abraão: “Disse Abraão ao seu mais antigo servo da casa, que governava tudo o que possuía: Põe a mão por baixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo SENHOR, Deus do céu e da terra, que não tomarás esposa para meu filho das filhas dos cananeus, entre os quais habito; mas irás à minha parentela e daí tomarás esposa para Isaque, meu filho.” (Gn 24.2-4)

As “filhas dos cananeus” eram mulheres de um povo pagão que cria em outros deuses, que não criam no Senhor. É a mesma coisa de alguém que crê em Jesus Cristo e vive uma vida séria com Ele, namorar ou casar com alguém que tem fé em outro deus. Abraão, como homem de Deus que era, sabia desse perigo para a vida de um servo de Deus.

  • De uma forma simples e direta esses são alguns dos argumentos bíblicos sólidos que desaconselham esse tipo de relação.
  • Agora, vamos à segunda parte, a parte da experiência prática:
  • Aqui vou listar 5 razões, baseadas na experiência prática, que mostram que a Bíblia está certa em proibir um relacionamento amoroso com alguém que tem uma fé incompatível com a Palavra de Deus:
  • 1- Você está disposto a fazer concessões?

O começo do namoro é conhecido pelos altos níveis de paixão que quase cegam o casal. Ambos estão dispostos a fazer concessões para agradar o outro.

E no caso de sua fé, como fica? Se ele aceitar frequentar algumas reuniões da sua igreja, como será quando chegar a sua vez de frequentar o local onde ele presta culto? Você aceitará se curvar diante de outro deus para agradar seu namorado? Aceitará participar de rituais que desagradam a Deus para agadá-lo? Quando forem se casar casarão na sua igreja ou na dele? Aceitará participar de um ritual pagão sendo crente em Cristo Jesus? Essas são apenas algumas questões!

2- Quais valores irão prevalecer?

E quanto a questões fundamentais como o sexo antes do casamento? Prevalecerá a sua visão ou a visão dele? E com relação ao serviço na obra de Deus, dízimos, ofertas, evangelização…? Prevalece o que você crê, ou você abre mão do que crê pelo “amor” por ele? Quando casados e tiverem filhos, quais ensinamentos darão aos seus filhos? O do cônjuge crente ou o do não crente? E se ele começar a resistir às suas convicções de fé? Agradará a Deus ou a ele?

3- Logo aparecerão conflitos sérios

Qualquer relacionamento normal tem seus conflitos. Mas é evidente que conflitos por causa da fé são muito mais sérios, pois mexem em uma área muito especial da vida do ser humano.

Conflitos que decorrem da área espiritual tem grande potencial de destruir o relacionamento, e é justamente isso que Deus deseja evitar quando não aprova esse tipo de relacionamento para seus servos. Não são poucos os casos que têm de ser tratados por pastores, onde um dos cônjuges está ferido por estar desagradando a Deus em prol de seu parceiro.

Sem contar os inúmeros casos de crentes que se desviam da fé por não conseguirem conciliar o relacionamento amoroso em “jugo desigual” com o relacionamento com Deus.

4- Não existem contos de fadas

Minha experiência de 7 anos de casado (e de muitas outras pessoas) me mostra que contos de fadas não existem. Não espere mudanças extraordinárias depois do “sim” do namoro ou depois do “sim” no altar. A pessoa não mudará, você não mudará.

A tendência é que a convivência acentue ainda mais as diferenças, principalmente as que dizem respeito à fé de cada um.

E acredite, somente tendo uma fé no mesmo Deus, tendo uma parceria fundamentada na mesma fé, o casal conseguirá permanecer em uma harmonia saudável.

5- A desobediência a vontade de Deus terá consequências

Logo no início do artigo expus aquilo que a Bíblia orienta sobre a questão. Sendo assim, qualquer desobediência à vontade de Deus, trará consequências desagradáveis à vida do crente.

Por isso, a melhor coisa é buscar em Deus uma pessoa Dele para que você goze da felicidade no relacionamento. Eu posso testemunhar que vale a pena ser obediente a Deus. Namorei uma pessoa não crente e fui muito infeliz.

Somente depois de achar alguém que realmente amava a Deus como eu, consegui ser feliz no relacionamento.

No final das contas é uma questão de fé! Você crê que Deus pode preparar alguém especial para você? Estão creia de verdade e não meta os pés pelas mãos! Seja paciente!

Assim, o crente até pode casar com alguém de outra religião, mas não deve, principalmente, se deseja viver uma vida de obediência e felicidade na presença de Deus e em seu relacionamento.

Leia também nosso artigo: Como encontrar uma mulher [ou homem] “de Deus” para casar?

Religiões diferentes em um relacionamento amoroso

Olá amigos!

Recebi por email a pergunta de uma querida leitora sobre dificuldades no relacionamento amoroso por cada um ter adotado (ou ter nascido com) religiões diferentes. Neste texto, vamos falar sobre este tema e também dar dicas de como lidar com estas situações de diferenças nas crenças e nos comportamentos diários.

Definição de religião

Antes de tudo, penso ser interessante definirmos o que é religião. Uma das melhores formas é buscar na etimologia da palavra, ou seja, na origem do termo. Curiosamente, não existe uma palavra equivalente no grego antigo. Religião é, portanto, uma palavra latina. E em sua origem há duas possibilidades:

1) Religião como relegere. É a hipótese de Cícero. Relegere significa, literalmente, ler de novo. No sentido mais geral, significa observar cuidadosamente os preceitos, os ritos, as práticas ritualísticas.

2) Religião como religare. É a hipótese de Agostinho. É também a versão mais conhecida. A religião como religião do homem com Deus (nas religiões monoteístas) ou com os deuses (nas religiões politeístas).

De certa forma, as duas possibilidades etimológicas representam aspectos importantes do que é ter uma religião ou do que é ser uma pessoa religiosa.

A possibilidade 1) define que, para ser religioso, a pessoa tem que seguir certos preceitos comportamentais e repeti-los em períodos determinados.

Por exemplo, um muçulmano deve rezar cinco vezes ao dia: ao alvorecer, depois do meio-dia, entre o meio-dia e o pôr-do-sol, logo após o pôr-do-sol e aproximadamente uma hora após o pôr-do-sol.

Um católico pode ir à missa todos os domingos. Um budista pratica meditação às seis da tarde.

Em suma, para ser religioso devemos fazer algo religiosamente, ou seja, realizar certos atos (visíveis aos demais se estiverem por perto) com uma frequência recomendada pelo grupo social.

A possibilidade 2) exprime um aspecto mais interior e introspectivo do que é adotar uma religião. Apesar as diferenças notáveis entre um e outro credo, todas as religiões não são materialistas.

Em outras palavras, todas elas argumentam que existe algo mais do que conseguimos ver, tocar, sentir, cheirar e degustar, mais do que está à frente dos nossos cinco sentidos.

É a presença de um fator transcendente: ideias como alma, espírito, seres incorpóreos positivos (anjos, arcanjos, devas, djins…) ou negativos (demônios, encostos, almas-penadas, kama-rupas…)

Independente do universo transcendente – que extrapola os cinco sentidos – é função da religião unir o homem com o lado positivo deste mesmo universo. Para Agostinho, religião é a religião do homem com Deus; de igual modo temos no conceito de Yoga a religião do homem com o seu Atman.

  • Assim, temos dois sentidos para religião:
  • 1) Externo: o comportamento esperado ou exigido pelo grupo social (igreja, congregação, templo, terreiro, etc);
  • 2) Interno: o comportamento interno que o sujeito deve acreditar mas igualmente se esforçar para realizar em seu íntimo, a religação com o que é tido como superior.

Dificuldades de relacionamento devido à religião

Apesar de que a separação entre o sentido interno e externo seja mais didático do que prático, a ideia nos ajuda a compreender as facetas das dificuldades que podem existir em um relacionamento amoroso (ou familiar) entre uma pessoa que tem uma religião e outra que tem outra ou não tem.

O sentido interno, das crenças da religião com o superior, acabam por criar um significado sobre toda a realidade. Por exemplo, penso que não estou enganado ao afirmar que toda religião tem um cosmos espiritual no qual existe algo semelhante ao inferno e ao céu.

Os nomes mudam, mas a crença central é idêntica.

No pós-morte, o indivíduo bom (e que acreditou e seguiu os preceitos) vai para um lugar bom (como o Deva-loka, o local dos devas, anjos e deuses hindu ou o céu cristão) e, por outro lado, quem foi mal e vil vai para um lugar terrível, por um período ou por um período tão longo que parece eterno.

Se pararmos para pensar, veremos que a única certeza totalmente certa é a de que morreremos. Saber o que virá depois da morte, então, dá à quem acredita uma orientação sobre como viver enquanto um ser na terra. Por isso, a religião acaba sendo um horizonte de perspectiva – para usar o termo de Gadamer – que produz um significado sobre todos detalhes da vida cotidiana. 

De forma que, em última instância, a crença interna vai se refletir no comportamento externo. E o comportamento externo (orar, rezar, comungar, meditar, ir até à comunidade religiosa) vai reforçar as crenças internas.

Leia também:  Como apreciar o dom de falar em línguas (com imagens)

Note que não digo isto com julgamento de valor. Cada um decide o que acredita e como deve viver a sua vida. Acontece que, para quem está perto de uma pessoa religiosa e tem outra religião ou não tem religião alguma começam a aparecer problemas no convívio.

Por exemplo, imagine um casal no qual o homem é evangélico e a mulher é Hare-Krishna. Não só todos os deuses e devas hindus parecerão para o homem demônios sem sentido como as práticas diárias não se casarão. Seria o mesmo de um homem muçulmano e uma mulher católica ou de um homem budista e uma mulher xintoísta.

Em nosso país, predominantemente cristão (86% da população segundo o IBGE), as diferenças sutis entre as igrejas cristãs (católica e protestantes) acabam ocasionando o mesmo que entre religiões totalmente distintas.

Quem já estudou a história da Igreja Católica e das Igrejas advindas do protestantismo luterano terá certamente notado que as interpretações e dogmas não são substancialmente diferentes.

Entretanto, na prática, um casal no qual o homem é batista e a mulher católica pode dar ensejo a tantas brigas como um casal no qual o homem é umbandista e a mulher testemunha de Jeová.

O que fazer para ter um relacionamento harmônico

Bem, quando os pais do casal observam que o casamento será entre religiões diferentes, não raro aparece o não consentimento ou as precauções porque, mais experientes, os pais sabem que as concepções distintas no que tange à religião serão fonte de brigas e de desentendimentos.

Entretanto, se o casal decidir continuar junto apesar das diferenças religiosas, existem 3 dicas básicas para ter um relacionamento mais harmônico:

1) Entender o ponto de vista alheio

Um estudo muito interessante que poderia ser feito (e que daria um livro ou vários livros) é de onde surgem as crenças mais íntimas de alguém. Pois não é só uma questão de ter tido a influência da família, de amigos ou de um determinado grupo.

Alguém pode estar na fileira de uma igreja e, no fundo, no fundo, não acreditar em nada daquilo. E, o oposto, alguém pode não ir à nenhuma igreja e ser um religioso fervoroso.

Cada um terá a sua visão de mundo e, em um relacionamento amoroso ou familiar, devemos silenciar um pouco as nossas crenças e opiniões e passar a entender melhor o ponto de vista da outra pessoa. Afinal, de acordo com a PNL, na maioria das vezes, a finalidade de um comportamento é positiva.

2) Respeitar as crenças e comportamentos

Depois de tentar compreender melhor o ponto de vista alheio, é fundamental aprender a respeitar as suas crenças e comportamentos. Qualquer relacionamento no qual se tente mudar o outro é praticamente certo de falhar porque não podemos mudar o outro. Quando muito, conseguimos melhorar a nós mesmos, mas o outro, só muda se quiser.

Por isso, a melhor estratégia é sempre respeitar as crenças e comportamentos. Se alguém está de jejum pelo Ramadã (رَمَضَان) ou se não come carne de porco por ser judeu ou se não faz nada aos sábados, porque não deixar que assim seja?

Querer ou esperar que seja diferente só vai causar brigas e desentendimentos.

3) Não mudar pela outra pessoa

E, por fim, também não se deve mudar para uma crença – ou não crença – apenas porque assim seria exigido ou mais fácil. A não ser que seja uma mudança real, deixar algo que se acredita de verdade por algo em que não se acredita apenas para agradar alguém é uma semente para um sofrimento futuro. Seria como enganar a si mesmo e enganar ao outro (e toda a sua comunidade religiosa).

Conclusão

Sabemos que em um relacionamento amoroso, um dos fatores que mais nos permite predizer a longevidade do relacionamento é terem os dois um olhar sobre o futuro que seja comum. Se um quer ter filhos e o outro não, isto pode não ser nada hoje, mas no futuro irá pesar e talvez seja a causa do rompimento.

De igual forma, as diferenças nas crenças espirituais pode vir a ser uma fonte de conflitos tão grande que chegue a provocar o término.

Entretanto, isto não é a regra. Se cada um passar a entender melhor o ponto de vista alheio e respeitar as suas crenças e comportamento, ao mesmo tempo em que mantém o que acredita, é possível sim ter um relacionamento saudável e feliz.

Somente um exemplo para concluir. Em minha família, tive a oportunidade de observar o casamento da minha tia-avó (católica) com o seu marido (externamente tido como um ateu por não adotar o catolicismo na época, mas internamente um maçom). As diferenças nas crenças não foram de forma alguma um empecilho para o relacionamento, que flui muito bem ao longo dos anos até o final.

Dúvidas, sugestões, comentários, por favor, escreva abaixo!

Por que namorar alguém da mesma religião é a melhor decisão para quem quer se casar

Convivemos o tempo todo com pessoas que não pertencem à mesma religião que nós, seja no trabalho, na faculdade e mesmo entre um grupo de amigos. Apesar das diferenças, o bom nível de relacionamento pode se manter, já que o respeito tende a prevalecer.

No entanto, quando se trata do relacionamento de casais de namorados, ou até mesmo casados, essa conciliação fica bem mais complicada.

Um relacionamento amoroso entre pessoas de religiões diferentes pode ser desgastante para o casal e ter forte influência na cumplicidade entre os dois.

Para a psicóloga Silvana Leoni Calixto, um cenário em que o casal pertença a diferentes comunidades de fé exige um maior empenho dos dois para manter o relacionamento.

Ela explica que, naturalmente, o relacionamento já exige a conciliação entre as diferenças de comportamento provenientes da cultura de cada um, portanto, acrescentar mais a espiritualidade como um fator a ser adaptaptado pode não ser saudável.

“Diferenças enriquecem o namoro e o casamento, mas até certo ponto. A questão da espiritualidade é algo profundo demais”, comenta.

Por que conversar sobre a fé de cada um é importante para um casamento forte

Quem professa a fé cristã, por exemplo, tende a ver a vida como uma espécie de missão. Espera-se que o namoro e o casamento não sejam só para benefício dos dois. “Acreditamos que Deus une propósitos.

Quando escolhemos alguém para compartilhar a vida, não faz sentido estar com quem não gosta do que é mais importante para nós”, avalia o pastor Tiago Augusto Cardoso, da Igreja Metodista do Bacacheri.

Por isso é importante que, ainda no namoro, esse fator seja levado em conta, para que num futuro casamento não haja o desgaste da relação, ou um dos lados acabe sacrificando a própria fé para ficar com quem ama.

“A religião traz consigo uma série de valores que estão impregnados na alma como a bondade, compreensão, perdão, amabilidade, generosidade”, explica o padre Marcos Adelino Cordeiro de Lima, capelão do colégio Bosque Mananciais.

Se os valores não forem os mesmos, não haverá um relacionamento duradouro. “ É preciso ser prudente e evitar o ‘tiro no escuro’”, completa o sacerdote.

Durante o namoro as diferenças podem até ser maquiadas, já que o casal tende a mostrar suas qualidades e ocultar suas limitações.

Quem tenta namorar alguém de outra religião por um tempo até aceita frequentar uma comunidade de fé diferente para permanecerem mais tempo juntos, mas isso dificilmente se torna um hábito a ser mantido por anos.

“No aprofundamento dessa relação, o tempo dedicado por um e outro em sua missão religiosa pode suscitar conflitos”, exemplifica Cardoso.

Casamento misto

Para Lima, as diferenças entre as religiões dentro de um casamento podem se tornar uma “pedra no sapato” do casal, que incomodará e dificultará a vida a dois. “ O casamento, além de ter um compromisso de fidelidade, é uma fusão de duas almas”, diz. Se não houver este “casamento espiritual” não poderá haver de verdade um “casamento corporal”, completa.

Qual a religião dos super-heróis? Saiba em que creem 10 personagens dos quadrinhos

Além disso, com o passar do tempo virá a frustração. Porque mesmo que haja o respeito pela fé do outro, a rotina de vida será complicada, especialmente devido à participação de cada um em seus respectivos cultos e também na educação dos filhos.

  “Conheço um casal nesta situação e o marido até acompanha a mulher aos domingos na igreja, mas em determinadas situações mais delicadas, em que é preciso compartilhar momentos de fé, eles têm certa dificuldade até na maneira de conversar com Deus”, diz Silvana.

Por outro lado, Cardoso lembra dos vários namoros entre pessoas da mesma religião, que resultaram em casamentos.

Salvo os conflitos comuns a qualquer relacionamento, na questão espiritual eles tinham vantagem por terem os mesmos propósitos.

“Minha recomendação é que as pessoas procurem alguém que não os abandone na chuva quando as tempestades vierem, mas que lhes ofereça abrigo seguro”, diz.

*****

Recomendamos também:

  • 10 casais famosos que mantiveram o amor vivo depois de décadas
  • Depois de 55 anos de casamento, casal morre no mesmo dia em Joinville

****

Seja o primeiro a comentar

Faça um comentário

Seu e-mail não será publicado.


*