Como caminhar no espírito: 14 passos (com imagens)

O sucesso nacional que representou o projeto Os Passos de Anchieta, criado em 1998, levou os capixabas – e brasileiros – a atentarem para o potencial turístico produzido pela mescla de história e natureza de seus lugares.

Os Passos de Anchieta inspirou dezenas de caminhos pelo Brasil com as coletividades aproveitando a ideia para identificarem em seus locais registros históricos que ensejassem a reconstrução de caminhos e rotas de caminhadas e peregrinações.

  • Depois de dezenas de caminhos criados nos últimos 20 anos, os mesmos criadores de Os Passos de Anchieta idealizaram uma versão sulina da rota jesuítica, também rigorosamente confirmada: o percurso de 62 quilômetros que liga o Santuário Nacional do Padre Anchieta – hoje seguramente um dos dois maiores monumentos religiosos do Espírito Santo, ao lado do Convento da Penha – à Matriz de Nossa Senhora das Neves, no município de Presidente Kennedy.
  • O Caminho do Santuário é constituído por uma rota de 62 quilômetros, cumprida a partir de Anchieta, que margeia o litoral sul em toda sua extensão, atravessando as localidades de Itaoca e Marataízes até o seu destino final, em Marobá, Presidente Kennedy
  • A rota atende aos amantes de caminhada, é um roteiro relativamente curto de modo a ser coberto em apenas três dias e mescla a historicidade dos locais por onde os jesuítas passavam nos seus constantes deslocamentos a pé com cenários atraentes emoldurados pelo mar.
  • Como Caminhar no Espírito: 14 Passos (com Imagens)
  • O Objetivo da Associação Brasileira dos Amigos dos Passos de Anchieta – ABAPA, é a implementação, consolidação e manutenção do trajeto percorrido por São José de Anchieta em território capixaba e brasileiro, promovendo esta rota nos seus aspectos cultural, histórico, religioso e turístico, trabalhando no sentido de efetivar este itinerário como uma via perene de andarilhos peregrinos.
  • Segundo fonte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE, alguns municípios do sul do Espírito Santo tiveram a participação direta ou indireta de São José de Anchieta.

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Anchieta / Histórico

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Tributa-se ao Apóstolo do Brasil, Padre José de Anchieta, a colonização da região atualmente compreendida pelo município de Anchieta. Foi ele que, nos primórdios da ocupação do território do Brasil, colocou as primeiras pedras basilares do povoamento, assentando o marco histórico do início de uma nova era para aquela parte do Estado do Espírito Santo.

No decorrer de uma viagem de inspeção por várias aldeias capixabas, no ano de 1569, José de Anchieta fundou a povoação de Iriritiba, onde em 1579 construiu um templo dedicado à Nossa Senhora da Assunção. Iriritiba recebeu foros de Vila em 1º de janeiro de 1759, com a denominação de Benevente.

Em 14 de fevereiro de 1761, transformou-se em distrito de Benevente, sede do Município do mesmo nome. Foi elevada à categoria de cidade com o nome de Anchieta, em homenagem a seu fundador Padre José de Anchieta, a 12 de agosto de 1887, através da Lei Provincial nº 6.

Para alguns estudiosos da história capixaba, a mudança definitiva do nome do município para Anchieta decorreu por força de Lei Estadual nº 1307, de 30 de dezembro de 1921.

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Piúma / Histórico

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As terras, hoje compreendidas pelo atual município de Piúma, eram ocupadas pelos índios Goitacás, habitantes do litoral sul espírito-santense.

Os primeiros colonizadores da região fundaram, no local em que está localizada a sede municipal, o povoado de Piúma, de onde partiram para a conquista e desbravamento das terras férteis da hinterlândia, tendo estabelecido, em meados do século XIX, a povoação de Iconha, que passou a constituir o principal centro comercial da região.

Em face da lei provincial nº 14, de 04 de maio de 1883, o povoado de Piúma foi elevado à sede de distrito, com a denominação de Nossa Senhora da Conceição de Piúma. Em 1891, foi criado o município de Piúma, com território desmembrado de Anchieta. O topônimo é derivado do vocábulo tupi, Piúma (que significa Pele Negra).

Em 1904, a sede municipal foi transferida para a Vila de Iconha e, em 1924, por força da lei nº 1428, de 03 de julho, o município passou a chamar-se Iconha. Pela mesma lei, Piúma passou a distrito. A lei nº 1908, de 24 de dezembro de 1963, criou o atual município de Piúma, com território desmembrado de Iconha.

A instalação se deu a 06 de julho de 1964.

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Itapemirim / Histórico

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No fim do século XVII, a região do Baixo Itapemirim, habitada por índios goitacasses, mais tarde aproveitados pelos primeiros colonos no cultivo de cana-de-açúcar, já era palmilhada pela gente de Guarapari e pelos frades da Companhia de Jesus, que oficiavam na igreja de Nossa Senhora das Neves, da Muribeca (muru-pecu) (mantimento farto), construída no centro da planície próxima ao rio Itabapoana. Todos, à procura das minas do castelo, afamadas pelo ouro aluvional que se dizia nelas existir em profusão.

Em princípios de 1700, radicaram-se na região do Baixo Itapemirim, vindos da Bahia atraídos pela intensa propaganda feita por Francisco Gil, seu herdeiro Manoel Garcia Pimentel e pelos sucessores deste, Domingos de Freitas Bueno Caxanga e Pedro Silveira, dando início à cultura de cana de açúcar.

Teriam encontrado já alguns colonos, remanescentes de mais antigo colonizador do século XVI.

A fazenda e engenho fundados pela família Freitas Bueno Caxanga na zona do Tramirim indígena (nas imediações do porto fluvial, ainda hoje conhecido por “porto do Caxanga”, breve o núcleo de um nascente povoado do Caxanga, como se faria conhecido, foi nascedouro da futura Vila e atual Cidade de Itapemirim.

À família Caxanga, sucederam, na posse dessas terras, cujo domínio se estenderia, com o tempo, sobre as margens do Itapemirim, primeiro o sargento-mor Inácio Pedro Cacunda e, depois, em desbravamento da região.

Ampliaram o engenho já existente, fundaram outro no lugar denominado Belo (depois, fazendinha) e edificaram capela sob o orago de Nossa Senhora do Patrocínio, que serviu de matriz à freguesia, depois Vila, de 1769 até 1825.

A esse tempo, já existia a rústica capela, erigida pelos primeiros proprietários e votada a Nossa Senhora do Amparo, padroeira do atual município, que da matriz de 1825 a 1855, ano em que foi a nova matriz (Nossa Senhora do Amparo), levantada pelo missionário Frei Paulo Antônio Casanovas. Do núcleo que se radicou do Baixo Itapemirim, porto marítimo e bairro da cidade.

À sua chegada, os retirantes do Castelo (Alto Itapemirim) já encontraram o povoado de Caxanga, fundado há várias décadas e dinamizado pelo trabalho das famílias Caxanga, Cacunda, Carneiro e Bueno. Administrativamente, a Vila e a Barra formam hoje uma só cidade, embora sua origem e tradições diferentes as mantivessem, sem como núcleos sociais distintos.

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Entre 1789 e 1790, Baltasar Carneiro vendeu sua fazenda de açúcar, a chamada “Fazendinha”, ao capitão Tavares de Brum, proprietário já de extensa área à margem norte do Itapemirim (sogro do sargento-mor Joaquim Marcelino da Silva Lima, depois Barão de Itapemirim).

Para sua maior segurança, Tavares de Brum requereu e obteve, em 1814, do Governo de Portugal, carta de sesmaria para a nova propriedade. Nossa Senhora do Patrocínio para Itapemirim alterado por alvará de 27 de julho de 1815.

A origem topônimo Itapemirim, dado ao rio e, depois à Vila, hoje cidade, prende-se à presença constante de pontões da cadeia da Mantiqueira.

Destacam-se ali o imponente Itabira e, um pouco a nordeste, os picos do Frade e a Freira, sugerindo na mente dos primitivos habitantes a idéia de pedra, Ita (pedra) e, assim, a cachoeira formada pelo leito rochoso do rio; pé (caminho), o trajeto a percorrer por via terrestre, face ao obstáculo; e mirim, a pequena extensão do caminho até a curva do rio.

  1. Como Caminhar no Espírito: 14 Passos (com Imagens)
  2. Marataízes / Histórico

Marataízes partilha sua origem histórica com Itapemirim, cujo povoamento se iniciou em 1539, quando Pedro da Silveira estabeleceu sua fazenda perto da foz do rio Itapemirim.

Em 1700 chegavam da Bahia Domingos Freitas Bueno Caxangá, Pedro Silveira e outros, que se ocuparam da cultura da cana de açúcar. O município foi criado em 14 de janeiro de 1992, pela Lei nº 4 .

619, desmembrado de Itapemirim, e instalado em 10 de janeiro de 1997.

  • Presidente Kennedy / Histórico
  • O município de Presidente Kennedy, tem sua origem na localidade de Muribeca, onde começou verdadeiramente com a chegada dos Padres Jesuítas para catequizar nossa gente.

Ali, foi encontrado índios das tribos Puris, Goitacazes e Botocudos. Os primeiros imigrantes foram: Átila, Vivácqua, Vieira, Ulisses Fontão, João e Sátiro Henrique, entre outros.

  1. O nome original do município era Batalha, sendo, quando de sua emancipação, por sugestão do Deputado Adalberto Simões Nader, então Presidente da Assembléia Legislativa do Estado, em 1964, mudado para Presidente Kennedy.
  2. Começa a caminhada em três dias!
  3. Durante a caminhada coletiva oficial, o percurso é realizado em três dias, sendo que o primeiro dia, será realizado a confraternização de abertura do evento, divididos nos seguintes trechos:

1º dia: ??/??/?? – Sexta-feira – Centro Cultural de Anchieta 19h00 às 21h00 – Confraternização entre andarilhos e missa

2º dia: ??/??/?? – Sábado – Anchieta a Itaoca20km

7h00 – Bênção aos andarilhos no Santuário Nacional de Anchieta
7h15 – Confraternização
7h30 – Aquecimento físico
7h40 – Início da caminhada até Itaoca
12h00 – Chegada na Feira Ornamental em Itaoca

3º dia: ??/??/?? – Domingo – Itaoca a Marataízes19km

7h30 – Aquecimento físico e partida da Praça de Itaoca
12h00 – Chegada em Marataízes – Praça Ricardo Gonçalves

4º dia: ??/??/?? – Segunda-feira (feriado de Finados) – Marataízes a Marobá23km

7h00 – Saída da Praça Ricardo Gonçalves
8h00 – Aquecimento físico e partida
12h00 – Chegada no Santuário de Nossa Senhora das Neves / Recepção, entrega de certificados, programação cultural de chegada e confraternização

13h00 – Missa aos andarilhos

A Abapa monta pontos de apoio, chamados “oásis”, aos andarilhos em intervalos constantes para fornecer água, frutas e medicação para as câimbras, bolhas e torções que inevitavelmente acabam surgindo nos menos preparados. Na ocorrência de algum caso mais grave, há ambulâncias prontas para remoção de acidentados. E aqueles que acabam desistindo no meio do caminho, também podem pegar uma carona nos carros de apoio da organização.

Todo o percurso é marcado fortemente por aspectos ecológicos, históricos, religiosos e culturais. Talvez seja essa a receita que consegue atrair tanta gente, dos mais diversos lugares do país, em tão pouco tempo de implantação do projeto.

  • SERVIÇOS DE TRANSPORTE DE ANDARILHOS
  • Os participantes podem contratar o Serviço de Transporte credenciado pela ABAPA em todos os dias de caminhada, ou seja, o motorista, todos os dias, busca você no lugar combinado para embarque e o desembarca no local de saída da caminhada.

Entre em contato com a TOP TOUR e combine com o motorista o local de embarque e desembarque. É cobrado uma taxa por quilometragem. Falar com Abimael: 27 9 9953 2396 ou entre em contato através do e-mail: [email protected]

  1. Rodoviária de Anchieta: 28 3536 2449 – Ônibus para todas as partes do país.
  2. Rodoviária de Guarapari: 27 3361 1160 – Ônibus para todas as partes do país.
  3. SERVIÇO DE TRANSPORTE DE BAGAGENS

Durante o evento, a ABAPA oferece serviço de Transporte de Bagagens. É cobrado uma taxa de R$15,00 por volume e por dia. O serviço funciona das 7h30 às 16h30 em todos os dias de evento.

HOSPEDAGEM E ALIMENTAÇÃO

Para facilitar e melhorar a experiência nesses quatro dias de caminhada a ABAPA oferece serviço de Pacote de Hospedagem, Transfer e Transporte de bagagens. – Indicamos os melhores estabelecimentos credenciados. – Entre em contato: (27) 9-9928-4684 / 3244-2323 – E-mail: [email protected]

  • SE INSCREVA AGORA SEGUINDO AS ORIENTAÇÕES ABAIXO
  • O participante inscrito tem direito a: equipe de apoio motorizada à disposição em todo o percurso, pulseira de identificação para acesso aos trechos particulares, oásis com água e frutas, desfrute do caminho com outros andarilhos participantes, certificado de conclusão do caminho.
  • – Valores da taxa de inscrição:
  • R$ 100,00 – até 31/07/20
  • R$ 110,00
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Turistas refazem “Os Passos de Anchieta” no Espírito Santo – Ministério do Turismo

DESTINO

Por Geraldo Gurgel

Como Caminhar no Espírito: 14 Passos (com Imagens)Praia de Ubu, Anchieta (ES). Crédito: Fernando Madeira

Os Passos de Anchieta é uma trilha de sucesso entre peregrinos que viajam até o Espírito Santo e turistas em busca de natureza e aventura no litoral capixaba. A caminhada se repete quinzenalmente, assim como fazia o padre Anchieta. A mais tradicional reúne mais de três mil peregrinos neste feriadão de Corpus Christi.

De quinta (31) até domingo (3) será realizada a 21ª edição da caminhada oficial. Cada passo é uma nova descoberta para quem revive o caminho percorrido pelo jesuíta. Mais do que uma prática saudável ou que evidencia o fervor religioso, a trilha oferece experiências que reúnem atrativos ecológicos, religiosos, sítios históricos e gastronomia diversificada.

O percurso do primeiro dia sai da Catedral de Vitória e percorre 25 km até a Barra do Jacú, em Vila Velha. Até Setiba, em Guarapari, são 28 km, no segundo dia de peregrinação.

No sábado são 24 km até Meaípe, ainda em Guarapari, e no domingo, 23 km até a cidade histórica de Anchieta, onde fica o santuário Nossa Senhora da Assunção, erguido pelo jesuíta em 1597 com ajuda dos índios tupis. A trilha pode ser feita nos dois sentidos.

Seguindo a sabedoria indígena, boa parte do trajeto é feito pela praia, nas marés baixas, quando a areia fica solada e facilita a caminhada.

O roteiro reconstitui o trajeto dentro de considerável exatidão histórica e, no sentido inverso, vai da Aldeia de Reritiba (cidade de Anchieta) até a Vila de Nossa Senhora da Vitória (a capital), onde o religioso dirigia o Colégio de São Tiago, atual Palácio Anchieta, sede do governo do Espírito Santo e abrigo simbólico do túmulo de Anchieta. Auxiliado pelos índios temiminós, ele fazia o trajeto de 14 léguas, duas vezes por mês, desde que se recolheu na vila indígena da costa capixaba, onde viveu 10 anos até a morte, em 1597. Ainda no Espírito Santo, além de Reritiba, o padre jesuíta também fundou Guarapari e São Mateus.

Como Caminhar no Espírito: 14 Passos (com Imagens)Santuário de Anchieta (ES). Crédito: Vitor Jubini

Ao resgatar as pegadas de Anchieta, o turista se depara com as paisagens que inspiravam o andarilho da catequese na colônia, considerado o primeiro apóstolo do Brasil.

O viajante se encontra consigo mesmo nas reflexões que a jornada oferece e descobre outros caminhos: o do coração, para quem tem fé; e o do conhecimento, para os que refazem o trajeto pelo valor histórico e o prazer de ir ao encontro da natureza.

Seja qual for o motivo, o resultado ao término da trilha dá a gratificante sensação de vitória e um aprendizado sempre útil na simbólica caminhada da vida. 

Anchieta – São José de Anchieta foi proclamado santo em 2014. Nasceu em 1534, em San Cristoban de Laguna, ilha de Tenerife, nas Canárias, arquipélago da costa da África que pertence a Espanha.

Aos 14 anos foi para Coimbra, em Portugal, e ingressou na Companhia de Jesus, fundada em 1535 pelo primo, Inácio de Loiola. Anchieta chegou em Salvador, em 1553, aos 19 anos. Depois fundou Niterói (RJ) e o Colégio de Piratininga, que deu origem a São Paulo. Sua ação se estendeu até Pernambuco.

Anchieta foi o autor da primeira gramática de tupi-guarani para facilitar o trabalho de evangelização dos índios.

Como Caminhar no Espírito: 14 Passos (com Imagens)

Sete passos para ser fiel e crescer na vida de oração

É cada vez mais comum (por incrível que pareça) as pessoas do nosso tempo buscarem alguma forma para entrarem em contato com o “ser superior” (como alguns o chamam). Esse “Ser Superior” para os cristãos e para a maioria da humanidade, chama-se Deus.

E, Ele traz um profundo desejo de estar cada vez mais próximo de nós, de conversar conosco e, um dos meios mais comuns para entrarmos em contato com o Senhor chama-se “oração”.

Porém, a maioria das pessoas sentem muita dificuldade para ser fiel a vida de oração, e costumam dizer:

1. “Não sei o que é isso direito”;
2. “Não sei como começar isso”;
3. “Até sei começar, mas logo paro de rezar (orar)” [inconstância];
4. “Só rezo (oro) quando passo por dificuldades”;
5. “Rezo (oro), sim, mas do meu jeito”;

6. “Rezo (oro) sempre, em todo lugar (na maioria das vezes, uma desculpa de quem ainda não aprendeu a orar direito).

Como Caminhar no Espírito: 14 Passos (com Imagens)

Foto: Wesley Almeida / cancaonova.com

Para tentar resolver alguns desses problemas, mais do que dar explicações teológicas sobre oração, vou mostrar -lhe uma forma muito fácil e prática para você aprender a orar, a ter constância na vida de oração, e a crescer no relacionamento com esse “Ser Superior”, a quem chamamos de Deus. Prepare-se, vamos aprender a “oração dos sete passos”.

1° Passo

Determine um lugar para orar, esse será o seu “cantinho de oração”.

Nada daquela história de “oro no ônibus”, “no caminho para a escola” (…), claro  que, você também pode fazer isso nesses momentos, mas Deus é Pai e não quer que você fique só com “lanchinhos”, entende? A oração pessoal deve ter lugar próprio, porque é refeição completa.

Você precisa de um lugar onde as pessoas não o atrapalhem e nem o interrompam; busque um lugar que lhe proporcione intimidade. Existem muitas opções: uma capela (Igreja), um lugar mais afastado da casa, um quarto etc., sendo assim, descubra o seu lugar de oração.

2° Passo

Geralmente, estamos acostumados a orar (rezar) apenas quando sentimos vontade de orar (rezar), mas aprendi que “sem disciplina não há santidade”, e poderia dizer mais: “sem disciplina não há intimidade”, por isso existem dias em que você ora (reza) muito tempo e outros em que você não quer rezar (orar) nada, e diz: “estou sem vontade”, “estou cansado”, “com sono”, “foi muito corrido o dia”; e por aí vai. Então, você precisa determinar quanto tempo do seu dia vai dar para Deus.

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Para alguns, talvez fique fácil entender assim: o tempo que damos ao Senhor é como um dízimo do tempo. Pense: quanto tempo você deu para a internet? Para a TV? Para os amigos? Para a família? Para o trabalho? E para Deus, quanto tempo você tem?

Uma dica: nunca comece com muito tempo, porque é como na academia, vá devagar no começo (10 minutos); depois, vá aumentando.

Uma regra: o tempo sempre pode aumentar, mas nunca diminuir! O importante para Deus não é a quantidade, mas o amor com que você reza (ora); e não importa se está cansado ou coisa do tipo, o Senhor o aceita mesmo assim! Não tem desculpa.

E aí? Quanto tempo vai dar para Deus? Ah! Escolha também o melhor horário do dia (manhã, tarde, noite ou madrugada).

Leia mais:
.: O que fazer quando perdemos a vontade de rezar?
.: Como devo reagir à oração não respondida?
.: Como iniciar uma vida de oração

3° Passo

Rezar (orar) um Pai-Nosso e uma Ave-Maria. O Pai-Nosso foi a oração que Jesus nos ensinou (cf. Mt 6, 9-13).

Nela, vamos encontrar grandes ensinamentos que Ele nos deixou; e também a Ave-Maria, pois, quando recitamos essa oração, realizamos uma profecia bíblica, você sabia? Veja o que a Bíblia diz em Lucas 1,48: “(…) Sim, de agora em diante, todas as gerações me proclamarão bem-aventurada”.

A maior proclamação que Ela é “bendita”; na verdade, é feita pelo próprio Deus, quando o Anjo Gabriel disse: “Ave, Maria, cheia de graça, o Senhor é convosco!” (Lc 1,28). Recitar a Ave-Maria é fazer eco à voz de Deus no tempo que se chama hoje.

Na segunda parte da oração – “Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós pecadores agora e na hora da nossa morte. Amém” – todo mundo sabe que Ela é santa, e nós A chamamos, somente, de Mãe de Deus porque Jesus é Deus e, no fim, pedimos que interceda por nós, mais ou menos como muitas pessoas fazem, pedindo uns aos outros oração. Fique tranquilo, pode rezar (orar) sem medo.

4° Passo

Chegou a hora de louvar e, isso, significa agradecer. Nesse momento, você deve lembrar-se de tudo o que passou neste dia ou no dia anterior, ou até mesmo, lembranças que vierem à sua mente neste momento.

Pode agradecer a Deus, fazer mais ou menos assim: “Senhor, eu Te louvo, porque hoje eu abri meus olhos e vi as nuvens no céu, elas estavam lindas. Senhor, eu Te louvo, porque hoje não me faltou o alimento, e porque sei que estás sempre ao meu lado.

Eu Te louvo por tudo, por aquilo que foi bom e por aquilo que ainda não foi bom”.

5° Passo

Todo o mundo erra, não é verdade? Então, vamos pedir perdão ao Senhor por todas as coisas que fizemos e não foram muito legais. Um dia, li no Evangelho que Jesus chorava (cf. Lc 19,41), porque os pecados que aquelas pessoas cometiam não machucavam somente a si mesmas, mas também o coração de Deus.

Peçamos perdão, ao Senhor, pelas vezes em que erramos e fizemos aquilo que não deveríamos fazer. Você pode começar assim: “Senhor, perdoe-me. Hoje, eu menti, tive vergonha de assumir a verdade. Senhor, perdoe-me também quando fiquei com muita raiva daquela pessoa. Senhor, perdão”.

6° Passo

Agora é o mais fácil: chegou a hora de pedir, fazer a sua prece, seus pedidos. Uma dica: você pode começar pedindo pelos outros e deixar para o fim os seus pedidos pessoais. Quando fizer os seus pedidos, lembre-se disso: “A confiança que depositamos Nele é esta: em tudo quanto lhe pedirmos, se for conforme à sua vontade, Ele nos atenderá” (I Jo 5,14).

Como Caminhar no Espírito: 14 Passos (com Imagens)

7° Passo

Caminhada remonta passos dos imigrantes no século XIX

Foto: Assessoria de Comunicação/Setur

Que tal conhecer de perto os encantos por onde passaram os imigrantes italianos no Espírito Santo? Uma ótima oportunidade para isso será a 14ª Caminhada do Imigrante, que vai acontecer nesta segunda-feira (1°), entre os municípios de Santa Leopoldina e Santa Teresa.

O trajeto é o mesmo que os imigrantes italianos fizeram no século XIX quando chegaram à região e é uma oportunidade de conhecer as cachoeiras e a Mata Atlântica da região.

A saída da caminhada acontece na Praça Duque de Caxias, em Santa Leopoldina e segue até Santa Teresa em um percurso de 30 km que poderá ser feito de bicicleta ou a pé.

A inscrição é gratuita e deve ser feita no endereço eletrônico http://www.caminhodoimigrante.es.gov.br/.

A Secretaria de Estado de Turismo (Setur) apoia a realização de eventos como esse no Espírito Santo, incentivando o capixaba a conhecer e a valorizar a cultura local.

Caminho do Imigrante

O “Caminho do Imigrante” segue a estrada “Bernardino Monteiro”, inaugurada em 1919. Ela foi construída obedecendo ao traçado da antiga trilha aberta pelos italianos que colonizaram e fundaram Santa Teresa no século XIX.

Para a definição do itinerário foram consideradas as descrições contidas nos documentos do Arquivo Público do Estado do Espírito Santo  (APEES) e as informações que estão em livros como: “Karina”, de Virginia Tamanini e “Canaã”, de Graça Aranha, que possuem referências a esse percurso.

Essa parte da história capixaba é retomada pelos caminhantes como uma homenagem aos seus pioneiros avós e bisavós.

  • Serviço
  • 14° Caminho do Imigrante – Santa Leopoldina a Santa Teresa
  • Programação
  • Santa Teresa
  • 5h30 – Transporte para Santa Leopoldina (Praça Duque de Caxias)
  • Santa Leopoldina
  • 6h45 – Largada para ciclistas
  • 7h: Largada para andarilhos
  • Santa Teresa
  • 12h – Almoço típico
  • 12h às 13h – Apresentações culturais
  • 16h – Transporte de retorno a Santa Leopoldina

Outras informações: http://www.caminhodoimigrante.es.gov.br

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