Como calcular densidade populacional: 10 passos

  • Cálculo de semeadura da soja: População ideal, como fazer os cálculos, regulagem de plantadeira e outras dicas para melhorar sua produtividade.
  • Para que a cultura da soja atinja o máximo potencial produtivo em campo, é indispensável que a população de plantas e espaçamento entre fileiras sejam respeitados!
  • A distribuição das plantas no campo pode resultar em 60% mais produtividade na cultura. 
  • Mas você sabe como calcular a densidade ideal para o seu sistema produtivo?
  • Acompanhe neste artigo como fazer o cálculo de semeadura da soja e muito mais!

Passo 1: Cálculo da densidade de semeadura da soja

  1. A densidade de semeadura da soja é um dos fatores primordiais para atingir altas produtividades e a rentabilidade desejada.
  2. Para melhor aproveitar os nutrientes no solo e, consequentemente, alcançar melhores resultados, o arranjo espacial ideal deve ser respeitado.

  3. O simples fato das plantas estarem equidistantes, no espaçamento correto, permite a máxima absorção de água e nutrientes, reduzindo a competitividade entre si.

  4. Além desses fatores, o desenvolvimento de plantas daninhas fica prejudicado e a facilidade de penetração de defensivos é potencializada se o espaçamento for respeitado.
  5. A recomendação média de população de plantas é de cerca de 300 mil plantas por hectare.

  6. Em condições favoráveis ao acamamento, deve-se utilizar populações de 200-250 mil plantas por hectare.

Os espaçamentos que propiciam maiores produtividades são os menores. Porém, devido a limitações de semeadoras no mercado, são indicados espaçamentos entre 40 cm e 50 cm.

Embora já existam máquinas que semeiem em espaçamentos menores que estes citados, não é possível realizar o cultivo entre fileiras sem acarretar perdas significativas pelo amassamento da cultura.

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

(Fonte: Embrapa)

O número de plantas por metro linear pode ser calculado de acordo com a seguinte fórmula: 

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Supondo uma população de 250.000 plantas/ha e um espaçamento de 40 cm temos a equação:

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

O número de plantas por metro linear, neste caso de 250.000 plantas/ha, com espaçamento de 40 cm, seriam 10 plantas/metro linear. 

Passo 2: Como calcular a taxa de semeadura?

  • Após ter calculado o número de plantas que queremos por metro linear de sulco, temos que calcular a necessidade de sementes frente ao poder germinativo de cada híbrido.
  • Como sabemos, nem todas as sementes colocadas no solo germinarão.
  • No rótulo de cada híbrido de soja está indicado o poder germinativo das sementes.

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Supondo no nosso exemplo de 10 plantas/metro linear e poder germinativo de 80%, teríamos:

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Com esse poder germinativo de 80%, a semeadora deveria estar regulada para distribuir aproximadamente 13 sementes/metro.

Passo 3: Cálculo de semeadura de soja: Peso de 1000 grãos de soja (pms soja)

O peso de 1000 grãos de soja é necessário para o cálculo da quantidade de quilos de sementes que iremos utilizar nas nossas lavouras.

Existem variações nos pesos de 1000 grãos, de acordo com cada cultivar que pretendemos utilizar nas nossas áreas.

Esses números, geralmente, ficam por volta de 140 g a 220 g a cada 1000 grãos de soja. Porém, como foi comentado, é vital saber exatamente o peso, de acordo com o híbrido, que iremos utilizar na nossa propriedade.

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

(Fonte: Globo Rural)

Passo 4: Quantos kg de soja para plantar 1 ha?

  1. Considerando o poder germinativo de cada híbrido a ser inserido no campo, o estande inicial deve ser calculado levando em conta esse fator.
  2. Seria interessante colocar uma porcentagem de sementes a mais, cerca de 5% ou 10%, uma vez que estas sementes podem ser atacadas no campo por pragas e doenças.

  3. Supondo no nosso caso um estande desejado de 250 mil plantas por hectare, poder germinativo de 80% e inserção de 10% a mais na quantidade de sementes no campo, a equação ficaria dessa maneira:

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Dessa forma, teríamos que semear 343.750 sementes por hectare para atingir o estande desejado de 250.000 plantas/ha, cerca de 14 sementes/metro linear, considerando 10% a mais devido a perdas por pragas e doenças.

Para calcular a quantia em Kg que serão utilizados por hectare, podemos utilizar uma simples regra de 3. Supondo PMS igual a 200g:

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Teríamos que comprar cerca de 68.750g de soja ou cerca de 68,75 kg de soja por hectare

Passo 5: Cálculo de regulagem da plantadeira de soja

  • A “plantadeira” ou “semeadora” de soja deve ser previamente regulada e calibrada para distribuir o número desejado de sementes no plantio.
  • Para maior precisão no momento do plantio, deve-se buscar sementes previamente classificadas por tamanho, bem como discos específicos para cada híbrido.
  • Geralmente, nas empresas produtoras que vendem as sementes, podem-se encontrar especificações de tamanhos de discos, os quais devem ser utilizados de acordo com o tamanho das sementes.
  • A maioria dos fabricantes de semeadoras fornece manuais de instruções e tabelas com ajustes de relações de engrenagens que permitem atingir o número de sementes desejadas por metro.

Para cada tipo de disco e cada tipo de regulagem teremos uma relação entre as engrenagens, conhecidas usualmente como motora e movida. E deve-se buscar relações mais próximas ao número de sementes que desejamos.

No caso das máquinas sem caixa de regulagem, deve-se selecionar o disco com as características mais próximas do ideal.

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Fonte: (Planti Center)

Caso o número de sementes encontrado não seja satisfatório, a solução é testar outro disco (máquina sem caixa de engrenagem). Outra opção é mudar a relação de engrenagens (máquina com caixa de engrenagem).

Para calibração, indica-se andar com a semeadora uma distância conhecida e coletar as sementes depositadas nesse trajeto.

O número de sementes por metro é a relação desses números segundo a fórmula:

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Se eu coletei 280 sementes em uma distância percorrida de 20 metros, o meu número de sementes/m será 14.

Mecanismos para conferir na semeadora:

  • Tipo de dosador: alveolado ou pneumático;
  • Limitador de profundidade: manter a mesma profundidade copiando o terreno;
  • Compactador de sulco: sistema em V permite melhor compactação solo-semente;
  • Velocidade de semeadura: entre 4 km/h a 6 km/h;
  • Profundidade semeadura: 3 cm a 5 cm;
  • Posição adubo: ao lado e abaixo da semente

>> Leia mais: “Como fazer a regulagem de plantadeira de soja e garantir a lavoura”

Cálculo de semeadura da soja: Como calcular a expectativa de produtividade de soja por hectare

  1. Para calcular a expectativa de produtividade siga os seguintes passos:
  2. 1 – Conte o número de vagens em 10 plantas consecutivas e divida o resultado por 10
  3. Ex: 10 plantas ao todo deram 200 vagens, média de 20 vagens por planta (200/10)
  4. 2 – Conte o número de grãos nas vagens e divida pelo número de vagens
  5. Ex: 60 vagens ao todo deram 150 grãos, média de 2,5 grãos por vagem (150/60)
  6. 3 – Olhe o peso de 1000 grãos para o híbrido que você utilizou
  7. Ex: 200 g é o peso de 1000 grãos desse híbrido
  8. Plantas por hectare: 343.750 mil plantas
  9. Vagens por planta: 20 vagens
  10. Grãos por vagem: 2,5 grãos
  11. Peso de mil grãos: 200 gramas
  12. Use a seguinte fórmula:

Para o nosso exemplo, a produtividade esperada é de 57,29 sc/ha.

Repita esse procedimento algumas vezes ao longo do talhão para obter a correta representatividade nos dados.

Qual é o tempo necessário para colher a soja?

Para realizar a colheita de soja, recomenda-se velocidades entre 5 km/h e 6,5 km/h. Mas isso depende principalmente do tipo de máquina utilizada e da uniformidade da superfície do terreno.

Supondo uma colhedora de 22 pés (6,6 m) de largura da plataforma de corte, colhendo a 5 km/h (1,38 m/s).

Chegamos a um rendimento operacional de aproximadamente 18,29 minutos para colher um hectare.

Conclusão

  • Por meio da semeadura correta da soja, a população de plantas ideal possibilita que maiores produtividades sejam alcançadas no campo.
  • Você aprendeu como fazer o cálculo de semeadura da soja, além dos benefícios que a semeadura bem realizada proporciona.
  • As condições ambientais favoráveis associadas ao correto manejo da cultura, desde a sua implantação até a colheita, favorecem a obtenção de maiores produtividades da soja.
  • >> Leia mais: “Plantação de soja na pré-colheita: Como fazer uma dessecação eficiente”“Custo de produção de soja: Entenda por quanto vender sua saca” “7 problemas e soluções para colheita de soja no Mato Grosso”

Você sabia como calcular o estande ideal de plantas? Restou alguma dúvida sobre o cálculo de semeadura da soja? Adoraria ver seu comentário abaixo!

O que são, como elaborar e porque você precisa de mapas dasimétricos

Este roteiro apresenta breves referências e os passos necessários para se estruturar um mapa dasimétrico de densidade demográfica. Em pesquisas pelo Google®, sem dúvida o maior site de busca da rede, identifiquei que são relativamente restritas as abordagens em cartografia para elaboração de mapas dasimétricos.

Inclusive foram identificadas algumas solicitações de tutoriais para auxílio neste processo.

Assim, este roteiro foi pensado para suprir a escassez de material e para servir de apoio à disciplina de Geoprocessamento e Sensoriamento Remoto para Engenharia Ambiental, do curso de Engenharia Ambiental, da Universidade Federal de Rondônia, campus da cidade de Ji-Paraná.

Esse incrível tutorial que vocês verão abaixo é uma colaboração, uma importantíssima colaboração, do professor Alex Mota dos Santos da UFG (Universidade Federal de Goiás).

CONSIDERAÇÕES TEÓRICAS

Leia também:  Como aplicar folha de ouro na tela (com imagens)

O Censo Demográfico é a mais complexa operação estatística realizada por um país e constitui a única fonte de referência para o conhecimento das condições de vida da população em todos os municípios (IBGE, 2010). Os dados do censo são amplamente utilizados e configuram fonte de análises de densidade demográfica.

A espacialização de dados de densidade demográfica dos censos é comumente realizada utilizando-se do método coroplético para manifestação zonal e é recorrente na análise em Engenharia, especialmente ao planejamento urbano.

Neste método a representação quantitativa em escala zonal considera que as quantidades estendem por toda a área de representação. Dupin (1826) apud Martinelli (2010) introduziu o método coroplético ao propor seu mapa de alfabetização para França.

Este método é indicado para representações relativas, no entanto considera o fenômeno espacializado como homogêneo nos polígonos dos setores censitários, que são considerados como menor unidade territorial, formada por área contínua, integralmente contida em área urbana ou rural (IBGE, 2010).

No entanto, ocorre que no mundo real a população não está homogeneamente distribuída já que se observam áreas vazias e áreas industriais (lotes baldios, por exemplo).

Assim, ao propor o mapa dasimétrico buscam-se informações complementares, de forma a revelar a ocorrência dos fenômenos, ou seja, onde a população realmente é encontrada dentro do polígono censitário. As informações complementares podem ser obtidas de diversas formas.

Neste caso de análise da densidade demográfica destaca-se o uso de imagens orbitais de sensoriamento remoto para identificação da área construída dentre do perímetro urbano do setor censitário, porque o padrão de cobertura do solo reflete melhor densidade populacional e fornece informações georreferenciadas útil para desagregar os dados do censo.

Normalmente, as imagens são obtidas sem custos e possuem visão sinóptica (amplo campo de visada) da paisagem.

No entanto, as imagens orbitais de sensoriamento remoto possuem características específicas, em especial, a resolução espacial, que deve ser analisada para abordagens em ambientes urbanos.

A resolução espacial indica o detalhamento dos alvos terrestres na imagem, e portando associado indiretamente com a escala.

Em pequenas cidades se faz necessário investir em imagens de alta resolução espacial ou aplicar técnicas de processamento de imagens as imagens de média resolução espacial.

Informações teóricas sobre o método dasimétrico podem ser encontradas em: Bielecka (2005), Gavlak (2010), Morato et al. (2010), Lopes e Santos (2012).

REQUISITOS

Para aplicação do método é necessário dispor de um SIG, no caso o SPRING, MapWindowGIS® e o GvSIG, todos gratuitos e uma imagem de sensoriamento remoto com resolução espacial compatível com análise em áreas urbanas.

A opção por estes programas se deve ao fato dos mesmos oferecerem valiosas ferramentas de análise espacial e a utilização dos três ao mesmo tempo instiga a prática de diversos SIG’s, o que é altamente recomendável no nível de graduação, em que os conteúdos são passados de forma mais detalhada, quando comparada com a pós-graduação.

Assim, a imagem a ser utilizada, deve estar registrada e classificada. Após classificá-la, utilizando o método que escolher, converta-a em formato vetorial.

No SPRING a conversão resulta em arquivo vetorial com tabela de atributos, que se compõe de área e perímetro.

Após conversão da imagem classificada em formato vetorial utilize a ferramenta de análise espacial, tipo select, para destacar da mesma somente a área urbana.

1 – Dados do Censo IBGE

Adquira a Base de informação do Censo Demográfico 2010: Resultados do Universo por setor censitário. No caso universo Rondônia (RO) (Figura 1).

IBGE-> Censo2010 (1)-> Resultados do Universo (2) -> Malha Digital de Setores Censitários (3) -> Características da População e dos Domicílios (4) -> Malha Digital de Setores Censitários e dados tabulares (5).

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Figura 1. Acesso sítio do IBGE->Censo 2010.

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Figura 2. Resultado do Universo.

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Figura 3. Malha Digital de Setores Censitários.

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Figura 4. Características da População e dos Domicílios.

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Figura 5. Malha Digital de Setores Censitários e dados tabulares.

Ainda de acordo com a figura 5 acesse as tabelas em formado xls. para obter os dados quantitativos obtidos pelo IBGE através do Censo. Por fim, escolha o Estado brasileiro que trabalhará, neste caso Estado de Rondônia (RO).

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Figura 6. Último passo para aquisição da malha digital do censo 2010 (Arquivo Vetorial do IBGE).

TRATAMENTO DIGITAL DE IMAGEN E CONVERSÃO (RASTER->VETOR)

Após registro da imagemdissolva o arquivo vetorial do IBGE, eliminando os setores censitários, deixando apenas o perímetro. O perímetro é utilizado no recorte da imagem de forma a deixar apenas a área de interesse (Figura 7). Após classificação converta a imagem em arquivo vetorial.

Para tal, no SPRING, crie em Arquivo -> Modelo de Dados -> Categoria e crie as Classes Temáticas (legenda já definida na classificação) (Figura 8).

Após classificar a imagem e criar as classes siga os passos: Imagem-> Mapeamentos de Classes para Imagem Temática…A partir da figura 9, selecione a Categoria Uso e associe as classes criadas com as classes definidas na classificação. Ao concluir este passo verifique que será criado o Plano de Informação (PI) Uso com o tema final-T.

Este tema “final-T” ainda é um raster, para ter um vetor é necessário seguir a figura 10, Matriz-> Vetor. Com este passo o SPRING cria as classes vetoriais associadas a sua classificação. A partir das classes vetoriais selecione, utilizando a ferramenta Select, somente a classe “Urbano” que é de interesse para cálculo dasimétrico.

Vídeo: Como instalar o Spring

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Figura 7. Recorte do dado raster (imagem) para análise.

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Figura 8. Passo 1 para conversão da imagem em vetor.

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Figura 9. Associação das classes criadas (Figura 8) às classes definidas na classificação da imagem.

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos

Figura 10. Conversão imagem em “imagem temática”.

A etapa de manipulação vetorial foi executada no MapWindowGIS®. Para isto exporte do SPRING em: Arquivo->Exportar (Figura 11). Selecione em Formato: Shapefile e em Coord. indique Geográficas (graus). O arquivo do tipo Shapefile é de uso corrente por vários SIG’s. A determinação das coordenadas em graus se deve ao fato de que os dados do IBGE estarem neste tipo de coordenadas.

Figura 11. Exportação de arquivos vetoriais no SPRING.

O MapWindowGIS® apresenta feição amigável e para inserir dados utilize o ícone    (Figura 12). Veja ESTE vídeo de como abrir arquivos no MapWindow

Figura 12. Inserir dados o MapWindowGIS®.

Para seleção da “classe urbano” selecione o ícone  e indique SPRCLASSE-> = Urban. Em seguida vá em Toobox – Export Select (Figura 14).

Figura 13. Seleção de classe de interesse.

Figura 14. Destaque da classe de interesse.

Atenção! Após realizar a etapa da figura 14, aplique o a função Dissolve, mas observe que alguns programas o “dissolve” não é realizado na totalidade, isso implicará mais adiante na não realização da Intersecção.

Fazendo o dissolve no SPRING, MapWindow® e GvSIG, constatei que a função não se realiza de forma satisfatório, pois o GvSIG e MapWindow deixam polígonos separados. Assim, contornei a situação importando o arquivo no SPRING e exportando-o novamente.

Após esta ação os outros programas dissolvem a área urbana em um único polígono que será juntando pela Intersecção. Observei também que em áreas urbanas muito grandes o dissolve é realizado normalmente.

Sendo assim, concluo, a priori, que os programas têm dificuldades de dissolver pequenas e grandes áreas num mesmo vetor. Portanto, antes de importar o dado no SPRING verifique se o SIG realizou o dissolve de deixou o arquivo em um único polígono.

TRATAMENTO DA TABELA DO IBGE

Nesta etapa o dado da área urbanizada e que contém moradores já está definida pela classificação de imagem. Assim, é necessário realizar o tratamento dos dados da tabela do IBGE. Identificou-se que da tabela do IBGE nos interessa o campo v002, que contém o número de habitantes por setor censitário (Figura 15).

A partir do refinamento selecionou o campo Cod_setor, Nome_do_bairro e v002. O campo ID foi inserido para proporcionar o “Join” com a tabela de atributos do dado vetorial do IBGE. Atenção, pois as tabelas do IBGE (formato xls.) podem conter inconsistências, conforme se pode atestar na figura 15, linha 37.

O código do setor de número 110015505000038, só é apresentado para a tabela de atributos do dado vetorial. Portanto, é necessário, para sucesso do “Join” que as tabelas possuam o mesmo número de linhas. Assim, inserimos o referido número na tabela do IBGE (formato xls.).

Como não sabíamos o número de habitantes neste setor inserimos o número 0.

Figura 16. Tabela formado xls. do IBGE.

INSERÇÃO DO NÚMERO DE HABITANTES NA TABELA DE ATRIBUTOS DO ARQUIVO VETORIAL DO IBGE (FUNÇÃO JOIN)

 Após tratamento das tabelas do IBGE realize o “Join”, ou seja, insira os dados da tabela apresentado na figura 15 aos atributos dos dados vetoriais, setores censitários do IBGE (Figura 16).

A seguir, na figura 16, é apresentado os polígonos dos setores censitários do IBGE. Para o “Join” utilizou-se o GvSIG, em que os passos são apresentados a seguir. 1 –> Insira o arquivo vetorial com os setores censitários, 2 -> insira a tabela IBGE no formato dbf.

no GvSIG, e 3 -> realize a união de tabelas. Para dados vetoriais do IBGE de pequenos municípios você pode inserir os dados manualmente. O “Join” serve para inserção de dados de forma automática e minimiza tempo.

Leia também:  Como calcular o preço por metro quadrado para pintar uma casa

Esta etapa é realizada também pelo MapWindow®, no entanto, por algum motivo quando se concluir a inserção os dados são anulados.

Figura 16. Setores censitários do IBGE formato shapefiles.

4 -> em união de tabela selecione a tabela de origem (dado dbf), neste caso Teste.dbf e 5-> campo a usar para a união deve ser o campo em comum, neste caso ID e 6 -> Final (Figura 17).

Figura 17. União de tabelas no GvSIG.

INSERÇÃO DA ÁREA NO ARQUIVO VETORIAL DO IBGE

A maioria dos SIG’s possuem ferramentas de cálculo de área, no entanto, como já referido, o SPRING calcula automaticamente a área (SPRAREA) e o perímetro (SPPERIMETRO). Para tal, basta importar os arquivos vetoriais para o Banco de Dados SPRING e em seguida Exporte.

No MapWindow® crie um campo na tabela de atributos dos setores censitários e siga a figura 18, 1-> Toobox, 2 -> Calculate Polygon Areas, 3-> indique o vetor, 4-> indique o campo AREA criado para receber os valores das áreas, 5-> unidade do vetor e 6-> unidade de medida (neste caso km2).

Figura 18. Calculo de área no MapWindow®.

  • CALCULE A DENSIDADE SEGUNDO IBGE
  • Para o cálculo da densidade demográfica siga os passos abaixo (Figura 19): Em Edit Add Field em Name indique Densidade, Type: Double, com o tamanho e precisão.

Figura 19. Preparação para cálculo da densidade demográfica.

A seguir utilize Tools -> Field Calculator e indique a expressão Densidade = v002/Area_NEW, em que v002 é o número de habitantes e Area_NEW é a área dos vetores do setor censitário (Figura 20) e por fim calculate.

Figura 20. Cálculo da densidade demográfica.

Para manipulação do tipo de método de representação cartográfica selecione no menu principal Categories ícone e em seguida o ícone. Selecione o método em Classification type, Number of categories, Classification Field e Color scheme (Figura 21).

Figura 21. Representação cartográfica do cálculo de densidade demográfica.

Acionando o comando control p você salva o projeto e é redirecionado para o Layout, área de estruturação do mapa temático. Nesta área você terá todos os recursos para estruturação do mapa final (Figura 22). Nesta fase você pode escolher o tipo de orientação (rosa-dos-ventos), escala, legenda, inseri fonte, título, e todos os demais elementos externos do mapa.

Figura 22. Estruturação de mapa temático da Densidade demográfica em Ouro Preto do Oeste, Rondônia.

CÁLCULO DE DASIMETRIA UTILIZANDO A IMAGEM CLASSIFICAÇÃO (INTERSECT)

Nesta etapa você deve resgatar o seu dado vetorial obtido pela classificação (recordando, somente área urbana) e com este dado realizar o a interseção com os polígonos do IBGE. Após realizar a interseção calcule novamente a área de cada polígono levando em conta a área urbana.

Após calcular a nova área repita o passo da figura 20. Fazendo isto você terá um novo mapa de densidade demográfica, mas só que agora com os dados das novas áreas urbanas.

 Siga os passos na figura 23, 1-> Intersection, 2 e 3-> insira os arquivos que serão alvo da intersecção e 4-> mande executar a ação em Ok.

Figura 23. Aplicação de dasimetria utilizando área urbana.

Após realizar a intersecção refaça o passo da figura 21 e compare os resultados, verá que pela dasimetria os valores de densidade aumentarão, já que as áreas consideradas urbanas tiveram área reduzida.

Bom trabalho. Dúvidas [email protected] e [email protected]

REFERÊNCIAS

MORATO, R. G.; KAWAKUBO, F. S.; MACHADO, R. P. P. Mapa dasimétrico de Densidade Demográfica da Área Urbana do Município de Alfenas (MG).

SAMPAIO, T. V. M. Diretrizes e procedimentos metodológicos para a Cartografia de Síntese com Atributos Quantitativos via Álgebra de Mapas e Análise Multicritério. Boletim de Geografia n. 01, 2009.

LOPES, J.M.A. SANTOS, A.M. Metodologia para Estruturação de Mapa Dasimétrico: Análise de densidade demográfica do Censo de 2010 para cidade de Ji-Paraná (RO). Encontro Internacional de Geografia. XXX Congresso de Geografia da UNIR. Porto Velho, 2012.

MARQUES, T.S.; SILVA, F.B.; DELGADO C. A ocupação edificada: delimitação de áreas de densidade homogénea. Departamento de Geografia, FLUP / CEGOT . Acesso em: 15 set. 2012.

BIELECKA, E. A Dasymetric Population Density Map of Poland. Institute of Geodesy and Cartography. Warsaw, Poland, 2005.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR

AMARAL, S.; GAVLAK, A. A.; ESCADA, M. I. S.; MONTEIRO, A. M. V. Using remote sensing and census tract data to improve representation of population spatial distribution: case studies in the Brazilian Amazon. Population and Environment, v. 34, n. 4, p. 142–170, 2012. doi: .

GAVLAK, A. A. Padrões de mudança de cobertura da terra e dinâmica populacional no Distrito Florestal Sustentável da BR-163: população, espaço e ambiente. 2011. 177 p. (sid.inpe.br/mtc-m19/2011/08.02.16.24-TDI). Dissertação (Mestrado em Sensoriamento Remoto) – Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, São José dos Campos, 2011. Disponível em: . Acesso em: 04 mar. 2013.

Densidade demográfica: o que é, cálculo, função

Densidade demográfica corresponde à distribuição da população em uma determinada área. Também chamado de densidade populacional ou população relativa, esse índice demográfico representa, portanto, uma média entre a área de um determinado lugar e o total de habitantes que nela se encontram.

O resultado obtido por meio do cálculo da densidade demográfica permite analisar a população de um determinado lugar, como ela é distribuída e quais são os fatores que influenciam os níveis de concentração de indivíduos em uma mesma área.

Leia também: Diferença entre população absoluta e população relativa

Como calcular?

Primeiramente, para que seja realizado o cálculo da densidade demográfica, é preciso obter as informações sobre o número total de habitantes e também qual a extensão da área. Recolhidas as informações, o cálculo é feito da seguinte maneira:

  • Divide-se o número total de habitantes pela área. Veja um exemplo:

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos Exemplo de como calcular a densidade demográfica.

O exemplo dado acima mostra que um determinado lugar, cuja área é de 300.000 km2 possui em seu território 1.000.000 de habitantes. Dividindo o número de habitantes pela extensão territorial do local em questão, obtém-se um resultado de aproximadamente 3 habitantes a cada quilômetro quadrado.

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Para que serve a densidade demográfica?

A densidade demográfica ou o estudo da população relativa é de suma importância para entender a dinâmica populacional de um determinado lugar.

O resultado do cálculo feito para obter a densidade demográfica diz muito sobre algumas características de uma determinada área. A partir do índice, podemos afirmar se uma área é pouco ou muito povoada ou se é pouco ou muito populosa.

Mas você sabe a diferença entre populoso e povoado?

Populoso e povoado
São conceitos que fazem parte dos estudos demográficos. Quando dizemos que um lugar é populoso, estamos afirmando que esse lugar tem um número elevado de habitantes, portanto, nele há uma grande população absoluta. Quando dizemos que um lugar é muito povoado, estamos dizendo que há muitos habitantes a cada quilômetro quadrado. Sendo assim, o termo populoso refere-se à quantidade de habitantes e o termo povoado refere-se à quantidade de habitantes por quilômetro quadrado.

A densidade demográfica permite também que políticas públicas sejam elaboradas a fim de atender às necessidades sociais e econômicas de uma determinada população.

É possível também analisar os impactos provocados no meio ambiente pela maior ou menor presença de indivíduos em uma determinada área e propor alternativas viáveis para reduzir os possíveis problemas relacionados à concentração populacional, como a poluição, produção de lixo, desmatamento e até mesmo as mudanças climáticas.

Densidade demográfica no Brasil

O Brasil apresenta bastantes disparidades quando o assunto é densidade demográfica. Há regiões com densidade elevada e outras com densidade reduzida, portanto a população não se distribui homogeneamente no território. Atualmente, vivem no Brasil um pouco mais de 209 milhões de habitantes distribuídos em cinco grandes regiões:

Leia também: Regiões do Brasil: principais características

O país estende-se por cerca de 8.516.000 km2. Calculando então a sua densidade demográfica, pode-se afirmar que há aproximadamente 24,57 habitantes a cada quilômetro quadrado no país. Essa baixa densidade populacional deve-se ao fato de o Brasil possuir dimensões continentais. Contudo, há regiões mais e menos povoadas.

A Região Sudeste é a mais povoada com cerca de 94,63 hab/ km2. Já a Região Norte é a menos povoada com apenas 4,7 hab/ km2. A baixa densidade demográfica da Região Norte é explicada pela sua dimensão territorial.

Em relação às unidades federativas, o Distrito Federal é a área de maior densidade demográfica do país, com aproximadamente 525,86 hab/km2. Já o estado de menor densidade demográfica é Roraima com 2,33 hab/km2.

Os estados de maior densidade demográfica encontram-se na Região Sudeste e os de menor densidade nas Regiões Norte e Centro-Oeste.

Veja também: Brasil, um país populoso e despovoado

Mapa de densidade demográfica do Brasil

Como Calcular Densidade Populacional: 10 Passos O mapa da densidade demográfica no Brasil mostra as áreas mais povoadas e as menos povoadas. Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

O mapa de densidade demográfica do Brasil elaborado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2010 permite aferir que há grandes disparidades em relação à distribuição espacial da população no território brasileiro. O mapa revela a densidade utilizando cores que vão do amarelo que indica a baixíssima densidade demográfica ao vermelho que indica elevada densidade demográfica.

Leia também:  Como aplicar bronzer: 15 passos (com imagens)

A análise permite afirmar que a população brasileira encontra-se principalmente na região litorânea do país; a capital do Brasil que se situa na região central, é responsável pela maior concentração populacional nessa área, assim como nas regiões vizinhas; as áreas de baixa densidade demográfica localizam-se nas regiões interioranas do país devido aos fatores como tipo de clima, cobertura vegetal e realização de atividades agrícolas e pecuárias.

Densidade demográfica mundial

Em 2019, a população mundial alcançou a marca de 7,7 bilhões de habitantes distribuídos em uma área de aproximadamente 134.940.

000 km2, portanto com uma densidade demográfica de aproximadamente 50,79 hab/km2. Os continentes mais populosos são Ásia e Europa.

O continente asiático apresenta densidade demográfica de 101,86 hab/km2. Veja, a seguir, a densidade demográfica de cada continente.

Continente Informações
África População: 1.225.080.510

Como Calcular Densidade Populacional

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    Defina a região. Descubra quais são as fronteiras do local cuja densidade populacional você quer calcular. Pense por que deseja encontrar esse número: talvez você queira descobrir a densidade do seu país, da sua cidade ou do seu bairro. Você precisará da área total dessa região, geralmente em metros ou quilômetros.

    • É possível que alguém já tenha medido e estudado essa área. Procure por dados do censo, leia uma enciclopédia ou faça uma pesquisa na internet.
    • Descubra se o local tem fronteiras definidas. Caso contrário, você precisará traçá-las. Um bairro, por exemplo, pode não estar listado no censo, portanto você terá de desenhar os limites dele.
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    Determine a população. Para não ter de contá-la você mesmo, será necessário encontrar um registro detalhado de quantas pessoas vivem naquela região. Comece fazendo uma pesquisa na internet. Procure por um número relativamente preciso nos dados mais recentes do censo. Caso esteja procurando pela população de um país, o Paí[email protected] é uma boa fonte.[1]

    • Caso esteja calculando a densidade populacional de um local que ainda não foi estudado, pode ser que você precise contar a população. Esse tipo de região pode incluir um bairro urbano definido de forma não oficial ou uma população de animais em uma determinada área. Tente obter o número mais preciso possível.[2]
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    Equilibre seus dados. Caso pretenda comparar uma área com outra, veja se todos os seus números usam a mesma unidade de medida. Por exemplo, se um país lista a área em milhas quadradas e o outro em quilômetros quadrados, você precisará converter a área dos dois para uma das duas medidas.[3]

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    Aprenda a fórmula. Para calcular a densidade populacional, você dividirá a população pelo tamanho da área. Portanto, densidade populacional = número de pessoas / área do local.[4]

    • A unidade de área deverá ser quilômetros quadrados. Você pode usar metros quadrados se estiver calculando a densidade de um espaço menor, porém para a maioria dos propósitos profissionais e acadêmicos, precisará usar o padrão de quilômetros quadrados.
    • A unidade de densidade populacional é pessoas por unidade de área. Por exemplo: 2000 pessoas por quilômetro quadrado.
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    Coloque os dados na fórmula. Você deverá saber a população e a área de superfície da região. Por exemplo, caso haja 145.000 pessoas na Cidade A, e a área urbana seja de 9 quilômetros quadrados, escreva 145.000/9 km².

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    Divida a população pelo tamanho da área. Faça a divisão à mão ou use uma calculadora. No nosso exemplo, 145.000 divido por 9 mostraria que a densidade populacional é de 16.111 pessoas por km².

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    Compare a densidade populacional. Contraste dados de vários locais e use as densidades populacionais para fazer observações sobre as regiões. Por exemplo: se a Cidade B inclui 60.

    000 pessoas em seus 8 km², sua densidade populacional é de 7.500 pessoas por km². Você pode notar que a densidade populacional da Cidade A é bem maior que a da Cidade B.

    Veja se pode usar essa diferença para tirar conclusões a respeito das duas cidades.[5]

    • Mesmo que você calcule a densidade populacional de uma área tão densa quanto uma cidade grande, o resultado não dirá muito sobre as diferenças entre os bairros. Talvez você precise calcular a densidade de várias escalas de área para entender completamente um local.
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    Tente incluir o crescimento populacional. Calcule o crescimento projetado para determinada região e então compare a densidade populacional atual com a densidade futura. Procure por dados do censo passados e tente comparar as densidades populacionais anteriores com o valor atual para entender como o local mudou e mudará.[6]

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    Saiba quais são as limitações. Calcular a densidade populacional dessa maneira é simples e direto, mas pode não revelar detalhes mais complexos de uma região.

    O valor depende bastante do tamanho e do tipo de área para a qual você está calculando, e a fórmula às vezes diz mais sobre locais menores e densamente habitados do que sobre os maiores que incluem terrenos habitados e desabitados.

    • Digamos que você calcule a densidade populacional de uma região que tem muitos terrenos abertos e reservas florestais, mas também uma cidade bem grande. A densidade populacional desse espaço não dirá muito sobre a densidade da cidade, o local onde as pessoas realmente vivem.[7]
    • Lembre-se de que a densidade populacional é apenas uma média e pode não corresponder exatamente à contagem populacional de um local. Se esse for o caso, pense no porquê. Tente calcular a densidade de uma área menor dentro da maior.[8]
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    Reflita sobre os dados. Faça previsões para um local com base no que você sabe sobre densidades populacionais altas e baixas.

    Por exemplo, áreas com alta densidade populacional tendem a ter maior índice de criminalidade, além de bens e moradia mais caros.

    [9] As áreas de baixa densidade costumam ter mais agricultura e muitas vezes mais vida selvagem ou espaços abertos. Pense em como você pode tornar esses dados úteis.[10]

  • Compare os dados que você encontrar a outros relatórios sobre a densidade populacional. Se o valor calculado por você for diferente do que está listado, investigue possíveis erros ou tendências na densidade populacional ao longo do tempo.
  • Use a mesma fórmula para descobrir a densidade populacional de animais como os de criação.
  • Enciclopédia ou pesquisa na internet
  • Mapa
  • Calculadora
  • Lápis
  • Papel
  1. ↑ http://data.worldbank.org/indicator/EN.POP.DNST

Modelos Densidade Independente [Ecologia de Populações]

Em uma população onde as taxas de nascimento e mortalidade são constantes (não são afetadas pelo tamanho da população), dizemos que essa população tem um crescimento independente da densidade dela própria. Essa situação é geralmente relacionada a uma ausência de restrição ao crescimento, onde os recursos são ilimitados, mas pode também estar associada a uma depleção de recursos e à extinção da população.

Vamos imaginar agora uma população hipotética com taxas constante de crescimento e mortalidade e sem migrações. A cada ciclo de tempo relacionado a uma geração (T), o tamanho da população é o resultado do número de indivíduos da geração anterior mais números de nascimentos (B), menos mortes (D).

$$N_{T+1} = N_T + B – D $$

Podemos relacionar o número de mortes e nascimentos a um valor per capita:

onde: b = taxa de nascimento per capita a cada geração ; d = taxa de mortalidade per capita a cada geração.

Note que a taxa não muda com o tamanho da população, entretanto, o número de nascimentos e mortes é proporcional ao tamanho populacional.

Vamos apenas deixar claro mais uma premissa, para fins didáticos: os nascimentos e mortalidades ocorrem simultaneamente na população (p.ex: uma planta anual).
Sendo T a escala de uma geração, podemos então dizer que :

  • $N_{T+1} = N_T + bN_T-dN_T $
  • $N_{T+1} = N_T + (b-d)N_T $

se: $r_T = b-d$ ; fator de crescimento discreto

  • $N_{T+1} = (1+r_T)N_T$
  • $frac{N_{T+1}}{N_T} = 1+r_T$

Como $ 1+r_T $ é uma constante, vamos designá-la como $lambda$, um número positivo que mede o aumento proporcional da população de uma geração a outra. Portanto:

  • $lambda=frac{N_{T+1}}{N_T} $, ou:

$$ N_{T+1} = lambda N_T$$

Podemos então projetar a nossa população a cada ciclo de tempo (gerações). Por exemplo:

Se uma população com 100 indivíduos tem uma taxa per capita de natalidade de 0,8/ano e de mortalidade de 0,75/ano, qual o tamanho esperado da população no próximo ano?

N0=100
lamb=1+(0.8-0.75)
Nt1=N0*lamb
Nt1

Podemos também projetar a população para outras gerações, usando iterações:

(Nt2=Nt1*lamb)
(Nt3=Nt2*lamb)
(Nt4=Nt3*lamb)

Note que:

  • $N_{T4}= N_{T0} lambda lambdalambdalambda $
  • $N_{T4}= N_{T0} lambda^4 $
  • Essa equação recursiva pode ser escrita como:
  • $$N_{T}=lambda^T N_0 $$
  • Vamos pegar nosso exemplo anterior e projetá-lo para 10 ciclos de tempo.

N0=100
lamb=1+(0.8-0.75)
tmax=10
tseq=0:tmax
Nseq=N0*lamb^tseq
Nseq
plot(tseq, Nseq, type=”l”)

Vamos agora explorar o tamanho inicial da população.

  • $N_0 = 10,20,30, 40 $
  • $lambda = 1,5$
  • $ tempo = 1:10$

tseq=0:10
lamb=1.5
N0=c(10,20,30,40)
N0.mat=matrix(N0, ncol=length(tseq), nrow=length(N0))
N0.mat
lamb_t=lamb^tseq
lambt_mat=matrix(lamb_t,ncol=length(tseq), nrow=length(N0), byrow=TRUE)
Nt=N0.mat*lambt_mat
colnames(Nt)

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