Como cair sem se machucar ao desmaiar: 12 passos

O que se deve fazer caso uma criança desmaie é:

  1. Deitar a criança e levantar as suas pernas pelo menos 40 cm durante alguns segundos até que recupere a consciência;
  2. Colocar a criança de lado para ela não se engasgar, caso não recupere do desmaio e exista risco de a língua cair;
  3. Desapertar as roupas apertadas para que a criança que possa respirar mais facilmente;
  4. Manter a criança aquecida, colocando cobertores ou roupa sobre ela;
  5. Deixar a boca da criança destapada e evitar dar algo para beber.

Na maioria dos casos, o desmaio é relativamente comum e não significa nenhum problema sério, no entanto, se a criança não recuperar a consciência depois de 3 minutos, é importante chamar uma ambulância para que seja avaliada por profissionais de saúde.

Como Cair Sem se Machucar ao Desmaiar: 12 Passos

O que fazer após o desmaio

Quando a criança recupera a consciência e acorda é muito importante acalmá-la e levantá-la lentamente, começando por sentar primeiro e, só depois de alguns minutos, levantar.

É possível que durante este processo a criança se sinta mais cansada e sem energia, por isso, pode-se colocar um pouco de açúcar debaixo da língua para que vá derretendo e sendo engolido, aumentando a energia disponível e facilitando a recuperação.

Durante as 12 horas seguintes é também importante ficar atento a alterações de comportamento e, até, possíveis novos desmaios. Caso isso aconteça, deve-se ir no hospital para tentar identificar a causa e iniciar o tratamento mais adequado.

Possíveis causas para o desmaio

O mais comum é que a criança desmaie devido a uma queda de pressão arterial, que faz com que o sangue tenha mais dificuldade de chegar no cérebro. Essa queda de pressão pode acontecer quando a criança não bebe água suficiente, esteve brincando muito tempo ao sol, está num ambiente fechado ou se levantou muito rápido depois de estar sentada por muito tempo.

Além disso, o desmaio também pode acontecer devido a uma diminuição acentuada dos níveis de açúcar no sangue, especialmente se a criança esteve muito tempo sem comer.

Os casos mais graves, como presença de alterações no cérebro ou outras doenças graves são bem mais raras, mas devem ser avaliadas por um pediatra ou neurologista, caso os desmaios estejam acontecendo frequentemente.

Quando ir ao médico

Embora muitas situações de desmaio não sejam graves e possam ser tratadas em casa, é importante ir ao hospital se a criança:

  • Apresenta dificuldade para falar, ver ou movimentar-se;
  • Tem alguma ferida ou machucado;
  • Tem dor no peito e batimento cardíaco irregular;
  • Tiver um episódio de convulsões.

Além disso, se a criança estava bastante ativa e desmaiou repentinamente, também é importante fazer uma avaliação no neurologista, por exemplo, para identificar se existe alguma alteração a nível cerebral.

O que acontece dentro do corpo de alguém que desmaia

Da BBC Mundo

Como Cair Sem se Machucar ao Desmaiar: 12 Passos Direito de imagem thinkstock Image caption Tudo começa com um sinal que o cérebro envia ao coração: 'Algo não está funcionando'

  • Em algumas ocasiões uma pessoa que sofre um desmaio percebe o que vai acontecer e até consegue avisar alguém, mas a queda é inevitável.
  • Trata-se de um reflexo, uma mensagem que o cérebro enviou ao coração e que faz a pessoa cair no chão e ficar inconsciente.
  • “Às vezes, principalmente quando fazemos exercício, nossas artérias abrem pequenas janelas perto de nossos músculos para aumentar o fluxo sanguíneo e liberar oxigênio quando ele é necessário, o que retira o sangue do cérebro”, disse Adam Rutherford, geneticista e apresentador do programa da BBC Inside Science.
  • “Isso também pode acontecer quando você vai desmaiar”, afirmou Hannah Fry, professora de Análise Espacial Avançada no University College de Londres.
  • “Seu ritmo cardíaco aumenta para alcançar a pressão que permita enviar mais sangue para o cérebro”, acrescentou a cientista.

Mas, se estas medidas não funcionam, o cérebro ativa um “sistema de emergência”. E é neste momento que ficamos inconscientes.

Gravidade

Direito de imagem thinkstock Image caption Problema é mais comum nas mulheres do que nos homens

Imagine o sangue circulando pelo corpo. Os nervos e o coração trabalham juntos para manter a pressão sanguínea perfeita e ajudar a dar impulso ao sangue para que ele chegue até o cérebro e outros órgãos.

  1. “O que nos torna diferentes de outros animais é que nossa cabeça está mais alta que nosso coração, por isso nossos corpos precisam lutar contra a gravidade e impulsionar o sangue até lá em cima”, disse à BBC Nicholas Gall, cardiologista e consultor do hospital Kings College, de Londres.
  2. “Quando nos levantamos, grandes quantidades de sangue descem em grande velocidade pelo nosso corpo, que precisa de reflexos para enviar (o sangue) de volta para cima.”
  3. Mas, em muitas ocasiões, não chega sangue suficiente para o cérebro, que transmite a mensagem ao coração.
  4. “O cérebro envia sinais para o resto do corpo para informar que está tendo problemas para receber a quantidade suficiente de sangue e que precisa de uma solução”, disse Gall.
  5. Neste momento o cérebro quer comunicar que não está recebendo o sangue que precisa e que, por isso, a pessoa deve sofrer um desmaio.
  6. O cérebro “diz” ao coração que diminua seu ritmo e dilate suas válvulas.
  7. “A pressão sanguínea cai, devido à baixa velocidade do ritmo cardíaco, e a pessoa perde a consciência.”

Direito de imagem thinkstock Image caption O cérebro diz ao coração que diminua seu ritmo

A pessoa cai no chão pois “não tem controle muscular, o seu coração e o cérebro ficam no mesmo nível, fazendo com que seja possível a recuperação do sistema”.

“Estando em uma posição horizontal, nosso corpo não precisa lutar contra a gravidade para enviar o sangue de volta para o cérebro”, afirmou Rutherford.

Diferentes

Nem todas as pessoas são afetadas pelos desmaios. Algumas já passaram pela experiência várias vezes, outras nunca desmaiaram.

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“Até cerca de 40% das pessoas vão desmaiar durante suas vidas. E a maioria destas pessoas passará por isso uma, duas ou três vezes; há apenas um pequeno número de pacientes que desmaiarão de forma repetida”, disse Nicholas Gall.

“Há famílias que têm mais tendência ao desmaio e isto ocorre mais entre as mulheres do que entre os homens”, acrescentou o especialista do Kings College de Londres.

Direito de imagem thinkstock Image caption As mulheres têm um coração geralmente menor e menos volume de sangue que os homens

A razão é que as “mulheres têm um coração menor e menor volume de sangue. Quando se levantam e a gravidade impulsiona o sangue, há mais tensão no sistema”, disse o cardiologista.

Evolução

Mas os desmaios também têm uma ligação com a nossa evolução.

Para Adam Fitzpatrick, cardiologista e diretor de uma clínica especializada em desmaios na Enfermaria Real do Hospital de Manchester, na Grã-Bretanha, os desmaios são um mecanismo de sobrevivência “muito antigo”.

Direito de imagem thinkstock Image caption Existem genes que explicam a predisposição ao desmaio

“Acredita-se que, quando nossos ancestrais se sentiam ameaçados por predadores, era útil conseguir cair no chão e parecer estar sem vida.”

“Algumas pessoas tendiam a desmaiar nestes momentos, caindo no chão, ficando pálidas e inertes. E o predador ia embora”, disse o especialista à BBC.

E, segundo Fitzpatrick, a questão evolutiva também pode explicar a razão de algumas pessoas desmaiarem mais que outras.

“Com a teoria da evolução em mente (…), se foram beneficiados ou receberam alguma vantagem quando desmaiaram, os indivíduos com mais capacidade de desmaio tiveram descendência maior. Além disso, é quase certo que existem genes que explicam a predisposição ao desmaio.”

Por isso, se você desmaiou alguma vez na vida “deve ser um destes humanos evolutivamente superiores que possuem o gene do desmaio”, afirmou o especialista.

Quedas de criança: Saiba em quais casos você precisa se preocupar – Pais&Filhos

Como Cair Sem se Machucar ao Desmaiar: 12 PassosA mãe precisa se acalmar e esperar o filho reagir antes de qualquer coisa (Foto: Shutterstock)

Cair faz parte do aprendizado de todo mundo. Nos primeiros passos, nas tentativas de aprender a andar de bicicleta, andando, correndo ou brincando, a criança acaba caindo em algum momento. O problema é quando ocorre uma queda feia e a gente fica naquela dúvida de levar ou não ao hospital.

O doutor em ortopedia e traumatologia, Alberto Miyazaki, pai de Barbara, Ahlys e Derek, explicou que quando a criança leva um tombo que gera preocupação, primeiro a mãe e o pai precisam se acalmar e esperar o filho reagir antes de qualquer coisa.

“Assim que a criança sofre o trauma, ela vai estar assustada e com dor. Não adianta tentar movimentar imediatamente para ver está tudo bem. É melhor aguardar uns minutos e caso não seja algo grave, o pequeno vai continuar fazendo suas atividades. Se isso não acontecer é melhor levar ao médico”, orienta o especialista.

  • “Agora, se num período de 24 horas a criança vomitar, desmaiar, ter dores fortes de cabeça ou convulsionar ela precisa ser levada ao pronto-socorro”, orienta a pediatra Rosângela Gomes dos Santos, do Hospital Regional do Sul, mãe de Fábio e Patrícia.
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Os bebês, menores de dois anos, necessitam de uma atenção especial caso sofram uma queda. Eles têm uma caixa craniana mais frágil e correm maior risco de ter uma fratura ou lesão intracraniana. “Após o trauma é bom fazer uma inspeção geral na criança, observando os movimentos dos membros e alterações na cabeça ou partes do corpo”, aconselha a pediatra.

E você já ouviu aquele famoso conselho que diz para não deixar a criança dormir depois de uma queda? O doutor Alberto afirmou que isso não é bem assim.

“Se ela dormir normalmente é porque está confortável, sem sentir dor. Por isso relaxou e dormiu”, diz o traumatologista. O único problema é se ela desmaiar.

“Caso a criança durma e os pais tenham dificuldade de acordá-la, aí pode ser preocupante e é melhor levá-la ao hospital”

Mas cuidado nunca é demais. Os pais notaram algum pequeno hematoma ou o famoso galo, e a criança não teve nenhum dos sintomas citados pelos especialistas, ela mesma pode cuidar do machucado em casa. “É bom fazer um pouco de compressa de gelo em cima da região afetada”, afirma o médico.

* Por Jessica dos Anjos, filha de Adriana e Marcelo.

Desmaios frequentes podem ser problema no sistema circulatório

Até 70% das pessoas já desmaiaram ou vão desmaiar pelo menos uma vez na vida. Se isso ocorrer mais de duas vezes em seis meses, é sinal de alerta. Cerca de 70% dos pacientes que procuram serviços de saúde em decorrência de desmaios têm a síndrome vasovagal.

Esse problema no sistema circulatório também causa outros sintomas, muitas vezes confundidos com epilepsia, labirintite, hipoglecemia e até doença do pânico. Pode acontecer numa queda brusca de pressão, num momento de fortes emoções – como casamentos e enterros – ou ao ficar muito tempo em pé em filas e shows.

Outros indivíduos têm isso ao doar sangue, sentir muito calor, fazer exercícios que exigem grande esforço, ficar desidratados ou sem comer, ou ainda ao passar por exames, tratamentos e pequenas cirurgias.

Além da perda de consciência, a pessoa sente tontura, mal-estar, calor, enjoo, palpitação, suor frio, palidez, pressão baixa, pulsação lenta e escurecimento da visão.

De acordo com os cardiologistas Roberto Kalil e Denise Hachul, o desmaio é uma defesa do organismo, que, assim como um gerador sobrecarregado, desliga-se repentinamente. Todas as pessoas em situação de extremo estresse físico ou emocional podem desmaiar, mas isso não significa que elas tenham a síndrome vasovagal, que é um conjunto de sinais, enquanto a síncope é apenas o desmaio.

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Geralmente, quem tem a doença desmaia repetitivamente, em situações habituais do dia a dia. Quando o corpo cai no chão, o sangue se redistribui naturalmente e a consciência é recuperada.

Isso ocorre de forma semelhante a uma garrafa de água quase cheia. Quando o recipiente está deitado, o líquido se espalha facilmente. Mas, quando fica em pé, a água desce para o fundo, por causa da gravidade.

Ao levantarmos, essa força desloca cerca de 30% do volume de sangue para os membros inferiores. Nessa situação, o corpo precisa da ação do sistema nervoso autônomo para bombear o sangue de volta para o cérebro. No caso de quem é diagnosticado com a síndrome vasovagal, a contração dos vasos sanguíneos, que é fundamental para esse bombeamento, não é eficiente.

A quantidade de sangue diminui nas carótidas e no coração. As artérias do peito e do pescoço têm sensores que detectam se a pressão está maior ou menor. Quando os vasos estão vazios, os sensores automaticamente mandam um estímulo para o cérebro. Com a adrenalina, o coração bate mais rápido, a circulação aumenta e aparecem os sintomas.

Sistema nervoso autônomo e nervo vago O sistema nervoso autônomo controla o funcionamento automático do corpo, como respiração, batimentos cardíacos, temperatura e digestão.

É dividido em simpático e parassimpático, que são opostos e trabalham em conjunto para equilibrar as necessidades do organismo.

Por exemplo: um acelera os batimentos cardíacos, enquanto o outro desacelera; um dilata os vasos, e o outro contrai.

Dentro desse sistema, há o nervo vago, que inerva o coração, esôfago, estômago, intestino, bexiga, pulmões, vasos sanguíneos, pupilas, glândulas sudoríparas e salivares. Suas células se comunicam também com o sistema nervoso central, por isso emoções intensas podem provocar síncopes vasovagais.

Em pessoas que não têm a síndrome, o aumento da pressão sanguínea e dos batimentos cardíacos são compensados naturalmente. Já quem tem a doença não consegue fazer isso.

Nesse caso, os vasos sanguíneos apresentam um defeito na contração, e o fluxo de sangue e a oxigenação do cérebro não atingem níveis satisfatórios. Subitamente, a frequência cardíaca e da pressão caem, e a pessoa desmaia.

Um teste para saber se você tem o problema é oferecido no Sistema Único de Saúde (SUS).

Dicas – Se você tem a síndrome vasovagal, tire sangue deitado. Faça movimentos com as mãos, abrindo e fechando os dedos. Isso melhora o bombeamento e a circulação, e evita o desmaio.

– Evite ficar em pé por um tempo prolongado, principalmente em ambientes quentes e fechados. Movimente-se, principalmente as pernas e panturrilhas.

– Se for desmaiar, deite-se ou aproxime-se do chão para não se machucar na queda. Se não for possível deitar, sente-se, abaixe o tronco e contraia as mãos e os braços. Não lute contra o desmaio.

– Caso uma pessoa ao seu lado desmaie, não a levante, pois o corpo dela vai demorar mais tempo para se recuperar. Deixe-a deitada e com os pés elevados, até que se restabeleça. Se a vítima tiver náuseas, mantenha o corpo levemente inclinado para o lado, para evitar aspiração de vômito.

– Beba bastante líquido, pelo menos 2 litros por dia. Estudos mostram que a ingestão de 500 ml de água é capaz de aumentar a pressão arterial e prolongar a capacidade de ficar em pé por um longo período.

– Se você não tem pressão alta nem insuficiência cardíaca, coloque mais sal na comida. Pesquisas revelam que o sal melhora a tolerância em pé porque aumenta o volume sanguíneo total e ajuda na contração dos vasos sanguíneos, inclusive no cérebro.

Exercício O treinamento postural ou “tilt training” é indicado para pacientes com síndrome vasovagal. É simples: O paciente deve ficar em pé e apoiar as costas numa parede por 30 minutos ou pelo tempo máximo tolerado. Essa posição deve ser repetida diariamente, e o ambiente não pode conter objetos cortantes ou pontiagudos, para que não haja risco em caso de queda.

O tempo de tolerância postural aumenta progressivamente com a repetição do treinamento, pois a exposição frequente à postura ereta promove uma espécie de condicionamento dos reflexos que controlam a pressão arterial.

Veja abaixo o resultado da nossa enquete:

Como Cair Sem se Machucar ao Desmaiar: 12 Passos

Saiba quando a queda da criança é grave; veja dicas de prevenção

Quando estão aprendendo a andar, as crianças surpreendem os pais. Tentam vencer pequenos desafios e, muitas vezes, arriscam-se a ir de um ponto a outro para alcançar um brinquedo, escalar móveis, correr… Sem muito equilíbrio e com os passos ainda descoordenados, não raro deixam a família tensa e preocupada com possíveis quedas.

Cair faz parte do processo de desenvolvimento normal das crianças. E isso não é conversa para tranquilizar coração de mãe. É uma explicação da OMS (Organização Mundial da Saúde). No entanto, não é por tratar o acontecimento como algo normal que a instituição considera tombos eventos sem importância.

Pelo contrário: o assunto é tão sério que a organização dedicou ao tema 16 páginas no “Relatório Mundial sobre Prevenção de Acidentes com Crianças e Adolescentes”, publicado em dezembro de 2008, em parceria com o Unicef. Segundo o documento, as quedas foram a 12ª causa de morte devido a lesões involuntárias em crianças entre cinco e nove anos e jovens entre 15 e 19 anos.

No Brasil, de acordo com dados do Ministério da Saúde de 2010, as quedas são a principal causa de internação de crianças até 14 anos. 

De acordo com a OMS, as quedas devem, sempre que possível, ser evitadas ou, pelo menos, minimizadas. Seja por meio da supervisão de adultos, seja com a instalação de grades nas janelas e de pavimentos de borracha, que reduzem o impacto do corpo contra o chão.

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“É importante ainda proteger os cantos de móveis, impedir o acesso às escadas e jamais deixar bebês sozinhos em cima da cama, do sofá ou do trocador”, diz Lucília Santana de Faria, coordenadora médica da UTI pediátrica do Hospital Sírio-Libanês, de São Paulo.

Cuidados como esses são capazes de reduzir lesões traumáticas cerebrais graves e também evitar pequenos traumas, que, geralmente, não representam nada grave e são curados com o passar do tempo, como o galo, nome popular do inchaço na cabeça para hematoma subgaleal.

“O aparecimento do galo indica que um vaso sanguíneo foi lesionado. A saliência ocorre porque o sangue se acumula fora do vaso”, afirma Valéria Succi, pediatra do Hospital Israelita Albert Einstein e do Programa Einstein na Comunidade Paraisópolis, ambos em São Paulo.

O que fazer depois da queda?

Primeiramente e com rapidez, é preciso avaliar o estado da criança considerando a altura do tombo. Lucília, do Sírio-Libanês, explica que as quedas superiores à própria altura são mais graves, seja lá qual for a idade da pessoa acidentada. E que, no caso de perda de consciência e sinais de dor de cabeça, é necessário procurar atendimento médico o quanto antes.

A pediatra Valéria, do Einstein, recomenda ainda observar se há náuseas, dificuldade para mamar, choro persistente, sonolência fora do comum, convulsão, tremores, sangramento nasal, na boca ou nas orelhas. Tudo isso também pede a análise médica.

Lucília destaca que é importante saber se, ao cair, a criança bateu a cabeça. “Os bebês têm a cabeça grande, proporcionalmente maior do que o corpo, por isso é comum batê-la em quedas, embora isso nem sempre seja sinal de gravidade”, diz.

Nesse caso, é essencial observar se o impacto atingiu a fontanela, a chamada moleira. Essa é uma região da cabeça do bebê em que não há proteção óssea. Isso quer dizer que um trauma na área tende a ser mais grave porque atinge diretamente o tecido cerebral, que protege a massa encefálica de traumas.

Ao nascer, os bebês têm duas fontanelas (bregmática, localizada na parte frontal da cabeça, e lambdóide, atrás). Os prematuros podem ter até quatro moleiras (duas laterais, além das citadas). Todas, com o passar do tempo, fecham-se. A lambdóide mais rapidamente, em geral antes dos três meses de vida, e a bregmática, em torno dos oito meses.

Para minimizar o trauma, é recomendável fazer compressa de gelo no local. “É válido ter sempre em casa uma bolsa para compressas no congelador”, diz a pediatra Lucília. Esfregar a área lesionada com as mãos, na tentativa de fazer a dor passar, não faz sentido, segundo a médica. “Aquecer a região favorece o aumento do hematoma.” 

Saiba como disciplinar seu filho da forma correta

Deixar a criança dormir depois é perigoso?

Esse é um mito bastante difundido. Lucília diz que é comum que a criança sinta-se cansada e acabe dormindo depois do tombo.

Não há problema, ainda mais se for o horário que ela costuma dormir, desde que o sono seja supervisionado.

“A criança deve acordar facilmente quando alguém mexer com ela, a posição de dormir deve estar normal e ela não pode emitir barulhos estranhos durante o sono”, fala a médica.

Vomitar é um sinal de gravidade?

José Luiz Setúbal, pediatra e presidente do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo, fala que vomitar em jato pode ser sinal de existência de um sangramento na cabeça, que precisa ser avaliado por especialistas. “Se necessário, é realizada uma tomografia. No entanto, esse exame deve ser feito somente se houver necessidade real. No caso de crianças, é preciso a aplicação de anestesia”, explica Setúbal.

Outras lesões

Com o susto e a preocupação, os pais podem se esquecer de observar a ocorrência de lesões nos membros inferiores e superiores. Quando caem, frequentemente, as crianças utilizam os braços para proteger a cabeça, por exemplo.

Segundo a OMS, as fraturas de membros, com destaque para o antebraço, são um dos tipos mais frequentes de lesão devido a uma queda na primeira infância.

Por isso, é importante observar o surgimento de inchaço nessas regiões e reclamações insistentes de dor local, o que pode indicar fraturas.

Na ausência de sinais como os descritos acima, que sugerem que o tombo foi sério, é válido observar o comportamento e as reclamações da criança por 24 horas depois do acidente. Se ficar em dúvida sobre a severidade do caso, leve seu filho ao pronto-socorro, conforme recomenda Valéria.

Dicas de prevenção de queda

  • – Não deixe a criança brincar em escadas, sacadas e lajes;
  • – Use portões de segurança no topo e na base de escadas;
  • – Instale grades ou redes de proteção em janelas, sacadas e mezaninos. As redes devem ter tramas de, no máximo, seis centímetros;
  • – Verifique se os móveis e o tanque da lavanderia estão estáveis e fixos;
  • – Faça com que seu filho use capacete para andar de bicicleta, skate ou patins;
  • – Cuidado com pisos escorregadios;
  • – Esqueça o andador para estimular seu filho a andar. O uso do acessório é desaconselhado pela SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria) por prejudicar o desenvolvimento da criança e poder causar sérias quedas;
  • – Use antiderrapante para prender tapetes.
  • Fonte: ONG Criança Segura, instituição que tem como missão prevenir acidentes com crianças menores de 14 anos.

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