Como branquear vagens: 11 passos (com imagens)

Limpar a cache do iPhone não é uma tarefa obrigatória nem essencial para o seu funcionamento, mas pode marcar a diferença entre manter o seu smartphone rápido e com uma boa performance ou conformar-se com a sua crescente lentidão.

De certo já reparou que, à medida que o seu telemóvel vai ganhando tempo de utilização, algumas tarefas podem começar a parecer-lhe mais lentas. Isto porque uma utilização normal do dispositivo implica a instalação de múltiplas aplicações e o armazenamento de ficheiros, muitos deles com características multimédia como fotografias, vídeos ou músicas.

Este armazenamento consome memória e velocidade ao seu iPhone e muitos utilizadores já adoptaram a boa prática de rever regularmente o que podem deitar fora em termos de aplicações ou ficheiros que já não utilizam, ou preferindo guardar alguns deles, especialmente os multimédia que consomem muito espaço, num serviço de cloud ou noutros dispositivos de backup.

Mas se é dos que já adoptou esta prática de limpeza regular e que ainda assim estranha a lentidão do seu telemóvel “quase vazio”, saiba que o que pode estar a atrapalhar a performance do seu dispositivo pode ser a sua cache.

Porquê limpar a cache do iPhone?

Como Branquear Vagens: 11 Passos (com Imagens)

A cache é o termo utilizado para designar uma área de armazenamento que é utilizada temporariamente pelo seu dispositivo. Sempre que utiliza o iPhone ou outros dispositivos como computadores ou laptops, centenas de pequenos ficheiros são criados e armazenados nesta cache sem que o utilizador dê conta disso.

Podem ser ficheiros que as aplicações abertas criam para poderem funcionar ou que cada site que visita grava nesta memória para auxiliar o seu funcionamento e a sua navegação.

Estes ficheiros são todos armazenados na cache e, apesar de alguns serem temporários, o que quer dizer que se apagam automaticamente quando fecha os sites ou aplicações que os criou, muitos ficam para sempre gravados nesta memória se não os apagar intencionalmente. O resultado é que a cache vai ocupando cada vez mais espaço à medida que vai utilizando o seu iPhone.

Muitos destes ficheiros podem ser úteis já que contêm dados ou outras informações que podem agilizar os futuros acessos do utilizador a estas aplicações e facilitar alguns processos utilizados frequentemente, poupando igualmente tempo ao hardware. Isso é fácil de perceber sempre que entramos num site pela primeira vez e percebemos que ele demora um pouco mais de tempo a carregar do que da segunda, especialmente se tiver muitas imagens.

A outra vantagem é que estes ficheiros podem guardar as suas preferências de visita e os seus logins, automatizando as novas entradas. Mas esta vantagem traz contrariedades e a primeira é sem dúvida o ocupar muito espaço nesta memória, de tal forma que esta ocupação poderá tornar mais lento todo o funcionamento do telemóvel.

Uma limpeza regular da cache permite “refrescar” o seu armazenamento e até pode ter vantagens porque limpa muitos dos seus dados de utilização oferecendo-lhe uma nova visão, sem ser pré-condicionada, dos sites que costuma visitar.

Por exemplo, esta vantagem é notória nos sites de reservas de hotéis ou voos que podem condicionar as ofertas face às procuras que fez anteriormente para as mesmas datas uma vez que já conhecem as suas preferências e necessidades.

Como limpar a cache do iPhone?

Como Branquear Vagens: 11 Passos (com Imagens)

O seu iPhone vai conter diferentes tipos de cache, provenientes de várias aplicações ou dos browsers de navegação que utiliza. Isso quer dizer que, mesmo que faça uma limpeza geral à cache, ainda terá de utilizar outros métodos para fazer uma limpeza mais profunda. Aconselhamo-lo executar os seguintes passos:

Passo 1: faça restart ao seu iPhone

Se é dos que nunca desliga o seu dispositivo, saiba que ao fazê-lo o sistema limpa automaticamente muitos dos ficheiros que estavam na cache do seu iPhone.

Este passo não vai limpar dados específicos de algumas aplicações ou dos browsers, mas limpa muitos dos ficheiros temporários criados pelo sistema operativo e que se vão acumulando com a sua utilização se nunca desligar o telemóvel.

Passo 2: limpeza da cache das aplicações

Aceda ao menu das “Configurações” (Settings), escolha “Geral” (General) e “Armazenamento do iPhone” (iPhone Storage). Aqui vai conseguir saber qual o espaço que cada aplicação ocupa no seu telemóvel.

Toque nas que lhe parecem ocupar muito e procure por “Documentos e Dados” (Documents & Data). Se estiver a utilizar mais de 500MB vale a pena fazer limpeza e pode fazê-lo apagando totalmente as que não lhe interessam, mas se quer manter alguma das que ocupam muito espaço procure nessa aplicação se existem nas suas configurações opções para a limpeza da cache.

É provável que algumas não sejam claras neste aspecto e se isso acontecer a melhor opção é apagá-las e fazer de novo a sua instalação. Será como começar do zero, com a cache desta aplicação totalmente limpa e muitas vezes consegue ver a diferença no espaço que ocupava antes e depois da reinstalação.

Mas tenha em atenção que, ao apagar alguma app que quer continuar a utilizar vai também apagar os ficheiros que ela criou e que pode precisar. Se seguir os passos normais para apagar uma aplicação, o seu iPhone vai perguntar-lhe se quer manter os documentos e os dados da aplicação. Se disser que sim ele vai manter esses dados, mas também a sua cache.

Por isso avalie bem cada aplicação e perceba se tudo o que lhe interessa nessa aplicação que vai apagar, vai reaparecer com a sua reinstalação. Se correr o risco de perder coisas importantes talvez não compense trocar isso pela limpeza da cache dessa app no iPhone.

Passo 3: limpar a cache do browser

Vamos utilizar o Safari como exemplo, uma vez que é o browser mais comum utilizado pelos iPhones para navegar na net. A cache do Safari pode conter desde páginas de web inteiras, previamente carregadas, a cookies, imagens ou outros ficheiros mais pesados.

Aceda às “Configurações” (Settings ), toque “Limpar Histórico e Dados de Websites” (Clear History and Website Data) e clique no “Limpar Histórico e Dados” (Clear History and Data).

Se quiser limpar a cache de apenas alguns dos sites também pode fazer uma limpeza individual e não automática, mantendo os sites que lhe interessa serem carregados mais rapidamente. Para isso clique em “Avançado” (Advanced), depois em “Dados da web” (Web Data) e por fim em “Editar” (Edit).

Passo 4: limpar a cache da App Store

Todos os dispositivos que correm o iOS trazem por defeito a App Store carregada o que também influencia a utilização do seu iPhone. Para fazer a limpeza da sua cache toque em App Store e no linha de fundo do ecrã da aplicação toque dez vezes sobre qualquer um dos botões que aí aparecem.

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A App Store vai reiniciar automaticamente e isso quer dizer que a sua cache ficou limpa.

Passo 5: utilizar um software de limpeza

Pode comprar um software de limpeza para o seu desktop e utiliza-lo para limpar o seu iPhone. Existem algumas aplicações pagas que permitem esta função, como a PhoneClean que é utilizado para limpar o iOS. Para isso basta ligar o seu iPhone a um Mac através de um cabo USB e permitir que o software detecte e limpe o seu dispositivo móvel.

Como começar um blog de viagens (com sucesso!)

Como Branquear Vagens: 11 Passos (com Imagens)

Se está a ler este texto, é muito provável que queira criar um blog de viagens. Ótimo! Talvez ande a pensar como poderá viajar mais; como partilhar essas viagens de forma interessante; quem sabe até concretizar o sonho de um dia viver das viagens – e criar um blog parece uma boa ideia para atingir esses objetivos. Eu concordo: é uma excelente ideia! Mas não é fácil.

Não costumo escrever sobre o que está por detrás do próprio blog – o Alma de Viajante é um espaço sobre viagens, não sobre blogging. Mas cada vez mais gente me tem perguntado o que deve fazer para começar um blog de viagens, e eu queria ter como explicar o processo. Como resposta, preparei este guia prático.

Após 15 anos de experiência como blogger de viagens, espero com este guia ajudar todos os viajantes e amantes da escrita e da fotografia a entrar neste maravilhoso mundo da blogosfera.

O guia é um pouco longo (ou completo, se preferir) e está dividido em sete secções. Cada uma aborda um aspeto específico da criação de um blog – do hosting ao aspeto gráfico, começando pela compreensão profunda do que é ser um blogger. Eis tudo o que precisa saber para começar um blog de viagens. Vamos a isso.

1. Entenda o trabalho de um blogger de viagens

Durante muitos anos, quando me perguntavam o que eu fazia tinha muita dificuldade em responder. Ninguém entenderia se eu dissesse que era blogger de viagens e, na verdade, eu próprio não me assumia como tal.

Dizia que tudo o que eu fazia profissionalmente estava “ligado às viagens e à escrita”; e depois explicava que tinha um site de viagens, que era líder de viagens, que dava workshops de escrita.

Era verdade, mas faltava deixar de ter vergonha de usar a palavra blogger.

Agora não. Digo que sou blogger de viagens.

Assumir-se como blogger, seja amador ou profissional, é o primeiro passo para que as pessoas respeitem o trabalho de blogger. Para o levarem a sério. Para que entendam que dá mesmo muito trabalho. Que os textos não aparecem escritos por magia; nem as fotos editadas. Que não é tudo cor-de-rosa, praias tropicais e meninas de bikini com cocktails nas mãos.

Sim, gerir um blog de viagens implica trabalhar muitas mais horas do que a esmagadora maioria das pessoas com um emprego dito “normal”. E sem nunca saber qual vai ser o retorno desse trabalho.

Por que razão, então, eu e alguns outros fazemos das viagens vida? Porque somos felizes. Ponto. Dá trabalho, mas não trocava o meu estilo de vida por nenhum outro.

Coisas que deve saber antes de se tornar um nómada digital

Já sabe que tem todo o meu apoio para criar um blog de viagens. O objetivo deste “Como começar um blog de viagens” é esse mesmo: ajudá-lo. Mas, antes de começar, é importante que tenha consciência de algumas coisas sobre a vida de blogueiro / blogger.

(prepare-se para ler coisas de que não vai gostar)

Não vai ser fácil

A maioria das pessoas que tenta fazer um blog com o objetivo de ganhar dinheiro desiste em menos de um ano. Sim, é muito provável que demore muito tempo até começar a ganhar dinheiro com o blog. Vai ter que ser original, para se distinguir. Vai ter de ser persistente e paciente. Não vai ser nada fácil!

Vai trabalhar dia e noite

Para gerir o blog vai trabalhar mais do que em qualquer outro emprego que já tenha tido. A boa notícia é que poderá fazê-lo em qualquer parte do mundo, em qualquer tipo de ambiente (desde que tenha acesso à Internet): seja no conforto de casa, seja num bungalow em frente ao mar numa praia das Filipinas.

O seu escritório passa a ser um portátil – e isso é bom. Mas acabaram os fins-de-semana e o tempo livre, porque vai querer aproveitar todos os minutos para tratar do seu blog.

Ser blogger não é só escrever

Pode não acreditar, mas apenas uma pequena parte do trabalho de blogger é passado a escrever.

Vai passar muito tempo a responder a comentários dos leitores; a responder a mensagens de email para recusar “parcerias”; a alimentar as redes sociais; a tratar de aspetos técnicos do blog; a instalar plugins; a pensar no SEO (Search Engine Optimization); a alterar o aspeto do blog; a pensar, experimentar, errar, inovar… e a planear a próxima viagem.

Lá pelo meio, irá também escrever, editar fotografias e publicar os conteúdos. Mas não pense que para ser um blogger de viagens basta escrever.

É preciso investir para ter sucesso

Gerir um blog é como gerir qualquer outro negócio: é mais fácil ter sucesso se investir criteriosamente o seu dinheiro. São pequenas coisas que podem fazer toda a diferença.

É evidente que a maioria das questões que eu abordo pode ser resolvida gratuitamente.

Mesmo no que toca a aspetos técnicos específicos, como plugins para o WordPress, há versões gratuitas que são suficientes. Mas muitas outras não.

Se estiver totalmente empenhado no objetivo de ter sucesso no mundo dos blogs de viagens, mais cedo ou mais tarde terá de investir em ferramentas que o tornam melhor. Por exemplo:

  • Vai procurar hosting especializado como o da Siteground ou da WP Engine, que lhe garanta velocidade, segurança e um serviço de apoio profissional para o ajudar a resolver problemas;
  • Vai escolher um tema premium de empresas reconhecidas, como os temas da Studio Press ou da Elegant Themes;
  • Vai comprar a versão premium de alguns plugins fundamentais para o sucesso do blog;
  • E vai criar uma mailing list gerida pelas ferramentas profissionais da AWeber, da Mailchimp, da portuguesa e-Goi ou, preferencialmente, da ConvertKit.

Não se preocupe se, por agora, não percebe bem do que estou a falar. Explicarei tudo, passo a passo, mais abaixo (no caso da mailing list, abordarei o assunto num texto intitulado ConvertKit, a melhor ferramenta para gerir o email marketing do seu blog. Mas fique já com a ideia de que começar um blog de viagens implica investir algum dinheiro.

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As férias (como as conhece) acabaram

Vai continuar a ter férias, claro, mas sempre que viajar vai querer aproveitar para fazer alguns posts. E isso não é mau, pelo contrário. Mas tenha a noção de que, a partir do momento em que começar um blog de viagens, vai querer escrever sobre as suas viagens (é essa a essência de um blog).

Ou seja, as viagens deixam de ser apenas férias e passam a ser matéria-prima para produzir textos. O que significa trabalho. Não se assuste… mas tenha consciência disso.

2. Defina o tipo de blog

No início, e ainda antes de qualquer post existir, não é fácil definir o que vai ser o blog. Mas, quanto mais cedo tiver a exata noção do que quer fazer, mais fácil será criar uma audiência que se identifique com o que escreve.

Escolha um nicho que o apaixone

Para mim, neste momento, estando a blogosfera inundada de blogs de viagens – mesmo em português – o melhor conselho que posso dar é: escolha um nicho. Não crie apenas mais um blog genérico sobre as suas viagens. Seja criativo. E torne-se uma referência nesse nicho.

Por exemplo, se adora hotéis de cinco estrelas, cruzeiros de luxo e restaurantes com estrelas Michelin, especialize-se no chamado luxury travel.

Não misture essas experiências luxuosas com, por exemplo, uma viagem de mochila às costas.

Não acha que seria confuso para os leitores ter um post sobre viajar sozinho e à boleia em Itália seguido de outro sobre uma luxuosa lua-de-mel, a dois, no melhor resort de Bora Bora? Estaria a escrever para que audiência?

Escreva sobre budget travel ou sobre luxury travel, mas não ambos em simultâneo. Escreva para jovens à procura de inspiração para um gap year ou para viajantes maduros, com outros interesses e outro estilo de viagem.

Escreva sobre viajar com crianças ou sobre as experiências de uma jovem backpacker a viajar sozinha. Crie um blog sobre viagens de bicicleta, mas não ceda à tentação de relatar um cruzeiro que fez entretanto.

Faço-me entender?

Ou seja, escolha um nicho e mantenha-se o mais possível fiel a ele. Idealmente, deve-se ser apaixonado pelo tema e imaginar que daqui a alguns anos continuará confortável nessa pele. Adora viajar de bicicleta? Excelente, escreva sobre isso. Em suma, escolha um estilo de viagem, uma localização ou uma temática específica… e assuma a escolha.

É natural que no início seja difícil definir o seu nicho, o seu estilo, aquilo que verdadeiramente o apaixona. Mas uma coisa é certa: mais cedo ou mais tarde, terá de fazê-lo. E quanto mais cedo o fizer, melhor.

Um exemplo de nicho que acho brilhante é o blog do Kash Bhattacharya. O blog chama-se Budget Traveller, mas não é um normal blog para ajudar mochileiros a viajar com pouco dinheiro.

Ao invés, o Kash especializou-se em “viajar barato com estilo”.

Criou, entre outras coisas, um guia sobre os melhores hostels de luxo da Europa, um conceito aparentemente contraditório mas que encaixa na perfeição no nicho do blog. E assim diferenciou-se dos restantes.

City blog: uma excelente ideia para quem viaja pouco

Provavelmente tem por garantido que para ter um blog de viagens tem de viajar muito. Mas isso nem sempre é verdade (lá está, depende do seu nicho).

Alguns dos mais bem sucedidos blogs de viagens em português não relatam viagens propriamente ditas. Encaixam na categoria de city blogs e falam quase exclusivamente de um destino específico. Regra geral, são brasileiros a morar na Europa que criaram blogs dedicados exclusivamente à sua cidade adotiva.

Se, por razões pessoais, familiares ou profissionais, não consegue viajar muito, criar um city blog é uma excelente opção. Um blog dedicado a Setúbal, a Faro ou à Madeira; ou, em sentido mais lato, a Portugal, a Espanha, ao país onde vive. Focar em vez de dispersar.

Mas é importante que decida isso o quanto antes; se o fizer desde o início, vai ajudá-lo a focar-se no objetivo principal do blog, e a não dispersar energias. Indico alguns city blogs em português para perceber melhor a que tipo de projetos me refiro.

  • Ducs Amsterdan, o city blog de Daniel Duclos com muitas dicas sobre Amesterdão, dedicado aos viajantes brasileiros;
  • Conexão Paris, provavelmente o city blog em língua portuguesa mais bem-sucedido financeiramente;
  • PassaporteBCN, um blog sobre Barcelona cujo nome vai buscar inspiração ao código do aeroporto local;
  • Rotas Capixabas, um blog de que eu gosto muito sobre o Estado brasileiro do Espírito Santo, para mostrar que o blog pode ser sobre uma região e não apenas uma cidade;
  • Cultuga, um blog que tem como objetivo promover a cultura e o turismo de Portugal no Brasil, gerido por dois brasileiros a morar em Lisboa. Um exemplo de um blog focado num país (no caso, Portugal) e escrito para um público específico (turistas brasileiros).

Em suma, escreva sobre uma cidade, um país ou o que quiser, mas tente definir o quanto antes o foco do seu blog. E trabalhe para se tornar na referência nacional / em língua portuguesa / mundial nesse nicho. É melhor ser o melhor blog em português sobre os Açores do que apenas mais um entre milhares de blogs de viagens genéricos. Tenha isso em consideração quando começar um blog de viagens.

Sabendo que tipo de blog quer fazer, está na altura de escolher um bom nome.

3. Escolha um nome (único e memorável)

Escolher o nome do blog é algo absolutamente fundamental. Num mundo cada vez mais saturado de sites e blogs de viagens, é importante que o seu se distinga da multidão. Para tal, é preciso ser criativo.

Longe vai o tempo em que era primordial ter as palavras-chave no nome e endereço, por causa do SEO (Search Engine Optimization) – tipo www.viajenaviagem.com, do grande Ricardo Freire. Agora, cada vez mais, o importante é que seja um nome criativo e memorável. Na minha opinião, um bom nome deve ter três características fundamentais:

  1. Ser curto e simples;
  2. Ser original e memorável;
  3. Ser duradouro (não “armadilhado”).

Nome curto e simples

Um nome tipo “As viagens de ano e meio da Joana pelo mundo” é, obviamente, um nome péssimo – sendo capaz de infringir todas as regras básicas para a criação do nome do blog. “Vou ali e já volto antes que fique escuro” tem a vantagem de ser original, mas mesmo assim é muito mau. Ambos têm em comum o facto de serem nomes enormes. Simplifique! Escolha um nome curto.

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Nome original e memorável

Que lhe parecem nomes tipo “Mochileiro pelo mundo” ou “As viagens do Augusto”? A mim parecem-me banais e pouco memoráveis. O oposto do que é necessário hoje em dia: nomes criativos.

Por exemplo, Chicken or Pasta é um nome que, no sentido literal, nada tem a ver com viagens; mas que toda a gente que viaja associa imediatamente à comida de um avião. A mim, põe-me um sorriso no rosto. Acho um exemplo brilhante de um nome distintivo para um blog em inglês.

Mais exemplos? Eis outros blogs bem sucedidos e facilmente identificáveis: Bacon is Magic, The Planet D, The Blond Abroad, Migrationology, Roads & Kingdons. Ou, noutro registo (são guias de viagens, não blogs, mas servem como exemplos de nomes que ficam na memória), o Balkanology e o Caravanistan.

Ou seja, escolha um nome que tenha a ver consigo e com o nicho do seu blog, mas evite o uso de palavras já usadas em demasia, como nómada, viajante, vagabundo, backpacker, wanderlust e coisas do género.

Bem sei que um dos mais bem sucedidos blogs de viagens se chama Nomadic Matt mas, quando o Matt Kepnes começou o seu blog, o conceito “nómada” estava longe de estar saturado. No fundo, seja criativo.

Nome duradouro

Imagine que a Catarina, conhecida por Katy, vai estudar ou viver meio ano para Auckland, na Nova Zelândia, e decide criar um blog para partilhar a experiência. “Katy em Auckland“ é um nome certeiro, correto? Errado. É o que eu chamo um nome armadilhado, que a vai “prender” para o futuro.

Eu explico.

O nome pode até ser excelente para esses primeiros seis meses, por facilmente identificar o objeto do blog (a estadia da Katy na cidade de Auckland).

Mas, o que fazer se, no final desse tempo, a Katy se mudar para Tóquio, no Japão? Ou decidir viajar pelo mundo? O nome deixa de fazer sentido! Muito provavelmente, o blog teria de mudar de nome para continuar a ser um espelho da realidade, e a Catarina teria de recomeçar quase do zero a criação de uma nova “marca”.

O mesmo se passa se fizer, por exemplo, uma viagem de autocaravana na América do Sul e decidir dar ao blog um nome tipo “De Caravana pelas Américas”. E depois, quando mudar de continente ou de meio de transporte, vai mudar o nome do blog? Ou está a pensar criar um blog para cada viagem? Seria um erro crasso.

Resumindo, escolha um nome forte, com uma identidade forte, que reflita o seu estilo de viagem, mas não o prenda nem a uma localização geográfica (exceto no caso de um blog sobre um destino específico) nem a um tempo definido (a não ser que não queira continuar a alimentar o blog no final desse período).

Dou-lhe um exemplo real e recente. A Cris Marques, uma blogger brasileira que muito aprecio, alimentou durante muitos anos um blog chamado Dentro do Mochilão. Até que chegou uma altura em que o nome já não refletia o espírito do blog e não lhe permitia escrever sobre outras coisas. Eis as suas palavras:

“O blog Dentro do Mochilão vai mudar de nome e preciso da inspiração de vocês! É chegada a hora de fechar esse ciclo e começar uma nova fase.

A mudança de nome vem para expandir os horizontes e tirar o peso de ser um blog de segmentação backpacker – que, às vezes, é uma barreira para alguns projetos.

Vocês que me acompanham sabem que não é apenas um blog de “mochilão”; pelo contrário, apenas 20% do meu público se considera mochileiro(a). O blog consegue abraçar muitos outros temas (independente do segmento) como mulheres, sustentabilidade, cultura, espiritualidade, entre outros.”

E assim, após um brainstorming digital em que pediu ajuda aos seus leitores para criar um novo nome, decidiu rebatizar o Dentro do Mochilão como Raízes do Mundo. Como é evidente, seria muito melhor se nunca tivesse tido necessidade de mudar.

Visão | CGD: Passos desafia Costa “a resolver rapidamente a questão em vez de andar a lavar as mãos”

O líder do PSD, Pedro Passos Coelho, questionou hoje se o primeiro-ministro assumiu compromissos perante os administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que o impedem agora de lhes exigir a entrega das respetivas declarações de rendimentos ao Tribunal Constitucional (TC). Se assim for, Passos Coelho espera que seja o Parlamento a fazê-lo.

“Não foi o Governo e o primeiro-ministro que escolheram esta administração? Não são o Governo e o primeiro-ministro que estão a dizer que é preciso cumprir a lei? Então, do que estão à espera senão de dar indicações aos administradores de que têm de apresentar a respetiva declaração de rendimentos? Não percebo porque é que não dizem isso”, afirmou Pedro Passos Coelho aos jornalistas, citado pela Lusa, à margem de uma reunião com os responsáveis da Confederação do Turismo Português (CTP).

  • Questionado sobre a posição assumida pelo secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, que em entrevista ao Diário de Notícias, defendeu que os administradores da CGD estão sujeitos à obrigação legal de entregar as declarações de rendimentos no TC, o presidente do PSD sugeriu que “não ficava mal” a António Costa ser ele “a resolver rapidamente a questão em vez de andar a lavar as mãos.”
  • Se o assunto ainda não está resolvido, em sua opinião,”é porque não há um entendimento claro entre o que foram as responsabilidades assumidas pelo próprio Governo e pelo primeiro-ministro do País junto da administração que ele próprio nomeou.”
  • Ainda sobre a polémica em redor da administração da CGD, o Presidente da República afirmou hoje que foi muito claro sobre o assunto na nota que divulgou na sexta-feira.

“Eu, desde o início do mandato, tenho adotado uma posição que é: não há porta-vozes meus, não há fontes de Belém, a única fonte de Belém sou eu, é o Presidente. E o Presidente, quando entende que deve falar, fala claro, não fala mais ou menos, não fala assim-assim. Podem as pessoas gostar ou não gostar, mas diz exatamente o que entende que deve dizer”, declarou.

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava durante uma visita ao bairro da Cova da Moura, na Amadora, remeteu todas as questões para a nota que divulgou na sexta-feira, onde defendeu a obrigatoriedade da entrega das declarações de rendimentos e também o dever de atuação do TC, a quem cabe agora notificar as pessoas: “Eu disse tudo o que queria dizer, ponto por ponto, bem explicadinho, para se perceber, e não tenho mais nada a acrescentar.”

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