Como arremessar com perfeição no basquete (com imagens)

Há quem
diga que o poder do Golden State Warriors pode ser provado através de números.
Não por acaso esse se tornou o lema da equipe que hoje, às 22h, luta para manter o título da
NBA contra o Cleveland Cavaliers.

Uma força que se traduz em vitórias, novos recordes e muito
através do brilho individual do principal astro, Stephen Curry. Aos 28 anos,
ele surpreendeu o mundo do basquete a partir da temporada 2014/2015. Antes considerado um
bom jogador, o armador se redefiniu nas quadras sobretudo como fenômeno das
bolas de três pontos.

Mas como explicar essa ascensão depois de passadas seis
temporadas atuando na liga? Talvez Curry tenha encontrado a receita de um trabalho que soube aproveitar o melhor de seu talento. A força pode estar no número de horas de dedicação para tentar ser mais preciso a cada dia.

Nesta segunda-feira, os Warriors enfrentam o Cleveland Cavaliers, às 22h (de Brasília), em busca do bicampeonato. O SporTV.com acompanha em tempo real. A ESPN transmite.

– A chave
para o sucesso de Stephen é o fato de que ele tira o tempo para educar seu
corpo. Ele pega todas as informações e traduz para um trabalho extremamente,
mas extremamente duro. Dentro e fora da temporada. Ele faz isso todos os dias.

Todos os dias. Não é um segredo, mas é incrivelmente difícil de se fazer. É
incrível ter essa abordagem diária, ser consistente.

Ele tem sido incrivelmente
consistente e muito trabalhador – explica o treinador pessoal e fiel escudeiro
de Curry, Brandon Payne. 

Como Arremessar Com Perfeição no Basquete (com Imagens)Stephen Curry: dedicação nos treinos e habilidade para conduzir os Warrios em mais uma final de NBA (Foto: Getty Images)

+ Com alerta no telão, Cavaliers iniciam trabalho por virada inédita em finais

Muito
magro e com 1,91m, Stephen Curry vem de uma família do basquete. Mesmo
assim, ouviu na infância que não tinha atributos necessários para ser um bom
profissional. Em avaliações ainda bem jovem, muitos problemas técnicos eram
apontados. Seu pai, Dell Curry, foi jogador da liga, e o irmão, Seth, atua hoje
pelo Sacramento Kings. 

Sem pompas, chegou à NBA há sete anos. Antes, ficou três anos
jogando pela Universidade de Davidson. Não conseguiu vaga na Virginia Tech, onde
sonhava seguir os passos do pai. Em seu draft, em 2009, era apontado como um
bom nome, mas nunca como um fenômeno de sua posição.

Olhando para trás, o
armador não trazia consigo o mesmo peso que outros astros, como seus
antecessores no título de MVP da liga, Kevin Durant e LeBron James, por exemplo. Nas primeiras temporadas na
NBA, as lesões o atrapalharem constantemente e impediam uma sequência melhor.

No elenco do Golden State Warriors, chegou a ver Monta Ellis ser o protagonista
na posição nos primeiros anos. 

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Como Arremessar Com Perfeição no Basquete (com Imagens)

Seria
simplório demais dizer que Curry apenas melhorou sua técnica. Há um abismo que
separa o bom atleta do duas vezes eleito MVP da NBA. Dedicado e decidido a
buscar a perfeição, o jogador conheceu, em 2011, o amigo e treinador pessoal de
alta performance, Brandon Payne. O colega é dono de um centro de treinamento de
elite em Charlotte, onde viveu grande parte de sua adolescência.

Naquela época,
recuperando-se de mais uma cirurgia no seu tornozelo, estava desanimado, mas
sabia que poderia trabalhar para, quem sabe, estar entre os melhores. Com
Payne, projeta e planeja até hoje trabalhos e rotinas fora do lugar comum que
visam aprimorar rapidez, sensibilidades e técnica. O nível de exigência
impressiona e desperta interessa de diversos outros nomes da Liga.

 

– Temos
uma abordagem um pouco diferente, queremos desenvolver a cabeça também, o
cérebro, assim como o corpo. Focamos muito no sistema neuromuscular. Temos
enfoque em não perder nenhum tempo com nada. Focamos em ser eficientes –
explica Brandon Payne.

Além da
abordagem intensa de trabalho com Payne, que passa bom tempo da temporada na
Califórnia, Stephen Curry realiza trabalhos árduos com o corpo técnico do
Golden State Warriors.

Ali, outro fiel escudeiro é Bruce Fraser, assistente
técnico do comandante Steve Kerr na franquia.

É com ele que o MVP treina antes
e depois dos jogos e realiza sua peculiar e especifica rotina antes de a bola
subir. 

Como Arremessar Com Perfeição no Basquete (com Imagens)Stephen Curry: pouca pompa na época do draft, em 2009 (Foto: Getty Images)

– Vou
roubar uma frase do pai dele. Ele disse que eram 25% de talento e 75% de
trabalho. Muito trabalho – diz Fraser, assistente dos Warriors.

O SporTV.com conversou com dois dos responsáveis pela preparação do astro
da NBA durante a temporada regular e pôde desvendar parte do trabalho de
lapidação de Stephen Curry ao longo das últimas temporadas:

O
primeiro MVP unânime da história da NBA dedica muito tempo ao trabalho de
controle de bola. Talvez esse seja um dos pontos de maior enfoque na preparação
diária de Stephen Curry. Seu trabalho, inclusive, é algo que impressiona seus
companheiros de equipe em Oakland.

O método executado nos treinos com Brandon
Payne é batizado de ''sobrecarga''. A ideia é desafiar ao máximo o jogador a
trabalhar com a bola nas mãos, tornar cada movimento mais difícil e pesado.

Neste caso, se trabalha com mais de uma bola ao mesmo tempo, com bolas de tênis
e também bolas bem mais pesadas. Curry é desafiado a driblar e controlar as
jogadas nas mais desconfortáveis situações. Como, por exemplo, de olhos
vendados.

Não por acaso, uma evolução de Curry pode ser notada cada vez que
precisa passar pelos defensores com a bola nas mãos. 

– Nós o
forçamos a fazer sempre o mais difícil. Tudo que podemos fazer para desafiá-lo
com a bola nas mãos, nós fazemos. E ele faz coisas que são incrivelmente
difíceis pareceram incrivelmente fáceis.

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As coisas que pedimos para ele fazer
não são normais. Mesmo quando mostramos algo novo que pode ser extremamente
diferente para ele, normalmente em cinco minutos ele esta fazendo como se
fizesse a vida inteira.

É realmente impressionante – explica Brandon Payne.

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luzeS: treino cognitivo

Como Arremessar Com Perfeição no Basquete (com Imagens)Stephen Curry treina com bolinha e bola de basquete ao mesmo tempo. E olhos vendados (Foto: Reprodução/Instagram)

Stephen Curry acredita que não adianta apenas
estar em boa forma, ser rápido e estar com a técnica apurada. A tomada de
decisão na hora decisiva exige mais do cérebro. O chamado treino cognitivo pode
ser apontado como parte do diferencial do MVP da NBA.

Neste método, o jogador
tem diante de si entre quatro e oito luzes presas em uma viga. Cada uma que
acende significa um movimento diferente com a bola e precisa ser desativada
pelo toque. A ideia é treinar o cérebro e o corpo ao mesmo tempo.

Para o corpo
técnico, isso o ajuda a se concentrar ainda mais e reagir diante de situações de
marcação dentro de um jogo (veja o vídeo que abre a matéria).

– Os atletas da NBA são incríveis. São os melhores do mundo. Você tem que
encontrar a menor vantagem que pode ter para fazer a maior diferença no jogo.
Tentamos encontrar vantagens. Tentamos fazer Steph pensar mais rápido para
fazer as melhores decisões – explica Payne. 

Como Arremessar Com Perfeição no Basquete (com Imagens)Stephen Curry e o desafio das luzes: treino para melhorar a velocidade de reação em quadra (Foto: Reprodução)01

o carro-chefe: bolas de três

Como
explicar o salto impressionante no aproveitamento de bolas de três do jogador,
sobretudo neste ano? Ele fechou a temporada regular 2015/2016 com 402 cestas de
longe, número jamais alcançado.

Para quem convive e trabalha diariamente com
Curry, é fácil notar que a mecânica do armador é naturalmente acima da média.

No entanto, a melhora expressiva pode ser um fruto de sua caça incessante pela
perfeição. 

– Ele
sempre foi um grande arremessador. Mas quando adiciona essa nova força, com a
habilidade de controle de bola, estando no topo da habilidade para ler o que a
defesa está fazendo, tomando a decisão correta, você tem um cara que agora sabe
como ficar livre da marcação em qualquer momento. E vai acertar muito mais do que
perder – analisa o técnico Payne.

Como Arremessar Com Perfeição no Basquete (com Imagens)Stephen Curry com Bruce Fraser: trabalho de dribles para melhorar a habilidade (Foto: Getty Images)

A média
impressionante também é baseada em números exaustivos de tentativas de
arremessos. O SporTV.com acompanhou um treino realizado menos de 12 horas
depois de uma partida dos Warriors, em casa, pela temporada regular. Nas
instalações da equipe em Oakland, Stephen Curry foi o último a deixar a quadra após
exaustivos arremessos ao lado do assistente Bruce Fraser. 

– Acho
que uns 250 arremessos por dia. Mais uns extras à noite, no pré-jogo. Então
talvez mais 100. Dependendo do número de jogos na semana, eu diria que uns 250
por dia vezes 6 ou 7, mais uns 300. É só fazer as contas.

Mesmo sem
um estudo mais aprofundado, há quem diga que Stephen Curry esteja usando a
física a seu favor. Alguns de seus arremessos de três pontos são apontados como
mais potentes pelo fato de subirem bem mais alto do que o habitual.

A física
explica que, com esse arco, o aro acaba “ficando maior” na hora de a bola descer, aumentando as
chances de acerto.

Bruce Fraser, assistente dos Warriors, acredita que o
jogador, inicialmente, não adotou ao estilo de maneira premeditada. 


Ele percebeu que esse jeito dá certo – simplifica Fraser.

Por outro
lado, o amigo e especialista Brandon Payne assegura que essa forma de
arremessar é treinada. Nos trabalhos, é aprimorado um chamado ''ponto de
lançamento'' que torna o jogador ainda mais capaz de jogar a bola o mais alto
possível. 

Como Arremessar Com Perfeição no Basquete (com Imagens)Stephen Curry: técnica de arremessar a bola o mais alto possível para facilitar a entrada no aro (Foto: Getty Images)

– Isso é
definitivamente treinado. Ele trabalha isso por muito tempo. O fato agora não é
só de levar muito alto, é levar muito alto e muito rápido. Torna ele muito
difícil de marcar. É possível ver isso quando os defensores se aproximam para
marcá-lo. 

Stephen
Curry tem seu ritual próprio antes de cada partida do Golden State Warriors. A
sua rotina pré-jogo, inclusive, tornou-se uma atração extra para os fãs.
Religiosamente, o astro trabalha em quadra junto com o assistente Bruce Fraser
por cerca de 90 minutos.

O ritual se inicia com um forte trabalho de controle
usando duas bolas na mão. Em seguida, segue para os incansáveis arremessos de
longa distância. Carismático, Curry faz questão de atender aos fãs antes do
tradicional arremesso na beira do túnel.

Por fim, vira de costas e sai
correndo, com toda velocidade, em direção ao vestiário. 

– Acho
que é como um ritual. Não sei bem por que ele faz isso, mas acredito que ele
tenha feito isso depois de um aquecimento muito bom ou algo assim. Ele gosta de
rotina. Isso é parte da sua euforia. Stephen é bastante movido a rotina. Não a
ponto de não poder fazer ajustes, mas, realmente, ele gosta – disse
Fraser. 

Como Arremessar Com Perfeição no Basquete (com Imagens)Stephen Curry e o tradicional arremesso da porta da entrada da quadra (Foto: Getty Images)

NBA 2K18: Dicas para mandar bem nas quadras

Um arremesso bem feito é habilidade essencial do game, dado que é através dele que se pontua no jogo de basquete. O movimento é feito com o botão quadrado (nos consoles PlayStation) ou X (Xbox).

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Dar um leve toque no botão faz uma finta, o pump fake, perfeito para induzir o defensor a saltar para o bloqueio antes da hora. É preciso pressionar o botão por alguns segundos para iniciar de verdade o movimento de disparo.

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NBA 2K18: seja no lance livre ou com bola rolando, domine o medidor de precisão — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

NBA 2K18: seja no lance livre ou com bola rolando, domine o medidor de precisão — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

Segurar o botão de arremesso faz com que um medidor apareça sobre a cabeça do jogador. Diferentemente de jogos de futebol, não se trata de um medidor de força, mas sim de precisão.

Segure o botão e só o solte quando ele estiver o mais próximo possível do topo. É necessário praticar bastante, já que cada atleta possui mecânicas, ritmo e timing de arremesso totalmente diferentes.

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NBA 2K18: é preciso ser bem preciso para não errar as cestas — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

NBA 2K18: é preciso ser bem preciso para não errar as cestas — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

Levar o medidor de arremesso até a perfeição é um bom passo para acertar a cesta, mas não é garantia de que o time ganhará pontos. Afinal, há dois fatores em jogo na hora de NBA 2K18 calcular a probabilidade de acerto.

Além do medidor, o game leva em conta a pressão exercida sobre o atleta. Ou seja, é mais fácil acertar um arremesso quando não há defensores em volta obstruindo seus movimentos. Passe bastante a bola e busque espaços até ter um bom ângulo de visão para a cesta.

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NBA 2K18: busque um bom espaço antes de tentar o arremesso — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

NBA 2K18: busque um bom espaço antes de tentar o arremesso — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

Visite o centro de treinamento

Como as mecânicas de NBA 2K18 exigem muita prática, é uma boa ideia gastar algumas horas treinando sozinho antes de encarar outros jogadores ou até mesmo a boa inteligência artificial do game.

Visite o espaço de treinamento, o local mostrado na foto abaixo, para praticar à vontade e sem pressão nos seus dribles, passes e defesa.

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NBA 2K18 possui um centro de treinamento muito útil — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

NBA 2K18 possui um centro de treinamento muito útil — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

Como já dissemos, passar a bola é o melhor modo de criar espaço para seus pontuadores, mas é possível fazer isso de várias formas. Apertar X (PlayStation) ou A (Xbox) faz um passe normal, reto e sem efeito.

Com Círculo ou B, é feito um passe baixo, com a bola quicando no chão antes de chegar ao seu alvo. Já apertando Triângulo ou Y, é possível fazer um passe por cima da cabeça dos jogadores. Você também pode pressionar os botões duas vezes a fim de colocar efeito na bola.

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NBA 2K18: domine os três tipos de passe para se dar bem — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

NBA 2K18: domine os três tipos de passe para se dar bem — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

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Roube a bola no momento certo

É tentador apertar Quadrado (PlayStation) ou X (Xbox) o tempo inteiro durante os momentos defensivos para tentar roubar a bola do oponente, mas tudo que isso causa é um excesso de faltas desnecessárias.

Para tirar a bola de outro jogador, você deve apertar o botão apenas no momento exato em que há uma chance real de roubo. É uma boa ideia tentar quando há muita gente em volta, quando algum atleta esbarra em quem tem a posse ou quando o quique da bola estiver mudando de uma mão para a outra.

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NBA 2K18: roubar a bola e ligar um contra-ataque relâmpago impressiona até os comentaristas — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

NBA 2K18: roubar a bola e ligar um contra-ataque relâmpago impressiona até os comentaristas — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

Em partidas mais sérias, é preciso tomar cuidado não apenas com o gameplay dentro da quadra, mas também fora. É pra isso que serve o D-Pad, que tem comandos iguais tanto no PlayStation como no X-Box.

Apertar para baixo no direcional permite fazer substituições a fim de poupar quem estiver mais cansado. Já apertar para a esquerda e direita serve para alterar a postura defensiva predefinida do time e acertar a marcação entre os atletas.

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NBA 2K18: não tenha medo de substituir o astro do time caso ele não renda o esperado — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

NBA 2K18: não tenha medo de substituir o astro do time caso ele não renda o esperado — Foto: Reprodução / Thomas Schulze

Nowitzki dá aula de basquete na vitória sobre o Oklahoma – Esportes – Estadão

Na vitória do Dallas Mavericks por 121 a 112 sobre o Oklahoma City Thunder, no primeiro jogo das finais da Conferência Oeste da NBA, anteontem, em Dallas, o alemão Dirk Nowitzki tratou de dar uma lição gratuita a qualquer postulante a jogador de basquete, com boa movimentação, arremessos sob pressão, corta-luzes, bloqueios, jogo de transição e perfeição nos lances livres. Neste último item o ala/pivô de 32 anos quebrou o recorde de acertos consecutivos nos playoffs da NBA, com 24, deixando para trás a marca de Paul Pierce, do Boston Celtics, em 2003, de 21.

A clínica de basquete de Nowitzki, de 2,13 m e 11 kg, começou com 10 acertos em 11 arremessos, todos de dois pontos. “Eu acertei os primeiros arremessos e senti que estava bem, que poderia fazer mais.” E o alemão fez muito mais.

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Foram 48 pontos, quatro bloqueios e uma incógnita à defesa do Thunder, que, mesmo fazendo tudo o que é possível, não conseguiu pará-lo. Nada menos do que seis jogadores tiveram a ingrata tarefa de marcá-lo durante o jogo, resultando no número exacerbado de faltas.

“Nós não podemos nos desencorajar (com a atuação de Nowitzki). Ele fará pontos”, disse o sucinto astro da equipe de Oklahoma, Kevin Durant.

O ala/pivô do Thunder, de apenas 22 anos, também se destacou no jogo, anotando nada menos do que 40 pontos, mas sua atuação não foi suficiente para parar a equipe de Dallas, que também contou com a força de seu banco de reservas – Jason Terry anotou 24 pontos e Jose Juan Barea 21 – para mostrar que é sim o favorito ao título da Conferência Oeste e, assim, voltar às finais da NBA depois de cinco anos. O segundo jogo da série será hoje, às 22 horas (de Brasília), com transmissão ao vivo da rádio Estadão ESPN e da ESPN.

Falta o título. [DE 2006][DE RESERVAS]Em 13 anos de carreira na NBA, todos em Dallas, Dirk Nowitzki mantém a média de 23 pontos – 47% de aproveitamento – e 8,4 rebotes por jogo. Ao todo foram 25.737 pontos anotados, além do prêmio de jogador mais valioso da liga em 2007, mas ainda falta o título, que quase foi conquistado na temporada 2005/06.

Com Dirk inspirado, a equipe de Dallas chegou a abrir 2 a 0 na final da NBA, mas perdeu por 4 a 2 para o Miami Heat de Dwyane Wade e Shaquille O”Neal. “Esse time é melhor que o outro[DE 2006].

Nosso banco [DE RESERVAS]é melhor e, se você analisar os principais times, todos possuem um monte de estrelas, o que dificulta bastante.

Por isso nós estamos felizes por ainda lutar pelo título”, disse o ala/pivô alemão, que ganha algo em torno de R$ 27,2 milhões por temporada.

De 2006 pra cá, Nowitzki passou por apuros em sua vida pessoal.

Durante os playoffs da temporada 2009/2010, o jogador alemão contratou um detetive particular para investigar a vida de sua então namorada, Cristal Taylor, e descobriu que a mesma era procurada por fraude. O resultado disso foi a prisão dela, que, num acesso de desespero, chegou a dizer que estava grávida, o que não era verdade.

Depois de tal turbulência, ainda teve de enfrentar o pior percalço da carreira, quando machucou o tornozelo direito, ficando fora de 9 jogos da atual temporada. Médicos até sugeriam uma cirurgia, mas Nowitzki optou pela fisioterapia.

A decisão se mostrou acertada. Com segurança, liderou a equipe à terceira melhor campanha do Oeste, com 57 vitórias e 25 derrotas.

Depois, eliminou o Portland Trail Blazers por 4 jogos a 2 na primeira rodada dos playoffs da Conferência Oeste e, no que se tornou o ponto de exclamação para o sucesso deste time, varreu o atual bicampeão, o Los Angeles Lakers, por 4 a 0.

Ao que parece, Dirk e seus companheiros de Dallas estão prontos para o tal sonhado anel de campeão da NBA.

  • OS FEITOS DO ALEMÃO
  • 24
  • lances livres acertou Nowitzki. Recorde nos playoffs
  • 12 de 15
  • arremessos de quadra converteu o ala/pivô do Dallas
  • vez que o alemão marcou mais de 40 pontos em playoffs
  • 25.737
  • pontos soma Dirk Nowitzki em 13 temporadas pelo Dallas. Ele tem média de 23 pontos e
  • 8,4 rebotes por partida

Robô jogador de basquete acerta 2.020 arremessos na sequência e entra no Guinness

No ano passado, a Toyota chamou a atenção do mundo ao apresentar o robô CUE, uma máquina que usa inteligência artificial para arremessar bolas de basquete e nunca errar. Agora, a máquina entrou para o Guinness, o livro dos recordes, após conseguir acertar 2.020 arremessos sem desperdiçar nenhuma chance.

O número não foi escolhido por acaso: se você se lembrar, no ano que vem será realizada mais uma edição dos Jogos Olímpicos, com a sede sendo justamente a cidade de Tóquio, no Japão. A máquina poderia continuar arremessando com sucesso por mais tempo se assim seus responsáveis quisessem.

O CUE nasceu como um projeto de engenheiros da Toyota em seu tempo livre em 2017, mas que foi evoluindo aos poucos; tanto que o CUE3 é o robô que conquistou o recorde registrado no Guinness.

O projeto foi inspirado no mangá e anime de basquete “Slam Dunk”, bastante popular no Japão; em determinado momento da série, o protagonista Sakuragi Hanamichi desenvolve sua técnica de arremesso após um treinamento intenso que incluiu 20 mil tentativas. Não foi muito diferente do método de treinamento do CUE, que também precisou de muita tentativa e erro.

Como é comum em projetos de inteligência artificial, a perfeição é fruto da prática, como forma de aprimoração do algoritmo.

Para obter sucesso, o CUE faz um reconhecimento 3D dos seus arredores para detectar precisamente a posição do aro e, a partir desse mapeamento, calcular a trajetória e força ideais e coordenar o movimento do corpo, incluindo braços, torso e pernas, para que a bola obedeça essa trajetória.

Apesar de interessante, o projeto do CUE tem pouca aplicação prática, porque ele domina apenas um aspecto do esporte, já que existem outras partes fundamentais do basquete, como movimentação e passe. No entanto, ele sinaliza um futuro em que talvez essas limitações não existam.

De fato, existe um objetivo de que até 2050 robôs sejam capazes de vencer uma partida de futebol de campo contra atletas profissionais. Esse é o mote da RoboCup, que ano após ano coloca robôs para jogarem futebol entre si, visando algum dia se tornarem capazes de superar os melhores humanos na modalidade; por enquanto, esse objetivo ainda está bem distante.

Robótica Inteligência Artificial Robôs Toyota

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