Como aprender ginástica olímpica sozinho (com imagens)

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Modalidade / Nível de Ensino Componente Curricular Tema
Ensino Fundamental Final Educação Física Atitudes, conceitos e procedimentos: esportes, jogos, lutas e ginásticas
Ensino Fundamental Inicial Educação Física Esportes, jogos, lutas e ginásticas

Nessas aulas de ginástica geral os alunos poderão aprender elementos acrobáticos e de equilíbrio indispensáveis para todas as modalidades que a ginástica geral abrange; vivenciar o esporte de maneira individual e coletiva; experimentar situações de aprendizagem que enfatizem a auto-superação; aprender como se faz e experimentar as formas de proteção e ajuda com os colegas.

2 aulas de 50 min. /total: 100min.

Espaços: Local apropriado para a prática de ginástica, como sala ou ginásio com colchões ou espaço gramado (macio) coberto com lona.

Materiais: Colchões, bancos, lona (se necessário). A experimentação dos movimentos dessa ginástica não requer necessariamente o uso de materiais.

Entretanto, podemos selecionar alguns objetos simples e utiliza-los em nossas aulas, como por exemplo, pneus, bastões, tábuas, cordas, arcos, caixotes, bancos.

As aulas podem ser organizadas de acordo com temas específicos ou por circuitos, quando várias habilidades físicas – flexibilidade, equilíbrio, força, resistência e coordenação, dentre outras – serão trabalhadas ao mesmo tempo; papel Kraft ou cartolina; material como lápis, canetas, giz de cera, etc.

Algumas informações:

Nessa aula de ginástica geral os alunos poderão vivenciar uma das várias modalidades de ginásticas, que oferece boas possibilidades de trabalho, considerando-se a realidade de nossas escolas e alunos. Ginástica geral inclui as ações caminhar, correr, saltar, rolar, transportar, suspender, alongar, dentre outras.

Por não ter uma finalidade competitiva, a motivação acontece pela auto-superação, e não pela superação do outro, podendo ser trabalhada em grupos mistos ou heterogêneos (tanto em termos de performance quanto em termos de habilidades).

Além da ginástica geral, temos também a ginástica acrobática que engloba movimentos de solo da ginástica artística ou olímpica, os movimentos isolados (as acrobacias em si), e os exercícios estáticos, dentre eles as pirâmides humanas. A experimentação dos movimentos dessa ginástica não requer necessariamente o uso de materiais.

Entretanto, podemos selecionar alguns objetos simples e utilizá-los em nossas aulas, como por exemplo, pneus, bastões, tábuas, cordas, arcos, caixotes, bancos.

As aulas podem ser organizadas de acordo com temas específicos ou por circuitos, quando várias habilidades físicas – flexibilidade, equilíbrio, força, resistência e coordenação, dentre outras – serão trabalhadas ao mesmo tempo. [fonte: Caderno pedagógico 1 – Esporte na Escola em Tempo Integral – SEEJ e SEE/MG (2008?)]

Atividade 1. Alongamentos (10’)

Nesse momento inicial, ao mesmo tempo em que os professores devem explicar para os alunos a importância de se fazer os exercícios de alongamento para preparar o corpo para atividades das quais os alunos não estão acostumados, também podem conversar com os alunos sobre a necessidade das ajudas, da cooperação e da atenção constante nos próprios movimentos e nos dos colegas. Aproveite esse tempo de reunião também para combinar o funcionamento da aula, e a organização das atividades.Prefira os exercícios de alongamento que privilegiem, inicialmente, grandes grupos musculares para, posteriormente trabalharem os pequenos grupos. É importante que se trabalhem a musculatura posterior e anterior das pernas, da coluna e do abdômen, dos braços, dos punhos, das costas, do pescoço.Algumas sugestões de alongamentos podem ser encontradas no site:

http://www.alongamentos.com/tipo-de-alongamento.htm 

Atividade 2. Figuras básicas de ginástica. (40’)

  • As atividades agora se orientam por textos e pelas figuras:
  • a) Vela: Em decúbito dorsal elevar as pernas e o quadril, mantendo o corpo numa posição de equilíbrio invertido a princípio com os joelhos próximos ao peito e depois com o corpo ereto, apoiado apenas na nuca e nos braços, com as mãos no solo ou ajudando a manter o quadril elevado.
  • b) Ponte: na parede, com ajuda do colega (por cima do braço, em trios).

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

fonte : http://www.urura u.com.br/admin/fotos_esporte

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

Figura: educativo de ponte – arquivo pessoal.

c) Aviões (movimentos de equilíbrio em uma perna):

 de frente, apoiando em um dos pés, elevar a outra perna estendida para trás abaixando o tronco simultaneamente até os ombros e a perna elevada chegarem, gradativamente, à horizontal. Os braços deverão estar estendidos em situação ligeiramente obliqua para cima em relação ao tronco.

d) Parada de mãos de três apoios:

Fase 1 – de joelhos, pedir que para as crianças apoiarem as mãos no solo e o terço anterior da cabeça no colchão formando o desenho aproximado de um triângulo equilátero. Para ajudar os alunos, os professores podem desenhar os triângulos no colchão com giz comum. Fase 2 – Em três apoios, tentar equilibrar-se apoiando os joelhos nos cotovelos (o que chamamos de elefantinho).

Fase 3 – Com ajuda de um companheiro, procurar estender as pernas e ficar em três apoios.

Finalmente, após muitos movimentos com a ajuda dos colegas, sugira que as ajudas diminuam até que cada aluno consiga fazer o movimento sozinho.

Outra sugestão que facilita a execução é o apoio das pernas na parede, sem a necessidade de ajuda para manter o equilíbrio do corpo. Finalmente, peça para que os alunos tentem executar a parada de três apoios sem auxílio.

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

fonte: Caderno pedagógico 1 – Esporte na Escola em Tempo Integral – SEEJ e SEE/MG (2008?)

Atividade 3. Rolamentos: para frente. (20’)

A melhor sugestão que encontrei pode ser vista no site: http://www.birafitness.com/ginastica_olimpica/solo.htm#rfg, que segue abaixo. Veja a posição das mãos das crianças, algumas formas simples de progressão para o ensino desse movimento. As ajudas também são muito importantes nos rolamentos, sendo sempre uma das mãos apoiada no abdômen do aluno durante a execução e a outra apoiada no pescoço protegendo-o de impactos com o chão. As ajudas são mantidas durante todo o movimento e ajudam na execução.

 – fazendo o movimento de balanço para frente e para trás; com o queixo encostado no peito; as pernas sempre unidas; voltar para a posição sentada. 

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Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

– rolamento em plano inclinado para faciliar o movimento.

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

– o rolamento também pode ser feito, inicialmente, saindo da posição ajoelhada

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

– posição das mãos em relação à cabeça e impulso

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

– para brincadeiras, com a ajuda no impulso das pernas

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

– ajuda para se levantar ao final do movimento

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

Atividade 4. Rolamentos: para trás (20’)

Técnica muito semelhante a do rolamento para frente em relação à posição do corpo. O posicionamento das mãos deve ser enfatizado pelo prof. para que as crianças não torçam os braços. Atenção nas posições das ajudas! 

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)

fonte: Caderno pedagógico 1 – Esporte na Escola em Tempo Integral – SEEJ e SEE/MG (2008?)

Atividade 5. Avaliação. (10’)

Para a avaliação dessas aulas sugiro a construção, com os alun os, de um painel de figuras da ginástica. Eles poderão desenhar, representar, esquematizar, os movimentos que realizaram.

Também sugiro que esse painel seja usado em outras aulas de ginástica, acrescentando novos elementos.

Ele deve ser deixado em local visível para as crianças para que elas possam praticar/brincar em diversos outros momentos.

Recursos Complementares

Vasta bibliografia sobre as ginásticas vocês podem consultar em: http://www.ginasticas.com.br/conteudo/cont_biblioteca_original.html .

Se houver algum grupo de ginástica local, também é interessante que os professores tentem leva-los a escola para demonstrações ou levar os seus alunos a apresentações de ginástica geral de outros grupos, escolas, clubes, etc.

Avaliação

O professor deve avaliar a participação dos alunos nas atividades, o envolvimento e a interação com os colegas durante os momentos de ajuda, de cooperação. Conversas com os alunos são indispensáveis para nos mostrar o interesse das crianças pelo tema escolhido, além de indicar possibilidades de ampliação para outras aulas.

O professor deve pensar em questões como: o que os alunos aprenderam nessa aula? Quais são as estratégias pedagógicas que necessitam de ajustes? Como foi a participação da turma em diferentes momentos da aula?Também é importante perguntá-los sobre o contato anterior com a ginástica; sobre as atividades que mais gostaram; também procure saber o que já conheciam sobre o assunto para avançar em outros conhecimentos de acordo com cada turma; estimule a partilha de saberes com todas as crianças; questione-os se gostariam de ter mais aulas com esse conteúdo; o que aprenderam que não sabiam; quais movimentos tiveram dificuldades e quais tiveram facilidade para executar; etc.

Todas essas informações são essenciais para a avaliação da aula, do conteúdo, da organização do professor, do envolvimento dos alunos. Ao registrarem as aulas no painel, tenha em mente essas questões para avaliação.

  • paulo Mauricio da conceição, unopar , Rio de Janeiro – disse: [email protected] 20/09/2015 Cinco estrelas gostei muito dos conteúdo das atividades 1 e 2 sou aluno de educação física do quatro período esses estudo nos enriquece muito, obrigado assim que eu puder vou continuar fazendo oq eu mas gosto de estudar.

Destaque na Coreia do Sul, equipe de ginástica se apresenta na Rio 2016

Uma equipe de
Ginástica Aeróbica de Lavras (MG) vai se apresentar nesta quarta-feira (17) na
Olimpíada no Rio de Janeiro.

O convite surgiu após a classificação da Ginástica
Aeróbica Esportiva da Universidade Federal de Lavras (Ufla-MG) para o World Games em
2017.

A equipe, que possui nove atletas e o técnico na seleção brasileira do
esporte, vai participar da apresentação no FIG GALA. O evento finaliza as
competições da ginástica na Olimpíada Rio 2016.

A Gala da Ginástica
dos Jogos Olímpicos Rio 2016 terá duas sessões na Arena
Olímpica do Rio e na Barra da Tijuca. Cada uma terá duração de 90 minutos: a
primeira começa às 11h, e a segunda às 15h.

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)Equipe de aerodance de Lavras, que se classificou para o World Games, vai para a Olimpíada (Foto: Marcelo Martins / Arquivo pessoal)

Ao todo, 23
ginastas irão participar da apresentação. Marcelo Martins, de 30 anos, que está
desde o início com o grupo, se emociona com a oportunidade.

– O momento é de
euforia e ansiedade, não só nossa, mas de todos que vivem a ginástica aeróbica.
Durante uma competição na Turquia, os outros países estavam interessados em
saber como estavam os preparativos para nossa apresentação.

Segundo ele, a
coreografia, ensaiada pela equipe durante semanas, é segredo até o dia da
apresentação.

Caminho de superaçãoO
atleta Marcelo Martins, que faz parte do time da seleção brasileira, quase
ficou de fora da competição por uma ruptura muscular no peitoral durante um treinamento para o Pan-Americano em
setembro de 2014. Após muita
fisioterapia, massagens e treinos, Marcelo foi para a competição e ficou em 1º
lugar na modalidade “trio”.

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)Atleta Marcelo Martins está na equipe de Lavras desde o início (Foto: Marcelo Martins/Arquivo pessoal)

Mas
essa não foi a única vez que o atleta quase se afastou do esporte.
Nascido em Natal (RN), Martins começou a treinar ginástica em 2001. Em 2005,
ele se classificou para o Pan-Americano no México, mas a falta de patrocínios e
apoio financeiro fez com que desistisse do sonho e desse uma pausa na carreira em 2006.

– Em
Natal, eu tinha uma treinadora, mas ela também dava aula em escolas, então eu
fazia tudo praticamente sozinho. Além disso, as roupas e as músicas que nós
utilizamos no dia das apresentações não são baratas, e sem patrocínio ficou
complicado – explica.

Incentivos
de pessoas próximas, e ter conhecido e se aproximado do técnico Luiz Henrique
Maciel, do projeto da Ufla, fizeram com que ele retomasse a carreira em meados de 2007, mas desta vez
em outra modalidade, a ginástica aeróbica. “Percebi que eu era bom na
artística, mas na aeróbica eu poderia ser melhor e atingir um nível melhor de
aproveitamento”, conta.

Foi
então que em 2010 ele se mudou para Lavras e ingressou no projeto “Ginástica na
Ufla”. Atualmente,
o atleta está cursando o 7º período do curso de educação física na universidade e participou das três provas no mundial.

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Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)Marcelo Martins quase ficou de fora da competição após uma ruptura muscular (Foto: Marcelo Martins/Arquivo pessoal)

Ginástica na UflaCriado
há seis anos, o “Ginástica na Ufla” é um projeto gratuito, custeado pela lei de
incentivo ao esporte, que atende quem tiver vontade de aprender ginástica. Atualmente atende cerca de 200 pessoas de 5 a 60 anos.

– Além
de ensinar o esporte, o projeto reforça a oportunidade e a importância do
estudo, principalmente na vida das crianças que chegam até nós – explica o
professor chefe do Departamento de Educação Física da universidade e técnico da
seleção brasileira de ginástica aeróbica, Luiz Henrique Maciel.

Os
alunos aprendem ginástica
artística, ginástica rítmica, ginástica de trampolim, ginástica acrobática,
ginástica para todos e a ginástica aeróbica, que é a base para a equipe de
competição. Os integrantes treinam em diferentes níveis, da iniciação ao alto rendimento, e categorias infantil,
infanto-juvenil, juvenil e adulta.

As aulas são ministradas de segunda a sexta-feira, entre 9h e
18h.

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)Projeto da Ufla atende cerca de 200 pessoas (Foto: Marcelo Martins/Arquivo pessoal)

Campeonato Mundial 2017A
apresentação que classificou a equipe para o World Games 2017 e chamou a
atenção da Federação Internacional de Ginástica (FIG) aconteceu entre os dias
13 e 19 de junho, na Coreia do Sul. Representando a Seleção Brasileira de
Ginástica Aeróbica, o grupo ficou na sexta colocação na competição.

O
Campeonato Mundial acontece a cada dois anos e esta foi a primeira vez que o
Brasil participou da disputa com a ginástica aeróbica. A seleção competiu em
três provas, sendo elas o Trio (20º lugar), Grupo (12º lugar) e o Aerodance (6º
lugar).

Considerado
a “olimpíada dos esportes não olímpicos”, o World Games terá pela primeira vez
a presença da seleção brasileira e deve contar com a participação de mais de 2 mil ginastas representantes de 49
países. Além disso, a equipe é, até o
momento, a única representante das Américas no evento. No próximo
ano, a disputa será na Colômbia. A competição acontece uma vez a cada quatro
anos, assim como a Olimpíada.

Como Aprender Ginástica Olímpica Sozinho (com Imagens)Equipe de Lavras conseguiu classificação para o World Games e participa de Olimpíada no Rio (Foto: Marcelo Martins/Arquivo pessoal)

Ginástica Aeróbica Esportiva x Ginástica
Artística
Uma
combinação entre a ginástica clássica com a dança. Assim pode ser definida a
ginástica aeróbica esportiva.

A GAE é caracterizada pela habilidade de realizar um grande número de
movimentos complexos originados da ginástica aeróbica tradicional,
movimentos de flexibilidade da ginástica rítmica e saltos e esquadros da
Ginástica Olímpica.

O esporte surgiu no início década
de 80, mas foi somente em 1989 que as primeiras federações aeróbicas começaram
a surgir pelo mundo. As competições são divididas em cinco modalidades:
individual feminino e masculino, pares mistos, trios, grupos de cinco e o
aerodance. 

A ginástica artística
é dividida em provas solo, cavalo com alça, argolas, salto sobre o cavalo,
barras paralelas, barras assimétricas, barra fixa e trave. A ginástica é um dos quatro esportes disputados desde
a primeira edição das Olimpíadas da Era Moderna, em 1896, em Atenas – os outros
são atletismo, esgrima e natação.

*Sob supervisão de Samantha Silva

Entenda em 9 passos a pontuação da ginástica artística | Exame

  • 1. Ginástica artística zoom_out_map 1/11 (Mike Blake / Reuters) As equipes de ginástica artística fazem sucesso no Brasil a cada Olimpíada. A Flávia Saraiva é uma fofa, o Diego Hypólito chora e você quer muito torcer para que eles acertem tudo… Mas aí chega a nota, parecendo o preço da gasolina no posto, e ninguém sabe se deveria comemorar. Nem sempre foi assim: até uma década atrás, assistir à ginástica artística era como ir para a escola. Todo mundo sabia que quem tirava 10 era o melhor da sala e ponto. A pontuação já era rígida e levou 48 anos para uma ginasta conseguir nota 10 nas Olimpíadas. Foi esse feito que transformou a romena Nadia Comaneci em celebridade internacional em Montreal, nos Jogos de 1976. Mas daí para frente os 10 começaram a ficar comuns – até demais. Depois das Olimpíadas de Atenas, em 2004, a Federação Internacional de Ginástica criou um novo Código de Pontos, em que a pontuação perfeita se tornou praticamente impossível de alcançar (e de entender). Mas estamos aqui para te ajudar.
  • 2. 1. O básico zoom_out_map 2/11 ( Laurence Griffiths/Getty Images) A nota da ginástica é dividida em duas partes: a pontuação de dificuldade (vamos chamá-la de PD) e a de execução (PE). A primeira avalia o quão desafiadoras são as acrobacias que o atleta vai apresentar. Uma série difícil tem uma PD entre acima de 6, chegando perto de 7. Já a PE tem nota máxima de 10 e o ginasta perde pontos por erros técnicos e artísticos durante os exercícios. O total final é a soma da PD e da PE. O total hipotético (que nunca aconteceu) seria de 20 pontos – atualmente, os atletas mais incríveis chegam até 17.1 nas suas melhores competições.
  • 3. 2. Requisitos técnicos zoom_out_map 3/11 (Alex Livesey/Getty Images) A ginasta começa a apresentação. Enquanto isso, dois juízes ficam anotando cada movimento feito. Eles são os avaliadores da PD. A primeira tarefa deles é garantir que as ginastas realizem movimentos obrigatórios para cada aparelho. Nas barras paralelas, por exemplo, a atleta precisa fazer pelo menos uma transferência da barra superior para a inferior e voltar. No solo, precisa realizar movimentos de dança. Se fizer tudo isso direitinho, sua nota de dificuldade mínima é de 2.5 pontos.
  • 4. 3. Top 10 zoom_out_map 4/11 (Adam Pretty/Getty Images) Além das obrigações, cada ginasta vai incluindo os movimentos que quiser na sua série. Durante o exercício, os mesmos juízes classificam as sequências segundo o Código de Pontos, que divide as acrobacias em categorias de A a I. Um movimento tipo A vale 0,1 ponto, um tipo B 0,2 e assim por diante. O duplo twist carpado, especialidade da ex-ginasta Daiana dos Santos, é categoria G e vale 0,7. No final da série, os juízes contam só os movimentos mais difíceis da série – o top 8 para as meninas e o top 10 no masculino. Cada um chega a uma nota final sozinho, mas depois a dupla de juízes chega a um consenso e anuncia a PD.
  • 5. 4. Bônus zoom_out_map 5/11 (David Ramos/Getty Images) Não adianta um atleta aprender uma acrobacia de categoria G e continuar repetindo a mesma: cada movimento só conta uma vez para a nota. Mas um jeito de conseguir dar um up na pontuação é conectar movimentos. Se o ginasta realiza duas sequências sem parar entre elas, consegue até 0.2 a mais por sequência. É por isso que Shang Chunsong (na foto), ginasta chinesa, completa suas acrobacias de solo sempre com um mortal para frente – os pequenos bônus contam muito no final.
  • 6. 5. Os 5 cavaleiros da execução zoom_out_map 6/11 (Damir Sagolj / Reuters) Ao lado dos juízes da PD, fica um grupo bem maior de avaliadores da execução dos atletas. São cinco juízes, que ficam atentos a qualquer joelho dobrado ou pernas separadas. Ao contrário da PD, que começa de zero e vai somando pontos ao longo da apresentação, a PE parte de 10 e vai diminuindo conforme os ginastas cometem erros. Os juízes também seguem uma tabelinha do Código, que indica o que é uma falha leve (dar um passo para trás na aterrissagem, desconto de 0.1) e uma falha grave (cair de bunda, apoiar a mão no tablado, desconto de 1.00). Só que aí a avaliação pode ser mais subjetiva. Por isso, ao contrário da PD, na PE não tem consenso. A nota mais alta e a mais baixa são descartadas e a pontuação divulgada é uma média das três notas do meio.
  • 7. 6. Não gostei, e aí? zoom_out_map 7/11 (Jamie Squire/Getty Images) Na pontuação da ginástica, o treinador tem espaço para contestar apenas a nota de Dificuldade – e precisa fazer isso antes que o próximo atleta termine de se apresentar. Os juízes reavaliam a situação por vídeo. Já no caso da PE, antes da nota sair, o Painel de Referência (outros dois juízes) revisa cada avaliação e ninguém mais pode reclamar.
  • 8. 7. E como ganha? zoom_out_map 8/11 (Alex Livesey/Getty Images) A primeira parte da competição é classificatória. Para uma única apresentação, existem 3 rankings diferentes: por time, por atleta e por aparelho. Um país leva equipes de 4 pessoas para cada aparelho, mas só 3 notas contam (a pior é descartada). No final, a nota nacional é a soma do desempenho dos atletas e os 8 países com notas mais altas vão à final por equipes. Os mesmos exercícios já valem para avaliar quem vai para as finais individuais. Os 24 atletas com a melhor soma de notas em todos os aparelhos vão ao individual geral – ou seja, competem em todas as categorias. Já nas finais por aparelhos, vão as 8 melhores pontuações de cada prova específica. No total, 14 medalhas de ouro são disputadas na ginástica.
  • 9. 8. Perfeição x Evolução zoom_out_map 9/11 (David Ramos/Getty Images) Todo o sistema de pontuação mudou depois que a Federação percebeu que o esporte precisava evoluir. Com tanta gente tirando 10 era difícil diferenciar os atletas “certinhos” dos verdadeiramente habilidosos. Quem fazia movimentos perfeitos, mas fáceis, tinha quase tanta vantagem quanto os que se arriscavam. Com o sistema atual, as notas deixam mais clara a separação entre os ginastas. Aí existe espaço também para estratégia dentro do esporte: o Brasil, por exemplo, preferiu priorizar notas altas de Execução em séries menos desafiadoras na classificatória. Na final, os atletas ainda têm seus movimentos mais difíceis e com notas mais altas na manga. No tudo ou nada, vale correr o risco da execução não sair tão perfeita.
  • 10. 9. O problema do desafio zoom_out_map 10/11 (Damir Sagolj / Reuters) Nem tudo são flores. Com o novo sistema, todo mundo ficou mais disposto a se desafiar – até os atletas sem preparo suficiente. É o caso da indiana que fez o Salto da Morte para chegar às finais desse aparelho (e foi bem mal nos outros). PDs mais altas são mais garantidas do que PEs quase perfeitas. Para tentar equilibrar isso, os juízes de execução foram ficando cada vez mais carrascos: antes, o código só tirava 0,5 por uma queda. Com o novo sistema, o desconto subiu para 0,8 e, hoje em dia, é um ponto inteiro. O objetivo é que os atletas pensem duas vezes antes de tentar movimentos perigosos. Na opinião de alguns atletas e treinadores, porém, não tem dado certo o suficiente. Só nessa Olimpíada, dois ginastas já se machucaram feio. O alemão Andreas Toba rompeu ligamentos em uma queda no solo. O vídeo da perna quebrada do francês Samir Ait Said também horrorizou as redes sociais depois que ele aterrissou mal de um salto sobre a mesa. Para Fabian Hambuechen, um dos poucos ginastas atuais que já competia em 2004, com a pontuação antiga, isso é sinal de que está na hora de rever o sistema mais uma vez. A Federação Internacional tem um baita desafio pela frente: encontrar uma forma de avaliar os atletas que não coloque um limite para o que possam alcançar (ou seja, sem nota 10), mas que não influencie os ginastas a arriscar ferimentos graves por medalhas. Melhor ainda se, nessa trajetória, eles conseguirem inventar uma pontuação mais compreensível para a legião de fãs casuais da ginástica que surgem a cada 4 anos.
  • 11. Mais Olimpíada? zoom_out_map 11/11 (Kai Pfaffenbach / Reuters) O time de mulheres que está fazendo história nesta Olimpíada
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