Como aplicar vacinas em cães: 8 passos (com imagens)

Só quem ama muito animais como nós, sabe a dor no coração que dá ver um cachorrinho abandonado, né? Pois saiba que resgatar um cachorro da rua não é impossível nem precisa ser profissional para isso. Com cuidado, paciência e carinho, você pode sim ajudar um peludo a ganhar uma nova casa cheia de amor. Siga estes passos para resgatar um cachorro da rua e ajude um peludo a ganhar um novo lar:

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)

Ganhando confiança

Você não sabe pelo o que um cachorro de rua (abandonado ou perdido) já passou. Ele pode ter sido maltratado, estar doente, machucado. Isso implica em não saber qual será a reação do animal quando você se aproximar. Por isso, paciência e calma são muito importantes para o bem estar do animal e o seu próprio.

A melhor solução é se aproximar com a boa e velha comida! Pedacinho de carne ou algo bem cheiroso e apetitoso. Jogue longe de você e deixe que o animal vá se aproximando por vontade própria. Sentar também ajuda, já que faz com que você fique em uma posição não ameaçadora para o cachorro.

Quando perceber que o animal está ganhando confiança, comendo mais perto de você, vá acariciando o peito, a barriga e, de vagar, coloque a guia no animal. Se ele resistir não insista! Se não pode ser que você não consiga mais ganhar a confiança.

Se o animal estiver machucado, cubra-o com um cobertor ou pano para poder pegá-lo no colo sem machucar ainda mais.

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)

Lar Provisório

Quando conseguir fazer o resgate, o animalzinho vai precisar de um lar temporário. De preferência na sua casa, já que foi em você que o animal confiou. Não precisa de uma estrutura grandiosa: um quartinho ou mesmo uma área de serviço que o abrigue do frio, com água, comida e um cobertor já são suficientes para ele esperar com conforto por uma nova família.

Você pode alimentá-lo com ração ou comida caseira, como arroz, batata e legumes cozidos e carne ou frango sem ossos. Se ele ainda for muito filhotinho, ração humedecida com leite, ou apenas o leite irão alimentá-lo.

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)

Cuidados médicos

Resgatar um cachorro da rua exige mais cuidados do que muitos imaginam. Não basta levar o animalzinho para casa e esperar que alguém o adote. Você terá que tomar algumas medidas para garantir que o bichinho seja adotado rápido e por pessoas responsáveis.

Assim que resgatá-lo, deve levá-lo ao veterinário o quanto antes. O médico veterinário vai avaliar as condições do animalzinho, pesar, ver quantos anos ele tem, tratar possíveis doenças, livrar de pulgas e carrapatos e passar todas as informações que você precisará para ajudar o cachorrinho a ser adotado.

O próximo passo é a castração. Além de a castração facilitar na adoção, você estará contribuindo para a saúde e o bem estar dos animais em geral, evitando que esse animalzinho venha a ter filhotes que sejam abandonados, como ele foi.

  • Sim, a castração é um procedimento caro, mas você pode procurar o Centro de Controle de Zoonoses – CCZ –  da sua cidade ou clínicas veterinárias com preços populares.
  • Aqui em São Paulo existem dois hospitais veterinários públicos:
  • UNIDADE ZONA LESTE Rua Serra de Japi, 168 – Tatuapé – São Paulo/SP
  • Telefone 11 29364745
  • UNIDADE ZONA NORTE Avenida General Ataliba Leonel, 3194 – Parada Inglesa – São Paulo/SP
  • Telefone 11 2924-9815
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Procura-se

Pronto! O bichinho tem comida, tem um teto, tem saúde e tem amor. Agora ele precisa de uma família permanente.

Antes de mais nada, você deve ter certeza de que o cachorrinho não estava perdido. Às vezes ele já tem uma família que está desesperada procurando por ele. Geralmente, animais que estão perdidos apresentam algumas características como um comportamento mais dócil e alguns são até mesmo adestrados e, claro, se ele tiver uma coleira essa suspeita é ainda mais forte.

Você pode perguntar pela vizinhança, no comércio local e usar, principalmente, as redes sociais e esse site aqui.

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)

Achando uma família

O cachorrinho estava mesmo abandonado? Pois agora não está mais e é hora de encontrar uma família cheia de amor para dar.

Quando resgatar um cachorro da rua, você pode pedir ajuda para ONGs na divulgação. É indicado que ele fique na sua casa porque essas organizações estão sempre lotadas e a maioria nem recebe mais animais (já que não adiantaria de nada resgatar o animalzinho se ele ficar sofrendo em um ambiente lotado, né?). Mas eles podem te ajudar na divulgação para achar uma nova família.

Feiras de adoção também é uma ótima solução. Levar o animalzinho de banho tomado, castrado e com as vacinas em dia vão aumentar as chances de uma família sortuda achar seu novo melhor amigo peludo.

Como diminuir problemas de abscesso vacinal

A febre aftosa é a doença animal com maior impacto econômico na atividade pecuária, seus prejuízos se fazem por perdas em virtude dos sintomas clínicos e, principalmente, por perdas em decorrência da impossibilidade de atuar no mercado internacional por conta dos embargos de países importadores de carne.

Por isso mesmo na maioria dos estados brasileiros há duas etapas da vacinação, uma em maio e outra em novembro.

A Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) já declarou o Brasil livre da aftosa, existe um programa de remoção das campanhas encaminhado para cada estado estar livre, Santa Catarina e Paraná já saíram na frente.

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)Foto: [email protected]

Sobre os abscessos vacinais

Abscesso é um acúmulo de pus ou material inflamatório que se forma no interior dos tecidos do corpo. A formação de abscessos, hematomas ou reação granulomatosa em bovinos após uso da vacina oleosa contra febre aftosa deve ser evitada, pois implica em lesões inflamatórias de variadas formas, pesos e tamanhos.

As lesões localizam-se geralmente nas regiões do acém, pescoço e paleta. Tais lesões devem ser retiradas após o abate do animal e não impedem o consumo do restante da carne. Porém, isso causa grandes prejuízos tanto aos criadores quanto aos frigoríficos, pois com o descarte desta parte da carne, o criador não recebe e o frigorífico não poderá comercializá-la.

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)Foto: [email protected]

Prejuízos financeiros

Estimativas indicam que o produtor perde, em média, até 2kg de carne nas carcaças dos animais abatidos devido às lesões pela vacinação. Isto nos permite calcular que em alguns milhões de animais poderemos ter perdas totais de milhares de toneladas de carne.

Considerando que em 2016 o abate nacional foi de aproximadamente 30 milhões de cabeças, somente ano passado, cerca de 70 mil toneladas de carne foram descartadas.

Desta maneira, o produtor que já tem o custo com a compra da vacina também é prejudicado por não receber pela carne desprezada.

Pode-se considerar R$ 600 milhões gastos por ano na aquisição da vacina para um rebanho bovino de 215 milhões de cabeças.

“O abcesso vacinal é um problema frequente nas indústrias frigoríficas, além do risco sanitário de peças com resíduos de vacina para exportação ou para a mesa do consumidor brasileiro, esse problema gera para o pecuarista prejuízos de até 3 mil reais por lote. O manejo adequado de vacinação na fazenda minimiza esse problema, melhorando a qualidade e a segurança alimentar” comentou Lawra Antunes da [email protected]

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)Animal com protuberância de possível abscesso vacinal / Foto: Governo de Rondônia

Causas do abscesso vacinal

Em nota técnica emitida em 2017 a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, junto a vários órgãos privados atribuíram a saponina (óleo mineral usado como veículo da vacina) a relação exacerbada de irritação no local da aplicação, que se agrava até casos de edema e severa reação inflamatória, com consequente ocorrência de abscessos. Depois disso, através de nota o Sindan comunicou que diminuirá a dose de 5 para 2ml e removerá a saponina da vacina.

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É preciso também levar em conta a força do animal – e a habilidade e força que o profissional precisa ter para aplicar a injeção – e o volume de animais a serem vacinados num mesmo dia.

Tudo isso dificulta que a vacinação seja feita de maneira adequada, o que inclui a técnica de aplicação e também a limpeza do local para evitar contaminação.

Por esta razão, pontua, é recomendada a aplicação da vacina em uma área onde haja menor perda econômica.

Outros problemas que podem desenvolver o problema são materiais não esterilizados, uso da agulhas não higienizadas e de tamanhos incompatíveis com o padrão utilizado para vacinação subcutânea.

Segundo MONTE (2018), que avaliou 1 mil carcaças, encontrou lesões características de abcessos nas regiões do cupim, acém/paleta, costela e entrecorte resultado de administração da vacina em locais incorretos.

Ainda segundo MONTE (2018), o prejuízo econômico e a qualidade da carcaça, provocadas por formação de abscesso é elevado, com perdas parciais ou totais da carcaça se contaminada, o que leva à redução do ganho do pecuarista.

As lesões encontradas na costela, cupim e pescoço, mostram a importância da escolha correta dos locais de aplicação dos produtos, evitando assim, lesões em cortes cárneos, com isso, reduzirem os prejuízos econômicos aos criadores.

Passos para diminuir os abscessos

TÁBUA DO PESCOÇO

O lugar ideal para a vacinação é na tábua do pescoço, pois a carne do pescoço não é nobre e vai ser vendida em pedaços. Se a vacina for no lombo, a gente pode perder um pedaço do contrafilé ou até da picanha.

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)Fonte: @universoimport

CAMADA SUBCUTÂNEA & AGULHAS

É importante aplicar debaixo do couro (subcutânea), e não no músculo e intraderme, pois a vacina é oleosa e é normal gerar uma reação no animal, com aplicação subcutânea bem feita, o prejuízo por cabeça é zero, pois toda a reação pode ser retirada.

É importante escolher a agulha certa e em boas condições ou seja, limpa, nova e reta (se entortar ou perder o fio, jogue fora). As ideais para aplicação subcutânea são as mais curtas, pois não atingem o músculo.

Na ponta da agulha, tem uma lâmina, ou seja, ela “corta” o couro do animal. Por isso, é ideal aplicar na diagonal, num ângulo de 45º, para usar o máximo dessa lâmina e aplicar a vacina logo abaixo do couro e antes do músculo.

Existe no mercado até aplicadores que ajudam a reduzir abcessos de vacinas, tecnologia foi desenvolvida na Nova Zelândia.

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)Puxar o couro e posicionar aplicador a 45° da tábua do pescoço / Foto: COIMMA

Tronco ou brete para contenção

Mesmo com todos esses pontos observados e checados não será de valia se o animal não estiver bem contido, por isso que é essencial que a propriedade tenha um tronco (ou brete) de contenção individual.

A COIMMA disponibiliza no mercado vários modelos de troncos com o melhor custo benefício, entre eles estão o Megatron, Convencional, Sertanejo, Plus e Standard 3 Comandos que são ideias para aplicação de vacinas e medicamentos.

“É possível afirmar que usando o tronco de contenção individual você diminuirá consideravelmente os riscos à equipe e abscessos vacinais”.

“Além da atenção à higiene e manejo é possível afirmar que o uso de um equipamento de contenção individual efetivamente diminuirá os abscessos vacinais, a aplicação é subcutânea e o aplicador precisa estar posicionado corretamente ao corpo do animal, problemas com refluxo e subdose podem afetar o desempenho da vacina.

Caso o colaborador inserir a agulha a 90° do corpo do animal a chance de atingir o músculo é muito grande, desta forma é impossível seguir esses passos em um tronco coletivo pois o animal não fica parado, além dos riscos ao operador com cabeçadas e chifradas que o animal posso vir a dar, por isso o uso de tronco (brete) fará o trabalho do colaborador mais ágil e eficaz diminuindo os riscos dele e do animal” – Especialista em bem-estar animal Adriane Zart.

Tronco inovador tem melhor custo benefício da categoria

Referências: Embrapa, FAEF, SCIELO

Garanta imunização do seu rebanho e evite perdas econômicas no abate

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)Imagem: Zero Hora

O Brasil continua despontando como grande fornecedor de proteína animal para o mundo, com ganhos de produtividade no campo. Estudos da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) revelam que, no período de 2000 a 2015, a produção de carne teve incremento de 45%, enquanto o rebanho bovino de corte cresceu 25%.¹

O aumento nas taxas de exportação de carne bovina foi devido, dentre outros fatores, aos programas de controle epidemiológico para doenças de notificação obrigatória.

Dentre as medidas propostas nestes programas, a vacinação sistemática preventiva, seguindo o calendário definido pelo Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (MAPA), torna o uso de vacinas um manejo rotineiro nas propriedades.²

No próximo mês de novembro, 150 milhões de cabeças deverão ser vacinadas, alguns estados de mamando a caducando e outros estados somente animais com mais de 24 meses. Segundo o Diretor Técnico da JBS, Bassem Sami Akl, ainda é frequente encontrarmos problemas na carcaça decorrentes de reação vacinal proveniente de vacinação incorreta ou mal aplicada.

Segundo os dados da JBS, 30% dos animais abatidos apresentam reação vacinal e destes 30%, 50% é proveniente de vacinação em local incorreto ou mal aplicação da vacina

Mas, vamos entender melhor alguns pontos importantes como: por que vacinar, como e onde vacinar, erros comuns na vacinação e consequências, importância da vacinação correta para o pecuarista, indústria e consumidor final.³

Porque vacinar

Segundo Ministério da Agricultura, o Brasil ainda segue na luta contra a febre aftosa em busca de nos tornarmos um país livre da doença.

A Febre Aftosa é uma doença viral altamente contagiosa, é resistente à congelamento e somente se torna inativo em temperaturas superiores à 50°C. A doença traz inúmeras perdas econômicas aos rebanhos pois o vírus é facilmente disseminado, podendo permanecer vivo inclusive na pastagem.⁴

Carne e produtos derivados com pH acima de 6,0 (entenda mais sobre a importância do pH para a qualidade de carne lendo AQUI) também conservam o vírus.

Bovinos vacinados expostos à doença ou infectados e não abatidos conservam o vírus por 30 meses ou mais.

A boa notícia é que a Febre Aftosa não representa risco para a saúde humana, não é transmitida pelo consumo de carne e derivados.⁴

Cuidados com a vacina

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)Imagem: Ururau

As vacinas devem ser conservadas de acordo com as instruções do fabricante, por isso, ler o rótulo é sempre importante. As recomendações são de que as vacinas sejam armazenadas em temperatura entre 2 e 6 graus, em geladeiras domésticas e levadas até o local de vacinação em caixas com gelo, para que permaneçam em temperatura adequada durante todo processo de vacinação. Vale ressaltar que o congelamento ou o excesso de calor inutilizam a vacina, tornando-a ineficaz.

O transporte das vacinas do fornecedor até a fazenda também deve seguir a regra de manutenção da temperatura entre 2 e 6 graus.

Cuidados na vacinação

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)Imagem: 3RLab

A aplicação correta da vacina influencia no resultado e garante a saúde do rebanho. Uma boa resposta vacinal depende da qualidade da vacina, da resposta imune do animal e do processo de vacinação, que deve ser feito corretamente. ⁶

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Um ponto primordial é adquirir produtos confiáveis (fabricantes idôneos), de alta qualidade, eficácia e segurança. Os pecuaristas devem sempre consultar um médico veterinário.

Não é recomendado vacinar animais doentes, debilitados e estressados (ex.: estresse de transporte e desmame).⁷

O processo de vacinação deve ser conduzido de uma maneira tranquila, de preferência nos horários mais frescos do dia.⁷

De acordo com o Instituto Mineiro de Agropecuária (IMA)⁵ alguns cuidados são essenciais:

  • A dose a ser aplicada em cada animal deve ser aquela indicada no rótulo da vacina. Uma dosagem menor do que a indicada pelo fabricante não vai oferecer aos animais a proteção desejada;
  • Limpar e desinfetar a seringa e ferver as agulhas antes da aplicação;
  • Manter a pistola dentro da caixa de isopor, quando não estiver em uso;
  • Utilizar agulhas 15×18 para aplicar vacina oleosa (subcutânea) e agulha 20×18 para aplicar vacina oleosa (intramuscular);
  • Agitar o frasco de vacina toda vez que for encher a seringa;
  • Certificar-se de que o conteúdo da seringa contém a dose certa (5 ml) e que não existem bolhas de ar;
  • Aplicar a vacina na tábua do pescoço pela via subcutânea (debaixo da pele) ou intramuscular (dentro do músculo) tendo o cuidado de manter a seringa na posição inclinada, quase em pé, com a agulha apontada para baixo;
  • Anotar os animais vacinados por faixa etária e sexo;
  • Os horários ideais para a aplicação são o início da manhã e o final da tarde.

Como minimizar a reação vacinal

A formação de um pequeno caroço na região onde foi aplicada a vacina contra a febre aftosa é comum e está ligada à resposta imunológica do animal. O animal deve ser bem contido para facilitar o serviço da vacinação e evitar lesões ao aplicador e ao animal.⁶

Com relação às reações indesejáveis da vacina, a mais comum e visível é a formação de um calombo ou caroço no local da aplicação. Esta reação é comum, e, principalmente em animais muito jovens, pode prejudicar a mamada pelo desconforto provocado.⁶

A formação do caroço é uma reação inflamatória e tende a reduzir com o tempo.

Esta reação pode se complicar nos casos de aplicações realizadas em condições de higiene inadequadas quando há risco de ocorrem infecções bacterianas secundárias sujeitas ao agravamento pela formação de miíases.

Para evitar que isso aconteça basta seguir as recomendações de limpeza do local da aplicação, agulha certa, desinfetada e trocada com frequência.⁶

A intensidade da reação vacinal está ligada a fatores de hipersensibilidade e isso depende de cada indivíduo.⁶

Erros comuns na vacinação

  • A falta de cuidado no manejo do rebanho e nos procedimentos de vacinação pode implicar no aumento dos níveis de estresse dos animais, promovendo uma resposta negativa de seu sistema imunológico a vacinação, reduzindo a sua eficiência.⁷
  • A vacinação mal realizada também pode resultar em uma série de respostas nos animais tais como: taquicardia, dificuldade na respiração, inflamações no local da aplicação da vacina, gerando abscessos (nódulos), danos teciduais, infecção local ou sistêmica, infecção congênita em vacas prenhas, reação de hipersensibilidade a vacina.⁷
  • Alguns dos erros mais comuns na vacinação são:
  • Vacinar os animais cansados e estressados;
  • Realizar o processo de vacinação com pressa, com os animais em movimentação extrema;
  • Realizar a vacinação em locais não adequados como: Cupim, Picanha, Lombo, Acém;
  • Não manter as vacinas em temperatura adequada e não utilizar equipamento limpo e adequado, entre outros.

Consequências dos erros de vacinação

  1. De acordo com Bassem, diretor técnico da JBS ³, de todos animais abatidos na empresa, cerca de 30% apresentam reações vacinais e destes, 50% são abcessos provenientes de práticas de vacinação incorreta.

  2. Quando a indústria detecta uma lesão é necessário que se faça a remoção da área atingida, porém, como a vacinação é realizada de maneira intramuscular, muitas vezes a reação vacinal não é detectada no abate, outras vezes, nem na desossa, e quem encontrará esta reação é o consumidor final, que terá uma aversão ao produto, pois tem um aspecto extremamente desagradável, denotando um certo descaso.³
  3. De acordo com um estudo realizado pela Universidade Federal do Mato Grosso do Sul (UFMS), quando as carcaças afetadas foram submetidas ao toalete foi retirado em média 1,8 e 2,0 kg de músculo da área afetada.²

Ainda segundo o estudo conduzido em 2014, o prejuízo econômico da propriedade de origem dos bovinos afetados foi de R$ 20.424,00, considerando o preço pago pela arroba do boi no mês e ano da ocorrência. Esses valores à época seriam suficientes para adquirir 29,17 bezerros desmamados para engorda.²

Seguindo as dicas e os passos você garante a imunização do rebanho e evita perdas econômicas em decorrência da retirada de abcessos no abate.

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SOBRE A AUTORA:

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)

PAULA MARTINO

Possui graduação em Zootecnia pela Universidade Estadual de Maringá (2006) e cursa Mestrado em Ciência Animal na Universidade Federal do Mato Grosso do Sul com ênfase em mercadologia de carne bovina.

Atua há mais de 10 anos na área de Qualidade de Carne, Controle de Qualidade e Certificações. É consultora em Certificação de Linhas Especiais e fundadora do Carne com Ciência. Contato: [email protected]

com.br

Referências:
1. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – www.mapa.gov.br
2. Leal P. V. et al, Estimativas de perdas econômicas causadas por reação granulomatosa local após uso de vacina oleosa contra febre aftosa em bovinos de Mato Grosso do Sul – Pesq. Vet. Bras., vol.34, no.

8, Rio de Janeiro, Aug. 2014 – http://ref.scielo.org/2fstzf.
3. Giro do boi, Entrevista realizada em 13/10/2016 com Bassem Sami Akl, Diretor Técnico da JBS – Boi inteiro afeta bolso do pecuarista e é rejeitado pelo consumidor – disponível em www.girodoboi.com.br
4. Saiba o que é febre aftosa e como ela age no organismo dos animais – www.canalrural.com.br
5. Instituto Mineiro de Agropecuária – Vacinação contra Febre Aftosa – www.ima.mg.gov.br
6. Rural Centro – Medidas simples podem reduzir reações da vacina contra febre aftosa – www.ruralcentro.com.br
7. Dia de Campo – Sanidade Animal – Boas Práticas de Vacinação – www.diadecampo.com.br

Como aplicar INJEÇÃO em cachorro – Passo a passo

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)

Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)

Ver fichas de  Cachorros

Se o seu veterinário decidiu que a melhor maneira de administrar uma medicação ao seu cachorro é por injeção, é provável que você se sinta um pouco perdido. Por esse motivo, neste artigo do PeritoAnimal, explicaremos como aplicar injeção em cachorro passo a passo, mostrando também vários fatores que devem ser considerados.

Obviamente, lembre-se de que você só poderá aplicar a injeção em um cachorro quando o procedimento for prescrito por um veterinário; você JAMAIS deve fazer isso por conta própria, pois pode causar danos e até mesmo reações alérgicas graves que colocam em risco a vida do cachorro. Neste artigo, forneceremos os pontos chave para aplicar injeção em seu cachorro em casa com sucesso, continue lendo!

Antes de explicar como aplicar um injeção em um cachorro, vamos definir em que consiste esse procedimento. Injetar uma substância no corpo envolve introduzi-la sob a pele ou no músculo, utilizando uma seringa que pode ter diversos tamanhos e uma agulha, também de espessuras diferentes, dependendo da cor de sua base.

Assim, a administração de um medicamento apresenta o risco de desencadear uma reação alérgica que, se aguda, exigirá atenção veterinária imediata. É por isso que você nunca deve aplicar uma injeção em seu cachorro em casa, exceto em casos que o veterinário recomendou, como por exemplo no caso de cachorros diabéticos.

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Embora estejamos descrevendo aqui o processo, é necessário que você presencie uma demonstração do veterinário para que possa tirar suas dúvidas e praticar diante de um profissional que pode te ajudar e corrigir antes de começar a aplicar as injeções em casa. A seguir, você verá quais são os tipos de injeções e como aplicá-las.

Para explicar como aplicar injeção em um cachorro, é necessário saber que existem vários tipos de injeções, como você pode ver abaixo:

  • Injeção subcutânea para cachorro: são aquelas administradas sob a pele. Elas são geralmente aplicadas no pescoço, perto da cernelha, que é a área da coluna vertebral entre as escápulas.
  • Injeção intramuscular para cachorro: são as que se aplicam no músculo, como seu próprio nome indica. A parte posterior da coxa é um bom lugar.

Nas seções seguintes, explicaremos como aplicar ambos os tipos de injeções.

Vamos explicar como injetar um cachorro por via subcutânea ou intramuscular, e para isso é necessário ter em mente os seguintes aspectos:

  1. Saber com que tipo de injeção a medicação deve ser administrada, uma vez que as vias subcutânea e intramuscular não são iguais.
  2. Ter certeza de que você consegue manter o cachorro quieto. Se tiver dúvidas, peça ajuda para alguém. Você precisa ter em mente que a picada pode ser dolorosa.
  3. Utilizar apenas seringas e agulhas que o veterinário forneceu, pois como já dissemos, há diferentes formatos e eles não devem ser utilizados indiscriminadamente.
  4. Depois de carregar a seringa com o medicamento, você deve virar a agulha para cima e apertar o êmbolo para remover qualquer ar que possa estar na própria seringa ou na agulha.
  5. Desinfectar o lugar da injeção.
  6. Depois de perfurar, mas antes de injetar o líquido, puxe suavemente o êmbolo da seringa para verificar se não sai sangue, o que indicaria que você perfurou uma veia ou artéria. Se sair, você deve remover a agulha e perfurar novamente.
  7. Ao terminar, esfregue a área durante alguns segundos para que a medicação se espalhe.

Além de levar em conta as recomendações da seção anterior, para saber como aplicar injeção em cachorro por via subcutânea, siga esses passos:

  1. Pegue com uma mão uma dobra da área do pescoço ou cernelha.
  2. Introduza a agulha atravessando a pele, até atingir a gordura subcutânea.
  3. Para isso, você deve colocá-la paralelamente ao corpo do cachorro.
  4. Quando comprovar que não está saindo nenhum sangue, pode injetar a medicação.

Seguindo essas dicas, você saberá também como injetar insulina em seu cachorro se ele for diabético, já que esta doença requer injeções diárias e, portanto, que serão aplicadas em casa, sempre de acordo com as recomendações do veterinário.

A diabetes precisa de um acompanhamento e controle rigoroso das doses de insulina e da dieta. O veterinário também explicará como conservar e preparar insulina e como agir se ocorrer uma overdose, o que pode ser evitado seguindo as diretrizes de administração e utilizando sempre a seringa apropriada.

Além do que já foi mencionado, para explicar como aplicar injeção em cachorro por via intramuscular, você deve ter em mente o seguinte:

  1. Recomenda-se perfurar a coxa, entre o quadril e o joelho.
  2. É preciso ter em mente a localização do osso para não perfurá-lo.
  3. Quando perfurar, introduza a medicação lentamente, ao longo de aproximadamente 5 segundos.

Se deseja ler mais artigos parecidos a Como aplicar injeção em cachorro, recomendamos-lhe que entre na nossa seção de Cuidados básicos.

Alizin®

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Como Aplicar Vacinas em Cães: 8 Passos (com Imagens)

  • Cães
  • Gatos

Interrupção terapêutica da gestação de cadelas e gatas com até 45 dias de prenhez e alternartiva no tratamento da piometra e metrite em cadelas.

Cada 100ml contém:

Aglepristone…..3,0g

Veículo..q.s.p….10,0ml

  • Posologia
  • Cadelas: 0,33ml/kg/dia (10mg de aglepristone/kg/dia) por via subcutânea, no lado interno do membro posterior, a cada 24 horas, durante 2 dias;
  • Gatas: 0,50ml/kg/dia (15mg de aglepristone/kg/dia) por via subcutânea, na região da escapula, a cada 24 horas, durante 2 dias.

Aplicar o produto respeitando-se as condições usuais de assepsia. Realizar a 1ª aplicação em um dos membros e a 2ª no membro oposto. Para otimizar a dilusão do produto, recomenda-se massagear levemente o local da administração após a injeção.

Um exame clínico e de diagnóstico por imagem são recomendados para a confirmação da eficácia do tratamento. Estes exames podem ser feitos entre 5 a 10 dias após a última administração do produto e pelo menos 30 dias após a cobertura do animal.

  1. Piometra e metrite
  2. Cadelas: 0,33 ml/Kg/dia (10 mg de aglepristone/kg/dia) por via subcutânea, na face interna do membro posterior, aplicar nos dias 1, 2 , 8 e 15 após o início dos sintomas, totalizando 4 aplicações, ou a critério do Médico Veterinário. 
  3. Propriedades

Aglepristone é uma substância ativa esteróide com atividade antiprogestativa. Estudos in vitro indicam forte afinidade desta substância por receptores de progesterona e de glicocorticóides, o que explica seu efeito no organismo.

Testes in vivo, realizados com a aplicação de doses de 10 e 15mg/Kg/dia, por via SC, respectivamente para cadelas e gatas, confirmam sua atividade antiprogestativa em todos os animais tratados.

Também foi possível constatar que, por esta via, aglepristone não possui efeito anti-glicocorticóide, nem outros efeitos hormonais ou anti-hormonais. Por via SC, o aglepristone atinge sua concentração máxima no organismo aproximadamente 2,5 dias após a última administração.

Foram necessários 3 a 5 dias para a interrupção de uma gestação. Aproximadamente 80% da dose administrada é  excretada durante 24 dias, ou seja, a eliminação se faz de forma lenta, devido à marcante lipofilia da droga. A principal via de eliminação é a fecal (90% do total administrado), o que sugere que a droga seja metabolizada pelo ciclo entero-hepático.

Vantagens

Interrupção de gestação: maior eficácia e segurança quando comparado aos métodos terapêuticos usuais. 
Procedimento a ser realizado pelo médico veterinário com grande segurança por poder ser utilizado até 45 dias após a cobertura. 
A capacidade reprodutiva da fêmea permanece inalterada para futuras gestações. 

Piometra: a única alternativa não-cirúrgica para o tratamento de piometra aguda.

Efeitos Colaterais

Podem ocorrer no momento da administração do produto manifestações de dor e algumas reações locais devido à natureza de seu veículo. No entanto, estes sinais desaparecem em poucas semanas. 

Em cadelas tratadas em período mais tardio (20 a 30 dias após a cobertura), a interrupção terapêutica da gestação é acompanhada de sinais fisiológicos como expulsão fetal, anorexia moderada e congestão das glândulas mamárias. O estro subseqüente a esta interrupção poderá ser reduzido em 1 a 3 meses. 

  • Em gatas, raros casos de metrites pós-indução foram relatados.
  • Contra Indicações 
  • Não usar em cadelas ou gatas com mais de 45 dias de gestação. 
  • Durante o tratamento das metrites ou piometras abertas ou fechadas com o produto, recomenda-se acompanhamento veterinário permanente, em função dos possíveis efeitos secundários.
  • Precauções 

Produto de uso exclusivamente veterinário.
Este produto deve ser manipulado com cuidado por mulheres grávidas.

Validade

24 (vinte e quatro) meses após a data de fabricação. Vide bula para informações sobre conservação do produto.

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