Como analisar o tom em literatura (com imagens)

Como Analisar o Tom em Literatura (com Imagens)Powered by Rock Convert

Há infinitas maneiras de dizer a mesma coisa. Ao escrever um texto, saber qual é a maneira correta de comunicar a sua mensagem é tão importante quanto a mensagem em si. Hoje, veremos mais sobre o que é o tom de um texto e como escolher corretamente o seu.

O primeiro conceito que deve ficar claro é que estilo e tom não são a mesma coisa. Dois autores diferentes, usando o mesmo tom para falar sobre um mesmo assunto ainda o farão de forma diferente. Estilo é um padrão coerente do uso das mecânicas da palavra escrita e da linguagem empregado por um determinado escritor ou grupo.

O estilo de cada profissional é desenvolvido ao longo de anos de prática e não é necessariamente reconhecível à primeira vista. Para identificar um estilo é preciso que o leitor tenha um conhecimento prévio, prático ou teórico.

Pense no estilo como sendo o sotaque, o conjunto de trejeitos e maneirismos que você consegue identificar na fala de alguém que conhece bem.

O tom, por outro lado, não é construído nem se manifesta da mesma maneira. O tom de um texto não depende das características e experiências de quem escreve, mas sim de um posicionamento — que deve ser consciente — do escritor.

Tom é a atitude do locutor em relação ao leitor. Isto se reflete na escolha do vocabulário e na construção das frases e parágrafos. Ao contrário do estilo, que precisa ser desenvolvido, o texto sempre tem um tom predominante, mesmo que a escolha não seja deliberada.

Se você pretende aprender sobre esse recurso, chegou ao lugar certo. Neste artigo, você conhecerá tudo sobre os principais tons de escrita para mandar bem nas suas redações para internet. Acompanhe o texto a seguir e saiba mais!

Conheça os principais tons

Não existe uma separação formal absoluta de quantos tons existem e quais são. Além disso, estes tons podem ser combinados e misturados, de forma a obter o máximo efeito.

Vou ilustrar comunicando a mesma mensagem por meio de cada um — licença poética inclusa, se me permitem. A mensagem será a famosa (e possivelmente fictícia) cena onde Newton compreende a gravitação universal quando uma maçã cai na sua cabeça. Veja só:

Objetivo

A característica principal do tom objetivo é que ele se mantém neutro, sem adotar nenhum lado da discussão ou defender algum ponto específico. Assim, é útil ao tratar de assuntos controversos, pois tem menor chance de incomodar o leitor.

“Após ser atingido por uma maçã, Newton diz ter compreendido a força da gravidade”.

Observe que no tom objetivo não há rodeios. É a melhor escolha se o seu objetivo é dialogar com um público mais genérico.

Temas que são de interesse comum ou que vão direto ao ponto, como informações sobre “como fazer” podem extrair um bom resultado com esse recurso.

O foco aqui é a clareza na informação que será transmitida. Simples e imediatos, serve para encontrar a melhor maneira de estabelecer uma comunicação retilínea, sem adicionais explicativos, recursos de linguagem ou devaneios.

Em blogs que têm a função de ensinar, por exemplo, o tom é regularmente encontrado. Dicas sobre problemas comuns como informática, ortografia, alimentação ou relacionados ao lar, por exemplo, podem se beneficiar dele.

Formal

Também chamado de tom profissional ou acadêmico, o tom formal comunica credibilidade, mas mantém uma certa distância do leitor. Por isso, só são usadas a terceira pessoa e gramática e ortografia cultas.

  • “Atingido na cabeça por uma maçã, Newton chegou a uma conclusão”
  • O tom formal é utilizado em textos cujas personas estão acostumadas a um ambiente protocolar, como escritórios de advocacia, política ou contabilidade.
  • Essas pessoas valorizam a escrita técnica e rebuscada, mas, é claro, desde que consigam entender a mensagem de maneira clara.
  • Os exageros no uso da norma culta podem atrapalhar o entendimento do que está sendo dito, então use o recurso com parcimônia.

Lembre-se que a principal função da comunicação é informar sem ruídos. Ou seja, sem que haja fatores complicadores da interpretação do leitor.

Como Analisar o Tom em Literatura (com Imagens)

Não é este Tom formal. Imagem por iCollector 

Jornalístico

É uma combinação de texto formal e objetivo. Sua função é comunicar um fato, não formar opinião.

Na prática, percebemos que a maior parte dos textos jornalísticos se abstém da objetividade, entretanto. Basta perceber como dois jornais diferentes comunicam um mesmo fato para concluir que, mesmo alegando o contrário, a maior parte deles carrega e defende opiniões misturadas aos fatos.

“De acordo com o relato, Newton analisava o problema sob uma macieira quando foi atingido por uma maçã (…)”

O tom jornalístico é utilizado, como é de se esperar, em notícias. Aqui, cada informação é valiosa, então é preciso trazer dados complementares.

Onde, quem, como, por quê e quando são perguntas a serem respondidas ao utilizar esse recurso. A citação de fontes, informações adicionais, referências e dados científicos também são bem-vindos.

Opiniões de especialistas, locais de origem dos acontecimentos e notas complementares que podem ser úteis também são recursos valiosos.

Nesse contexto, o objetivo principal é esclarecer qualquer dúvida que o leitor possa encontrar ao ler o texto, inclusive citando outras fontes para leitura complementar.

Entusiasta

O que define este tom é um posicionamento energético muito positivo em relação ao assunto. O texto entusiasta comunica confiança e autoridade. Por isso, é muito usado para o lançamento de produtos, anúncios contendo boas notícias e cartas de recomendação.

  1. “Ao brilhante cientista, bastou a queda de uma maçã para compreender a lei da Gravidade!”
  2. Excelente para copywriters e anúncios, o tom entusiasta enaltece o produto ou serviço de maneira a convencer o consumidor de que algo é extremamente útil.
  3. Também é utilizado para provocar a sensação de emergência em alguns casos, fazendo com que o leitor tenha a necessidade imediata de executar a ação desejada.
  4. Como tal, ele também é usado em textos de autoajuda, cujo objetivo é conscientizar pessoas deprimidas ou que buscam soluções para problemas pessoais.
  5. Passar uma mensagem de positivismo e alegria é muito importante quando o assunto é comportamento, pois textos assim precisam levar a ações afirmativas.
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Fantástico

Normalmente restrito à ficção e produção pessoal, autoral, pelo seu uso livre de figuras de linguagem como comparação por símile, hipérbole e metáforas.

“Como que por providência dos astros, ávidos por compreensão, atingiram-lhe a cabeça com o fruto do conhecimento”.

Como você pode imaginar, esse tom de escrita é muito utilizado na literatura. Alguns autores de fantasia, ficção científica e horror abusam dos recursos linguísticos para entreter os leitores e proporcionar experiências únicas.

  • Aqui, vale usar diversos recursos de linguagem, pois a comunicação não é necessariamente objetiva, mas tem como principal objetivo o entretenimento e vislumbre da pessoa que está lendo.
  • É muito utilizado, também, para transmitir sensações sem citar diretamente as ações, trazendo à tona os sentimentos de empatia e estabelecendo uma conexão entre o personagem e o leitor.
  • Geralmente o leitor que se sente estimulado por esse tipo de tom está em busca de algo diferente, ou seja, a criatividade é o elemento chave.

Na web, no entanto, há poucos nesse formato. Geralmente são utilizados em contos, crônicas e críticas, que permitem a utilização do recurso.

Persuasivo

Típico de colunas de opinião e textos de marketing. Seu objetivo é convencer o leitor a fazer alguma coisa ou escolher determinado posicionamento.

“Deve-se reconhecer a genialidade de Newton, por resolver um problema tão complexo a partir de observação tão mundana.”

Nesse caso, o principal objetivo é voltado ao convencimento. Ou seja, influenciar o leitor de alguma maneira.

A mensagem deve ser capaz de levar o leitor a acreditar no que está sendo dito, de forma a sugerir a continuidade da leitura.

A utilização de adjetivos é muito comum no tom persuasivo, já que é um método para enaltecer as informações e tornar o texto irresistível aos olhos do usuário.

No mundo corporativo, vários autores utilizam-se dessa técnica. Mas é preciso cuidado ao utilizá-la, já que, em grande parte dos casos, a função não são as vendas diretas ou a demonstração de um produto ou serviço, mas estimular a continuidade da leitura.

No marketing de conteúdo, por exemplo, essa é uma das práticas mais comuns, já que a principal função dos textos é fazer com que o leitor execute uma ação.

Reservado

O tom reservado é muito adequado para assuntos sensíveis ou muito polêmicos, pois comunica um senso de respeito profundo do escritor. Nele, omitem-se propositalmente algumas informações e opiniões.

“Conta-se que o cientista concluiu sua tese observando as frutas que caíam no pomar”.

Esse recurso é utilizado para tratar temas que podem atingir um grupo de indivíduos de maneira sensível, como doenças, problemas psicológicos, acidentes ou desastres.

São assuntos que exigem certo grau de solidariedade. Graças a isso, o eufemismo ou a omissão de palavras impactantes devem ser utilizados.

Você pode, por exemplo, dizer que alguém “nos deixou” ou “partiu para um lugar melhor” em vez de simplesmente tratar a morte como um assunto casual.

Temas sensíveis exigem o tom reservado, pois podem causar constrangimento ou afastar o leitor do artigo.

Comentário

É um tom mais informal, onde a opinião do escritor é comunicada claramente. Entretanto, em tom de comentário são evitados exageros e posições muito fortes, de forma a deixar o leitor tomar a sua própria decisão. É o tom de reviews e editoriais.

“Newton sabiamente concluiu que as maçãs eram atraídas pelo planeta, por isso caíam.”

No ambiente digital é muito comum que os usuários procurem outras opiniões para decidirem pela compra de um produto ou consumo de um serviço.

Portanto, o tom comentário é muito valioso para produtores de conteúdo. Ele deixa clara a opinião do autor, mas deve manter um tom imparcial, sem levar em conta posicionamento político, religioso ou gostos pessoais.

O leitor deve interpretar o texto como uma avaliação neutra. Só assim um artigo passa a credibilidade necessária para engajar os usuários.

Em sites como Omelete e Adoro Cinema, por exemplo, esse é o tom de escrita utilizado. O mesmo vale para sites pessoais de avaliações de produtos, prática muito comum entre blogueiros.

Conversa

É uma forma de escrita mais próxima da fala, usado em emails pessoais e mídias sociais. Contrações, emoticons e gírias são aceitas sem maiores problemas. É uma comunicação mais pessoal.

  1. “Já perceberam o quanto Newton era genial por ter chegado a esta conclusão observando uma simples maçã?”
  2. Esse tom é o favorito de diversos redatores, já que possui um certo nível de informalidade e aproxima-se da persona do texto.
  3. Textos no tom de conversa provocam empatia, ou seja, colocam-se no lugar da pessoa que está lendo para, então, tratar de um assunto de interesse.
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Há diversas formas de utilizá-lo, como em artigos voltados para públicos mais específicos. Ele passa uma impressão de diálogo, então não há problemas na utilização de perguntas, brincadeiras, adaptação à linguagem do leitor e referências ao contexto do usuário.

Um exemplo: em um blog de uma loja virtual que vende produtos para skatistas, é possível utilizar termos da cultura do grupo, citar eventos e personalidades do esporte e até mesmo gírias particulares desse nicho da sociedade.

Com o escolher o tom adequado

O fator determinante na decisão do tom de um texto é o seu objetivo. Não podemos reforçar o suficiente o quanto isto é importante: todo texto tem um objetivo.

Não existem melhores ou piores tons de escrita, apenas os mais adequados para cada situação. Transportando novamente o exemplo para a língua falada, imagine que você quer conversar sobre um filme que assistiu recentemente e gostou muito.

Dependendo da situação, a mesma mensagem (gostei muito do filme X) precisa ser passada de maneira completamente diferente. Tenho certeza que você não fala sobre filmes com o seu chefe, seus amigos e família da mesma maneira. O tom adequado depende então de um entendimento claro do redator de qual é a mensagem e quem é o público que a receberá.

Boa parte da eficácia dos seus artigos depende da escolha correta do tom. Faça esta escolha conscientemente, focado no seu objetivo e terá começado com mais chances de sucesso, antes mesmo de escrever a primeira palavra.

Se você pretende utilizar os tons de escrita em seus textos, provavelmente também precisa de algo para ajudá-lo na redação, não é mesmo? Nesse caso, baixe gratuitamente o Guia de Produção de Conteúdo para Web 2.0 e torne-se um produtor de conteúdo profissional!

Como Analisar o Tom em Literatura (com Imagens)

Cinco aspectos da imagem na literatura

Semana passada, foi publicado no blog literário do jornal The Guardian um pequeno texto sobre a inserção de imagens em livros de ficção. O autor, Stuart Evers, apresentou alguns exemplos de escritores que usaram ilustrações e fotos em seus romances, como W. G. Sebald e Jonathan Safran Foer.

Acredito que há diferença entre os tipos de imagem que se pode inserir num romance e que não se deve considerar limitada a criação em certos casos.

Mas não acredito que exista algo que não possa ser descrito por palavras, apesar de não ser contra a integração delas com imagens ? se bem que talvez seja melhor evitar o uso em nome da criatividade literária.

I

Temos na ilustração a finalidade mais focada em livros infantis. Creio que a imaginação de uma criança tem maiores chances de se desenvolver melhor se for apresentado algo concreto mas não real.

Pode uma ilustração completar o que um escritor quer dizer ou é possível que ele use apenas no sentido literal, ou seja, para ilustrar o que ele acaba de descrever em minuciosos detalhes? Creio que desde que uma ilustração seja obra do próprio autor do livro ou encomendada por ele (como foi o caso citado por Evers em seu artigo: Lewis Carroll em Alice no país das maravilhas ? mas devo dizer que Carroll foi fotógrafo e que há chances de ter originado daí a vontade de ilustrar o livro), pode acrescentar à história o tom desejado de maneira mais intensa. Mas isso não significa, pelo menos na minha opinião, que todos os livros devam ser ilustrados para que a intenção do autor fique mais explícita.

II

Para analisar um pouco melhor a necessidade que existe em inserir imagem em livros, é preciso lembrar que estamos na era da arte visual, que tudo precisa passar pela aprovação da visão para que possa ser aceito. Inclusive na literatura.

Hoje em dia, praticamente todos os livros são analisados a partir do ponto de vista cinematográfico, já não se lê palavras apenas.

E, por isso, muitos não consideram o fato de que o cinema mudou, sim, a forma de ler e, por conseqüência, a de escrever.

III

Creio que a insistência em tentar reconhecer (inutilmente) na literatura contemporânea a semelhança com roteiros de filmes parte apenas primeiramente do leitor, que não consegue mais diferenciar de forma clara as duas (ou mais) artes.

Antigamente, talvez a intenção em publicar uma imagem em livro fosse completamente distinta da realidade atual. Aliás, há muitos anos, inserir uma ilustração, por exemplo, provavelmente não prejudicava a imaginação do leitor porque o princípio usado pelo escritor era outro.

Portanto, o costume de leitura foi modificado.

IV

Já com a fotografia, as possibilidades são mais limitadas, pois não se pode criar um rosto ao fotografar. Mas é, ainda assim, mais eficiente se o próprio escritor for o autor das fotos que por ventura publicar.

Para mim, a criação não pode ser considerada genuína, de modo algum, se o escritor incluir uma foto apenas para dizer: “e o olhar que fulano recebeu de seu vizinho foi este”. Desta forma, o autor limita sua própria literatura.

Se a fotografia estiver presente sem qualquer explicação, deixando para quem lê todas as portas abertas, talvez o escritor consiga expandir seu poder criativo e até celebrar duas artes ao mesmo tempo. E assim pode valer também para a ilustração.

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V

O escritor não deve restringir o que escreve, é preciso apenas ter como prioridade a criatividade e entender as conseqüências que esse tipo de escolha terá na imaginação do leitor. Não me refiro durante a escrita, pois neste momento nada é “proibido”, mas ao ter o livro como produto final. As palavras são

Tom (literatura)

Na literatura, o tom de uma obra literária exprime a atitude ou sentimentos do escritor sobre um determinado assunto e público alvo.[1][2]

Visão geral

Dependendo da personalidade do escritor e o efeito que o escritor quer criar, o trabalho pode ter um tom informal, intimista, solene, sombrio, brincalhão, sério, irônico ou um tom condescendente.[3] Na determinação da atitude, humor, ou o tom de um autor, examina-se a dicção utilizada.

O autor está usando adjetivos para descrever o assunto? Se sim, que tipo de palavras estão sendo utilizadas, palavras como perfumada, tranquilo, magnânimo, que são palavras com conotações positivas. Ou são palavras como fétido, babados, mesquinho, que são palavras com conotações negativas.

 Quando falamos, é nosso tom de voz que traduz o nosso estado de espírito, frustrado, alegre, crítico, triste, ou com raiva. Quando escrevemos, nossas imagens e frases descritivas transmitem nossos sentimentos como otimismo,entusiasmo, indiferença, resignação, ou insatisfação.

[4] Outros exemplos de tons na literatura são: arejado, cômico, condescendente, engraçado, pesado, íntimo, irônico, leve, divertido, triste, sério, sinistro, solene, sombrio ou ameaçador.

Diferença entre o tom e o humor

Tom e humor não são os mesmos, embora sejam frequentemente confundidos. tom é o modo como o autor se sente a respeito de algo enquanto que o humor de uma peça de literatura é a sensação ou a atmosfera criada pelo trabalho, em outras palavras, o que o trabalho faz o leitor sentir.

O humor é produzido de forma mais eficaz através do cenário, tema, voz e tom.

Utilização

Todas as peças de literatura, mesmo em documentos técnicos e oficiais, possuem algum tipo de tom.

Os autores criam o tom através do uso de vários outros elementos literários, tais como dicção ou escolha de palavras, sintaxe, o arranjo gramatical das palavras em um texto para causar algum tipo efeito, imagens, apelo vívido aos sentidos, detalhes, fatos que são incluídos ou omitidos, a linguagem figurada e a comparação de elementos que aparentemente não estão relacionados para fins sub-textuais.[como?]

Enquanto usado atualmente para discutir literatura, o termo “tom” foi originalmente aplicado exclusivamente à música. Esta palavra apropriada foi utilizada para representar atitudes e sentimentos que um falante (na poesia), um narrador (na ficção), ou um autor (em prosa não-literária) têm sobre o sujeito, a situação, ou público-alvo.

É importante reconhecer que o falante, ou narrador diferente do autor e as atitudes e sentimentos que o orador e o narrador têm não devem ser confundidos com os do autor.[por quê?] Em geral, o tom de uma peça só se refere à atitude do autor, se a escrita é não-literário em sua natureza.

[mais explicações necessárias][5]

Em muitos casos, o tom de uma obra pode mudar quando a perspectiva do falante ou narrador sobre um determinado assunto se altera durante a peça.

Documentações técnicas e oficiais tendem a empregar um tom formal durante toda a peça.

Definindo um tom

A maneira como uma pessoa se sente a respeito de uma ideia, evento, ou sobre outra pessoa pode ser rapidamente determinada através de expressões faciais, gestos e no tom da voz utilizado. Na literatura, os autores definem um tom através de palavras que transmitem emoções e sentimentos. Os tons possíveis são limitados apenas pelo número de emoções que um ser humano pode experimentar.

Discurso e sintaxe, muitas vezes, ditam a atitude do autor (ou da personagem) em relação a um determinado assunto em um determinado momento.

Um exemplo: “Charlie perguntou a sala de aula, mas foi apenas a sua mãe que o parabenizou por conseguir a maior nota no teste, o sorriso presunçoso que se abriu em seu rosto brilhava cada vez mais à medida que ele confirmava a inferioridade de seus colegas.”

O tom demonstrado aqui é um de arrogância, a sentença “inferioridade de seus colegas” mostra que Charlie acredita em próprio talento. As sentenças “perguntou” e “o parabenizou” mostrou Charlie achando-se melhor que o resto de sua classe.

A dicção, incluindo a sentença “o sorriso presunçoso que se abriu”, dá rapidamente ao leitor uma imagem mental de alguém que rapidamente se agarra a algo, o que prova mais uma vez o orgulho de Charlie em si mesmo.

Caracteristicamente, é claro, o “sorriso presunçoso” fornece uma imagem facial do orgulho de Charlie.

Além disso, o uso de imagens em um poema é útil para desenvolver o tom.

Ver também

  • Vozes Verbais
  • Ponto de vista (literatura)
  • Voz do escritor

Notas e referências

  1. ↑ Brownstein (1992, p. 66)
  2. ↑ Hacker (1991, p. 51)
  3. ↑ Crews (1977, p. 6)
  4. ↑ Brownstein (1992, p. 98)
  5. ↑ Booth, Alison, and Kelly J. Mays, eds.

Referências

  • Brownstein, Samuel C.; Weiner, Mitchel; Green, Sharon Weiner; Hilbert, Stephen (1992), How to Prepare for the GRE General Test, ISBN 0-8120-4957-8 10th ed. , New York: Barron's Educational Series 
  • Crews, Frederick (1977), The Random House Handbook, ISBN 0-394-31211-2 2nd ed. , New York: Random House 
  • Hacker, Diana (1991), The Bedford Handbook for Writers, ISBN 0-312-05599-4 3rd ed. , Boston: Bedford 

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