Como analisar caligrafia (grafologia) (com imagens)

Se é uma daquelas pessoas que sempre desejou conseguir ler a mente de outra pessoa para entender como é ela e no que pensa, saiba que esse superpoder não é assim tão super. Basta ler-lhe um texto escrito à mão.

Pelo menos é nisto que acredita a grafologia, uma pseudociência que disseca a letra manuscrita para detetar traços da personalidade. Para os grafólogos isto não é apenas uma ilusão das séries criminais americanas.

Tudo porque a forma como escrevemos é inconsciente e irrefletida. Por isso, segundo o Entrepreneur, os grafólogos acreditam que podem desvendar-se cerca de 5 mil traços psicológicos na forma como as pessoas escrevem.

De acordo com as declarações de Irene López Assor, grafóloga e psicóloga, ao ABC, só há uma letra cujo grafismo mudou ao longo dos últimos vinte anos: o “M” minúsculo.

A décima segunda letra do abecedário português, quando escrita à mão em minúsculas, é desenhada com três montes. O primeiro diz respeito ao eu familiar, o segundo transparece o eu social e o último monte indica o eu laboral.

O que acontece é que temos escrito o “M” como apenas um monte. Porquê? “Tornámo-nos mais individualistas”, explica a grafóloga.

Mas não é só nisto que se resume este ramo: para os trabalhadores desta área, através da grafologia também pode modificar a personalidade.

“Escrevemos em função do que somos, mas mudando o modo como escrevemos podemos modificar a nossa personalidade”, explica Irene.

 No livro “Grafologia para a Felicidade”, a psicóloga apresenta exercícios que permitem ao cérebro adaptar-se a uma nova forma de escrita. E também indica quais os significados por detrás das características da escrita onde se baseia a grafologia.

Apesar de as pessoas escreverem cada vez mais nos computadores e telemóveis, essa realidade parece não influenciar os resultados da grafologia. As pessoas continuam a aprender a escrever utilizando a habilidade manual, portanto os princípios dessa pseudociência não se alteram.

Quer conhecer os princípios onde se baseia a pseudociência? Ora veja.

A letra

Podemos começar a análise do grafismo através do tamanho da letra.

Para a grafologia, uma letra pequena indica timidez e introversão, mas também concentração e meticulosidade.

Uma letra grande será própria de alguém comunicativo, extrovertido, sociável. No entanto, essas pessoas podem utilizar a confiança como arma de defesa.

  • Se a letra de uma pessoa for de tamanho moderado, ela pode ser mais moderada e ajustável a novas situações.
  • Ainda no Entrepreneur, ficamos a saber que, para os grafólogos, um grafismo sem inclinação indica uma personalidade lógica, prática e sem interferência da emoção na tomada de decisão.
  • Se a inclinação da letra acontecer para a direita, o escritor estará aberto a novas experiências e gosta de travar novas amizades.
  • Segundo esta pseudociência, a inclinação para a esquerda evidencia introversão e discrição, mas se a pessoa for destra pode também significar rebeldia.
  • Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

A forma da letra também importa para os grafólogos: quanto mais arredondada ela for, mais criativa e artística será a pessoa. Letras pontiagudas são comuns em pessoas agressivas, intensas e inteligentes, curiosas.

Todos conhecemos alguém que agarra a caneta como se ela pudesse fugir : na grafologia, a letra carregada revela que a pessoa leva os compromissos muito a sério, mas que pode reagir muito rispidamente à critica. Se a caneta deslizar com leveza no papel, o escritor é mais sensível e empático, mas também tem falta de vitalidade.

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

Da mesma forma, a grafologia acredita que velocidade também pode desvendar alguns segredos sobre a personalidade: aquelas pessoas que escrevem muito rápido costumam ser impacientes e detestar atrasos ou perdas de tempo. Já quem escreve mais devagar tende a ser organizado, metódico e confiante.

As letras a que deve prestar mais atenção

O “L” e o “E” são letras particularmente interessantes para o estudo da caligrafia por causa dos laços que desenhamos enquanto se escrevem. A grafologia diz o seguinte: um laço mais apertado de um “L” deixa transparecer restrições sobre a vida pessoal e até algumas tensões, mas um laço mais largo é próprio de alguém relaxado e espontâneo.

Também é nos laços dos E’s que estão alguns segredos sobre a personalidade de alguém, segundo esta psueodciência: um laço estreito nesta letra demonstra ceticismo quanto aos outros, mas um laço alargado no “E” indicia uma mente aberta a novas experiências.

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

Agora, o “I”. Se o ponto do “i” estiver imediatamente acima da letra, então o escritor é categórico, organizado e dá importância aos detalhes. Se ele for mais elevado, guardando espaço entre, a pessoa tem muita imaginação.

Quando o ponto é gravado de forma desalinhada, é provável que o indivíduo goste de “deixar para a amanhã o que pode fazer hoje”, mas se o “i” costuma ter mais um acento que um ponto a pessoa é autocrítica e impaciente, embora não seja adepto de aprender com os erros.

Depois, existem pessoas que costumam por um círculo no lugar do ponto: diz o Entrepreneur que essa caligrafia é comum em pessoas visionárias e infantis. É nisto que acreditam os grafólogos.

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

Outra letra importante para os grafólogos: o “T”.

Se o traço do “T” for superior e não muito longo, quem o escreve é ambicioso, otimista e conserva uma grande autoestima, mas se for mais prolongado é determinado, entusiasta, teimoso e algo obsessivo.

Se o traço do “T” estiver a meio da letra e for mais comprido, a pessoa é confiante e está bem com ela própria. Quanto mais curto for o traço, mais preguiçosa e pouco determinada é a pessoa.

A letra “O” também assume importância na grafologia: quanto mais arredondado e menos fechado for o “O” minúsculo, mais sociável, expressivo e falador é o escritor. Quem fecha os “O’s” e os ornamenta pouco tende a ser mais privado, introvertido e discreto sobre a vida pessoal.

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

Por último, o “S”: para a grafologia, se esta letra for desenhada com laços no lugar das pontas, o escritor está confortável consigo mesmo e demonstra bem-estar com os outros, evitando confrontos. Um “s” minúsculo mais pontiagudo indica vontade de aprender coisas novas, curiosidade e ambição. Se o “s” misturar os dois grafismos, então a pessoa é pouco emotiva e ouve menos o coração.

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

As margens e os espaçamentos

Depois vêm as margens: segundo o ABC, quanto mais irregulares elas forem, mais emotiva é a pessoa que escreve.

Se o espaçamento da margem for aumentando ao longo do texto, então o escritor nutre um desejo pela independência e por novas experiências.

Mas se o espaçamento for diminuindo, o poder que o escritor sente que detém é insuficiente para que ele se sinta capaz de o expressar.

Já quanto maior a margem que uma pessoa guarda à esquerda ou à direita, maior a ânsia por independência, por remar contra a corrente ou por se encontrar. Estes são outros princípios da grafologia.

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

Carta de Britney Spears à mãe (Getty Images)

Sobre as margens, o Entrepreneur também deixa algumas pistas vindas da grafologia: uma margem esquerda em branco corresponde normalmente a alguém que vive no pretérito e que se prende muito a acontecimentos do passado.

Se a margem direita não estiver escrita, então a pessoa teme o desconhecido e demonstra preocupação sobre o futuro.

Também existem pessoas que não guardam margens quando escrevem à mão: por norma, elas têm uma mente agitada e não são capazes de relaxar.

No ABC, Irene Assor também alerta que quanto mais adornos uma letra tiver, maior as probabilidades de alguém desenvolver uma psicopatia. Mas os grafólogos fazem uma ressalva: isso não significa que se possa identificar um assassino através da sua letra: o máximo que se vai conseguir descobrir é o nível de agressividade ou a relação que mantém com as pessoas em seu redor.

E por falar em relações, elas podem ser descobertas na ligação que alguém faz entre as letras de uma palavra, diz a grafologia: pessoas que unem as letras tendem a ser mais sociáveis. A Entrepreneur acrescenta que as pessoas que relacionam as letras trabalham lógica e sistematicamente e têm tendência a fundamentar bem todas as decisões.

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Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

Carta de Alex Rodriguez aos fãs (Getty Images)

O espaço entre palavras funciona numa lógica semelhante ao das margens: como se pode ler no Entrepreneur, a grafologia diz que um espaçamento grande indicia alguém que sublinha o valor da liberdade e que rejeita pressões alheias. Um espaçamento mais pequeno é próprio de alguém que aprecia a multidão e que não gosta de estar sozinha.

As assinaturas

Existem as mais peculiares e as mais sóbrias, mas todas oferecem pistas sobre os traços psicológicos das pessoas, como acreditam os grafólogos. As pessoas cujas assinaturas são pouco legíveis podem ser mais privadas, introvertidas e difíceis de compreender. Já quem assina de forma legível tende a ser mais confiante e a demonstrar bem-estar e auto-estima.

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Assinatura de Albert Einstein (Getty Images)

Desmascarar mentiras

Pois é, até a mentira pode ser desmascarada na caligrafia para os grafólogos. Se, enquanto estiver a ler um texto alheio encontrar partes dele com letras amontoadas, sem alinhamento ou diferentes do resto, estará perante uma mentira.

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

Uma análise com base na pseudociência da grafologia (Getty Images)

Por meio da escrita, grafologia é usada para analisar personalidade

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

Não há dúvidas de que a escrita é uma das invenções mais decisivas para a humanidade. Ela está presente em nosso cotidiano na lista de compra, cartas (prática cada vez mais rara), no trabalho, escola, diários, etc. No entanto, o que poucos sabem é que a caligrafia diz muito sobre nós. Tanto que a grafologia é utilizada para analisar a personalidade das pessoas a partir da forma como elas escrevem.

A especialista em grafologia Sandra Santos explica que se trata de uma ciência que traduz os aspectos da personalidade. “Escrever é um ato consciente e inconsciente, por isso, nossa caligrafia revela vários pontos sobre nós. Além disso, cada detalhe numa escrita traz relevância para a análise: tamanho, forma, pressão, se é arredondada, quadrática, angulosa, curvilínea, grossa, etc”.

Sandra esclarece como a técnica funciona. “Trata-se de uma análise criteriosa de todos os traços e, a partir daí, cria-se um perfil grafológico da pessoa.

Ela nos permite descobrir talentos potenciais e latentes e, com isso, trazer força de ação e identificação sobre a necessidade de ratificação e retificação.

Isso é muito relevante pois, ao elaborar um perfil, teremos conclusões sobre nossa forma de agir”.

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Como funciona

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)

É o que pretende fazer a jornalista e empresária Deborah Ribeiro. Ela conta que conheceu a grafologia por meio do trabalho de Sandra.

“Fiquei impactada com o retorno da análise, pois tudo fazia sentido de acordo com a minha personalidade.

Descobri alguns pontos que preciso trabalhar no meu comportamento, além disso, a avaliação me ajudou a reafirmar coisas na minha vida e a olhar para o que eu ainda preciso evoluir”.

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Teste de Grafologia

Como Analisar Caligrafia (Grafologia) (com Imagens)O Estudo Grafológico de uma assinatura é uma análise detalhada que se apoia na observação e medição de numerosos traços grafológicos específicos, analisados de forma conjunta.

Neste Teste de Grafologia da Assinatura poderá descobrir os traços mais caraterísticos da sua personalidade.

Instruções para realizar o teste de grafologia da assinatura:

• Tome uma folha de papel branco e liso, e uma caneta.
• Compare-a cuidadosamente com cada ponto do questionário, tratando de ser o mais objetivo possível.

Deve observar-se conjuntamente com um texto que a acompanhe, mas de qualquer forma, de acordo com certas caraterísticas específicas de sua assinatura, se pode distinguir o seguinte:

Tamanho da Assinatura

Veja o tamanho médio de sua assinatura:

  1. Grande, mais de 18 mm de altura, em média: Tende á extroversão
  2. Mediana, entre 12 e 18 mm de altura em média: se manifesta como uma pessoa centrada e cautelosa.
  3. Pequena, menos de 12 mm de altura em média: Tende á introversão

Direção da assinatura

É a inclinação geral da assinatura, para cima ou para baixo.

  1. Empinada (muito inclinada):Um ângulo muito ascendente indica uma grande auto-exigência e busca pela perfeição.
  2. Ascendente:  indica uma boa ambição e desejo de superação.
  3. Horizontal: indica uma personalidade equilibrada, que acepta suas qualidades e erros.
  4. Em declive (apenas descendente): O ângulo descendente indica certa apatia e resignação. Poderia determinar cansaço ou stress.
  5. Descendente, caída: O ângulo muito descendente indica decaimento. Poderia determinar grande cansaço ou stress.

Forma da assinatura

É o aspeto geral da assinatura, em especial a sua forma.

  1. Predomínio de formas curvas, redondas: revela gostos estéticos, amabilidade e bons modos.
  2. Predomínio de formas retas, ângulosas: revela disciplina, ordem e certo pragmatismo

Velocidade com que assina

  1. Lenta, mais de 5 segundos: A velocidade lenta assinala uma pessoa meditativa e precavida em sua atuação.
  2. Média, entre 2 e 5 segundos: Assinala uma pessoa medida e justa nas suas ações.
  3. Rápida, menos de 2 segundos: agilidade e dinamismo acentuados.

Pressão da assinatura:

É a força com que se realizam os traçados sobre o papel.

  1. Leve (traços suaves, pouco firmes): possui um temperamento sutil e adaptável
  2. Intermédia (traços intermédios, firmes):possui um temperamento pratico e ativo.
  3. Intensa (traços fortes, firmes, que marcam o papel): possui um temperamento intenso, apaixonado.

Tipo de rubrica

O tipo de traços ou adornos que não são texto, presentes em algumas assinaturas.

  1. Envolvente: revela uma busca por proteção, e por segurança. É uma pessoa que se protege.
  2. Boca de lobo (tipo C, aberta à direita): indica uma busca de refugio e proteção. Certa desconfiança surgida possívelmente de situações vividas no passado.
  3. C invertida (aberta à esquerda): indica una busca de refúgio e proteção. Certa desconfiança. Certa desconfiança e cuidado frente ao desconhecido e novo.
  4. Gatafunho (a rubrica, ou toda a assinatura, é ilegível): a rubrica indica uma busca pela autenticidade e originalidade, e uma mente abstrata, cheia de ideias e pensamentos.
  5. Remoinho (círculos concêntricos ou espiralados): indica una busca pela autenticidade e originalidade. Arremoinhamento de ideias e sensações.
  6. Línha: indica segurança e determinação, uma pessoa que busca concretizar suas metas, enfrentanto os desafios e as novas situações.
  7. Regressiva (gesto para a esquerda): revela uma personalidade que busca a segurança para alcançar suas metas, reforçando suas ideias antes de empreender uma ação.

Coerência da assinatura

É o índice de legibilidade da assinatura.

  1. Legível: Ao ser totalmente legível, indica que se mostra aos demais com sinceridade e autenticidade desde o princípio.
  2. Algumas letras (parcialmente legível): indica que toma certas reservas antes de conceder a sua confiança aos demais.
  3. Ilegível (completamente ilegível, confusa): Ao ser praticamente ilegível, indica uma atitude de desconfiança e e precaução no primeiro contato frente aos outros.

Maiúsculas da assinatura

Trata-se da altura das maiúsculas, se as há.

  1. Muito altas (mais do triplo das minúsculas) A utilizaç4ao de maiúsculas na assinatura permite deduzir que tem uma muito boa auto-imagem e auto valorização.
  2. Altas (mais do dobro das minúsculas): A utilização das maiúsculas na assinatura permite deduzir que tem uma boa auto-imagem e valorização.
  3. Normais (aproximadamente o dobro das minúsculas): permite deduzir que tem uma auto-valorização real, e uma auto-estima equilibrada.
  4. Baixas (da mesma altura das minúsculas): permite deduzir que tem uma boa imagem e apreciação do próximo.
  5. Ausentes (não utiliza maiúsculas): permite deduzir que tem uma forte valorização do próximo.

Projeção da assinatura

Trata-se da utilização dos nomes e/ou apelidos na assinatura.

  1. Ambos presentes (completos ou com iniciais): Ao utilizar o nome e apelido, demonstra um equilíbio entre o papel familiar e social – o “eu” íntimo e a tradição.
  2. Só o/os nomes: O predomínio do nome demonstra um “eu” intimo muito forte, e uma grande auto-aceitação.
  3. Só o os/ apelidos: O predomínio do apelido demonstra um grande interesse na tradição familiar, e no papel socio-profissional.
Leia também:  Como ajudar seu cônjuge a lidar com a depressão

Localização da assinatura

É a tendência de situar a assinatura numa área de papel em concreto.

  1. Esquina superior, esquerda: se manifesta como uma pessoa reservada, com certa timidez.
  2. Zona superior, centro: se manifesta como uma persona centrada e cautelosa.
  3. Esquina superior, direita: se manifesta como uma pessoa amável, leal e espontânea.
  4. Zona centro, direita: se manifesta como uma pessoa extrovertida e espontânea.
  5. Esquina inferior, direita: se manifesta como una pessoa aberta, amável e espontânea.
  6. Zona inferior, centro: indica que se manifesta como uma persona centrada e reservada.
  7. Esquina inferior, esquerda: indica que se manifesta como una persona muito reservada e distante.
  8. Zona centro, esquerda: indica que se manifesta como uma persona reservada e observante.
  9. Centro absoluto: se manifesta como una persona reservada e observante.

Fonte: Grafologico.com

Grafologia Forense

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  • Neste campo da Grafologia você encontrará a maneira correta e simples, de  como manipular um documento duvidoso, tanto na cena do crime quanto nos escritórios; como realizar uma amostragem grafológica adequada, tipo de material que deve ser anexado, questionários ou requisitos apropriados, causas de retorno e, em geral, tudo destinado a um bom manuseio dos documentos como meio de prova.

Este campo da grafologia  é o resultado de estudos e práticas através de anos em uma base diária daqueles que  fizeram e colaboram na sua construção com o único desejo de ser conhecido por todo aquele que tem a responsabilidade de avaliar essas medidas para o bem de justiça e sociedade. Utilizado principalmente na área jurídica e pericia criminal. Observa-se aqui minunciosamente o material dos exames. Atestando-se a sua autenticidade/veracidade ou não.

MATERIAL DE EXAME

MATERIAL DUPLO: Falsidade contestada. Fazer referência ao material que oferece dúvidas, como assinaturas, manuscritos, documentos de identificação, papel-moeda, etc.

E, em geral, qualquer material que possa ser falsificado. Cabe ao grafoperito  identificar e testificar a idoneidade e veracidade dos documentos e assinaturas.

O perito grafotécnico utilizará todas as técnicas de pericias nas peças testes e padrões.

O CUIDADO QUE VOCÊ TEM QUE TER DOS DOCUMENTOS: “É necessário fazer uma distinção clara dos documentos e peças para o exame pericial. São questionários todos aqueles manuscritos ou documentos cuja origem tenta estabelecer por meios técnicos.

Estes documentos, por razões óbvias, não são suscetíveis de melhorias para os fins do exame pericial. Tudo o que pode e deve ser feito é mantê-los cuidadosamente, tentando não perfurá-los, dobrá-los ou alterá-los de qualquer maneira.

Neste caso dos escritos anônimos, nunca será suficiente insistir para que os rigorosos testes dactiloscópicos sejam praticados imediatamente, a fim de revelar as impressões digitais que eles podem conter.

Obviamente, o documento deve ser manuseado com o máximo de cuidado e devidamente embalado para evitar que desapareçam ou se torne tão confuso que a identificação se torne impossível “.

MATERIAL INDUBITADO: Reconhecido como autêntico e que não oferece dúvidas.

Estas expressões são usadas para nomear o material que serve como um modelo de referência legítima nas diferentes conceitos que são emitidos pode ser: amostras caligráficas retirados de suspeitos pela autoridade que conduz a investigação, digitando textos retirados diretamente da máquina de escrever envolvidos e padrões legítimos de contas, formulários, etiquetas, documentos, etc. Solicitado pelas autoridades à entidade que as produz ou distribui.

MATERIAL EXTRAPROCESO: Reconhecido como genuíno e que é elaborado em documentos relativos ao anterior ou posterior à elaboração das perguntas, tais como cheques, recibos, cartas, diários ou qualquer outro documento que são conhecidos por certos os tempos agressor.

O QUE É DOCUMENTAÇÃO E GRAFOLOGIA FORENSE

DOCUMENTOLOGIA: É o estudo de todos os tipos de documentos que tendem a esclarecer a sua autenticidade ou falsidade, aplicando as técnicas e os meios necessários.Surgiu e criou corpo dentro da criminalística.

  1. GRAFOLOGIA FORENSE: É o estudo de manuscritos,  rubricas ,assinaturas e características, a fim de esclarecer as patologias existentes no escritor, bem como se o mesmo fez uso de psicotrópicos ou não, etc.
  2. CIÊNCIAS AUXILIARES: Para realizar estudos em documentologia e grafologia forense, o técnico auxilia em química, fotografia, óptica e artes gráficas.
  3. DOCUMENTO: Qualquer apresentação gráfica, feita em qualquer superfície com qualquer instrumento que represente os pensamentos ou idéias de uma pessoa.
  4. O QUE OS ESTUDANTES ESTUDAM?
  5. Eles desenvolvem dois tipos de estudos:
  6. · GRAFOLOGIA: Em cada caso, você pode estabelecer a personalidade do escrevente, bem como detectar patologias, ou uso de psicotrópicos através da grafia analisada. Estudamos :
  7. -Textos
    – assinaturas
    – recursos
  8. – Manuscritos.
  9. · DOCUMENTOLÓGICO: Neste tipo de estudos é possível determinar autenticidade, falsidade ou alterações.
  10. Valor do título: verificações
  11. · DOCUMENTOS PESSOAIS:
  12. – Cartão de cidadania
    – passaporte
    – licenças para porte de armas de fogo
  13. – Cartilha militar.
  14. · CURRENCY PAPER: Foreign National
  15. · STAMPS:
  16. – Molhado
    – seco
  17. – Protectógrafos
  18. · OUTROS:
  19. – faturas
    – letra de câmbio
    – Contratos
    – Formatos
    – selos
    – Loterias
  20. – Tags
  21. COMO O MATERIAL DE ESTUDO ESTÁ CLASSIFICADO
  22. DUBITADO: São aqueles documentos sobre os quais há dúvidas sobre sua origem ou origem
  23. INDUBITADO: Qualquer documento cuja autenticidade é inquestionável ou sua origem conhecida.
  24. COLEÇÃO DE AMOSTRA
  25. Quem pode ajudá-lo a coletar amostras?
  26. O laboratório de Criminalística da Polícia Nacional  possui pessoal qualificado nestas áreas que pode assessorar e receber tecnicamente as amostras necessárias.
  27. Como amostras devem ser recebidas quando se lida com:
  28. MANUSCRITOS:

– Diga um texto diferente para a pergunta, inserindo palavras da dúvida escrita
– Você deve levar em conta o tipo de papel, elemento escritor (tinta úmida ou pastosa), tipo de gráfico (itálico, impressão, maiúsculas, minúsculas, números).

– Não permita que a amostra tenha acesso ao documento duvidado.Nunca!
– Tanto quanto possível, envie material extraprocesso (cadernos, cadernos, agendas, etc.) da amostra.
– Não guie o amanuense sobre ortografia, pontuação e acentos.

– Tome pelo menos uma amostra com a mão direita menor.

  • – Quando a simulação é apreciada pelo amanuense, você deve solicitar escritas extraprocessadas.
  • TEXTOS MECANOGRÁFICOS:

· Identifique a máquina de escrever para a qual as amostras, séries, classes, marcas e modelos serão retirados.
· Transcreva o texto da dúvida mínima três vezes (da mesma maneira que as fontes aparecem).
· Tire uma amostra de todos os sinais que compõem o teclado da máquina sem deixar espaços em branco.

  1. · Quando se trata de máquinas elétricas, pegue a amostra nos diferentes tipos de letras na máquina e nos diferentes espaços gráficos.
  2. Moeda de Papel, Impressos, Loterias, Selos, Etiquetas e Embalagens:
  3. Você deve enviar os padrões originais, obtendo-os diretamente em impressoras, instituições de caridade, aluguéis de departamentos, etc.
  4. Quantidade: mínimo dois ou três padrões.
  • Obs: Para a Grafoperícia , quantidade minima: 20 amostras boas, o que significa colher pelo menos 60.

SELOS DE AMOSTRA

WETLANDS

– Umedeça a almofada com muita tinta, tendo em conta a cor da usada na dobragem.
– Pegue o carimbo ou o suporte da imagem, entenda e continue a carimbar até que a tinta do mesmo esteja esgotada.

  • – Realize a operação acima várias vezes aplicando pressão em diferentes ângulos.
  • SECO:
  • – Colher amostras em vários fólios com diferentes pressões.
  • CAUSAS DE RETORNO
  • Falta o documento original questionado.
  • Pouca quantidade, para os estudos grafológicos, é necessário ter um grande número de amostras manuscritas.
  • Falta de variedade, na amostragem devem ser intercaladas letras, frases e figuras análogas às que apresentam o texto questionado.
  • A falta de similaridade, para a realização de um estudo, é necessário ter um padrão com as mesmas características do documento em que a dúvida está.
  • A falta de contemporaneidade, para os estudos documentológicos e grafológicos são necessários que tanto o material dubitado como indubitado são da mesma época.
  • Os documentos apresentados não são bem identificados.
  • Quando os documentos são enviados sem questionário.
  • QUESTIONÁRIO JUDICIAL
  • O questionário deve incluir:
  • · Apresentar, de forma clara e ordenada, as questões que devem ser esclarecidas pelo especialista, de acordo com o  Código de Processo Penal.
  • · Determinar a localização exata dos documentos sujeitos a exame, indicando-os por números de páginas, datas, notários, etc.
  • · Identifique quais são os documentos dúbios e indubitados.
  • NÃO É POSSÍVEL RESPONDER A INTERROGATÓRIOS COMO:
  • – “Qual era o humor do amanuense no momento da escrita ou se ele estava sob ameaça?”
  • – “Qual é o temperamento e caráter”?( Só o Grafologo pode responder sobre aspectos da personalidade do escrevente)
  • – “Sexo, raça e idade?
  • – “Determinar a idade do documento, escrito ou carimbo”?
  • “Quem executou o golpe adicionado?
  • EXEMPLIFICAÇÃO DA AMOSTRAGEM
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Se o documento suspeito, por exemplo, for um cheque feito com uma caneta esferográfica, é aconselhável levar a amostra na mesma forma impressa e com um instrumento de escrita análogo. Da mesma forma, pode ser necessário convidar o autor a observar certas condições, devido ao gênero da escrita, como “roteiro com letra maiúscula”, em letra cursiva ou roteiro comum, “romance de caráter”, etc.

Em princípio, NÃO é necessário formular nenhuma instrução relacionada à ortografia, espaçamento e pontuação, pois isso poderia induzir em erro o especialista. Se a escrita questionada contém erros de ortografia, um vício um tanto vago deve ser adotado para não “bloquear” desnecessariamente o escritor.

  1. O funcionário que vai fazer a amostragem deve primeiro levar em conta o documento de dúvida.
  2. A amostragem deve ser MÍNIMA 6 (seis) folhas completas,vinte amostras boas.
  3. A PRIMEIRA TOMADA DEVE SER LIVRE, o que quer que a pessoa possa escrever.
  4. O litígio deve ser sempre ditado no final da amostragem.
  5. Uma vez que a amostra foi colhida, deve ser retirado imediatamente do ponto de vista do escritor, faze-la assinar com número de identificação, continue com a próxima tacada e ir já enumerando que tem sido feito.
  6. NOTA: Com base nas instruções dadas a você, a amostragem pode ser feita por qualquer funcionário de seu escritório, desde que perito judicial e nomeado pelo juiz.
  7. ASSINATURAS E MANUSCRITOS
  8. O documento original deve ser enviado
  9. O estilo de letras semelhantes intercalando palavras, frases, letras, figuras ou combinações análogas às apresentadas pelo texto questionado.
  10. Qualidade respeito deve fazer semelhança entre a recolha e INDUBITADO X DUBITADO papel em relação à classe (revestidos ou não revestido, de papelão), um instrumento utilizado (caneta, estilete, marcador, lápis) e circunstâncias de produção.
  11. Quando houver falta de espontaneidade nas amostras caligráficas tomadas, solicite material de processo extra contemporâneo ao documento de dúvida.

Deve rotular o nome do autor do número de identificação amostras bíblica, se  é ambidestro,  escreve com a mão esquerda ou direita, se tiver dificuldade em escrever, alterações físicas ou doenças que impedem ou afetam o desempenho da empresa ou ditado. A POSIÇÃO do amanuense também deve ser anotada no momento da produção do teste de escrita (em pé, sentado, etc.) e o número do arquivamento ou processo.

  • TEXTOS MECANOGRÁFICOS:
  • Deve ser evitado em ORIGINAL
  • Estilo de letra semelhante ao documento peça teste

Deve levar em conta o espaçamento, margens, tipo de formato, tipo de papel, se a máquina é elétrica ou mecânica. Faixa de opções ou tipo de elemento de impressão do documento dubitado.

  1. Quantidade: Mínimo de três folhas completas.
  2. Rotulagem: Marca da máquina de escrever, modelo, número de série, estado de conservação, se é eléctrico ou mecânico e se foi reparado.
  3. CAUSAS DE RETORNO
  4. A seguir estão as causas para o retorno do material:
  5. O ORIGINAL DO DOCUMENTO PERGUNTA ESTÁ AUSENTE
  6. PEQUENA QUANTIDADE: Maior amostra caligráfica, sem dúvida necessária. Não menos que três (3) planos completos podem ser aceitos para qualificação

FALTA DE VARIEDADE: na amostragem deve ser habilmente intercalada com letras, frases e figuras análogas às apresentadas pelo texto questionado, sem nenhum motivo as palavras se repetem indefinidamente sem sentido. (Copie N vezes o nome Pedro ou preencha um apartamento com os números de 1 a 10).

DIVERSIDADE DO MATERIAL: Deve haver semelhança entre a coleção duvidosa e inquestionável.

(Consiste reconstrução medida do possível, as circunstâncias em que, presumivelmente, foi preparado o documento, se a cédula ou cheque, digamos, por exemplo foram feitos com caneta deve coletar a amostra com este elemento escritor, se o emprego Se você tiver certeza de que o documento foi feito em pé, a amostra será tirada nesta mesma posição).

GLOSSÁRIO

¯ ABERTURA: Grau de abertura das ovais das letras: “a”. “O”, “d”, “g”, etc.
ADULTERAÇÃO: Alteração da natureza, características ou qualidades de alguma coisa.
¯ ALTERAÇÃO: Modificação de um documento adicionando novos elementos ou por exclusão.
MANUENSE: Escrever ou escrever assunto.

¯ ANALOGIA: Relação ou semelhança na forma, dinâmica ou ritmo de dois escritos colacionados ou confrontados.
ANGULOSE: Script de tipo que substitui as curvas caligráficas por ângulos.
¯ APÓCRIFO: Escrito falso, suposto ou falso.
¯ ARCOS: Curvatura da concavidade inferior.

¯ HASTE: Curso das extremidades superiores das letras longas, marcas intermediárias superiores ou superiores.
ATAQUE: Ajuste, parte inicial do traço.
AUTENTICIDADE: Qualidade do documento cujo autor e conteúdo correspondem à realidade.
AUTOMATISMO: movimento involuntário, subtraído do controle consciente.
¯ BARRAJE: Ação de colocar a barra do T, Ñ.

BORDAS: Contorno das linhas ou linhas.
LOOP: Contorno fino ou perfil, localizado nas extensões superior e inferior de certas letras.
¯ CALCO: Sistema indireto de imitação por transparência, projeção, punção, papel carbono, grafite ou pantógrafo.
CALIGRAFIA: Escreva com uma bela caligrafia.
CAMPO: Espaço plano no qual a escrita é feita.

¯ CONTEMPORANEIDADE: Refere-se ao período em que o material de comparação foi preparado, que deve ser similar ou aproximado ao do documento dublado.
COESÃO: Grau de ligação ou continuidade das orientações.
¯ CONSCIENTE: Escrita que vai contra a posição espontânea ou automática.

Coquetel: Espiral
COTEJO: Comparação ou comparação de dois atos ou documentos para estabelecer ou excluir sua inadmissibilidade.
CRIPTOGRAFIA: Escrita chave.
DESLOCAMENTO LINEAR: Orientação e forma da linha de base das diretrizes de redação.
¯ DEXTROGENA: Movimento orientado para o setor externo e a direita do plano ou que segue o curso das mãos do relógio.

DESCOBERTA: Escrevendo com variações acentuadas em seus aspectos de grafeno no mesmo texto.
EIXO LITERAL: Linha auxiliar imaginária que percorre as letras ou sinais longitudinalmente de cima para baixo.
¯ FACSIMILE: Cópia ou imitação perfeita de uma assinatura, escrita ou desenho.
¯ FILIGRANA: Marca d’água usada pelos fabricantes de papel como um distintivo de segurança.

GANCHO: Movimento angular e regressivo produzido por uma mudança repentina na direção do instrumento.
GESTO GRÁFICO: Elementos característicos e individuais de uma pessoa.
¯ GRÁFICO: Maneira de representar graficamente uma palavra.
¯ GRAMMA: É uma linha que se juntou com outra forma uma letra.
¯ GUIRNALDA: Traçado curvo da concavidade superior.

Semelhante ao U
IDIOTISMO: Traço ou sinal típico do manuscrito.
INCLINAÇÃO: Ângulo formado pelo eixo literal em relação à limitação tangencial ou lateral.
INVOLUÇÃO: Rastreamento que resulta de um movimento curvo e envolvente.
EXTRAPROCESSAMENTO MATERIAL: São aqueles escritos ou documentos que não estão envolvidos no processo e que são emitidos como material que é duvidoso.

¯ MASSIVE: Escrevendo sotaque do tipo pressão

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